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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Falta de energia e problemas técnicos afetam linhas de trens da CPTM

Transportes sobre trilhos   🚄

Como consequência, houve acúmulo de usuários nas estações.Duas das seis linhas de operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentaram interrupções do transporte em alguns trechos na manhã desta sexta-feira (11).

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Duas das seis linhas de operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentaram interrupções do transporte em alguns trechos na manhã desta sexta-feira (11). Juntas, as linhas transportam, em média, mais de 1 milhão de pessoas por dia. Uma delas, a Linha 11 Coral, na região do ABC paulista, apresentou problemas técnicos por volta das 4h50 e continuava parado entre as estações Rio Grande da Serra e Prefeito Celso Daniel, em Santo André, até por volta das 9h.
Como consequência, houve acúmulo de usuários nas estações. Essa linha tem uma demanda diária de cerca de 364 mil passageiros. Para suprir a falta dos trens, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) com a oferta de 20 ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP).
A outra paralisação atingiu os usuários da Linha 10 Turquesa, no extremo leste da Grande São Paulo, entre Mogi das Cruzes e Suzano. Neste caso, segundo a CPTM, o que ocorreu foi falta de energia entre 6h e 7h50. Quando a circulação voltou ao normal, as plataformas ficaram superlotadas com os inevitáveis empurra-empurra de passageiros querendo embarcar. Por este ramal, são transportadas, diariamente, cerca de 724 mil pessoas
Fonte - Agência Brasil  11/08/2017

terça-feira, 16 de julho de 2013

Empresas acusadas de cartel ferroviário podem ser proibidas de entrar em licitações

EBC
Sabrina Craide* - Agência Brasil
Brasília – As empresas que tiverem envolvimento comprovado no cartel em licitação para compra de trens, manutenção e construção de linhas de trens e metrôs poderão ser impedidas de participar de novas licitações por cinco anos, de acordo com as regras do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O caso ainda está em análise pelo órgão e não há prazo para conclusão.
O suposto cartel é investigado pela "Operação Linha Cruzada", feito pelo Cade em conjunto com a Polícia Federal. A investigação teve início a partir de um acordo de leniência, que permite que um participante de cartel denuncie a prática à autoridade antitruste e coopere com as investigações, em troca de imunidade administrativa e criminal. No entanto, essa imunidade só será definida após o julgamento pelo tribunal do Cade.
De acordo com a Lei 12.529, de 30 de novembro de 2011, que estrutura o sistema brasileiro de defesa da concorrência, a empresa que tiver participação comprovada no cartel poderá ser multada ou ter que se desfazer de sociedade, vender ativos ou cessar a atividade para aumentar a concorrência no setor, além de ser proibida de participar de licitações.
No último domingo (14), o jornal Folha de S.Paulo informou que a multinacional alemã Siemens delatou às autoridades brasileiras antitruste a existência de um cartel, do qual fazia parte, em licitações para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Em nota enviada à Agência Brasil, a Siemens informou que tem feito grandes esforços para sensibilizar os funcionários no que diz respeito a questões antitruste. “O Código de Conduta da Siemens também enfatiza a importância de uma concorrência leal e obriga todos os funcionários a cumprir com os regulamentos antitruste. A empresa coopera integralmente com as autoridades”, diz o comunicado oficial da empresa.
Segundo a reportagem do jornal, o esquema delatado pela Siemens envolve subsidiárias de multinacionais, como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui, empresas interessadas em participar do leilão do trem de alta velocidade que fará a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A licitação está marcada para o dia 19 de setembro.
O Cade não divulga o nome das empresas que estão sendo investigadas. O órgão apura se as empresas participaram de diversos contratos e acordos anticompetitivos em licitações para metrôs e trens e sistemas auxiliares no Brasil. O conluio teria sido praticado de diversas formas, sempre com o objetivo de falsear a livre concorrência. As supostas combinações ilícitas podem ter resultado em contratações com preços superiores àqueles praticados no mercado, caso as empresas estivessem em um ambiente normal de concorrência. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cartéis geram um sobrepreço estimado entre 10% e 20%.
Pelo menos cinco licitações podem ter sido alvo do cartel: construção da Linha 5 (fase 1) do metrô de São Paulo; concorrências para a manutenção dos trens das Séries 2.000, 3.000, e 2.100, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM); manutenção do metrô do Distrito Federal; extensão da Linha 2 do metrô de São Paulo; Projeto Boa Viagem da CPTM, para a reforma, modernização e serviço de manutenção de trens; e concorrências para aquisição de carros de trens pela CPTM, com previsão de desenvolvimento de sistemas, treinamento de pessoal, apoio técnico e serviços complementares.
Por meio de nota conjunta, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e a Corregedoria Geral da Administração do governo de São Paulo informaram que vão auxiliar o Ministério Público nas investigações e, da mesma forma, se colocaram à disposição do Cade. "O governo do Estado de São Paulo tem total interesse no esclarecimento destas denúncias e, confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos e o ressarcimento de perdas aos cofres públicos", diz a nota.
O Ministério Público de São Paulo também investiga a denúncia por meio do Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec). A assessoria de imprensa do órgão informou que o promotor Roberto Bodini, responsável pelo caso, não irá conceder entrevista.
*Colaborou Kelly Oliveira, de Brasília, e Camila Maciel, de São Paulo
Fonte - EBC  16/07/2013