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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Novos serviços de mobilidade nas cidades

Mobilidade  🚌 🚇  🚲

A forma como as pessoas vivem e se movem nas cidades está mudando. O fato de que as empresas em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo novos aplicativos e serviços de mobilidade reflete o fato de que os moradores urbanos em todos os lugares querem e precisam de opções de transporte mais convenientes, flexíveis e econômicas ", disse Shannon Bouton, diretor de Operações do McKinsey Center for Business and Environment e um dos principais pesquisadores deste estudo.

Portogente
foto - ilustração/ônibus autônomo EZ10
Novos serviços de mobilidade poderiam melhorar a vida de todos os habitantes urbanos, de acordo com a mais recente pesquisa da Coalition for Urban Transitions. Ela conclui que a aplicação de diferentes tipos de novos serviços de mobilidade - miniônibus elétricos sob demanda, passeios compartilhados subsidiados e planejamento de rotas e aplicativos de passagens - podem tornar o transporte público mais acessível, acessível e sustentável, se integrados de forma adequada aos sistemas de trânsito em massa.
"Nossa pesquisa mostra que as cidades podem recuperar os investimentos em novas tecnologias e modos de transporte em períodos de tempo relativamente curtos, muitas vezes menos de cinco anos", disse Elaine Trimble, diretora do Centro Global de Ciências da Competência da Siemens, pesquisadora principal do estudo. "E os benefícios econômicos de longo prazo dos investimentos, como a redução do congestionamento pagariam dividendos por anos ".
Londres, Cidade do México e São Francisco foram escolhidos como locais para as modelagens de mobilidade, mas o relatório Connected Urban Growth também mostra que, globalmente mais de 70 cidades já estão em parceria com novos serviços de mobilidade privada e abordando os desafios dos sistemas de trânsito público, mas poucas estão no Sul Global. Mais da metade das novas empresas de mobilidade se enquadram na categoria de mobilidade compartilhada (por exemplo, trânsito em massa e compartilhamento de bicicletas). Empresas locais em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo aplicativos de mobilidade compartilhada. Nos Estados Unidos, existem 500 agências de trânsito que oferecem acesso aberto aos seus dados de trânsito, ajudando os consumidores a planejar suas viagens com mais facilidade, mas apenas 17 também permitem que os usuários adquiram bilhetes usando aplicativos móveis.
"A forma como as pessoas vivem e se movem nas cidades está mudando. O fato de que as empresas em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo novos aplicativos e serviços de mobilidade reflete o fato de que os moradores urbanos em todos os lugares querem e precisam de opções de transporte mais convenientes, flexíveis e econômicas ", disse Shannon Bouton, diretor de Operações do McKinsey Center for Business and Environment e um dos principais pesquisadores deste estudo.
A Coalition for Urban Transitions está encorajando as cidades a considerar a forma como os novos serviços de mobilidade podem melhorar os sistemas de transporte público e convidando os formuladores de políticas urbanas a compartilhar mais dados, a investir em infra-estruturas de transporte de massa e incentivar pilotos e parcerias, entre outras recomendações.
"A nova mobilidade é certamente emocionante, mas onde ela pode ser combinada de forma mais efetiva e alavancada com as opções de transporte público existentes, o seu potencial pode ser verdadeiramente transformador", acrescenta Diego Canales, pesquisador principal, associado ao WRI Ross Center for Sustainable Cities. "Existe uma oportunidade real para as cidades de todo o mundo colaborarem com novas mobilidades para criar transportes mais acessíveis, convenientes e ambientalmente amigáveis ​​para todos".
Fonte - Portogente  06/11/2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Os perigos da projeção elitista

Mobilidade/Sustentabilidade 🚗 🚌 🚇 🚲 👪

Este não é um texto de agressão contra as elites. Não faço aqui nenhuma afirmação referente à melhoria da distribuição de riquezas e oportunidades, ou sobre o direito de ninguém a ser mais influente que os outros. Porém, estou apontando um erro que as elites estão constantemente sujeitas a cometer.

Medium - Pedro Guedes*
Via Mangue, no Recife. Um complexo de viadutos e vias
expressas de 4km que custou quase R$600 milhões, prejudicando
 o ecossistema de um dos maiores manguezais urbanos do mundo
 e por onde não passa uma só linha de ônibus. Pouco mais de um ano
após sua inauguração, já encontra-se saturada
pelos congestionamentos diários. foto - Wikimedia
Projeção elitista é um termo que refere-se à crença, entre pessoas relativamente sortudas e influentes, de que as coisas que elas acham convenientes ou atraentes são boas para a sociedade como um todo. Uma vez que se aprende a observar este simples erro, você o vê em todo canto. É talvez a grande barreira que impede a prosperidade, justiça e liberdade nas cidades.
Este não é um texto de agressão contra as elites. Não faço aqui nenhuma afirmação referente à melhoria da distribuição de riquezas e oportunidades, ou sobre o direito de ninguém a ser mais influente que os outros. Porém, estou apontando um erro que as elites estão constantemente sujeitas a cometer. O erro é o de esquecer que as elites são sempre uma minoria, e que planejar uma cidade ou um sistema de transporte baseado nas preferências de uma minoria muitas vezes resulta em algo que não funciona para a maioria. Até a minoria representada pela elite não vai gostar do resultado final.
Tempos atrás, eu estava apresentando uma proposta de sistema de transporte público para o Conselho Diretor do órgão de trânsito de uma região da Califórnia, e um conselheiro — representando a cidade mais rica da região — pediu a voz, limpou a garganta e disse:
Agora, Sr. Walker. Se adotarmos este seu plano, serei obrigado a deixar minha BMW na garagem?
A resposta, claro, é “não”. Mas sugerir que esta seria uma pergunta válida para testar um planejamento de transporte público é um exemplo extremo de projeção elitista. Na condição de multi-milionário, este homem é parte de uma ínfima minoria, então não faz nenhum sentido desenhar um sistema de transporte coletivo em torno dos seus gostos e preferências pessoais. Transporte público de sucesso significa transporte de massa, e não há massa a ser alcançada quando se busca pessoas como ele como cliente. Tavez ele pudesse ser atraído por um serviço que atendesse a porta da sua casa mas que incluísse um bar com drinques e serviço de massagem, mas poucas pessoas iriam considerar isso uma boa forma de gastar seu dinheiro um pouco mais limitado. Deixemos que o setor com fins lucrativos da economia dê a ele este luxo, e que ele próprio pague pelos impactos dessa escolha.
De vez em quando, claro, investimentos que beneficiam as elites tentam justificar-se como se servissem a um bem comum. Agilizar a vida de empresários e homens de negócios, por exemplo, supostamente pode atrair mais investimentos para uma comunidade. Um plano específico de transporte pode supostamente estimular investimentos imobiliários de alto padrão, que vão contribuir bastante em forma de impostos, mesmo que você nunca vá ter dinheiro para morar ali. Não é minha intenção aqui abrir um debate sobre estas afirmações. Considerando que esses argumentos estejam corretos, mesmo assim não se trata ainda de casos de projeção elitista. A maior parte dos casos de projeção elitista, no entanto, não se dá ao trabalho de fazer essas afirmações, sendo simplesmente um hábito inconsciente de presumir que suas preferências pessoais são uma boa medida para o que todas as outras pessoas irão dar valor.
Ao desafiar a projeção elitista, eu estou sendo muito pouco razoável. Estou exigindo que as elites alcancem um padrão sobrehumano. Quase todos nós usamos como referência nossas próprias experiências quando discutimos políticas públicas. Quem não deseja que sua experiência seja reconhecida pelos outros? Mas numa sociedade onde as elites têm poderes desproporcionais, a tarefa sobrehumana de resistir à projeção elitista é parte do papel deles. E já que eu sou um dos membros desta elite — não tanto em riqueza mas certamente em acesso à educação e outras formas de privilégio — este é também às vezes o meu papel. Como todas as outras formas de tentarmos ser pessoas melhores, é um trabalho bastante cansativo e nunca vamos conseguir fazê-lo de forma perfeita. Isto significa que as críticas à projeção elitista não devem tornar-se um tipo de raiva. Elas devem ser empáticas e misericordiosas.
Ainda assim, a projeção elitista é talvez a principal barreira para as cidades eficientes, justas e libertadoras. As cidades têm este aspecto especial: elas só funcionam para todo mundo se funcionarem para quase todo mundo. Podemos também afirmar isso em relação à sociedade como um todo, mas apenas nas cidades é que esse fato é tão óbvio ao ponto de ser inevitável.
Os congestionamentos, nosso exemplo mais óbvio, são o resultado da escolha de todos como resposta à situação de todos. Mesmo as elites estão presas nele. Nenhuma solução satisfatória foi encontrada para proteger as elites desse problema, e não é por falta de tentativas. A única solução real para os engarrafamentos é uma solução que sirva para todos, e para encontrá-la você precisa observar o problema da perspectiva de todos, não apenas do ponto de vista dos privilegiados.
A depreciação da imagem dos sistemas de ônibus urbanos atual tem a projeção elitista como sua base fundadora. Ônibus grandes com itinerários pré-definidos são a única forma de transporte urbano que pode ser rapidamente escalada para a área de uma cidade inteira ao mesmo tempo que se utiliza um espaço existente escasso com extrema eficiência. Ainda assim, muitas elites urbanas presumem (sutilmente ou descaradamente) que o sistema de ônibus não interessa porque não é do seu interesse pessoal.
Durante meus 25 anos de carreira eu tive a oportunidade de ver um sem-número de líderes urbanos de elite — a maioria deles muito bem-intecionados — buscar exaustivamente uma ideia de modo de transporte que os permitisse deixar os ônibus de lado. Um exemplo nos EUA foi a moda dos bondinhos presos no trânsito, “ferramentas de revitalização” que muitas vezes não tinham nenhuma utilidade prática de transporte. Temos também as adoráveis barcas com pequenos mercados dentro, e os super especializados trens de aeroporto. Agora, os mesmos erros alimentam a infinita quantidade de promessas vagas da revolução tecnológica do transporte, especialmente a noção matematicamente absurda de que um transporte que venha à sua porta quando você o chame vai conseguir atender toda a população de uma cidade com eficiência. (Muitos especialistas sérios já estão abandonando estas afirmações, mas ela ainda existe como discurso, minando o apoio das pessoas por um sistema de transporte que de fato funcione).
Nenhuma dessas ideias fez nenhum sentido geométrico como forma de liberação da população de uma cidade densa, mas eram ideias que apelavam para os gostos da elite, chamavam atenção da opinião pública, e consequentemente ajudaram a reduzir os investimentos nos sistemas de transporte que a população acharia de fato úteis e libertadores. Esta negação e abandono causou uma deterioração nos sistemas de transporte, reduzindo a eficiência dos sistemas de forma que acabou justificando a própria negação e abandono.
Mais uma vez: não podemos desafiar a projeção elitista dos outros até que nós a perdoemos em nós mesmos. Quase todo mundo lendo este texto é parte de algum tipo de elite, e quanto mais poder você tiver, mais urgente é que você se perdoe e comece a agir diferente. Devemos todos nos perguntar: “Essa ideia funcionaria para mim se eu tivesse na situação típica de um cidadão comum ao invés da minha vida privilegiada?”. Porque se a resposta for “não”, a ideia não vai funcionar para a cidade, e no fim das contas significa que não vai funcionar nem para você.
*Tradução livre do texto de Jarrett Walker, consultor da empresa Human Transit, de Portland/EUA
Fonte - Medium (A Medium Corporation [US])  14/08/2017

VEJA TAMBÉMVia Mangue - Recife e a derrota dos Manguezais

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Soluções inteligentes para atender à mobilidade

Mobilidade

As pessoas esperam ter soluções disponíveis que tornem suas necessidades de mobilidade diária mais simples, mais flexível, mais rápida, mais confiável e acessível. As cidades, por sua vez, enfrentam o desafio de reduzir custos, requisitos de espaço, ruído e as emissões de CO2 do transporte.

Portogente
foto montagem - ilustração
Até o ano de 2050, cerca de 70% da população mundial estará vivendo em cidades. Consequentemente, haverá uma necessidade cada vez mais urgente de fornecer soluções de mobilidade eficientes para os residentes. As pessoas esperam ter soluções disponíveis que tornem suas necessidades de mobilidade diária mais simples, mais flexível, mais rápida, mais confiável e acessível. As cidades, por sua vez, enfrentam o desafio de reduzir custos, requisitos de espaço, ruído e as emissões de CO2 do transporte. Para responder a essas necessidades, a Siemens estará expondo na Innotrans 2016 - sob o lema "Repensar a mobilidade" - inovações digitais que tornarão a indústria de mobilidade mais competitiva, e criará soluções de mobilidade mais atraentes.

Maior disponibilidade através de monitoramento e diagnóstico de status
Confiança e máxima disponibilidade são indispensáveis para uma operação rentável de veículos ferroviários e da infraestrutura que eles usam. Altas taxas de disponibilidade só são possíveis quando o serviço e as atividades de manutenção são sistematicamente planejados e executados. A digitalização desempenha um papel fundamental. Usando soluções de conectividade especiais, os técnicos da Siemens têm acesso regular a dados do veículo através de links redundantes sem fios e altamente seguros. Esses dados são então analisados em um sistema de diagnóstico central para calcular previsões de falhas e fornecer aos técnicos da Siemens e do operador ferroviário recomendações para manutenção precisa ou agendada. Muito antes de haver sinais reais de falha, sua origem pode ser identificada. A Siemens é a primeira empresa do setor ferroviário a operar um centro de análise de dados especial para essa finalidade, localizado em Munique, Alemanha.

Produtividade maximizada através de operações automatizadas
Com base nos vários anos de experiência da Siemens em transporte urbano, também será possível transferir funções de automação para o transporte ferroviário regional e de longa distância. Para esse fim, os sistemas utilizados em metrôs para a aceleração e frenagem automática dos veículos (Operação Automática de Trens, ou ATO) serão acoplados com o Sistema Europeu de Controle de Trens (ETCS). Tal sistema de “ATO sobre ETCS” está atualmente sendo instalado para o projeto Thameslink de Londres. Tal sistema de operação parcialmente automatizado será a base para futuros desenvolvimentos. O objetivo é também ter operações de transporte ferroviário de longa distância totalmente automatizadas em 2030.

Maior conforto aos passageiros através de aplicativos de TI inovadores
A digitalização vai revolucionar a forma de se locomover. Conectividade é a chave para proporcionar maior segurança e conforto aos passageiros. Siemens oferece soluções de comunicação de última geração que permitem o uso de ofertas de Internet e entretenimento, integram vídeo vigilância e informações de viagem, e coordena os serviços de transporte intermodal. Graças a informações abrangentes e o amplo suporte de passageiros, as viagens serão substancialmente mais simples, mais seguras e mais confortáveis.
Fonte - Portogente  09/08/2016 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Especialista explica três soluções para o trânsito nas grandes cidades

Mobilidade

Especialista explica três soluções para o trânsito nas grandes cidades.No Dia Nacional do Trânsito, Eduardo Biavati destaca que o século XXI inaugura uma revisão mundial do investimento no transporte público

Elisângela Freitas - Agência CNT
foto - Divulgação
Como organizar a vida dos cidadãos em meio ao grande crescimento e desenvolvimento das áreas urbanas, sobretudo, no que diz respeito à dinâmica dos deslocamentos? Não há dúvidas de que esta é uma das principais questões que os gestores modernos precisam lidar. Por isso, neste Dia Nacional do Trânsito, o sociólogo Eduardo Biavati, especialista em trânsito, comenta sobre as três principais soluções para esta área, em relação às grandes cidades: 1) investir no transporte público; 2) caminhar e pedalar mais e 3) garantir mais segurança no trânsito.
Para o sociólogo, o século XXI inaugura uma revisão mundial do planejamento urbano e do investimento no transporte público. “O desenvolvimento sustentável das cidades, que no Brasil já concentram quase 90% da população, dependerá de uma revolução capaz de promover mobilidade com economia e conforto para a maioria dos deslocamentos”, explica.
O segundo aspecto, caminhadas e ciclismo, é pontuado por Biavati, não simplesmente como uma alternativa para o problema do trânsito, mas também como algo que deve ser o foco de investimento por parte da administração pública. “A vida saudável nas cidades depende urgentemente da desmotorização da mobilidade e da promoção de meios ativos de mobilidade. Mas não se faz isso sem mais calçadas e a construção de uma rede cicloviária ampla, reduzindo o gigantesco espaço viário destinado veículos motorizados”, enfatiza.
A terceira solução em trânsito, que as cidades precisam para garantir a qualidade de vida aos seus cidadãos, é a segurança. Neste sentido, o consultor reforça que se trata de um ponto “indissociável da revisão e redução dos limites de velocidade nas vias públicas.” Ou seja, é preciso correr menos para diminuir os riscos a que estão expostas a vida dos usuários mais vulneráveis, que são os pedestres e os ciclistas.

Dados
De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a densidade populacional nos centros urbanos não vai parar de crescer: a projeção é de que algumas regiões metropolitanas devem ter crescimento populacional de 145% até 2025. Um dos setores mais impactados com esse crescimento é o de transportes e, com ele, a economia nas cidades.
Para superar o déficit e fazer frente ao crescimento na demanda por mobilidade, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) estima que sejam necessários R$ 240 bilhões em investimentos para executar 343 projetos que visam a solução dos principais desafios desta área. A previsão está no Plano de Transporte e Logística 2014, que pode ser acessado aqui.                               ( http://www.cnt.org.br/Paginas/Plano-CNT-de-Log%C3%ADstica.aspx)

Semana Nacional do Trânsito
Diversas atividades estão sendo realizadas pelas unidades do SEST SENAT, do dia 18 a 27 de setembro, em comemoração à Semana Nacional do Trânsito. O tema deste ano é “Dê carona ao respeito, independente de sua forma de locomoção”. Eventos como palestras e blitzes educativas serão dirigidas aos profissionais dos transportes e à comunidade em geral.
Fonte - Agência CNT de Notícias 25/09/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom

Não há dúvidas que soluções para a mobilidade,em relação às grandes cidades como investir no transporte público, caminhar e pedalar mais,além de se garantir mais segurança no trânsito são fatores primordiais para a melhoria na qualidade de vida e da circulação urbana de maneira geral em todas elas.Porem,sem planejamento urbano e se uma reformulação geral no conceito do transporte público com implementação de novas políticas e de modernização,se projetos e investimentos não forem dedicados ao setor de transportes de massa prioritariamente "sobre trilhos",conjuntamente com a melhoria dos sistemas de transportes alimentadores e complementares,com o uso de ônibus elétricos,de modos horizontais,pendulares e hidroviários e a racionalização operacional dos sistemas de transporte público,com a implementação da "integração física e tarifária" ampla e irrestrita entre todos os modais conjuntamente com a utilização do "bilhete único" por tempo de permanência no sistema (por hora),com cargas semanais,quinzenais,mensais e fracionados,estaremos ouvindo sempre esse mesmo discurso,sempre remando sem sair do lugar,ou tocando um piano de um nota só.

sábado, 16 de maio de 2015

Expansão do metrô pode ser a solução para o trânsito no Distrito Federal

Transportes sobre trilhos

“O caos já chegou. As pessoas enfrentam trânsito diariamente”, reconheceu o secretário de Mobilidade Urbana do DF, Carlos Henrique Rubens Tomé da Silva. Ele enfatizou que é preciso inverter o quadro que se instalou na capital do Brasil.E os investimentos no transporte sobre trilhos devem começar nos próximos meses.

ANPTrilhos
foto - ilustração
A necessidade de soluções para melhorar a mobilidade no Distrito Federal foi tema do seminário “Mobilidade e Sustentabilidade: Desafios e Perspectivas”, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta 5ª feira (15/05), em Brasília.
Marcelo Dourado, presidente do Metrô DF, enfatizou que se Brasília não investir no transporte sobre trilhos a cidade vai mergulhar no caos, pois o trânsito esta cada vez pior. Para exemplificar a situação, Dourado citou que o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) aponta que 89% das vias do DF entrarão em colapso em 2020.
“O caos já chegou. As pessoas enfrentam trânsito diariamente”, reconheceu o secretário de Mobilidade Urbana do DF, Carlos Henrique Rubens Tomé da Silva. Ele enfatizou que é preciso inverter o quadro que se instalou na capital do Brasil.
E os investimentos no transporte sobre trilhos devem começar nos próximos meses. O presidente do Metrô DF explicou que será licitada a modernização do sistema, com a aquisição de 10 novos trens, e a expansão, com a ampliação para a Asa Norte, a finalização das três estações da Asa Sul (104 Sul, 106 Sul e 110 Sul), entre outras ações para melhorar o transporte sobre trilhos. “Os desafios são grandes”.
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros (ANPTrilhos), Rodrigo Vilaça, participou do seminário como palestrante e ressaltou que é necessário ter um sistema de mobilidade urbana adequado e sustentável. “A existência dos sistemas de transporte sobre trilhos no Brasil é responsável pela retirada de 1,1 milhão de carros e mais 16 mil ônibus por dia dos centros urbanos onde existem sistemas implantados”, explicou Vilaça. Além disso, o transporte sobre trilhos gera um ganho da ordem de R$ 20 bilhões a toda a comunidade.
A integração entre o metrô e os outros modos de transporte, como a bicicleta, foi defendida pelo conselheiro da Rodas da Paz, Pérsio Marco Antônio Davison. Ele explicou que 65% das pessoas que acessam o Metrô DF de bicicleta consideram o serviço bom. “A integração é uma oportunidade”, disse ele.
"A mobilidade urbana é um dos principais problemas que enfrentamos hoje, e é o mais visível", disse o deputado Chico Leite (PT/DF), que defendeu a ampliação do uso do transporte público e a acessibilidade.
O gerente do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), Roberto Dias David, que trabalha na Empresa de Planejamento e Logística (EPL), também participou do evento, organizado pelo gabinete do deputado distrital Chico Leite (PT/DF) e pelo Metrô DF.
Fonte - ABIFER  15/05/2015

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conforto pode levar motoristas a optar por transporte público, diz especialista

Mobilidade

“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Linhas de ônibus com internet wi-fi e ar-condicionado, como as que começaram a rodar ontem (2) na capital paulista, são mecanismos que podem atrair motoristas para o transporte público. É o que diz o canadense Todd Litman, especialista em mobilidade urbana, que participou hoje (3) de um seminário sobre o desestímulo ao uso do automóvel.
“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).
David Litman, especialista canadense, diz que uso de bicicletas
 precisa ser estimulado - Wilson Dias/ABr
Diretor do Instituto de Políticas de Transporte de Victoria, no Canadá, Litman também ressaltou que as cidades devem se preparar para estimular o uso da bicicleta e a prática de caminhadas.
“São Paulo tem vias melhores para os carros, tem faixa exclusiva para ônibus, mas as calçadas são terríveis para os pedestres. É horrível para quem está em uma cadeira de rodas. Falo sobre uma cidade em que todos possam se movimentar”, disse ele. Para ele, os adeptos do transporte individual precisam ser convencidos também pelos aspectos da economia financeira e da redução de acidentes, bem como dos benefícios da prática de exercícios físicos.
O presidente do Iema, André Ferreira, destacou, por sua vez, outros benefícios da adoção de meios de transporte limpos, como a diminuição das emissões de gases poluentes e a melhoria da qualidade do ar. “Ao falar em combustível fóssil no Brasil, é preciso focar necessariamente em transporte”, disse Ferreira. Os dados apresentados por ele mostram que, dos quilômetros rodados hoje em transporte de passageiros, 96% dos deslocamentos ocorrem no transporte individual. “Os impactos disso ocorrem não só no congestionamento, mas há um conjunto de externalidades.”
Como exemplo dos benefícios provocados pela adoção de mecanismos para melhorar a eficiência do transporte coletivo, Ferreira apresentou um estudo do Iema sobre a implantação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A análise de três corredores mostrou que houve, além da diminuição do tempo de viagem, redução do consumo de combustível e da emissão de gás carbônico. Em algumas linhas, houve queda de 14,3%. “A faixa é algo mais tímido do que um corredor expresso. É uma medida de baixo custo, que trouxe ganhos na redução de todos os gases poluentes”, destacou.
Os impactos que a crescente motorização no transporte de passageiros provocam na saúde também foram abordados no seminário. O professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Gouveia, lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a poluição do ar entre os dez principais fatores de risco para a saúde humana.
“As pesquisas mostram que morrem mais pessoas em dias mais poluídos, nos quais há também maior número de admissões hospitalares, principalmente por doenças cardiovasculares”, disse o professor.
Fonte - Agência  Brasil  03/09/2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Brasileiro anda cada vez menos de ônibus

Mobilidade

Queda na utilização se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados....   - Por que razão e motivos???????!!!!

Ultima Hora
FOTO: NATINHO RODRIGUES
Apesar de criticar falta de investimentos públicos,
associação avalia que avanços, como os BRTs,
 já começam a apresentar resultados
Brasília. Balanço divulgado ontem pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) contabiliza que, em 2013, 175 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus nas nove capitais mais populosas do País (Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo). Ou seja: 560 mil passagens deixaram de ser vendidas a cada dia, na comparação com o ano anterior.
Isso corresponde a uma redução de 1,4% no número de passageiros transportados, entre 2012 e 2013. Esse percentual sobe para 30% se o recorte for entre 1995 e 2013. De acordo com a NTU, essa queda se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.
Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus - e na consequente migração das pessoas para os automóveis. "É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público", garante. A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações.
"Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional", disse ele.

Velocidade média cai
O resultado dessa falta de políticas públicas para o setor, acrescenta o presidente da NTU, "é a queda da velocidade operacional, o aumento do custo dos insumos e a competição com transporte individual. Nesse cenário, a velocidade média das viagens caiu em 50% nos últimos dez anos, passando de 25 quilômetros por hora (km/h) para 12 km/h", completou. Segundo o diretor administrativo da NTU, "as pessoas colocam o empresário como vilão por tentar aumentar a tarifa". Mas, de acordo com ele, o aumento de tarifa serve para "manter o mesmo nível do transporte público". Segundo Cunha, as empresas fazem o que podem na gestão interna. "O que acontece é que a crise está muito mais motivada pela falta de políticas públicas", criticou.
Apesar da crítica, a diretoria da NTU avalia que os recentes investimentos em infraestrutura para mobilidade começam a apresentar resultados. "Os corredores (exclusivos para transporte público) recentes darão melhorias significativas ao transporte. A partir de 2016 veremos resultados muito significativos".
Fonte - Diário do Nordeste 02/08/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

""Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus - e na consequente migração das pessoas para os automóveis. "É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público", garante. A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações.""

Pregopontocom - No mínimo a explicação desse SR. é uma justificativa totalmente falsa e tendenciosa,quando inverte a lógica verdadeira e subverte ordem natural do problema, ou seja na verdade atua como autêntico lobista.Afirmar que a queda da qualidade do (péssimo) transporte por ônibus e o resultado da queda da demanda de passageiros só pode estar fazendo uma piada de muito mau gosto ou desprezando totalmente a inteligência dos demais.Não Sr....não é nada disso....a queda na demanda de passageiros no transporte por ônibus dar-se em função justamente por razões contrarias a tudo que o Sr. afirma.Os passageiros se afastam na medida em que esse sistema se deteriora na qualidade do serviço prestado,em razão do preço cobrado por ele (a tarifa),na qualidade do equipamento usado bem como a falta de vontade dos donos de ônibus em investir na modernização da atual frota em circulação com novas tecnologias já disponíveis,a exemplo de ônibus com piso baixo,câmbio eletrônico automático,suspensão pneumática,propulsores traseiros ou centrais e até ar refrigerado ou ventilação forçada.Investir em tecnologia de bordo com sistemas de monitoramento e informação para os passageiros,implantar o uso do bilhete único (integrado com todos os modais) por tempo de permanência no sistema (por hora) com a inclusão de bilhetes eletrônicos avulso além dos cartões mensais,e a integração física e tarifária com todo o sistema existente.Em vez disso insistem, com algumas exceções, em continuar utilizando ônibus montados em plataformas de caminhão,com motores dianteiros,duros,barulhentos, desconfortáveis e com difícil acessibilidade pára todos os usuários.Além disso o fato da grande maioria dos ônibus serem mecânicos e não automáticos,tornam a jornada dos seus condutores mais dolorosa e extremamente exaustiva.Investir em capacitação profissional é obrigação única e exclusiva dos "empresários" do setor que se utilizam da mão de obra,pois são empresas privadas e não públicas.
Quanto aos custos das empresas,eles são fixos e não variam em função do numero de passageiros transportados a exemplo das empresas aéreas,que com tarifas mais baratas atraem mais passageiros que ocupam os assentos vazios.E muito fácil querer,nesse caso do transporte por ônibus,transferir toda a responsabilidade para o poder público ao tempo em que os donos de ônibus não investem um centavo sequer em infraestrutura viária,ou não dão nenhuma contrapartida,achando tudo pronto e sempre disponível para o uso inteiramente free cabendo todo o ônus de custeio de construção e manutenção ao poder público.O mais interessante é que sempre se queixam do valor da tarifa,e folgam em dizer que quase não tem lucros,alguns chegam até alegar prejuízos,mais no entanto nenhum deles quer lagar o "osso",ou seja desistir do negócio,mudar de ramo,brigam desesperadamente pela sua permanência no sistema e "investem" pesado nisso. Dizer que o aumento da tarifa serve apenas para manter o nível do transporte público,por ônibus,...que nível????...ao que se sabe serve apenas para manter o bom nível de lucros dos donos de ônibus que choram e choram de barriga cheia......
Sinto muito lhe informar Sr. mais a verdade é que ônibus,principalmente os de péssima qualidade usados nas cidades do país,infelizmente não retiram passageiros do transporte individual que oferece ao seu proprietário comodidade,conforto,ar condicionado,som,flexibilidade de horários,ainda que tenham que enfrentar diariamente o caos urbano dos estressantes congestionamentos,mais mesmo assim preferem conviver com todo esse transtorno,pelo menos com mais conforto,do que ter mofar horas nos pontos para andar ensardinhados e em pé em latas velhas quentes,barulhentas e horários duvidosos.O poder público comete um erro sim, em demorar para investir com mais intensidade e mais rapidez em sistemas troncais de transportes de massa como trens,metrôs e VLTs,e também em sistemas hidroviários e de transportes verticais além de sistemas cicloviários e calçadas largas e livres para as viagens a pé.O BRT Sr.... é apenas uma caricatura mal desenhada de um sistema de transportes de massa,por ser ele um modal de baixa capacidade de demanda (23.mil pasgs/h-pico.p/sentido),comparado aos sistemas de transportes sobre trilhos,e não ser nada mais além do que um mero sistema de transportes por ônibus mais organizado (para garantir a sobrevivência dos ônibus mediante novas tecnologias que afloram para o transporte público),onde na maioria das vezes compromete e agride o meio ambiente com seus corredores,viadutos e elevados de concreto que quase sempre devastam e aniquilam áreas verdes de canteiros centrais ainda existentes.Os corredores de ônibus utilizando simplesmente a 1ª faixa da direita das vias existentes,custam infinitamente mais baratos,melhoram a circulação e a velocidade média do sistema,além de contribuírem para reduzir os espaços utilizados pelo transporte individual. Ônibus Sr.....não é transporte de massa ....é apenas um sistema complementar e alimentador dentro de uma rede moderna e eficiente de transportes públicos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

BRT - SOLUÇÃO OU PROBLEMA???...

Mobilidade

Se pretendem retirar automóveis com a implantação deste ônibus articulado, é só pesquisarem quantos donos de carro o deixam na garagem para usar este transporte, dito de massa.

Celso Franco - JB
foto - ilustração
De repente passou-se a utilizar o BRT como solução mágica para resolver o problema da mobilidade urbana.
Em primeiro lugar, é preciso que se saiba o que se entende como mobilidade urbana. Nunca tive dos técnicos uma resposta convincente.
Se pretendem retirar automóveis com a implantação deste ônibus articulado, é só pesquisarem quantos donos de carro o deixam na garagem para usar este transporte, dito de massa.
Volto a insistir que só com o racionamento da utilização das vias, o URV, será conseguido um aumento da mobilidade urbana, medida em rendimento da malha viária, hoje não alcançando 18%.
Aliás, é preciso que os senhores momentaneamente responsáveis pelo desempenho do trânsito do Rio saibam que é o resultado estatístico das pesquisas o “termômetro” que mede a “febre” que faz da mobilidade e da segurança do trânsito motivo de preocupação, para não dizer vergonha.
Em setembro do ano passado, recebi honroso convite para, na CET Rio, da qual fui o seu primeiro presidente, no governo Marcelo Alencar, para participar das palestras da Semana do Trânsito.
Por causa da maneira gentil e carinhosa com que me receberam e me trataram, resolvi lhes prestar, gratuitamente, uma colaboração no setor da segurança do BRT e na do tráfego na Avenida das Américas, uma das campeãs de acidentes.
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Dei as minhas sugestões baseadas no que vi lá fora e, embora aceitas pelos membros dos escalões inferiores, não mereceu nenhuma providência efetiva da cúpula dirigente.
Já havia prometido a mim mesmo deixar o “circo pegar fogo”, mas o dever para com os leitores do JB,em face do que está acontecendo, me impõe a tratar do assunto.
Vou demonstrar que os acidentes que acontecem com os BRT, se me tivessem ouvido, não teriam acontecido.
Senão, vejamos: o BRT, como o antigo bonde, agora de volta travestido de VLT, não sai do seu trilho, ou no caso, do primeiro da sua canaleta. Os acidentes que ocorrem são provocados por veículos estranhos ao seu leito de deslocamento que, por desavisados, lá se intrometem e provocam acidentes fatais.
Por enquanto só acontecem nos cruzamentos, onde é possível o conflito. Mas já ocorreram descarrilamentos de BRT por ser a mureta que limita o seu percurso bloqueado mal calculada em altura. Deveriam ser defensas, metálicas, tipo “box beam”, de apenas 18 cm de espessura no seu perfil superior, e suas colunas de suporte com um metro de altura.
Por ser o BRT silencioso, seria necessário que fosse avisada a sua presença nos cruzamentos, com uma buzina especial e característica dele, ao fazer estas travessias.
Além das placas de proibição de entrar à esquerda existentes nas pistas que o margeiam, deveria haver, junto ao sinal vermelho para quem deve atravessar a sua trajetória, um sinal internacional de perigo, acionado ao mesmo tempo, com a palavra BRT e uma campainha, como nos passagens de nível das linhas férreas. Aliás, o ideal mesmo é que fossem instaladas cancelas de subir e descer.
Se verificarem as estatísticas, verão que a maioria dos acidentes nos cruzamentos, por conversão ou travessia ilegal, acontecem com veículos que não são da nossa cidade, conduzidos por motoristas que não conhecem onde estão trafegando.
A sinalização de segurança deve ser agressiva e para “burro ler”. Na década de 50, em Haia, onde morei por dois anos, toda a vez que o bonde (tram, em holandês) ia cruzar a pista dos demais veículos, aparecia pendurado sobre as faixas a serem cruzadas o aviso luminoso piscante do sinal internacional de perigo com a palavra "tram", e uma estridente campainha tocava. Eram VLTs de alta velocidade e dotados de pisca-pisca indicador de mudança de direção.
Já que o BRT, sozinho, não significa a solução para melhoria da mobilidade, não permitam que ele venha a ser mais um problema de segurança no nosso trânsito assassino.
É o apelo que faço a quem pode minorar este mal.
Fonte - Jornal do Brasil   07/04/2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Maceió receberá R$ 400 milhões do governo federal para mobilidade urbana

Mobilidade

 Ao anunciar as melhorias no transporte público da região, Dilma afirmou que o veículo leve sobre trilhos (VLT) e o corredor de ônibus são dois avanços do transporte de massa.

Paulo Victor Chagas 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O governo federal anunciou hoje (18) repasse de R$ 399,3 milhões para investimentos em mobilidade urbana em Maceió e na região metropolitana. O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, em visita à capital alagoana, onde também entregou caminhões-pipa e caminhões-caçamba.
A ampliação de corredores exclusivos de ônibus e a reforma de trilhos e estações de metrô serão os principais destinos da verba, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Ao anunciar as melhorias no transporte público da região, Dilma afirmou que o veículo leve sobre trilhos (VLT) e o corredor de ônibus são dois avanços do transporte de massa.
“Isso é um processo novo, muda a forma e a rapidez com que há o deslocamento no trânsito de uma cidade”, explicou a presidenta. “Aqui nós vamos fazer dois corredores, dois BRTs [bus rapid transit ou trânsito rápido de ônibus]. Além disso, vamos viabilizar dois veículos leves sobre trilhos”, anunciou.
Com cerca da metade dos recursos (R$ 209 milhões), a linha do VLT será modernizada e recuperada. De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, a obra vai englobar 32 quilômetros (km) de trilhos, contemplando 13 estações. Também há a previsão de que o sistema de transporte sobre trilhos seja prolongado em 3,7 km.
Um total de R$ 15 milhões será destinado à elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e projetos de engenharia para a expansão do VLT ligando o centro de Maceió ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
Os demais investimentos (R$ 175,3 milhões) serão concretizados em parceria com a prefeitura de Maceió, como a implantação da segunda etapa do corredor de ônibus, que vai atender a novos bairros da cidade. De acordo com o Ministério das Cidades, também será construído um terminal de integração entre o sistema de BRT e o corredor.
“Nós queremos um modal integrado: integrar ônibus com trem suburbano, com metrô de superfície ou subterrâneo e, com isso, introduzir nas cidades brasileiras o chamado bilhete único, usado em todas as principais capitais do mundo”, destacou a presidenta.
Para Dilma, as obras no transporte público são importantes para que cada pessoa seja dona do seu próprio tempo. “Nosso propósito é ganhar tempo, chegar mais rápido à escola e ao trabalho para ter um tempo maior para a família, de lazer, e para fazer o que bem entender”, afirmou.
Os recursos anunciados por Dilma fazem parte dos R$ 50 bilhões do PAC2 adicionais concedidos pelo governo após as manifestações de junho do ano passado, que levaram milhões de pessoas às ruas contra o aumento das passagens de ônibus e melhorias no transporte. Nesta terça-feira, a presidenta também anunciou investimentos de R$ 611 milhões em mobilidade urbana na cidade de Teresina.
Fonte  - Agência Brasil  18/02/2014

sábado, 28 de dezembro de 2013

GOVERNO DA BAHIA ANUNCIA OBRAS DE MOBILIDADE DE R$ 1,2 BI PARA SALVADOR

Mobilidade

Secom
Gov. da Bahia

Investimentos de aproximadamente R$ 1,24 bilhão em novas obras de mobilidade urbana para Salvador foram anunciados nesta sexta-feira (27) pelo Governo do Estado. A implantação dos Corredores Transversais, compostos por duplicação e construção de vias, será licitada por intermédio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), com aviso publicado na edição deste sábado (28) do Diário Oficial do Estado.
O Corredor Transversal 1, com aproximadamente 13 quilômetros de extensão, começa na Orla Atlântica de Salvador, passa pela Avenida Pinto de Aguiar, que está sendo ampliada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), faz ligação com a Avenida Gal Costa, via túnel, e se estende até os bairros de Capelinha e Pirajá para desembocar no Lobato, na Avenida Suburbana.
Já o Corredor Transversal 2 começa na BR-324, no bairro de Águas Claras, a partir da Via Regional e Vale do Rio Jaguaribe (futura Avenida 29 de Março), passando pelo Bairro da Paz, na Avenida Paralela, e se estendendo até a Orla, via Avenida Orlando Gomes - que também será ampliada -, totalizando 12 quilômetros e beneficiando principalmente a população do bairro de Cajazeiras.

Ordem de serviço
O prazo para a execução dos corredores estruturantes é de 36 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço, prevista para ocorrer ainda ano primeiro trimestre de 2014. O secretário da Casa Civil e coordenador das intervenções, Rui Costa, explicou que essas obras fazem parte do pacote de obras de mobilidade que o governo traçou para Salvador e são complementares ao metrô.
"O conjunto de intervenções foi pensado para beneficiar toda a cidade, retirando gargalos e construindo percursos mais simples e mais rápidos. Os corredores são um novo marco no transporte urbano da cidade. Vão possibilitar também que novos edifícios comerciais sejam instalados no chamado ‘miolo’ da cidade, onde mora a maior parte da população", explicou o secretário.

Ciclovias
De acordo ainda com Rui Costa, os corredores transversais são as primeiras ligações diretas e de alta capacidade entre zonas da cidade que sempre viveram separadas entre si - a suburbana, o miolo e a orla. Por exemplo, quem mora no Lobato ou na Plataforma, chegará ao metrô em menos de cinco minutos e ao Parque de Pituaçu em menos de 30.
Eles terão pista dupla, com três faixas por sentido, sendo exclusiva para o transporte de massa, com progressão para operação do tipo BRT. Estão inclusas ainda a construção de ciclovias, túneis, viadutos, contenções, sinalização, urbanização e obras complementares.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, as novas intervenções serão realizadas de forma integrada. “Os projetos foram pensados e construídos para que linhas 1 e 2 do metrô, ciclofaixas e corredores exclusivos de ônibus sejam integrados”.



Fonte - Secom (Gov.da Bahia)  27/12/2013

sábado, 22 de dezembro de 2012

Atitudes Positivas: Mais civilidade no trânsito, em 2013


Lucas Cunha
A Tarde
Joa Souza | Agência A TARDE
Vivemos o caos no trânsito de Salvador. O tema pautou uma importante parte dos debates na recente eleição para prefeito e é uma das mais constantes queixas quando se fala sobre os principais problemas da cidade. Óbvio que em Salvador, o transporte de massa e as opções alternativas como ciclovias ainda estão longe, muito longe, de oferecer boas opções para que a população deixe de usar seus carros, a fim de desafogar as ruas e avenidas. Mas, fica a pergunta: será que estas mesmas pessoas que reclamam da situação do trânsito na capital baiana param para refletir qual a parte que lhes cabe para, ao menos, tentar amenizar estes problemas?
"Quando o caos está instalado, a tendência é que as pessoas imitem este caos em suas ações", comenta a especialista em trânsito Cristina Aragon, ex-superintendente da SET (atual Transalvador).
Segundo Cristina, numa situação de completo descaso, como no trânsito de Salvador, as pessoas acabam repetindo os padrões errados adotados por outros motoristas e não se sentem constrangidas em contrariar aquela ordem. Ela dá como exemplo os pais que engarrafam as aéreas próximas aos colégios quando vão deixar seus filhos.
"Veja que exemplo nós damos para as crianças que estão em formação. Os pais querem parar na porta da escola, não se dão ao trabalho nem de parar uns 30, 50 metros antes. Isso porque chegam em cima da hora ou tem preguiça mesmo. Todo mundo faz porque não tem quem diga a ela que não faça".
Para Cristina, Salvador vive um momento de "total desobediência do trânsito", em especial após o desligamento dos pontos de fiscalização eletrônica. "Não tenho dados atuais, mas tínhamos uma pesquisa que indica que a cada mudança de sinal havia uma infração. Hoje, minha impressão é que esse número é maior. A maioria dos acidentes no trânsito acontece por infrações: uma invasão de sinal ou alguém que dirigiu bêbado".
Planejamento - Segundo Rodrigo Ramalho, baiano autor do livro "Educação Emocional no Trânsito" e que mantém um site sobre o assunto, o atual estágio do trânsito em Salvador requer que as pessoas façam um planejamento dos seus itinerários.
"As pessoas sempre pensam nas tarefas a fazer, mas não incluem o trânsito nesse planejamento. Aí vêm as frustrações. Você precisar planejar, se preparar psicologicamente para as condições que vai encontrar no caminho. Assim, você vai reagir melhor, o nosso cérebro fica mais ativado para contratempos".
Para Rodrigo, um primeiro passo é anotar o seu itinerário durante o dia, como se fosse uma lista de supermercado ou de compras, planejando os melhores horários e rotas.
"O ideal é fazer isso no dia anterior, para ter uma noção de tempo melhor. Com um roteiro em mãos, você sai de casa mais forte emocionalmente, não fica vulnerável a se estressar na primeira fechada que levar. O trânsito precisa ser levado mais a sério, ele pode estragar o seu dia, ser um fator de infelicidade, interferir na sua qualidade de vida. Quem vai se sentir bem passando quatro horas no trânsito?".
Mudança de hábito - A relação com o trânsito nas grandes cidades já vem influenciando algumas pessoas até mesmo a escolherem o seu trabalho em lugares de mais fácil acesso, visando exatamente uma melhor qualidade de vida.
Cristina ainda comenta sobre a recente polêmica em torno da cobrança ou não de estacionamento em shoppings. A especialista vê com bons olhos a cobrança, pois o tema já fez com que algumas pessoas refletissem sobre sua relação com o trânsito.
"Vi pessoas falando que não iam mais de carro ao shopping se houver cobrança ou ainda que vão preferir o comércio de rua. Que bom então! Sou plenamente favorável. As lojas podem fazer promoções onde quem comprar acima de determinado valor não pague estacionamento. Acho que Salvador ainda tem uma relação muito provinciana, hábitos como querer almoçar em casa meio-dia, por exemplo. As pessoas estão tendo que aprender a ter outra relação com o trânsito na marra. Se não é por amor, é pela dor. Mas precisam aprender a fazer escolhas inteligentes".
Fonte - A Tarde 21/12/2012

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TRANSMILENIO - Uma CATÁSTROFE chamada BRT em Bogotá

Mobilidade

O Arquiteto Luciano Souza e membro do nosso movimento, que estava em Bogotá e acabou de chegar,trazendo um vasto material fotográfico e vários jornais daquela cidade com reportagens muito interessantes sobre o péssimo funcionamento do colapsado Transmilenio,tais quais as condições precárias em que se encontra o mesmo,a sua atual degradação,o péssimo serviço prestado pelo sistema e os constantes protestos da população local

Da Redação
Jornal local
Embora os "entusiastas" do BRT,e muito deles nem sequer sabem como o sistema funciona,façam um grande alarde sobre o sucesso do Transmilenio de Bogotá, não é exatamente isso que nos dizem as reportagens das quais tomamos conhecimento através videos e fotos que nos são enviadas e videos postados no YouTube com matéria de Telejornais das TVs de Bogotá.Diz o ditado que, quem tem boca vai a Roma,mais para nos, quem tem coragem vai a Bogotá,sim coragem para conhecer de fato e em loco a verdadeira realidade desse tal Transmilenio tão festejado pelos seus "admiradores" que só conseguem enxergar os tais Buzus vermelhinhos a um palmo do nariz. Um dos membros e
Jornal local
coordenadores do nosso movimento,"poderíamos até chama-lo de o nosso enviado especial", (Eu quero VLT em Salvador) Salvador sobre Trilhos, o Arquiteto Luciano Souza, que estava em Bogotá e acabou de chegar,trazendo um vasto material fotográfico e vários jornais daquela cidade com reportagens muito interessantes sobre o péssimo funcionamento do colapsado Transmilenio,tais quais as condições precárias em que se encontra o mesmo,a sua atual degradação,o péssimo serviço prestado pelo sistema e os constantes protestos da população local,que são reprimidos com vigor pela Policia local.Devido a quantidade de material que foi trazida de lá pelo observador do nosso movimento,esse assunto será objeto aqui de varias matérias para que todos possam tomar conhecimento da verdadeira realidade que envolve o Transmilenio, os resultados negativos e as trágicas consequências de uma escolha feita de maneira errada, para a utilização desse modal como um sistema troncal para o transporte de massa.Vejam a seguir os principais problemas relatados que la foram identificados pelo observador e coordenador do nosso movimento o Arquiteto Luciano Souza :

1 - Bogotá tem protestos quase diários contra a má qualidade dos serviços do Transmilênio , ônibus cheios que demoram a passar por determinadas estações como a CALLE 80, motivo do protesto do dia 13/09/11 onde 200 usuários bloquearam as vias exclusivas por mais de 3 horas e foram dispersados pela policia com gás lacrimogêneo deixando feridos e levando 03 integrantes presos, alguns usuários revoltados tentam depredar a estação da CALLE 80 e foram detidos pela policia , tudo amplamente divulgado nos jornais e TV locais./ 2 - Canaletas (vias exclusivas) em concreto estão em péssimo estado de conservação devido ao peso excessivo dos ônibus articulados que andam entupidos de passageiros, o que força ultrapassagens perigosas e constantes trocas de faixa entre os ônibus e caso as via fossem recobertas com asfalto deformariam e esburacariam tendo um comportamento ainda pior que o piso de concreto./ 3 - Como relatado pela mídia local é uma odisséia subir ou por vezes descer dos ônibus do Transmilenio devido a superlotação dos mesmos. / 4 - Não cabem mais ônibus nas vias do BRT de Bogotá , alem delas estarem super danificadas como vemos nas fotos, a distancia mínima entre os veículos não é respeitada o que junto com a imprudência dos motoristas e pressão pelo cumprimento dos horários causa vários acidentes alguns com vitimas, o que é motivo de constantes debates no noticiário local inclusive com o comprometimento da prefeitura para a melhoria da segurança do sistema com uma possível e necessária redução de velocidade dos ônibus nas vias segregadas feito pela prefeita de Bogotá a senhora Clara Lopez. / 5 - As obras da via de BRT da CALLE 26 do aeroporto ao centro da cidade que deveriam estar prontas para o evento do sul-americano de futebol ate hoje não foram concluídas, as previsões otimistas são para Julho de 2012 e as mais pessimistas chegam a estimar a entrada em operação da linha para inicio de 2013. / 6 - Muito se fala que o Trasmilenio esta operando acima da sua capacidade e Clara Lopez, prefeita de Bogotá admite o fato e diz que a pouco a fazer, e ela tentou iniciar a obra do metro mas seu mandato esta no fim, e o sistema de transporte da cidade e a implantação do metro é tema latente da imprensa e dos candidatos a prefeitura de Bogotá, tanto que vemos manchetes como “ Bogotá ira colapsar se não construir o metro” como noticia o ADN em 14/09/2011. 
De Bogotá para Pregopontocom por Luciano Souza 22/09/2011

Vejam o Video
http://www.youtube.com/watch?v=kVaW4ISSNFo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Vexame dos Transportes no País

Transportes

Brasil poderia duplicar o PIB no prazo de até 25 anos caso tivesse uma rede ferroviária e de hidrovias vasta como a do Canadá

Paulo Augusto Vivacqua
foto - ilustração/Pregopontocom
O Brasil é o quarto maior país em área continua do planeta: a distância entre o Rio de Janeiro e o Acre, ou entre o Rio Grande do Sul e o Ceará, equivale à de Lisboa a Moscou. São dimensões continentais que exigem grande esforço para serem vencidas e tornam nosso sistema de transportes fundamental para nossa integração e desenvolvimento.Assim, os grandes países, como Canadá, China, Rússia, Estados Unidos, e a União Europeia, se esforçam continuamente para reduzir os custos de transporte, investindo e modernizando a infraestrutura e tornando as distâncias cada vez menos importantes na equação econômica. Porém, no Brasil, os longos trajetos são vencidos predominantemente por caminhão. Esta distorção nos impõe extraordinários prejuízos, dentre os quais uma ocupação territorial desequilibrada onde se destaca uma vasta região interior de acesso caro e difícil, pouco povoada, contrastando com uma faixa costeira abrigando quase 80% da população e da economia.Para ilustrar a escala deste absurdo, imaginamos o Brasil possuindo um sistema de transporte semelhante ao do Canadá, com sua participação racional de rodovias, ferrovias e navegação, cada qual atuando em sua faixa própria: caminhões em distâncias curtas e médias, ferrovias e navegação nos trajetos maiores e nos troncos de grande densidade de tráfego). E calculemos os benefícios resultantes....
Fonte - Carta Capital  01/09/20111

Veja a matéria completa aquihttp://www.cartacapital.com.br/politica/o-vexame-dos-transportes-no-brasil