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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Brasil e Rússia pretendem alcançar intercâmbio comercial de US$10 bilhões

Economia

O acordo que prevê o aumento das trocas comerciais foi assinado pelos presidentes Vladimir Putin e Dilma Rousseff, em Brasília, em julho do ano passado.Vice primeiro-ministro da Rússia, Arkady Dvorkovich afirmou que seu país também quer ampliar a cooperação e o comércio nas áreas em que os russos têm maior competitividade, entre elas as de petróleo, gás e energia nuclear. 

Ana Cristina Campos
Enviada Especial da Agência Brasil/EBC*
Vice-presidente Michel Temer, durante encontro com
 o vice-primeiro ministro da Federação da Russia para
Assuntos Econômicos e Comerciais, Arkady Dvorkovich
Romerio Cunha/Vice-Presidência
O vice-presidente Michel Temer afirmou hoje (15) que o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia deve alcançar, em breve, o patamar de US$ 10 bilhões anuais, apesar de os dois países estarem passando atualmente por “uma certa dificuldade de natureza econômica”. O acordo que prevê o aumento das trocas comerciais foi assinado pelos presidentes Vladimir Putin e Dilma Rousseff, em Brasília, em julho do ano passado.
“Queremos incrementar cada vez mais o comércio, ampliando o mercado de carne e de outros produtos brasileiros”, disse Temer no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia, em Moscou, onde está em viagem oficial.
Vice primeiro-ministro da Rússia, Arkady Dvorkovich afirmou que seu país também quer ampliar a cooperação e o comércio nas áreas em que os russos têm maior competitividade, entre elas as de petróleo, gás e energia nuclear. “Mas temos o que aprender com o Brasil nas tecnologias agrícolas”, ressaltou.
Mais cedo, Temer reuniu-se com a presidente do Conselho da Federação da Rússia (Câmara Alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko. Ela destacou que a corrente de comércio entre Brasil e Rússia, em torno de US$ 6,6 bilhões anuais, não corresponde ao potencial existente.
“Em 2015, houve uma desaceleração no comércio, mas estamos nos esforçando para voltar a aumentar as trocas comerciais. O Brasil é o maior fornecedor de alimentos e produtos agrícolas para o mercado russo. Queremos diversificar a pauta exportadora com produtos de maior valor agregado nas áreas de energia, biotecnologia e cooperação técnico-militar”, acrescentou Valentina.
Ela também fez um apelo para que o Congresso brasileiro acelere a ratificação de tratados assinados entre os dois países, como o acordo assinado em 2004 para evitar a bitributação. “Essa convenção é importante para a área de negócios e investimentos.”
Valentina Matvienko informou que o país tem interesse em aderir ao Programa Ciência sem Fronteiras e está preparado para receber até mil estudantes brasileiros por ano em universidades em Moscou e São Petersburgo.
Amanhã (16), Temer encerra a visita oficial à Rússia presidindo a 7ª Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia, ao lado do primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O encontro termina com assinatura de ato, seguida de declaração à imprensa.
Criada em 1997, a comissão é a mais alta instância de negociação entre os dois países. Nessa reunião, deverão ser tratados temas de cooperação econômico-comercial, energia, defesa, agropecuária, ciência e tecnologia e espacial.
Em seguida, Temer embarca para Varsóvia, na Polônia, onde se reunirá na quinta-feira (17), último dia da viagem, com o presidente polonês, Andrzej Duda, e com a primeira-ministra, Ewa Kopacz. O vice-presidente do Brasil também participará do Foro Empresarial Brasil-Polônia.
* A repórter viajou a convite da Apex-Brasil
Fonte - Agência Brasil  15/09/2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mobilidade Urbana é tema de intercâmbio entre Sedur Ba e Prefeitura de Curitiba

Mobilidade

O secretário afirmou que "eles estão interessados [em saber] como implantamos uma PPP e resolvemos um problema, que se arrastava há 13 anos, o Metrô de Salvador. Eles estão com o mesmo problema, há três anos, tentando fazer uma licitação e não conseguem. Iremos ajudá-los a viabilizar uma PPP que torne possível a construção do Metrô de Curitiba. Ao mesmo tempo, nos interessa saber como funciona o sistema de integração na capital paranaense”.

Secom
foto-ilustração/Pregopontocom
Troca de experiências. Este foi o objetivo da reunião, que aconteceu na manhã desta quarta (25), entre o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e o secretário de Planejamento e Administração de Curitiba, Fábio Dória Scatolin, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador
No encontro, o intercâmbio de ideias ocorreu principalmente em torno de dois aspectos prioritários: o modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que o Governo do Estado tem realizado com o metrô de Salvador, e a experiência no modelo de integração de modais implantado pela Prefeitura de Curitiba, referência em mobilidade urbana no Brasil.
Segundo Carlos Martins, "são duas cidades que têm projetos muito significativos de mobilidade. Curitiba tem experiência em planejamento urbano e de integração que data de algum tempo. Ao discutirmos e trocarmos a experiência da PPP do Metrô de Salvador e a integração tarifária de lá, as duas capitais saem ganhando".
O secretário afirmou que "eles estão interessados [em saber] como implantamos uma PPP e resolvemos um problema, que se arrastava há 13 anos, o Metrô de Salvador. Eles estão com o mesmo problema, há três anos, tentando fazer uma licitação e não conseguem. Iremos ajudá-los a viabilizar uma PPP que torne possível a construção do Metrô de Curitiba. Ao mesmo tempo, nos interessa saber como funciona o sistema de integração na capital paranaense”.
Fábio Dória fez boa avaliação do encontro. “Um aspecto importante para nós é que Salvador foi a primeira PPP que recebeu recursos do governo federal e, dessa maneira, tem uma metodologia que está sendo colocada e que nós vamos ter que seguir também. Salvador serve um pouco como farol, o olhar inicial. O que é feito em Salvador pelo Governo da Bahia, nós vamos fazer também. Nosso processo está um pouco atrasado, devemos licitar e começar a obra no ano que vem”.
Também estiveram presentes no encontro a superintendente de Mobilidade da Sedur, Grace Gomes, a diretora de Mobilidade da secretaria, Ana Cláudia Nascimento, e o coordenador de Concessões e Parcerias da Prefeitura de Curitiba, Carlos Augusto Nissel.
Fonte - Secom Ba  25/03/2015

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Brasil e China firmam acordos nas áreas de energia e aviação civil

Internacional

Dilma e Xi Jinping assinaram ainda memorando de entendimento para cooperação e intercâmbio de dados de observação da terra e acordo para promoção de investimento de cooperação industrial e de tecnologia da informação. 

Ana Cristina Campos e Ivan Richard 
Repórteres da Agência Brasil 
A presidente Dilma Rousseff recebe o presidente
da China, Xi Jinping. O encontro ocorre um dia depois
do enceramento da 6ª Cúpula do Brics
Wilson Dias/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff e o presidente da China, Xi Jinping, assinaram hoje (17) cerca de 30 atos em áreas como aviação civil, energia, sistema financeiro, infraestrutura, educação, mineração, tecnologia, resseguros, construção e agricultura. Um dos acordos prevê a compra de 60 aeronaves da Embraer pela China.
Dilma e Xi Jinping assinaram ainda memorando de entendimento para cooperação e intercâmbio de dados de observação da terra e acordo para promoção de investimento de cooperação industrial e de tecnologia da informação. Para aprimorar o Sistema de Proteção da Amazônia, os dois países assinaram protocolo na área de tecnologia da informação e sensoriamento remoto.
Na área consular, Brasil e China firmaram acordo para facilitar a emissão de visto de negócios para cidadãos dos dois países. Pelo acordo, o visto terá três anos de validade e permite a permanência no país por até 180 dias.
Em educação, brasileiros e chineses firmaram entendimento para incentivar a difusão do mandarim no Brasil em universidades federais e cursos online. Também foi firmado acordo para oferta de estágio na China para estudantes do Programa Ciência sem Fronteiras.
No setor energético, foi assinado acordo de cooperação estratégica entre Eletrobras, Furnas e as empresas chinesas China Three Gorges Corporation e CWEI Participações para incremento de cooperação na construção da Hidrelétrica do Rio Tapajós.
De acordo com o Palácio do Planalto, Dilma e Jinping assinaram acordo pra promoção de investimento e cooperação industrial. O instrumento visa à interação de empresas e instituições financeiras dos dois países nas áreas de energia, mineração, infraestrutura, indústria e agricultura. Prevê também uma reunião anual com representantes do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Em infraestrutura, também foi assinado memorando de entendimento sobre cooperação para elaboração de projetos ferroviários.
Depois de encontro no Palácio do Planalto, Dilma e Jinping encontram-se com empresários dos dois países, no Palácio Itamaraty, no encerramento da reunião do Conselho Empresarial Brasil-China.
À tarde, também no Itamaraty, ocorre a reunião de cúpula Brasil-China-Quarteto da Celac-Países da América do Sul-México. O quarteto da Comunidade dos Estados Latinos-Americanos e Caribenhos (Celac) é formado por Chile, Antígua Barbuda, Cuba e Costa Rica.
À noite, os presidentes participam de um evento que comemora os 40 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Ontem, Dilma e Jinping participaram com 14 chefes de Estado do segundo dia de reuniões da 6ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que teve a participação dos presidentes da América do Sul.
Fonte - Agência Brasil  17/07/2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Alaf inaugura sede no Brasil para fortalecer sistema ferroviário da América Latina

Ferrovias

A Alaf conta com empresas e entidades associadas da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O principal objetivo das instituições é ampliar o intercâmbio de experiências e informações sobre o transporte ferroviário na América Latina, além de discutir formas de resolver os gargalos e problemas que afetam o sistema sobre trilhos nos países latino-americanos.


CNT
foto - ilustração
O transporte sobre trilhos realizado no Brasil e em toda a América Latina está mais integrado desde a última sexta-feira (14). A Associação Latino-americana de Ferrocarriles (Alaf) inaugurou, na sede da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em Brasília, o seu escritório em solo brasileiro. O evento é considerado um marco muito importante para as duas entidades.
A Alaf conta com empresas e entidades associadas da Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O principal objetivo das instituições é ampliar o intercâmbio de experiências e informações sobre o transporte ferroviário na América Latina, além de discutir formas de resolver os gargalos e problemas que afetam o sistema sobre trilhos nos países latino-americanos.
Para o presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, a parceria com a Alaf representa um avanço dentro do planejamento estratégico da ANTF. “O Brasil é um país grande, globalizado, desenvolvido. Se queremos melhorar a nossa infraestrutura, temos que buscar referências e integração entre os governos em prol do sistema como um todo”, afirmou.
O presidente da Alaf, José Villafañe, destacou que os governos da América Latina, inclusive o brasileiro, estão tomando consciência da importância da recuperação do sistema ferroviário para o desenvolvimento do transporte. “A integração com o Brasil é uma conquista muito significativa para a entidade, um sonho que pensávamos ser impossível de se realizar”, disse à Agência CNT de Notícias.
O representante da Alaf no Brasil será o executivo Jean Pejo. Segundo ele, os recentes anúncios de que o governo brasileiro pretende investir em ferrovias vai ao encontro da realidade latinoamericana. “Vivemos um momento muito parecido no que diz respeito à questão da infraestrutura. Nosso escritório terá a missão de fazer um intercâmbio de ideias e troca de tecnologias”, contou Pejo.
Também participaram da inauguração o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, e representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Valec e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Fonte - Abifer  19/02/2014

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cuba investe no turista brasileiro

Foto - ilustração
Por Jaime Sautchuk e José Reinaldo Carvalho, de Cuba, no sítio Vermelho:

Atrair o turista brasileiro. Este é o mote da Feira Internacional de Turismo(FIT) aberta nesta terça-feira (7) em Varadero, Cuba, com a presença de representantes de 53 países. O Brasil participa do evento com uma grande delegação, chefiada pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira.
O ministro brasileiro falou logo na abertura do evento, juntamente com seu colega de Cuba, Manuel Marrero Cruz e o diretor da Organização Mundial do Turismo(OMT), Carlos Vogeler. Os três ressaltaram a crescente importância do turismo no mundo de hoje, especialmente para países que, como Cuba, dependem bastante dessa atividade econômica.
O ministro local, Manuel Cruz anunciou a abertura de um escritório da Empresa Cubana de Turismo no Brasil, em junho deste ano. Ao mesmo tempo, vai ocorrer a retomada dos voos da Cubana de Aviação, inicialmente na rota São Paulo-Havana. O objetivo é facilitar e baratear o acesso do turista brasileiro àquele país.
A delegação brasileira ao FIT-2013 tem a participação de mais de 70 empresários do setor, a maioria donos de agências de viagens e de hotéis, além de representantes de governos estaduais e municipais e perto de 40 jornalistas de várias partes do país.
A secretária estadual de Turismo do Rio Grande do Sul, Abigail Pereira, por exemplo, disse que, para o seu estado, é importante marcar presença em oportunidade como esta. “É uma chance que temos de mostrarmos nossa diversidade para o resto do mundo”, disse ela.
Já o empresário Antônio Salani, diretor do Sindicato de Bares, Hotéis e Similares de São Paulo, acredita que Cuba tem muito a mostrar aos brasileiros. “O Brasil dá um grande passo, pois Cuba tem laços históricos conosco e desfruta de admiração dos brasileiros, pois nos mostra uma maneira diferente de se viver”, argumenta.
O jornalista Francisco das Chagas Leite Filho, do portal Café na Política, de Brasília, acredita que a aproximação com Cuba no campo do turismo tem uma dimensão bem maior. Segundo ele, isso “faz parte do processo de integração latino-americana, da vontade de nossos povos se conhecerem melhor”.
Em verdade, as relações comerciais Brasil-Cuba têm crescido bastante nos últimos anos. Para o Brasil, a indústria farmacêutica cubana é importante parceira da área de medicamentos. Uma empresa brasileira acaba de selar um acordo com os produtores cubanos para a fabricação conjunta de vacinas para dengue e malária, cuja tecnologia eles dominam.
Dados apresentados pelo ministro Gastão Vieira dão conta de que as exportações brasileiras para Cuba superaram meio bilhão de dólares no ano passado, mas tendem a aumentar rapidamente. Dois flancos abertos para esse avanço são os da construção civil e de transportes públicos.
No setor de turismo, o representante da OMT apresentou informações sobre profundas mudanças nas relações mundiais. A começar pelo fato de que, em 2012, a China superou os Estados Unidos como principal origem dos turistas que viajam pelo mundo. E, por outro lado, a Europa Ocidental vem perdendo terreno como principal polo de atração de viajantes.
Cuba aposta nessas mudanças. E acredita que pode atrair a classe média brasileira, competindo até mesmo com o turismo interno no Brasil. Para isso, joga com o fator custo. Ou seja, fica bem mais barato para um turista de São Paulo, por exemplo, passar férias em praias cubanas do que nas do nordeste brasileiro.
Uma jornalista brasileira que cobre o evento comprova esse fato com experiência própria. Ao comemorar os dez anos de casamento, no final do ano passado, ela e seu marido fizeram orçamentos para irem de Brasília a Fortaleza (CE) ou a Cuba. E passaram sete dias em Cuba pela metade do valor que custaria a viagem ao Ceará.
O turismo tem hoje um peso de mais de 20% na composição do Produto Interno Bruto(PIB) de Cuba. Para efeito de comparação, em 2012, o setor teve peso de 3,7% no PIB brasileiro. Mas o Brasil não está satisfeito com isso, pois seu potencial é muito maior. Na Itália, que tem economia de dimensões parecidas, essa cifra é de 15%.
O ministro Vieira lembrou em sua fala que o Plano Nacional de Turismo, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff, tem metas bem mais ousadas. “Pretendemos ser a terceira maior economia turística do mundo em 2022”, afirmou ele. Mas ressaltou, parodiando o compositor Milton Nascimento, que “o avião que leva gente é o mesmo que traz”.
Fonte - Blog do Miro 08/05/2013