UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Clientes do MetrôRio vão receber compras da internet em armários inteligentes nas estações

Transportes sobre trilhos  🚇

Serviço é inédito no sistema de transporte público do país e será alternativa para o recebimento e devolução de compras feitas no comércio eletrônico. - A iniciativa, que é pioneira no sistema de transporte público do país, garante mais agilidade e segurança no serviço de entrega de produtos adquiridos online. Além disso, a novidade vai beneficiar, principalmente, consumidores que moram em endereços que não são atendidos por empresas de entrega.

Metrô Rio
divulgação/ANPTrilhos
A partir de novembro, o MetrôRio, empresa do grupo Invepar, vai oferecer, em 38 das suas 41 estações, o serviço de armários inteligentes conectados à internet. Chamados de lockers, estes pontos de coleta recebem mercadorias compradas por e-commerce. A iniciativa, que é pioneira no sistema de transporte público do país, garante mais agilidade e segurança no serviço de entrega de produtos adquiridos online. Além disso, a novidade vai beneficiar, principalmente, consumidores que moram em endereços que não são atendidos por empresas de entrega.
A plataforma de logística foi desenvolvida pela empresa brasileira ‘Clique Retire’ e está integrada aos principais sites de comércio eletrônico do país. O novo serviço facilita a entrega de compras online e atende a demanda de moradores que residem em áreas com restrição de entrega ou sem endereço postal.
“O MetrôRio está implementando novas tecnologias para facilitar a vida dos seus clientes. Estamos empolgados em sermos pioneiros na oferta deste tipo de serviço no sistema de transporte público. Vamos oferecer conveniência e praticidade para os usuários de e-commerce”, ressalta o diretor Administrativo-Financeiro e de Relações com Investidores do MetrôRio, Charles de Sirovy.
Com os novos terminais inteligentes de autoatendimento, o cliente poderá retirar ou devolver os produtos comprados na internet dentro da sua rotina, a caminho de casa ou do trabalho, na estação do MetrôRio mais próxima. Depois de efetuar a compra online e selecionar o local de referência para a retirada, o cliente receberá um QR CODE que abrirá eletronicamente a porta do compartimento para que ele retire seu produto. No momento da retirada na estação, não há cobrança de taxa.
Para o presidente da “Clique Retire”, Márcio Artiaga, a chegada dos lockers é uma grande oportunidade de ampliar o acesso ao comércio digital. “Mais de 40 milhões de produtos podem ser comprados na internet e retirados no caminho de volta para casa. O sistema ‘Clique e Retire’ irá oferecer maior comodidade para os clientes do MetrôRio, além de promover a democratização do acesso da população ao comércio digital. Com esta parceria, os clientes poderão ter todos os produtos do e-commerce em seu terminal mais próximo, para buscar quando quiserem”, afirmou Artiaga.
As estações que receberão os equipamentos são: Pavuna, Eng. Rubens Paiva, Acari/Fazenda Botafogo, Coelho Neto, Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Thomaz Coelho, Engenho da Rainha, Inhaúma, Maria da Graça, Triagem, Maracanã, São Cristóvão, Cidade Nova, Uruguai, Saens Peña, São Francisco Xavier, Afonso Pena, Estácio, Praça Onze, Central, Presidente Vargas, Carioca, Cinelândia, Glória, Catete, Largo do Machado, Flamengo, Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, General Osório, Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alan, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico.
Fonte - ANPTrilhos  23/09/2019

domingo, 24 de agosto de 2014

Governo quer diminuir gastos com compras diretas e no atacado

Economia

O modelo, que durante dois meses será usado em caráter piloto, apenas no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, está sob a responsabilidade da central de compras da pasta. Criada em janeiro desse ano por meio de decreto, a central tem o objetivo de reduzir custos nas compras públicas de bens e serviços. 

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Começa a funcionar esta semana o sistema de compra de passagens aéreas diretamente pelo governo federal, sem intermediação de agências de viagens. O modelo, que durante dois meses será usado em caráter piloto, apenas no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, está sob a responsabilidade da central de compras da pasta. Criada em janeiro desse ano por meio de decreto, a central tem o objetivo de reduzir custos nas compras públicas de bens e serviços. No caso das passagens, por exemplo, companhias aéreas assumiram o compromisso de fazer descontos e segurar o preço e o assento por 72 horas. O valor médio dos abatimentos é 5%.
O modelo de compra de passagens, que durante dois meses será usado em caráter piloto, funcionará durante o período apenas no Ministério do PlanejamentoAntonio Cruz/Agência Brasil
Além da mudança na aquisição de passagens, a central de compras se prepara para lançar os dois primeiros editais de licitação desde o início de sua operação. Um deles envolve a contratação de serviço de videoconferência para 67 órgãos da administração direta. O outro, a compra de imagens de satélite para 13 ministérios. No primeiro caso, o custo inicial, de R$ 800 milhões, caiu para R$ 100 milhões após a central assumir o processo. Para a compra de imagens ainda não há comparativo.
Segundo Valter Ferreira, chefe da Assessoria para Modernização de Gestão do Ministério do Planejamento e responsável pela central de compras, um dos fatores que ajuda na diminuição do custo é a análise prévia das necessidades dos órgãos públicos. “[O diferencial] é discutir melhor a demanda e precisar a necessidade. Às vezes, ele [órgão público] tem a percepção de um tipo de necessidade maior do que de fato é o que vai precisar. Quando senta um técnico do seu lado, já muda bastante a configuração”, diz ele, destacando ainda a vantagem de fazer compras no atacado.
“[Quando] negociado no atacado, as pessoas sabem que quem vencer [a licitação] vai fornecer para um conjunto grande de ministérios. Naturalmente, os valores caem mesmo”, explica Ferreira, lembrando que, em 2013, antes da entrada em operação da central de compras, foi feita uma experiência de compra compartilhada para o serviço de telefonia fixa. “Fizemos economia só por ter feito de forma centralizada de 48% em relação aos contratos existentes. Eram contratos que tinham dois anos e já estavam vencendo. Negociamos para 58 órgãos. [A operação] Demonstra o potencial da central”. De acordo com Valter Ferreira, o objetivo é que, progressivamente, a aquisição de cada vez mais itens esteja sob responsabilidade da central de compras. “Cada item vai entrando paulatinamente”, diz.
Segundo ele, para auxiliar na escolha do melhor modelo de compra, o Planejamento contratará os serviços de uma consultoria. “Estamos finalizando a contratação de uma consultoria para nos ajudar a analisar cada objeto que venha para a central. Hoje, nós temos serviços que são prestados e que muitas vezes os órgãos públicos não têm sequer conhecimento. Por exemplo, mobiliário. [Vamos avaliar] se você compra separadamente mesas, cadeiras, ou se compra a estação inteira com serviços prestados de computador. Hoje é possível fazer isso. A iniciativa privada faz muito. E o órgão público continua comprando a mesa separada, o computador separado”, exemplifica.
No caso específico das passagens aéreas, na qual houve a aquisição de uma ferramenta de informática para a compra direta, a ideia é que, após a fase de testes no Ministério do Planejamento, os demais órgãos tenham acesso ao serviço e façam suas próprias pesquisas e compras. O governo federal, no entanto, enfrenta oposição das agências de viagens para implantação do sistema. A Associação Brasileira de Agências de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF) recorreu à Justiça e teve negado pela 8ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pedido de liminar para suspender a operação.
Segundo Marcelo Oliveira, assessor jurídico da Abav nacional, a entidade deve se juntar como parte interessada no processo e o setor continuará recorrendo às vias judiciais. De acordo com ele, também foi entregue uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a compra direta de passagens. Para ele, haverá prejuízos técnicos e sociais. “Mais de 80% das agências de viagens do Distrito Federal têm uma concentração muito forte na venda de bilhetes para o governo. A gente tem uma preocupação que o governo imagine que está fazendo um bom negócio, mas a conta saia muito maior. Não existe estrutura do poder público e das companhias aéreas para gerir [a aquisição de passagens]. [Haverá] problemas de reembolso, remarcação. Quem tem expertise é quem existe para isso. Sem falar no prejuízo de caráter social, com demissões incontáveis”, argumenta.
Marcelo Oliveira diz que as agências de viagens questionam ainda a regularidade do credenciamento das companhias aéreas para vender para o governo. “[Questionamos] o procedimento em si de credenciamento. Credenciamento não é licitação. A nível judicial, foram questionados diversos passos do procedimento”, disse.
Valter Ferreira argumenta que o processo está dentro da lei. “Agências não emitem passagem. Adquirem das empresas [aéreas]. Por que eu não faço licitação? Porque estou contratando todo mundo que fornece [companhias aéreas]. Basta um credenciamento. É o que a gente chama de inexigibilidade [quando não há exigência de licitação]”, rebate. Segundo ele, as quatro companhias aéreas com atuação nacional foram credenciadas. Apenas a aquisição de passagens para destinos internacionais continuará a ser feita por agências de viagens, pela impossibilidade de credenciar todas as companhias aéreas com atuação no exterior.
Para José Matias Pereira, professor da Universidade de Brasília (Unb) e especialista em finanças públicas, a iniciativa da central de compras é positiva. “Quando o governo tem essa possibilidade de centralizar e organizar, a capacidade de negociação dele aumenta. A forma como estão conduzindo os procedimentos, do ponto de vista do direito administrativo, me parece adequado”, comenta. Matias, no entanto, diz que a central deve estar preparada para suportar a demanda. “É preciso refletir se o governo vai ter estrutura para gerir um sistema complexo como esse, do ponto de vista de tecnologia e recursos humanos. Se ele reunir essas condições, o caminho é esse mesmo”, avalia.
Fonte - Agência Brasil  24/08/2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

Vendas reais crescem apesar de campanha negativa na mídia conservadora

Economia

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas reais dos supermercados mostraram avanço de 2,05% sobre um ano antes.

Por Redação - CB
O Índice de Confiança do Comércio caiu
apesar do aumento real nas vendas
Apesar do desânimo apresentado no Índice de Confiança do Comércio (Icom), que sofre interferência direta do noticiário negativo promovido pela mídia conservadora, há meses, as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 10,29% em abril sobre igual período do ano passado, divulgou a associação que representa o setor, Abras, nesta terça-feira. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas reais dos supermercados mostraram avanço de 2,05% sobre um ano antes.
Apesar disso, o Icom caiu 4,4% na média do trimestre encerrado em maio frente ao mesmo período do ano anterior, ao passar para 117,4 pontos, menor nível da série histórica, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em abril, houve queda de 3,1%.
“Com o resultado, os indicadores da Sondagem do Comércio sugerem arrefecimento do nível de atividade econômica do setor no segundo trimestre”, disse a FGV, no relatório.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 7,2% no período de três meses até maio ante o mesmo período do ano passado, para 90,0 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) teve recuo de 2,6%, para 144,7 pontos. O setor de Varejo Restrito caiu 1,7% no trimestre concluído em maio na comparação com o mesmo período do ano passado.
A FGV informou ainda que no Varejo Ampliado, que inclui também veículos, motos e peças e material para construção, a confiança recuou 4,6%, enquanto no Atacado houve queda de 4,1% no trimestre até maio. A confiança tanto de agentes econômicos quanto de consumidores tem mostrado dificuldades em se recuperar neste ano, diante da economia que perdeu fôlego ao longo dos três primeiros meses, de acordo com dados do Banco Central.
As atenções voltam-se agora para a divulgação na sexta-feira do dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inadimplência cresce
Os pagamentos em atraso há mais de 90 dias aumentaram 1,1% em abril sobre março e 2,7% na comparação com o mesmo mês de 2013, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. No acumulado desde o começo do ano até abril, ocorreu expansão de 6,2%. Em igual período do ano passado, a variação ficou em 2%.
Os economistas da Serasa Experian atribuíram esse resultado à redução da atividade econômica e à pressão exercida pela folha de pagamento das empresas diante dos reajustes salariais, além do custo mais elevado do capital de giro por causa das sucessivas altas na taxa básica de juros, a Selic.
As dificuldades foram maiores em relação às dívidas bancárias com crescimento de 3,1%, mas com valor médio em queda de 4,3%, no quadrimestre, passando de R$ 5.245,09 para R$ 5.017,3.
Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água) tiveram variação de 2,7%. O valor médio nos primeiros quatro meses do ano aumentou 6,8% atingindo R$ 858,13, ante R$ 803,46 em igual período do ano passado.
A emissão de cheques sem fundos também cresceu, porém, em ritmo menor com taxa de 0,4% e valor médio bem abaixo do acumulado de janeiro a abril do ano passado, com recuo de 18% – ao passar de R$ 2.684,65 para R$ 2.201,37.
Fonte - Correio do Brasil  27/05/2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Crescem as vendas em supermercados

Economia

O resultado negativo na comparação anual deve-se ao fato de a Páscoa neste ano ter caído em abril, esclareceu em nota o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. Ele informou que as vendas no período da Páscoa ocupam a segunda posição entre os eventos de maior demanda.

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
As vendas reais nos supermercados aumentaram 6,92% em março, em relação a fevereiro, mas foram 7,82% menores do que no mesmo mês do ano passado. No primeiro trimestre, houve recuo de 0,57%, comparado a igual período de 2013. Em valores nominais, as vendas cresceram 7,9% sobre o mês anterior e 5,18% no acumulado do ano. Em relação a março do ano passado, ocorreu queda de 2,14% .
O resultado negativo na comparação anual deve-se ao fato de a Páscoa neste ano ter caído em abril, esclareceu em nota o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. Ele informou que as vendas no período da Páscoa ocupam a segunda posição entre os eventos de maior demanda. O executivo manteve a previsão de aquecimento. “O setor continua vendendo bem e nossas expectativas continuam positivas”, disse.
O valor médio da cesta com os 35 produtos mais consumidos aumentou 2,92%, passando de R$ 361,12 para R$ 371,69, entre fevereiro e março. Sobre o mesmo mês do ano passado, a cesta ficou 4,65% mais cara. Entre os itens com os maiores reajustes estão a batata (41,15%), o tomate (33,86%), o ovo (10,50%) e o feijão (7,70%). Os produtos em queda foram o arroz (-3,52%), o creme dental (-0,97%), o queijo prato (-0,96%) e o queijo muçarela (-0,81%).
Fonte - Agência Brasil  29/04/2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lição do nocaute de Luiza Trajano em Diego Mainardi.

Economia

Lição do nocaute de Luiza Trajano em Diego Mainardi. Não fechem os “shoppings”, otários

Fernando Brito

Nunca antes, na história deste blog, dois posts receberam tantas “curtidas” no Facebook e foram feitos tantos acessos quanto ontem, por conta do “nocaute” impiedoso que a empresária Luiza Trajano aplicou ao “dandi” Diego Mainardi.
153 mil acessos e 14 mil “curtidas”, nos dois posts
E porque tanta vibração por uma empresária ter desmontado assim um jornalista.
Os jornalistas de economia e os empresários deveriam pensar sobre isso.
Os empresários, sobretudo, porque ando desistindo de esperar que os jornalistas de economia pensem em alguma coisa, porque só repetem o que “o mercado diz”.
Mas, infelizmente, os empresários otários estão mais preocupados em conseguir liminares e baixar as portas dos shoppings.
Acham o ascético Mainardi um luxo e a gorduchinha Luiza um lixo.
Como assim ela suspende por uns dias a venda no site de seu magazine e promove um “rolezão” presencial nas lojas da sua rede numa liquidação?
Aquele “monte” de gente de classe média baixa se amontoando esperando a loja abrir para comprar uma TV de tela plana, uma lavadora, um tablet?
Vai ver que tinha ali até beneficiário do “Bolsa-Família” que, em vez de comprar comida, estava comprando celular…
E a dona Luiza, nem aí, virou “case” de sucesso empresarial em Harvard.
A subelite empresarial brasileira, essa massa cheirosa de executivos e gerentes que enchem a boca para dar lições de economia a torto e a direito é, no fundo, um bando de gente que pensa a atividade empresarial como o Mainardi.
Bom mesmo é vender a firma para a Amazon.
Ou vender logo o pré-sal para a as multis, porque é dinheiro rápido e aquilo vai dar muito trabalho e exigir investimento demorado.
Ruim é ter que olhar para um mercado de “gente diferenciada”, os jovens da classe C que, como publicou ontem a BBC, “têm um poder de consumo de R$ 129,2 bilhões, montante é superior ao do que consomem os jovens das classes A, B e D somadas, segundo o instituto de pesquisa Data Popular”.
Inclusão, para eles, é um discurso teórico e descolado de uma imensa massa a quem sempre o Brasil baixou as portas.
Afinal, é preciso assegurar, antes de tudo, a liberdade de ir e vir e a tranquilidade dos frequentadores dos brilhantes corredores do mercado financeiro.
Ruim, para eles, é olhar que este país só vai ser grande quando for de seu próprio tamanho, e não de 20 ou 30% de sua gente.
Já escrevi sobre isso e sobre D. Luiza, contando como, um jovem esquerdistas, eu me chocava com as historinhas de Brizola sobre como os australianos amavam seus empresários, por acreditarem e investirem no país.
Pudera, grande parte dos nossos empresários também não tem o menor apreço pelos brasileiros.
Preferem o Mainardi.
Fonte - Do Blog Tijolaço  22/01/2014



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um Bolsa-Dondoca pra madame da Folha

Política

Por Eduardo Guimarães
Blog da Cidadania:
foto - ilustração
Enquanto Lula e Dilma se preocupavam com futilidades como tirar dezenas de milhões de brasileiros da pobreza extrema, em implantar o virtual pleno emprego no país, em fazer a renda média do trabalhador bater recordes sucessivos de crescimento, em levar médicos a regiões em que muitos nunca foram atendidos por tais profissionais durante toda uma vida, aqueles que realmente importam neste país foram deixados à míngua.
A crueldade da ditadura lulopetista, porém, ultrapassou todos os limites com o recente aumento do IOF sobre os gastos dos turistas brasileiros no exterior. Esse governo sádico acaba de impor mais uma sevícia a essa pobre classe social rica que, lá se vai mais de uma década, vem sendo submetida a torturas cada vez mais diabólicas e que agora, para completar, nem pode mais buscar refúgio consumista em Miami.
Para se refazer das agruras nacionais, as madames e os doutores podiam ir obter suas bolsas Prada, seus X-Box ou mesmo um mísero burgundy Henri Jayer de 16 mil dólares em condições monetárias minimamente aceitáveis. Agora, no entanto, graças à perversidade de Dilma Rousseff tais condições ficaram insuportáveis.
É um crime de lesa-pátria, se não de lesa-humanidade. Só porque uma classe social que tem tanto do que reclamar – não é mesmo? – torrou vinte bilhõezinhos de dólares em compras de bugigangas no exterior, chegando a desequilibrar as contas externas do país, a imperadora vermelha baixou uma carga desumana de impostos sobre quem produz.
E o que é pior: para torrar tudo em programas sociais para uma gentinha que não faz a menor ideia do que são esses itens tão essenciais a qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto.
Mas eis que surge uma heroína, fidedigna defensora dos pobres e oprimidos ricaços. Essa verdadeira Joana D’Arc dos Jardins e do Leblon tem nome e profissão. Eliane Cantanhêde, uma simples colunista de jornal, levantou seu brado retumbante contra a iniquidade lulodilmista.
Quem não leu o grito de indignação contra a crueldade rubra da presidente da República agora pode conhecer esse documento histórico que se ombreia à Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão – muito mais chique do que as declarações de direitos humanos sucedâneas.
O post, claro, prossegue em seguida, logo que o leitor tiver ingerido um copo d’água para arrefecer a emoção.

*****
Eliane Cantanhêde
Presente de grego no Natal
BRASÍLIA – Os viajantes brasileiros deixaram (deixamos) mais de US$ 20 bilhões no exterior neste ano. No fim das contas vai dar umas cinco vezes mais do que a compra de caças suecos para renovar a frota da FAB, a serem pagos durante décadas.
Em vez de aquecer a economia do Brasil, estamos movimentando o comércio e gerando empregos nos países alheios, sobretudo nos ricos. Miami passou a ser o principal destino da brasileirada, que volta com malas gigantescas abarrotadas de peças de grife e todo tipo de bugiganga.
Na versão cor de rosa do governo, tudo isso é resultado do sucesso: o país está bombando, e os brasileiros estão cheios de amor para dar e com montanhas de dinheiro para viajar e gastar. Mas a realidade é outra e tem um nome: preço. Os preços no Brasil estão pela hora da morte.
Numa tarde em Miami, sentei para tomar um café e me senti em casa, mas a minha casa é aqui. À mesa da direita, paulistas; à da esquerda, nordestinos. E havia três moças de Minas. Todos cheios de sacolas
Na volta, fiquei vagando duas horas num shopping em São Paulo à procura de lembrancinhas de Natal e tudo o que comprei foram dois lencinhos de seda, só para não sair de mãos abanando. Ah! E gastei R$ 60 de estacionamento num único dia.
Os produtos nacionais viraram artigo de luxo, os importados custam três vezes mais que nos EUA. Nem as feiras e o comércio popular escapam. Imagine a aflição da maioria de trabalhadores ao procurar brinquedos, tênis e roupas para os filhos.
Não foi nenhuma surpresa saber que o comércio teve seu pior Natal em 11 anos. A surpresa ficou por conta da reação desvairada do governo: em vez de se preocupar e se ocupar com os preços internos abusivos, aumentou o IOF e penalizou os cartões de débito em moeda estrangeira. Falta pão? Suprimam-se os brioches.
Se o brasileiro ficar, o bicho preço come; se correr, o bicho imposto pega. Obrigada, presidente Dilma, pelo presente de grego no Natal.
*****
Essa classe que afirma, pela pena da colunista revolucionária, que não pode pagar os preços extorsivos do Brasil – e que, como mostra essa colunista, já não encontra por aqui os itens que lhe apeteçam o paladar consumista –, diante de tanta carestia teve que recorrer aos aeroportos que a ditadura petralha encheu de “paraíbas” e “baianos”.
Com tantos brasileiros vivendo nessas condições degradantes na ponte aérea Cumbica/Galeão-Miami, a presidente da República vai à televisão e ainda tem a petulância de reclamar do que fazem a colunista e seus coleguinhas ao alardear racionamentos de energia que teimam em não dar as caras, crises inflacionárias que não se materializam, surtos de desemprego que ninguém vê.
Aquela que um site dito “de homens bons” chama de “búlgara escarlate” bem que poderia, em seu pronunciamento do último domingo, ter anunciado um programa social para madames como a tal colunista. Uma espécie de Bolsa-Dondoca. Uns mil dólares mensais para cada membro da família. Para sacar o benefício bastaria procurar as boas casas de câmbio dos shoppings e dos aeroportos. Com câmbio subsidiado, claro.
Fonte - Blog do Miro  30/12/2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Consumidor deve estar atento para evitar problemas com as compras da Black Friday

Utilidade pública

Karine Melo e Daniel Lima
Repórteres da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O bota-fora dos produtos para a renovação do estoque destinado às vendas de fim de ano é uma tradição norte-americana, mas no Brasil o dia de liquidações Black Friday mostra a cada ano que também caiu no gosto popular. Aqui, a novidade chegou há apenas três anos, mas a expectativa é que as vendas desta sexta-feira, só via internet, cheguem a R$ 390 milhões, cifra 50% superior à do ano passado, segundo o e-Bit, empresa especializada em medição de comércio eletrônico.
O termo foi criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear as vendas promocionais da última sexta-feira de novembro após o feriado de Ação de Graças. Durante a promoção, as empresas prometem descontos que podem passar de 70%. No entanto, as ofertas também trazem o risco de transtorno para os consumidores. Segundo o site Reclame Aqui - http://www.reclameaqui.com.br - só nas primeiras seis horas da promoção, as três lojas mais reclamadas – Extra, Ponto Frio e Casas Bahia - já receberam mais queixas do que as registradas para cada uma delas durante o ano.
Entre as dez empresas que lideram o ranking de problemas, até as 11h30, já eram mais de mil reclamações, mas a expectativa é que o horário de almoço registre pico de problemas.
Apesar de as ofertas parecerem atrativas, no Brasil, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é evitar as compras por impulso. Muitos consumidores têm denunciado que algumas lojas elevaram os preços dos produtos antes da promoção ou estão ofertando produtos com o mesmo preço do dia anterior.
Para evitar dor de cabeça, o ideal é ter um preço de referência do produto antes do dia de promoções. Outro cuidado que o consumidor deve ter é evitar comprar em lojas desconhecidas e que ofereçam preço muito abaixo do normalmente encontrado.
A Fundação Procon-SP sugere aos consumidores que, caso se deparem com problemas como promessa de promoção com preços iguais aos praticados dias antes da Blacky Friday, ou mudança de preço no momento da finalização da compra feita por meio da internet, por exemplo, denunciem nas redes sociais.
No Twitter (@proconspoficial) usando hashtag #deolhonaBlackFriday - ou clicando aqui no https://twitter.com/#deolhonaBlackFriday - o consumidor pode denunciar problemas ou receber informações. O mesmo procedimento pode ser feito no Facebook (www.facebook.com/proconsp). O Procon-SP também colocou na internet uma lista de sites não recomendados para compras virtuais. Para saber mais clique no link http://ebcnare.de/18b9A51.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), independentemente de estar em oferta ou não, o desconto nos preços “não exime os estabelecimentos de observarem integralmente a legislação que protege o consumidor”.
Segundo o Idec, no caso de o produto defeituoso não ser trocado ou ter o problema resolvido pelo vendedor ou fabricante no prazo de 30 dias, o consumidor poderá escolher entre três opções: exigir a troca por outro produto idêntico, exigir a devolução integral do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço.
Outro direito do consumidor é que as compras feitas na internet, conforme o Código de Defesa do Consumidor, podem ser canceladas em sete dias a partir do prazo da entrega.
O Idec também lembra que toda informação transmitida ao consumidor, por meio de publicidade, embalagens ou mesmo declarações dos vendedores torna-se uma cláusula contratual a ser cumprida pelos lojistas e fabricantes. Sendo assim, os produtos devem ser vendidos exatamente pelos preços e nas condições anunciados na mídia, cartazes ou outros meios. O consumidor pode recorrer aos Procons e à Justiça em caso de descumprimento.
Fonte - Agência Brasil  29/11/2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cesta básica fica mais barata em 14 das 18 capitais pesquisadas

Economia


Segundo o Dieese, as maiores quedas ocorreram em Aracaju (-5,36%), Brasília (-3,61%) e Vitória (-2,74%). Os produtos da cesta básica que puxaram a queda de preço foram o tomate, o feijão, o açúcar e o arroz. As capitais em que o preço da cesta básica subiu são Belo Horizonte (1,87%), Curitiba (0,66%), Campo Grande (0,48%) e o Recife (0,02%)

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Em setembro, o preço da cesta básica caiu em 14 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). Segundo o levantamento divulgado hoje (3), a cesta básica subiu em Belo Horizonte (1,87%), Curitiba (0,66%), Campo Grande (0,48%) e no Recife (0,02%). As maiores quedas ocorreram em Aracaju (-5,36%), Brasília (-3,61%) e Vitória (-2,74%).Os produtos da cesta básica que puxaram a queda de preço foram o tomate, o feijão, o açúcar e o arroz. Os produtos que mais subiram são a manteiga, a carne, e o leite. A cesta mais cara do país é a de São Paulo, onde custa R$ 312,07, seguida pela de Porto Alegre (R$ 311,34). A cesta mais em conta é a de Aracaju, onde o preço médio é R$ 220,68.No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o preço da cesta teve alta em 16 das 18 capitais analisadas. Houve queda em Florianópolis (-3,09%) e em Goiânia (-1,97%). A maior alta ocorreu em Salvador (12,79%), seguida por Natal (10,08%).Ante a Constituição, que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese calcula que o salário mínimo deveria ser R$ 2.621,70 em setembro, ou seja, 3,87 vezes maior do que mínimo em vigor (R$ 678,00)
Fonte - Agência Brasil  03/10/2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Senado suspende compras de R$ 98 mil em supermercado para Renan Calheiros

POLÍTICA

Foto: Agência Brasil
Residência oficial consumia, em média, 10 quilos por dia de carne, peixes ou aves

Wilson Lima 
 iG Brasília
O Senado suspendeu uma licitação para a compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) no início da noite dessa terça-feira (1). O procedimento previa gastos de R$ 98 mil em um período de seis meses. A Casa informou o cancelamento da licitação ao ser procurada pelo iG para explicar os gastos previstos, para uma reportagem sobre o tema.
As despesas com a casa oficial da presidência do Senado representariam um custo médio de R$ 16,3 mil ao mês com a alimentação e suprimentos de limpeza. Pela previsão inicial, em seis meses, a residência oficial do Senado estimava consumir 1,7 toneladas de carnes, peixes ou aves – uma média aproximada de 10 quilos por dia. Na residência da presidência, mora apenas o presidente do Senado e sua família, composta pela esposa e mais dois filhos. Senadores ouvidos pelo iG disseram considerar incomum esse tipo de gasto principalmente pelos poucos eventos que ainda são realizados no local.
O procedimento licitatório para compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a casa oficial da presidência do Senado ocorreria nesta quarta-feira. No entanto, após ser questionado pela reportagem do iG , o novo diretor-geral da Casa, Helder Rebouças, informou, por meio da assessoria de imprensa da Casa, que decidiu suspender o pregão e reavaliar todo o processo. Rebouças não informou os motivos pelos quais houve a suspensão da licitação e porque a decisão ocorreu apenas após o questionamento da reportagem.
Entre os produtos inicialmente requeridos pelo Senado, estavam desde itens básicos, como arroz e feijão; passando por produtos para churrasco, como carvão e linguiça; e até produtos de primeira linha, como camarão especial.
No caso do camarão, o Senado pretendia gastar R$ 2,3 mil em 20 quilos do crustáceo de tamanho médio. Isso representa uma média de R$ 115 por quilo do produto. O Senado também estimava gastar R$ 2,7 mil em 25 quilos do camarão vermelho “G” – uma cota de aproximadamente R$ 110 por quilo. Ainda estavam na lista, 70 quilos de costela bovina, ao valor total de R$ 1,1 mil, e 100 quilos de filé mignon, cujo gasto total estava orçado em R$ 4 mil. A licitação previa a compra de 33 tipos diferentes de carnes.
Ainda na lista de compras para a residência oficial do presidente do Senado, estavam 20 quilos de salmão (R$ 1,7 mil), 50 quilos de picanha (de dois tipos diferentes), nectarina importada, 54 quilos de linguiça para churrasco, 30 quilos de carvão, 55 quilos de queijo de cinco tipos diferentes e 160 quilos de pão francês – uma estimativa de consumo de aproximadamente um quilo de pão diariamente. Ao todo, a lista de compras do senado, antes de ser “reavaliada”, 270 itens.
Fonte -Tribuna da Bahia  02/10/2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vendas nos supermercados crescem em agosto

Economia

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – As vendas do setor de supermercados apresentaram alta de 0,9% em agosto, em relação ao mês anterior e de 10,70% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A informação foi divulgada hoje (26) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que reúne mais de 84 mil lojas em todo o país.
Entre janeiro e agosto deste ano, as vendas do setor cresceram 4,95% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo João Sanzovo Neto, vice-presidente da Abras, o aumento das vendas em agosto se deve, em parte, ao fato de o mês ter tido cinco sábados. “Tivemos um mês com 31 dias de vendas e cinco sábados. E o sábado tem uma participação importante no movimento”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Outro fator que ajudou no crescimento das vendas foi o cenário macroeconômico. “Teve aumento do emprego, mais oportunidades de emprego sendo criadas, o desemprego caindo e isso implica mais renda no bolso do trabalhador. E também teve o arrefecimento da inflação, o que significa mais poder de compra”, destacou.
De acordo com Sanzovo Neto, a expectativa do setor para os próximos meses é que o crescimento se mantenha. “Os empresários do setor estão otimistas”, disse.
Durante entrevista coletiva concedida na sede da associação, o vice-presidente da Abras também falou sobre a cesta Abrasmercado, que contém 35 produtos incluídos na lista dos mais consumidos no país. Em agosto, houve ligeira queda de 0,16% em comparação a julho deste ano. Com isso, os preços da cesta ficaram praticamente estáveis, ao passar de R$ 356,43 para R$ 355,85.
“Essa estabilidade de preços decorre também de situações que se modificaram e que se estabilizaram no mercado internacional e da tranquilidade maior em relação ao câmbio. Acreditamos que os preços vão se manter estáveis o que, mais uma vez, contribui para o crescimento das vendas”, disse Sanzovo Neto.
O otimismo do setor fez a Abras rever a sua previsão de crescimento para este ano. “Inicialmente projetamos 3,5%. Mas esse resultado [do setor] dos últimos dois meses nos surpreenderam positivamente e estamos projetando, comparando com a base do ano passado, que [o crescimento] se estabilize na casa dos 4%”, disse Flávio Tayra, gerente econômico da Abras.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Empresas acusadas de cartel ferroviário podem ser proibidas de entrar em licitações

EBC
Sabrina Craide* - Agência Brasil
Brasília – As empresas que tiverem envolvimento comprovado no cartel em licitação para compra de trens, manutenção e construção de linhas de trens e metrôs poderão ser impedidas de participar de novas licitações por cinco anos, de acordo com as regras do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O caso ainda está em análise pelo órgão e não há prazo para conclusão.
O suposto cartel é investigado pela "Operação Linha Cruzada", feito pelo Cade em conjunto com a Polícia Federal. A investigação teve início a partir de um acordo de leniência, que permite que um participante de cartel denuncie a prática à autoridade antitruste e coopere com as investigações, em troca de imunidade administrativa e criminal. No entanto, essa imunidade só será definida após o julgamento pelo tribunal do Cade.
De acordo com a Lei 12.529, de 30 de novembro de 2011, que estrutura o sistema brasileiro de defesa da concorrência, a empresa que tiver participação comprovada no cartel poderá ser multada ou ter que se desfazer de sociedade, vender ativos ou cessar a atividade para aumentar a concorrência no setor, além de ser proibida de participar de licitações.
No último domingo (14), o jornal Folha de S.Paulo informou que a multinacional alemã Siemens delatou às autoridades brasileiras antitruste a existência de um cartel, do qual fazia parte, em licitações para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Em nota enviada à Agência Brasil, a Siemens informou que tem feito grandes esforços para sensibilizar os funcionários no que diz respeito a questões antitruste. “O Código de Conduta da Siemens também enfatiza a importância de uma concorrência leal e obriga todos os funcionários a cumprir com os regulamentos antitruste. A empresa coopera integralmente com as autoridades”, diz o comunicado oficial da empresa.
Segundo a reportagem do jornal, o esquema delatado pela Siemens envolve subsidiárias de multinacionais, como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui, empresas interessadas em participar do leilão do trem de alta velocidade que fará a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A licitação está marcada para o dia 19 de setembro.
O Cade não divulga o nome das empresas que estão sendo investigadas. O órgão apura se as empresas participaram de diversos contratos e acordos anticompetitivos em licitações para metrôs e trens e sistemas auxiliares no Brasil. O conluio teria sido praticado de diversas formas, sempre com o objetivo de falsear a livre concorrência. As supostas combinações ilícitas podem ter resultado em contratações com preços superiores àqueles praticados no mercado, caso as empresas estivessem em um ambiente normal de concorrência. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cartéis geram um sobrepreço estimado entre 10% e 20%.
Pelo menos cinco licitações podem ter sido alvo do cartel: construção da Linha 5 (fase 1) do metrô de São Paulo; concorrências para a manutenção dos trens das Séries 2.000, 3.000, e 2.100, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM); manutenção do metrô do Distrito Federal; extensão da Linha 2 do metrô de São Paulo; Projeto Boa Viagem da CPTM, para a reforma, modernização e serviço de manutenção de trens; e concorrências para aquisição de carros de trens pela CPTM, com previsão de desenvolvimento de sistemas, treinamento de pessoal, apoio técnico e serviços complementares.
Por meio de nota conjunta, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e a Corregedoria Geral da Administração do governo de São Paulo informaram que vão auxiliar o Ministério Público nas investigações e, da mesma forma, se colocaram à disposição do Cade. "O governo do Estado de São Paulo tem total interesse no esclarecimento destas denúncias e, confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos e o ressarcimento de perdas aos cofres públicos", diz a nota.
O Ministério Público de São Paulo também investiga a denúncia por meio do Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec). A assessoria de imprensa do órgão informou que o promotor Roberto Bodini, responsável pelo caso, não irá conceder entrevista.
*Colaborou Kelly Oliveira, de Brasília, e Camila Maciel, de São Paulo
Fonte - EBC  16/07/2013

domingo, 9 de junho de 2013

A partir de amanhã, comércio tem de informar tributos na nota fiscal

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de amanhã (10), os estabelecimentos comerciais de todo o país são obrigados a discriminar na nota fiscal ou em local visível os impostos embutidos no preço dos produtos e serviços. De acordo com a Lei 12.741, quando fizer uma compra, o consumidor tem de ser informado sobre o valor aproximado do total dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda.
Embora a lei estabeleça para esta segunda-feira a data em que a exigência entra em vigor, muitos empresas alegam que falta ainda a regulamentação da lei e dizem que, por isso, não sabem como adequar seus sistemas informatizados às novas regras.
O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Junior, foi enfático ao dizer que o setor que representa não está preparando para as mudanças. “O Ministério da Justiça tem de regulamentar a lei. Só a partir da regulamentação teremos a noção correta de como as empresas se prepararão para discriminar corretamente os impostos nas notas”, disse Pellizzaro à Agência Brasil.
Segundo ele, as companhias de pequeno porte terão muita dificuldade porque as empresas que fornecem os programas de computador para elas não sabem ainda como adequar os sistemas. Pellizzaro também acredita que as entidades de defesa do consumidor não autuarão as empresas antes da regulamentação. Para ele, depois de publicada a regulamentação da lei, é possível que seja dado um prazo para que as empresas ajustem os sistemas informatizados.
Até a última sexta-feira (7), o Procon do Distrito Federal manifestava disposição de cumprir a lei. Ao ser consultado, um dos supervisores, que preferiu não se identificar, informou que a orientação era cumprir a lei, já que as empresas tiveram, desde dezembro, data da publicação da lei, prazo suficiente para se adequar.
À Agência Brasil, o Ministério da Justiça não informou quando a regulamentação será publicada, mas o presidente da CNDL acredita que isso ocorra nesta semana.
Pela lei, a apuração do valor dos tributos incidentes deve ser feita separadamente para cada mercadoria ou serviço,, inclusive na hipótese de regimes jurídicos tributários diferenciados dos respectivos fabricantes, varejistas e prestadores de serviços, quando couber.
Pela lei, têm de ser informados ao consumidor os impostos sobre Operações Financeiras (IOF) e sobre Produtos Industrializados (IPI), o relativo ao Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), as contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), além dos impostos Sobre Serviços (ISS) e sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
Fonte - Agência Brasil  09/06/2013

domingo, 2 de junho de 2013

Senado começa a votar este mês reforma do Código de Defesa do Consumidor

No ano em que completa 23 anos, o Código de Defesa do Consumidor pode ganhar avanços importantes. Considerada uma lei forte e respeitada, no Senado, os parlamentares dizem que o que está em discussão é uma reforma, mas sim, uma atualização da lei. A expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena deste mês
Foto ilustração - planeta 10


Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No ano em que completa 23 anos, o Código de Defesa do Consumidor pode ganhar avanços importantes. Considerada uma lei forte e respeitada, no Senado, os parlamentares dizem que o que está em discussão na Casa é uma atualização da lei. A expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena deste mês.
“A questão central é você considerar a legitimidade de todos os segmentos que participam desse debate e construir uma legislação equilibrada. O ponto central é não agir com radicalismo porque se você agir com radicalismo, você marca uma posição, mas não faz a legislação avançar”, avaliou Ferraço.
Para não contaminar os assuntos, além de manter, em projetos de lei separados, as três sugestões sobre superendividamento, ações coletivas e comércio eletrônico, feitas por uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, Ferraço vai incluir, pelo menos, mais duas novidades na atualização: um projeto que prevê o fortalecimento dos Procons e outro que trata da publicidade infantil.
Apesar da decisão do relator, o presidente da comissão, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), considera que este último tema é polêmico e não foi discutido suficientemente a ponto de avançar. Suécia, Dinamarca, Noruega, Inglaterra, Bélgica, Austrália e Canadá são exemplos de países que proíbem a publicidade voltada a esse público. No Brasil, o tema divide opiniões.
“O projeto da publicidade infantil eu vejo zero de possibilidade de ser aprovado porque é uma coisa extremamente polêmica”, disse Rollemberg à Agência Brasil.
Já a proposta que prevê o fortalecimento dos Procons é vista como fundamental e foi pedida por especialistas da área em uma das audiências públicas feitas pela comissão. O relatório do senador Ricardo Ferraço deve propor um projeto no qual as conciliações feitas entre clientes e empresas nos órgãos de proteção e de defesa do consumidor tenham validade de decisão judicial.Assim, caso o prestador de serviço não cumpra o acordo firmado nos Procons, poderá ser executado diretamente pela Justiça, sem necessidade do consumidor entrar com um novo processo.
Na avaliação dos senadores, se o Procon não tiver o poder de multar, arbitrar, decidir e conciliar, as pessoas vão continuar recorrendo à Justiça que hoje acumula milhares de processos desse tipo.
O assunto também é objeto de um projeto de lei enviado pelo governo este ano à Câmara dos Deputados. “Nós não temos o menor compromisso com o texto da Câmara. Nós temos compromisso com uma tese comum de fortalecimento dos Procons”, disse Rollemberg ao justificar a apresentação de uma proposta semelhante no Senado.
Fonte - Agência Brasil  02/06/2013