UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador Metrô VLT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metrô VLT. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Tem início a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Semana de Tecnologia Metroferroviária debaterá evolução do setor nos últimos 50 anos. - Com o objetivo de alinhar todos os agentes envolvidos para que essa evolução, que se deu no âmbito do atendimento, serviços, tecnologia e desenvolvimento de cidades, seja ampliada para a construção dos próximos 50 anos, o evento valorizará a ação dos agentes do setor, desde a implantação do primeiro sistema de metrô do Brasil, 50 anos atrás, até os dias de hoje.

Terra
foto - ilustração/Metrô de Salvador
24ª edição de evento promovido pela AEAMESP, começa hoje (21) e vai até sexta-feira (24), com diversos eventos paralelos com debates nacionais e internacionais .
Em face da recente crise do sistema rodoviário brasileiro, fruto de uma greve nacional dos caminhoneiros, uma pergunta se fez ouvir em todo o País: por que o Brasil não investe mais em transporte metroferroviário – de pessoas e de cargas? Essa será uma das questões abordadas na 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, entre hoje, terça-feira (21) e sexta-feira (24). Com tema central “A Evolução Passa Por Aqui”, o evento será promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e acontecerá conjuntamente com a Metroferr Lounge Experience 2018.
Com o objetivo de alinhar todos os agentes envolvidos para que essa evolução, que se deu no âmbito do atendimento, serviços, tecnologia e desenvolvimento de cidades, seja ampliada para a construção dos próximos 50 anos, o evento valorizará a ação dos agentes do setor, desde a implantação do primeiro sistema de metrô do Brasil, 50 anos atrás, até os dias de hoje. “Somos uma associação de profissionais, cujo maior patrimônio é justamente a prática do trabalho colaborativo. A Semana pretende reunir profissionais de várias partes do País e até do exterior com o objetivo principal de aperfeiçoamento e intercâmbio de experiências e ideias”, afirma Pedro Machado, presidente da AEAMESP.
O evento, que contará com cinco painéis e 66 trabalhos técnicos reunidos em oficinas sobre os mais diversos temas e ocorrerá na Universidade Paulista (Unip) – Campus Paraíso (Rua Vergueiro, 1.211 – Paraíso), reunirá presidentes e dirigentes de empresas, engenheiros, arquitetos urbanistas e especialistas das áreas de planejamento e controle, projetos, infraestrutura e obras, logística, compras, planejamento estratégico, engenharia, tecnologia, manutenção, operação e especificação. Também participarão representantes de órgãos públicos do Executivo e do Legislativo, nas esferas federal, estadual e municipal, entidades de classe e de instituições não governamentais de representação autônoma.
Entre os nomes confirmados como palestrantes estarão os presidentes dos Metrôs de São Paulo, Paulo Menezes de Figueiredo; MetroRio, Guilherme Ramalho; da CTB (Salvador), Eduardo Copello; e de Paulo Magalhães, presidente da CPTM. Também estarão presentes secretários de Transportes de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O público também poderá conhecer a experiência estrangeira no transporte, pois especialistas que cuidaram do enterramento de trilhos nas cidades de Paris e Turim falarão sobre esses cases de sucesso, bem como a experiência de metrôs latino-americanos, como Buenos Aires/Argentina e Monterrey/México.
Um dos eventos paralelos à 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária será a Metroferr Lounge Experience 2018, reunindo fornecedores de serviços e produtos para o segmento. A feira contará com networking e espaços para negócios, assim como estandes de fornecedores diversos. Outro destaque da Semana será o 5º Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) e pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em parceria com a AEAMESP, que reconhecerá os três melhores trabalhos dos 66 que serão apresentados nas diversas oficinas durante três dias da Semana.
Integram a Semana os eventos: a 46ª Reunião do Grupo Permanente de Auto-Ajuda na Área de Manutenção Metroferroviária (GPAA); o XII Seminário Metroferroviário da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); o Seminário UITP – Melhores Práticas de Mobilidade Urbana Comunicação & Marketing, da Associação Internacional do Transporte Público (UITP, na sigla em inglês); e o II Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário. Além disso, mesas-redondas celebrarão e discutirão os 50 anos do Metrô de São Paulo, os 25 anos da CPTM, 20 anos do MetrôRio e os cinco anos do metrô de Salvador. Conheça a programação: http://www.semanadetecnologia. com. br/24semana/.
Fonte - ANPTrilhos  21/08/2018

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas criticam trânsito e cobram investimentos em mobilidade no Rio

Mobilidade

Pesquisa estimou que prejuízos, em 2014, devem chegar a R$ 25 bilhões - De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões.

Louise Rodrigues
Jornal do Brasil
foto - ilustração
Especialistas comentaram pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada segunda-feira (28), que estima o custo dos congestionamentos na Região Metropolitana do Rio em R$ 29 bilhões em 2013, o que equivale a 8,2% do PIB metropolitano. Entre outros aspectos, economistas e engenheiros destacaram que a quantidade de obras no Rio contribui para essa perda, e que o problema de mobilidade reduz a produtividade, já que o trabalhador chega cansado no trabalho.
De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões. A Firjan considerou o tempo em que as pessoas economicamente ativas ficam paradas no trânsito e o gasto extra com combustível.
Para Adriano Pires, economista e especialista em infraestrutura da Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), “o estudo da Firjan mostra um obstáculo a um maior crescimento e eficiência do Rio de Janeiro”. Ele explica que “esse dinheiro que está sendo perdido, poderia ser investido em outras necessidades. Além disso, há o gasto de gasolina e as pessoas perdem horas de trabalho”. Para Adriano, “a quantidade de obras no Rio de Janeiro contribui para essa perda e a saída é investir em transporte coletivo e em diversos modais”.
João Sicsu, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que “o problema de mobilidade no Rio é grave porque reduz a produtividade. O trabalhador chega cansado no trabalho, depois horas no engarrafamento, e, quando vai voltar para casa, demora novamente e tem menos tempo de descanso”. Ele acrescenta que “além da perda de combustível, os congestionamentos trazem a poluição do ar e a poluição sonora”. Para Sicsu, a alternativa seria “investir em transporte de massa sobre trilhos, ampliando o metrô e modernizando os trens da SuperVia”. Perguntado sobre os impactos desse prejuízo para o bolso do carioca, o economista respondeu: “quando falamos em perdas, existem custos. Então, os preços tendem a subir”.Fechamento da Avenida Rodrigues Alves gera longos congestionamentos na Zona Portuária
De acordo com engenheiro de transporte Alexandre Rojas, é difícil mensurar valores para a perda em produtividade que uma pessoa tem ao ficar parada no engarrafamento. Contudo, ele confirma que “os números pela perda de mobilidade são bastante grandes”. Rojas acredita que “as políticas de transporte vão atender razoavelmente às Olimpíadas”. Ele explica: “Regiões que têm uma demanda significativa, como São Gonçalo e Niterói, estão sendo jogadas para segundo plano. O projeto da Linha 3 do metrô, que ia melhorar a mobilidade São Gonçalo – Rio de Janeiro, parou. Estamos falando de 600 mil viagens por dia. Isso iria desafogar o trânsito em vias como a Ponte Rio – Niterói e a Avenida Brasil. Fora isso, a Baia de Guanabara é poluída. Se uma barca colide com algum objeto maior, como um móvel, ela quebra a proa e pode naufragar. Para investir em barcas Rio - São Gonçalo é preciso despoluir a Baía de Guanabara. Além disso, as barcas estão saturadas e sem investimentos e quem é responsável por isso é o Estado e não a iniciativa privada”.
Sobre Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), Rojas esclarece que ele “aponta pontos críticos e, se o Estado atender as diretrizes desse plano, vai melhorar a mobilidade do Rio”, mas acrescenta: “O discurso está impecável. Só que apenas nos discursos, os planos são insuficientes”. O engenheiro também reforçou a necessidade de investimento nas linhas férreas do metrô. “Existem vários planos para o metrô e muitos deles, se implantados, serão bons. É preciso finalizar a Linha 4, por exemplo. Mas uma lacuna é a Linha 3, que é extremamente necessária”, apontou.
A pesquisa da Firjan estimou também que o Arco Metropolitano, os BRTs e a Transbaixada serão importantes para reduzir os congestionamentos, mas ressalta que novas obras precisam ser feitas a fim de atender a demanda de infra estrutura de transporte. Para a engenheira de transporte da COPPE/UFRJ, Eva Vider, não se pode descartar uma visão pessimista para o futuro. “É preciso terminar as linhas de metrô e investir pesado em infra estrutura. Como o próprio estudo aponta, vai sair mais caro se isso não for feito. A Linha 4 de metrô precisa ser concluída, o projeto da Linha 3 precisa ser retomado. É preciso investir também na Baía de Guanabara e em novas ligações aquaviárias”. Eva também acredita que “as obras vão atender a população, mas chegaram por causa das Olimpíadas. O PDTU já indicava há décadas o que devia ser feito em termos de mobilidade urbana no Rio, mas os investimentos só chegaram agora, por causa da Copa e das Olimpíadas”.
Do Programa de Estágio do JB
Fonte - Joranal do Brasil  30/07/2014