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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Fortaleza terá sistema de Bondes elétricos ligando a orla ao centro da cidade

Transportes sobre trilhos  🚄

O anuncio do edital foi publicado no dia 30 de dezembro de 2020(quarta feira),no Diário Oficial do Estado.O valor do projeto está orçado em R$ 214,8 milhões,e a contratação da obra será pelo menor preço.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A cidade de Fortaleza irá ganhar um novo modal de transporte.O Governo do Estado abriu licitação para a construção de um sistema de bondes elétricos que circularão pela Av,Beira Mar e ligará o Mercado dos Peixes ao Centro da Capital.O anuncio do edital foi publicado no dia 30 de dezembro de 2020(quarta feira),no Diário Oficial do Estado.O valor do projeto está orçado em R$ 214,8 milhões,e a contratação da obra será pelo menor preço. O bonde elétrico turístico terá uma linha com 4,7km de extensão,com previsão de 10 paradas, e deverá complementar a infraestrutura da cidade e incentivar o turismo local.O bonde passará pela praia de Iracema, Centro Cultural Dragão do Mar, Mercado Central e o Centro Histórico.O sistema de alimentação elétrica será por baterias "on board" com carregamentos rápidos nos pontos de paradas e de energia gerada através do sistema de frenagem regenerativa.
Os Bondes terão entre dois e três carros, com capacidade para 230 passageiros e irão trafegar em baixa velocidade,a 20 km/h. As obras estão previstas para durar cerca de 15 meses a partir da assinatura da ordem de serviços. 
Pregopontocom 04/01/2020

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Bonde histórico "passeia" e chama a atenção durante o trajeto em Porto Alegre

 Transportes sobre trilhos/Bonde histórico  🚃

O Bonde chamou a atenção por onde passava na manhã desta quinta-feira. Transportado em cima de uma carreta especial com 26 metros de comprimento.O antigo carro elétrico, prefixo 193, saiu do pátio atrás do Palácio da Polícia, na rua Professor Freitas e Castro.O itinerário incluiu a Ipiranga, Edvaldo Pereira, Paiva, Siqueira Campos, Júlio de Castilhos e Castelo Branco, chegando então na sede da instituição cultural na rua Comendador Azevedo, no bairro Floresta.

Correio do Povo
foto - Alina Souza
O "passeio" de um dos dois bondes históricos de Porto Alegre, doados pela Polícia Civil ao Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), chamou a atenção por onde passava na manhã desta quinta-feira. Transportado em cima de uma carreta especial com 26 metros de comprimento, sob escolta dos agentes da EPTC e da Polícia Civil, o antigo carro elétrico, prefixo 193, saiu do pátio atrás do Palácio da Polícia, na rua Professor Freitas e Castro. O itinerário incluiu a Ipiranga, Edvaldo Pereira, Paiva, Siqueira Campos, Júlio de Castilhos e Castelo Branco, chegando então na sede da instituição cultural na rua Comendador Azevedo, no bairro Floresta. À reportagem do Correio do Povo, a secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, anunciou que um dos bondes será totalmente restaurado como na época em que circulava na cidade, mantendo a forma original da época. Já o outro será transformado em espaço cultural para realização de atividades, como por exemplo de formação artística, ou até em um café. "Os bondes no MACRS tem um simbolismos que é muito importante. Estamos falando de um Museu de Arte Contemporânea que também tem um olhar atento ao passado e preservação da memória afetiva muito especial das pessoas", afirmou. Segundo Beatriz Araújo, muitas "histórias bonitas" surgiram durante o processo de doação e de transferência dos dois bondes que estavam com a Polícia Civil. "Mais importante neste momento é o resgate. Nos deixou super feliz", acrescentou. "Podemos ter um espaço de guarda da memória", concluiu. Já a Chefe de Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, considerou o ato de doação ao MACRS como "manutenção da história". Lembrando que os bondes despertam "saudosismo e sentimentalismo", ela contou que, ao assumir a gestão da instituição policial, entendeu que precisava contar "a história dos bondes e de como foram importantes", impedindo inclusive que se deteriorassem pela ação do tempo. Ela aproveitou para anunciar a inauguração no dia 7 de outubro do próprio Museu da Polícia Civil, no Palácio da Polícia, no cruzamento da João Pessoa com Ipiranga. "Está todo pronto", destacou.
Fonte - Revista Ferroviária  25/09/2020

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Bonde de Santa Teresa volta a funcionar no Rio

Transportes sobre trilhos  🚃

Nesta primeira fase de retomada, o funcionamento vai ocorrer de segunda a domingo, das 10h às 16h. Segundo nota da secretaria, o horário pode ser estendido de acordo com a demanda. Os bondes partem a cada hora da estação Carioca, intercalando os trajetos para o Largo dos Guimarães e para o Dois Irmãos.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
A operação do sistema de bondes de Santa Teresa, bairro da região central do Rio de Janeiro, foi retomada hoje (24). O serviço vai funcionar seguindo os protocolos de segurança sanitária da Secretaria de Estado de Saúde, Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde.
A circulação dos bondinhos tinha sido suspensa no dia 21 de março, devido à pandemia de covid-19.
A portaria da Secretaria Estadual de Transportes determinando o retorno foi publicada na edição de hoje (24) do Diário Oficial do estado.
Nesta primeira fase de retomada, o funcionamento vai ocorrer de segunda a domingo, das 10h às 16h. Segundo nota da secretaria, o horário pode ser estendido de acordo com a demanda. Os bondes partem a cada hora da estação Carioca, intercalando os trajetos para o Largo dos Guimarães e para o Dois Irmãos.
Será permitida a lotação de metade da capacidade de cada bonde, com no máximo 16 passageiros. O uso de máscara é obrigatório e a concessionária deverá fornecer álcool em gel 70% para os passageiros e funcionários.
Foi instalado um box para desinfecção viral na Estação Carioca, que borrifa uma solução antisséptica do pescoço para baixo, acionado por sensor de presença.
Fonte - Agência Brasil  24/06/2020

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

CRRC fornecerá 18 VLTs(LRV) para cidade do Porto em Portugal

Transportes sobre trilhos  🚄

Serão fornecidas 18 composições de VLT (LRV) bi direcionais,com quatro seções e capacidade para 252 passageiros e velocidade máxima de 80Km.O valor do contrato é de € 49,6 milhões.O CRRC venceu a Siemens e a Skoda na licitação aberta em 21 de dezembro de 2018.As ofertas foram avaliadas quanto ao preço, valor técnico e critérios de projeto.

Do IRJ
divulgação
A CRRC Tangshan irá fornecer para a cidade do Porto em Portugal,18 composições de VLT (LRV) bi direcionais,com quatro seções e capacidade para 252 passageiros e velocidade máxima de 80Km.O valor do contrato é de € 49,6 milhões.
O investimento totalmente financiado pelo fundo ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Ação Climática de Portugal, expandirá a frota do Porto Metro para 120 veículos, incluindo a atual frota existente.
O CRRC venceu a Siemens e a Skoda na licitação aberta em 21 de dezembro de 2018.As ofertas foram avaliadas quanto ao preço, valor técnico e critérios de projeto. Os novos bondes serão entregues em Portugal entre 2021 e 2023,sendo um a cada mês.
A nova frota  vai operar nas linhas existentes além de uma extensão da Linha Amarela ao sul de Santo Ovídio e Vila d'Este, em Vila Nova de Gaia.
Atualmente, o Metrô do Porto opera seis linhas, cobrindo 67 km, com 82 estações em sete municípios.
Com informações do International Railway Journal  17/12/2019

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Linha turística de bonde em Santos ganha veículo japonês

Transportes sobre trilhos  🚃

No último sábado (5), após três anos de restauro, o bonde 206 foi entregue aos santistas, durante o 1º Festival do Imigrante de Santos, no Valongo.Inaugurado originalmente em 1953, o veículo foi fundamental para o desenvolvimento da mobilidade urbana da cidade japonesa após a bomba atômica, na Segunda Guerra Mundial.

A Tribuna
Veículo passou três anos em restauro e foi entregue
 durante o 1 o Festival do Imigrante de Santos
 (Sílvio Luiz/ AT)
A linha turística de bondes de Santos ganhou um reforço de peso. O décimo terceiro integrante do Museu Vivo de Bondes veio de Nagazaki, no Japão. No último sábado (5), após três anos de restauro, o bonde 206 foi entregue aos santistas, durante o 1º Festival do Imigrante de Santos, no Valongo.
Inaugurado originalmente em 1953, o veículo foi fundamental para o desenvolvimento da mobilidade urbana da cidade japonesa após a bomba atômica, na Segunda Guerra Mundial.O processo de doação do bonde teve início em 2012, quando se completou 40 anos do acordo de geminação dos dois municípios. A chegada a Santos não foi simples. Foram necessários 42 dias de viagem até chegar ao Porto de Santos, em 2016.
"Vai ajudar a contribuir no desenvolvimento do centro da nossa cidade, trazer mais turistas, gerar mais empregos. Nós vamos fazer parcerias para otimizar o uso desse bonde", comentou o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, durante solenidade no Valongo, ontem de manhã.Com essa adição, Santos passa a contar com bondes de seis países: Portugal, Itália, Espanha, Reino Unido, Grécia e Japão. "É uma cidade que recebe gente do mundo inteiro. E foram justamente essas pessoas, essas comunidades que ajudaram a construir a cidade que nós temos hoje. A comunidade japonesa tem um grande papel na nossa cidade", disse o prefeito.
O bonde japonês manteve todas as características originais. Com capacidade para 28 pessoas sentadas, o equipamento manterá a identificação original do prefixo 206. Dentro dele, o público terá acesso ao histórico do veículo, além de detalhes sobre a doação de Nagazaki.

Programação
Além da entrega do bonde japonês, o público assistiu apresentações de Dança de Dragão e do grupo de taikô (tambores) Kyowa. O evento seguiu com intervenções artísticas de países africanos, árabes, além da Itália e França.
Nesse domingo (6), a programação inclui apresentações artísticas da Alemanha (12h), Grécia (13h), Espanha (14h), Reino Unido (15h) e Portugal (16h). Uma praça de alimentação na área externa do Santuário do Valongo oferece pratos típicos desses países.
O encerramento será às 19h com o show Tributo ao Queen, com a Banda Kings of the Queen.
Fonte - Revista Ferroviária  07/10/2019

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Bonde de Santa Teresa contará com cerca de cem novas placas de sinalização em sua identidade visual

Transportes sobre trilhos  🚃

Estão sendo instaladas cerca de cem novas placas de sinalização que irão compor a identidade visual do transporte, com informações sobre a grade de horários, pontos de parada, indicações sobre o Museu do Bonde, entre outras.

Secretaria Estadual de Transportes
foto - ilustração/arquivo
As estações Carioca, Largo do Curvelo e Largo do França do sistema de Bonde de Santa Teresa estarão de cara nova até o fim deste mês, assim como os trechos ao longo da via de circulação. Estão sendo instaladas cerca de cem novas placas de sinalização que irão compor a identidade visual do transporte, com informações sobre a grade de horários, pontos de parada, indicações sobre o Museu do Bonde, entre outras.
A agência Woden! Comunicação, através de uma parceria com a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), fez a doação de toda a identidade visual.
A nova identidade visual já está presente no ticket de embarque, no uniforme dos funcionários que lidam diretamente com o público, e nos televisores instalados na plataforma, que fornecem informações sobre a operação em tempo real. Além disso, desde março deste ano, o bonde conta com página no Facebook, perfil no Twitter e um site.
Além dessas novidades, também estão ocorrendo ampliações do trajeto. Na primeira quinzena de dezembro, os trilhos chegarão à parada Dois Irmãos, o que fará com que o sistema tenha a mesma extensão em operação em 2011. E até o fim do ano outros dois bondes serão entregues pelo estado – totalizando oito composições.
Fonte - ANPTrilhos  23/11/2018

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Queremos trens urbanos e metrôs

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Precisamos urgentemente de uma política permanente para o financiamento dos transportes públicos, com ênfase no modo metroferroviário, que tem de ser considerado como o coração do sistema de transporte público de qualquer grande cidade brasileira, devido à sua enorme capacidade de atender às crescentes demandas por transporte de massa e por sua reconhecida produtividade, competitividade e eficácia.

Marcus Quintela
Jornal do Brasil*

foto - ilustração/arquivo (linha 2 Metrô de Salvador)
Há pouco mais de 12 anos, em março de 2006, estávamos entrando no período eleitoral e resolvi escrever este mesmo artigo, aqui no JB, para chamar a atenção dos candidatos à Presidência e aos governos estaduais da época para os gravíssimos problemas dos transportes urbanos, que afetam a vida das pessoas e que são serviços públicos fundamentais para a qualidade de vida da população. Como poucos projetos foram implementados, desde então, e a situação continua periclitante em quase todas as grandes cidades brasileiras, volto a escrever sobre o assunto.
O transporte urbano precisa imperiosamente ser tratado pelos governantes como uma necessidade humana básica, assim como a educação, saúde, habitação, saneamento, segurança e nutrição. Entretanto, não é isso que constatamos em nossas cidades, que possuem sistemas de transportes deficientes, sacrificantes e altamente dependentes do transporte sobre pneus, em vez de privilegiar o transporte sobre trilhos, mais eficaz, econômico e menos poluente.
Precisamos urgentemente de uma política permanente para o financiamento dos transportes públicos, com ênfase no modo metroferroviário, que tem de ser considerado como o coração do sistema de transporte público de qualquer grande cidade brasileira, devido à sua enorme capacidade de atender às crescentes demandas por transporte de massa e por sua reconhecida produtividade, competitividade e eficácia. Além disso, o transporte de passageiros sobre trilhos tem um grande poder estruturante sobre a economia das áreas urbanas. Todavia, há o problema da viabilidade financeira para a expansão, modernização e construção de novos sistemas sobre trilhos.
Em praticamente todos os países, as receitas tarifárias dos metrôs e ferrovias de passageiros não cobrem seus custos totais, mas, nem por isso, deixam de ser implementados permanentemente, mesmo subsidiados oficialmente, de alguma forma, e continuam considerados como a principal solução de mobilidade urbana. No Brasil, a cobertura dos custos operacionais pelas receitas é muito baixa e os subsídios governamentais são muito elevados. Dessa forma, sugiro aos candidatos que, para as próximas eleições, incluam em seus planos de governo projetos de transporte público sobre trilhos e apresentem soluções orçamentárias e financeiras para seus financiamentos.
Para ajudar os candidatos, posso citar as seguintes ações para o financiamento de projetos metroferroviários: (a) destinação de percentual significativo da Cide para o sistema metroferroviário e garantia do restante para financiar a infraestrutura rodoviária do país; (b) determinação ao BNDES para a concessão de financiamentos para a infraestrutura, equipamentos e material rodante metroferroviário; (c) redução ou isenção dos tributos incidentes sobre o transporte público, incluindo combustíveis e energia elétrica; (d) apoio e fomento ao uso de energias renováveis, conforme definido no Protocolo de Kyoto, para que os recursos da venda do crédito carbono sejam investidos em infraestrutura de transportes; (e) criação de condições mais favoráveis para a decolagem das PPP federais, que ainda dependem de regras claras por parte do governo, segurança jurídica, marcos regulatórios definitivos e fundos garantidores consistentes e líquidos; (f) elaboração de estudos de viabilidade e de projetos básicos e executivos, para facilitar a atração de recursos financeiros, nacionais e estrangeiros; (g) criação de uma autoridade federal única para planejamento, execução, gerenciamento e fiscalização de projetos; e (g) incentivo fiscal e tributário à indústria metroferroviária nacional.
Espero que os candidatos percebam que o transporte metroferroviário de passageiros é de suma importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, além de gerar dividendos políticos, pois proporciona forte geração de empregos, com reativação da indústria ferroviária nacional, evita perda de vidas humanas, com menos acidentes fatais, contribui com a qualidade de vida das pessoas, como menos poluições sonora e atmosférica, menos danos psicológicos, ganhos de tempo e mais segurança.
* Doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, mestre em Transportes pelo IME e professor da FGV
Fonte - Revista Ferroviária  28/09/2018


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Siemens testa o 1º VLT autônomo do mundo em Potsdam na Alemanha

Transportes sobre trilhos  🚄

A demonstração será realizada durante a InnoTrans em 18 e 21 de setembro,em uma seção de linha de 6 Km da rede de bondes em Potsdam, na Alemanha,onde o VLT deverá circular em modo autônomo (driverless) em tráfego real.

Da Redação
foto - Mobility.Siemens
A Siemens Mobility e a VIP (Autoridade de Transporte de Potsdam GmbH) irão apresentar  o seu projeto de pesquisa do primeiro VLT autônomo do mundo.A demonstração será realizada durante a InnoTrans em 18 e 21 de setembro,em uma seção de linha de 6 Km da rede de bondes em Potsdam, na Alemanha,onde o VLT deverá circular em modo autônomo (driverless) em tráfego real.
A ViP forneceu um bonde Siemens Combino para a realização do projeto.O veículo experimental está equipado com vários sensores de radar e câmera que monitoram o  ambiente externo no entorno do veiculo.Os dados são enviados a um computador de bordo,para interpretação e avaliação,que pode tomar decisões automaticamente em cada situação.
A inteligência artificial conduz o VLT parando o mesmo nos pontos e reage de forma autônoma a perigos como  pedestres e outros veículos presentes na via de tráfego. Este é o primeiro bonde autônomo lançado para fins de pesquisa e desenvolvimento.O VLT conta também com o sistema de alerta de colisão 'Siemens Tram Assistant' que está sendo usado no bonde Avenio M, operando em Ulm, na Alemanha.
O projeto atual visa identificar e desenvolver soluções tecnológicas para condução autônoma do VLT em condições reais de tráfego.
Pregopontocom  05/09/2018

domingo, 26 de agosto de 2018

Moradores protestam por ampliação no serviço de bondes de Santa Teresa

Transportes sobre trilhos  🚃

Os bondes amarelos e azuis fazem parte da história de Santa Teresa e sobem suas ladeiras há décadas. Em 2011, no entanto, o descarrilamento interrompeu o serviço, que só foi retomado cerca de quatro anos depois, mas atendendo a uma extensão menor.Atualmente, o bonde sai do centro da cidade e passa pelos largos do Curvelo e dos Guimarães. Também são atendidos em horários mais restritos os percursos até a Praça Odylo Costa Neto e a Rua Francisco Muratori.

Por Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Passados sete anos do acidente de bonde que deixou seis mortos e 50 feridos em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, moradores participaram hoje (26) de uma série de atos para lembrar o desastre e reivindicar a reativação do serviço de transporte de forma completa.
Os bondes amarelos e azuis fazem parte da história de Santa Teresa e sobem suas ladeiras há décadas. Em 2011, no entanto, o descarrilamento interrompeu o serviço, que só foi retomado cerca de quatro anos depois, mas atendendo a uma extensão menor.
Atualmente, o bonde sai do centro da cidade e passa pelos largos do Curvelo e dos Guimarães. Também são atendidos em horários mais restritos os percursos até a Praça Odylo Costa Neto e a Rua Francisco Muratori.

Associação
Segundo o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, Paulo Saad, o percurso não atende nem metade da população que usava o serviço anteriormente.
"Esse pequeno trecho ainda não atende nem metade dos moradores. Isso se falarmos em extensão da rua, porque, se falarmos em operação, ele não atende ninguém. São três bondes a 20 reais, passando de 20 em 20 minutos, começando às 8h e terminando às 17h30. Isso não atende ninguém", afirmou Saad. Ele pede que os bondes cheguem à sua extensão original e atendam a locais como o Largo das Neves, Silvestre e Dois Irmãos.
Além disso, o pleito é para que o serviço funcione das 6h à meia-noite. "Se funcionar até oito da noite pelo menos, você conseguirá dar às pessoas a condição de subir o morro [voltando do trabalho]. Porque, para baixo, todo santo ajuda. Hoje, é um pequeno grupo de moradores que usa o bonde".
Outra crítica da associação de moradores é a passagem a R$ 20, preço do qual moradores previamente cadastrados estão isentos. Apesar desse benefício, a associação informa que trabalhadores que precisam ir a Santa Teresa e moradores de localidades vizinhas como a Lapa e a Glória que frequentam o bairro não estão contemplados pela tarifa social e precisam arcar com preço. Estudantes uniformizados e idosos também não pagam a passagem.

Operação
Para lembrar o desastre de 2011, foi realizada uma missa em memória dos mortos na Igreja Anglicana do Largo dos Guimarães. Durante a tarde, a associação coletou assinaturas e panfletou para mobilizar os moradores do bairro. Para as 17h30 foi marcado um cortejo em direção ao Largo das Neves.
Moradora de Santa Teresa há mais de 10 anos, a professora universitária Débora Lerrer disse que os bondes fazem falta em seu cotidiano, já que mora em um dos trechos que ainda não voltaram a ser atendidos pelo serviço.
"Era o melhor meio de transporte do bairro. Tinha horário para pegá-lo. Era o transporte mais rápido para o Centro. Sempre me senti muito mais segura no bonde do que nesses ônibus que correm como loucos". Débora Lerrere passou a usar carro diariamente desde que o bonde deixou de operar até o Largo das Neves. "É ridículo. Hoje, pego o carro, desço até a estação da Glória e pego metrô."
Os bondes de Santa Teresa são operados pela Central Logística, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Transportes. Por meio de nota, a secretaria informou que vem trabalhando para aprimorar o sistema e realizar ampliações gradativamente.
No último dia 16, foi iniciada uma nova fase da obra de expansão até o Largo do França. "O prazo de execução é de 120 dias (podendo ser ampliado, conforme as condições climáticas). Com a conclusão, a expectativa é que sejam beneficiados 18 mil moradores a mais", concluiu a nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2018

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Tem início a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Semana de Tecnologia Metroferroviária debaterá evolução do setor nos últimos 50 anos. - Com o objetivo de alinhar todos os agentes envolvidos para que essa evolução, que se deu no âmbito do atendimento, serviços, tecnologia e desenvolvimento de cidades, seja ampliada para a construção dos próximos 50 anos, o evento valorizará a ação dos agentes do setor, desde a implantação do primeiro sistema de metrô do Brasil, 50 anos atrás, até os dias de hoje.

Terra
foto - ilustração/Metrô de Salvador
24ª edição de evento promovido pela AEAMESP, começa hoje (21) e vai até sexta-feira (24), com diversos eventos paralelos com debates nacionais e internacionais .
Em face da recente crise do sistema rodoviário brasileiro, fruto de uma greve nacional dos caminhoneiros, uma pergunta se fez ouvir em todo o País: por que o Brasil não investe mais em transporte metroferroviário – de pessoas e de cargas? Essa será uma das questões abordadas na 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, entre hoje, terça-feira (21) e sexta-feira (24). Com tema central “A Evolução Passa Por Aqui”, o evento será promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e acontecerá conjuntamente com a Metroferr Lounge Experience 2018.
Com o objetivo de alinhar todos os agentes envolvidos para que essa evolução, que se deu no âmbito do atendimento, serviços, tecnologia e desenvolvimento de cidades, seja ampliada para a construção dos próximos 50 anos, o evento valorizará a ação dos agentes do setor, desde a implantação do primeiro sistema de metrô do Brasil, 50 anos atrás, até os dias de hoje. “Somos uma associação de profissionais, cujo maior patrimônio é justamente a prática do trabalho colaborativo. A Semana pretende reunir profissionais de várias partes do País e até do exterior com o objetivo principal de aperfeiçoamento e intercâmbio de experiências e ideias”, afirma Pedro Machado, presidente da AEAMESP.
O evento, que contará com cinco painéis e 66 trabalhos técnicos reunidos em oficinas sobre os mais diversos temas e ocorrerá na Universidade Paulista (Unip) – Campus Paraíso (Rua Vergueiro, 1.211 – Paraíso), reunirá presidentes e dirigentes de empresas, engenheiros, arquitetos urbanistas e especialistas das áreas de planejamento e controle, projetos, infraestrutura e obras, logística, compras, planejamento estratégico, engenharia, tecnologia, manutenção, operação e especificação. Também participarão representantes de órgãos públicos do Executivo e do Legislativo, nas esferas federal, estadual e municipal, entidades de classe e de instituições não governamentais de representação autônoma.
Entre os nomes confirmados como palestrantes estarão os presidentes dos Metrôs de São Paulo, Paulo Menezes de Figueiredo; MetroRio, Guilherme Ramalho; da CTB (Salvador), Eduardo Copello; e de Paulo Magalhães, presidente da CPTM. Também estarão presentes secretários de Transportes de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O público também poderá conhecer a experiência estrangeira no transporte, pois especialistas que cuidaram do enterramento de trilhos nas cidades de Paris e Turim falarão sobre esses cases de sucesso, bem como a experiência de metrôs latino-americanos, como Buenos Aires/Argentina e Monterrey/México.
Um dos eventos paralelos à 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária será a Metroferr Lounge Experience 2018, reunindo fornecedores de serviços e produtos para o segmento. A feira contará com networking e espaços para negócios, assim como estandes de fornecedores diversos. Outro destaque da Semana será o 5º Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) e pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em parceria com a AEAMESP, que reconhecerá os três melhores trabalhos dos 66 que serão apresentados nas diversas oficinas durante três dias da Semana.
Integram a Semana os eventos: a 46ª Reunião do Grupo Permanente de Auto-Ajuda na Área de Manutenção Metroferroviária (GPAA); o XII Seminário Metroferroviário da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); o Seminário UITP – Melhores Práticas de Mobilidade Urbana Comunicação & Marketing, da Associação Internacional do Transporte Público (UITP, na sigla em inglês); e o II Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário. Além disso, mesas-redondas celebrarão e discutirão os 50 anos do Metrô de São Paulo, os 25 anos da CPTM, 20 anos do MetrôRio e os cinco anos do metrô de Salvador. Conheça a programação: http://www.semanadetecnologia. com. br/24semana/.
Fonte - ANPTrilhos  21/08/2018

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Sistema de Bondes de Santa Teresa mantém crescimento mensal no transporte de passageiros

Transportes sobre trilhos  🚃

Nos sete primeiros meses de 2017, foram transportados cerca de 119 mil passageiros. No mesmo período desse ano, aproximadamente 164 mil pessoas utilizaram o sistema, representando um acréscimo de 38%.

Secretaria de Estado de Transportes do RJ
foto - ilustração/arquivo
Os balanços realizados pela equipe de operação do Bonde de Santa Teresa têm demonstrado a evolução mensal do sistema em relação ao ano passado. Nos sete primeiros meses de 2017, foram transportados cerca de 119 mil passageiros. No mesmo período desse ano, aproximadamente 164 mil pessoas utilizaram o sistema, representando um acréscimo de 38%.
Em virtude do aumento da demanda, o número de viagens praticamente dobrou em relação ao ano passado. Saltou de 6.533 (até julho de 2017) para 12.695 (até julho de 2018).
Esses números são reflexo do esforço do estado em aprimorar cada vez mais o sistema, que opera atualmente com cinco bondes, número compatível com o trecho em operação. Em julho foi iniciada uma nova fase da obra de ampliação do percurso, da Praça Odylo Costa Neto até o Largo do França, proporcionando um avanço na oferta do serviço de 1,5 km em duas vias (subida e descida), passando a atender as comunidades do bairro e entorno.
No início desse ano, com a gestão eficiente dos recursos obtidos com a cobrança da tarifa (revertidos integralmente para a manutenção e melhorias do sistema), foi possível realizar a extensão do trajeto até a Praça Odylo Costa Neto. Além disso, houve intervenções na Estação Carioca; restauração da iluminação do trecho dos Arcos da Lapa e aquisição de todos os insumos necessários à operação.
Fonte - ANPTrilhos   06/08/2018

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fórum de Mobilidade ANPTrilhos será dia 18 de julho em Brasília

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

A programação do Fórum foi pensada para atender os anseios do setor metroferroviário, no sentido de apresentar ações que possam contribuir com a redução do déficit de mobilidade no Brasil. Teremos a participação de palestrantes renomados, que apresentarão subsídios fundamentais para o nosso setor. 

Abifer
foto ilustração/CCR Bahia
O Fórum de Mobilidade ANPTrilhos será realizado no dia 18 de julho, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. O evento reunirá especialistas do setor metroferroviário do Brasil e exterior, autoridades, governadores e os Candidatos à Presidência da República para debater e propor ações para a ampliação e modernização da rede de transporte de passageiros sobre trilhos do País.
Com o adensamento dos centros urbanos, é fundamental e necessário dotar as cidades de uma rede integrada de transporte, proporcionando uma mobilidade urbana adequada aos cidadãos brasileiros. Não existe solução em mobilidade urbana para médios e grandes centros que não passe pelo transporte de massa, que é o caso do transporte sobre trilhos.
“A programação do Fórum foi pensada para atender os anseios do setor metroferroviário, no sentido de apresentar ações que possam contribuir com a redução do déficit de mobilidade no Brasil. Teremos a participação de palestrantes renomados, que apresentarão subsídios fundamentais para o nosso setor. Sem dúvida, o Fórum de Mobilidade ANPTrilhos terá um papel crucial na implementação de ações para o desenvolvimento de novos projetos”, enfatiza Joubert Flores, Presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
Com inscrições gratuitas, o evento contará com a apresentação das propostas da Associação aos candidatos à Presidência da República para o desenvolvimento do setor metroferroviário; os pronunciamentos dos presidenciáveis e três painéis que debaterão as necessidades e soluções para a estruturação e desenvolvimento adequado da mobilidade urbana brasileira.

Fórum de Mobilidade ANPTrilhos
Dia: 18 de julho de 2018
Local: Centro de Eventos e Convenções Brasil 21
Endereço: Setor Hoteleiro Sul Q. 3 BL E 01 – Brasília, DF
Horário: 08:30 às 18:30
Fonte -  Abifer  29/06/2018

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Chamamento em defesa da mobilidade urbana como direito social

Mobilidade 🚄🚃 🚅 🚇

O engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente), lançou, na última semana, o manifesto público “A mobilidade urbana como direito”: - Dada a natural amplitude do tema, queremos neste primeiro momento propor um recorte específico que foque, por um lado, no atendimento a esse cidadão mais carente, o de menor poder aquisitivo, que num país em desenvolvimento como o nosso representa sempre a absoluta maioria numérica das pessoas. Por outro lado, que nos fixemos no modal ferroviário, em suas diversas versões como metrô, trem convencional, monotrilho e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Portogente
foto - ilustração/aequivo
“A condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas numa cidade, a chamada mobilidade urbana, que para ser adequada depende de políticas púbicas de transporte abalizadas em estudos técnicos, de engenharia e estudos sociais, é um tema extenso e complexo por motivos vários, notadamente por dois: por envolver diferentes modais de transporte funcionando em sincronia e sinergia; e atender pessoas de diversos extratos sociais e com diferentes necessidades.
Gostaria de, por meio deste manifesto público, conclamar os brasileiros que atuam no setor, bem como os demais cidadãos interessados, a promovermos um debate que culmine no oferecimento de uma proposta aos poderes constituídos, no sentido de potencializar a infraestrutura instalada bem como propor novos investimentos voltados ao interesse do cidadão, notadamente daquele mais necessitado e dependente do meio público de transporte.
Dada a natural amplitude do tema, queremos neste primeiro momento propor um recorte específico que foque, por um lado, no atendimento a esse cidadão mais carente, o de menor poder aquisitivo, que num país em desenvolvimento como o nosso representa sempre a absoluta maioria numérica das pessoas. Por outro lado, que nos fixemos no modal ferroviário, em suas diversas versões como metrô, trem convencional, monotrilho e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
O que estamos propondo é uma grande cruzada, conclamando os usuários, a classe política, os engenheiros e os executivos das empresas a emprestarem sua voz e experiência para assim construirmos um processo de discussão do qual possamos, ao final, gerar e apresentar um relatório amplo, que aponte soluções concretas, com propostas viáveis de projetos factíveis que construam a mobilidade urbana que queremos e que todos têm direito.
Quando falamos em mobilidade urbana, invariavelmente nos vem à mente as grandes metrópoles e aglomerados de pessoas e veículos. Temos mesmo de pensar em soluções que diminuam o tempo de deslocamento e o estresse gerado nas macrometrópoles, pensar maneiras de aliviar o sofrimento no percurso e o tempo nele perdido nessas cidades inchadas que o desenvolvimento mal planejado gerou. Mas precisamos de soluções também para as cidades não tão grandes, como as principais capitais e demais cidades de porte, nas quais o problema também se apresenta com crescente intensidade.
É fato que a constante valorização dos imóveis urbanos gera maior inacessibilidade para compra ou aluguel, o que tem gerado a expulsão de grandes contingentes de família cada vez mais para as áreas mais remotas e distantes do local de trabalho, escola e lazer.
Também é fato que os recursos públicos para minimizar esse problema estão, mais que nunca, escassos. Neste contexto, só a criatividade e inteligência terão o condão de superar essa dificuldade.
Por exemplo, muitas vezes uma solução de mobilidade pode estar fora da infraestrutura, e estar no planejamento, por exemplo. Uma hipótese inicial que defendo é o incentivo público para que empresas que absorvam muita mão de obra se instalem nas novas áreas em que se adensou a população.
Por meio do debate aqui proposto, temos a convicção que em alguns meses será possível apresentar aos governantes um projeto democrático, soberano e nacionalista. Democrático por ser a expressão do trabalho e pensar de muitos; soberano porque engendrado por pessoas interessadas no bem comum, no bem público e não de empresas ou setores; e nacionalista porque vai privilegiar o produto nacional, a engenharia nacional e, mais que tudo, investir os recursos envolvidos em máquinas e produtos nacionais, que geram empregos aqui e, assim, desenvolvam nossa economia.
Em se tratando de investimento público, creio que estejamos todos de acordo quanto a que o cidadão deverá sempre estar em primeiro lugar. A engenharia pode ajudar nisso, encontrando soluções viáveis e exequíveis. As instituições podem ajudar. O cidadão tem muito a contribuir.
Por meio da FerroFrente, entidade que defende a volta das ferrovias e que tenho honra de presidir, receberemos sugestões e artigos que proponham soluções. Procuraremos dar publicidade a essas contribuições, assegurando, claro, a menção à autoria.
A mobilidade é um direito de todos, e quem tem pouco dinheiro tem o mesmo direito à mobilidade de quem tem. Propomos atender esse direito de forma propositiva, com projetos de viabilidade.”
Fonte - Portogente  28/02/2018

sábado, 27 de agosto de 2016

Moradores de Santa Teresa lembram acidente e pedem volta plena do bonde

Transportes sobre trilhos

Em alusão à Rio 2016, o protesto, intitulado Prova olímpica pelo resgate do bonde popular, consistiu na ocupação dos veículos, que hoje circulam de forma precária, por grupos de moradores que levavam cartazes e gritavam palavras de ordem pela volta do serviço.

Paulo Virgílio
Agência Brasil
Paulo Virgílio/Agência Brasil
Cinco anos após o acidente ocorrido em 27 de agosto de 2011, quando o descarrilamento de um bonde deixou seis mortos e mais de 50 feridos, moradores de Santa Teresa, na região central do Rio, realizaram neste sábado (27) uma manifestação pelo funcionamento pleno do tradicional meio de transporte, que é um dos cartões-postais do bairro.
Em alusão à Rio 2016, o protesto, intitulado Prova olímpica pelo resgate do bonde popular, consistiu na ocupação dos veículos, que hoje circulam de forma precária, por grupos de moradores que levavam cartazes e gritavam palavras de ordem pela volta do serviço.
“O morador não está contente. Queremos bonde é na hora do batente” e “Turista no bonde. Morador a pé, qual é?” foram alguns dos slogans da manifestação, que começou por volta do meio-dia no Largo dos Guimarães, considerado o coração do bairro e atualmente ponto final provisório da única linha em funcionamento de um sistema que já serviu a toda Santa Teresa. Ao longo dos cinco anos desde o acidente, o principal e, por muito tempo, único meio de transporte dos moradores do bairro de muitas ladeiras íngremes e sinuosas passou a ser micro-ônibus de uma mesma empresa, que já provocaram dezenas de acidentes.
“O direito à nossa mobilidade está profundamente prejudicado sem o bonde. Tem uma obra da qual falta um terço, a verba já foi gasta, sete aditivos e um escândalo, que é uma ação que nós, da Amast [Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa] ganhamos na Justiça, por meio do Ministério Público, que obriga o estado a fazer as obras. Não se pode dizer que não tem dinheiro. Não se pode deixar buracos, obra inacabada, sem nenhum respeito aos nossos direitos”, desabafou Ana Lúcia Magalhães Barros, uma das diretoras da entidade.
A Amast organizou a manifestação, que também serviu para lembrar o trágico acidente de 2011.
Segundo Ana Lúcia, não há incompatibilidade entre o uso do bonde pelos turistas e pelos moradores, que, no entanto, rejeitam a visão do meio de transporte como meramente turístico. “Nós adoramos conviver com os turistas, e eles adoram conviver com os habitantes de um bairro que é ativo, que protesta, que fala. Não há racismo, nem luta de classes dentro do bonde”, disse.
Para Ana Lúcia, a falta de conclusão das obras do sistema de bondes de Santa Teresa, prometida para este ano, foi “um estelionato olímpico”. “Vamos continuar com a ação contra os poderes que nos impedem de ter o que nos é de direito”, disse a diretora da Amast, destacando que os moradores querem o bonde servindo todo o bairro, com uma linha indo do Largo da Carioca até o Silvestre e outra, até a Paula Matos.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Transportes informou que o bonde está circulando, desde a semana anterior aos Jogos Olímpicos, no regime de “operação assistida”, razão pela qual não é cobrada tarifa, e com lotação máxima de 32 passageiros sentados, “por questão de segurança”. Segundo a secretaria, não há nenhuma prioridade para os turistas, em detrimento dos moradores do bairro.
O bonde circula de segunda-feira a sábado, das 8h às 16h, com intervalos de 10 minutos, e a secretaria estuda a ampliação progressiva desse horário. Já a retomada das obras depende da liberação de recursos, para os quais não há previsão.
Fonte - Agência Brasil  27/08/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

VLT do Rio resgata memória dos bondes

Transportes sobre trilhos

VLT carioca resgata memória de bondes com sustentabilidade - Movido à eletricidade e totalmente não poluente, o novo meio de transporte, que vai atender a cariocas e visitantes, também resgata lembranças da época dos bondes elétricos. Até mesmo o som do antigo será lembrado. Por ser extremamente silencioso, na cabine do condutor haverá um botão para a tradicional buzina e um outro que reproduz a campainha dos antigos bondes. 

G1 - ABIFER
foto - ilustração
Em abril, quando o VLT começar a circular em seu primeiro trecho – da Rodoviária Novo Rio até o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio –, estará sendo escrito um novo capítulo na história dos transportes públicos da cidade.
Movido à eletricidade e totalmente não poluente, o novo meio de transporte, que vai atender a cariocas e visitantes, também resgata lembranças da época dos bondes elétricos. Até mesmo o som do antigo será lembrado. Por ser extremamente silencioso, na cabine do condutor haverá um botão para a tradicional buzina e um outro que reproduz a campainha dos antigos bondes.
Os bondes circularam na cidade entre 1892, quando pertencia à Companhia Ferrocarril São Cristovão, e depois de 1905 até o final da década de 60, quando estavam sob o controle da Light, concessionária de energia. Para antigos usuários, especialistas em história e autoridades, o VLT é o que pode se chamar de um "bonde turbinado com alta tecnologia".
A professora Márcia Mendes, moradora da Gamboa, na Região Portuária do Rio, contou que tem memória da infância quando usava o bonde para ir para a escola na companhia da irmã. "Achava o máximo, me sentia gigante com a sensação de liberdade quando ficava na janela", lrelembrou.
Para ela, o VLT, que tem uma parada na porta da casa dela, é uma visão futurista dos bondes. "Eu estou otimista. Vai ser bom sim se ele realmente for usado como planejado", opinou.
O VLT carioca é um dos primeiros do mundo projetado sem a tecnologia catenária, que usa cabos para captar energia elétrica em fios suspensos. Os trens não têm fios em rede aérea e são alimentados por duas fontes de energia.
Em entrevista ao G1, o secretário de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, explicou que o modelo do VLT do Rio é inédito até mesmo em outros lugares do mundo.
"Abastecimento pela superfície a gente tem conhecimento que existe em Dubai, mas lá é um pouco diferente já que eles circulam em áreas mais livres e não passam por regiões com construções como aqui no Rio".
A energia vem de um terceiro trilho, sistema APS (alimentação pelo solo) instalado entre os trilhos de rolamento do veículo, cuja alimentação ocorre apenas no trecho sob o trem. As composições também têm um supercapacitor, uma espécie de bateria, que recebe energia da rede e pode ser recarregado pela energia absorvida no processo de frenagem do trem. Além disso, ele é silencioso.
Segundo Arraes, a sustentabilidade não é o principal foco do projeto, mas ele foi levado em consideração. "No mínimo, esses três aspectos, da poluição direta por conta do combustível, da sonora e da visual, ele atende os requisitos da sustentabilidade", explicou.
Ele explicou que quando a operação for plena, serão feitos testes ambientais para saber, por exemplo, qual a quantidade de carbono está sendo capturada pelo fato do trem não estar queimando combustível.
Outra semelhança com os antigos bondes é o trajeto. Durante as obras, foram encontrados trilhos dos antigos bondes. Em alguns pontos, o VLT vai fazer o mesmo de 160 anos atrás. Entre os achados arqueológicos descobertos embaixo das movimentadas ruas está o calçamento da Rua da Constituição.
Parte do piso será preservada e exposta como previsto na proposta enviada e aprovada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A área tem 15 metros quadrados é o trecho mais antigo, que ainda mantém o desenho original e de maior representatividade histórica, conforme avaliação dos arqueólogos.
E é também por isso a preocupação com os prédios históricos ao longo do traçado do VLT. Para minimizar o impacto e evitar vibrações haverá um mecanismo de controle de ruído atendendo um pedido do Instituto do Patrimônico Histórico (Iphan) e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
"Como o trem vibra quando passa nesses locais, por exemplo na Rua da Constituição, e na Rio Branco onde estão prédios históricos, nós colocamos nesses trechos equipamentos para reduzir o impacto. É um isolante, um material sintético que é colocado no topo do trilho para proteger, dar uma proteção física", explica Arraes.
O secretário afirmou que depois da transformação urbana da Região Portuária eles estão fazendo projetos para a expansão do VLT até a Zona Sul.
"Será com outro viés que não só o da integração. Tem a ver com o resgate da mobilidade, da recuperação urbanística de um bairro como Botafogo. O VLT sairia da Cinelândia para seguir até Flamengo, Botafogo, Jardim Botânico e Gávea, para integrar com o Metrô".

Retomada da história
A museóloga do Instituto Light, Roberta Saragoça, ressalta que o VLT trouxe da volta a memória dos bondes. Segundo ela, aumentou o interesse na história deles aumentou a partir do momento em que começou a se veicular notícias sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos.
"Somos frequentemente procurados por pesquisadores e outros profissionais sobre o assunto. O VLT trouxe a memória do bonde. Quem andou e teve o privilégio não esqueceu. Para quem não conhece, o assunto voltou", explicou.
O instituto abriga parte da história dos bondes. São fotografias de Augusto Malta, documentos, mobiliário e equipamentos à disposição da pesquisa. Um bonde reformado está em exposição e são feitas visitas teatralizadas com personagens vestidos como na década de 20 para ajudar a manter essa memória.

Menos carro e material reciclado
A implantação do novo meio de transporte tem custo avaliado em R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma parceria público-privada (PPP) da Prefeitura do Rio.
De acordo com informações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto Maravilha (Cdurp), os carros que circulam diariamente pelos centros urbanos transportam em média 1,3 passageiros. A capacidade de cada VLT é de 420 passageiros. Considerada uma taxa de ocupação média, cerca de 255 carros deixarão de circular pela cidade.
As obras do VLT utilizaram equipamento de fresa ao longo da intervenção na Avenida Rio Branco para a remoção do pavimento, de forma a garantir o melhor uso dos recursos. Ao todo, 3.240 metros cúbicos de asfalto foram retirados da avenida e seguem sendo aproveitados nas obras.
O novo modelo de transporte alterou o visual da Avenida Rio Branco, uma das principais da cidade. Está em construção um boulevard, com extensão de 600 metros. Nesse ponto, a pista será compartilhada com o VLT e ciclofaixa, nas proximidades da Cinelândia, onde fica o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

Como vai funcionar a operação
O VLT vai operar 24 horas por dia nos sete dias da semana, confirma Arraes. Em agosto, quando estiver totalmente entregue o VLT terá 28 quilômetros de comprimento com 32 paradas. Serão 32 trens em operação. Até o início de fevereiro sete trens já haviam sido entregues: cinco deles produzidos na França e dois produzidos na fábrica da Alstom, em Taubabé, São Paulo. A capacidade total do sistema chegará a 300 mil passageiros por dia.
Atualmente 28 condutores estão em fase final de treinamento e habilitação para começar a trabalhar em abril. O objetivo é formar mais 40 profissionais.
Para as duas turmas iniciais, o primeiro mês aconteceu na França, no centro de treinamento da RATP, empresa responsável pela operação do metrô e VLT em Paris. Eles também usam um simulador de condução que apresenta o trajeto entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont reproduzindo situações a serem encaradas durante a operação.
A segunda etapa de implantação do VLT - Central do Brasil até Praça 15 - está marcada para agosto.
Segundo Arraes, um dos principais desafios será o início da circulação onde será possível saber se o novo transporte terá o mesmo dinamismo pensado na implantação.
Ele confirma que o VLT terá prioridade nos sinais de trânsito e os outros motoristas vão ter que se adaptar a isso.
" Se ele vem em uma linha e o sinal está fechado, existe abaixo um sinalizador em que o sinal abre para ele automaticamente e fecha para os outros carros, mas isso é uma situação comum". Ele lembrou ainda os problemas enfrentados pela prefeitura quando o BRT foi implantado e muitas pessoas andavam de skate e cruzavam as vias exclusivas dos ônibus.
De acordo com Arraes, as ruas estreitas, no Centro, a região da Central do Brasil com grande circulação de pessoas serão os pontos mais complicados. O VLT terá velocidade de 18 quilômetros nos trechos mais difíceis e de até 50 quilômetros, nos trechos mais desertos e durante a madrugada. A previsão é que eles circulem na horas de pico com frequência de três minutos.

Preço das passagens x validação
De acordo com o secretário, a prefeitura do Rio irá fazer o anúncio do preço da passagem do VLT em meados de março.
O pagamento será feito por cartões validados em oito máquinas próprias, no interior dos módulos do trem.
Esse é um sistema inédito no país, mas também haverá fiscalização e a prefeitura pretende mandar um projeto de lei para a Câmara para estabelecer uma multa no caso de alguém não validar a passagem. O modelo é semelhante ao que ocorre com o Lixo Zero. Segundo o secretário, o valor da multa também deverá ser o mesmo.
" Mantivemos essa que é a opção mundial. Esse tipo de transporte no mundo inteiro é assim. Em alguns países funciona melhor e em outros pior. Haverá campanha educativa e também fiscalização", acrescentou.
No entanto, Arraes acredita que as pessoas já estão acostumadas porque já fazem uso do Bilhete Único nos ônibus, barcas e no metrô. A diferença é que no VLT não existe catraca.
Fonte - ABIFER  23/02/2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Vladikavkaz na Russia encomenda 10 bondes tipo 71-407 da Uraltransmash

Transportes sobre trilhos

A cidade de Vladikavkaz na Russia,assinou um contrato com a Uraltransmash para o fornecimento de 10 bondes Tipo 71-407.

Da Redação
foto - Railway Gazette
Na Russia a Uraltransmash subsidiária da Uralvagonzavod,assinou um contrato de arrendamento (leasing),com as autoridades da cidade de Vladikavkaz para o fornecimento de 10 bondes Tipo 71-407.
Uraltransmash apresentou no ano passado o projeto atualizado do seu bonde elétrico de seção única com quatro eixos.Os veículos terão piso rebaixado a 39%,e serão equipados com motores de tração assíncronas.
A cidade de Vladikavkaz tem uma rede de 59km de linhas,embora apenas 55km estejam em operação atualmente.Apesar do operador do sistema possuir uma frota de 59 bondes,apenas 26 deles encontram-se em serviço.
Com informações da Railway Gazette  13/02/2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Trecho do bonde de Santa Teresa desativado há 50 anos é reinaugurado

Transportes sobre trilhos

Rio de Janeiro - Após 50 anos, o bairro de Santa Teresa Santa, zona central do Rio volta a ser um dos pontos de partida dos bondes.O trecho de 800 metros, entre a Rua Francisco Muratori, na Lapa, e o Largo do Curvelo, em Santa Teresa, estava desativado desde 1966.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil*

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Depois de quase 50 anos, a Lapa, reduto boêmio no centro do Rio de Janeiro, voltou a ser atendida hoje (27) pelo sistema de bondes de Santa Teresa. O trecho de 800 metros, entre a Rua Francisco Muratori, na Lapa, e o Largo do Curvelo, em Santa Teresa, estava desativado desde 1966.
A reinauguração de hoje é parte das intervenções feitas pelo governo fluminense para modernizar o sistema de bondes. Em agosto de 2011, um descarrilamento deixou seis mortos e mais de 50 feridos, interrompendo completamente o serviço de transporte por bondes em Santa Teresa por cerca de quatro anos.
Em julho do ano passado, o primeiro trecho, entre o Largo da Carioca e o Largo do Curvelo, foi reaberto a passageiros depois do acidente. No mês passado, foi a vez de reinaugurar o trecho até o Largo do Guimarães.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - Moradores protestam para que bondinhos tenham horário estendido

Protesto
Por enquanto, os três trechos reinaugurados estão funcionando apenas de forma experimental, com um horário reduzido: das 11h às 16h. Hoje os moradores fizeram um protesto para que esse horário seja estendido.
“Pedimos que o bonde volte a sua antiga grade horária, para que seja usado preferencialmente pelos moradores no início da manhã e no final da tarde. Para nós, moradores, o bonde é um transporte público de fácil acesso e possibilidade de descer ao centro, para trabalhar, mais rápido. A gente só tem três linhas de ônibus, então o bonde é mais uma alternativa ”, disse a advogada Ana Lúcia da Silva Souza, que mora há 18 anos em Santa Teresa.

Calibragem
O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, disse que o bonde está funcionando em horários de menos movimento para que o sistema seja “calibrado” antes de ser liberado para circular em seu horário normal.
“Na terça-feira, vamos apresentar um cronograma para a expansão do horário de serviço dos bondes para a volta da grade [de horário] original. Também vamos discutir a tarifa dos bondes, que será menor do que a dos ônibus municipais e também que os bondes serão incluídos no bilhete único municipal”, disse.
O bonde de Santa Teresa circula desde 1896. Além das linhas já citadas, há os trechos até Silvestre e o Largo das Neves, ambos saindo do Largo do Guimarães, que ainda não estão em operação. A previsão é que tudo esteja funcionando até 2017.
*Colaborou Tâmara Freire - repórter do Radiojornalismo
Fonte - Agência Brasil  27/01/2016

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mais um trecho do bonde de Santa Teresa é reaberto a passageiros

Transportes sobre trilhos

O serviço está retornando gradativamente. O trecho entre o Largo da Carioca, no centro, e o Largo do Curvelo, em Santa Teresa, foi o primeiro a voltar a funcionar, em julho deste ano. Na primeira quinzena de janeiro, a expectativa é de que seja reativado o trecho entre a Rua Francisco Muratori, na Lapa, e o Largo do Curvelo.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O tradicional bonde de Santa Teresa voltou hoje (28) a circular com passageiros até o Largo dos Guimarães, depois de mais de quatro anos. O trecho até o Largo do Guimarães estava interrompido desde agosto de 2011, quando um bonde descarrilou, deixando seis mortos e mais de 50 feridos.O serviço está retornando gradativamente. O trecho entre o Largo da Carioca, no centro, e o Largo do Curvelo, em Santa Teresa, foi o primeiro a voltar a funcionar, em julho deste ano. Na primeira quinzena de janeiro, a expectativa é de que seja reativado o trecho entre a Rua Francisco Muratori, na Lapa, e o Largo do Curvelo.
“Nós ainda temos três quilômetros de vias sendo construídas entre a Praça Odilo e o Largo do França. O nosso cronograma segue com a entrega completa do projeto para 2017. E, em janeiro, vamos entregar o serviço da Francisco Muratori, que não funcionava desde 1966”, disse o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório.
A moradora de Santa Teresa, Loyse Soares, de 40 anos, foi um dos passageiros que fez a viagem inaugural até o Largo do Guimarães. “Para a gente, essa é a volta da cultura para o Rio de Janeiro. Isso aqui é um marco de Santa Teresa. Os turistas vêm aqui e querem conhecer o bonde. Isso traz vida ao bairro”, disse a passageira, que nasceu em Santa Teresa.
Já a pequena Luana, de três anos de idade, andou no bonde de Santa Teresa pela primeira vez. “A gente já havia andado muitas vezes, porque minha sogra e minha cunhada moram aqui, mas ela não. Na última vez em que eu andei, aliás, eu estava grávida”, disse Carla Nogueira, de 36 anos.
Animada com a volta do bonde, a turista argentina Elá Fleischman aproveitou para se deslocar do Largo do Guimarães até o Largo da Carioca, antes de pegar o metrô para Copacabana, na zona sul, com três amigas.
“A gente sabia que existia um bonde histórico e queria conhecê-lo. Quando soubemos que ele estava circulando, resolvemos pegá-lo para chegar a Copacabana. É lindo, porque, do bonde, podemos aproveitar mais a vista de Santa Teresa e da Lapa”, disse.
O bonde de Santa Teresa circula desde 1896. Além dos trechos já citados, os trechos até Silvestre e o Largo das Neves, ambos saindo do Largo do Guimarães, ainda não estão em operação.
Fonte - Agência Brasil  28/12/2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Começa nova etapa de instalação de trilhos definitivos em Santa Tereza

Transportes sobre trilhos

O trabalho se dará entre a Praça Odilo Neto e o Largo do França, numa extensão de cerca de três mil metros. Para minimizar o impacto na vida dos moradores do bairro, a obra será realizada por etapas.

Extra - RF
foto - ilustração
Começou neste domingo a nova etapa de instalação dos trilhos definitivos dos bondes de Santa Teresa. O trabalho se dará entre a Praça Odilo Neto e o Largo do França, numa extensão de cerca de três mil metros. Para minimizar o impacto na vida dos moradores do bairro, a obra será realizada por etapas.
Para não prejudicar a rotina de pedestres e motoristas, as intervenções não vão interditar as vias totalmente e, com isso, não haverá alteração nos itinerários dos ônibus. Nos locais de obras, haverá técnicos da Secretaria estadual de Transporte e operadores de trânsito para orientar as pessoas.
Também começou a fase final da instalação da rede aérea do sistema de bondes entre os largos do Curvelo e dos Guimarães. A previsão é de que o trabalho seja concluído na segunda quinzena de dezembro. Em seguida, começará a etapa de testes no trecho, sem passageiros.
Os primeiros testes do bonde que ligará o bairro à Lapa, até a esquina da Rua do Riachuelo, começaram no mês passado. O trecho, de aproximadamente 500 metros, que estava fora de operação desde a década de 1960, após uma série de alagamentos na região, deve ser inaugurado para o público nas próximas semanas e será integrado ao que está em atividade desde o dia 1º de agosto, que faz ligação entre os largos da Carioca e do Curvelo.
Fonte - Revista Ferroviária  22/11/2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Bonde de Santa Teresa: teste em novo trecho vai começar

Transportes sobre trilhos

Depois de inaugurado, o trecho se somará ao que está em atividade desde o dia 1º de agosto, ligando o Largo da Carioca ao Curvelo. Ambos, no entanto, representam menos de 25% da extensão total dos trilhos do bonde, que é de 10,5 quilômetros. Segundo Osorio, o trecho do Curvelo até o Largo dos Guimarães vai entrar em fase de testes em 16 de novembro.

O Globo - RF
foto - ilustração/EBC
Previstas para serem concluídas no ano passado, as obras do bondinho de Santa Teresa parecem ter voltado aos trilhos. Conforme noticiou a coluna de Ancelmo Gois na segunda-feira no GLOBO, os testes dos novos veículos no trecho que liga Santa Teresa à Lapa, pela Rua Francisco Muratori, começam em uma semana.
— Acabaremos as obras da rede aérea até sexta-feira (dia 16) e começaremos uma campanha de comunicação com os moradores. No dia 21, daremos início à fase de testes e, após 30 dias, ao transporte de passageiros — informa o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio.
Depois de inaugurado, o trecho se somará ao que está em atividade desde o dia 1º de agosto, ligando o Largo da Carioca ao Curvelo. Ambos, no entanto, representam menos de 25% da extensão total dos trilhos do bonde, que é de 10,5 quilômetros. Segundo Osorio, o trecho do Curvelo até o Largo dos Guimarães vai entrar em fase de testes em 16 de novembro.
— Estipulamos outros 30 dias de forma preventiva, mas, nesse caso, é provável que o transporte de passageiros comece antes, pois é uma região plana, que não apresenta perigo — prevê o secretário.
De acordo com a Secretaria de Transportes, um mês depois será entregue o trecho que liga o Largo dos Guimarães à oficina dos bondes. O presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), Jacques Schwarzstein, que se reuniu na terça-feira com Osorio, cobrou a conclusão das obras até o Silvestre e no sentido Largo das Neves.
O secretário garantiu que o restante do percurso não será abandonado pelo estado:
— Começaremos a implantar os trilhos da Praça Odylo Costa Neto até a Rua Aarão Reis em 3 de novembro. Na sequência, daremos continuidade ao sentido Silvestre. A previsão de conclusão do trecho até o Largo das Neves é 2017, mas estamos trabalhando para encurtar o prazo.
Fonte - Revista Ferroviária  14/10/2015