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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Inadimplência atinge 63,6 milhões de consumidores brasileiros no primeiro semestre

Economia  👛

O dado leva em conta brasileiros com o CPF restrito pelo atraso no pagamento de contas.Em junho, houve crescimento de 4,07% na comparação com o mesmo período do ano passado – o último recuo da inadimplência foi registrado em novembro de 2017 (0,89%). Na comparação entre maio e junho, houve alta de 0,61%, a maior variação positiva desde março deste ano.

Por Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A inadimplência em todo o país atingiu 63,6 milhões de consumidores - 42% da população adulta brasileira -, ao final do primeiro semestre deste ano, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O dado leva em conta brasileiros com o CPF restrito pelo atraso no pagamento de contas.
Em junho, houve crescimento de 4,07% na comparação com o mesmo período do ano passado – o último recuo da inadimplência foi registrado em novembro de 2017 (0,89%). Na comparação entre maio e junho, houve alta de 0,61%, a maior variação positiva desde março deste ano.
Por região, a Sudeste teve crescimento de 9,88% em junho frente ao mesmo período do ano passado. O Nordeste apresentou alta de 4,81% na quantidade de devedores. As variações também foram positivas no Centro-Oeste (2,82%), Sul (2,13%) e Norte (2,02%).
Os estados do Norte concentram, de forma proporcional, o maior número de brasileiros inadimplentes no país, 5,79 milhões de consumidores, que, juntos, somam 48% da população adulta residente. A segunda região com maior número relativo de devedores é o Nordeste, que conta com 17,61 milhões de negativados, ou 44% da população.

Faixa etária
No comparativo por faixa etária, houve queda da inadimplência entre a população mais jovem, mas o número de atrasos aumentou entre aqueles com idade mais elevada. Na faixa dos 18 aos 24 anos de idade, a queda foi de 23,31%, e na faixa dos 25 aos 29 anos, o recuo foi de 5,28%. O maior crescimento no atraso de contas foi observado na população idosa (65 aos 84 anos), com alta de 10,76%. Em seguida estão os consumidores de 50 a 64 anos (7,71%), de 40 a 49 anos (5,58%) e de 30 a 39 anos (2,04%).
As dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, foram as que apresentaram a maior alta em junho, com crescimento de 7,62% na comparação com o mesmo mês de 2017. Em segundo lugar ficaram as contas básicas como água e luz, com alta de 6,69% nos atrasos. A inadimplência com contas de telefone, internet e TV por assinatura aumentaram 3,57%. As compras feitas no boleto ou crediário no comércio foi o único segmento a apresentar queda na quantidade de atrasos, com recuo de 9,24% em junho.
Mais da metade das dívidas pendentes de pessoas físicas, 51%, têm como credor algum banco ou instituição financeira. A segunda maior representatividade fica por conta do comércio, que concentra 18% do total de dívidas não pagas, seguido pelo setor de comunicação (14%). Os débitos com as empresas concessionárias de serviços básicos como água e luz representam 8% das dívidas não pagas no Brasil. Em média, cada inadimplente tem duas dívidas em aberto. A pesquisa utilizou o banco de dados do SPC Brasil e da CNDL, disponíveis nas capitais e interior de 27 estados.
Fonte - Agência Brasil  16/07/2018

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vendas do comércio do Rio registram queda de 5,9% em setembro

Economia  $$

De acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais do município,as vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro tiveram uma queda de 5,9% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2016

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
As vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro tiveram uma queda de 5,9% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2016, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais do município. É o nono mês consecutivo de resultado negativo das vendas. No acumulado dos nove meses do ano (janeiro/setembro), houve uma queda de 7,6% em relação ao ano passado.
O presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, diz que setembro é um mês “imprensado” pelo Dia dos Pais, em agosto, e o Dia Das Crianças, em outubro, duas das grandes datas comemorativas para o comércio lojista, que também não atingiram as expectativas do comércio, “refletindo a atual crise econômica”.
No ramo de bens não duráveis, em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, as lojas da zona sul venderam 0,2% a mais, as do centro 15,2% a menos e as da zona norte, 4,9% a menos. No de bens duráveis, as lojas do centro tiveram queda de 7,6% no faturamento, as da zona norte, 6,5% e as da zona sul, 4,5%.

SPC
A pesquisa mostra também que a inadimplência no comércio carioca cresceu 0,7% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. É o menor índice para o mês desde 2015, de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) do Clube de Diretores Lojistas.
As dívidas quitadas (índice que mostra o número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro diminuíram 1,8% e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 9,2%. Em relação ao mês anterior (agosto), as consultas e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 0,5% e 2,2% e a inadimplência cresceu 0,5%.
Fonte - Agência Brasil  26/10/2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Metade dos brasileiros está com empréstimo ou financiamento atrasado

Economia $

Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.Do total de 50% dos consumidores em atraso com pagamentos de parcelas de empréstimos ou financiamentos no mês 08/17, 34% tiveram atrasos ao longo do contrato e 16% estavam com parcelas pendentes no mês. 

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Web
Levantamento aponta que 50% dos consumidores brasileiros atrasaram as parcelas de empréstimos ou financiamentos no mês de agosto. Desse total, 34% tiveram atrasos ao longo do contrato e 16% estavam com parcelas pendentes no mês. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.
Entre os entrevistados, 42% recorreram a pelo menos uma forma de crédito em agosto, ante 58% que não fez compras a prazo ou empréstimo. Segundo a pesquisa, 14% contraíram algum empréstimo e têm parcelas a pagar; 18% têm pendentes parcelas de financiamentos.
Nas lojas, considerando apenas quem tentou fazer compra parcelada, 63% tiveram o crédito negado, sendo o motivo principal a inadimplência (24%), seguida por renda insuficiente (11%). A tomada de empréstimos e financiamentos é vista como difícil ou muito difícil por 44% dos consumidores. Para 18%, não é nem fácil nem difícil e, para 15%, fácil ou muito fácil.

Cartão de crédito
O cartão de crédito foi a modalidade mais utilizada, mencionada por 35% dos consumidores. Aparecem em seguida o cartão de loja ou crediário, citado por 13%, o limite do cheque especial (6%), os empréstimos (4%) e os financiamentos (3%).
Entre os usuários do cartão de crédito, 39% notaram aumento do valor da fatura, 26% notaram redução e 31% mantiveram o valor de meses anteriores. O valor médio das faturas em agosto foi R$ 630,59. Os produtos e serviços mais adquiridos foram: 59% alimentos em supermercado, 53% itens de farmácia e remédios, 32% roupas e calçados, 32% combustíveis e 28% bares e restaurantes.

Intenção de gastos
Projetando o orçamento para outubro, a maior parte dos consumidores (59%) pretende cortar gastos, 32% pretendem manter o nível de despesas e 5% querem aumentar os gastos. Entre os que vão diminuir o consumo, 23% mencionaram os altos preços, 17% o desemprego e 8% a redução da renda.
Na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar em outubro estão remédios (23%), roupas, calçados e acessórios (20%), recargas para telefone celular (17%), perfumes e cosméticos (11%), materiais de construção (7%), eletrodomésticos (7%), salão de beleza (6%), artigos de cama, mesa e banho (6%).
Fonte - Agência Brasil   06/10/2017

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

59,4 milhões de consumidores estão negativados no Brasil

Economia  $

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.

Ludmilla Souza
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
No Brasil, 59,4 milhões de pessoas físicas estavam com o nome negativado ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos. Em junho, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.
Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.
Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem recuado de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.
A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro disse que o fato ocorre porque as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, mas a maior restrição do crédito e queda do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age limitando o crescimento da inadimplência.
“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, afirmou Pinheiro.
Segundo o levantamento, a maior frequência de negativados ocorre com pessoas entre 30 a 39 anos. Em junho, metade dessa população (50,11 %) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Os dados mostraram também que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55 %) , assim como os consumidores de 25 a 29 anos (46,10 %) .

Regiões
De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.
Em seguida, aparecem o Nordeste, com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01 %) ; o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).

Recuo no comércio
Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de comércio ocorreu o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 7,40%. Em seguida, estão comunicação (-6,53 %) , água e Luz (-4,20 %) e bancos (-3,15 %) .
Quando se fala em participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Em seguida, aparecem os setores de comércio (19,84 %), comunicação (14,08 %) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).
Fonte - Agência Brasil  09/08/2017

domingo, 4 de dezembro de 2016

Consumidores criticam fortemente a proposta de limitar uso da internet fixa

Internet 💻

Nas mensagens já postadas, a maioria dos usuários critica fortemente a proposta de limitar o uso de internet fixa. Alguns citam possíveis dificuldades que terão com a medida, como no mercado de trabalho ou com a educação à distância. Também há muitas críticas em relação ao serviço prestado pelas operadoras atualmente. Alguns usuários sugerem que, se houver uma franquia, que ela seja de tamanho suficiente para o uso mensal e com preços razoáveis.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A possibilidade de as operadoras de banda larga limitarem o uso de internet fixa está sendo debatida na internet, em uma consulta pública feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A consulta, que está no ar há 15 dias, já recebeu mais de 1,8 mil contribuições e mais de 12,6 mil pessoas se inscreveram para acompanhar o sistema da Anatel.
Nas mensagens já postadas, a maioria dos usuários critica fortemente a proposta de limitar o uso de internet fixa. Alguns citam possíveis dificuldades que terão com a medida, como no mercado de trabalho ou com a educação à distância. Também há muitas críticas em relação ao serviço prestado pelas operadoras atualmente. Alguns usuários sugerem que, se houver uma franquia, que ela seja de tamanho suficiente para o uso mensal e com preços razoáveis.
Segundo a Anatel, o objetivo da consulta à sociedade é colher subsídios técnicos que servirão para fundamentar a decisão da agência sobre as franquias de dados na banda larga fixa. “Com isso, busca-se ampliar a transparência e fortalecer os mecanismos de participação social no processo regulatório”, informou a Anatel. Além das contribuições por meio do site, a Anatel encaminhou questões a entidades representativas dos diversos setores envolvidos.
Quem quiser opinar sobre o assunto deve acessar a plataforma Diálogo Anatel, por meio do site www.anatel.gov.br/dialogo. Antes da opinião, é preciso fazer um cadastro com dados básicos, como nome e email. As sugestões podem ser encaminhadas até o dia 11 de janeiro.
A possibilidade de as operadoras de internet fixa adotarem uma franquia de dados, ou seja, um limite máximo de uso mensal, vem sendo discutida desde abril, quando algumas empresas começaram a oferecer pacotes nesses moldes. Inicialmente, a Anatel disse que a regulamentação da agência permite a oferta desse tipo de plano, mas depois o órgão regulador decidiu proibir a prática por tempo indeterminado.
A franquia de consumo de internet já é adotada por empresas que oferecem banda larga móvel. Algumas reduzem a velocidade depois que o limite é ultrapassado, outras cortam o acesso à internet, dando ao consumidor a opção de contratar um pacote de dados maior.
Enquanto a decisão final sobre o assunto não for tomada, com o julgamento do processo administrativo pelo Conselho Diretor da Anatel, as prestadoras que oferecem o acesso à internet por meio de banda larga fixa continuam proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, mesmo se isso estiver previsto no contrato.
Fonte - Agência  Brasil  204/12/2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Comércio do Rio registra maior inadimplência do ano

Economia

As dívidas quitadas (número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade diminuíram 2,5 % e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 7,2 %.Em relação ao mês anterior (agosto) as consultas e a inadimplência cresceram 3,9% e 2,2%, respectivamente e as dívidas quitadas diminuíram 2,3%.

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A inadimplência no comércio carioca cresceu 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. É o maior índice para o mês de setembro desde 2001, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). As dívidas quitadas (número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade diminuíram 2,5 % e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 7,2 %.
Em relação ao mês anterior (agosto) as consultas e a inadimplência cresceram 3,9% e 2,2%, respectivamente e as dívidas quitadas diminuíram 2,3%. No acumulado dos nove meses do ano, de janeiro a setembro, as consultas e as dívidas quitadas recuaram, respectivamente, 7% e 2,2% e a inadimplência cresceu 1,8% em comparação com o mesmo período de 2015.
De acordo com o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, normalmente em épocas de grandes datas comemorativas, como por exemplo o Dia das Crianças, os consumidores correm para a colocar as suas contas em dia para poder comprar mais. "Mas dessa vez o número de dívidas quitadas caiu, o que mostra que o consumidor está freando as compras, apesar de o Dia das Crianças ser uma das datas mais importantes para o comércio”, afirmou.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2016

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Economia - Intenção de Consumo das Famílias cai 21% e Serviços têm queda de 6,1% em maio

Economia

Intenção de Consumo das Famílias cai 21% em relação a julho de 2015, diz CNC - O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A Intenção de Consumo das Famílias ficou estável na passagem de junho para julho deste ano com 68,7 pontos, segundo informou hoje (13) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No entanto, na comparação com julho de 2015, houve queda de 21%. Segundo a CNC, a confiança do consumidor permanece baixa e a recuperação deve acontecer lentamente, já que as famílias ainda estão muito endividadas.
Na comparação com junho deste ano, quatro dos sete componentes alcançaram resultado positivo. Os consumidores estão mais satisfeitos com o seu emprego atual (1,2%), com a perspectiva profissional (0,6%), com o nível de consumo atual (1,2%) e com a renda atual (0,1%).
No entanto, há menos motivação para a compra a prazo (-0,8%), para a perspectiva de consumo (-1,4%) e para a compra de bens duráveis (-2,2%).
Na comparação com julho de 2015, os sete componentes registraram piora: emprego atual (-10%), perspectiva profissional (-9,8%), nível de consumo atual (-34,5%), renda atual (-18,9%), compra a prazo (-25,5%), perspectiva de consumo (-29,7%) e momento para a compra de bens duráveis (-31,3%).

Serviços têm queda de 6,1% em maio, no pior resultado para o mês desde 2012

O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica em 2012. É também a segunda maior queda da série, perdendo apenas para o recuo de 6,4% de novembro de 2015.
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços caíram 0,1% na comparação com abril deste ano, 5,1% no acumulado do ano e 4,8% no período de 12 meses.
A receita nominal do setor de serviços cresceu 0,4% entre abril e maio deste ano. Na comparação com maio de 2015, houve queda de 0,7%. Nos acumulados do ano e de 12 meses, a receita teve altas de 0,2% e 0,4%, respectivamente. A receita nominal não considera os efeitos da inflação sobre o valor dos serviços.
Fonte - Agência Brasil  13/07/2016

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tarifa da bandeira vermelha na conta de luz cai 18%

Energia

Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor em 1º de setembro e vai até 31 de dezembro.
A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termelétricas, com custo variável unitário maior que R$ 600 MWh, aprovada no início deste mês.

Ivan Richard 
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (28) a redução de 18% no valor da tarifa da bandeira vermelha, o indicador que engloba os usuários que pagam o custo mais alto de energia. Com a decisão, o valor adicional para cada 100 kWh consumidos cai de R$ 5,50 para R$ 4,50. Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor em 1º de setembro e vai até 31 de dezembro.
A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termelétricas, com custo variável unitário maior que R$ 600 MWh, aprovada no início deste mês.
Apesar do pedido das distribuidoras para que o valor seja mantido, devido ao aumento dos custos de geração, a diretoria da Aneel entendeu que o uso das bandeiras deve refletir o cenário de disponibilidade da geração e não os problemas de caixa das distribuidoras.
“Não podemos confundir o conceito do fundamento das bandeiras com o alívio de caixa. O valor arrecadado com as bandeiras deve cobrir o valor da geração termelétrica. Para outras razões de [alta de] custo existem outros mecanismos de compensação”, disse o diretor da Aneel Reive Barros dos Santos, relator do caso.
Para o diretor Tiago Correia, os consumidores responderam ao instrumento das bandeiras, reduzindo o consumo e fazendo investimentos, como a substituição de lâmpadas incandescentes pelas de led, o que justifica a redução do valor da bandeira.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ressaltou que a redução não representa melhora no quadro de geração de energia do país. “O cenário não é favorável à mudança da bandeira. Não é um cenário provável. Não estamos dando nenhuma sinalização de que o consumidor possa relaxar na sua prática de uso da energia. A sinalização ainda é de cuidado com o consumo e de uma situação adversa”, alertou Rufino.
O parque gerador de energia elétrica no Brasil é composto predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem da chuva e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas precisam ser ligadas para não interromper o fornecimento de energia. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel.
Fonte - Agência Brasil  28/08/2015

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Metade das atividades do varejo teve aumento das vendas em setembro

Economia

A maior alta foi registrada em móveis e eletrodomésticos: 1,8%.Outros artigos de uso pessoal e domésticos também se destacaram, com expansão de 1,2%. As demais atividades que cresceram tiveram avanços menores que um ponto percentual, como 0,7% para lubrificantes e combustíveis e 0,5% para materiais de construção.

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo Agência Brasil/Elza Fiuza
Cinco das dez atividades pesquisadas no varejo tiveram crescimento no volume de vendas em setembro, na comparação com agosto, divulgou hoje (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A maior alta foi registrada em móveis e eletrodomésticos: 1,8%.
Na avaliação da gerente da Coordenação de Serviços e Comércio, Juliana Vasconcellos, a atividade está se recuperando, pois nos meses de junho e julho, foram registradas quedas expressivas de 3,5% e 4,7%. Em agosto, houve crescimento de 1,9%.
Outros artigos de uso pessoal e domésticos também se destacaram, com expansão de 1,2%. As demais atividades que cresceram tiveram avanços menores que um ponto percentual, como 0,7% para lubrificantes e combustíveis e 0,5% para materiais de construção.
Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados caíram 3%; livros, jornais revistas e papelaria, 2,2%; e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 2,1%.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, também houve cinco taxas positivas, com maior contribuição de artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos, com alta de 10,3%. O IBGE aponta que o preço desses produtos subiu menos que a inflação nos últimos doze meses – fato que, somado à essencialidade de sua compra, contribui para que eles não sejam afetados por fatores conjunturais.
"A conjuntura mostra que o aumento da renda e do crédito em 2014 vem diminuindo. Há um comprometimento da renda das famílias também e isso impacta diretamente nas vendas do varejo e comércio. Comparando 2014 com 2013 você tem nitidamente uma diminuição do consumo", avalia Juliana.
Segundo a Pesquisa Mensal do Emprego, o crescimento da massa de rendimento em setembro chegou a 0,9%, contra 2,8% no ano passado sobre 2012. O crédito também teve um crescimento menor, de 4,8% em setembro deste ano, contra 8,7% no mesmo mês do ano passado sobre o ano retrasado.
Influenciado por esses fatores, o crescimento do volume de vendas do comércio em setembro de 2014 sobre 2013 foi o menor desde 2004, quando houve queda de 2,8%. Veículos, motos, partes e peças foi a atividade que teve uma das quedas mais intensas na comparação interanual, de 4,5%. Esse recuo, no entanto, foi mais fraco que o dos meses anteriores. Em julho, a queda alcançou 12,5%, e, em agosto, 17,4%.
Para Juliana, ainda é precoce afirmar que o comércio se recuperou depois das quedas registradas ao longo do ano, mas as famílias "já estão consumindo um pouco melhor nos últimos dois meses".
Fonte - Agência Brasil  14/11/2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Expectativa dos consumidores volta a melhorar em outubro,revela CNI

Economia

De acordo com a CNI, o resultado de outubro parece confirmar a tendência de recuperação do Inec, mas os componentes que integram o índice total apresentaram resultados mistos. De um mês para outro, a expectativa de que a inflação vai cair aumentou 12,7%.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A expectativa dos consumidores brasileiros com a economia melhorou pelo segundo mês seguido. Elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) cresceu de 109,7 pontos em setembro para 112 pontos em outubro, alta de 2,1%. Em 2014, o índice está abaixo apenas dos 113,9 pontos registrados em janeiro.
De acordo com a CNI, o resultado de outubro parece confirmar a tendência de recuperação do Inec, mas os componentes que integram o índice total apresentaram resultados mistos. De um mês para outro, a expectativa de que a inflação vai cair aumentou 12,7%. O indicador de queda do desemprego subiu 7%. A expectativa de melhoria da renda pessoal, no entanto, caiu 1,2%.
Conforme os dados, cresceu 0,7% o índice de consumidores que acreditam que a situação financeira pessoal vai melhorar. O indicador de endividamento (consumidores que esperam queda no endividamento) também aumentou 0,7%. O índice de pessoas que pretendem comprar bens de maior valor, porém, recuou 0,9%.
O Inec funciona como termômetro da confiança do consumidor. Quanto maior o índice, maior o otimismo. Realizada em parceira com o Ibope, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 142 municípios de todo o país, entre 16 e 20 de outubro.
Fonte - Agência Brasil  30/10/2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Público novo nos shopping centers revela mudanças

Economia

Público de shopping centers muda - De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers da Bahia (Abrasce/BA), Edson Piaggio, 52% do volume de compra dos shoppings baianos tem sido adquiridos pelo público que passou a frequentar estes estabelecimentos nos últimos tempos.

Matheus Fortes - TB
Foto: Romildo de Jesus
O perfil dos consumidores de shoppings centers tem mudado nos últimos anos. A maior parte dos clientes dos grandes centros comerciais em tempos recentes são as classes que historicamente sempre tiveram um poder menor de compra.
Este, inclusive, é um fator que tem levado à construção de novos empreendimentos comerciais por todo o país, e diversificado cada vez mais os shoppings, levando em conta sua localidade, e, conseqüentemente, seu público-alvo.
Na Bahia, o aumento das classes C, D e E nos shoppings centers segue a tendência nacional, assim como a edificação de novos centros comerciais de grande porte em áreas que não estejam necessariamente próximas às áreas com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers da Bahia (Abrasce/BA), Edson Piaggio, 52% do volume de compra dos shoppings baianos tem sido adquiridos pelo público que passou a frequentar estes estabelecimentos nos últimos tempos. Porém, embora ainda não haja uma a percentagem específica, ele garante que o número de frequentadores é bem maior.
Com a chegada de novos visitantes, também se faz necessária mudanças que possam acomodá-los, por isso tem havido um esforço maior por parte dos estabelecimentos para agregar esse novo público. “Os shoppings do estado ampliaram sua área de lazer, e tem buscado se adaptar em matéria de comunicação, layout e treinamento para os vendedores”, comentou o coordenador da Abrasce/BA.
Em Salvador, por exemplo, estabelecimentos desse porte foram construídos, nos últimos anos, em locais que estão fora das regiões onde vivem o público mais antigo desses centros comerciais – que corresponde às classes alta e média alta.
Enquanto o Shopping Bela Vista foi erguido nas proximidades da Rótula do Abacaxi e do Cabula – onde grande parte da população corresponde às classes média e baixa –, e trouxe inclusive um novo conceito de urbanização para a capital baiana, a região de São Cristóvão – vizinha a Lauro de Freitas –, recebeu o Shopping Salvador Norte.
Para a antropóloga Luciana Aguiar, a ascensão das classes C, D e E, vem acompanhado de um crescimento da economia do país. “O maior acesso a trabalho, embora a remuneração não seja tão grande, tem levado essas pessoas a consumirem mais”, explicou ela.
De acordo com o estudo feito pela antropóloga, entre 2001 e 2011, a população mais pobre teve um aumento acumulado de renda de 91% no Brasil. Na região nordeste, a rentabilidade das classes mais baixas cresceu 72%.
Outro fator relevante é que o jovem de classe C está mais escolarizado do que seus pais. “Por conta do acesso mais fácil à educação, a relação desse jovem com as lojas de varejo é bem diferente. Ele frequenta mais o comércio e faz mais compras pela internet. Tendo acesso à informação de forma bem mais facilitada do que seus pais”, explicou a antropóloga.
Essa tendência, segundo ela, tem levado o varejo a se adaptar ao novo público, com a abertura de novas lojas nas regiões mais distantes dos centros econômicos das grandes cidades. Contudo, mesmo que haja maior acesso, as classes ascendentes continuam com um poder de compra menor. Estaria o mercado se preparando também para uma redução de preços, com o objetivo de agregar ainda mais a população recém-chegada aos grandes centros comerciais?
“Ainda é cedo para pensar em preços menores. Isso ainda vai depender de uma maior distribuição de renda, e de como os departamentos de marketing dessas empresas vão trabalhar para agregar essa nova classe. O certo é que esse ônus demográfico tende a aumentar no Nordeste, pois a população, como um todo, é mais jovem e economicamente ativa, o que a faz também, mais consumidora”, finalizou a Luciana Aguiar.
Fonte - Tribuna da Bahia 25/09/2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Produção industrial cresce 0,7% em julho

Economia

O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%).

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
A produção industrial brasileira cresceu 0,7% na passagem de junho para julho. É a primeira alta depois de cinco meses de queda, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje (2).
Na comparação de julho deste ano com julho do ano passado, no entanto, a produção industrial teve queda de 3,6%. Recuos também foram registrados nos acumulados do ano (-2,8%) e dos últimos 12 meses (-1,2%).
O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%).
Vinte dos 24 setores da indústria pesquisados tiveram crescimento na produção. Os principais impactos positivos vieram dos equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (44,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%).
O segmento equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, e interrompeu uma trajetória de quatro meses de quedas (que acumulou perda de 38,1%). Já os veículos automotores superaram queda de 18,1%, acumulada nos meses de maio e junho.
Outros setores que tiveram contribuição importante para o crescimento da produção industrial foram outros equipamentos de transporte (31,3%), máquinas e equipamentos (7%), máquinas e materiais elétricos (13,1%), outros produtos químicos (2,4%), além de vestuário e acessórios (8,6%).
Por outro lado, uma queda de 6,3% no segmento de produtos alimentícios impediu que a indústria tivesse um desempenho melhor. Outro setor que contribuiu negativamente foi o de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%).
Fonte - Agência Brasil  02/09/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Melhora a confiança dos consumidores brasileiros, mostra pesquisa da CNI

Economia

Alta de 3% de julho resulta da redução do número de pessoas que esperam queda na renda, aumento da inflação e do desemprego nos próximos seis meses



CNI
Os consumidores estão mais otimistas em relação à situação da inflação, do emprego e da renda, aponta o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado nesta quinta-feira (31), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O Inec aumentou 3% em julho na comparação com junho. Com isso, o índice alcançou 109,5 pontos neste mês, aumento de 3% na comparação com os 106,3 pontos registrados em junho. A taxa deste mês ainda é 0,5% inferior ao de julho do ano passado, mas a pesquisa mostra que parte dos consumidores não espera mais uma piora no emprego e na renda e prevê estabilidade nos próximos seis meses.

Melhora da inflação
Conforme a pesquisa, a volta da confiança é resultado, sobretudo, da melhora das expectativas dos brasileiros em relação à inflação, ao desemprego e à renda pessoal. Parte dos consumidores que, nos meses passados, esperavam queda na renda e aumento da inflação e do desemprego, passou a acreditar na estabilidade desses indicadores.
O índice de expectativa de evolução da renda pessoal para os próximos seis meses aumentou 7,7% em julho frente a junho. Os índices de expectativa sobre a inflação e o desemprego aumentaram 7,1%. Quanto maior é o aumento dos índices, mais otimistas são as perspectivas.
A melhor avaliação da situação financeira também contribuiu para o aumento da confiança do consumidor em julho. "O indicador aumentou 5,3%, refletindo um menor número de consumidores que perceberam piora na sua situação financeira nos últimos três meses", diz o levantamento da CNI. "O índice de compras de maior valor recuou 3,3%, o que aponta redução na expectativa de consumo desses bens", informa a pesquisa.
Realizada em parceira com o Ibope Inteligência, essa edição do Inec ouviu 2.002 pessoas de todo País entre 18 e 21 de julho. - Veja a pesquisa completa
Fonte - Revista Amazônia 04/08/2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

Vendas reais crescem apesar de campanha negativa na mídia conservadora

Economia

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas reais dos supermercados mostraram avanço de 2,05% sobre um ano antes.

Por Redação - CB
O Índice de Confiança do Comércio caiu
apesar do aumento real nas vendas
Apesar do desânimo apresentado no Índice de Confiança do Comércio (Icom), que sofre interferência direta do noticiário negativo promovido pela mídia conservadora, há meses, as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 10,29% em abril sobre igual período do ano passado, divulgou a associação que representa o setor, Abras, nesta terça-feira. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas reais dos supermercados mostraram avanço de 2,05% sobre um ano antes.
Apesar disso, o Icom caiu 4,4% na média do trimestre encerrado em maio frente ao mesmo período do ano anterior, ao passar para 117,4 pontos, menor nível da série histórica, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em abril, houve queda de 3,1%.
“Com o resultado, os indicadores da Sondagem do Comércio sugerem arrefecimento do nível de atividade econômica do setor no segundo trimestre”, disse a FGV, no relatório.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 7,2% no período de três meses até maio ante o mesmo período do ano passado, para 90,0 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) teve recuo de 2,6%, para 144,7 pontos. O setor de Varejo Restrito caiu 1,7% no trimestre concluído em maio na comparação com o mesmo período do ano passado.
A FGV informou ainda que no Varejo Ampliado, que inclui também veículos, motos e peças e material para construção, a confiança recuou 4,6%, enquanto no Atacado houve queda de 4,1% no trimestre até maio. A confiança tanto de agentes econômicos quanto de consumidores tem mostrado dificuldades em se recuperar neste ano, diante da economia que perdeu fôlego ao longo dos três primeiros meses, de acordo com dados do Banco Central.
As atenções voltam-se agora para a divulgação na sexta-feira do dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inadimplência cresce
Os pagamentos em atraso há mais de 90 dias aumentaram 1,1% em abril sobre março e 2,7% na comparação com o mesmo mês de 2013, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. No acumulado desde o começo do ano até abril, ocorreu expansão de 6,2%. Em igual período do ano passado, a variação ficou em 2%.
Os economistas da Serasa Experian atribuíram esse resultado à redução da atividade econômica e à pressão exercida pela folha de pagamento das empresas diante dos reajustes salariais, além do custo mais elevado do capital de giro por causa das sucessivas altas na taxa básica de juros, a Selic.
As dificuldades foram maiores em relação às dívidas bancárias com crescimento de 3,1%, mas com valor médio em queda de 4,3%, no quadrimestre, passando de R$ 5.245,09 para R$ 5.017,3.
Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água) tiveram variação de 2,7%. O valor médio nos primeiros quatro meses do ano aumentou 6,8% atingindo R$ 858,13, ante R$ 803,46 em igual período do ano passado.
A emissão de cheques sem fundos também cresceu, porém, em ritmo menor com taxa de 0,4% e valor médio bem abaixo do acumulado de janeiro a abril do ano passado, com recuo de 18% – ao passar de R$ 2.684,65 para R$ 2.201,37.
Fonte - Correio do Brasil  27/05/2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

Aneel aprova regulamento de conta de luz pré-paga

Energia

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente.

Anne Warth
Agência Estado
foto - ilustração
Os consumidores poderão aderir em breve ao sistema de contas de luz pré-pagas. O modelo será semelhante ao funcionamento dos telefones celulares pré-pagos, ou seja, o consumidor comprará créditos de energia para consumo posterior. A adesão será voluntária e não terá ônus. O regulamento do novo sistema foi aprovado nesta terça-feira, 1, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão do diretor-geral, Romeu Rufino, é que o modelo esteja disponível a partir de 2015. Quem aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 20 kWh, que será pago na compra subsequente. Depois disso, o consumidor poderá comprar novos créditos quantas vezes quiser, desde que a aquisição seja de, no mínimo, 5kWh, em agências credenciadas ou pela internet. A tarifa de energia será a mesma oferecida ao cliente convencional, que paga a conta depois do consumo. As distribuidoras que quiserem poderão oferecer desconto para os clientes do sistema pré-pago, para incentivar a adesão. Em outros países que já adotam o sistema, o desconto na tarifa é de cerca de 5%, segundo o diretor da Aneel André Pepitone.
O cliente será avisado previamente se seus créditos estiverem acabando, por meio de alarmes visuais e sonoros do medidor eletrônico, para que tenha tempo hábil de providenciar nova carga. Para não ficar sem luz, o consumidor poderá solicitar um crédito de emergência de 20 kWh para a distribuidora, o equivalente a um consumo residencial médio de três dias. O pagamento será feito na compra subsequente. Se não gostar do sistema, o consumidor pode pedir o retorno ao modelo convencional, e a empresa terá 20 dias para atendê-lo. A ideia é oferecer o sistema para clientes residenciais e comerciais. Grandes consumidores, como indústrias, não poderão aderir ao modelo.
Segundo a Aneel, o novo sistema permitirá que o consumidor gerencie seu consumo de forma mais adequada e tenha mais transparência em relação a seus gastos diários. Além disso, o modelo deve eliminar a cobrança de multas, juros, mora e taxa de religação. Para as distribuidoras, as vantagens serão a diminuição da inadimplência e diminuição de problemas como erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo. Antes de entrar em vigor, será preciso que os governos estaduais regulamentem de que forma vão cobrar o ICMS sobre a tarifa nessa modalidade. Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) terá que aprovar e certificar os novos medidores eletrônicos. "Na minha percepção, isso não deve acontecer antes de 2015", disse o diretor.
A instalação e uso desses medidores eletrônicos não terá custo para o consumidor. Para que seja possível fazer a opção de pré-pagamento, porém, a distribuidora terá que oferecer a modalidade em sua área de concessão, o que não será obrigatório. Segundo Rufino, a Aneel buscou a experiência do pré-pagamento em outros países para elaborar o regulamento no País. "É uma conquista para o consumidor, uma opção a mais. O pré-pagamento permite também o uso de energia de forma mais racional", afirmou. "O crédito emergencial é uma medida importante. Por mais que tenhamos tido o cuidado de implantar um sistema de aviso sonoro e visual, pode haver algum descuido, e para não ter inconveniente, tem o crédito emergencial", acrescentou o diretor. O assunto ficou em audiência pública entre junho e setembro de 2012 e recebeu cerca de 1.200 contribuições de consumidores, distribuidoras e órgãos de defesa do consumidor.
Pós pagamento.
A Aneel aprovou também a modalidade de pós pagamento eletrônico de energia. Nesse caso, os medidores eletrônicos irão armazenar os dados de consumo em um cartão magnético. Para pagar a conta, será preciso levar o cartão no posto da distribuidora. Depois, o cartão deve ser reinserido para registrar que o pagamento foi efetuado.
Fonte - A Tarde  01/04/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Empresas de telefonia pagam mais de R$ 3 bilhões em multa por mau serviço

Telefonia

Comissão que investiga a má qualidade dos serviço de telefonia móvel e fixa no estado. De acordo com Geovani Menezes, assessor de Relações Institucionais da Anatel, nos últimos três anos houve a arrecadação de mais de R$ 3 bilhões com multas aplicadas nas operadoras de telefonia.

Rivânia Nascimento - TB
foto - ilustração
Um dia após o Procon-BA divulgar o cadastro de reclamações do ano de 2013, o qual colocou os serviços de telefonia no topo do ranking das reclamações dos consumidores, representantes da Agência Nacional de Telefonia (Anatel), e operadoras de telefonia móvel participaram, ontem, na Assembleia Legislativa, da Comissão que investiga a má qualidade dos serviço de telefonia móvel e fixa no estado. De acordo com Geovani Menezes, assessor de Relações Institucionais da Anatel, nos últimos três anos houve a arrecadação de mais de R$ 3 bilhões com multas aplicadas nas operadoras de telefonia.
Ele destacou que esse montante vai para o Tesouro Nacional e que uma das resoluções tomadas pela agência é justamente reverter esse valor em melhoria no setor. “Essa resolução de número 653 vai permitir que a agência reverta o recurso das multas em benefício para o consumidor”, declarou.
Outra novidade anunciada por Menezes foi a implantação, a partir do mês de julho, do Sistema Integrado de Gestão (SIG) que, segundo ele, trará inúmeros benefícios para o consumidor, como cancelamento de linhas pela internet ou por telefone, facilidades na contestação de contas. Além do acesso às contas e recargas realizadas. Nesse sistema, as operadoras serão obrigadas a fornecer para os clientes um sumário com preços de tarifas das outras operadoras, inclusive para os pré-pagos que representam cerca de 78% no pais, de acordo com Menezes.
A empresa de telefonia Oi ocupou a primeira e a segunda posições do ranking (Telemar Oi - Telemar Norte Leste S/A - e Oi - TNL PCS S/A -, respectivamente) dos mais reclamados, somando 1699 reclamações. Referente a esses dados, Fernando Ornelas, gerente regional da Anatel, disse que a agência continua atenta aos serviços prestados de forma irregular pelas operadoras e continuará aplicando medidas punitivas.
“Falta habilidade das operadoras em atender a reclamações dos consumidores. A telefonia representa hoje 87% das reclamações. Embora tenha um índice de resoluções positivo, isso sobrecarrega a agência, além de aumentar custos. A fiscalização, que é feita com base nas principais queixas dos consumidores, continuará acontecendo de forma rigorosa principalmente no estado da Bahia”, relatou.
Questionamento
O deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB) questionou os representantes da Anatel, presentes na reunião da CPI da Telefonia, sobre a ineficiência das operadoras no plano de expansão da cobertura móvel nas zonas rurais do estado, o estágio de funcionamento da banda larga 4G em Salvador e o prazo para melhor configuração do serviço na capital e Região Metropolitana. Além disso, o parlamentar cobrou a aplicação do dinheiro das multas na melhoria dos serviços telefônicos. Na sessão, os dirigentes da Agência relataram a apuração de R$234 milhões gerados a partir das multas, cobradas às empresas de telefonia móvel.
Segundo Lomanto Jr., são “alarmantes e inúmeras” as reclamações dos consumidores baianos, em relação aos serviços prestados pelas operadoras de telefone fixo e móvel, sendo “escandalosa” a forma com que os clientes são tratados pelas empresas. O parlamentar relatou as queixas referentes também ao atendimento no call center da Anatel. “As pessoas precisam ligar milhares de vezes até serem atendidas, sem contar quando as ligações são transferidas de ramal em ramal e depois caem, frustrando a expectativa dos consumidores de realizarem suas reclamações”.
O gerente regional da Anatel, Fernando Ornelas, admitiu o problema na central de atendimento da Agência. “Isso já está sendo monitorado. Quem puder, por enquanto, deve fazer a reclamação por outros meios, como exemplo a internet”, disse.
Fonte - Tribuna da Bahia  20/03/2014

sábado, 15 de março de 2014

Operadoras de telefonia tiveram maior número de reclamações nos últimos 30 dias

Telefonia móvel

Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.

Karine Melo 
Repórter da Agência Brasil 

No Dia Mundial do Consumidor, comemorado hoje (15), o site Reclame Aqui traz velhas queixas, conhecidas dos brasileiros, no topo do ranking de empresas com maior número de registros. Nos últimos 30 dias, segundo o site, a Vivo, Oi, Tim, Samsung, Claro e Nextel foram as mais reclamadas, com mais de 21 mil citações feitas só pela Internet. As mesmas empresas também aparecem na lista das que registraram mais queixas nos últimos 12 meses.
Para Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, as telefônicas são um caso à parte por se tratarem de concessão. “Como as empresas não perdem o direito de operar por causa do número de queixas, elas simplesmente não respondem ao cliente, que também cansou de reclamar delas. Com a portabilidade, quando o consumidor se irrita, ele simplesmente muda de operadora”, avalia.
Vargas diz que embora o consumidor brasileiro tenha tomado “o poder” para fazer valer seus direitos, a entrada de novos consumidores na internet causa outro problema sério. Segundo ele, 40% dos consumidores que apresentam queixas no site não sabem comprar, principalmente produtos na internet e, por isso, geralmente levam gato por lebre.
Vargas disse que há casos de pessoas que, atraídas por anúncios de empresas desconhecidas compram telefones de última geração que custam mais de R$ 2,5 mil por R$ 700 e não recebem as mercadorias. “Quando surgir uma oferta desse tipo, desconfie, é golpe”, alerta. Ele lembrou que antes de adquirir um produto pela internet, a dica é pesquisar a reputação da empresa. “Quem só vai pela oferta, tem a probabilidade de 50% de fazer um mau negócio”.
Maurício Vargas ressaltou que nos últimos cinco anos as redes sociais foram protagonistas de uma grande revolução no atendimento a clientes. “As empresas de lojas virtuais investiram milhões em atendimento, os bancos estão melhorando muito, as indústrias de eletroeletrônicos e as empresas de serviços também. Só quem ficou para trás foram as empresas de telefonia”. Ele destacou que lojas virtuais que há dois anos figuravam entre as mais reclamadas, hoje têm excelência no atendimento, com cerca de 200 pessoas só para atender queixas em redes sociais o que, geralmente, ocorre em até três horas.
Ma, mesmo com toda essa evolução, especialistas na área dizem que ainda falta informação. O presidente do site Reclame Aqui ressaltou que o consumidor brasileiro não tem o hábito e não sabe ler contratos. “O consumidor, quando vai comprar alguma coisa, vê exclusivamente o preço, não lê a descrição do produto. Para o cliente, falta ainda uma cultura para entender as ofertas e, do lado das empresas, falta mais investimento no pós-venda, já que a venda não termina quando a empresa recebe o pagamento do cliente”.
A presidenta da Associação Nacional de Procons, Gisela Simona, concorda que o brasileiro precisa conhecer mais seus direitos, por isso, neste fim de semana e na semana que vem está programada uma série de ações pelos Procons estaduais para solucionar problemas e tirar dúvidas de consumidores. “O primeiro argumento do consumidor acaba sendo no balcão da loja. Por isso, a divulgação de direitos é muito importante”. Ela frisou que há a necessidade de dar mais poderes ao consumidor por meio de informações claras.
Na próxima segunda-feira (17), os Procons de todo o país divulgarão seu cadastro estadual de reclamações. A exigência está prevista no Artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor. A norma diz que órgãos devem publicar o cadastro, pelo menos, uma vez por ano. “Antes, cada Procon divulgava a lista na data em que achava mais conveniente, mas há uns cinco anos, estamos unificando essa ação”, explicou Gisela.
A especialista em defesa do consumidor disse que a divulgação do ranking com as empresas campeãs de reclamações é importante porque influencia o direito de escolha do consumidor, que abandona uma marca ou loja mal avaliada em favor de outra que resolve prontamente as queixas.
Fonte - Agência Brasil  15/03/2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Índice de Preços ao Consumidor recua na terceira semana do mês

Economia

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
São Paulo – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve variação de 0,66%, o equivalente a 0,09 ponto percentual abaixo da última taxa. O levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que seis das oito classes de despesas que compõem o índice tiveram decréscimo em suas taxas de variação.
A maior contribuição partiu do grupo habitação, que passou de 0,66% para 0,54%. Nessa classe de despesa, o destaque foi a tarifa de eletricidade residencial, que passou de 1,72% para 1,01%.
Também registraram decréscimos os grupos alimentação (de 1,02% para 0,90%), educação, leitura e recreação (de 0,98% para 0,64%), comunicação (de 0,48% para 0,09%), despesas diversas (de 0,87% para 0,61%) e vestuário (de 0,71% para 0,64%).
Para cada uma dessas classes de despesa, tiveram variações importantes os laticínios (de -1,75% para -2,09%), a passagem aérea (de 18,92% para 6,99%), tarifa de telefone móvel (de 0,97% para 0,57%), os cigarros (de 1,49% para 0,99%) e a blusa de malha infantil (de 2,49% para 1,14%).
Os grupos que tiveram acréscimo em suas taxas foram os transportes (de 0,67% para 0,82%), com destaque para a gasolina (de 2,17% para 2,58%), e saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,50%), com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,14% para 0,26%).
Fonte - Agência Brasil  26/12/2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Potência e estilo: elétricos deixam de ser apenas "corretos"

De meras promessas há alguns anos a uma realidade cada vez mais próxima dos consumidores, os carros híbridos ou elétricos ganharam opções e versões para todos os gostos, deixando de ser apenas ecologicamente corretos. De acordo com previsão da Clean Fleet Report, um milhão de carros 100% elétricos rodarão pelo mundo até o final de 2016. Confira a seguir os principais modelos disponíveis e promessas de cada marca para os próximos anos.
Tesla Motors

Entre polêmicas e sucessos, a americana Tesla Motors é uma das principais responsáveis por dar esportividade aos modelos 100% elétricos. A montadora apresentou ainda em 2006 o Roadster, um esportivo que atinge 100 km/h em 3s7, mas que foi aposentado neste ano com cerca de 2,5 mil unidades comercializadas no mundo. A empresa agora aposta no modelo S, com preço mais acessível - cerca de US$ 50 mil com incentivo fiscal nos EUA, ante os US$ 109 mil do Roadster. A expectativa para 2013 é produzir 20 mil unidades do modelo S, que percorre de 250 km a quase 500 km com uma carga, dependendo da bateria escolhida. Para 2014, a Tesla promete entregar o modelo X, que tem características de SUV e utilitário.A Tesla aposta no modelo S, com preço mais acessível - cerca de US$ 50 mil com incentivo fiscal nos EUA
Chevrolet
Logo depois de lançado em 2010, o Chevrolet Volt enfrentou problemas com vendas em baixa e casos de incêndio na bateria, mas nos últimos dois anos tem se firmado como o híbrido mais elogiado. Por cerca de US$ 32 mil com incentivo fiscal, o modelo foi eleito carro do ano em publicações especializadas e liderou uma pesquisa recente de satisfação feita pela Consumer Reports. O Volt pode percorrer cerca de 60 km com a bateria elétrica e combina um motor a gasolina para ampliar a autonomia. Para o próximo ano, a marca americana lançará o compacto Spark totalmente elétrico, que custará menos de US$ 25 mil nos EUA.
Nissan
A montadora japonesa tem no currículo o carro 100% elétrico mais vendido até o momento. Desde dezembro de 2010, foram 46 mil unidades do Leaf, que percorre até 228 km com uma carga completa de bateria. Eleito carro do ano de 2011 no salão de Nova York, o Leaf já está em sua segunda geração e desenvolve até 107 cavalos de potência com o motor de 80 kW. Dez unidades do modelo circulam por São Paulo como táxis - parte de um programa da prefeitura para incentivar a entrada de "carros verdes" no País.
Toyota
A marca japonesa é a que se preocupa há mais tempo em reduzir a emissão de poluentes. O primeiro veículo híbrido do mundo, o Prius, já tem 15 anos de existência e cerca de 3,2 milhões de unidades vendidas. Atualmente a marca possui uma gama de 16 modelos híbridos, e até 2015 a meta é aumentar a linha para 21. O Prius também já pode ser visto rodando nas ruas de São Paulo em táxis. Para o consumidor final, o carro estará disponível a partir deste mês, com preço de aproximadamente R$ 120 mil.
Renault
A Renault lançou uma gama “zero emissão” em 2011, com o Fluence ZE e o Kangoo ZE, que foram seguidos pelo quadraciclo Twizy e pelo Zoe em 2012. Este último tem a audaciosa missão de “popularizar” os carros elétricos – pelo menos é isso que a marca francesa espera desde o lançamento no salão de Genebra. Com subsídio de 7 mil euros na França, por conta de incentivo governamental, o Zoe tem preço inicial de 13,7 mil euros (cerca de R$ 37,6 mil). O hatch compacto é equipado com um motor elétrico de 86 cavalos de potência e tem baterias de íons de lítio que prometem autonomia de 210 km. O carro só será distribuído em massa na Europa no segundo trimestre de 2013.
Audi
Um protótipo elétrico do R8 foi mostrado pela primeira vez em 2009, no entanto ele ainda não chegou aos consumidores. A expectativa era de que o primeiro superesportivo 100% elétrico da Audi fosse comercializado no fim de 2012, o que não correu. Com estrutura em alumínio, o modelo tem motor que desenvolve até 313 cavalos e acelera de zero a 100 km/h em 4s8. Outro que apareceu em versão elétrica foi o compacto A1, mas ainda não há estimativa de produção.
Ford
O Fusion é o primeiro híbrido a ser vendido no Brasil – desde fevereiro de 2011. Segundo a fabricante, o modelo tem capacidade para fazer até 16,5 km/l na cidade e 19,4 km/l na estrada. O motor elétrico é utilizado nas situações de anda e para, ou em velocidades inferiores a 75 km/h. Em um ano, a Ford comercializou apenas 175 unidades no País – número em parte limitado pelo preço: R$ 133.900. A nova versão (foto) apresentada no final de 2012 deve chegar em versão híbrida ainda neste ano.
BMW
Em praticamente todos os principais eventos da indústria automotiva, a BMW exibe sua linha de conceitos elétricos i3 e i8, com design futurista e prometendo até 150 km de autonomia. Talvez mais perto dos consumidores, o Active Tourer foi mostrado pela primeira vez em setembro passado. O conceito alia motor elétrico e um 1.5 l turbo, gerando 190 cavalos de potência.
Daimler
A alemã Mercedes-Benz lançou uma “ofensiva híbrida” em 2012, com dois modelos de luxo da Classe E, além de conceitos da Classe B e do superesportivo SLS AMG Coupé. Com quatro motores elétricos, o esportivo oferece cerca de 550 cavalos de potência e alcança 100 km/h em 3s9. A Smart, que também faz parte do grupo Daimler, lançou seu modelo elétrico, capaz de percorrer 145 km com uma carga de bateria e de acelerar de zero a 100 km/h em 4s8.
Ferrari
Nem mesmo a marca mais tradicional de esportivos quer ficar de fora dessa mudança em direção a menos poluentes. Em 2010, a Ferrari mostrou um modelo experimental da 599 GTB Fiorano com tecnologia híbrida importada de seus carros de Fórmula 1. No protótipo, um motor elétrico HY-KERS, que desenvolve 100 cavalos, é aliado a um tradicional V12. A montadora italiana investe e planeja lançar seu primeiro híbrido comercial em um “futuro próximo”.
Jaguar
A Jaguar mostrou em 2011 o que pode ser seu futuro modelo híbrido. O C-X75 foi eleito o conceito do ano em questão, entre 29 modelos lançados.
Fonte - Jornal do Brasil   01/01/2013