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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A mobilidade no Sudeste do País

Mobilidade  🚌 🚄  🚇

De acordo com a pesquisa "Como o brasileiro entende o transporte urbano", encomendada pela 99 à IPSOS, 41% dos brasileiros acham difícil ou muito difícil se locomover pelas cidades. No entanto, após 5 anos desde o início da entrada dos aplicativos de transporte no Brasil, esse meio de locomoção já integra a rotina de milhares de moradores da região Sudeste, que costumam combinar o app com outros modos para acessar as cidades. Em média, essas pessoas utilizam três ou mais meios de transporte para locomoção diária.

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
A mobilidade urbana nas grandes cidades é um desafio diário para moradores da região Sudeste. Em São Paulo, apenas 25% da população tem acesso a pé a uma estação de transporte ferroviário a um quilômetro de casa. No Rio de Janeiro, essa taxa é de 47%.
De acordo com a pesquisa "Como o brasileiro entende o transporte urbano", encomendada pela 99 à IPSOS, 41% dos brasileiros acham difícil ou muito difícil se locomover pelas cidades. No entanto, após 5 anos desde o início da entrada dos aplicativos de transporte no Brasil, esse meio de locomoção já integra a rotina de milhares de moradores da região Sudeste, que costumam combinar o app com outros modos para acessar as cidades. Em média, essas pessoas utilizam três ou mais meios de transporte para locomoção diária.
Para a 99, empresa de tecnologia que integra a global Didi Chuxing, a complementaridade do transporte público já é uma alternativa viável para a primeira e última milha - ou seja, o primeiro ou último quilômetro realizado no deslocamento cotidiano. Segundo levantamento realizado pela empresa no último ano, 13% das corridas em São Paulo têm origem ou destino em estações de metrô e trem e terminais de ônibus. No Rio, esse número chega a 24% com origem ou destino em estações de metrô, trem, BRT e balsa e terminais de ônibus.
Essa tendência de que usuários de aplicativo sejam multimodais pode ser comprovada pela pesquisa Origem e Destino do Metrô, divulgada recentemente. O estudo constatou que o usuário de app chega a utilizar 7,5 vezes mais transporte público coletivo do que condutores de moto e carro, por exemplo.

Acesso da periferia ao centro da cidade
Vale ressaltar ainda que, de acordo com estudos da 99, 65% das viagens partem ou se dirigem aos bairros que estão fora do centro expandido,, o que significa dizer que o serviço tem sido democratizado e já é acessível à grande parte da população.
Essa tendência de maior acesso das periferias aos grandes centros por meio de aplicativo pode ser sustentada pela pesquisa "Como o brasileiro entende o transporte urbano", realizada pela Ipsos em parceria com a 99. Segundo o estudo, carros por aplicativo utilizados em curtas distâncias lideram o ranking de chamadas nas capitais com 13%, seguido pela combinação de aplicativo com ônibus municipal (10%).
"A 99 tem uma preocupação legítima com a população que mora nas regiões metropolitanas e nas periferias e têm menos acesso ao que a cidade pode oferecer. Democratizar o serviço por aplicativo e atuar positivamente na mobilidade dessas pessoas sem pesar no orçamento traz como resultado final mais qualidade de vida. O aplicativo é uma solução que, integrada a outros modais, pode ajudar na construção de cidades mais sustentáveis e inteligentes, proporcionando economia, rapidez e melhoria de vida à população", ressalta a diretora de Relações Públicas da 99, Pâmela Vaiano.
Para chamadas que têm como origem ou destino as regiões periféricas das cidades, a 99 oferece redução média de 15% no valor das corridas.
Fonte - Portogente  29/11/2019

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Viver sem carro

Mobilidade/Sustentabilidade  🚲  🏃

Para o presidente da Divisão América Latina da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Jurandir Fernandes, que participou, recentemente, do Congresso Mundial de Transporte Público 2019, em Estocolmo (Suécia), "de 10 anos para cá, os cidadãos retomaram a mobilidade antiga, com uso de bicicletas, o andar a pé, isso tudo é revolução de comportamento. Estamos vivendo um momento muito bom para a mobilidade urbana, ela está no centro dos debates políticos, então temos que aproveitar e colocar à mesa a pauta da mobilidade como serviço”.

Portogente
divulgação/Portogente
Evento mundial de transporte, realizado em junho último, considera importantes mudanças na mobilidade das cidades, retirando a "supremacia" dos carros em detrimento de outros meios, como bicicleta, andar a pé e transporte público ou compartilhado.
Para o presidente da Divisão América Latina da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Jurandir Fernandes, que participou, recentemente, do Congresso Mundial de Transporte Público 2019, em Estocolmo (Suécia), "de 10 anos para cá, os cidadãos retomaram a mobilidade antiga, com uso de bicicletas, o andar a pé, isso tudo é revolução de comportamento. Estamos vivendo um momento muito bom para a mobilidade urbana, ela está no centro dos debates políticos, então temos que aproveitar e colocar à mesa a pauta da mobilidade como serviço”.
Segundo ele, a novidade que está cada vez mais clara nos últimos anos é, na realidade, uma grande mudança de comportamento. O carro deixou de ser um objeto de desejo. As pessoas estão deixando de lado a vontade de possuir para poder compartilhar. "Assim, a mobilidade deixa de ser algo ligado à posse para tornar-se um serviço. É a chamada Mobility as a Service (MaaS), que significa, literalmente, mobilidade como um serviço."
Para ele, essa deve ser a grande bandeira das cidades. "Sabemos que uma cidade do futuro, saudável, eficiente e com qualidade de vida é aquela em que podemos viver sem carro." Ele prossegue: "Você não precisa ter um automóvel, e nem mesmo uma bicicleta. A economia do compartilhamento e a digitalização são as duas grandes ferramentas da mobilidade urbana atual."
Fonte - Portogente  03/09/2019

sábado, 1 de dezembro de 2018

MOBILIDADE - Grandes polos geradores de demandas

Mobilidade 🚌  🚇  🚗  🚲  👫

Os grandes polos geradores de demandas(Shoppings,centros financeiros,centros médicos e comerciais além de locais de grandes eventos,estádios de futebol e outros existentes) que se beneficiam com a entrega e o recolhimento na porta de passageiros que se destinam a esses locais,onde consomem produtos e serviços,podem contribuir com parte do financiamento para a tarifa,pois são beneficiários diretos do transporte público.

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos


Aumentar a infraestrutura criando mais viadutos elevados e faixas de rolamento para o transporte individual,vai na contra mão do novo conceito de Mobilidade Urbana Sustentável, onde se busca reduzir a quantidade de veículos em circulação nos grandes centros urbanos,diminuindo prioritariamente os congestionamentos no trânsito e a poluição ambiental,tornando o ambiente urbano mais amigável para a população das cidades.Quanto mais espaços forem criados mais veículos apareceram para ocupa-los.A retirada de uma das faixas nas vias urbanas do transporte individual para ser usada exclusivamente pelo transporte público,prioritário para a maior parcela da população,  com a adoção dos sistemas BRS ou BHLS,alem de contribuir para a redução do numero de veículos em circulação nas vias públicas melhora a fluidez do transporte público,aumenta a sua velocidade média, a sua capacidade de transporte e diminui  o tempo de viagem, beneficiando dessa forma os usuários do transporte público.Em Salvador (BA),estima-se que atualmente cerca de 40% da população da cidade anda a pé,18% no transporte individual e 42% no transporte público.Para atrair uma parcela dos usuários do transporte individual para o transporte público e diminuir consideravelmente o percentual dos viajantes a pé incluindo-os no sistema,é necessário investir sobretudo na melhoria da qualidade do transporte,com a renovação e modernização da atual frota de ônibus,com a inclusão de veículos climatizados equipados com suspensão pneumática,03 portas largas e poltronas confortáveis,sistemas eletrônico de informação,motorização traseira ou central,piso baixo,gerenciamento de frota em tempo real,tornando a operação do sistema mais segura,confortável,ágil e racional.O custo da tarifa que pesa principalmente no bolso da classe trabalhadora é um outro problema que merece muita atenção.Por conta disso,estudos devem ser realizados para obtenção de fontes de financiamento para redução da tarifa,cujo o valor afugenta boa parte da população que não tem com arcar com o atual custo,e se afastam do transporte público transformando-se em viajantes a pé.Os grandes polos geradores de demandas(Shoppings,centros financeiros,centros médicos e comerciais além de locais de grandes eventos,estádios de futebol e outros existentes) que se beneficiam com a entrega e o recolhimento na porta de passageiros que se destinam a esses locais,onde consomem produtos e serviços,podem contribuir com parte do financiamento para a tarifa,pois são beneficiários diretos do transporte público.A contribuição que seria parte de um conjunto de soluções, poderia ser a cobrança de uma taxa municipal(não é imposto) sobre a tarifa cobrada pelas vagas ocupadas pelos veículos dos clientes  nos estacionamentos privados existentes nos polos geradores de demandas,além de outros estacionamentos privados e públicos tarifados existentes na cidade, para financiar a tarifa dos sistemas de transportes público possibilitando uma provável redução da mesma.Desta forma além dos grandes polos geradores de demandas,o transporte individual estaria também de maneira indireta contribuindo para o financiamento da tarifa do transporte público,proporcionando desse modo um considerável aumento no  numero de passageiros transportados,diminuindo os custos operacionais e o percentual de viajantes a pé, além de proporcionar a migração de usuários do transporte individual para o sistema público de transportes.A redução do numero de veículos no transporte individual nos grandes centros urbanos, e a atração de um maior numero de usuários para o transporte público,passa pela melhoria da qualidade do sistema,sendo ele totalmente integrado,com bilhete único temporal,e um sistema de operação racional que transporte os usuários com rapidez,conforto e segurança.
Pregopontocom/Salvador Sobre Trilhos  01/12/2018

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Metrô,a novidade e o futuro da Mobilidade já presentes em Salvador

Transportes sobre trilhos

A integração física e tarifária,embora ainda que não funcione em sua plenitude,elevou de 25 mil pasgs/dia para 45 mil o numero de passageiros/dia transportados atualmente pelos trens do Metrô na linha 1.As estações da Lapa e de Pirajá,as duas maiores que interligam os dois sistemas,foram as principais responsáveis por essa grande mudança.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Após um mês de iniciada,a integração intermodal Metrô/Ônibus em Salvador,houve uma mudança radical na dinâmica de deslocamentos dos usuários da linha 1 do Metrô de Salvador e usuários das linhas do sistema de transportes por ônibus a ele integrados.As estações da Lapa e de Pirajá,as duas maiores que interligam os dois sistemas,foram as principais responsáveis por essa grande mudança.
A integração física e tarifária,embora ainda que não funcione em sua plenitude,elevou de 25 mil pasgs/dia para 45 mil o numero de passageiros/dia transportados atualmente pelos trens do Metrô na linha 1.
Atualmente a linha 1 do sistema metroviário tem capacidade para transportar até 200 mil-Passgs/dia e com a conclusão da linha 2 o atendimento a demanda poderá chegar aos 600 mil-pasgs/.dia

foto - ilustração/arquivo
A integração física e tarifária entre os dois sistemas,Metrô/Ônibus,(alem de outras opções como bicicletas e viagens a pé) permite aos usuários uma viagem mais rápida e segura,mais confortável,mais curta e mais barata.
Embora os ônibus tenham a tarifa compartilhada com o metrô (dividida),a integração tende a permitir um menor custo operacional ao sistema de transportes por ônibus,com a diminuição do trajeto percorrido,e a consequente diminuição do numero de ônibus para cobrir um percurso muito menor,porém com um maior numero de viagens,interligando as estações do Metrô aos bairros lindeiros,pois note-se que o numero de passageiros transportados continuará sendo o mesmo que anteriormente utilizavam apenas os serviços de ônibus,e agora com amplas possibilidades da adesão de novos usuários ao sistema integrado.Tome-se por exemplo: um ônibus que faria o trajeto Lapa/Cajazeiras,quanto tempo ele perderia nesse deslocamento com paradas em pontos ao longo do trajeto e possíveis atrasos devidos a eventuais travamentos no trânsito,além do elevado consumo de combustível e da poluição gerada pelo mesmo?....e com uma redução substancial do trajeto,quanto tempo levara agora apenas para cobrir o percurso entre a estação Pirajá e o bairro de Cajazeiras?...Embora esse tema não seja abordado de maneira clara por "gestores" e,principalmente pelos operadores do transportes por ônibus,não há como contestar a lógica,se existem perdas numa ponta,no outro lado,haverá muitas outras compensações.

foto - ilustração/arquivo
A acessibilidade mais amiga nos trens e nas estações do metrô e também nas novas estações de transbordo e integração,facilita bastante o acesso dos usuários ao sistema com mais segurança e rapidez,o mesmo deveria ocorrer com o sistema de ônibus de Salvador,ainda muito arcaico,com a implantação de uma frota renovada,mais moderna,mais confortável e mais acessível,com veículos pelo menos equipados com piso baixo,suspensão pneumática e propulsores traseiros.
A integração intermodal (física e tarifária),e o bilhete único por tempo de permanência no sistema é um dos pontos altos da nova diretriz para uma solução equilibrada,moderna e adequada a mobilidade urbana trazendo benefícios sobre vários aspectos para as cidades e a sua população tais como: diminuição no tempo de deslocamentos,diversificação na escolha dos trajetos pelos usuários,diminuição da poluição,aumento na qualidade de vida da população,aumento do numero de usuários do transporte público,diminuição do uso do transporte individual,diminuição dos índices de doenças causadas pelos altos níveis de poluição,e um sistema rápido acessível confortável e menos custoso.
Planejamento urbano,sustentabilidade,projetos para médio e longo prazo,e sempre voltados única e exclusivamente para o interesse da população e das cidades,é o caminho.
O sistema Metroviário de Salvador já da mostras evidentes da revolução que causara na mobilidade de Salvador,e que se ampliará com a conclusão da linha 2 (Metropolitana) e a extensão da linha 1 até Águas Claras.Nem os que torceram contra o Metrô,ou os que eventualmente ainda continuam torcendo,resistirão a essa realidade e as seus encantos,e a população de Salvador já entendeu muito bem e assimilou isso.
Saravá pro Metrô,saravá Salvador.
Pregopontocom 12/08/2016

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Mobilidade urbana x desenvolvimento

Mobilidade 

Um plano de mobilidade urbana exige muito mais do que apenas transportar pessoas. Nesse plano, deve-se incluir o desenvolvimento em série, seja de economia, infraestrutura, meio ambiente, saúde e segurança de cada bairro.

Por Junior Macagnam* - Mídia News
foto - ilustração
Muito se discute sobre a mobilidade urbana em nossa capital, que assim como vários outros problemas deixam a desejar. Frota insuficiente, veículos antigos, sem condicionamento de ar, ausência ou desgaste de profissionais.
Isso sem falar dos pontos de ônibus precários, quando existem. Falta de cobertura para suportar os famosos 40ºC, outros sem iluminação, assentos e qualquer proteção.
Um plano de mobilidade urbana exige muito mais do que apenas transportar pessoas. Nesse plano, deve-se incluir o desenvolvimento em série, seja de economia, infraestrutura, meio ambiente, saúde e segurança de cada bairro.
Assim as pessoas precisariam se transportar cada vez menos para ter acesso a educação, lazer e trabalho. As cidades crescem constantemente e investir na melhoria de cada região seguindo suas necessidades é essencial.
O objetivo é melhorar e facilitar a vida de cada cidadão. A ideia é desenvolver a cidade e não apenas transportar pessoas
Sendo assim, os bairros deixariam de ser apenas fluxo dessas pessoas, que tendem a se esgotar mais rápido com o desgaste diário.
Entender a necessidade de cada local e conhecer o perfil das pessoas que ali habitam seria um importante passo para se iniciar essa melhoria, seja na criação de escolas, universidades, postos de saúde, equipamentos culturais e recreação.
Essa ação estimularia a economia local fazendo com que as pessoas dependessem cada vez menos do transporte público, consequentemente causaria um equilíbrio entre a demanda.
Se tratando apenas de transporte, com ele são importantíssimos corredores de ônibus, VLT e ciclo faixas, que também tenham acesso no eixo estação – bairro. Os investimentos devem ser bem utilizados para que haja resultado.
O objetivo é melhorar e facilitar a vida de cada cidadão. A ideia é desenvolver a cidade e não apenas transportar pessoas.
*Junior Macagnam é empresário em Cuiabá.
Fonte - ANPTrilhos 04/12/2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

População esta perdendo mais tempo no trânsito

Mobilidade

Pesquisa mostra que quase metade da população (46%) utiliza "ônibus" ou se desloca a pé para o trabalho ou para a escola. Desde 2011 piorou a avaliação das pessoas sobre o transporte público.As pessoas que andam de ônibus são as que passam mais tempo em seus deslocamentos diários.

Por Mariana Flores
Da Agência CNI de Notícias
foto - ilustração/Transoeste Rio
Um número cada vez maior de brasileiros está passando muito tempo no trânsito. Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.002 pessoas em 142 municípios mostra que, em 2011, ano da primeira pesquisa, 26% da população passavam mais de uma hora no trânsito em seus deslocamentos para as atividades rotineiras, como trabalho e estudo. O volume saltou para 31% na pesquisa atual. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, o número de pessoas que perdem pelo menos uma hora de seus dias no trânsito é ainda maior – 39% passam mais de uma hora. Desses, 12% ficam entre duas e três horas, e 4% ficam mais de três horas.
O trânsito afeta a produtividade do trabalhador, e, consequentemente, a competitividade da indústria e do país, como explica o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “O principal efeito é o atraso, tanto dos trabalhadores, quanto do fluxo de bens. Além disso, os trabalhadores chegam cansados, o que eleva o estresse e reduz a qualidade de vida. Tudo isso tem impacto na produtividade do trabalhador, afetando a produção da indústria”, afirma.
foto - ilustração
As pessoas que andam de ônibus são as que passam mais tempo em seus deslocamentos diários. Metade dos que utilizam prioritariamente o transporte público passa mais de uma hora no trânsito. O percentual cai para 42% no caso dos que andam de ônibus ou vans fretados, 24% para os que andam de carro próprio, 19% para quem anda de bicicleta, 18% para os que utilizam mais a moto e 14% para quem vai a pé.
A locomoção a pé ou em transporte público é a mais frequente - 46% das pessoas. Um total de 24% dos entrevistados utilizam o ônibus público e 22% vão a pé. Em seguida, aparecem os veículos próprios (19%), as motocicletas (10%), as vans/ônibus fretados (9%) e as bicicletas (7%). A escolha do meio de transporte varia de acordo com a renda. Quase metade das pessoas da faixa mais elevada - mais de cinco salários mínimos - utiliza os veículos próprios para se locomover. No outro extremo, estão os que recebem menos de um salário mínimo - apenas 3% vão de carro para o trabalho. A parcela da renda mais baixa se locomove mais a pé (39%). Deles, 20% utilizam os ônibus.

CNI
CAI AVALIAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO - Aumentou a quantidade de brasileiros que consideram o transporte público ruim ou péssimo. Em 2011, eram 28% do total. Na pesquisa atual, passou para 36%. Mais da metade dos moradores das regiões Norte e Centro-Oeste (51%) classificaram como ruim ou péssimo. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (36%), Nordeste (34%) e Sul (28%). A piora na avaliação ocorreu principalmente no Sudeste. O número dos que consideram o transporte público como bom ou ótimo caiu de 41% para 21%.
De acordo com os entrevistados, os problemas de capilaridade e frequência são os que mais os desanimam para utilizar mais vezes o transporte público - 26% apontaram como principal motivo. Em seguida apontam a lentidão (24%), o preço (10%) e o fato de serem desconfortáveis (8%).
Fonte -  Agência CNI de Notícias  14/10/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom
Como podemos observar a pesquisa considera e trata apenas dos vários modais sobre pneus,do transporte individual ao coletivo,nenhuma referência aos sistemas de transportes sobre trilhos.Esse é o grande questionamento que muito de nos temos feito ao longo do tempo,"quando será que acabará a excessiva primazia dada aos sistemas de transportes sobre pneus"?.....todos eles.......

sábado, 8 de agosto de 2015

Dia 8 é o Dia do Pedestre. E não há nada a comemorar

Mobilidade

Calçadas continuam esburacadas e os seres caminhantes continuam a ser tratados como gado. Pedestre, quem faz 40% do total das viagens/dia pelas ruas

Meli Malatesta*
Mobilize Brasil 
créditos - Marcos Santos/ USP Imagens
Dia 8 de agosto foi definido para ser o DIA DO PEDESTRE, muito embora como aconteça com as mães, todo dia é dia de ser pedestre. Segundo consta, a data surgiu em função da famosa foto dos Beatles atravessando uma faixa de pedestres para ser capa de um de seus mitológicos LPs. Também poderia ser outra data, como por exemplo, o dia em que o genial Adoniran Barbosa compôs ou gravou a belíssima Iracema, a melhor crônica já feita de um atropelamento paulistano ...
Mas melhor do que chamar a atenção para o atropelamento, o acidente que mais fataliza a população brasileira, vale a pena destacar o PEDESTRE como aquele cara que fica com o “fim da festa” ao se dividir o espaço público e o tempo de direito de uso destes espaços nas nossas cidades . Mesmo assim é um corajoso, campeão de presença, já que as viagens cotidianas feitas exclusivamente a pé correspondem quase à metade (40%) do total das viagens diárias feitas em ambientes urbanos precários, que submetem seus heróis ao estresse e ao medo.
Assim ainda não há ainda o que comemorar, mas sim chamar a atenção de toda a sociedade para a importância da mais primordial e importante forma de deslocamento e assim cobrar, de si mesma e do poder público, posturas e obrigações que permitam proporcionar à Mobilidade a Pé seu real desempenho com dignidade, eficiência e harmonia necessárias à vida urbana com qualidade.
*Meli Malatesta - Doutora e ativista
Fonte - Mobilize  07/08/2015

sábado, 2 de agosto de 2014

Brasileiro anda cada vez menos de ônibus

Mobilidade

Queda na utilização se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados....   - Por que razão e motivos???????!!!!

Ultima Hora
FOTO: NATINHO RODRIGUES
Apesar de criticar falta de investimentos públicos,
associação avalia que avanços, como os BRTs,
 já começam a apresentar resultados
Brasília. Balanço divulgado ontem pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) contabiliza que, em 2013, 175 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus nas nove capitais mais populosas do País (Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo). Ou seja: 560 mil passagens deixaram de ser vendidas a cada dia, na comparação com o ano anterior.
Isso corresponde a uma redução de 1,4% no número de passageiros transportados, entre 2012 e 2013. Esse percentual sobe para 30% se o recorte for entre 1995 e 2013. De acordo com a NTU, essa queda se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.
Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus - e na consequente migração das pessoas para os automóveis. "É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público", garante. A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações.
"Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional", disse ele.

Velocidade média cai
O resultado dessa falta de políticas públicas para o setor, acrescenta o presidente da NTU, "é a queda da velocidade operacional, o aumento do custo dos insumos e a competição com transporte individual. Nesse cenário, a velocidade média das viagens caiu em 50% nos últimos dez anos, passando de 25 quilômetros por hora (km/h) para 12 km/h", completou. Segundo o diretor administrativo da NTU, "as pessoas colocam o empresário como vilão por tentar aumentar a tarifa". Mas, de acordo com ele, o aumento de tarifa serve para "manter o mesmo nível do transporte público". Segundo Cunha, as empresas fazem o que podem na gestão interna. "O que acontece é que a crise está muito mais motivada pela falta de políticas públicas", criticou.
Apesar da crítica, a diretoria da NTU avalia que os recentes investimentos em infraestrutura para mobilidade começam a apresentar resultados. "Os corredores (exclusivos para transporte público) recentes darão melhorias significativas ao transporte. A partir de 2016 veremos resultados muito significativos".
Fonte - Diário do Nordeste 02/08/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

""Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus - e na consequente migração das pessoas para os automóveis. "É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público", garante. A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações.""

Pregopontocom - No mínimo a explicação desse SR. é uma justificativa totalmente falsa e tendenciosa,quando inverte a lógica verdadeira e subverte ordem natural do problema, ou seja na verdade atua como autêntico lobista.Afirmar que a queda da qualidade do (péssimo) transporte por ônibus e o resultado da queda da demanda de passageiros só pode estar fazendo uma piada de muito mau gosto ou desprezando totalmente a inteligência dos demais.Não Sr....não é nada disso....a queda na demanda de passageiros no transporte por ônibus dar-se em função justamente por razões contrarias a tudo que o Sr. afirma.Os passageiros se afastam na medida em que esse sistema se deteriora na qualidade do serviço prestado,em razão do preço cobrado por ele (a tarifa),na qualidade do equipamento usado bem como a falta de vontade dos donos de ônibus em investir na modernização da atual frota em circulação com novas tecnologias já disponíveis,a exemplo de ônibus com piso baixo,câmbio eletrônico automático,suspensão pneumática,propulsores traseiros ou centrais e até ar refrigerado ou ventilação forçada.Investir em tecnologia de bordo com sistemas de monitoramento e informação para os passageiros,implantar o uso do bilhete único (integrado com todos os modais) por tempo de permanência no sistema (por hora) com a inclusão de bilhetes eletrônicos avulso além dos cartões mensais,e a integração física e tarifária com todo o sistema existente.Em vez disso insistem, com algumas exceções, em continuar utilizando ônibus montados em plataformas de caminhão,com motores dianteiros,duros,barulhentos, desconfortáveis e com difícil acessibilidade pára todos os usuários.Além disso o fato da grande maioria dos ônibus serem mecânicos e não automáticos,tornam a jornada dos seus condutores mais dolorosa e extremamente exaustiva.Investir em capacitação profissional é obrigação única e exclusiva dos "empresários" do setor que se utilizam da mão de obra,pois são empresas privadas e não públicas.
Quanto aos custos das empresas,eles são fixos e não variam em função do numero de passageiros transportados a exemplo das empresas aéreas,que com tarifas mais baratas atraem mais passageiros que ocupam os assentos vazios.E muito fácil querer,nesse caso do transporte por ônibus,transferir toda a responsabilidade para o poder público ao tempo em que os donos de ônibus não investem um centavo sequer em infraestrutura viária,ou não dão nenhuma contrapartida,achando tudo pronto e sempre disponível para o uso inteiramente free cabendo todo o ônus de custeio de construção e manutenção ao poder público.O mais interessante é que sempre se queixam do valor da tarifa,e folgam em dizer que quase não tem lucros,alguns chegam até alegar prejuízos,mais no entanto nenhum deles quer lagar o "osso",ou seja desistir do negócio,mudar de ramo,brigam desesperadamente pela sua permanência no sistema e "investem" pesado nisso. Dizer que o aumento da tarifa serve apenas para manter o nível do transporte público,por ônibus,...que nível????...ao que se sabe serve apenas para manter o bom nível de lucros dos donos de ônibus que choram e choram de barriga cheia......
Sinto muito lhe informar Sr. mais a verdade é que ônibus,principalmente os de péssima qualidade usados nas cidades do país,infelizmente não retiram passageiros do transporte individual que oferece ao seu proprietário comodidade,conforto,ar condicionado,som,flexibilidade de horários,ainda que tenham que enfrentar diariamente o caos urbano dos estressantes congestionamentos,mais mesmo assim preferem conviver com todo esse transtorno,pelo menos com mais conforto,do que ter mofar horas nos pontos para andar ensardinhados e em pé em latas velhas quentes,barulhentas e horários duvidosos.O poder público comete um erro sim, em demorar para investir com mais intensidade e mais rapidez em sistemas troncais de transportes de massa como trens,metrôs e VLTs,e também em sistemas hidroviários e de transportes verticais além de sistemas cicloviários e calçadas largas e livres para as viagens a pé.O BRT Sr.... é apenas uma caricatura mal desenhada de um sistema de transportes de massa,por ser ele um modal de baixa capacidade de demanda (23.mil pasgs/h-pico.p/sentido),comparado aos sistemas de transportes sobre trilhos,e não ser nada mais além do que um mero sistema de transportes por ônibus mais organizado (para garantir a sobrevivência dos ônibus mediante novas tecnologias que afloram para o transporte público),onde na maioria das vezes compromete e agride o meio ambiente com seus corredores,viadutos e elevados de concreto que quase sempre devastam e aniquilam áreas verdes de canteiros centrais ainda existentes.Os corredores de ônibus utilizando simplesmente a 1ª faixa da direita das vias existentes,custam infinitamente mais baratos,melhoram a circulação e a velocidade média do sistema,além de contribuírem para reduzir os espaços utilizados pelo transporte individual. Ônibus Sr.....não é transporte de massa ....é apenas um sistema complementar e alimentador dentro de uma rede moderna e eficiente de transportes públicos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os desafios do transporte nas grandes cidades

Mobilidade

Luis Nassif
foto - ilustração
A mobilidade urbana nas grandes cidades é o maior desafio de política pública da atualidade. E explica-se pelo próprio modelo de desenvolvimento brasileiro.
A cada período da história, as prioridades públicas foram fixadas por interesses econômicos. A pouca tradição democrática brasileira, a dificuldade histórica com os processos de inclusão, criaram uma sociedade civil débil, incapaz de influenciar as políticas públicas.
No início dos anos 50, concessões para refinarias foram entregues a grupos nacionais influentes, assim como a sociedade com as multinacionais automobilísticas e a distribuição de máquinas e equipamentos rodoviários. Com padrinhos desse quilate, o setor ganhou uma lei escrita pelo então funcionário do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) José Luiz de Bulhões Pedreira, que garantiu o financiamento no rodoviarismo.
Sem padrinhos, a ferrovia declinou e, nas grandes cidades, nem se pensou em soluções definitivas como o metrô.
As cidades adensaram, explodiu o custo da desapropriação, as grandes obras públicas tornaram-se caras. E, na outra ponta, pela primeira vez explodiu a democracia de massa, pressionando de forma eficaz os gestores públicos.
É esse o desafio: como financiar o altíssimo custo do transporte metropolitano, após décadas de abandono pelo setor público?

Semana passada participei de uma das mesas de seminário juntando técnicos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), prefeitos de vários partidos, parlamentares , economistas, discutindo as formas de financiamento do transporte urbano.

Há um movimento tentando mudar a CIDE (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), cobrada nos combustíveis. Pretende-se instituí-la e redividir o bolo, destinando 75% para municípios, de acordo com o número de veículos em circulação.

Mas o problema é mais embaixo.
A questão da mobilidade é um problema sistêmico. Passa pela discussão de planos diretores, de regras para construção imobiliária, do enfrentamento dos interesses dos proprietários de veículos, da transição tranquila para o transporte coletivo, das vias exclusivas para bicicletas e ônibus, da contribuição de melhoria (cobrada sobre a valorização de imóveis com os investimentos públicos) etc.
Hoje em dia, não existe um órgão pensando o problema de forma sistêmica. Em algum momento, o Ministério das Cidades desempenhou esse papel mas acabou esvaziado especialmente na discussão das grandes políticas públicas.

Mas não basta. O PAC Mobilidade da Copa disponibilizou R$ 80 bi; foram empenhados R$ 8 ou R$ 9 bi e nem metade será gasta por falta de estrutura de projetos dos municípios e das cidades.
No encontro, surgiu a ideia de criação de uma espécie de EPL (Empresa de Planejamento e Logística) para os transportes urbanos - uma empresa que ajudasse estados e municípios a montar seus projetos.

O modelo mais eficiente de federalismo é a montagem de uma estrutura que se inicie na União, passe pelos estados e chegue até os municípios. Ou seja, uma EPL mobilidade em Brasilia, depois agências estaduais servindo de corrente de transmissão para os municípios dos respectivos estados.
Fonte - Luis Nassif On Line  atualizado em 11/11/2013