UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mobilidade Metropolitana: Oportunidade para Transformação

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Longe de querer questionar a validade das privatizações, notamos que no momento, ainda, resta a metade das linhas sob a coordenação operacional do governo,ou seja: as linhas:07, 10, 11, 12 e 13 da CPTM, e as linhas 01, 02 e 03 do Metrô. Outras notícias citam investimentos chineses no setor ferroviário e, levam-nos a supor, que a onda de concessões poderá se estender às outras linhas ainda vinculadas ao poder público.Esse processo poderá agravar as dificuldades na coordenação da rede.

Instituto de Engenharia
foto/divulgação
A operação da rede metroferroviária da Região Metropolitana de São Paulo– RMSP, sucessivamente,vem sendo concedida à iniciativa privada. Notícias da imprensa nos dão conta que a publicação do edital de concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, foi programada para setembro de 2019, e o recebimento das propostas para dezembro do mesmo ano.Já passaram, por processo semelhante de concessão, as linhas 04, 05, 06, 15, 17 e 18 da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, insinuando que esta é uma tendência do governo paulista.
Longe de querer questionar a validade das privatizações, notamos que no momento, ainda, resta a metade das linhas sob a coordenação operacional do governo,ou seja: as linhas:07, 10, 11, 12 e 13 da CPTM, e as linhas 01, 02 e 03 do Metrô. Outras notícias citam investimentos chineses no setor ferroviário e, levam-nos a supor, que a onda de concessões poderá se estender às outras linhas ainda vinculadas ao poder público.Esse processo poderá agravar as dificuldades na coordenação da rede.Em condições normais, cada operadora – privada ou pública – tem o seu respectivo Centro de Controle Operacional – CCO, responsável pela comunicação, frequência, regularidade e segurança na movimentação dos trens. E,conforme a disponibilidade das instalações, também,pode comandar as portas de plataforma e o sistema de sinalização, sendo através de CBTC em algumas linhas. Embora, as três linhas remanescentes do Metrô disponham de um mesmo CCO, as demais linhas têm níveis distintos de automação e CCO’s independentes uns dos outros. Nem poderia ser diferente. O que choca, em termos técnicos, é que sendo uma rede integrada fisicamente, até agora não foi implantado, sequer planejado, um CCO para coordenar todos os CCO’s, ou melhor,um controle centralizado, denominado Intelligent Transport System – ITS, como os existentes em todas as regiões metropolitanas do planeta, onde haja uma rede transporte integrada.
A situação beira o absurdo e nos leva a crer que, na RMSP, são ignoradas algumas das atividades indispensáveis para operação da rede, tais como:planejamento operacional, regulação da oferta, uniformização dos níveis de serviço,reconhecimento da situação em tempo real, comunicação uniforme e integração tarifária. Tampouco, são simulados os dados das pesquisas de origem-destino na determinação das integrações ou na definição das linhas que atendem os itinerários dos passageiros no seu percurso multimodal. A falta de coordenação dos transportes metropolitanos, novamente, evidencia-sena regulação dos meios de pagamento em que o Bilhete Único, de responsabilidade do município de São Paulo (e de tecnologia ultrapassada),é o principal bilhete utilizado na rede metropolitana.
Em condições normais, a boa técnica exigiria uma coordenação centralizada ou uma Autoridade Metropolitana de Transporte para regular a operação da rede metroferroviária e das linhas de ônibus metropolitanos da RMSP. E, neste nível de governo, isso já poderia estar organizado, pois não há obrigação de alteração institucional para implantá-la.
Mais surpreendente, ainda, é o fato desta rede metroferroviária, que cobre boa parte da RMSP, estar conectada fisicamente à rede de ônibus do município de São Paulo e à rede de ônibus metropolitana de competência do mesmo nível de governo. A questão crucial é que a importância da rede sobre pneus não pode ser menosprezada, uma vez que ela transporta mais passageiros por dia do que a rede sobre trilhos e contempla inúmeras linhas com percursos paralelos ou concorrentes à rede metoferroviária. Agravando a situação, a rede de ônibus municipal não está projetada, hierárquica e estruturalmente, para integração multimodal.
O perigo real para a rede multimodal, é que os dois níveis de governo agem independentes um do outro. E o que é mais incrível, cada um, mesmo as empresas metroferroviárias -vinculadas à mesma secretaria estadual -avaliam o seu desempenho isoladamente.Em complementação a esta rede fragmentada, pasmem: a Prefeitura de São Paulo, recentemente,licitou um software único, denominado Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional, com hardware e software fornecidos pelos operadores de ônibus – a ser instalado numa SPE – com a função de ITSexclusivo da rede municipal de ônibus.
A exigência de ITS para a rede de ônibus não exime os gestores municipais do órgão concedente da responsabilidade pelo planejamento, controle e fiscalização do sistema de transporte por ônibus e sua complexidade. Mas, evidencia o descompasso e desagregação da rede multimodal que circula pelo mesmo território da RMSP. É um disparate que a rede metroferroviária não tenha qualquer sistema de coordenação operacional do conjunto, enquanto a rede de ônibus tem ITS. E o que falar da inexistência de ITS, para a RMSP, em face dos novos aplicativos que surgem todo dia na região? Esbarramos no descontrole e insegurança.
Por fim, não só pela introdução de novos atores da iniciativa privada para operação das concessões, o poder público precisa reconhecer a oportunidade da transformação da estrutura administrativo-operacional da RMSP. A melhoria e a segurança da rede metropolitana de transporte público pedem a urgente adoção de uma entidade organizada, canalizadora dos recursos financeiros, coordenadora dos níveis de oferta com integração físico-tarifária da rede, e a instalação de sistemas inteligentes para supervisão operacional dos trens, metrô e ônibus metropolitanos em curto prazo, e da inclusão dos ônibus municipais em médio prazo. Cabe citar que foi estimado médio prazo para implementação de uma Autoridade Metropolitana de Transporte, para regular a operação da rede multimodal nos dois níveis de governo (incluindo a mobilidade nos 39 municípios), devido à necessidade de alteração institucional para implantá-la. Esta situação também se repete, em menor escala,em todas as regiões metropolitanas brasileiras, tais como: Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Santos e outras.
A agenda das regiões metropolitanas não pode ser administrada de maneira desagregada e independente pelos dois níveis de governo. Todos precisam reconhecer o papel de um novo modelo de governança para as aglomerações urbanas. Mas, como nós vimos,ainda, isto é um assunto pendente.
Fonte - Abifer  30/08/2019

sexta-feira, 31 de março de 2017

CBTU amplia o numero de viagens dos trens Metropolitanos em Natal (RN)

Transportes sobre trilhos  🚄

CBTU em Natal (RN),implementa novos horários de viagens para o município de Extremóz, a partir desta terça-feira, 04/04, novas viagens em sua grade horária ligando a capital ao município.

CBTU
Adicionar legenda
Em mais uma ação em prol da expansão e melhoria do transporte público sobre trilhos no Rio Grande do Norte, a Superintendência de Trens Urbanos de Natal implementa a partir desta terça-feira, 04/04, novas viagens em sua grade horária ligando a capital ao município de Extremoz.
Há pouco mais de um ano, outras duas viagens foram adicionadas à Linha Norte (Natal/Ceará-Mirim), as quais também contemplaram o município de Extremoz, permitindo que a população tivesse mais opções de mobilidade entre os três municípios.
De acordo com Leonardo Diniz, Superintendente da CBTU, a inclusão de novas viagens à grade horária e o estímulo ao crescimento do sistema de transporte de passageiros sobre trilhos da Grande Natal são metas permanentes de sua gestão. “A medida em que novos investimentos forem liberados, novas ações serão anunciadas e executadas pela Companhia”, complementou o superintendente.

Confira abaixo os novos horários:
• Pela manhã, de segunda à sábado, os usuários contarão com uma nova viagem partindo às 5h30 da Estação Extremoz, com chegada prevista às 6h20 na Estação Natal, no bairro da Ribeira.
• No final da tarde, de segunda à sexta, seguirá mais uma viagem partindo da estação Natal às 17h05, com previsão de chegada na Estação Extremoz às 17h55.
Com informações da CBTU  31/03/2017

terça-feira, 2 de junho de 2015

Subcomissão quer melhorar qualidade de transporte sobre trilhos no País

Transportes sobre trilhos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados criou uma subcomissão permanente que terá como objetivo propor ações para aprimorar os sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos nas regiões metropolitanas, a expansão do transporte de cargas sobre trilhos e o trem de alta velocidade.

Cenário MT
foto - ilustração
Com o intuito de acompanhar o desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados criou uma subcomissão permanente que terá como objetivo propor ações para aprimorar os sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos nas regiões metropolitanas, a expansão do transporte de cargas sobre trilhos e o trem de alta velocidade.
Para presidir a subcomissão foi escolhido o deputado Jaime Martins (PSD-MG) e para o cargo de vice-presidente, foi eleita a deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). O deputado Edinho Bez (PMDB-SC) será o relator do novo grupo.
"Eu espero que essa subcomissão possa ajudar no desenvolvimento das ferrovias para transporte de carga. O Brasil, com uma extensão continental e com a economia voltada para produtos primários, precisa de ferrovias para aumentar a sua competitividade. Espero, também, poder ajudar no desenvolvimento do transporte de passageiros, sobretudo, nos metrôs para melhorar a mobilidade nas áreas urbanas”, disse Jaime Martins, acrescentando que pretende ainda retomar a discussão sobre o trem de alta velocidade.
A subcomissão será composta de sete deputados e igual número de suplentes.
Fonte - Revista Ferroviária  02/06/2015

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Teste de VLT Natal deve começar em 60 dias

Transportes sobre Trilhos

Das 14 composições adquiridas para renovação da frota ferroviária na Região Metropolitana, 12 são VLTs e dois são locomotivas tradicionais. O conjunto foi adquirido por R$ 154 milhões através do PAC Equipamentos. Além da composição do VLT, as duas locomotivas também chegaram e estão sendo testadas.

Tribuna do Norte (RN)
foto - ilustração
A primeira composição do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) que circulará na capital potiguar já está na superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), na Ribeira, mas ainda sem data definida para entrar em circulação. Mas a expectativa do órgão é que o primeiro VLT passe a circular com passageiros, em fase teste, no prazo de dois meses, sem previsão de aumento no valor da tarifa, que custa R$ 0,50.
Das 14 composições adquiridas para renovação da frota ferroviária na Região Metropolitana, 12 são VLTs e dois são locomotivas tradicionais. O conjunto foi adquirido por R$ 154 milhões através do PAC Equipamentos. Além da composição do VLT, as duas locomotivas também chegaram e estão sendo testadas.
A primeira composição do veículo leve foi apresentada ontem pelo superintendente da CBTU em Natal, João Maria Cavalcanti, que também falou sobre o projeto de modernização do sistema ferroviário potiguar. Além desse, o segundo VLT deve chegar à cidade no fim deste mês e, posteriormente, a chegada dos outros dez com intervalo médio de dois meses entre cada um. A previsão é de que a implantação do VLT seja concluída em três anos.
“Quanto mais veículos, são mais viagens e mais demanda. A expectativa é passar da média de 6 mil passageiros diários para 18 mil. Um estudo indica que há uma demanda reprimida de 60 mil passageiros/dia das zonas Norte e Sul”, afirma o superintendente.
Os VLTs atuarão na linha Sul (Natal/Parnamirim) e parte da linha Norte (Natal/Nova Natal). Segundo Cavalcanti, a presença em parte da linha é necessária para cumprir o intervalo prometido de 20 minutos. No restante da linha Norte, entre a estação Nova Natal e a de Ceará-Mirim, atuarão as novas locomotivas.
Dentro da modernização do sistema na Grande Natal, o pré-projeto elaborado pela CBTU prevê reparos das 22 estações da década de 1980, criação de outras oito, manutenção e substituição de parte dos trilhos e dos dormentes (apoio para as linhas férreas). A expectativa do órgão é que a implantação das novas estações torne o sistema ferroviário mais acessível à população, deixando-a mais visível e próxima às paradas de ônibus e corredores viários. “O sistema de ônibus está saturado e o sistema de trem, transporte de massa de grande capacidade, pode ajudar a diminuir a demanda de veículos”, disse o superintendente.
Devem ser feitos ainda viadutos ou túneis, nos cruzamentos da ferrovia com as avenidas João Medeiros Filho, Mário Negócio, Bernardo Vieira, e Capitão Mor Gouveia. Esses equipamentos para os automóveis visam dar mais celeridade ao tráfego dos dois tipos de veículo, mas, de acordo com a companhia, independe da implantação do VLT.
Essas demandas serão entregues à empresa vencedora da licitação, em fase de conclusão, para elaborar o projeto executivo dentro do prazo inicial de um ano. A expectativa de João Maria Cavalcanti é que os serviços durem dois anos. Para esse projeto e obras, a CBTU garantiu R$ 311,65 milhões através do PAC Mobilidade Grandes Cidades.
Desse total voltado à reestruturação da rede, foram liberados R$ 53 milhões para pagar o projeto e parte do material a ser adquirido para substituição. Cavalcanti garante que os reparos a serem feitos, mesmo na linha, não impedem o funcionamento normal da rede. “Os trens e VLTs não vão parar de rodar por causa das obras. Esse pode ser feito com eles em circulação”.

O que é VLT?
O Veículo Leve sobre Trilho (VLT) é um equipamento de transporte mais moderno que as tradicionais locomotivas férreas. Similar aos ônibus, o VLT é mais leve que as locomotivas em uso, em Natal. Serão compostas por três vagões, cada uma com capacidade para 200 passageiros, podendo transportar até 600 pessoas de uma vez. O VLT também se diferencia por ser bimotor e, por ter um em cada ponta, não precisa fazer curvas, indo para frente e para trás. Serão climatizados e, de acordo com a CBTU, passarão nas estações a cada 20 minutos.

Novas estações
Na modernização, serão implantadas oito novas estações na Região Metropolitana de Natal:

BR-101 Sul, próximo ao viaduto de Parnamirim
BR-101 Norte, próximo à fábrica da Ambev
Próximo à avenida das Fronteiras, na zona Norte
Estação Baldo, próximo ao Passo da Pátria
Estação próximo aos shoppings Estação e Norte Shopping
Estação no Bairro Nordeste
Estação próximo à Lagoa de Extremoz

Unificação das atuais duas paradas do Alecrim, uma para cada linha

Números
R$ 154 milhões do PAC Equipamentos foram usados para aquisição de 12 VLTs e duas locomotivas.
R$ 311,65 milhões do PAC Mobilidade Grandes Cidades para reparos e modernização da rede ferroviária.
600 passageiros poderão ser transportados por VLT.
8 novas estações serão construídas na Grande Natal.
22 é o número de estações existentes na rede da CBTU Natal.
6 mil é a média de passageiros transportados diariamente.
18 mil é a projeção de passageiros/dia transportados quando implementados os quatro VLTs.
60 mil é a projeção de passageiros/dia, incluindo transporte pelas tradicionais locomotivas.
1.545.298 passageiros transportados em 2013.
1.126.629 passageiros transportados em 2012.
1.853.048 passageiros transportados em 2011.
Fonte - Revista Ferroviária  07/08/2014

Movimentos Sociais criam a CMTT - Comissão Metropolitana de Transportes sobre Trilhos - Salvador

Transportes Sobre trilhos

Movimentos Sociais e entidades populares defensoras dos trilhos, criam uma comissão (CMTT) onde atuarão juntos a partir de agora, na defesa e no incentivo a revitalização do sistema de transportes sobre trilhos para o subúrbio,RMS e regional.

Da Redação
foto  - ilustração
Movimentos sociais que já conversavam mais ainda vinham atuando forma individual com ações  em prol da revitalização do transporte sobre trilhos para Salvador e RMS (Região Metropolitana de Salvador),firmaram uma parceria para trabalharem em conjunto e agora unindo forças através da recém criada CMTT (Comissão Metropolitana de Transportes sobre Trilhos).A comissão passa a ser integrada pelos Movimentos - Salvador Sobre trilhos / Verde Trem / Sociedade Nacional Mov. Trem de Ferro todos de Salvador,além das entidades Assoc. dos Pescadores e Marisqueiras de Simões Filho -  / Organização Não Governamental União Planetária,Bahia. - Com consultoria técnica de Lazaro Santos da Escola Politécnica da Ufba.
A comissão tem por objetivo a defesa,a revitalização e o incentivo ao uso do trem como o melhor sistema de transportes para o subúrbio,RMS,além do trem regional,promovendo debates com os diversos setores públicos envolvidos a sociedade civil e demais interessados,buscando dessa forma colaborar de maneira atuante e positiva com atividades e contribuições aos projetos futuros e existentes na área de mobilidade que integrara Salvador com as cidades circunvizinhas e da BTS.
A comissão já realizou entre os dias 05 e 06 desse mês as suas primeiras atividades,entre elas uma visita ao MP-BA,e reuniões na CTB (Cia de Trens da Bahia) e na Casa Civil com resultados que podemos considerar como bastante positivos e promissores.A CMTT terá também em suas atividades o acompanhamento de técnicos graduados na área de mobilidade que darão consultoria,suporte e contribuições para o aprimoramento e o melhor desenvolvimento dos trabalhos a serem realizados doravante pela referida comissão.Na pauta da comissão também estarão inclusos os transportes hidroviários na BTS e as integrações dos sistemas. Na próxima semana a CMTT iniciara uma serie de visitas semanais,uma a cada semana,as cidades da RMS para realizar reuniões e debates sobre o tema em questão,iniciando provavelmente pela cidade de Camaçari.A iniciativa foi bem recebida por todos os participantes que integram a Comissão e os mesmos estão empenhados em tocar o projeto com empenho e muita dedicação.Além das visitas a serem programadas para as cidades vizinhas algumas reuniões já estão agendadas para tratar de assuntos sobre o tema além de uma visita oficial ao sistema metroviário de Salvador.Estaremos a partir de então divulgando neste blog e na Pagina do Salvador Sobre Trilhos as atividades da comissão bem com os resultados obtidos pela mesma.
CMTT  Comissão Metropolitana de Transportes sobre Trilhos - 07/08/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas criticam trânsito e cobram investimentos em mobilidade no Rio

Mobilidade

Pesquisa estimou que prejuízos, em 2014, devem chegar a R$ 25 bilhões - De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões.

Louise Rodrigues
Jornal do Brasil
foto - ilustração
Especialistas comentaram pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada segunda-feira (28), que estima o custo dos congestionamentos na Região Metropolitana do Rio em R$ 29 bilhões em 2013, o que equivale a 8,2% do PIB metropolitano. Entre outros aspectos, economistas e engenheiros destacaram que a quantidade de obras no Rio contribui para essa perda, e que o problema de mobilidade reduz a produtividade, já que o trabalhador chega cansado no trabalho.
De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões. A Firjan considerou o tempo em que as pessoas economicamente ativas ficam paradas no trânsito e o gasto extra com combustível.
Para Adriano Pires, economista e especialista em infraestrutura da Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), “o estudo da Firjan mostra um obstáculo a um maior crescimento e eficiência do Rio de Janeiro”. Ele explica que “esse dinheiro que está sendo perdido, poderia ser investido em outras necessidades. Além disso, há o gasto de gasolina e as pessoas perdem horas de trabalho”. Para Adriano, “a quantidade de obras no Rio de Janeiro contribui para essa perda e a saída é investir em transporte coletivo e em diversos modais”.
João Sicsu, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que “o problema de mobilidade no Rio é grave porque reduz a produtividade. O trabalhador chega cansado no trabalho, depois horas no engarrafamento, e, quando vai voltar para casa, demora novamente e tem menos tempo de descanso”. Ele acrescenta que “além da perda de combustível, os congestionamentos trazem a poluição do ar e a poluição sonora”. Para Sicsu, a alternativa seria “investir em transporte de massa sobre trilhos, ampliando o metrô e modernizando os trens da SuperVia”. Perguntado sobre os impactos desse prejuízo para o bolso do carioca, o economista respondeu: “quando falamos em perdas, existem custos. Então, os preços tendem a subir”.Fechamento da Avenida Rodrigues Alves gera longos congestionamentos na Zona Portuária
De acordo com engenheiro de transporte Alexandre Rojas, é difícil mensurar valores para a perda em produtividade que uma pessoa tem ao ficar parada no engarrafamento. Contudo, ele confirma que “os números pela perda de mobilidade são bastante grandes”. Rojas acredita que “as políticas de transporte vão atender razoavelmente às Olimpíadas”. Ele explica: “Regiões que têm uma demanda significativa, como São Gonçalo e Niterói, estão sendo jogadas para segundo plano. O projeto da Linha 3 do metrô, que ia melhorar a mobilidade São Gonçalo – Rio de Janeiro, parou. Estamos falando de 600 mil viagens por dia. Isso iria desafogar o trânsito em vias como a Ponte Rio – Niterói e a Avenida Brasil. Fora isso, a Baia de Guanabara é poluída. Se uma barca colide com algum objeto maior, como um móvel, ela quebra a proa e pode naufragar. Para investir em barcas Rio - São Gonçalo é preciso despoluir a Baía de Guanabara. Além disso, as barcas estão saturadas e sem investimentos e quem é responsável por isso é o Estado e não a iniciativa privada”.
Sobre Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), Rojas esclarece que ele “aponta pontos críticos e, se o Estado atender as diretrizes desse plano, vai melhorar a mobilidade do Rio”, mas acrescenta: “O discurso está impecável. Só que apenas nos discursos, os planos são insuficientes”. O engenheiro também reforçou a necessidade de investimento nas linhas férreas do metrô. “Existem vários planos para o metrô e muitos deles, se implantados, serão bons. É preciso finalizar a Linha 4, por exemplo. Mas uma lacuna é a Linha 3, que é extremamente necessária”, apontou.
A pesquisa da Firjan estimou também que o Arco Metropolitano, os BRTs e a Transbaixada serão importantes para reduzir os congestionamentos, mas ressalta que novas obras precisam ser feitas a fim de atender a demanda de infra estrutura de transporte. Para a engenheira de transporte da COPPE/UFRJ, Eva Vider, não se pode descartar uma visão pessimista para o futuro. “É preciso terminar as linhas de metrô e investir pesado em infra estrutura. Como o próprio estudo aponta, vai sair mais caro se isso não for feito. A Linha 4 de metrô precisa ser concluída, o projeto da Linha 3 precisa ser retomado. É preciso investir também na Baía de Guanabara e em novas ligações aquaviárias”. Eva também acredita que “as obras vão atender a população, mas chegaram por causa das Olimpíadas. O PDTU já indicava há décadas o que devia ser feito em termos de mobilidade urbana no Rio, mas os investimentos só chegaram agora, por causa da Copa e das Olimpíadas”.
Do Programa de Estágio do JB
Fonte - Joranal do Brasil  30/07/2014

sábado, 21 de junho de 2014

Prefeitos querem linha de trem ligando a cidade de Alagoinhas a Salvador

Transportes sobre trilhos

É o desejo da população retornar a este tipo de transporte. - Diversas ações que integram a região foram pautadas, com destaque para o trem de passageiros ligando a capital a Alagoinhas (124 quilômetros), ampliando a mobilidade urbana dos cidadãos.

Tribuna da Bahia 
Foto - Agnaldo Silva
O prefeito Ademar Delgado reuniu na tarde de segunda-feira (16/06) com gestores de municípios da Região Metropolitana e adjacências para que juntos possam atender aos interesses da população que vive nesses locais.
Diversas ações que integram a região foram pautadas, com destaque para o trem de passageiros ligando a capital a Alagoinhas (124 quilômetros), ampliando a mobilidade urbana dos cidadãos.
“Nós convidamos os prefeitos para discutir interesses em comum e todos concordam que o trem vai facilitar a vida daqueles que moram nessas cidades. No entanto, esta é uma ação em que vamos precisar muito do governador para levar esse serviço à população”, comentou o prefeito Ademar.
O prefeito de Simões Filho, Eduardo Alencar (PSD), acredita que o trem vai “dar vida” para a região e otimizar a mobilidade urbana. “Isso vai retirar um fluxo de veículos da BR-324 e a população vai chegar mais rápido em seus destinos, evitando congestionamentos”, comentou.
A prefeita de Dias d’Ávila (PT), Jussara Nascimento, lembrou que por muito tempo o transporte ferroviário era utilizado por passageiros. “É o desejo da população retornar a este tipo de transporte”.
Também estiveram presentes ao encontro o prefeito de Alagoinhas, Paulo César Simões (PDT), Antonio Magno de Souza (PT), de Vera Cruz, Geranilson Requião (PT), de Catu e Maria das Graças Leal (PT), de Araçás.
Fonte - STEFZS  20/06/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Brasil transportou 2,7 bilhões em trens e metrôs em 2013

Tranasportes sobre trilhos

“Se analisarmos um período um pouco maior vemos que de 2010 a 2013 o total de passageiros transportados por trens e metrôs aumentou 11% enquanto que a média de crescimento da malha foi menor do que 3%”, completa.
Em 2013, Joubert informa que foram transportados em trens e metrôs 9,3 milhões pessoas ao dia ou 2,7 bilhões ao longo do ano. Em 2012 foram 2,5 bilhões. 

ANPTrilhos
foto - ilustração
O transporte sobre trilhos apresentou crescimento de 8% no número de passageiros em 2013 (2,7 bilhões de pessoas). No entanto, apesar das várias obras de expansão anunciadas e em execução, a malha ferroviária de passageiros cresceu apenas 0,5% em relação a 2012, o que explica os altos níveis de lotação dos principais sistemas.
“Isso é um indicador da sobrecarga com que atuam os operadores do sistema sobre trilhos, o que implica na necessidade de maior investimento na malha existente e não apenas em obras de expansão”, afirma Joubert Flores Filho, presidente do Conselho da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos - www.anptrilhos.org.br).
“Se analisarmos um período um pouco maior vemos que de 2010 a 2013 o total de passageiros transportados por trens e metrôs aumentou 11% enquanto que a média de crescimento da malha foi menor do que 3%”, completa.
Em 2013, Joubert informa que foram transportados em trens e metrôs 9,3 milhões pessoas ao dia ou 2,7 bilhões ao longo do ano. Em 2012 foram 2,5 bilhões. Os dados constam da terceira edição do balanço anual do setor metroferroviário brasileiro divulgado hoje, em Brasília, pela ANPTrilhos, que representa praticamente 100% dos operadores metroferroviários.

Legado da Copa e Olimpíada
A ANPtrilhos considera positivo o legado de sistemas de transporte sobre trilhos que ficará para a sociedade, em razão dos novos projetos que tinham como motivação a Copa do Mundo e as Olimpíadas 2016. “Não se pode considerar ruim o fato de parte dos projetos ter sua execução postergada em razão de fatores diversos”, avalia. Nos próximos seis anos, a ANPTrilhos espera que sejam implantados mais 331 km de sistemas sobre trilhos, representados em 25 projetos. Além desses, há 20 projetos em carteira para implantação de 1,8 mil km em linhas que poderão triplicar a malha brasileira.

Balanço 2013
Sobre o desempenho dos sistemas sobre trilhos do Brasil, Joubert diz que há muito a se fazer para que o país alcance outras nações.
“Só o metrô de Shangai (China), uma cidade do porte de São Paulo, transporta 7 milhões de pessoas ao dia, quase o mesmo número de todo o Brasil. Precisamos avançar muito mais nesse tipo de transporte de massa”, acrescenta o dirigente. No Brasil são 16 sistemas sobre trilhos presentes em menos da metade dos estados (12 estados e o Distrito Federal), totalizando 972,5 quilômetros de extensão.
Segundo ele, o meio de transporte majoritário no Brasil é o automóvel (39% da população), seguido do ônibus (25%) e dos trens e metrôs (3,8%). “Com esta divisão, o brasileiro perde muito tempo em deslocamentos. Isso afeta a produtividade do cidadão e, claro, dos empregadores”, diz.
Os benefícios promovidos pelo sistema sobre trilhos, se monetizados, teriam gerado em 2013 um ganho da ordem de R$ 20 bilhões à sociedade. Isso apenas em relação à redução do tempo de deslocamento da população, do consumo de combustíveis e a consequente diminuição da emissão de gases poluentes, bem como à redução de acidentes no trânsito.

Sustentabilidade sobre trilhos
“O sistema usa carros (trens) movidos a energia elétrica basicamente. Consome pouca energia (1,7 GwH ou apenas 0,4% do total consumido em energia no país) e é de baixíssima emissão de CO2. É mais sustentável, transporta mais pessoas de uma vez e sua modernização e expansão devem ser prioridades no Brasil”, diz.
Os automóveis emitem 100g de CO2, os ônibus 80g e trens e metrôs apenas 50g. “O metrô de São Paulo, por exemplo, emite apenas 8g de CO2”, compara.
O sistema metroferroviário de passageiros no Brasil é responsável pela retirada de cerca de 1,1 milhão de carros e mais de 16.000 ônibus por dia dos centros urbanos onde há transporte regular sobre trilhos.
Operadores de trens e metrôs ampliam geração de empregos
O presidente da ANPTrilhos diz que o setor está aumentando a oferta de empregos.
“Em 2011 eram 28.000 empregados; em 2012, 32.300; agora em 2013 o número saltou 11,5%, ou seja, para 36.000. E isso em um ano em que a geração de empregos no Brasil foi abaixo das expectativas”, diz. Segundo ele, em cinco anos o setor empregará cerca de 60 mil pessoas.
Fonte - Revista Ferroviária  21/05/2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os trens do Rio de Janeiro e as dificuldades diárias dos seus usuários

Trens metropolitanos do RJ


As dificuldades dos trabalhadores do Rio de Janeiro na difícil rotina diária, das idas e vindas no aperto dos trens da região metropolitana da cidade.As viagens de Oscar, um servente de pedreiro que vive na zona rural e demora, pelo menos, quatro horas para chegar ao trabalho....

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CBTU faz 30 anos de fundação

CBTU 

A empresa foi criada em 1984, a partir da junção da Empresa de Engenharia Ferroviária (Engefer) e da Diretoria de Transportes Metropolitanos da RFFSA.

RF
foto ilustração
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos completou 30 anos de sua criação no último sábado (22/02). A empresa foi criada em 1984, a partir da junção da Empresa de Engenharia Ferroviária (Engefer) e da Diretoria de Transportes Metropolitanos da RFFSA.
Na época da fundação da CBTU, ficaram sob a responsabilidade da empresa – então subsidiária da Rede Ferroviária Federal - os sistemas de São Paulo e Rio de Janeiro. Os metrôs de Recife e Belo Horizonte foram transferidos pela RFFSA, respectivamente, em 1985 e 1986.

Em 1988, a CBTU receberia ainda os sistemas de Fortaleza, Salvador, Natal, João Pessoa e Maceió. Hoje, são cinco: Recife, Belo Horizonte, Natal, João Pessoa e Maceió. A CBTU tem sede na cidade do Rio de Janeiro e atualmente se reporta ao Ministério das Cidades.

A CBTU opera hoje 217,6 km de trilhos. São oito linhas, 104 estações, 305 carros e quase três mil funcionários. A empresa transportou 170 milhões de passageiros em 2013. O número supera em 17,8% o resultado de 2012.
Fonte - Revista Ferroviária 24/02/2014

terça-feira, 25 de junho de 2013

ANTT reúne GT para trens regionais no país

ANTT
foto ilustração - outraspalavras
O Conselho Consultivo do Grupo de Trabalho Trens de Passageiros – CCTP criado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT para elaborar diagnósticos e propor ações que possibilitem incrementar a participação do transporte ferroviário de passageiros no Brasil realizou, na quarta-feira (19/06), sua primeira reunião na sede da Agência em Brasília.
O Conselho Consultivo, que é composto de representantes das empresas concessionárias de ferrovias, de entidades de usuários, da indústria, entidades representativas de classe, universidades, diversos ministérios e órgãos públicos, contou com um total de 25 participantes no seu primeiro encontro.
A estratégia para ampliar a utilização da participação do sistema ferroviário no transporte de passageiros passa pela utilização da malha ferroviária existente e das futuras concessões resultantes das novas ferrovias que serão construídas.
Existem diversos projetos de trens de passageiros em curso no País, nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Goiás. Esses projetos chamam a atenção para possibilidade de uso do transporte público de passageiros sobre trilhos.
A ANTT reiniciou o debate nacional sobre esse assunto, por ocasião do seminário “Trens de Passageiros – Uma necessidade que se impõe”, realizado em novembro de 2012.
“Estamos conscientes da necessidade de prover os meios necessários para que o país possa vir a ter, em breve, incrementada esta opção de transportes e é isso que estamos fazendo, por meio da atuação deste Grupo de Trabalho”, declarou o Diretor Geral em exercício da ANTT, Jorge Bastos.
Na reunião de quarta-feira foi informado aos participantes como o Conselho está estruturado, a missão do grupo, as competências necessárias para a missão, a gestão do conhecimento definida para o grupo, a forma de comunicação que será utilizada entre os membros, um hotsite que será utilizado pelos participantes para envio de materiais, estudos, contribuições e para acessar a agenda e atas de reunião do grupo.
Foi apresentada a estrutura da Plataforma de Informações, que em desenvolvimento pelo GT, que pretende armazenar em um só ambiente todas as informações sobre trens de passageiros no Brasil. A iniciativa inclui desde trabalhos já realizados pelas diversas instituições até os que serão produzidos pelas mesmas, bem como pelo Grupo de Trabalho e pelo Conselho Consultivo.
Essas informações se encontram pulverizadas em diversos órgãos do governo, entidades de classe, universidades e organismos internacionais e, hoje, quando se quer uma informação, não se sabe exatamente onde procurar.
A idéia básica da Plataforma de Informações é se constituir na principal fonte de informação acerca do tema: Trens de Passageiros. “Contamos com o apoio de todos os membros do Conselho Consultivo para este objetivo”, declarou o coordenador do Grupo de Trabalho, José Queiroz de Oliveira – Assessor da Diretoria da ANTT.
Fonte - Revista Ferroviária 25/06/2013