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domingo, 24 de março de 2024

Transportes sobre trilhos 🚄🚃🚃 - Chega no aeroporto de Guarulhos o primeiro veículo do Aeromóvel

Transportes sobre trilhos - 🚄🚃🚃

A nova ligação sobre trilhos entre os terminais do GRU Airport - Aeroporto Internacional de São Paulo e a estação da Linha 13-Jade da CPTM deve ser concluída ainda no 1º semestre. 

MPA
Foto - ilustração/ MPA - FB
Chegou o primeiro veículo do Aeromóvel no Aeroporto de Guarulhos/SP. Agora, será feito o processo de comissionamento, testes e certificação de segurança. A nova ligação sobre trilhos entre os terminais do GRU Airport - Aeroporto Internacional de São Paulo e a estação da Linha 13-Jade da CPTM deve ser concluída ainda no 1º semestre. O aeromóvel terá capacidade para transportar 2 mil usuários por hora em cada direção, com tempo de viagem e de espera de 6 minutos. É um transporte rápido, seguro e sustentável para os passageiros, trabalhadores e usuários do aeroporto.
Fonte - Ministério de Portos e Aeroportos 23/03/2024







Foto - MPA/FB


quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

People Mover do Aeroporto de Guarulhos voltará a ser analisado pelo TCU

 Transportes sobre trilhos  🚄

Anunciado pelo governador João Doria em maio de 2019, o People Mover vem passando por vários atrasos desde então. Primeiro porque havia divergências entre a concessionária do aeroporto, a GRU Airport, e a ANAC, a agência federal de aviação civil, quanto à escolha do fornecedor.

Metrô CPTM
O Aeromovel, People Mover oferecido
pelo consórcio AeroGRU
Suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dias depois de o governo Bolsonaro assinar um aditivo junto à GRU Airport para viabilizar sua implantação, o People Mover do Aeroporto de Guarulhos voltará a ser analisado pelo Ministro Vital do Rêgo nesta semana. O relator levará o caso a plenário após receber novos documentos das entidades envolvidas no projeto, que prevê a construção de um sistema de transporte automatizado que ligue os três terminais do aeroporto à Linha 13-Jade da CPTM. Anunciado pelo governador João Doria em maio de 2019, o People Mover vem passando por vários atrasos desde então. Primeiro porque havia divergências entre a concessionária do aeroporto, a GRU Airport, e a ANAC, a agência federal de aviação civil, quanto à escolha do fornecedor. Pelos critérios do governo, levou o AeroGRU, consórcio liderado pela Aeromovel, do Rio Grande do Sul, porém, a GRU Airport preferia o sistema oferecido pela GRU Connecta, da empresa austríaca Doppelmayr, mas com custo bem maior. Nesse meio tempo, ainda era preciso convencer o Tribunal de Contas da real necessidade do sistema, que substituirá um serviço gratuito de ônibus oferecido pela concessionária. Mas o governo federal nunca chegou a enviar os documentos solicitados pelo órgão de controle até que no início de setembro, o Ministério da Infraestrutura decidiu assinar o aditivo à revelia do TCU. Dias depois, após admitir surpresa com a decisão, Vital do Rêgo suspendeu a execução do projeto até que os envolvidos enviassem evidências da viabilidade do projeto, orçado em R$ 217,7 milhões para sua construção. Pedido de reconsideração No início de outubro, o consórcio AeroGRU enviou uma carta ao TCU em que pediu a reconsideração a respeito da decisão de suspender o aditivo. A empresa solicitou ainda que faça parte do processo mesmo não sendo citada diretamente na discussão. A AeroGRU argumentou que já assinou contrato com a concessionária do aeroporto e que teria se comprometido com fornecedores além de alegar ter “tomado as providências para a montagem do canteiro de obras e mobilização de mão de obra, tudo isso em momento difícil, onde são notórias as desorganizações das cadeias produtivas com a falta de produtos e significativos aumentos de custos”. No documento, o consórcio busca exaltar ter sido a melhor opção na concorrência realizada pela AeroGRU, seja pelo aspecto financeiro ou técnico, além de garantir a segurança e eficiência do sistema Aeromovel. No entanto, um dos principais pontos questionados pelo TCU não envolve exatamente qual sistema será implementado, mas sim comprovar que um People Mover é a opção de transporte mais vantajosa se comparada a outras alternativas como o próprio ônibus. O Tribunal, como se sabe, tem como principal função zelar pelo gasto dos recursos federais, nesse caso, a renúncia de parte da outorga devida pela GRU Airport à ANAC pela concessão do aeroporto.
Fonte - Revista Ferroviária  08/12/2021 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

CPTM: Ferroviários confirmam greve para o dia 15 de julho por direitos

Transportes sobre trilhos    🚂🚃🚃🚃

A decisão foi tomada em assembleias e deve atingir todas as linhas da CPTM. “Reunimos a categoria em assembleias em cada sede seguindo todos os protocolos de segurança de saúde e os trabalhadores, cansados do descaso da empresa, decidiram dar um basta nessa situação.

Portogente
foto - divulgação
O Sindicato da Sorocabana, em conjunto com os Sindicatos de São Paulo e dos Engenheiros de São Paulo, anuncia que os Ferroviários da CPTM vão parar a partir da 0 hora do dia 15 de julho. A decisão foi tomada em assembleias e deve atingir todas as linhas da CPTM. “Reunimos a categoria em assembleias em cada sede seguindo todos os protocolos de segurança de saúde e os trabalhadores, cansados do descaso da empresa, decidiram dar um basta nessa situação. Estamos em estado de greve desde o dia 1º de abril, depois do calote que sofremos em relação ao PPR. Agora, a empresa também não aceita as cláusulas econômicas propostas para o ACT 21/22”, explica José Claudinei Messias, presidente interino do Sindicato da Sorocabana. A CPTM insiste em reajuste zero nas negociações há dois anos e, agora no ACT 21/22, atrasando a data-base da proposta e colocando em risco a saúde financeira dos ferroviários. “Como a categoria pode trabalhar tranquila se não há garantias de que receberá recuperação das perdas salariais? O que a CPTM está fazendo é desrespeitoso e mostra o quanto os ferroviários representam somente números para a empresa e é hora de dar um basta!”, afirma Messias. Além disso, no que diz respeito ao pagamento do PPR 2020, os ferroviários estão indignados com o tratamento recebido da empresa. A CPTM não aceitou o acordo proposto pelo Ministério Público para a liquidação da dívida do PPR 2020, que já tem duas parcelas vencidas e sem previsão de pagamento, um verdadeiro calote da CPTM e do Governo do Estado. Cabe lembrar que durante a pandemia, os ferroviários estiveram e estão na linha de frente e considerados categoria essencial, sem qualquer consideração pela empresa ou Governo Estadual e também reclamam que durante a pandemia tiveram de comprar seus equipamentos de segurança, como máscara e álcool gel, que apenas passaram a ser fornecidos após decisão judicial depois de ação judicial do Sindicato e Ministério Público. A paralisação das linhas da CPTM acontecerá a partir da meia noite do próximo dia 15, sem previsão de término.
Fonte - Portogente   08/07/2021

terça-feira, 19 de maio de 2020

Metrô de SP e CPTM deixam de funcionar até 1h da manhã aos sábados

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Ambos os sistemas vão fechar as estações à zero hora, como já ocorre nos dias úteis. O Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não vão mais funcionar até a 1h da manhã aos sábados.As duas empresas já tinham reduzido a circulação dos trens, devido à redução da demanda por conta da quarentena imposta no estado de São Paulo devido à pandemia de coronavírus.

Rede Brasil Atual
foto - ilustração/arquivo
A partir do próximo sábado (23), a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não vão mais funcionar até a 1h da manhã aos sábados. Ambos os sistemas vão fechar as estações à zero hora, como já ocorre nos dias úteis. O governo de João Doria (PSDB), que administra as companhias, não informou o motivo da mudança, apenas publicou a decisão nas redes sociais.
As duas empresas já tinham reduzido a circulação dos trens, devido à redução da demanda por conta da quarentena imposta no estado de São Paulo devido à pandemia de coronavírus. Além disso, os sistemas tiveram de reduzir o número de trens em circulação por falta de funcionários. Isso porque parte dos servidores pertence a algum grupo de risco da covid-19, ou mesmo por suspeita ou confirmação de contaminação. O déficit em relação a dias normais é de 25%.
Para o conselheiro do CMTT e especialista em mobilidade urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Rafael Calabria, a medida não traz benefícios à população. "Entendo que um sistema de trens tenha problemas com a baixa demanda, mas todo corte é ruim nesse momento. É um momento com menos demanda, mas as pessoas que trabalham utilizam. E não há nenhuma orientação de como essas pessoas devem proceder, se vai ter ônibus, que alternativa terá. Não se ouve a população, não se ouve os técnicos. Quem se sentir prejudicado deve reclamar", afirmou.
Rodízio regularO prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), revogou o rodízio de veículos por placas pares e ímpares adotado há uma semana. A partir desta segunda-feira (18) voltou a valer o sistema regular de rodízio com dois números finais de placa por dia. O sistema de ônibus, no entanto, deve permanecer com a redução de frota. "Independente do rodízio, a SPTrans tem falhado em ajustar a oferta de transporte. Por que a SPTrans não está usando com qualidade os dados que ela tem de rastreio das pessoas? Teve 100 mil passageiros a mais, mas se tivesse cuidado no planejamento, não ia ser problema", avaliou Calabria.
Embora o novo rodízio tenha conseguido reduzir a circulação de carros em 40% - cerca de 1,5 milhão de veículos a menos -, houve aumento de aproximadamente 100 mil usuários no transporte coletivo, que segue com a oferta reduzida. O isolamento social teve aumento de apenas dois pontos percentuais, de 47% para 49% da população.
Fonte - Revista Ferroviária  19/05/2020

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Trens da antiga Série 4800 da CPTM começam a ser cortados. É o fim dos Toshibas.

Transportes sobre trilhos  🚉

No final da sua vida útil e com o alargamento de bitola (de métrica para larga 1.60m), os trens da atual Série 4800 foram “confinados” nos trechos mais distantes do transporte metropolitano, reservando-se apenas ao trecho gratuito da Extensão Operacional entre Amador Bueno e Itapevi.Atualmente, há exemplares(03) em circulação em Salvador, na Bahia, que também deverão sair de circulação em breve.

Rodrigo Lopes - ViaTrolebus
Foto de destaque retirada do fórum Skyscrapercity Brasil
Toshiba sendo cortado em Presidente Altino
Os famosos trens japoneses, comprados pela Estrada de Ferro Sorocabana na década de 50 e que operaram até 2010 na extensão da Linha 8, o trem já atendeu cidades mais distantes como Sorocaba, Mairinque, São Roque e até Avaré que fica a 268km de São Paulo, no trecho da linha tronco da Estrada de Ferro Sorocabana, que chegava à Presidente Prudente e outras localidades do Sudoeste do Estado.
No final da sua vida útil e com o alargamento de bitola (de métrica para larga 1.60m), os trens da atual Série 4800 foram “confinados” nos trechos mais distantes do transporte metropolitano, reservando-se apenas ao trecho gratuito da Extensão Operacional entre Amador Bueno e Itapevi. Exemplares também circularam no extinto TIM – Trem Intra-Metropolitano no litoral santista, no trecho hoje atendido pelo VLT. Passaram por diversas reformas, inclusive no antigo pátio de Rio Claro, incendiado em julho de 2019.
Parados no Pátio de Presidente Altino desde sua desativação, as unidades começaram a ser cortadas recentemente, para liberar espaço em uma das áreas operacionais mais movimentadas da Companhia, onde opera a CAF na manutenção das frotas que circulam nas linhas 8 e 9 da CPTM. Uma das três unidades está em processo de tombamento por parte do Condephaat e por isso, não poderá ser cortado.

Trens Toshiba ainda em operação em Salvador
Atualmente, há exemplares(03) em circulação em Salvador, na Bahia, que também deverão sair de circulação em breve.
Fonte - ViaTrolebus  27/08/2019

Trem Unidade Elétrico Toshiba nos padrões da E.F. Sorocabana – Pinterest

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Projeto de privatização de metrô e CPTM(SP) provoca críticas da FerroFrente

Transportes sobre trilhos  🚄   🚇

O Projeto de Lei nº 777 de 2019, da Assembleia Legislativa de São Paulo, prevê a privatização das linhas do metrô de São Paulo e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente) vê com extrema preocupação a proposição formulada, porque é gritante a falta de estudos técnicos para embasar o projeto de lei, que se limita a autorizar o governo estadual a realizar a outorga das linhas.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Entidade critica fragilidade de argumentos de matéria que propõe a privatização das linhas do metrô de São Paulo e dos trens da CPTM e defende transporte metroferroviário, ecológico, econômico e para todos.
O Projeto de Lei nº 777 de 2019, da Assembleia Legislativa de São Paulo, prevê a privatização das linhas do metrô de São Paulo e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente) vê com extrema preocupação a proposição formulada, porque é gritante a falta de estudos técnicos para embasar o projeto de lei, que se limita a autorizar o governo estadual a realizar a outorga das linhas.
É possível verificar, na matéria, que não existem estudos sobre o patrimônio que será transferido à iniciativa privada e o seu valor atualizado, o número de vagas de trabalho que devem ser encerradas e as condições para a privatização. O alerta é da entidade que está sempre à frente da discussão sobre transporte de passageiros e cargas e mobilidade.
"Depois de longos anos de experiências boas e ruins de privatizações, hoje a sociedade tem condições de olhar com ressalvas para os processos de transferência de serviços essenciais à iniciativa privada, afinal, privatizações mal feitas podem resultar na piora considerável de serviços que hoje já são ruins", observa o presidente da FerroFrente, o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves.
Assim, é indispensável que o PL contenha a previsão do valor do patrimônio discutido na privatização e dos demais impactos sociais, econômicos e em postos de trabalho. Além disso, qualquer projeto de lei para a privatização das linhas precisa conter a obrigação para a criação de conselhos de usuários e a adoção de indicadores de qualidade para a melhoria contínua da operação.
Para Gonçalves, "a discussão não pode se limiar a privatizar ou não privatizar, em parte isso só responde à insatisfação atual da população com o sistema, e os usuário têm razão: o sistema vai muito mal". Ele indica: "O remédio tem que ser a realização de mais e melhores investimentos no setor ferroviário e na realização do transporte de qualidade das pessoas pela cidade. Nós da Ferrofrente queremos prestigiar o transporte ferroviário, ecológico, econômico e para todos."
Fonte - Portogente  22/07/2019

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Linha 10-Turquesa de SP está há um ano sem manutenção nos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚄

O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.

Diário do Grande ABC

Responsável por ligar municípios do Grande ABC à Capital, a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) está há mais de um ano sem serviços de reparo e manutenção preventiva. O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.
Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.
“O que temos feito é apenas remendo e reparos emergenciais, a manutenção era realizada por uma empresa especializada”, disse um funcionário em condição de anonimato.
A possível relação entre falta de conservação com ocorrências no ramal ferroviário, inclusive, é alvo de inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo, que apura se a companhia tem tomado providência para resolver os seus diversos problemas nas linhas de trem, o que provoca desconforto aos usuários.
Uma das irregularidades apontadas pelo órgão é a diminuição da velocidade dos trens entre as estações Capuava e Mauá. Neste trecho, as composições reduzem de 90 km/h para 20 km/h, “pois o trilho é antigo e deve ser substituído”, conta o funcionário.
Revoltados com a situação, usuários do sistema reclamam de problemas diários no ramal ferroviário. Ontem, trens da Linha 10-Turquesa chegaram a circular com velocidade reduzida por 11 horas entre as estações Mauá e Rio Grande da Serra devido a furto de cabos do sistema.“Praticamente todo dia tem alguma falha”, desabafa a vendedora Juliana de Alencar, 28 anos.
De janeiro a abril deste ano, segundo a CPTM, já foram seis ocorrências de interrupção total na circulação de trens na Linha 10-Turquesa. O levantamento, no entanto, não contabiliza falhas que provocam redução de velocidade no sistema.
Na tentativa de amenizar os problemas, a CPTM afirma ter aberto no ano passado licitação para contratação de empresa para prestação de serviços de manutenção na Linha 10-Turquesa. O processo que já está sua quarta republicação, no entanto, foi suspenso nesta semana para o julgamento dos recursos administrativos de participantes. O certame deverá ser retomado neste ano. Até lá, a companhia diz contar com equipe própria para realizar “os serviços que garantem a total segurança operacional”.
A CPTM ressalta ainda que está colaborando com as investigações do Ministério Público, “inclusive já respondeu ao órgão sobre esse inquérito, e está fornecendo todas as informações que comprovam que a ferrovia é altamente segura”.

CPTM reduz a zero receita para modernizar ramal ferroviário da região
A falta de investimentos no ramal ferroviário da região não se limita apenas a serviços de manutenção. Dados obtidos pelo Diário, via Lei de Acesso à Informação, mostram que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reduziu a zero, neste ano, os repasses reservados em seu orçamento para modernização de trens que circulam no Grande ABC pela Linha 10-Turquesa, que liga Rio Grande da Serra ao Brás, na Capital.
O caso denunciado pelo Diário em junho, mostra que a diminuição do montante quebra sequência de três anos consecutivos em que o ramal recebeu investimentos do Estado. No período, a CPTM repassou cerca de R$ 25,2 milhões para a manutenção de composições que atendem nove estações no Grande ABC.
Com média diária de 370 mil passageiros, sendo 181,4 mil usuários somente na região, a Linha 10-Turquesa tem uma das frotas mais antigas do Estado. São ao menos 25 trens com ano de fabricação entre 1974 e 1977.
Fonte - Revista Ferroviária  13/09/2018

quinta-feira, 22 de março de 2018

Justiça manda CPTM pagar R$ 50 mil à passageira abusada sexualmente em carro de trem

Direitos Humanos 

De acordo com a decisão do juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da capital, o fato foi confirmado por testemunhas e não foi negado pela companhia. O juiz diz na sentença que o assédio gerou na vítima “irreparável trauma”. “Cabe salientar que tais sofrimentos são evidentes e a demonstração de existência dos mesmos independe, realmente, de maiores comprovações, além das constantes nos autos”, acrescentou o magistrado.

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A Justiça paulista condenou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a indenizar por danos morais uma passageira que foi abusada sexualmente em um vagão. Um homem ejaculou em direção à mulher. O valor foi fixado em R$ 50 mil. A companhia informou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão e que “repudia o abuso sexual dentro e fora dos trens”.
De acordo com a decisão do juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da capital, o fato foi confirmado por testemunhas e não foi negado pela companhia. O juiz diz na sentença que o assédio gerou na vítima “irreparável trauma”. “Cabe salientar que tais sofrimentos são evidentes e a demonstração de existência dos mesmos independe, realmente, de maiores comprovações, além das constantes nos autos”, acrescentou o magistrado.
A nota da CPTM informa ainda que “em cerca de 80% dos processos semelhantes, a Justiça considera que a CPTM não é responsável pelo ato doloso de terceiros”. Disse também que intensificou treinamento de empregados das áreas de segurança e operação para atendimento às vítimas de abuso sexual, além de campanhas de conscientização.
O telefone de denúncia para os usuários de trem é (11) 97150-4949. O serviço garante o anonimato do denunciante. Segundo a companhia, em 99% dos casos comunicados à CPTM no ano de 2017, os assediadores foram detidos e encaminhados à autoridade policial.
Fonte - Agência Brasil  22/03/2018

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Boa mobilidade liga-se à economia boa

Transportes sobre trilhos  🚇

O Brasil com todos esses processos de privatização, ao contrário do que a nossa vã filosofia pode mostrar, está na contramão do mundo. Nessa questão do transporte público, o engenheiro e especialista em transporte metroferroviário, Emiliano Stanislau Affonso Neto cita: "Nos Estados Unidos, Canadá e nas principais cidades da Europa, as redes de metrô são públicas e estão sendo implantadas e operadas pelos governos. 

Editor Portogente
foto - ilustração/arquivo
O engenheiro e especialista em transporte metroferroviário, Emiliano Stanislau Affonso Neto, em recente artigo publicado no site do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), afirma que o governo Alckmin com a concessão das linhas 5 e 17 à iniciativa privada sem nenhuma obrigação com a construção ou ampliação das linhas, "desmonta o discurso de trazer recursos privados para acelerar a implantação de novas linhas e puxa o gatilho de uma bomba de efeito retardado que a médio prazo pode onerar o custo da mobilidade".
Para Affonso Neto, é fundamental que esse tipo de concessão seja revisto, que sejam implantados para o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) contratos de gestão, por meio dos quais é ajustada, paga e controlada a qualidade dos serviços, garantido aos usuários um bom transporte e as empresas as condições para sua realização e que o governo se espelhe nos países com uma boa mobilidade e se conscientize que ela é fundamental para o crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida.
Ele lembra e revolta-se: "Buscando tirar o atraso, em 2014 o Governo Alckmin informava ter um plano consolidado e viabilizado de ampliação e implantação de sete linhas, aumentando a rede em 107,6km. Após as eleições, em 2015, tal plano foi reduzido para 71,6km dos quais, em 2018, 34,7km encontram-se parados. Ou seja, apenas 1/3 do prometido está sendo implantado, sendo que mais da metade será entregue à iniciativa privada, com a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro, sem que ela tenha se comprometido com a implantação de um único metro."
O Brasil com todos esses processos de privatização, ao contrário do que a nossa vã filosofia pode mostrar, está na contramão do mundo. Nessa questão do transporte público, o engenheiro cita: "Nos Estados Unidos, Canadá e nas principais cidades da Europa, as redes de metrô são públicas e estão sendo implantadas e operadas pelos governos. Na América do Norte, de acordo com relatório da American Public Transportation Association (Apta), os recursos para a implantação são públicos e o usuário paga, em média, 32,5% do custo da operação. Por que investir em um setor que dá "prejuízo"? Os americanos alegam que investir em mobilidade garante retorno à economia na proporção de 1 para 6, ajudando na eficiência das cidades e garantindo retorno aos governos."
Fonte - Portogente 24/01/2018

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Descarrilamento de trem paralisa circulação da Linha 7-Rubi da CPTM em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚄

As composições deixaram de circular entre as Estações de Franco da Rocha e Francisco Morato, em consequência de um descarrilamento de cinco locomotivas de carga, no final da noite de ontem (17), no trecho entre as Estações Baltazar Fidelis e Francisco Morato, a oeste da Grande São Paulo.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Os usuários dos trens da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga a Estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo a Jundiaí, no interior paulista, enfrentam dificuldades para se locomover nesta sexta-feira (18).
As composições deixaram de circular entre as Estações de Franco da Rocha e Francisco Morato, em consequência de um descarrilamento de cinco locomotivas de carga, no final da noite de ontem (17), no trecho entre as Estações Baltazar Fidelis e Francisco Morato, a oeste da Grande São Paulo.
De acordo com a CPTM, técnicos estão trabalhando no local, mas ainda sem previsão de retomada da operação. Esta linha é a maior da rede da CPTM e, recebe, diariamente, em torno de 425 mil passageiros.
Para diminuir os transtornos aos usuários, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência, com a colocação de ônibus para suprir os trens.
Um outro problema nesta mesma linha é o maior tempo gasto na viagem devido a redução de velocidade entre Francisco Morato e Jundiaí. Segundo a CPTM, houve um roubo de fios que afetou o sistema de sinalização e por medida de cautela, os trens estão circulando mais devagar nesse trecho.
Por meio de nota, a CPTM esclareceu que “o compartilhamento das linhas da CPTM entre trens de passageiros e de carga é determinado pela legislação federal (Decreto nº 1832, de 1996) devido à inexistência de uma via exclusiva para transporte de ferroviário de carga, de responsabilidade da União”. Mais da metade das viagens (60%) ocorrem á noite ou na madrugada dos dias úteis aos sábados e domingos, quando, normalmente, cai a demanda de passageiros.
Fonte - Agência Brasil  18/08/2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Falta de energia e problemas técnicos afetam linhas de trens da CPTM

Transportes sobre trilhos   🚄

Como consequência, houve acúmulo de usuários nas estações.Duas das seis linhas de operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentaram interrupções do transporte em alguns trechos na manhã desta sexta-feira (11).

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Duas das seis linhas de operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentaram interrupções do transporte em alguns trechos na manhã desta sexta-feira (11). Juntas, as linhas transportam, em média, mais de 1 milhão de pessoas por dia. Uma delas, a Linha 11 Coral, na região do ABC paulista, apresentou problemas técnicos por volta das 4h50 e continuava parado entre as estações Rio Grande da Serra e Prefeito Celso Daniel, em Santo André, até por volta das 9h.
Como consequência, houve acúmulo de usuários nas estações. Essa linha tem uma demanda diária de cerca de 364 mil passageiros. Para suprir a falta dos trens, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) com a oferta de 20 ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP).
A outra paralisação atingiu os usuários da Linha 10 Turquesa, no extremo leste da Grande São Paulo, entre Mogi das Cruzes e Suzano. Neste caso, segundo a CPTM, o que ocorreu foi falta de energia entre 6h e 7h50. Quando a circulação voltou ao normal, as plataformas ficaram superlotadas com os inevitáveis empurra-empurra de passageiros querendo embarcar. Por este ramal, são transportadas, diariamente, cerca de 724 mil pessoas
Fonte - Agência Brasil  11/08/2017

quarta-feira, 26 de julho de 2017

TCE de SP julga irregular contrato entre CPTM e Alstom

Transportes sobre trilhos   🚃

Segundo o relator do caso no TCE, conselheiro Dimas Ramalho, a exclusividade na fabricação e fornecimento de um produto não necessariamente credencia a companhia a ser a única prestadora no serviço de manutenção.

Metro Jornal - RF
foto - ilustração
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregular um contrato assinado sem licitação em 2007 entre a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a multinacional francesa Alstom, que atua na área de energia e fabrica materiais ferroviários.
A CPTM alega que a empresa não tinha concorrente no mercado para fazer o serviço contratado.
Segundo o relator do caso no TCE, conselheiro Dimas Ramalho, a exclusividade na fabricação e fornecimento de um produto não necessariamente credencia a companhia a ser a única prestadora no serviço de manutenção.
O órgão multou em cerca de R$ 7 mil o diretor-presidente da CPTM na época, Álvaro Armond, e aponta que a atual diretoria da empresa deve tomar providências internas, como uma sindicância.
O caso também deverá enviado ao Ministério Público de São Paulo para apurar eventuais crimes. A decisão cabe recurso junto ao Pleno do Tribunal de Contas do Estado.
Fonte - Revista Ferroviária  25/07/2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Tribunal de Contas aponta falhas em contrato para compra de trens em São Paulo

Política  🚇

O despacho do conselheiro Antonio Roque Citadini sobre o contrato firmado em 2010 foi publicado hoje (17) no Diário Oficial do estado. O documento previa a compra de nove trens, cada um por R$ 33,6 milhões, em um projeto parcialmente financiado pelo Banco Mundial.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/pública
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou falhas em um contrato para modernização da Linha 11 – Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e fez questionamentos aos responsáveis pelo projeto. O despacho do conselheiro Antonio Roque Citadini sobre o contrato firmado em 2010 foi publicado hoje (17) no Diário Oficial do estado. O documento previa a compra de nove trens, cada um por R$ 33,6 milhões, em um projeto parcialmente financiado pelo Banco Mundial.
A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e a CPTM têm 30 dias para apresentar as justificativas e documentos para esclarecer os pontos levantados pelo tribunal.
Entre os pontos sobre os quais foram solicitadas explicações estão as sucessivas prorrogações da vigência do contrato. “É estranha a contagem do prazo feita pela secretaria/CPTM”, ressalta Citadini sobre as cinco mudanças na data de entrega do projeto, inicialmente prevista para abril de 2013 e atualmente esperada para outubro de 2018. “Por que tanta prorrogação?”, questiona o conselheiro.
Além disso, Citadini aponta possíveis falhas de planejamento. “A instalação do ATC [sistema de controle automático dos trens], neste momento do contrato, também está causando atraso. Por que essa decisão não foi tomada desde o início? O sistema ATC pela proposta, já existia? Se, não, por que não foi previsto?”, questiona o conselheiro.
O tribunal também quer o detalhamento das despesas efetuadas. Citadini pede, por exemplo, a prestação de contas do convênio feito com o Banco Mundial, que emprestou US$ 112, 9 milhões ao governo de São Paulo para o projeto. “As prestações de contas do Convênio citado ficaram a cargo da CPTM. Existem relatórios dessas prestações?”, pergunta o conselheiro em seu despacho.
Citadini quer também que a CPTM precise quais foram os serviços prestados pela empresa contratada, a francesa Alstom, e das subcontratadas para fornecimento de peças e serviços.

Respostas
Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e a CPTM informaram que responderão, no prazo estabelecido, aos questionamentos do TCE.
Segundo a CPTM, os nove trens previstos no contrato estão em operação na Linha 11-Coral desde 2014. Já a Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que aplicou R$ 9,5 milhões em multas à Alstom por não cumprimento de índices de performance estabelecidos em contrato.
Fonte - Agência Brasil  17/05/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Circulação de trens na linha 8 da CPTM em SP é interrompida por falha de energia

Transportes sobre trilhos  🚃

Falha de energia interrompe circulação de trens da linha-8 da CPTM em SP.- Entre as estações Imperatriz Leopoldina e Itapevi, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

G1 - RF
foto - ilustração/arquivo
Uma falha de energia interrompeu a circulação de trens da Linha 8-Diamante da CPTM entre as estações Júlio Prestes e Imperatriz Leopoldina, na manhã desta quinta-feira (20), na cidade de São Paulo.
Entre as estações Imperatriz Leopoldina e Itapevi, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada. A CPTM acionou o sistema Paese entre as estações sem operação.
Por volta das 6h40, a CPTM informou que os trens estavam em processo de normalização.
Fonte - Revista Ferroviária  20/04/2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Greve de ferroviários da CPTM afeta 800 mil pessoas em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com levantamento da companhia, a greve afeta 360 mil pessoas que usam diariamente a Linha 10-Turquesa, que está fora de serviço, e 440 mil que dependem da Linha 7 – Rubi, cuja operação ocorre em velocidade reduzida.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prejudica hoje (11) cerca de 800 mil passageiros. Em assembleia marcada para às 15h, os funcionários vão definir se continuam, ou não, com a paralisação.
De acordo com levantamento da companhia, a greve afeta 360 mil pessoas que usam diariamente a Linha 10-Turquesa, que está fora de serviço, e 440 mil que dependem da Linha 7 – Rubi, cuja operação ocorre em velocidade reduzida.
A Estação Prefeito Celso Daniel, na cidade de Santo André, era uma das mais tumultuadas no início da manhã. Os passageiros que precisavam embarcar para São Paulo reclamaram da falta de informações.
“Estou esperando algum funcionário passar uma previsão para a gente, porque cheguei aqui e está tudo fechado; não tem uma pessoa para informar. Vou esperar mais um pouco e ir embora”, disse a administradora Vanessa Ferreira De Souza, de 28 anos. Vanessa precisava ir até a região da Avenida Paulista, na capital, para trabalhar e espera não sofrer desconto no salário. “Eles não devem descontar, a greve não é culpa minha”.
Eliane Maria dos Santos, de 31 anos, optou pelo Uber para ir até a região central de São Paulo. “Eu tenho um pequeno comércio e preciso fazer compras nas lojas de roupas do Brás, porque acho mais rápido e cômodo pegar o trem. Não estava sabendo da greve”, disse ela.

Reivindicações
A categoria decidiu pela greve em assembleia na noite de ontem (10). Os trabalhadores reivindicam o pagamento do Programa de Participação de Resultados (PPR) de 2016. De acordo com o Sindicato dos Ferroviários, os valores deveriam ter sido pagos em parcela única no dia 31 de março.
A CPTM considerou irresponsável a greve de seus funcionários. “O pagamento da segunda parcela (50%) do PPR 2016 aos empregados será efetuado no dia 16/06/2017, com valor corrigido pelo índice acumulado nos meses de abril e maio deste ano, evitando qualquer prejuízo financeiro aos seus colaboradores”, informa a nota. Segundo a companhia, os empregados deverão manter 75% da operação nos horários de pico e de 60% nos demais horários.
Fonte - Agência  Brasil 11/04/2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Sob gestão de Alckmin, metrô de SP tem atraso em todas as obras de expansão

Transportes sobre trilhos  🚃

Na campanha de 2010, quando se elegeu governador, Alckmin afirmou que até o fim do mandato, em 2014, entregaria a linha 4-amarela completa e 11 estações da linha 5-lilás –dois compromissos eleitorais frustrados.Outro exemplo de promessa não cumprida é o monotrilho da linha 17-ouro, que ligaria o Morumbi ao aeroporto de Congonhas a tempo da Copa de 2014 no país. 

Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração/arquivo
Apesar de o governo Geraldo Alckmin (PSDB) pretender expandir a malha metroviária em 23 km até o fim de 2018, o avanço do metrô tem investimentos e prazos aquém do que o próprio governador prometeu à população em anos anteriores, além de projetos ora abandonados.
Na campanha de 2010, quando se elegeu governador, Alckmin afirmou que até o fim do mandato, em 2014, entregaria a linha 4-amarela completa e 11 estações da linha 5-lilás –dois compromissos eleitorais frustrados.
Outro exemplo de promessa não cumprida é o monotrilho da linha 17-ouro, que ligaria o Morumbi ao aeroporto de Congonhas a tempo da Copa de 2014 no país. Agora, sua conclusão é prevista para o segundo semestre de 2019, cinco anos após o megaevento esportivo. Esses episódios não configuram exceção. Todas as obras em andamento para expansão da rede do metrô em São Paulo têm atrasos.
A conclusão da linha 4-amarela, por exemplo, ficará para o próximo governador. A estação Vila Sônia só deve ficar pronta no segundo semestre de 2019. E não há previsão para sair do papel a parada em Taboão da Serra, que já fez parte do plano.
No caso da extensão da linha 5-lilás, iniciada com a abertura de Adolfo Pinheiro em fevereiro de 2014, o governo promete entregar até o fim do ano nove estações. Para chegar ao total de 11, restará a parada em Campo Belo, prevista para o ano que vem.
O monotrilho da linha 15-prata, importante para a zona leste da cidade, foi prometido para 2016, mas agora o governo Alckmin se compromete a concluir as obras de oito estações no primeiro semestre de 2018.
Há outros casos, no entanto, que não contam mais com previsão de inauguração. Prometidas para 2020, tanto a linha 6-laranja como a expansão da linha 2-verde até Guarulhos já não têm mais data certa de entrega, pois os trabalhos foram suspensos em razão de dificuldades no atual cenário econômico.
Diferentemente dos demais projetos, o monotrilho da linha 18-bronze, que faria a ligação com a região do ABC paulista, nem sequer começou. Ao apresentá-lo, em 2014, o governo estimava concluir suas obras até 2018, mas esse prazo já foi prorrogado para 2020 –e mesmo essa data já não parece viável.
Apesar de sofrerem atrasos significativos, gerando prejuízos à população, o governo ainda tem essas obras em seu radar. Não é o que acontece com outros projetos de expansão da malha metroviária que constam de documentos oficiais produzidos pelo Estado.
Estão nesse limbo, por exemplo, as linhas 19-celeste, 20-rosa e 23-magenta do metrô, cuja construção constava do Plano Integrado de Transporte Urbano 2025.

Corte nos Gastos
A redução no ritmo da expansão do metrô está diretamente ligada ao freio nos aportes previstos pelo Estado.
No plano plurianual para o período de 2012 a 2015, a gestão Alckmin prometia um investimento significativo no transporte sobre trilhos: R$ 45 bilhões, valor que incluía R$ 13,4 bilhões de recursos privados (caso da construção das linhas 6-laranja e 18-bronze, por exemplo).
Dos R$ 31,7 bilhões de responsabilidade estatal, contudo, apenas R$ 19,7 bilhões foram efetivamente gastos no período –62% do total.
Ninguém sabe por que o critério da Secretaria do Tesouro Nacional para nota de crédito é do jeito que é, e não conseguimos financiamento. Então como é que eu vou tocar linha nova sem recursos?, questiona Clodoaldo Pelissioni, secretário de Transportes Metropolitanos.

Monotrilho
Ouro, prata e bronze são os nomes das linhas de monotrilho de São Paulo. A execução de suas obras, contudo, está longe da ideia de excelência que esses metais representam nas medalhas olímpicas. Cada uma delas, aliás, enfrenta um tipo de dificuldade diferente.
No caso da linha 15-prata, que passará pela zona leste, os trabalhos chegaram a ser interrompidos por erros de projeto. Descobriu-se, com as obras em curso, que não era possível perfurar o solo para fincar a estrutura de estações na região da av. Luiz Ignácio Anhaia Mello em locais que já haviam sido desapropriados.
Isso porque os engenheiros desprezaram os riscos que galerias de água de um córrego que passava embaixo da avenida apresentavam à construção. Foi preciso paralisar as obras, com gastos adicionais e atrasos, para desviar essas galerias de água e avançar no monotrilho.
Na linha 17-ouro, que ligará o aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM, o governo sofreu com outro tipo de problema. Litígios –inclusive judiciais– com empreiteiras que construíam lotes desse ramal colaboraram para que os prazos de entrega fossem descumpridos.
No início de 2016, obras do monotrilho da zona sul foram suspensas por prazo indeterminado. O contrato foi rescindido, e um novo consórcio só retomou os trabalhos meses depois. Há um problema comum às linhas 15 e 17: o congelamento de 17 das 36 estações originalmente previstas nesses ramais.
Com essa decisão, 21,9 km dos 44,4 km prometidos nesses trechos –que abrangeriam a favela de Paraisópolis, na zona sul, e o bairro de Cidade Tiradentes, no extremo leste– ficam sem data de entrega.
Já no monotrilho da linha 18-bronze, em direção à região do ABC paulista, o consórcio que venceu a licitação para a PPP (parceria público privada) está pronto para iniciar as obras, mas não consegue porque o governo não conseguiu liberar recursos com o governo federal para pagar desapropriações.
A opção de construir monotrilhos em São Paulo sofre resistência de especialistas em metrô, mas o governo Alckmin defende o modal por ter, em tese, custo mais baixo e construção mais rápida.

Transporte estagnado

Metrô atrasa novas linhas e extensão de atuais ramais

Linha Promessa inicial Previsão atual

Linha   2- 2020 Sem prazo
Linha   4- 2014 2º semestre de 2019
Linha   5- 2014 2º semestre de 2018
Linha   6- 2020 Obra interrompida, sem previsão
Linha 15- 2016 1º semestre de 2018
Linha 17- 2014 2º semestre de 2019
Linha 18- 2018 Sem prazo

Trechos

Linha   2- Extensão até a Dutra
Linha   4- Trecho até Vila Sônia
Linha   5- Extensão até Chácara Klabin (11 estações)
Linha   6- Novo ramal - Brasilândia a São Joaquim
Linha 15- Trecho até São Mateus
Linha 17- Novo ramal - Congonhas ao Morumbi
Linha 18- Novo ramal - Tamanduateí ao ABC

Outras Linhas
Ramais previstos no planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos em 2013, mas que não tiveram nem as obras iniciadas

Linha 19- celeste (Campo Belo - Guarulhos)
Linha 20- rosa (Limão - Santo André)
Linha 23- magenta (Lapa - Dutra)
Fonte - Revista Ferroviária  23/03/2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

Metrô de SP e CPTM registram queda de passageiros transportados em 2016

Transportes sobre trilhos  🚇

A principal explicação é a crise econômica. Com maior desmeprego, menos pessoas se deslocam diariamente para o trabalho. A não expansão da rede também faz com que usuários migrem para outros tipos de locomoção como ônibus e carros.

Caio Lobo - ViaTrolebus
foto - ilustração/arquivo
O Metrô registrou, pela primeira vez desde 2004, queda no número de passageiros transportados em 2016. A estatal transportou 1,107 bilhão de passageiros –10 milhões a menos que em 2015. Queda de 0.9%.
A principal explicação é a crise econômica. Com maior desemprego, menos pessoas se deslocam diariamente para o trabalho. A não expansão da rede também faz com que usuários migrem para outros tipos de locomoção como ônibus e carros. Para este ano está prevista a entrega de 9 estações da Linha 5 – Lilás e 2 na Linha 4 – Amarela, o que com certeza irá fazer aumentar o número de passageiros na rede.
A CPTM também registou queda em 2016. Transportou 819,4 milhões de passageiros, o que representa uma queda de 1,4% em comparação a 2015.
Fonte - ViaTrolebus  03/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Colisão de trens deixa pessoas feridas na grande São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚃

O acidente ocorreu na Estação Barueri, onde existem quatro vias, e a CPTM informou que a operação não foi prejudicada.No mês passado, foram registrados três descarrilamentos na capital paulista. No dia 23, um trem saiu dos trilhos na Linha 12-Safira

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

Imagem/Ultimo Segundo
Dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colidiram hoje (2) na cidade de Barueri por volta das 8h. Segundo a assessoria de imprensa, a maquinista de um dos veículos sofreu um mal súbito e não conseguiu frear a tempo de evitar a batida no outro.
O Corpo de Bombeiros socorreu seis pessoas que ficaram feridas sem gravidade. Três foram atendidas no local e três estão sendo encaminhadas para pronto-socorros próximos.
O acidente ocorreu na Estação Barueri, onde existem quatro vias, e a CPTM informou que a operação não foi prejudicada.
No mês passado, foram registrados três descarrilamentos na capital paulista. No dia 23, um trem saiu dos trilhos na Linha 12-Safira. No dia 21, um trem da Linha 5–Lilás descarrilou na zona sul da capital. No último dia 7, um trem descarrilou na Linha 3–Vermelha, nas proximidades da Estação Corinthians-Itaquera, zona leste.
Fonte - Agência Brasil  02/03/2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Usuários enfrentam transtornos causados por descarrilamento de trem da CPTM em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚉

O descarrilamento ocorreu na madrugada, quando um trem que trafegava vazio saiu dos trilhos da estação Itaim Paulista, na capital.Cerca de 250 mil passageiros que utilizam diariamente a Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo foram prejudicados.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Cerca de 250 mil passageiros que utilizam diariamente a Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo foram prejudicados hoje (23) por um descarrilamento que ocorreu na madrugada, quando um trem que trafegava vazio saiu dos trilhos da estação Itaim Paulista, na capital. Não houve feridos mas o acidente provocou a interrupção da operação em seis estações. Equipes de manutenção estão no local trabalhando na remoção do trem. Não há previsão de quando o serviço será normalizado.
Para atender aos usuários, foram disponibilizados 60 ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese). Segundo a CPTM, os usuários estão sendo informados das alterações na linha pelo sistema de som dos trens e das estações.
Às 9h30, a circulação foi restabelecida entre as estações Engenheiro Manoel Feio, na cidade de Itaquaquecetuba, e Calmon Viana, mas continuava interrompida em outro trecho. Os atrasos causados por este tipo de problema tem sido frequentes em São Paulo. Apenas neste mês de fevereiro foram registrados três descarrilamentos, dois no Metrô e o que ocorreu hoje na CPTM.

Usuários reclamam
A atendente de seguradora Débora dos Santos, que saiu 20 minutos mais cedo de casa hoje, disse que normalmente gasta uma hora no trajeto para o trabalho. “Mas hoje nem sei quanto tempo vou levar. Os trens aqui parece que não têm manutenção. Se de fato tivessem, não teria tanto transtorno”, reclamou.
Outra usuária, a babá Valdirene da Silva estava indignada com a quantidade de baldeações que precisaria fazer para chegar hoje ao trabalho. “Eu saí mais cedo porque vi [o problema] na televisão, senão ia me atrasar”, disse.
O passageiro Antônio de Oliveira estava conformado. “Tem que ter paciência, porque tudo se resolve. Ainda bem que sou aposentado, não tenho pressa, estou pegando o trem para almoçar no [restaurante popular] Bom Prato”.
Fonte - Agência Brasil  23/02/2017

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Circulação de trens em São Paulo teve ao menos 1 falha por dia em 2016

Transportes sobre trilhos

A linha mais afetada foi a 7-Rubi (93), seguida da 11-Coral (42) e da 9-Esmeralda (26). A linha 8-Diamante foi a que concentrou menos ocorrências (19).A principal mudança no serviço é a circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Só neste ano foram 208 casos notificados pelo perfil da CPTM no Twitter. Em outras 18 situações, a circulação dos trens chegou a ser interrompida em trechos ou linhas inteiras.

Metro Jornal - RF
foto-ilustração/arquivo
O passageiro que precisa dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para se deslocar diariamente enfrentou neste ano ao menos uma falha na circulação por dia, provocando atrasos ou mesmo suspensão do serviço por um período – em diferentes linhas.
Levantamento do Metro Jornal considerou somente dias úteis e mostrou 227 alterações no serviço em 207 dias – entre o início do ano e ontem. As paradas por obras nos fins de semana avisadas com antecedência não foram consideradas, porque deram chance ao usuário de se programar.
A linha mais afetada foi a 7-Rubi (93), seguida da 11-Coral (42) e da 9-Esmeralda (26). A linha 8-Diamante foi a que concentrou menos ocorrências (19).
A principal mudança no serviço é a circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Só neste ano foram 208 casos notificados pelo perfil da CPTM no Twitter. Em outras 18 situações, a circulação dos trens chegou a ser interrompida em trechos ou linhas inteiras.
O principal motivo de alteração do sistema são as obras de manutenção, que afetaram 85 vezes a circulação dos trens – nem sempre avisadas aos usuários com antecedência. Depois, vêm ocorrências técnicas, que se referem a falhas de trens, nas vias ou na sinalização, com 45 casos.
Também entre os mais comuns estão os problemas técnicos no sistema de energia – foram 29 casos registrados. Interferências causadas pelo clima, como chuvas e alagamentos, ocorreram 19 vezes. Pessoas na via alteraram a circulação de trens 10 vezes neste ano.

Companhia só conta quando trem para
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) afirmou que foram registradas apenas 24 ocorrências notáveis – caracterizadas pela interrupção da circulação dos trens em algum trecho da linha – causadas por agentes externos (como alagamentos) e falhas internas. Sobre a mudança de circulação causada por trabalhos de manutenção, a companhia disse que avisa com antecedência todas as obras que serão realizadas nas linhas.
Fonte - Revista Ferroviária  28/10/2016