UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 8 de março de 2021

Prefeitura inaugura serviço de ônibus Rapidão São Luís na capital do Maranhão

Mobilidade 🚍

Com ônibus articulados que vão de terminal para terminal, em novas rotas e menos paradas, a prefeitura da capital maranhense inaugurou o serviço de ônibus urbanos "Rapidão São Luis".Com três linhas exclusivas que saem dos terminais de integração Distrito Industrial, Cohama e São Cristóvão, os ônibus articulados farão oito viagens diárias, quatro pela manhã e quatro à tarde, com intervalo de, no máximo, 40 minutos entre elas.

Da Redação
foto - divulgação/Secom SL
Teve inicio na sexta feira(05) o serviço Rapidão São Luís, com ônibus articulados que vão de terminal para terminal, em novas rotas e menos paradas. Com isso, a população diminuirá até a metade do tempo para se deslocar pela cidade, chegando mais rápido em sua casa ou local de trabalho. O prefeito de São Luis,Eduardo Braide, acompanhou a viagem de volta da linha Terminal Cohama/Terminal Praia Grande. O veículo saiu às 9h24min da Praia Grande e chegou às 9h50min na Cohama. Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), atualmente as linhas que fazem o trajeto entre os terminais de integração Distrito Industrial e Praia Grande levam cerca de 180 minutos para fazer as viagens de ida e volta. Com o “Rapidão São Luís”, este tempo cairá para, no máximo, 60 minutos. Inicialmente, o “Rapidão São Luís” conta com três linhas exclusivas que saem dos terminais de integração Distrito Industrial, Cohama e São Cristóvão, que farão oito viagens diárias, quatro pela manhã e quatro à tarde, com intervalo de, no máximo, 40 minutos entre elas. As linhas fazem trajetos diferentes nas viagens de ida e volta para garantir maior acesso dos usuários a diferentes áreas da cidade. O secretário Municipal de Trânsito e Transportes, Cláudio Ribeiro, afirmou que haverá monitoramento do serviço para que ele seja aprimorado e ampliado. Inicialmente o serviço conta com seis ônibus, mas a meta é colocar todos os 20 ônibus articulados que fazem parte da  frota da cidade 
para atender à população por meio deste serviço” disse. O serviço 'Rapidão São Luís' manterá o benefício do Bilhete Único entre as linhas nos horários de circulação diária. Desse modo, se o passageiro usar o benefício em uma linha convencional e pegar o Rapidão, o tempo do bilhete não sofrerá alterações. O mesmo vale para quem faz o transbordo das linhas do 'Rapidão São Luís' e vai usar uma linha convencional. O novo serviço será monitorado pelo Centro de Controle de Operações (CCO) com a equipe técnica para o devido acompanhamento diário e os devidos ajustes futuros.
Com informações da Agência São Luis de Notícias  08/03/2021

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

SMTT intensifica fiscalização do transporte urbano de São Luis (MA)

Transportes  🚍

Todas essas inspeções integram um cronograma de serviços diários executados pela Superintendência de Transportes da SMTT, que engloba, além das ações fiscalizatórias nos pontos finais das linhas, o acompanhamento 24 horas dos ônibus em operação, via GPS, pelo Centro de Controle de Operações (CCO).

Da Redação
foto/divulgação
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) reforçou os trabalhos de fiscalização e vistoria dos ônibus que integram o sistema de transporte urbano da capital. Todas essas inspeções integram um cronograma de serviços diários executados pela Superintendência de Transportes da SMTT, que engloba, além das ações fiscalizatórias nos pontos finais das linhas, o acompanhamento 24 horas dos ônibus em operação, via GPS, pelo Centro de Controle de Operações (CCO). “Essas atividades consistem em identificar desvios de rotas e outras situações que infringem as normas de circulação dentro da capital”, destacou o secretário Cláudio Ribeiro. As ações de fiscalização e vistoria iniciam na madrugada e seguem durante todo o dia em horários e pontos estratégicos. Os fiscais da Secretaria verificam as condições físicas e de logística dos ônibus, o funcionamento dos elevadores, a manutenção geral dos veículos, as condições dos pneus e assentos, limpeza, além de itens de segurança dos ônibus. Os veículos em que forem constatados problemas graves serão substituídos e voltam a circular só quando o problema for solucionado. No aspecto da logística, são averiguadas questões relacionadas ao cumprimento da rota, quantitativo de ônibus, bem como a obediência do quadro de horários de cada linha. As empresas de transporte urbano têm, por obrigação, cumprir com as medidas contratuais, bem como garantir um serviço eficiente e seguro ao cidadão.
Com informações da Agência de Notícias São Luis  02/02/2021

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Prefeitura de São Luís amplia tempo de utilização do Bilhete Único

Mobilidade  🚌

Agora, os usuários têm até duas horas para fazer a mudança de ônibus desde que permaneça no mesmo sentido da viagem e uma hora, se optar por trafegar no sentido oposto. A medida já está em vigor e integra as melhorias no sistema de transporte de São Luís implantadas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. 

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Terminal Boa Viagem
A Prefeitura de São luis ampliou o tempo de uso do Bilhete Único, serviço que permite ao usuário do sistema de transporte urbano da capital embarcar em linhas de ônibus integradas fora dos terminais, pagando apenas uma tarifa. Agora, os usuários têm até duas horas para fazer a mudança de ônibus desde que permaneça no mesmo sentido da viagem. Se optar por trafegar no sentido oposto, o tempo agora é de uma hora. O Bilhete Único possibilita ganho de tempo, economia para o usuário e contribui para equilibrar o fluxo nos terminais de integração de São Luís. A medida já está em vigor e integra as melhorias no sistema de transporte de São Luís implantadas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr.
 A capital São Luis conta hoje com uma frota de ônibus 90% renovada e com idade média de 4,5 anos em contraponto aos ônibus sucateados, com até 11 anos de uso, que circulavam na nossa cidade. Metade da frota tem ar-condicionado, dando mais conforto aos passageiros durante as viagens. 
O Bilhete Único foi implantado em 2015. Desde então, os usuários tinham 1h30 para fazer a mudança de coletivo, pagando uma única passagem, permanecendo no mesmo sentido da viagem. Caso o passageiro quisesse embarcar em um ônibus no sentido oposto, o tempo era de 45 min. A utilização do sistema é bem simples. Basta o passageiro passar seu cartão de transporte no validador de passagem, efetuando o pagamento da tarifa normalmente. Depois, caso queira, poderá pegar outro ônibus, em qualquer ponto de parada. O Bilhete Único funciona com o cartão de transporte tradicional ou carteira de estudante. O tempo começa a contar do momento em que o usuário passa o cartão de transporte no validador de passagem, localizado na catraca do ônibus. Com o Bilhete Único, o passageiro que utiliza o transporte urbano de São Luís pode pegar outro ônibus, do sistema integrado, em qualquer ponto da cidade sem a necessidade de pagar outra passagem ou de de esperar a chegada em um terminal de integração.

foto - ilustração/Pregopontocom
Terminal Boa Viagem
Cerca de 50% da frota, 365 ônibus, são equipados com sistema de  ar-condicionado, garantindo mais conforto para o usuário. Além de ar-condicionado e acessibilidade, os novos veículos são equipados com GPS, que permitiu ao sistema a implantação de serviços como Biometria Facial, para coibir fraudes no uso de gratuidades e meia-passagem; Bilhete Único; Recarga Embarcada; Cartão Criança; aplicativo Meu Ônibus, entre outros que operam em toda a frota circulante, garantindo mais comodidade e segurança aos passageiros.
O sistema de transportes urbanos de São Luis conta com um CCO (Centro de Controle de Operações), que possibilita o acompanhamento, em tempo real, de corredores viários e do sistema de transporte da capital, melhorando o ordenamento do trânsito na capital, tornando-o mais ágil e, consequentemente, diminuindo o tempo de deslocamento. 
Com informações da Prefeitura de São Luis  10/12/2020

quinta-feira, 5 de março de 2020

Prefeitura de São Luis (MA) intensifica a fiscalização no sistema de transportes urbano da cidade

Mobilidade  🚌

Ações de fiscalização realizadas pela Prefeitura buscam garantir serviço de qualidade aos usuários de transporte urbano da capital.Fiscais da SMTT realizam vistorias técnicas para observar as condições dos ônibus; iniciativa soma-se a outras efetivadas pela gestão do prefeito da cidade para garantir a qualidade dos serviços prestados à população

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Com o objetivo de verificar as condições de funcionamento dos ônibus que atendem aos bairros da capital, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), tem realizado, constantemente, vistorias técnicas em pontos finais de algumas linhas. Esta semana, a ação fiscalizatória realizada pelo órgão terá como foco as linhas que atendem às comunidades Vila Itamar e Recanto Verde. A iniciativa soma-se a outras efetivadas pela gestão da prefeitura de São Luis,a fim de garantir a qualidade dos serviços de transporte urbano da capital.
Durante a ação, são analisadas as condições de funcionamento dos elevadores, ar-condicionado, além da manutenção, limpeza dos veículos e, principalmente, o cumprimento dos horários das linhas. Só em 2019, a SMTT realizou operação em 63 pontos finais da capital para verificação do estado dos veículos e mais 22 para acompanhar o cumprimento dos horários de circulação dos ônibus.
Segundo o titular da SMTT, as ações de fiscalização são fundamentais para garantir a qualidade no atendimento do serviço do sistema de transporte aos passageiros de São Luís. “Com a fiscalização regular estamos aplicando rotineiramente o que está previsto no edital de licitação e no contrato de prestação de serviço das empresas de transportes que atendem à população”, explicou o secretário, referindo-se à licitação do transporte público realizada de forma inédita pela gestão do prefeito Edivaldo.
Todas essas inspeções integram um cronograma de serviços diários executados pela Superintendência de Transportes da SMTT, que engloba, além das ações fiscalizatórias nos pontos finais das linhas, o acompanhamento 24 horas dos ônibus em operação, via GPS, pelo Centro de Controle de Operações (CCO), identificando desvios de rotas e outras situações que infringem as normas de circulação dentro da capital”.
A SMTT também orienta ao usuário que, ao presenciar situações que possam comprometer a segurança e a qualidade dos serviços prestados pelo sistema de transporte, que o fato seja comunicado ao órgão por meio do número da Ouvidoria no telefone 156 para que sejam tomadas as devidas providências.
Com informações da Agência São Luis  04/03/2020

quinta-feira, 20 de julho de 2017

ANPTrilhos lança 3ª campanha de valorização do transporte urbano sobre trilhos

Transportes sobre trilhos  🚇

A iniciativa terá duração de cinco meses, de julho a novembro, e visa dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Associação para conscientizar a sociedade sobre a importância do transporte sobre trilhos na mobilidade urbana e na qualidade de vida dos cidadãos.

Da Redação

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), representante dos operadores de sistemas metroferroviários brasileiros, lança, a 3ª Campanha Nacional de Valorização do Transporte de Passageiros Sobre Trilhos. A iniciativa terá duração de cinco meses, de julho a novembro, e visa dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Associação para conscientizar a sociedade sobre a importância do transporte sobre trilhos na mobilidade urbana e na qualidade de vida dos cidadãos.
Nesta edição, o projeto destacará o papel do usuário dos sistemas para a eficiência desse transporte. As abordagens mensais da campanha contemplarão as condutas de cidadania e boas práticas; os benefícios do transporte sobre trilhos para a qualidade de vida do cidadão; condutas de comportamento social e a humanização dos sistemas.

foto - ilustração/arquivo
“A campanha tem como objetivo promover a mobilidade urbana sobre trilhos, através da divulgação dos benefícios da utilização desse modo de transporte público. Através dos sistemas de metrô, trem e VLT, a população pode chegar mais rápido ao seu destino, sem congestionamentos, e, assim, usufruir de mais tempo com o lazer, educação e a família. Além disso, a campanha promovida pela ANPTrilhos alerta sobre a contribuição dos cidadãos para o bom do funcionamento dos sistemas, como dar passagem em escadas rolantes e ceder lugar para quem precisa”, explica Roberta Marchesi, Superintendente da ANPTrilhos.
A 3ª Campanha Nacional de Valorização do Transporte de Passageiros Sobre Trilhos será divulgada através de vídeos, artes para site e redes sociais, e releases para a imprensa. Os vídeos serão exibidos nos monitores de trens e estações e estarão disponíveis nos canais de comunicação da ANPTrilhos e seus associados.
“A chegada do Metrô Bahia transformou a mobilidade da cidade, promovendo um verdadeiro resgate da cidadania e da qualidade de vida do soteropolitano. Além disso, o metrô tem impacto direto na redução da emissão de CO², corroborando para termos uma cidade mais sustentável do ponto de vista ambiental, e também promovendo o desenvolvimento econômico por meio da geração de empregos e negócios no entorno. A campanha da ANTT é primordial para ampliarmos o debate sobre esse modal e jogar luz sobre a eficiência desse transporte” explica Luis Valença, presidente da CCR Metrô Bahia.
Com informações da CCR Metrô Bahia  20/07/2017



segunda-feira, 13 de março de 2017

Setor de transporte puxou queda do PIB, diz CNT

Economia  🚌

Para a confederação, o aumento do desemprego reduziu o número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, diminuindo a geração de receita das empresas de transporte urbano de passageiros. “A consequente redução da renda impactou a demanda por produtos, o que afetou o comércio e, consequentemente, as empresas de transporte de cargas que fazem a movimentação dos bens consumidos no país

Valor Econômico
foto - ilustração/arquivo
Os serviços de transporte, armazenagem e correios tiveram o pior resultado em duas décadas e lideraram a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. A retração do setor foi de 7,1% enquanto o PIB brasileiro encolheu 3,6% no ano passado. Como parte integrante de todas as cadeias produtivas e elo importante entre todas elas, esses serviços foram severamente prejudicados pelo mau desempenho da economia como um todo, segundo análise da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Para a confederação, o aumento do desemprego reduziu o número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, diminuindo a geração de receita das empresas de transporte urbano de passageiros. “A consequente redução da renda impactou a demanda por produtos, o que afetou o comércio e, consequentemente, as empresas de transporte de cargas que fazem a movimentação dos bens consumidos no país”, aponta a CNT, em análise sobre os resultados da economia no passado.
Além disso, a crise da indústria fez encolher a demanda por transporte de matérias-primas e bens finais. Ainda segundo a CNT, o impacto negativo da agropecuária – com menor produção de milho, arroz e soja na safra 2015/2016 – contribuiu significativamente para a queda.
A área de transporte, armazenagem e correios teve o maior encolhimento entre os 12 segmentos pesquisados. “A recessão acentuada no setor é um indicador de que a situação econômica brasileira é ainda mais grave e tem desdobramentos adversos”, diz a CNT. “Isso porque a queda de receita no setor, aliada a uma situação de baixo incentivo à realização de investimentos, faz com que transportadores posterguem ainda mais seus aportes, o que tem efeitos diretos nas indústrias de veículos, peças, acessórios e combustíveis, evidenciando o caráter crítico da crise brasileira atual”.
Fonte - ANPTrilhos  13/03/2017

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Trânsito inteligente: Integração é a palavra de ordem

Mobilidade 🚗 🚌 🚇

Longe deste cenário holístico,assistimos à crescente desconexão entre vários modais.Desintegrados, estes meios de transporte deixam de gerar informações valiosas – e que poderiam indicar soluções para problemas conhecidos – e se restringem a emitir dados esparsos.O segredo para o trânsito funcionar de maneira fluída e harmônica com o restante da cidade é transformar informações em ações tangíveis.

Ricardo Simões* 
foto - ilustração/arquivo
Dispor de infraestrutura planejada para solucionar adversidades do presente e antecipar as do futuro é o primeiro passo para construir um trânsito mais seguro, humano e inteligente, tríade que, entre muitas vantagens, garante qualidade de vida à população. E, para alcançar este patamar, não há outra escolha senão colocar o trânsito no centro das discussões e dos investimentos. Além de priorizar o tema, a administração pública precisa vislumbrá-lo de maneira sistêmica e com um norte bem definido, o que significa enxergar o trânsito como um organismo pulsante, e não tratar de suas deficiências apenas de maneira pontual.
Longe deste cenário holístico, assistimos à crescente desconexão entre vários modais. Desintegrados, estes meios de transporte deixam de gerar informações valiosas – e que poderiam indicar soluções para problemas conhecidos – e se restringem a emitir dados esparsos. Como a espinha dorsal de toda integração é a padronização – que nada mais é do que a categorização de informações – o segredo para o trânsito funcionar de maneira fluída e harmônica com o restante da cidade é transformar informações em ações tangíveis. É desse raciocínio que surge uma smart city, cujo intuito primordial é levar qualidade de vida aos usuários de trânsito.
Pense, por exemplo, no trajeto de um ônibus. Conhecer seu ponto de origem e de destino – informação acessível a qualquer pessoa, mas raramente aproveitada de maneira estratégica – permite identificar os trechos com maior número de usuários. Porém, mora nesta leitura um dado que, se interpretado corretamente, torna-se uma informação de peso e norteadora de ações concretas para melhoria da realidade. Não raro, a solução passa pela integração com outros modais, que neste caso poderia mesclar o uso do ônibus ao metrô nos pontos de maior fluxo, por exemplo. Este conceito de integração de modais também recebe o nome de interoperabilidade e rege o primeiro pilar de uma smart city.

foto - ilustração/arquivo
Já o segundo pilar para manter uma smart city é a sustentabilidade, que aqui tem mais relação com a raiz do termo do que com parâmetros ambientais. É preciso sustentar a integração. De nada adianta colocá-la em prática sem que sejam comprovados seus benefícios para usuário e investidor. Tecnologias de trânsito vantajosas a estes dois públicos são o prenúncio de um sistema eficaz. O tripé se completa com conhecimento tecnológico. Identificada a deficiência e encontrada uma solução viável, é necessário conhecer o mecanismo que irá atar as duas pontas.
Na teoria, fazer com que os pilares de uma smart city saiam do papel parece tarefa simples. Porém, perceber como o Brasil está distante disso é suficiente para que se resgate a complexidade da missão. Mais assustador ainda é notar que tal distanciamento é compartilhado com outros grandes polos urbanos. Arrisco a dizer que atualmente não temos nenhuma referência completa de smart cities, mas cases isolados. Londres, com sua Zona de Máxima Restrição de Circulação – por falta de espaço para toda frota – é um exemplo disso. Curitiba, com canaletas exclusivas para ônibus expressos, é outro.
A grande questão é que, enquanto as empresas permanecerem aficionadas pelo protecionismo tecnológico, deixando de compartilhar seus dados e desafios, este cenário será perpetuado. Além de optarem por trilhar um caminho sozinhas, muitas empresas – sobretudo as que desenvolvem tecnologia para trânsito – não têm à disposição diretrizes que apontem padrões que o negócio deve seguir. De novo, a falta de padronização amplia os riscos de perda de informações relevantes, que poderiam gerar as mudanças que tanto ansiamos.
Ainda que esse breve retrato da realidade desanime, é preciso crer na transformação do trânsito. Compreender sua importância é um bom começo. A partir da máxima de que tempo é dinheiro, não podemos negar que o trânsito está intrinsecamente ligado aos ponteiros do relógio, o que o torna, indiscutivelmente, um fator econômico. Reduzir o tempo gasto no trânsito significa dar às pessoas a chance de investirem em si mesmas, assim como aumentar a segurança no trânsito cria uma atmosfera de conforto e confiança. Com mais qualidade de vida, a população pensa, produz e convive melhor. A urgência em tratar de um tema como o trânsito depende, portanto, da prioridade dada à vida de cada usuário.
*Ricardo Simões é gerente de produtos da Perkons e membro da Comissão de Estudos de ITS da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Por Mariana Czerwonka.
Fonte - Portal do Trânsito 14/12/2016

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Transporte urbano no Rio,gera encomendas

Transportes sobre trilhos

De olho na demanda por Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), a Alstom investiu cerca de R$ 50 milhões na construção de uma unidade, inaugurada em março, em Taubaté (SP), focada na fabricação desses trens urbanos. Os primeiros VLTs a serem produzidos são parte dos 32 trens encomendados para a cidade do Rio de Janeiro, para o consórcio do VLT Carioca, um pedido de € 230 milhões.

Valor Econômico - RF

Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada há duas semanas, mostra que 31% dos cerca de dois mil entrevistados perdem mais de uma hora para se deslocar entre suas residências, o trabalho e o local em que estudam. O resultado é maior do que os 26% apurados pela sondagem em 2011. Pelos evidentes problemas do trânsito nas grandes cidades, o transporte de passageiros atrai a atenção de empresas francesas no Brasil, como Alstom, Systra, Keolis e Egis.
A movimentação tem gerado negócios, como a aquisição de consultorias brasileiras que atuam na área ou investimentos em construção de novas fábricas para atender à demanda.
De olho na demanda por Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), a Alstom investiu cerca de R$ 50 milhões na construção de uma unidade, inaugurada em março, em Taubaté (SP), focada na fabricação desses trens urbanos. A nova fábrica possui cerca de 16 mil m2 e é capaz de produzir de sete a oito trens por mês. Os primeiros VLTs a serem produzidos são parte dos 32 trens encomendados para a cidade do Rio de Janeiro, para o consórcio do VLT Carioca, um pedido de € 230 milhões.
O contrato é parte do projeto Porto Maravilha, liderado pelo município, para modernizar a zona portuária do Rio. O primeiro dos cinco trens a serem fabricados na França chegou à capital fluminense em julho. Os outros 27 VLTs serão produzidos em Taubaté, São Paulo. Atualmente, cidades como Santos, Rio de Janeiro, Goiânia estão com projetos de VLT em andamento, mas outros municípios estão estudando adotar essa alternativa também, como Salvador.
"A Alstom investiu em uma nova linha de produção para acompanhar novos projetos de VLTs, não só para o Brasil, mas também para toda a América Latina", afirma Michel Boccaccio, vice-presidente sênior da Alstom Transport na AL.
Já a unidade de produção de metrôs do Brasil tem transferido tecnologia para outras filiais da Alstom no mundo. O primeiro carro produzido pela empresa na Índia entrou em operação em junho. O contrato teve participação da fábrica da Lapa, zona oeste de São Paulo, que produziu as primeiras composições usadas na linha indiana.
Em agosto, a Systra, braço de consultoria para a área de mobilidade urbana criada pela RATP, gigante que controla o metrô de Paris, e a SNCP, que gerencia a rede ferroviária francesa, anunciou a aquisição da Tectran, consultoria especializada em transportes públicos, logística e pesquisa de tráfego. Com sede em Belo Horizonte, a Tectran emprega 80 pessoas e trabalha, desde 2013, em projetos de mobilidade para o metrô de BH em parceria com a francesa. "A aquisição reforça a presença em um mercado com grandes demandas de infraestrutura", disse o CEO da empresa, Pierre Verzar. O valor da transação não foi divulgado.
Outro grupo atuante é a Egis, que participa do consórcio que administra o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), concedido em 2012. No fim do ano passado, a Egis comprou o controle da Lenc Engenharia, uma das líderes do mercado brasileiro de estudos e projetos de engenharia e arquitetura voltados para a infraestrutura de transportes.
A Keolis, uma das maiores empresas de mobilidade urbana do mundo e que gerencia a rede ferroviária da França, também está de olho em sua expansão para mercados emergentes. A empresa foi uma das participantes, em 2013, de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do projeto de metrô de Curitiba. O processo de licitação foi paralisado ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. A expectativa do governo é lançar o edital este ano.
Fonte - Revista Ferroviária  21/10/2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Recife chega em 2015 sem concluir o seu plano de mobilidade urbana. O prazo termina em abril

Mobilidade

Faltando um mês para os municípios apresentarem seus planos,a situação é de total estagnação.Termina agora, em abril de 2015,o prazo fixado pela Lei 12587/2012 para que os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes elaborem seus Planos Diretores de Mobilidade Urbana.Caso contrário, essas cidades não poderão obter recursos federais para suas obras de transporte urbano.

Mobilidade
Tânia Passos

O Plano de Mobilidade Urbana do Recife enviado à Câmara Municipal pela gestão anterior e retirado pela atual gestão ainda está no limbo e a cidade segue sem definição das políticas públicas na área de mobilidade para os próximos anos. Faltando um mês para os municípios apresentarem seus planos, a situação é de total estagnação. E Recife, não é a única. Acompanhe a matéria abaixo do Portal Mobilize.
Termina agora, em abril de 2015, o prazo fixado pela Lei 12587/2012 para que os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes elaborem seus Planos Diretores de Mobilidade Urbana. Caso contrário, essas cidades não poderão obter recursos federais para suas obras de transporte urbano.
Face o aperto do prazo, tramita no Congresso um projeto de lei propõe que os municípios tenham mais três anos para cumprir a exigência, ou seja, até abril de 2018. “A escassez de pessoal qualificado para realizar o trabalho, aliada a problemas financeiros que atingem grande parte dos municípios tem trazido uma imensa dificuldade para elaboração dos planos de mobilidade”, afirmou o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) na apresentação da proposta.
Consultado, o Ministério das Cidades informou que não há qualquer previsão de alargamento do prazo fixado pela Lei 12587, mas esclareceu que “o prazo estabelecido em Lei marca na verdade o início da obrigatoriedade dos planos como requisito para contratação de novas operações que utilizem recursos orçamentários federais”. Assim, na prática, os municípios obrigados pela lei ficarão temporariamente impedidos de celebrar novos contratos até que apresentem o plano, respondeu a assessoria do Ministério.
A assessoria do Ministério informou que ainda não tem um levantamento de quantas cidades conseguiram cumprir a exigência. Lembrou, apenas, que em 2012, segundo dados do IBGE, havia 210 municípios (4,8%) do total de 5.565 com planos de mobilidade urbana elaborados em todo o Brasil. Quanto à qualidade dos trabalhos já elaborados, o Ministério explica que a Política Nacional de Mobilidade não prevê a avaliação dos planos de mobilidade municipais, mas funcionários disseram que algumas cidades entregaram documentos sumários, “um deles com apenas uma folha”, para cumprir o rito previsto em lei. No entanto, para futuras seleções que envolverão recursos federais, os projetos cadastrados deverão estar de acordo com os planos apresentados. E apenas nesse momento será feita uma avaliação formal dos planos e projetos.

Cursos e publicações
Para atender às dúvidas das equipes municipais, a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob) tem realizado uma série de Seminários Regionais da Política Nacional de Mobilidade Urbana, em várias cidades pelo país. Nesses encontros, são discutidos os mecanismos de financiamento, a participação popular, questões de sustentabilidade, acessibilidade e segurança, entre outros pontos importantes que devem constar nos planos..
A SeMob também está preparando um Curso de Capacitação para Elaboração de Planos de Mobilidade à distância, que será disponibilizado no site do Ministério das Cidades. - Fonte: Portal Mobilize (por Marcos de Sousa)
Fonte - Diário de Pernambuco  27/02/3015