UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Falta de integração no transporte gera mais gasto e perda de tempo

Mobilidade/Integração 🚌<> 🚄 <> 🚇 <> 🚢

Professor da Coppe avalia modelo adotado no Rio de Janeiro - O professor da Coppe disse que um bilhete único daria ao usuário um leque de opções ao sair de casa, “com um valor que ele tenha condição de pagar”. Essa é a forma utilizada em cidades da Europa e dos Estados Unidos. Sublinhou que não faz mais sentido, no século 21, cobrar tarifas isoladamente, sem ter a visão do conjunto. “A integração é a forma que a gente tem de fazer com que as pessoas sofram menos nos seus deslocamentos, tenham mais prazer em andar pela cidade. 

Por Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo pregopontocom
A falta de um sistema integrado entre os diversos modais de transporte torna a viagem mais cara e gera perda de tempo para o brasileiro. Esta é a conclusão do professor de Planejamento de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Ronaldo Balassiano. “E perda de tempo na viagem é menos tempo com sua família, para lazer, para o descanso, ou para fazer alguma coisa fora do horário de trabalho”, explica.
O transporte é apontado, pela população, como o quarto maior problema das cidades, segundo a pesquisa Mobilidade da População Urbana 2017, publicada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). A adoção de políticas eficientes de mobilidade urbana será um dos desafios dos governantes a serem eleitos em outubro. A Agência Brasil conversou com o especialista para saber qual avaliação sobre modelo adotado no Rio de Janeiro.
Segundo Balassiano, que leciona no maior centro de excelência em Engenharia da América Latina, o Poder Público não vê o sistema de transporte como um sistema único. Na sua avaliação, o Rio de Janeiro tem um sistema com metrô, trens, ônibus, BRT, VLT, barcas, bicicletas, em que cada operador trabalha separadamente, sem que o poder concedente, que é o Estado, sequer exija essa visão de conjunto.
Balassiano defende uma administração integrada e neutra entre os diversos modais, que não ficasse sob responsabilidade exclusiva de qualquer operadora ou concessionária. Para exercer essa tarefa, que incluiria também a fiscalização dos serviços, o professor afirma que não seria necessário criar nenhuma empresa nova. Bastaria buscar profissionais na própria prefeitura ou no governo do estado que entendam de planejamento e de integração. Essa administração abrangeria não só a integração física dos modais, mas também toda a parte de bilhetagem.

Bilhete único
O professor da Coppe disse que um bilhete único daria ao usuário um leque de opções ao sair de casa, “com um valor que ele tenha condição de pagar”. Essa é a forma utilizada em cidades da Europa e dos Estados Unidos. Sublinhou que não faz mais sentido, no século 21, cobrar tarifas isoladamente, sem ter a visão do conjunto. “A integração é a forma que a gente tem de fazer com que as pessoas sofram menos nos seus deslocamentos, tenham mais prazer em andar pela cidade. E esse sistema funcionando, consegue também reduzir viagens que hoje são feitas de carro, em busca de maior qualidade e conforto”, sinalizou. “Temos como produzir isso com o transporte coletivo”, disse.
Balassiano afirmou que uma cidade pode ser considerada “humana” quando seu sistema de transporte coletivo oferece pontualidade, frequência, segurança, bilhete único e conforto.“Isso a gente não tem em nenhum dos modos [de transporte]”, assegurou Balassiano. Ele admitiu que a mudança para um administrador único, com integração tarifária, não é uma coisa fácil de se realizar “da noite para o dia”, mas é “extremamente viável”. “Não tenho dúvida da viabilidade”, assegurou.

Subsídio
O professor da Coppe/UFRJ destacou que o custo de operação de cada modal de transporte continuaria sendo o mesmo. Em casos extremos, esse bilhete único talvez possa precisar de algum subsídio, “mas é um subsídio quase marginal”. Lembrou que durante a Olimpíada Rio 2016, por uma exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi criado um bilhete único, a partir da integração dos vários modais que chegavam às arenas, à exceção somente das barcas. Isso permitiu ao usuário fazer quantas viagens quisesse para assistir aos jogos. Os recursos seriam divididos pelos custos de todos os operadores. “Para isso acontecer, eu não posso deixar a arrecadação nas mãos de operador de ônibus, do metrô, etc. Afinal de contas, aquilo é uma concessão”. Cabe ao poder concedente fiscalizar os operadores e monitorar a realização dos serviços para os habitantes.
Balassiano salientou que todas as tarifas estabelecidas hoje são “tarifas políticas”, não reais. Quando pleiteados, os aumentos de preço das passagens não são, em geral, acompanhados de planilhas atualizadas e verificadas pelas modernas tecnologias que comprovem a necessidade do reajuste. O modelo de sistema integrado de transporte com bilhete único já vigora nas maiores cidades do mundo - lembrou o especialista.
“Você compra um bilhete e anda o dia todo. E essas cidades nem faliram nem estão pobres, nem os operadores estão reclamando”. Balassiano sustentou que o modelo vigente está ultrapassado. “Só não avisaram aos gestores que esse modelo, onde cada um cuida de si, já caducou”. O modelo a ser implantado deve ser bom para o operador e “ótimo para a cidade”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil  24/08/2018

terça-feira, 22 de maio de 2018

Nós Somos o Trânsito – Maio Amarelo

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

A notória densidade urbana demanda, com urgência, a busca por um planejamento de transporte que priorize a harmonia e a agilidade no deslocamento de pessoas e de bens, com eficiência, qualidade e, principalmente, segurança, visando reduzir o alto contingente diário de mortos e feridos graves no trânsito.

APTrilhos*
Dotar as cidades de uma rede eficiente de mobilidade é um dos grandes desafios dos centros urbanos brasileiros. O deslocamento de pessoas em busca de bens, serviços, oportunidades de qualificação, empregos e lazer, acarreta, nas diversas capitais e regiões metropolitanas, bolsões com grandes concentrações populacionais.
A notória densidade urbana demanda, com urgência, a busca por um planejamento de transporte que priorize a harmonia e a agilidade no deslocamento de pessoas e de bens, com eficiência, qualidade e, principalmente, segurança, visando reduzir o alto contingente diário de mortos e feridos graves no trânsito.
A 5ª edição do Movimento Maio Amarelo chega com um tema que fomenta a discussão em busca de soluções que possam unir todos os atores envolvidos nesta árdua tarefa. A ANPTrilhos, que representa os operadores metroferroviários brasileiros e seus mais de 10,8 milhões de passageiros diários, acredita que esta solução passa, necessariamente, pela eficiência e integração dos diversos sistemas de transporte, sejam eles individuais ou coletivos.
Dentre as estratégias para a melhoria e o aperfeiçoamento da mobilidade, as iniciativas públicas e privadas deveriam voltar sua atenção para o gerenciamento e integração do transporte de massa. Só com a criação de verdadeiros corredores estratégicos, de alta capacidade e dotados de uma adequada integração com os demais modos, se pode dotar as cidades de uma verdadeira rede eficiente de transporte, garantindo a agilidade e segurança dos deslocamentos.
Os sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos estão dando a sua contribuição diária para a redução do número de acidentes e preservação da vida humana, promovendo o transporte de forma segura e eficiente. Além disso, por serem sistemas de alta capacidade de transporte, os sistemas sobre trilhos contribuem ainda com a retirada de mais de 1,1 milhão de carros e 16 mil ônibus diários das ruas, nas cidades onde estão implantados. Sem congestionamentos e acidentes e com grande benefício ambiental, os trilhos urbanos proporcionam rapidez nos deslocamentos e reduzem os tempos de viagens dos cidadãos.
Nesse sentido, a ANPTrilhos reafirma o seu apoio ao Movimento Maio Amarelo continuando com sua missão de desenvolver o modal sobre trilhos, porém trabalhando sempre para promover a integração e intermodalidade com todos os demais meios de transporte.
*Roberta Marchesi é Superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos)
Fonte - Abifer  22/05/2018

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Trânsito inteligente: Integração é a palavra de ordem

Mobilidade 🚗 🚌 🚇

Longe deste cenário holístico,assistimos à crescente desconexão entre vários modais.Desintegrados, estes meios de transporte deixam de gerar informações valiosas – e que poderiam indicar soluções para problemas conhecidos – e se restringem a emitir dados esparsos.O segredo para o trânsito funcionar de maneira fluída e harmônica com o restante da cidade é transformar informações em ações tangíveis.

Ricardo Simões* 
foto - ilustração/arquivo
Dispor de infraestrutura planejada para solucionar adversidades do presente e antecipar as do futuro é o primeiro passo para construir um trânsito mais seguro, humano e inteligente, tríade que, entre muitas vantagens, garante qualidade de vida à população. E, para alcançar este patamar, não há outra escolha senão colocar o trânsito no centro das discussões e dos investimentos. Além de priorizar o tema, a administração pública precisa vislumbrá-lo de maneira sistêmica e com um norte bem definido, o que significa enxergar o trânsito como um organismo pulsante, e não tratar de suas deficiências apenas de maneira pontual.
Longe deste cenário holístico, assistimos à crescente desconexão entre vários modais. Desintegrados, estes meios de transporte deixam de gerar informações valiosas – e que poderiam indicar soluções para problemas conhecidos – e se restringem a emitir dados esparsos. Como a espinha dorsal de toda integração é a padronização – que nada mais é do que a categorização de informações – o segredo para o trânsito funcionar de maneira fluída e harmônica com o restante da cidade é transformar informações em ações tangíveis. É desse raciocínio que surge uma smart city, cujo intuito primordial é levar qualidade de vida aos usuários de trânsito.
Pense, por exemplo, no trajeto de um ônibus. Conhecer seu ponto de origem e de destino – informação acessível a qualquer pessoa, mas raramente aproveitada de maneira estratégica – permite identificar os trechos com maior número de usuários. Porém, mora nesta leitura um dado que, se interpretado corretamente, torna-se uma informação de peso e norteadora de ações concretas para melhoria da realidade. Não raro, a solução passa pela integração com outros modais, que neste caso poderia mesclar o uso do ônibus ao metrô nos pontos de maior fluxo, por exemplo. Este conceito de integração de modais também recebe o nome de interoperabilidade e rege o primeiro pilar de uma smart city.

foto - ilustração/arquivo
Já o segundo pilar para manter uma smart city é a sustentabilidade, que aqui tem mais relação com a raiz do termo do que com parâmetros ambientais. É preciso sustentar a integração. De nada adianta colocá-la em prática sem que sejam comprovados seus benefícios para usuário e investidor. Tecnologias de trânsito vantajosas a estes dois públicos são o prenúncio de um sistema eficaz. O tripé se completa com conhecimento tecnológico. Identificada a deficiência e encontrada uma solução viável, é necessário conhecer o mecanismo que irá atar as duas pontas.
Na teoria, fazer com que os pilares de uma smart city saiam do papel parece tarefa simples. Porém, perceber como o Brasil está distante disso é suficiente para que se resgate a complexidade da missão. Mais assustador ainda é notar que tal distanciamento é compartilhado com outros grandes polos urbanos. Arrisco a dizer que atualmente não temos nenhuma referência completa de smart cities, mas cases isolados. Londres, com sua Zona de Máxima Restrição de Circulação – por falta de espaço para toda frota – é um exemplo disso. Curitiba, com canaletas exclusivas para ônibus expressos, é outro.
A grande questão é que, enquanto as empresas permanecerem aficionadas pelo protecionismo tecnológico, deixando de compartilhar seus dados e desafios, este cenário será perpetuado. Além de optarem por trilhar um caminho sozinhas, muitas empresas – sobretudo as que desenvolvem tecnologia para trânsito – não têm à disposição diretrizes que apontem padrões que o negócio deve seguir. De novo, a falta de padronização amplia os riscos de perda de informações relevantes, que poderiam gerar as mudanças que tanto ansiamos.
Ainda que esse breve retrato da realidade desanime, é preciso crer na transformação do trânsito. Compreender sua importância é um bom começo. A partir da máxima de que tempo é dinheiro, não podemos negar que o trânsito está intrinsecamente ligado aos ponteiros do relógio, o que o torna, indiscutivelmente, um fator econômico. Reduzir o tempo gasto no trânsito significa dar às pessoas a chance de investirem em si mesmas, assim como aumentar a segurança no trânsito cria uma atmosfera de conforto e confiança. Com mais qualidade de vida, a população pensa, produz e convive melhor. A urgência em tratar de um tema como o trânsito depende, portanto, da prioridade dada à vida de cada usuário.
*Ricardo Simões é gerente de produtos da Perkons e membro da Comissão de Estudos de ITS da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Por Mariana Czerwonka.
Fonte - Portal do Trânsito 14/12/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Metrô,a novidade e o futuro da Mobilidade já presentes em Salvador

Transportes sobre trilhos

A integração física e tarifária,embora ainda que não funcione em sua plenitude,elevou de 25 mil pasgs/dia para 45 mil o numero de passageiros/dia transportados atualmente pelos trens do Metrô na linha 1.As estações da Lapa e de Pirajá,as duas maiores que interligam os dois sistemas,foram as principais responsáveis por essa grande mudança.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Após um mês de iniciada,a integração intermodal Metrô/Ônibus em Salvador,houve uma mudança radical na dinâmica de deslocamentos dos usuários da linha 1 do Metrô de Salvador e usuários das linhas do sistema de transportes por ônibus a ele integrados.As estações da Lapa e de Pirajá,as duas maiores que interligam os dois sistemas,foram as principais responsáveis por essa grande mudança.
A integração física e tarifária,embora ainda que não funcione em sua plenitude,elevou de 25 mil pasgs/dia para 45 mil o numero de passageiros/dia transportados atualmente pelos trens do Metrô na linha 1.
Atualmente a linha 1 do sistema metroviário tem capacidade para transportar até 200 mil-Passgs/dia e com a conclusão da linha 2 o atendimento a demanda poderá chegar aos 600 mil-pasgs/.dia

foto - ilustração/arquivo
A integração física e tarifária entre os dois sistemas,Metrô/Ônibus,(alem de outras opções como bicicletas e viagens a pé) permite aos usuários uma viagem mais rápida e segura,mais confortável,mais curta e mais barata.
Embora os ônibus tenham a tarifa compartilhada com o metrô (dividida),a integração tende a permitir um menor custo operacional ao sistema de transportes por ônibus,com a diminuição do trajeto percorrido,e a consequente diminuição do numero de ônibus para cobrir um percurso muito menor,porém com um maior numero de viagens,interligando as estações do Metrô aos bairros lindeiros,pois note-se que o numero de passageiros transportados continuará sendo o mesmo que anteriormente utilizavam apenas os serviços de ônibus,e agora com amplas possibilidades da adesão de novos usuários ao sistema integrado.Tome-se por exemplo: um ônibus que faria o trajeto Lapa/Cajazeiras,quanto tempo ele perderia nesse deslocamento com paradas em pontos ao longo do trajeto e possíveis atrasos devidos a eventuais travamentos no trânsito,além do elevado consumo de combustível e da poluição gerada pelo mesmo?....e com uma redução substancial do trajeto,quanto tempo levara agora apenas para cobrir o percurso entre a estação Pirajá e o bairro de Cajazeiras?...Embora esse tema não seja abordado de maneira clara por "gestores" e,principalmente pelos operadores do transportes por ônibus,não há como contestar a lógica,se existem perdas numa ponta,no outro lado,haverá muitas outras compensações.

foto - ilustração/arquivo
A acessibilidade mais amiga nos trens e nas estações do metrô e também nas novas estações de transbordo e integração,facilita bastante o acesso dos usuários ao sistema com mais segurança e rapidez,o mesmo deveria ocorrer com o sistema de ônibus de Salvador,ainda muito arcaico,com a implantação de uma frota renovada,mais moderna,mais confortável e mais acessível,com veículos pelo menos equipados com piso baixo,suspensão pneumática e propulsores traseiros.
A integração intermodal (física e tarifária),e o bilhete único por tempo de permanência no sistema é um dos pontos altos da nova diretriz para uma solução equilibrada,moderna e adequada a mobilidade urbana trazendo benefícios sobre vários aspectos para as cidades e a sua população tais como: diminuição no tempo de deslocamentos,diversificação na escolha dos trajetos pelos usuários,diminuição da poluição,aumento na qualidade de vida da população,aumento do numero de usuários do transporte público,diminuição do uso do transporte individual,diminuição dos índices de doenças causadas pelos altos níveis de poluição,e um sistema rápido acessível confortável e menos custoso.
Planejamento urbano,sustentabilidade,projetos para médio e longo prazo,e sempre voltados única e exclusivamente para o interesse da população e das cidades,é o caminho.
O sistema Metroviário de Salvador já da mostras evidentes da revolução que causara na mobilidade de Salvador,e que se ampliará com a conclusão da linha 2 (Metropolitana) e a extensão da linha 1 até Águas Claras.Nem os que torceram contra o Metrô,ou os que eventualmente ainda continuam torcendo,resistirão a essa realidade e as seus encantos,e a população de Salvador já entendeu muito bem e assimilou isso.
Saravá pro Metrô,saravá Salvador.
Pregopontocom 12/08/2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Integração, saída para o transporte público

Transportes sobre trilhos

A estruturação do transporte de massas em torno do eixo ferroviário não seria desvantajosa aos operadores dos sistemas rodoviários, no entender de Joubert, visto que esse modelo promoveria uma economia no custo total da operação, em razão da diminuição do percurso, dos congestionamentos e, consequentemente, do desgaste dos veículos.

ANPTrilhos
foto - ilustração/Pregopontocom
A eficiência do transporte de passageiros sobre trilhos é 10 vezes maior se comparada à do transporte rodoviário, até em função da maior durabilidade de vias e veículos. No entanto, o deslocamento por ferrovias nas regiões metropolitanas é utilizado como meio de transporte por apenas 3,8% da população, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores, em entrevista concedida ao programa Agenda Econômica, da TV Senado.
Ele defendeu como solução para as falhas do transporte coletivo a implantação de um sistema integrado por trens, metrôs, ônibus e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) semelhante ao de cidades como Londres, Paris e Berlim. Segundo ele, o mais adequado seria criar um “eixo estruturante” nos grandes centros urbanos com alta capacidade de transporte a longa distância por trens e metrôs. Os ônibus e VLTs teriam a função de alimentar esse eixo e por ele serem alimentados em trajetos menores.
“Atualmente, os meios de transporte são paralelos uns aos outros. Fazem a mesma rota e concorrem entre si, o que gera custo e ineficiência”, esclareceu o dirigente.

Joubert: estruturar o transporte em torno do ‘eixo ferroviário’ diminuirá os custos das empresas de ônibus

Custos
A estruturação do transporte de massas em torno do eixo ferroviário não seria desvantajosa aos operadores dos sistemas rodoviários, no entender de Joubert, visto que esse modelo promoveria uma economia no custo total da operação, em razão da diminuição do percurso, dos congestionamentos e, consequentemente, do desgaste dos veículos. Esse ponto de vista é confirmado pelo presidente da NTU, Otávio Cunha, que calcula em US$ 100 milhões o investimento por quilômetro de linha.
Contudo, para a implantação de sistemas de transporte integrados que realmente funcionassem bem, seria necessário instituir uma autoridade metropolitana autônoma encarregada de estabelecer linhas e corredores, escolher as formas de integração e, com isso, oferecer o melhor trajeto pelo menor custo. O presidente da ANPTrilhos defendeu ainda parcerias público-privadas, nas quais o Estado se responsabilizaria pela construção civil e por criar um ambiente legal estável, o que usualmente os especialistas chamam de “segurança regulatória”. Em contrapartida, as empresas privadas investiriam em alta tecnologia, como sucedeu com a Linha 4 do metrô de São Paulo, na qual os trens dispensam condutores e são operados à distância.
Quanto à possibilidade de os governos subsidiarem as tarifas, o entrevistado destacou que é preciso cautela. Na opinião dele, o dinheiro público exige um sistema organizado, que trabalhe em favor do usuário, mas estimule o máximo de rendimento ao menor custo para o Estado.
Embora o número de sistemas de transporte sobre trilhos ainda seja pequeno — das 22 regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes, apenas 12 têm algum tipo de metrô ou trem —, os investimentos nesse setor estão em constante expansão. Em 2015, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou R$ 7,6 bilhões para projetos metroferroviários, 49% a mais que o desembolsado em 2014, quando foram destinados R$ 5,1 bilhões.
O Balanço do Setor Metroviário 2015/2016 mostrou que foram inauguradas 12 novas estações em 2014. Em sequência, neste primeiro semestre de 2016, foram entregues a extensão do VLT da Baixada Santista e 18 km da primeira etapa do VLT da zona portuária e central do município do Rio de Janeiro. Estão previstos ainda a conclusão da Linha 4 do Metrô do Rio e a primeira fase da Linha 2 de Salvador até o final ano. Projeta-se para os próximos anos, a implantação de 11 novas linhas em seis estados.
A ampliação da rede de transporte sobre trilhos, hoje com 1.012 quilômetros, foi de meros 4% nos últimos dois anos. Em contrapartida, o aumento, neste ano, pode ser de até 20%, ou 200,2 km, o maior dos últimos 20 anos. “A gente tem que tentar manter isso. Nós temos espaço e potencial”, afirmou Joubert.
Fonte - ANPTrilhos  08/07/2016

VEJA TAMBÉM - Metrô e ônibus em Salvador,terão integração ampliada a partir do dia 10/07,domingo

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Metrô em rede: ampliação da integração urbana reafirma política estadual de mobilidade

Transportes sobre trilhos

“Desde o início do projeto do metrô, ele foi pensado como um transporte estruturante para a Região Metropolitana de Salvador, especialmente para a capital, o que significa que o metrô faz parte de uma rede, ou seja, integrado a todos os modais, conforme nosso pensamento para a política estadual de mobilidade”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins.

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
A ampliação da integração entre metrô e ônibus urbanos, prevista para 12 de junho, é resultado dos esforços do Governo do Estado para garantir a ampliação do sistema metroviário e implantação da política estadual de mobilidade, que busca beneficiar o maior número possível de usuários de transporte coletivo em Salvador.
“Desde o início do projeto do metrô, ele foi pensado como um transporte estruturante para a Região Metropolitana de Salvador, especialmente para a capital, o que significa que o metrô faz parte de uma rede, ou seja, integrado a todos os modais, conforme nosso pensamento para a política estadual de mobilidade”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins.
O metrô foi assumido pelo Estado em 2013, após 14 anos com obras paradas e suspeitas de superfaturamento. Desde então, o Governo tem atuado para garantir que mais pessoas possam utilizar o sistema, melhorando o fluxo de trânsito e, consequentemente, a qualidade de vida da população.
Através de ações entre Sedur e Agerba, por exemplo, o Estado foi pioneiro na integração do metrô com os ônibus da Região Metropolitana, e não conteve esforços na busca pelo diálogo com o município de Salvador na intenção de colocar em prática a integração urbana.
Entre as propostas do Governo do Estado com a Prefeitura de Salvador e os representantes do consórcio que administra as linhas urbanas da cidade, com intuito de acelerar a integração, destaca-se a redução de 2% na alíquota do ICMS sobre o diesel, minimizando os custos operacionais do transporte urbano.
Além do metrô, a construção dos corredores transversais (Linhas Azul e Vermelha) e o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que substituirá os trens do subúrbio e está em fase de licitação, vão mudar a dinâmica do transporte público de Salvador.
Urbanos - A expansão da integração entre metrô e linhas urbanas começará pela Estação Pirajá, com 27 linhas alimentadoras (as linhas alimentadoras são as que têm o terminal de Pirajá como ponto final). As demais linhas, que têm o terminal da Estação Pirajá como passagem e não destino final, ainda não farão a integração com o metrô.
Já no dia 10 de julho, todas as 88 linhas que operam no terminal da Estação Lapa começam a integrar com o metrô de Salvador sem gastos adicionais, com a possibilidade de fazer uso de um transporte mais rápido, sem engarrafamentos, confortável, e com a previsibilidade de saber exatamente o momento de embarque e de chegada ao seu destino.
Integração metropolitana - A integração do metrô com as linhas metropolitanas está em vigor desde janeiro, no terminal da Estação Retiro. Eram sete linhas que, por decisão da Agerba, visando otimizar o sistema, foram fundidas e reduzidas para quatro: 869I (Barra-Simões Filho), 826A (Góes Calmon-Retiro), 872 (Ilha de São João-Pituba), 875 (Areia Branca-Terminal Retiro).
Desde o dia 29 de maio, as outras cinco linhas que chegam a Salvador via BR-324, com destino à Lapa, também foram integradas: 803A2 (Nova Dias D’ávila–Barroquinha), 861 (Mata de São João-Barroquinha), 805A (Madre de Deus-Barroquinha), 800A (Camaçari-Barroquinha), 809 (Candeias-Barroquinha).
Cartões de integração - A integração entre o sistema metroviário da capital baiana com as linhas de ônibus urbanas e metropolitanas poderá ser feita com o Cartão do Metrô, Metropasse (metropolitanos) e Salvador Card (urbanos). O Cartão do Metrô funciona em todas as linhas (urbanas e metropolitanas) que estiverem integradas ao sistema. Já o Metropasse e o Salvador Card poderão ser lidos, além do metrô, somente nos seus respectivos sistemas.
Os cartões Metropasse e Salvador Card devem ser adquiridos nos postos de vendas das respectivas operadoras, a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abemtro) e Integra. Os cartões do CCR Metrô Bahia devem ser adquiridos nas bilheterias das estações do metrô.
O passageiro não pagará nada além do valor da passagem do ônibus para fazer a integração com o sistema metroviário. No sentido ônibus-metrô, o valor total da passagem será debitado no primeiro uso, no acesso ao ônibus metropolitano. No sentido contrário, será descontado R$ 3,30 ao passar o cartão no sistema do metrô e o valor restante (variável de acordo com cada linha) será debitado ao passar o cartão no ônibus metropolitano.
Com informações da Sedur Ba. 02/06/2016 

terça-feira, 5 de abril de 2016

CBTU João Pessoa participa de fórum de mobilidade urbana na capital

Mobilidade

Este fórum tem como objetivo promover a integração entre todos os modais de transportes, identificar pontos críticos e reabrir a discussão em torno de projetos que sanem os maiores problemas de mobilidade da população paraibana.

CBTU

A CBTU João Pessoa, representada pela Gerência de Planejamento e Engenharia, participou na segunda-feira (4), do Fórum de Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de João Pessoa. A Companhia apresentou as potencialidades do sistema ferroviário e as possíveis parcerias entre os poderes públicos e privados, para dinamizar o transporte de passageiros na Grande João Pessoa.
“Abordei as potencialidades da CBTU como transporte intermunicipal de massa, e como as prefeituras e governo estadual podem aproveitas tais potencialidades”, afirmou o economista da CBTU, Carlos Ataíde. Este fórum tem como objetivo promover a integração entre todos os modais de transportes, identificar pontos críticos e reabrir a discussão em torno de projetos que sanem os maiores problemas de mobilidade da população paraibana.
O evento teve a sua abertura nesta segunda-feira, 04, com a seção solene do presidente da Academia Paraibana de Engenharia. Durante toda a manhã houve discussão sobre transporte rodoviário. À tarde, a CBTU apresentou o tema Transporte Ferroviário, e logo após houve apresentações dos temas Transporte Marítimo e as Demandas da Indústria e do Turismo. No dia 5, a discussão se concentrará no transporte urbano com exposições das prefeituras da Região Metropolitana.
As inscrições são feitas no local do evento na sede do Sinduscon. O fórum conta com o apoio do Crea-PB, Mutua, Sinduscon, CBTU, DNIT, DER, Docas, FIEP, PBTUR, Governo do Estado, Prefeituras de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Secretaria de Turismo de João Pessoa.
Informações: (83) 99981-7652 e 98887-4546 ou no e-mail jengl18@gmail.com
Fonte - CBTU  05/04/2016

sábado, 30 de janeiro de 2016

Mobilidade Urbana

Mobilidade 

A solução para mobilidade urbana,passa pela implantação de sistemas de transportes de qualidade e de alta capacidade,integrados a outros diversos modais,além da adoção de um planejamento estratégico urbano para médio e longo prazo em nossas cidades.

Por Mércia Gomes - Portal do Trânsito

A mobilidade urbana, termo empregado para referir–se à trânsito de veículos e pedestres, tem sido muito apresentada como Tema principal nos grandes Congressos e Fóruns de Trânsito, destaca–se que a mobilidade urbana, direciona à condução de transporte individual ou coletivo, sendo mais preciso, em face de carros, motos, ônibus, metrôs, etc.
De acordo com as estatísticas em relação ao número de condutores, e aumento de frotas derradeiramente, o debate sobre mobilidade urbana em relação ao Brasil, tem sido o primeiro e em destaque, haja vista que as grandes Capitais, exemplo São Paulo, tem tido dificuldade em projetar meios para diminuir número de congestionamento diário, circulação de pedestre em aglomeração, e qualidade no meio de transporte público, incluindo ainda aumento de linhas de metrô, o que observamos diversos projetos, prazos de implantação pelas gestões, todavia, dificilmente alcançam a disponibilidade nos projetos em razão do elevado número no congestionamento, aumento de frotas, entre outros.
O maior problema no Brasil referente à mobilidade urbana é em relação ao aumento de uso de veículos individuais em detrimento do uso do transporte coletivo, sendo que para ensejar à utilização do meio coletivo, necessário se faz implantar e inserir transporte com qualidade, disponibilidade em menor tempo/hora para passageiro, aumentar número de pontos e vias exclusivas para trafegar. Ressalta–se que esse assunto deve ser planejado e desenvolvido com estudos para implantação em todas vias necessárias.
Para solucionar a questão da mobilidade urbana, primeiramente deve-se implantar meio de transporte com qualidade, eficiência no trânsito e projetos que estimulam a população ao uso do coletivo, além inclusive da utilização de bicicletas, sendo claro através de implantação de ciclovias e ciclofaixas, assim somando com a diminuição no tempo de deslocamento no coletivo, será alcançado o objetivo comum e saudável para sociedade.
De todo o apresentado, resume- se destacar mais o tema mobilidade urbana e trazer debates que façam alcançar as gestões públicas para regulamentar ações em interesse coletivo, o que trará eficiência nos deslocamentos e meio de transporte para todo condutor e pedestre.
Fonte - Portal do Trânsito  29/01/2016

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mobilidade Urbana é tema de intercâmbio entre Sedur Ba e Prefeitura de Curitiba

Mobilidade

O secretário afirmou que "eles estão interessados [em saber] como implantamos uma PPP e resolvemos um problema, que se arrastava há 13 anos, o Metrô de Salvador. Eles estão com o mesmo problema, há três anos, tentando fazer uma licitação e não conseguem. Iremos ajudá-los a viabilizar uma PPP que torne possível a construção do Metrô de Curitiba. Ao mesmo tempo, nos interessa saber como funciona o sistema de integração na capital paranaense”.

Secom
foto-ilustração/Pregopontocom
Troca de experiências. Este foi o objetivo da reunião, que aconteceu na manhã desta quarta (25), entre o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e o secretário de Planejamento e Administração de Curitiba, Fábio Dória Scatolin, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador
No encontro, o intercâmbio de ideias ocorreu principalmente em torno de dois aspectos prioritários: o modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que o Governo do Estado tem realizado com o metrô de Salvador, e a experiência no modelo de integração de modais implantado pela Prefeitura de Curitiba, referência em mobilidade urbana no Brasil.
Segundo Carlos Martins, "são duas cidades que têm projetos muito significativos de mobilidade. Curitiba tem experiência em planejamento urbano e de integração que data de algum tempo. Ao discutirmos e trocarmos a experiência da PPP do Metrô de Salvador e a integração tarifária de lá, as duas capitais saem ganhando".
O secretário afirmou que "eles estão interessados [em saber] como implantamos uma PPP e resolvemos um problema, que se arrastava há 13 anos, o Metrô de Salvador. Eles estão com o mesmo problema, há três anos, tentando fazer uma licitação e não conseguem. Iremos ajudá-los a viabilizar uma PPP que torne possível a construção do Metrô de Curitiba. Ao mesmo tempo, nos interessa saber como funciona o sistema de integração na capital paranaense”.
Fábio Dória fez boa avaliação do encontro. “Um aspecto importante para nós é que Salvador foi a primeira PPP que recebeu recursos do governo federal e, dessa maneira, tem uma metodologia que está sendo colocada e que nós vamos ter que seguir também. Salvador serve um pouco como farol, o olhar inicial. O que é feito em Salvador pelo Governo da Bahia, nós vamos fazer também. Nosso processo está um pouco atrasado, devemos licitar e começar a obra no ano que vem”.
Também estiveram presentes no encontro a superintendente de Mobilidade da Sedur, Grace Gomes, a diretora de Mobilidade da secretaria, Ana Cláudia Nascimento, e o coordenador de Concessões e Parcerias da Prefeitura de Curitiba, Carlos Augusto Nissel.
Fonte - Secom Ba  25/03/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Santos e São Vicente fecham acordo para integrar a frota municipal e o VLT

Transportes sobre trilhos

De acordo com os procuradores da República que convocaram a reunião, a efetiva integração do VLT com o transporte público dos municípios é fundamental, já que Santos e São Vicente compõem uma das mais importantes regiões metropolitanas do país e que só há sentido na realização da obra se o VLT possibilitar a redução do tráfego do atual transporte coletivo.

G1 
foto - ilustração
As Prefeituras de Santos e São Vicente e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) firmaram compromisso para que o sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT), em construção na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, seja integrado ao transporte coletivo de ambas as cidades. O acordo foi fechado com o Ministério Público Federal em Santos e o Ministério Público estadual durante uma reunião na última segunda-feira (17).
De acordo com os procuradores da República que convocaram a reunião, a efetiva integração do VLT com o transporte público dos municípios é fundamental, já que Santos e São Vicente compõem uma das mais importantes regiões metropolitanas do país e que só há sentido na realização da obra se o VLT possibilitar a redução do tráfego do atual transporte coletivo. Os participantes concordaram também sobre a necessidade de aplicar tarifas próximas aos valores do transporte municipal, preferencialmente, mediante o uso de bilhete único.
Em Santos, a prefeitura está revisando o sistema público, com adaptações para a integração. Já São Vicente realizará uma audiência pública para debater a integração. Segundo representantes da EMTU, uma Parceria Público-Privada (PPP) está em andamento para a junção dos ramais intermunicipais às futuras estações.
Os participantes da reunião se comprometeram a apresentar, em até 30 dias, os elementos que comprovem os traçados integrados propostos. Os documentos devem conter justificativas sobre a população a ser atendida, o custo e a redução de tráfego nas demais vias de transporte.

VLT
O VLT vai ligar os terminais Barreiros (São Vicente), Porto e Valongo (ambos em Santos), em uma extensão de 19 quilômetros. O primeiro trecho, com 15 estações em 11 quilômetros entre Barreiros e Porto, deve entrar em funcionamento já no próximo ano. A previsão é de que o sistema transporte atinja até 80 mil passageiros por dia.
Fonte -  Revista Ferroviária 20/11/2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Adiada mais uma vez a operação comercial do Metrô de Salvador,e sem prazo para começar

Metrô de Salvador

Até quando a prefeitura de Salvador ficara empurrando para frente o inicio da integração intermodal (Metrô ônibus) do sistema de transportes de Salvador prejudicando a população da cidade, para atender a quais interesses???.......

BN
foto - Pregopontocom
A operação comercial do metrô de Salvador, prevista para começar no início deste mês, foi novamente adiada. De acordo com a assessoria do Grupo CCR, concessionária que administra o transporte, a operação assistida e gratuita continuará por tempo indeterminado, até que os governos do Estado e do Município entrem em consenso sobre a tarifa e a integração com os ônibus. Na coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano (Sedur), Manoel Ribeiro, afirmou, em 12 de setembro, que a prefeitura de Salvador não cumpriu com parte importante do contrato, o que inviabilizou o início da operação. A responsabilidade da gestão municipal, de acordo com a secretaria, seria implantar linhas alimentadoras com as estações. Sem tal integração, somente quatro mil pessoas estariam previstas para utilizar o meio de transporte. Para a coluna, o secretário municipal de Transportes (Semut), Fábio Motta, alegou que a integração do sistema requer um acordo entre governo, prefeitura, a operadora do metrô (CCR) e o sindicato das empresas dos ônibus (Setps), o que significaria uma majoração da tarifa.
Fonte - Bahia Notícias  03/11/2014