UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Transporte público de Curitiba recebe 928 reclamações por mês

Transportes

Entre janeiro e julho de 2015, os usuários do transporte coletivo de Curitiba registraram 6.499 reclamações sobre o serviço, uma média de 928 por mês, ou 31 por dia. As principais reclamações tem relação com o tratamento dispensado pelos funcionários das empresas e os atrasos e supressões de horários de ônibus. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve uma queda de 34% no número de ocorrências.

Rodolfo Luis Kowalski - Bem Paraná

De acordo com levantamento feito pela Urbs, entre janeiro e julho de 2014 foram transportados 289,9 milhões de passageiros, totalizando 2,8 milhões de viagens e 9.987 reclamações, o que representa uma reclamação a cada 29,3 mil passageiros transportados ou uma reclamação a cada 281 viagens. Em 2015, o número de passageiros registrou leve queda, com 276,4 milhões de pessoas transportadas, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões. Isso significa uma reclamação a cada 45,5 mil passageiros ou uma reclamação a cada 415 viagens.
Ao todo, 34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus. A reclamação mais comum dos usuários, responsável por quase 18% das ocorrências (1.150 reclamações), é a recusa de embarque de passageiros sem motivo aparente. No ano passado, quando a ocorrência também liderou o ranking de reclamações, haviam sido feitos 1.980 registros.
Outra reclamação recorrente diz respeito à “falta de urbanidade” de quem trabalha no transporte coletivo. Desde o ano passado, porém, esse tipo de ocorrência registrou queda de 44%, totalizando 478 reclamações em 2015 contra 849 em 2014. Motoristas de ônibus dirigindo inadequadamente, com risco de acidente, também é algo aparentemente comum. Foram 588 ocorrências neste ano e 801 no ano passado.

Os números
34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus.
276,4 milhoes de pessoas foram transportadas entre janeiro e julho de 2015, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões.
57% foi a queda de reclamações sobre atraso dos ônibus em 2015 em relação ao mesmo período do ano passado.
156 o caminho mais fácil para fazer uma reclamção sobre o transporte coletivo de Curitiba. Na sede da Urbs, também há local para reclamar.
Fonte - Blog meu Transporte  22/09/2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

Estruturas do Carnaval geram reclamações

Cidade

Pessoas que moram e circulam pelo entorno do circuito Barra-Ondina estão reclamando que a montagem das estruturas de camarotes e serviços públicos está gerando transtornos para o trânsito de veículos e pedestres....

Luan Santos - A Tarde
Motorista precisa fazer uso da marcha a ré diante da
estrutura para acessar a rua-
Raul Spinassé/Ag. A TARDE
Salvador - A 12 dias do início do Carnaval, pessoas que moram e circulam pelo entorno do circuito Barra-Ondina estão reclamando que a montagem das estruturas de camarotes e serviços públicos está gerando transtornos para o trânsito de veículos e pedestres.
A TARDE passou nesta sexta-feira, 30, pelo circuito e ouviu queixas, principalmente, na avenida Oceânica e na rua Bolivar Saback, no Morro Ipiranga, na Barra.
Nesta rua, por conta da montagem de um posto de saúde, os condutores que querem acessar a localidade têm que fazer uma manobra arriscada. Ao chegar à entrada do logradouro, os motoristas precisam utilizar a marcha ré para que o veículo tenha condição de entrar de frente.
O risco é que, ao fazer esta manobra, outro veículo colida com a traseira do carro que está tentando entrar na via. "Isso aqui é um absurdo, atrapalha demais. Dar a ré aqui é muito arriscado. O risco de batida é muito alto", afirma o taxista Roberto Lázaro, 51, que diz passar pela rua diariamente.
Ao passar pelo local, A TARDE flagrou um veículo entrando no local em marcha ré, pois o condutor não conseguiu acessar com a dianteira do carro. "Preciso fazer uma entrega, não tem outro jeito se não for assim", disse o motorista, que não quis ser identificado.
O médico André Marques, 26, diz que a estrutura atrapalha a visão dos condutores: "A visibilidade fica ruim. Este local não é ideal para a instalação desse posto".
A prefeitura, por sua vez, informa que, para evitar transtornos, os condutores podem acessar a rua Bolivar Saback pela rua Guadalajara, no mesmo bairro. As duas vias ficam próximas.

Camarotes
Moradores e frequentadores do entorno do circuito convivem diariamente com fios elétricos, postes provisórios e ferragens para montagem das estruturas para a festa.
Além de pedestres, os condutores também são prejudicados. Nesta sexta, A TARDE flagrou um caminhão descarregando materiais para um camarote, o que complicou o trânsito.
"Em alguns pontos eu não consegui andar no passeio, tive que ir pela rua. Atrapalha, claro, mas a festa é muito bonita", diz a professora Maria Aparecida Ferreira, 49, turista paulista, que lamenta não poder ficar por conta do trabalho.
Já o fotógrafo Pedro Chinait, 45, acredita que os transtornos são mínimos. "Faço atividade física por aqui todos os dias e não atrapalha. Em alguns trechos vamos para a pista, onde tem a faixa azul, dedicada aos corredores", pontua.
O estudante de psicologia Marcelo Santos, que mora em Ondina, diz que os veículos que passam pelo local ficam "encurralados" pelos caminhões que fazem serviços de carga e descarga para os camatores.
Por conta da festa, a lei municipal de carga e descarga foi flexibilizada nas áreas dos circuitos Barra-Ondina e Centro, para possibilitar exclusivamente montagem e desmontagem de camarotes.
Apesar da flexibilização, ressalta a Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), outras atividades não serão beneficiadas pela medida, permanecendo a proibição, mesmo que para montagem de camarotes, aos sábados e domingos na Av. Oceânica (orla), desde o largo do Farol da Barra até a rua Marquês de Caravelas.
Fonte - A Tarde  31/01/2015

terça-feira, 26 de agosto de 2014

SuperVia tem recorde de multas e queixas entre os transportes de massa

Transportes sobre trilhos

Com o total de R$ 6,5 milhões em infrações, a concessionária lidera o ranking de penalidades na Agetransp - As notificações refletem nos trilhos as reclamações dos passageiros, que, no mês passado, deram nota 5,8 para o serviço oferecido pela SuperVia, como revela a penúltima reportagem da série do DIA sobre os trens.

O Dia Online

Rio - Por trás de um sistema ferroviário que transporta em média 640 mil passageiros por dia, uma coleção de multas contempla o cenário da SuperVia. Com o total de R$ 6,5 milhões em infrações, a concessionária lidera o ranking de penalidades na Agetransp, a agência reguladora dos transportes estaduais. Foram 34 multas aplicadas, nos últimos 15 anos, contra 13 na CCR Barcas e seis na MetrôRio.
As notificações refletem nos trilhos as reclamações dos passageiros, que, no mês passado, deram nota 5,8 para o serviço oferecido pela SuperVia, como revela a penúltima reportagem da série do DIA sobre os trens. Além de ser campeão em quantidade de multas na ouvidoria da Agetransp, o sistema ferroviário lidera no número de queixas dos usuários.
De janeiro a julho deste ano, 506 reclamações foram registradas, a maioria sobre a falta de acessibilidade nas estações, como a ausência de escadas rolantes e elevadores. Nos boletins de ocorrência instaurados pela agência até agora, que tratam de falhas mecânicas, os trens superam a marca dos outros transportes.
Até o dia 6 de agosto, a SuperVia fora notificada 45 vezes. As barcas receberam 11 advertências e o metrô, nove. “O trem é alvo de mais ocorrências pela extensão do transporte e por ter idade mais avançada. A linha férrea também é muito exposta, e os equipamentos ainda são antigos e suscetíveis a avarias”, explica José Luiz Teixeira, gerente da Câmara Técnica de Transportes da Agetransp.
Cada boletim de ocorrência é analisado por uma comissão de conselheiros da agência reguladora. Nas notificações contra os trens, os problemas mais recorrentes são defeitos na parte elétrica e na rede aérea. Já as falhas na sinalização e na via permanente aparecem com menos frequência. “Julgamos se, em cada ocorrência, a SuperVia poderia ter previsto o problema. A multa é calculada em cima da responsabilidade da concessionária em relação a cada avaria”, detalha José Luiz.
Da coleção de mais de 30 multas aplicadas contra a SuperVia, cinco estão na Dívida Ativa do Estado por falta de pagamento. A maior delas, no valor de R$ 1,2 milhão, sobre uma taxa de regulação emitida pela Agetransp, está correndo na Justiça. As outras quatro cobranças, no total de R$ 1,4 milhão, ainda são consideradas amigáveis, devido ao comprometimento de pagamento.
O Procon-RJ também tem registros de dívidas em aberto com a SuperVia. São mais R$ 487 mil em quatro multas — originadas, sobretudo, por problemas de infraestrutura e acessibilidade nas estações — emitidas após a operação de fiscalização Via Crúcis, em 2013.
No primeiro semestre deste ano, a concessionária já alcançou a mesma quantidade de falhas registradas durante todo o ano passado. De janeiro a julho de 2014, 600 ocorrências foram detectadas pela SuperVia. Uma delas ocorreu no início do mês passado, quando uma composição que seguia para Santa Cruz descarrilou 200 metros após sair da Central do Brasil.
“Eu e mais de 500 pessoas tivemos que andar nos trilhos. Enquanto andávamos, os trens continuavam a circular. Foi uma das piores sensações de insegurança que já senti na minha vida”, relembra o administrador Leonardo Campos, de 58 anos, que viajava no trem avariado.
As panes apresentadas pelo sistema ferroviário, no entanto, já foram maiores em 2010, quando a concessionária identificou 1.611 falhas, o recorde nos últimos quatro anos. “A expectativa é de que os problemas sejam reduzidos drasticamente com a modernização dos trens”, opina o gerente da Câmara Técnica de Transportes da Agetransp.
Em pesquisa de satisfação, usuários dão nota 5,8 a trens.
Se o sistema ferroviário fosse um teste educacional, a SuperVia passaria raspando com nota 5,8. A média foi alcançada no mês passado, após uma pesquisa de satisfação realizada pela concessionária com os passageiros. Das queixas, a lotação e a falta de pontualidade são recordistas. Já as melhorias citadas pelos usuários são a temperatura interna do trem, por conta do ar-condicionado, e o sistema de aúdio nas estações .
Dos índices de fiscalização realizados mensalmente pela Agetransp, a pontualidade, como criticam os passageiros, deixa a desejar em alguns ramais. Em abril, a linha de Japeri apresentou o pior desempenho do sistema, com 87% de cumprimento do tempo previsto para as viagens. Belford Roxo ficou em segundo lugar, com 89%.
“Já cheguei a esperar mais de 15 minutos em Madureira, na hora do rush, porque as pessoas queriam entrar no trem já lotado”, declara o operário Francisco das Chagas, 53, que há 35 anos viaja de Belford Roxo à Central. “É uma saga diária. Chego na estação às 6h20 e só consigo um lugar sentado lá pelas 7h40”, completa. Os atrasos nas viagens estiveram presentes em 37% do total das partidas em abril. A maioria (66%) representou uma demora de cinco minutos, o que é permitido pela Agetransp. Atrasos acima de 30 minutos, que são passíveis de multa, não tiveram registros neste ano.
Fonte - STEFZS  26/08/2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Frotas do Metrô de São Paulo que custaram mais de R$ 2 bi têm falhas

Metrô de São Paulo

Trens reformados e novos que circulam em três linhas registram fortes solavancos - As paradas bruscas são reclamações recorrentes nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Operador de trens do metrô há 26 anos, Dagnaldo Gonçalves conta que nunca ouviu tantas queixas sobre os solavancos. Segundo ele, as freadas repentinas são resultado de trens reformados ou novos, com sistemas diferentes.

Fernando Mellis - R7
foto - ilustração
Próxima estação: República. A aposentada Zilda Maria de Almeida, de 73 anos, sai do assento e segue em direção à porta do trem para desembarcar. Após alguns passos, a composição dá um forte solavanco. Sem equilíbrio, a idosa quase cai, apoia-se em outra passageira e precisa ser ajudada.
— É uma falta de respeito, isso está a cada dia pior. Se levantar quando o trem para, você não consegue sair porque a porta abre e fecha muito rápido. Mas também, se levantar antes, acontece isso, freia e joga todo mundo no chão.
As paradas bruscas são reclamações recorrentes nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Operador de trens do metrô há 26 anos, Dagnaldo Gonçalves conta que nunca ouviu tantas queixas sobre os solavancos. Segundo ele, as freadas repentinas são resultado de trens reformados ou novos, com sistemas diferentes.
— A parada do trem nas estações é automática, mas como existem várias frotas de trem, essa regulagem não se consegue fazer. Então, muitas vezes, o operador é obrigado a parar em emergência, porque falha essa parada programada. Um dos motivos disso acontecer é que, tanto nos trens reformados [frotas L e K] quanto nos novos [frota H], foi retirado o semiautomático. Eles só têm o automático e o manual. Então, você passar do automático para o manual ou então aplicar emergência, ele dá esse tranco.
Apenas a modernização de 98 composições custou à companhia R$ 1,7 bilhão, sem contar os trens novos, comprados da espanhola CAF. A decisão do governo paulista virou alvo de uma investigação do Ministério Público sobre superfaturamento nas reformas. Alguns desses trens têm mais de 30 anos de uso.
Até meados de janeiro, a cozinheira Renata Costa se sentia segura dentro do metrô, mas mudou de opinião em uma manhã. Por pouco, ela não sofreu um grave acidente.
foto - ilustração
— Esses dias eu achei que [o trem] já estivesse parado e ele deu mais uma freada quando já estava na estação. Fui jogada com força contra um ferro desses que a gente se segura. Fiquei o dia inteiro com o braço dolorido.
O professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia Aurélio da Dalt explica que problemas desse tipo envolvem o sistema de controle e colocam em risco os passageiros. Segundo ele, as falhas devem ser corrigidas o mais rápido possível.
— Uma das características do sistema de frenagem é justamente ele ser de tal forma que não dê solavanco nenhum. [...] O operador vai tentar reduzir a velocidade, por um joystick. Mas, se isso estiver desregulado, mesmo no modo automático, vai dar problema, porque é do trem, não é um problema de controle.
De 2009 a 2013, o número de falhas graves no metrô aumentou 105%, segundo o Sindicato dos Metroviários. Além disso, nos trens das frotas K e L, há trepidações nas portas, ar-condicionado que não funciona, panes em sensores e nos freios. Outros defeitos que colocam em risco a segurança dos usuários também são frequentes nos trens novos, da frota H, segundo os funcionários

Outro lado
Em nota, o Metrô informou que as freadas acontecem quando o trem à frente fica parado na plataforma mais tempo do que o programado, seja por falha ou por usuários que impedem o fechamento das portas. A companhia ainda esclareceu que a aceleração, frenagem e o tempo de parada são coordenados por um sistema automático e que o operador só assume o controle em caso de anormalidades.
Fonte - STEFZS  24/04/2014

sábado, 15 de março de 2014

Operadoras de telefonia tiveram maior número de reclamações nos últimos 30 dias

Telefonia móvel

Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.

Karine Melo 
Repórter da Agência Brasil 

No Dia Mundial do Consumidor, comemorado hoje (15), o site Reclame Aqui traz velhas queixas, conhecidas dos brasileiros, no topo do ranking de empresas com maior número de registros. Nos últimos 30 dias, segundo o site, a Vivo, Oi, Tim, Samsung, Claro e Nextel foram as mais reclamadas, com mais de 21 mil citações feitas só pela Internet. As mesmas empresas também aparecem na lista das que registraram mais queixas nos últimos 12 meses.
Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.
Vargas diz que embora o consumidor brasileiro tenha tomado “o poder” para fazer valer seus direitos, a entrada de novos consumidores na internet causa outro problema sério. Segundo ele, 40% dos consumidores que apresentam queixas no site não sabem comprar, principalmente produtos na internet e, por isso, geralmente levam gato por lebre.
Vargas disse que há casos de pessoas que, atraídas por anúncios de empresas desconhecidas compram telefones de última geração que custam mais de R$ 2,5 mil por R$ 700 e não recebem as mercadorias. “Quando surgir uma oferta desse tipo, desconfie, é golpe”, alerta. Ele lembrou que antes de adquirir um produto pela internet, a dica é pesquisar a reputação da empresa. “Quem só vai pela oferta, tem a probabilidade de 50% de fazer um mau negócio”.
Maurício Vargas ressaltou que nos últimos cinco anos as redes sociais foram protagonistas de uma grande revolução no atendimento a clientes. “As empresas de lojas virtuais investiram milhões em atendimento, os bancos estão melhorando muito, as indústrias de eletroeletrônicos e as empresas de serviços também. Só quem ficou para trás foram as empresas de telefonia”. Ele destacou que lojas virtuais que há dois anos figuravam entre as mais reclamadas, hoje têm excelência no atendimento, com cerca de 200 pessoas só para atender queixas em redes sociais o que, geralmente, ocorre em até três horas.
Ma, mesmo com toda essa evolução, especialistas na área dizem que ainda falta informação. O presidente do site Reclame Aqui ressaltou que o consumidor brasileiro não tem o hábito e não sabe ler contratos. “O consumidor, quando vai comprar alguma coisa, vê exclusivamente o preço, não lê a descrição do produto. Para o cliente, falta ainda uma cultura para entender as ofertas e, do lado das empresas, falta mais investimento no pós-venda, já que a venda não termina quando a empresa recebe o pagamento do cliente”.
A presidenta da Associação Nacional de Procons, Gisela Simona, concorda que o brasileiro precisa conhecer mais seus direitos, por isso, neste fim de semana e na semana que vem está programada uma série de ações pelos Procons estaduais para solucionar problemas e tirar dúvidas de consumidores. “O primeiro argumento do consumidor acaba sendo no balcão da loja. Por isso, a divulgação de direitos é muito importante”. Ela frisou que há a necessidade de dar mais poderes ao consumidor por meio de informações claras.
Na próxima segunda-feira (17), os Procons de todo o país divulgarão seu cadastro estadual de reclamações. A exigência está prevista no Artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor. A norma diz que órgãos devem publicar o cadastro, pelo menos, uma vez por ano. “Antes, cada Procon divulgava a lista na data em que achava mais conveniente, mas há uns cinco anos, estamos unificando essa ação”, explicou Gisela.
A especialista em defesa do consumidor disse que a divulgação do ranking com as empresas campeãs de reclamações é importante porque influencia o direito de escolha do consumidor, que abandona uma marca ou loja mal avaliada em favor de outra que resolve prontamente as queixas.
Fonte - Agência Brasil  15/03/2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Consumidor deve estar atento para evitar problemas com as compras da Black Friday

Utilidade pública

Karine Melo e Daniel Lima
Repórteres da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O bota-fora dos produtos para a renovação do estoque destinado às vendas de fim de ano é uma tradição norte-americana, mas no Brasil o dia de liquidações Black Friday mostra a cada ano que também caiu no gosto popular. Aqui, a novidade chegou há apenas três anos, mas a expectativa é que as vendas desta sexta-feira, só via internet, cheguem a R$ 390 milhões, cifra 50% superior à do ano passado, segundo o e-Bit, empresa especializada em medição de comércio eletrônico.
O termo foi criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear as vendas promocionais da última sexta-feira de novembro após o feriado de Ação de Graças. Durante a promoção, as empresas prometem descontos que podem passar de 70%. No entanto, as ofertas também trazem o risco de transtorno para os consumidores. Segundo o site Reclame Aqui - http://www.reclameaqui.com.br - só nas primeiras seis horas da promoção, as três lojas mais reclamadas – Extra, Ponto Frio e Casas Bahia - já receberam mais queixas do que as registradas para cada uma delas durante o ano.
Entre as dez empresas que lideram o ranking de problemas, até as 11h30, já eram mais de mil reclamações, mas a expectativa é que o horário de almoço registre pico de problemas.
Apesar de as ofertas parecerem atrativas, no Brasil, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é evitar as compras por impulso. Muitos consumidores têm denunciado que algumas lojas elevaram os preços dos produtos antes da promoção ou estão ofertando produtos com o mesmo preço do dia anterior.
Para evitar dor de cabeça, o ideal é ter um preço de referência do produto antes do dia de promoções. Outro cuidado que o consumidor deve ter é evitar comprar em lojas desconhecidas e que ofereçam preço muito abaixo do normalmente encontrado.
A Fundação Procon-SP sugere aos consumidores que, caso se deparem com problemas como promessa de promoção com preços iguais aos praticados dias antes da Blacky Friday, ou mudança de preço no momento da finalização da compra feita por meio da internet, por exemplo, denunciem nas redes sociais.
No Twitter (@proconspoficial) usando hashtag #deolhonaBlackFriday - ou clicando aqui no https://twitter.com/#deolhonaBlackFriday - o consumidor pode denunciar problemas ou receber informações. O mesmo procedimento pode ser feito no Facebook (www.facebook.com/proconsp). O Procon-SP também colocou na internet uma lista de sites não recomendados para compras virtuais. Para saber mais clique no link http://ebcnare.de/18b9A51.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), independentemente de estar em oferta ou não, o desconto nos preços “não exime os estabelecimentos de observarem integralmente a legislação que protege o consumidor”.
Segundo o Idec, no caso de o produto defeituoso não ser trocado ou ter o problema resolvido pelo vendedor ou fabricante no prazo de 30 dias, o consumidor poderá escolher entre três opções: exigir a troca por outro produto idêntico, exigir a devolução integral do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço.
Outro direito do consumidor é que as compras feitas na internet, conforme o Código de Defesa do Consumidor, podem ser canceladas em sete dias a partir do prazo da entrega.
O Idec também lembra que toda informação transmitida ao consumidor, por meio de publicidade, embalagens ou mesmo declarações dos vendedores torna-se uma cláusula contratual a ser cumprida pelos lojistas e fabricantes. Sendo assim, os produtos devem ser vendidos exatamente pelos preços e nas condições anunciados na mídia, cartazes ou outros meios. O consumidor pode recorrer aos Procons e à Justiça em caso de descumprimento.
Fonte - Agência Brasil  29/11/2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Oi é multada em R$ 34 milhões por descumprir metas de qualidade

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Foto - ilustração
Brasília - A empresa de telefonia Oi terá que pagar uma multa de R$ 34,2 milhões por descumprimento de metas de qualidade impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) às operadoras de telefonia móvel. A pena foi publicada hoje (15) no Diário Oficial da União, e a empresa não tem mais como recorrer da decisão dentro da Anatel, mas pode buscar a Justiça.
O superintendente de Serviços Privados da agência, Bruno Ramos, explicou à Agência Brasil que a multa é referente ao descumprimento de todos os 12 indicadores de qualidade previstos no antigo Plano Geral de Metas de Qualidade. Entre os itens estão taxas de reclamação, chamadas completadas, queda de ligação, pedidos de informação, atendimento ao usuário e de recuperação de falhas. Também foi descumprido o índice que trata da taxa de reclamação de cobertura e de congestionamento de canal de voz.
Segundo Ramos, a Anatel verificou o descumprimento dos indicadores durante todo o ano de 2009, e a multa foi aplicada em 2010. A Oi recorreu em 2011, mas o Conselho Diretor da agência negou o recurso, e a empresa entrou com pedido de reconsideração, que já foi julgado pela agência. “Essa multa já é transitada em todas as áreas administrativas, e não tem mais revisão na Anatel, por isso foi publicada hoje”, disse o superintendente.
A multa foi aplicada pela Anatel para as prestadoras TNL PCS e Brasil Telecom Celular, ambas do grupo Oi. A Oi informou, por meio da assessoria de imprensa, que está analisando o teor da decisão anunciada pela Anatel e acrescenta que irá recorrer.
Fonte - Agência  Brasil 15/02/2013