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sábado, 26 de setembro de 2015

Ibama investigará se houve fraude em controle de poluentes pela Volks no Brasil

Meio ambiente

“Trata-se de um caso gravíssimo”, diz o Ibama, em nota, informando que a Volkswagen deve ser notificada ainda hoje (25). Além da multa, a empresa, caso a fraude seja confirmada, será obrigada a corrigir o problema em todos os veículos que tenham sido submetidos à alteração no software.

Camila MacielRepórter da Agência Brasil*
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou investigação para verificar se a fraude cometida pela Volkswagen no sistema de controle de poluentes em carros americanos também se aplica aos modelos fabricados no Brasil. A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, acusou a montadora alemã de falsificar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo.
A Volkswagen anunciou, na terça-feira (22), que mais de 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo foram equipados com o tipo de motor que poderia distorcer os dados de emissões. A fraude foi verificada nos veículos movidos a diesel de quatro cilindros, vendidos no período de 2009 a 2015.
“Trata-se de um caso gravíssimo”, diz o Ibama, em nota, informando que a Volkswagen deve ser notificada ainda hoje (25). Além da multa, a empresa, caso a fraude seja confirmada, será obrigada a corrigir o problema em todos os veículos que tenham sido submetidos à alteração no software.
A nota do Ibama diz, a partir de dados da EPA, que os testes identificaram que os carros, em uso normal, emitem 40 vezes mais poluição do que o máximo permitido pela norma americana. Se a violação no Brasil for confirmada, a montadora poderá ser multada em até R$ 50 milhões.
As investigações da EPA levaram o presidente executivo do grupo, Martin Winterkorn, a pedir demissão no dia 23. "Estou chocado com os acontecimentos dos últimos dias. Acima de tudo, estou chocado que a má conduta em tal escala tenha sido possível no grupo Volkswagen", afirmou, em comunicado.
Procurada pela reportagem, a montadora disse que ainda não foi notificada da decisão do Ibama e que, por enquanto, não irá se pronunciar.
*Com informações da Agência Lusa
Fonte - Agência Brasil  26/09/2015

sábado, 5 de setembro de 2015

MPT busca arquivos digitais de empresas de ônibus em Salvador

Transportes/Salvador

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recolheu arquivos digitais que estavam na sede do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) para averiguar se houve fraude na jornada trabalhista dos rodoviários. A investigação foi motivada pelo aumento de afastamentos de profissionais por adoecimento.

Rayllanna Lima - TB
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As 20 empresas de ônibus que atuavam individualmente no transporte público da capital baiana vão passar por auditoria. Em operação realizada nessa sexta (04/9), O Ministério Público do Trabalho (MPT) recolheu arquivos digitais que estavam na sede do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) para averiguar se houve fraude na jornada trabalhista dos rodoviários. A investigação foi motivada pelo aumento de afastamentos de profissionais por adoecimento.
O mandato de busca e apreensão foi cumprido pelo MPT em sigilo, visto que as empresas, mesmo sob autos de infração, se recusaram a permitir o acesso aos dados trabalhistas dos rodoviários.
“Inicialmente o grupo de fiscalização notificou as empresas para permitir acesso aos dados do sistema, e esse acesso não foi disponibilizado. Em função disso, foram lavrados autos de infração pela fiscalização, que também não foram suficientes para fazer com que esses dados fossem fornecidos. Daí a necessidade de ajuizar uma ação civil pública”, explicou o procurador do MPT, Rômulo Almeida.
Na sede do Setps, o Grupo Especial de Fiscalização do Trabalho em Transportes (Getrac) coletou do sistema de gerenciamento da frota de transportes urbanos de passageiros de Salvador informações de 42 milhões de viagens realizadas nos últimos cinco anos (de agosto 2010 a fevereiro de 2015). Os arquivos serão comparados com a documentação da jornada trabalhista dos rodoviários que foi entregue pelas empresas.
“Os dados coletados vão permitir o trabalho de auditoria para fazer a verificação do cumprimento das normas trabalhistas. O registro das empresas pode não ser fidedigno, e que tenham sido deixadas de serem pagas eventuais verbas trabalhistas, a exemplo de horas extras dos trabalhadores”, destacou o auditor fiscal do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), Jansen Lima e Silva.
De acordo com ele, a investigação se deu em decorrência de um aumento de afastamentos de profissionais da categoria. “O critério utilizado para definição foi o afastamento [de rodoviários] por doenças de trabalho. Cidades em que a quantidade de adoecimentos é significante, foi um fator determinante para que [as empresas] entrasse na rotina de fiscalização do MPT. E Salvador se destacou nesse critério”, explicou.
Além de um oficial de Just participaram da ação três procuradores do MPT e dois auditores do TEM, com apoio da Polícia Federal. No entanto, não houve resistência por parte do Setps.
Fonte - Tribuna da Bahia  05/09/2015 

sábado, 4 de julho de 2015

Grécia precisaria de empréstimos nos próximos 3 anos para estabilizar a economia

Internacional

A Grécia precisaria de pelo menos 50 bilhões de Euros em empréstimos, nos próximos três anos, para retomar o crescimento e estabilizar a economia. A conclusão é de um relatório divulgado pelo FMI. E o Repórter Brasil conversou com Maria Lúcia Fattorelli, especialista em dívida pública. Confira:




Imagem - Repórter Brasil

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ex-presidente da CBF e mais seis dirigentes da Fifa são presos na Suíça

Internacional

Os dirigentes foram indiciados por extorsão e corrupção pela procuradoria de Nova York, que investiga o caso. Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus, entre eles os dirigentes da Fifa presos, são acusados de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro em "um esquema de 24 anos de enriquecimento por meio da corrupção no futebol".

Da Agência Brasil* 
Agência Brasil
A polícia da Suíça confirmou a prisão hoje (27) de sete dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique. Entre os presos, está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin. Foram presos também os dirigentes Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Eles estavam em um hotel na cidade suíça.
Os dirigentes foram indiciados por extorsão e corrupção pela procuradoria de Nova York, que investiga o caso. Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus, entre eles os dirigentes da Fifa presos, são acusados de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro em "um esquema de 24 anos de enriquecimento por meio da corrupção no futebol".
O Ministério Público da Confederação Helvética instaurou nesta quarta-feira (26) um processo penal contra os dirigentes para apurar as suspeitas de pagamento de suborno na escolha dos países-sede das duas próximas Copas do Mundo: Rússia, em 2018, e Catar, em 2022.
Um mandado de busca também é executado na sede da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), em Miami, na Flórida. Os detidos deverão ser extraditados para os Estados Unidos.
As prisões ocorrem dois dias antes da eleição do novo presidente da Fifa, marcada para sexta-feira (29). O atual presidente Joseph Blatter está no comando da entidade desde 1998. A revelação da investigação pode afetar a reeleição de Blatter. Seu principal adversário na disputa é o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, que promete "limpar" a entidade caso seja eleito.
*Colaborou Giselle Garcia, correspondente da Agência Brasil/EBC, em Copenhague
Fonte - Agência Brasil  27/05/2015

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Justiça diz que crimes em licitação do Metrô de São Paulo não prescreveram

Política

“Enquanto tais contratos ativos estiverem vigentes, ainda estarão, em tese, sendo perpetrados atos do mesmo 'cartel', sendo, desa forma, crime de natureza permanente”, afirma o desembargador-relator, Edison Brandão, em decisão do último dia 5.

Bruno Bocchini 
Repórter da Agência Brasil 
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O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo decidiu que os crimes de cartel e de fraude na licitação ocorridos em contratos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não estão prescritos. Os desembargadores aceitaram o argumento do Ministério Público (MP) de que, embora o contrato entre as empresas acusadas e o Metrô tenha sido assinado em 2005, pagamentos regidos pelo documento foram feitos em 2013, o que mostra que são crimes “permanentes”.
“Enquanto tais contratos ativos estiverem vigentes, ainda estarão, em tese, sendo perpetrados atos do mesmo 'cartel', sendo, desa forma, crime de natureza permanente”, afirma o desembargador-relator, Edison Brandão, em decisão do último dia 5.
O Tribunal de Justiça reparou, assim, a decisão em primeira instância da 30ª Vara Criminal da Comarca da capital, que não aceitou a denúncia do MP contra executivos das empresas acusadas de cartel e de fraude à licitação no Metrô. O juiz de primeira instância fundamentou a decisão dizendo que os crimes estavam prescritos.
Com essa decisão do TJ, executivos das empresas poderão voltar a ser responsabilizados criminalmente pelos crimes de formação de cartel e fraude à licitação. Segundo o Ministério Público, as irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos, os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões.
Fonte - Agência Brasil  18/08/2014 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Alckmin teme CPIs do trensalão e Sabesp

Política

A existência de uma comissão de inquérito em Brasília poderá, finalmente, romper o bloqueio. “A investigação sobre formação de cartel, fraude em licitações e pagamento de propina para favorecer empresas que atuaram em obras do Metrô e da CPTM deu os primeiros passos

Por Altamiro Borges
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Aprovada em maio passado, finalmente foi instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, com senadores e deputados, para apurar as denúncias do “trensalão tucano” – o esquema de propina que envolve multinacionais do transporte e vários integrantes de governos do PSDB há quase duas décadas. Preocupado, o Estadão já disparou que a “CPI do Metrô” – o jornal sempre evita citar os tucanos – é uma “vingança” do PT, uma reação à CPI da Petrobras. No mesmo rumo, Josias de Souza, assíduo frequentador do ninho do tucano, afirma que “o PT se entendeu com o Planalto e decidiu aderir à tática do barulho. O partido de Dilma Rousseff retomou a seguinte linha: quem com CPI fere, com CPI será ferido”.
Segundo Cíntia Alves, em matéria no Jornal GGN na quinta-feira (7), a instalação da CPI do “trensalão” representa um baque para o PSDB de São Paulo. “Há anos a oposição a Geraldo Alckmin (PSDB) critica a mão de ferro do tucano em relação à Assembleia Legislativa do Estado. Com ampla maioria na Casa, o governador não teve, durante o primeiro mandato, dificuldades para aprovar projetos e, de quebra, também evitou a criação de qualquer CPI que pudesse colocar sua gestão em xeque. Na Assembleia, o governador só perdeu o controle parcialmente uma única vez, quando saiu do papel a CPI dos Pedágios, este ano. Contornou a situação emplacando um exército de aliados para comandar os trabalhos”.
A existência de uma comissão de inquérito em Brasília poderá, finalmente, romper o bloqueio. “A investigação sobre formação de cartel, fraude em licitações e pagamento de propina para favorecer empresas que atuaram em obras do Metrô e da CPTM deu os primeiros passos. O senador Eduardo Suplicy (PT), membro mais velho da CPI, marcou para 2 de setembro a escolha do presidente e relator para que o núcleo possa, de fato, iniciar os trabalhos”. Os tucanos já sentiram o golpe. Segundo a própria Folha, eles já enviaram uma equipe de assessores a Brasília para traçar as estratégias de defesa – exatamente a mesma operação realizada pela Petrobras e que gerou capa na Veja e tanta gritaria na mídia tucana.
Ainda segundo Cíntia Alves, “a ordem é reduzir os impactos na campanha de Geraldo Alckmin. As denúncias do caso Alstom/Siemens atravessam as gestões de Mário Covas, José Serra e do atual governador”. Para bagunçar ainda mais o seu projeto de reeleição, também na semana passada foi criada a CPI da Sabesp pela Câmara Municipal da capital paulista. Ela deverá apurar os impactos da gravíssima crise de abastecimento de água em São Paulo. Tanto no Congresso Nacional como na Câmara Municipal, os tucanos não têm maioria e não terão como obstruir as investigações. “Resta saber qual será o impacto destas CPIs nas urnas. Por enquanto, Alckmin lidera isolado as pesquisas de intenção de voto”.
Fonte - Blog do Miro  11/08/2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Governo e mídia dos EUA são coniventes com crimes, dizem debatedores na Flip

Política

Charles Ferguson,norte-americano convidado na mesa, chamou a imprensa norte-americana de complacente e que contribui para as violações de direitos humanos pois está mais preocupada com dinheiro do que com a ética jornalística.

Flávia Villela 
Enviada especial - Ag Brasil
Ag.Brasil
Impunidade, poder e imprensa foram os motes da primeira mesa que abriu o quarto dia da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) neste sábado (2). Os crimes financeiros, de tortura, de espionagem e de fraude cometidos nos Estados Unidos e pelo governo norte-americano são praticados com a conivência do Estado e da grande imprensa declararam os norte-americanos Charles Ferguson e Glenn Greenwald, convidados na mesa “Liberdade, liberdade”, primeira conversa do dia.
Ferguson fez o documentário Trabalho Interno sobre crise financeira de 2008, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2011. Ele também escreveu um livro sobre o mesmo tema. O jornalista Greenwald ficou famoso mundialmente após revelar as denúncias feitas pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden sobre a espionagem de cidadãos e países feitas pelos Estados Unidos por meio da internet.
Ferguson chamou a imprensa norte-americana de complacente e que contribui para as violações de direitos humanos pois está mais preocupada com dinheiro do que com a ética jornalística.
Greenwald defendeu que a declaração feita pelo presidente Barack Obama ontem (1º) de que algumas pessoas foram torturadas pelo governo evidencia a posição imperialista norte-americana de controlar nações e cidadãos a qualquer custo.
“A maneira tão casual da declaração parecia que essas pessoas que torturam são legais, mas estavam sob muita pressão e portanto não devem ser julgadas”, declarou. “Nenhum torturador foi processado, centenas de milhares de vítimas não têm a quem recorrer por esses crimes. Os Estados Unidos têm 5% da população mundial, porém 25% de todos os detentos do mundo estão nos Estados Unidos”.
Outro exemplo de abuso e impunidade foi citado pelo documentarista ao falar da crise financeira mundial, que para ele não foi um erro, mas um crime do mercado financeiro que secretamente apostou no próprio fracasso com fins de lucro e planejou esse fracasso. “Zero é o número dos processos criminais desses crimes. E o presidente Obama afirma que não houve crime e que não há nada a fazer. Mas ele estudou direito em Harvard e não é nenhum tolinho,” disse. “Em uma década, as pessoas vão esquecer e talvez enfrentaremos uma nova crise no futuro”.
O jornalismo que está sendo feito nos EUA, segundo Greenwald, em vez de denunciar as injustiças, endossa as violações cometidas pelas autoridades e pelo setor privado, o que ajuda a mascarar e ocultar ilegalidades que ocorrem no país. Para ele, a imprensa adotou uma falsa neutralidade que, na verdade, é uma forma de ativismo, de respaldar as ações do Estado.
“Quando há técnicas de investigação por meio de tortura, a mídia americana usa a palavra tortura apenas quando é feita por outros países. Quando é feita pelos Estados Unidos chamam de técnicas de investigação rigorosas,” avaliou. “Os que mataram civis inocentes palestinos são chamados pela imprensa de democracia lutando contra o terrorismo e os que mataram soldados israelenses são terroristas”.
Para o jornalista, atitudes mais radicais de denúncia como a de Edward Snowden são resultado de um sistema fundamentalmente corrupto, pois as instituições que existem para combatê-lo, como o Congresso, a Justiça e a mídia, são controladas por atores envolvidos nesse sistema.
Fonte - Agência Brasil   02/08/2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

MP-SP adota discurso de Alckmin no caso do cartel do Metrô, diz deputado

Política

Segundo Alencar Santana (PT), o Ministério Público tem de 'agir' também contra autoridades do governador de São Paulo
Jurandir Fernandes, atual secretário dos Transportes, também esteve à frente da secretaria no período investigado

Eduardo Maretti, da RBA
ALE VIANNA/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
São Paulo – O deputado estadual Alencar Santana Braga (PT) criticou a atuação do Ministério Público de São Paulo nas investigações do cartel do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do qual participaram as gigantes da indústria Alstom e Siemens, entre outras menores. Segundo o parlamentar, é insuficiente a suspensão de quatro contratos referentes à reforma de 98 trens das Linhas 1 e 3 do Metrô paulistano, celebrados entre 2008 e 2009, anunciada na segunda-feira (3) pelo promotor Marcelo Milani, em entrevista à imprensa. No período em questão, o governador de São Paulo era José Serra (PSDB).
Para Alencar Santana, o MP-SP deveria dirigir suas investigações também a autoridades do governo estadual, como o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente da CPTM, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, que ocupavam os mesmos cargos no primeiro governo Alckmin (2001-2006).
Na sua opinião, ao não tomar uma ação contra o governo estadual, o MP “está adotando o mesmo discurso do governador”, segundo o qual o governo é vítima do cartel. “Se o governo suspende os contratos, as autoridades públicas responsáveis por esses contratos têm que ser afastadas”, argumenta.

Como o sr. avalia o andamento das apurações das denúncias de formação de cartel para obras e reformas do sistema de metrô e trens de São Paulo?
O governo Alckmin consegue transformar mentira em verdade. Porque ele diz que quer apuração, que quer punir as empresas, e na prática não é isso que ocorre. Disse que a corregedoria ia apurar, que os órgãos internos iam apurar. E o Ministério Público finge que não tem nada acontecendo.

Mas o MP não está suspendendo quatro contratos de 2008/2009, relativos à reforma dos 98 trens, conforme anunciou o promotor Marcelo Milani no último dia 3?
Mas não basta só isso. O MP está agindo como se houvesse tão somente um conluio entre as empresas e não a participação do governo. O Ministério Público propõe que as empresas façam um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para devolver o dinheiro, sob pena de o órgão entrar com uma ação contra essas empresas para encerrar suas atividades, para que elas sejam punidas e devolvam o dinheiro ao patrimônio público e, ao mesmo tempo, o MP não toma uma ação contra o governo? Ele está adotando o mesmo discurso do governador – “Existe o cartel e eu sou a vítima.” Ao fazer isso, o MP incorporou a fala do governo de que é vítima. Quando a gente sabe que não é isso. Se o governo suspende os contratos, as autoridades públicas responsáveis por esses contratos têm que ser afastadas. Se o MP entende que esses contratos têm de ser suspensos, as autoridades políticas também têm de ser afastadas de suas funções.

Quais autoridades?
Por exemplo, o senhor Jurandir Fernandes. Quando Alckmin foi governador de 2001 a 2006, Jurandir Fernandes era secretário de Transportes. O Alckmin tomou posse novamente em janeiro de 2011, e ele foi empossado mais uma vez como secretário de Transportes. O presidente da CPTM, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, no mesmo período dos governos Alckmin, também foi presidente da CPTM sob a secretaria do Jurandir Fernandes. Então, querer punir as empresas é pouco. Eu não estou dizendo que não tenha que punir as empresas que cometeram irregularidades ou se buscar o dinheiro de volta. Mas é pouco, é como limpar a barra do governo. Tem muita coisa que precisa de esclarecimento com ação muito mais rigorosa por parte do Ministério Público.

Em setembro passado, na Assembleia Legislativa, Jurandir Fernandes disse que não pode evitar empresas denunciadas como membros do cartel de participar dos atuais contratos porque não há condenação contra elas...
Se do ponto de vista jurídico não tem nenhuma punição ainda, de fato elas poderiam estar participando de processo licitatório e ganhar. Mas o problema não é só jurídico, é político e moral. Porque o que está sob suspeita é a existência de um cartel com a conivência, participação e pagamento de propina a autoridades políticas. Portanto, se o MP suspeita disso – e tanto suspeita que quer que as empresas sejam obrigadas a devolver o dinheiro –, ele então tem que agir nesses novos contratos também. Tem que agir em cima da questão política, das autoridades responsáveis por esses contratos. Há suspeitas claras de participação de autoridades políticas.
Fonte - Rede Brasil Atual  09/02/2014

terça-feira, 16 de julho de 2013

Empresas acusadas de cartel ferroviário podem ser proibidas de entrar em licitações

EBC
Sabrina Craide* - Agência Brasil
Brasília – As empresas que tiverem envolvimento comprovado no cartel em licitação para compra de trens, manutenção e construção de linhas de trens e metrôs poderão ser impedidas de participar de novas licitações por cinco anos, de acordo com as regras do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O caso ainda está em análise pelo órgão e não há prazo para conclusão.
O suposto cartel é investigado pela "Operação Linha Cruzada", feito pelo Cade em conjunto com a Polícia Federal. A investigação teve início a partir de um acordo de leniência, que permite que um participante de cartel denuncie a prática à autoridade antitruste e coopere com as investigações, em troca de imunidade administrativa e criminal. No entanto, essa imunidade só será definida após o julgamento pelo tribunal do Cade.
De acordo com a Lei 12.529, de 30 de novembro de 2011, que estrutura o sistema brasileiro de defesa da concorrência, a empresa que tiver participação comprovada no cartel poderá ser multada ou ter que se desfazer de sociedade, vender ativos ou cessar a atividade para aumentar a concorrência no setor, além de ser proibida de participar de licitações.
No último domingo (14), o jornal Folha de S.Paulo informou que a multinacional alemã Siemens delatou às autoridades brasileiras antitruste a existência de um cartel, do qual fazia parte, em licitações para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Em nota enviada à Agência Brasil, a Siemens informou que tem feito grandes esforços para sensibilizar os funcionários no que diz respeito a questões antitruste. “O Código de Conduta da Siemens também enfatiza a importância de uma concorrência leal e obriga todos os funcionários a cumprir com os regulamentos antitruste. A empresa coopera integralmente com as autoridades”, diz o comunicado oficial da empresa.
Segundo a reportagem do jornal, o esquema delatado pela Siemens envolve subsidiárias de multinacionais, como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui, empresas interessadas em participar do leilão do trem de alta velocidade que fará a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A licitação está marcada para o dia 19 de setembro.
O Cade não divulga o nome das empresas que estão sendo investigadas. O órgão apura se as empresas participaram de diversos contratos e acordos anticompetitivos em licitações para metrôs e trens e sistemas auxiliares no Brasil. O conluio teria sido praticado de diversas formas, sempre com o objetivo de falsear a livre concorrência. As supostas combinações ilícitas podem ter resultado em contratações com preços superiores àqueles praticados no mercado, caso as empresas estivessem em um ambiente normal de concorrência. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cartéis geram um sobrepreço estimado entre 10% e 20%.
Pelo menos cinco licitações podem ter sido alvo do cartel: construção da Linha 5 (fase 1) do metrô de São Paulo; concorrências para a manutenção dos trens das Séries 2.000, 3.000, e 2.100, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM); manutenção do metrô do Distrito Federal; extensão da Linha 2 do metrô de São Paulo; Projeto Boa Viagem da CPTM, para a reforma, modernização e serviço de manutenção de trens; e concorrências para aquisição de carros de trens pela CPTM, com previsão de desenvolvimento de sistemas, treinamento de pessoal, apoio técnico e serviços complementares.
Por meio de nota conjunta, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e a Corregedoria Geral da Administração do governo de São Paulo informaram que vão auxiliar o Ministério Público nas investigações e, da mesma forma, se colocaram à disposição do Cade. "O governo do Estado de São Paulo tem total interesse no esclarecimento destas denúncias e, confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos e o ressarcimento de perdas aos cofres públicos", diz a nota.
O Ministério Público de São Paulo também investiga a denúncia por meio do Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec). A assessoria de imprensa do órgão informou que o promotor Roberto Bodini, responsável pelo caso, não irá conceder entrevista.
*Colaborou Kelly Oliveira, de Brasília, e Camila Maciel, de São Paulo
Fonte - EBC  16/07/2013

domingo, 14 de julho de 2013

Mais uma licitação fraudulenta envolvendo governo do Rio

foto ilustração - semectambiental

Vencedores foram denunciados com antecedência

Jornal do Brasil
A licitação para recuperação das lagoas da barra da Tijuca e Jacarepaguá, vencida pelas construtoras Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez, já tinha seu resultado conhecido numa clara prova de licitação fraudulenta envolvendo o governo de Sérgio Cabral. No mesmo período dessa licitação, a Odebrecht e a construtora Carioca Christiani-Nielsen, venceram outra licitação, de R$ 600 milhões, para prevenção de enchentes no noroeste do Rio, obra que também é ligada à Secretaria de Estado do Ambiente.
A denúncia feita pela revista Época dessa semana afirma que obteve a informação previamente sobre o desfecho do processo licitatório e publicou em 11 de junho um anúncio cifrado nos classificados de um jornal do Rio antecipando o resultado. O anúncio dizia: "Vendo Empreendimento Lagoas da Barra, no Rio, com obras de recuperação ambiental realizadas pelo consórcio vencedor Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS". A obra foi orçada em R$ 673 milhões. As propostas foram entregues pelos concorrentes à Secretaria Estadual do Ambiente somente em 14 de junho, acrescenta a reportagem.
A vitória do consórcio Complexo Lagunar, composto por Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS, foi anunciada em 17 de junho. Segundo a "Época", a oferta vencedora era apenas 0,07% mais barata do que o valor máximo estipulado pelo governo.
Fonte - Jornal do Brasil  14/07/2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pagando para atrapalhar a manifestação???!!.....

Vídeo de Augusto Viana


QUE TIPO DE DEBATE QUEREM OS ADMINISTRADORES DA NOSSA CIDADE???!!!...
Da redação
Esse vídeo mostra a existência de fortes suspeitas de que pessoas possam ter recebido dinheiro para ocupar o auditório do centro cultural da Câmara de Vereadores de Salvador, antes que o MBL (Movimento Passe Livre) do público e outros movimentos populares chegassem ate o local. Devido a limitação da quantidade do público no auditório do Centro Cultural da CMS, imposta pela direção da casa,para a audiência publica a ser realizada nessa quinta feira 11/07/2013 as 2:00 hs,segundo relato do autor do vídeo, percebeu-se que bem antes do seu inicio mais de 2/3 da capacidade do ref. auditório já estava ocupado, cerca de  150 pessoas já se encontravam antecipadamente  no recinto,provavelmente um grupo de pessoas que  nunca haviam participado das manifestações em curso, isso deixa a impressão da existência de um comportamento anti ético e o receio de enfrentar um debate franco e aberto por parte da  administração pública com a população da nossa  cidade.Cabe agora ao MP Ba investigar e apurar os fatos e de quem seria a  responsabilidade pela prática de tais atos.

Descrição original do vídeo - 
Publicado em 11/07/2013
pessoas recebem grana para encher a camara dos vereadores, antes de todos do passe livre chegarem ate a mesma, limitaram a quantidade de gente que iam entrar, e quando a gente chegou na prefeitura, ja tinham umas 150 pessoas la dentro que nunca foram para as manifestações, isso só prova que eles estao com medo do povo