UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A recessão continua

Economia  📉

O PIB cresceu 1% no primeiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior, mas apresentou queda de 0,4% em relação primeiro trimestre de 2016. Que PIB é esse? A recuperação que ocorrera em relação ao trimestre anterior não está relacionada com a dinamização da economia doméstica. O consumo das famílias e os investimentos seguem a trajetória contracionista apontada no gráfico.

João Sicsú - Portogente
foto - ilustração
A economia não está se recuperando. O Brasil está mergulhado em uma depressão que foi de 8,4% de perda de PIB entre o 4º trimestre de 2014 e o mesmo trimestre de 2016.
O PIB cresceu 1% no primeiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior, mas apresentou queda de 0,4% em relação primeiro trimestre de 2016. A agropecuária teve desempenho extraordinário, crescendo 13,4%. As exportações cresceram 4,8%. Transportes e armazenagem cresceram 2,8%. Tais números indicam que o PIB cresceu voltado para fora. Os investimentos e o consumo das famílias sofreram contração no trimestre, respectivamente 3,7% e 1,9%.
Que PIB é esse? A recuperação que ocorrera em relação ao trimestre anterior não está relacionada com a dinamização da economia doméstica. O consumo das famílias e os investimentos seguem a trajetória contracionista apontada no gráfico.
Desde quando a economia entrou em crise, ou seja, no último trimestre de 2014, até o primeiro trimestre de 2017, o consumo das famílias já contraiu aproximadamente 10%. No mesmo período, os investimentos retraíram 24%. Pelo oitavo trimestre consecutivo, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo na comparação com igual trimestre do ano anterior.
O que representa o resultado do trimestre? Sabemos que o que acontece em um trimestre, ainda mais se não ocorreram mudanças extraordinárias no nível de investimentos, pouco significa. Mas se os investimentos ou o consumo das famílias tivessem crescido com taxas elevadas, haveria mais empregos e mais consumo no futuro próximo.
Portanto, o resultado de um PIB que cresceu para fora não apontou para o futuro uma trajetória consistente de recuperação. O crescimento na margem do PIB do primeiro trimestre, por enquanto, parece como o primeiro voo de galinha que, após queda profunda, continuará se debatendo dentro do poço. Suspiros acontecem e são naturais em economias deprimidas.
A economia não está se recuperando. O Brasil está mergulhado em uma depressão. A nossa depressão foi de 8,4% de perda de PIB entre o quarto trimestre de 2014 e o mesmo trimestre de 2016. A economia somente estará em recuperação se apresentar trajetória consistente de saída do poço que mergulhou e somente estará recuperada quando atingir um PIB equivalente ao do quarto trimestre de 2014.
O PIB do primeiro trimestre de 2017 é ainda 93% do PIB que finalizamos 2014. Daqui para frente, provavelmente, a economia dará saltos sem significância, alternados com maus resultados, tal como uma galinha que caiu no poço, dando saltos e quedas.
Aproveitamento político. O suspiro que a economia está dando não tem nada a ver com a atuação do governo. Aliás, esse suspiro aconteceu apesar da paralisia do governo, tanto é que é um PIB que dependeu de demanda externa.O governo atribui uma suposta recuperação ao movimento bem-sucedido para aprovação das reformas trabalhista e previdenciária.
Que fique claro: o crescimento econômico jamais será impulsionado por movimentos pré-reformas previdenciárias ou trabalhistas. Tais reformas não estimulam nem o investimento e muito menos o consumo. Muito pelo contrário, podem estimular a poupança já que geram muita insegurança, principalmente para os trabalhadores.
*João Sicsú é professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Fonte - Portogente  02/06/2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Setor de transporte puxou queda do PIB, diz CNT

Economia  🚌

Para a confederação, o aumento do desemprego reduziu o número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, diminuindo a geração de receita das empresas de transporte urbano de passageiros. “A consequente redução da renda impactou a demanda por produtos, o que afetou o comércio e, consequentemente, as empresas de transporte de cargas que fazem a movimentação dos bens consumidos no país

Valor Econômico
foto - ilustração/arquivo
Os serviços de transporte, armazenagem e correios tiveram o pior resultado em duas décadas e lideraram a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. A retração do setor foi de 7,1% enquanto o PIB brasileiro encolheu 3,6% no ano passado. Como parte integrante de todas as cadeias produtivas e elo importante entre todas elas, esses serviços foram severamente prejudicados pelo mau desempenho da economia como um todo, segundo análise da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Para a confederação, o aumento do desemprego reduziu o número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, diminuindo a geração de receita das empresas de transporte urbano de passageiros. “A consequente redução da renda impactou a demanda por produtos, o que afetou o comércio e, consequentemente, as empresas de transporte de cargas que fazem a movimentação dos bens consumidos no país”, aponta a CNT, em análise sobre os resultados da economia no passado.
Além disso, a crise da indústria fez encolher a demanda por transporte de matérias-primas e bens finais. Ainda segundo a CNT, o impacto negativo da agropecuária – com menor produção de milho, arroz e soja na safra 2015/2016 – contribuiu significativamente para a queda.
A área de transporte, armazenagem e correios teve o maior encolhimento entre os 12 segmentos pesquisados. “A recessão acentuada no setor é um indicador de que a situação econômica brasileira é ainda mais grave e tem desdobramentos adversos”, diz a CNT. “Isso porque a queda de receita no setor, aliada a uma situação de baixo incentivo à realização de investimentos, faz com que transportadores posterguem ainda mais seus aportes, o que tem efeitos diretos nas indústrias de veículos, peças, acessórios e combustíveis, evidenciando o caráter crítico da crise brasileira atual”.
Fonte - ANPTrilhos  13/03/2017

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Economia - Intenção de Consumo das Famílias cai 21% e Serviços têm queda de 6,1% em maio

Economia

Intenção de Consumo das Famílias cai 21% em relação a julho de 2015, diz CNC - O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A Intenção de Consumo das Famílias ficou estável na passagem de junho para julho deste ano com 68,7 pontos, segundo informou hoje (13) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No entanto, na comparação com julho de 2015, houve queda de 21%. Segundo a CNC, a confiança do consumidor permanece baixa e a recuperação deve acontecer lentamente, já que as famílias ainda estão muito endividadas.
Na comparação com junho deste ano, quatro dos sete componentes alcançaram resultado positivo. Os consumidores estão mais satisfeitos com o seu emprego atual (1,2%), com a perspectiva profissional (0,6%), com o nível de consumo atual (1,2%) e com a renda atual (0,1%).
No entanto, há menos motivação para a compra a prazo (-0,8%), para a perspectiva de consumo (-1,4%) e para a compra de bens duráveis (-2,2%).
Na comparação com julho de 2015, os sete componentes registraram piora: emprego atual (-10%), perspectiva profissional (-9,8%), nível de consumo atual (-34,5%), renda atual (-18,9%), compra a prazo (-25,5%), perspectiva de consumo (-29,7%) e momento para a compra de bens duráveis (-31,3%).

Serviços têm queda de 6,1% em maio, no pior resultado para o mês desde 2012

O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica em 2012. É também a segunda maior queda da série, perdendo apenas para o recuo de 6,4% de novembro de 2015.
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços caíram 0,1% na comparação com abril deste ano, 5,1% no acumulado do ano e 4,8% no período de 12 meses.
A receita nominal do setor de serviços cresceu 0,4% entre abril e maio deste ano. Na comparação com maio de 2015, houve queda de 0,7%. Nos acumulados do ano e de 12 meses, a receita teve altas de 0,2% e 0,4%, respectivamente. A receita nominal não considera os efeitos da inflação sobre o valor dos serviços.
Fonte - Agência Brasil  13/07/2016