UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 28 de agosto de 2021

Seis(6) tecnologias que melhoram a mobilidade urbana

Mobilidade 🚍 🚄  🚇

De acordo com o Relatório de Tecnologia e Inovação 2021, o mercado de tecnologia e inovação movimenta, atualmente, 350 bilhões de dólares e até 2025 pode superar o patamar dos 3 trilhões de dólares.Engarrafamento, falta de integração entre diferentes modais de transporte e ineficiência no sistema público. Estes são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pela população de grandes cidades em seus deslocamentos

Assessoria de Comunicação/Portogente
foto - ilustração/Pregopontoco
Metrô de Paris
Para especialista da BusUp, os veículos autônomos são algumas das apostas da indústria automobilística para os próximos anos De acordo com o Relatório de Tecnologia e Inovação 2021, o mercado de tecnologia e inovação movimenta, atualmente, 350 bilhões de dólares e até 2025 pode superar o patamar dos 3 trilhões de dólares. Para Danilo, Tamelini, Presidente Latam da BusUp, empresa fornecedora de serviços de mobilidade, número um na Europa em gestão otimizada e flexível de fretamento, o avanço da tecnologia será peça-chave para a melhora da mobilidade urbana. "Engarrafamento, falta de integração entre diferentes modais de transporte e ineficiência no sistema público. Estes são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pela população de grandes cidades em seus deslocamentos. A mobilidade urbana é um grande desafio para governantes de todo o mundo, mas a revolução tecnológica pela qual passamos pode ser a chave para uma transformação", explica Tamelini. Para falar de alternativas que podem melhorar a mobilidade urbana, o especialista elencou seis tecnologias que melhoram a mobilidade urbana:

Veículos autônomos
Essa é uma das apostas da indústria automobilística para os próximos anos. Já é predominante entre os especialistas de tecnologia e inovação a percepção de que veículos sem motoristas podem ser mais seguros e até mais eficientes. Seres humanos, ao dirigir, precisam estar sempre atentos ao que acontece e podem se distrair com facilidade, provocando situações de risco potencial. Os investimentos das montadoras nesse setor indicam que, em poucos anos, será comum nos deslocarmos em carros sem motoristas e com total segurança.

Veículos compartilhados
Existem hoje plataformas que permitem que carros sejam alugados apenas por determinados períodos. Seja um dia inteiro, algumas horas ou uma semana: a personalização do tempo de uso é inteira do cliente. Essa oferta trata o carro como um serviço, ressignificando o seu uso e priorizando a locomoção do cliente. Graças à conectividade e digitalização e à nova economia compartilhada, agora já não é preciso ser proprietário de veículos se não fazemos um uso intensivo deles. E mesmo no caso dos donos de carros e frotas, o compartilhamento permite a sua otimização e custos mais baixos.

Inteligência Artificial
Desde carros autônomos até drones que ajudam a controlar o tráfego, a inteligência artificial é uma forte aliada para encontrar soluções de melhorias para a mobilidade urbana. Na Ásia, já é possível fazer o gerenciamento inteligente do tráfego, controle de semáforos, monitoramento de câmeras e tudo que se encaixa no conceito de cidades inteligentes. Em Dubai, os drones autônomos que levam passageiros já estão em teste e prometem desafogar parte do congestionamento, mas especialistas afirmam que essa realidade ainda está longe do Brasil. Já que em São Paulo, por exemplo, o trânsito aéreo já é preocupante. Para que drones dividam espaço com aeronaves e helicópteros as rotas precisam ser seriamente repensadas.

Integração
Com o compartilhamento de informações em tempo real e a inclusão de novas formas de pagamento, as plataformas digitais integram e facilitam o acesso aos diversos serviços de transporte, assumindo maior protagonismo na gestão da mobilidade. Por meio de inteligência e dados, essas plataformas chamadas MaaS (Mobility as a Service) têm a capacidade de direcionar os fluxos, dosando os níveis de aglomeração no transporte coletivo com o uso de modais individuais.

Dados em tempo real
Além das medidas emergenciais - higienização e redução do contato social nos veículos, com demarcações das distâncias de segurança e barreiras físicas - os operadores de transportes deverão investir em monitoramento e coleta de informações em tempo real. Esses dados deverão alimentar as plataformas digitais e aplicativos que os repassam aos cidadãos. Saber a hora exata que o ônibus vai passar ou a lotação dos veículos auxilia na tomada de decisão das pessoas.

Investimento no transporte coletivo
Em um cenário de suspensão das atividades do transporte coletivo além do enorme número de veículos que haveria nas ruas, o transporte deixaria de ser acessível a todos. Uma pesquisa realizada pela NTU mostrou que os trabalhadores e estudantes seriam os mais impactados, tendo em vista que das 8,3 milhões de pessoas que utilizam os ônibus diariamente, 54,3% estão à trabalho e outras 20,6% para estudo. Isso porque as alternativas para os ônibus e metrôs, como táxis e aplicativos, não seriam economicamente viáveis nem poderiam alcançar todos os destinos esperados.
Fonte - Portogente 23/08/2021

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Investir em malha viária não vai diminuir congestionamentos em grandes cidades

Mobilidade 🚕 🚌 🚇 🚲 👫

Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. 

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
A taxa global de congestionamento do tráfego rodoviário tem aumentado continuamente nas áreas urbanas em todo o mundo e as chances de diminui-lo com melhorias incrementais no trânsito são baixas. É o que revela a 3ª edição da pesquisa The Future of Mobility, divulgada em 2018 pela consultoria americana em mobilidade Arthur D. Little em parceria com International Association of Public Transport (uITP).
Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A pesquisa concluiu ainda que, em países com PIB (Produto Interno Bruto) igual ou acima do nível emergente, a proporção de veículos por quilômetro e o comprimento total da malha viária cresce no mesmo ritmo, impedindo que haja diminuição no volume de tráfego.
Para o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade do Centro Universitário Uninter, Gerson Luiz Buczenko, essas conclusões revelam que a expansão rodoviária já não resulta em efeitos práticos para o descongestionamento das cidades. “As cidades têm limite de absorção. Não adianta investir em capacidade se o volume de veículos nas ruas também aumenta. Foi o que aconteceu na Europa”. Segundo Buczenko, o trânsito ficou tão difícil no continente europeu que individualmente foram surgindo iniciativas de mobilidade urbana e aumento do uso de transportes alternativos, como bicicletas e caronas solidárias.

“Mudar o trânsito exigirá romper com as velhas práticas”
Nos próximos 30 anos, a demanda global de passageiros mais do que dobrará nos grandes centros urbanos, chegando a 120 bilhões de passageiros por quilômetro até 2050, de acordo com a pesquisa realizada pelo International Transport Forum Outlook (2017). O aumento, explica o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade, está relacionado à expectativa do aumento da renda per capita nos países emergentes. “Esse aumento gera um efeito positivo na economia, levando à aquisição de veículos de uso privado, mas negativo em termos de mobilidade”, avalia.
Para Buczenko, é preciso adotar soluções alternativas como incentivo por meio de políticas públicas da chamada “carona solidária”, mais investimento em transporte coletivo de alta velocidade, além de incentivo fiscal para redução de veículos emissores de CO2. “Por enquanto, são medidas consideradas marginais na América Latina, mas vemos com o exemplo da Europa que essas ações se tornarão obrigatórias para que as cidades existam”. Não à toa, a Holanda estipulou até 2030 o prazo para banimento total de veículos movidos a petróleo e diesel. No mesmo caminho, seguem a Noruega (2035), França e Reino Unido (2040).
Fonte - Portogente  06/02/2019

Gestão do Trânsito e Mobilidade
A partir de 2019, o Centro Universitário Internacional Uninter passa a oferecer o curso de graduação Gestão do Trânsito e Mobilidade, na modalidade a distância. Com duração de dois anos, o curso lança um olhar diferenciado para a constituição do centro urbano, na perspectiva dos direitos humanos, sem perder de vista a importância da relação do ser humano com o meio em que vive. As inscrições vão até 18/02 pelo site uninter.com ou pelo telefone 0800 702 0500.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Paulistanos gastam quase 3 horas diariamente para se deslocar

Mobilidade  🚗 🚌 🚇

A avaliação da frequência dos paulistanos que utilizavam o transporte público caiu, em 2017 eram 84%, e em 2018 ficou em 80%. Já os que utilizam o carro,os dados ficaram em 72% para os dois períodos. Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras grandes cidades estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção,e desestimulam a utilização do automóvel.A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores.  

Por Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os moradores da cidade de São Paulo gastam 2h43 por dia para se deslocar para todas as suas atividades, de acordo com a Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, feita pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo (integrada por mais de 700 organizações da sociedade civil), e divulgada hoje (18). Na pesquisa anterior, de 2017, esse tempo era de 2h53. Os moradores das regiões norte e sul são os que gastam mais tempo, 2h49min e 2h56min, respectivamente. Já aqueles que vivem nas regiões centro e oeste gastam 1h58min e 2h13min, respectivamente. Para a atividade principal, o tempo de deslocamento é de 1h57.
“As pessoas gastam muito tempo no transporte diariamente, o que denota um desperdício de tempo muito grande para que as pessoas possam ter acesso ao que for, seja educação, saúde, trabalho, se encontrar com as pessoas, e isso não é saudável para uma cidade. Temos que reduzir esse tempo”, disse o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.
O ônibus continua sendo o principal meio de transporte dos paulistanos, com 43% das menções, seguido pelo carro (24%), metrô (12%) e a pé (7%). Aqueles que afirmaram ter como principal meio de transporte o transporte particular por meio de aplicativos somaram 3%; por trem foram, 2%, e bicicleta, 1%. Ao todo, a porcentagem de paulistanos que usam transporte coletivo é de 59% e os que usam transporte privado é de 30%. Em 2017 eram 25%.
Quando avaliada a frequência com que os paulistanos utilizavam o transporte público, em 2017 eram 84%, passando para 80% em 2018. Já para a utilização do carro, os dados ficaram em 72% para os dois períodos. A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores. Em 2017, esse percentual era de 51%.
“Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras cidades grandes estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção, reduzem e desestimulam a utilização do automóvel. Isso é um sinal de alerta importante para verificarmos o que devemos fazer para que retome uma ideia de reduzir o carro e use o coletivo”, disse Abrahão.
Para o grupo de paulistanos que não utilizam o transporte público, os principais motivos são a lotação (37%), a preferência por utilizar o carro (32%) e a demora do trajeto (31%). Em 2017, 31% dos paulistanos diziam que a lotação os fazia não utilizar os ônibus na capital e 24% alegava a demora no trajeto.

foto - ilustração/Fotos Publicas
Entre os paulistanos que utilizam os ônibus como meio de transporte principal, os principais problemas apontados são também a lotação (25%) e o preço da tarifa (20%). A pesquisa destaca ainda que para 54% dos entrevistados a lotação dos ônibus em São Paulo aumentou em relação aos últimos 12 meses; para 42% aumentou também o tempo de espera pelos ônibus nos pontos ou terminais em São Paulo; e para 39% aumentou tempo de duração da viagem em São Paulo.

“Essas causas podem explicar o desestímulo que está havendo em relação ao transporte coletivo. Tudo isso são importantes ferramentas para que o poder público possa atuar e encaminhar soluções para cada um desses itens, para que possamos melhorar essa qualidade. As pessoas estão demonstrando claramente que houve um retrocesso na qualidade e cada uma está tentando se virar individualmente”, disse o coordenador da Rede Nossa São Paulo.
No caso das bicicletas, a pesquisa mostrou que a segurança é o ponto principal para os que nunca utilizaram esse meio de transporte. Entre aqueles que não utilizam, 30% disseram que a melhoria na segurança poderia mudar isso. Outros 18% disseram que a cidade deveria ter mais ciclovias para que aderissem à bicicleta e 17% disseram que teriam que fazer percursos com distâncias menores para passarem a utilizar a bicicleta na cidade. Também foram destacados os roubos e furtos (37%) e o desrespeito aos ciclistas (29%) como um obstáculo para o uso da bicicleta.
Segundo os dados, 23% dos entrevistados sempre se informam sobre a qualidade do ar e 39% com alguma frequência; 13% se informam sobre a qualidade do ar raramente e 24% nunca se informam sobre a qualidade do ar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 de agosto e 3 de setembro, com 800 moradores da cidade de São Paulo, com 16 anos ou mais.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Deu no NY Times:Os carros estão arruinando nossas cidades

Mobilidade  🚗🚗🚗🚗🚗

Em artigo, dois pesquisadores norte-americanos mostram porque o modelo de mobilidade baseado no automóvel não tem futuro. - No mês passado, a população de Los Angeles, nos EUA, manifestou-se contra a adição de mais pistas a uma rodovia; um movimento inesperado em uma cidade que erroneamente pensou por anos que mais pistas significariam menos engarrafamentos.

The New York Times
Justin Gillis / Hal Harvey*
Trânsito na Interstate 405 logo após sua ampliação, em 2015
créditos: Patrick T. Fallon/ Bloomberg
Estamos vivendo uma nova era de milagres. No mês passado, a população de Los Angeles, nos EUA, manifestou-se contra a adição de mais pistas a uma rodovia; um movimento inesperado em uma cidade que erroneamente pensou por anos que mais pistas significariam menos engarrafamentos.
Pouco antes, o mais alto tribunal da Alemanha decidiu que os carros a diesel poderiam ser banidos dos centros das cidades para limpar o ar. Lembre-se, a Alemanha é a terra onde a tecnologia a diesel foi inventada - e a Volkswagen, a maior fabricante de automóveis do mundo, investiu pesado para empurrar os carros aos consumidores antes de ser pega mentindo sobre suas emissões. Após a sentença judicial, a direção da Volkswagen se declarou "incapaz de compreender" a decisão.
Esses eventos ocorreram a quase 10 mil km de distância, em diferentes contextos políticos, mas estão conectados. Tanto o público quanto alguns dos mais ousados líderes políticos norte-americanos estão despertando para a realidade de que simplesmente não podemos continuar colocando mais carros nas cidades.

Um século de experiência nos ensinou a loucura disso. Surgem três patologias:
1. Primeiro, todo carro se torna o inimigo de todos os outros. O carro que você mais odeia é aquele que está bem na sua frente e não se move. Conforme os carros se acumulam, os tempos de viagem e a poluição aumentam.
2. Em segundo lugar, depois de um certo ponto, mais carros tornam a cidade um lugar menos agradável para os transeuntes, ciclistas e pessoas que tomam o transporte público para seus destinos. Os carros afastam e impedem as crianças de brincar ao ar livre, e roubam a possibilidade de tardes tranquilas lendo em um banco ou em cafés na calçada. Assim, abandonamos nosso espaço público, nossas conversas de vizinho para vizinho e, finalmente, nossa mobilidade pessoal para o próximo carro e o próximo.
3. E então surge o fato estranho, contraintuitivo, de que construir mais vias realmente não resolve o congestionamento e pode até piorar a situação. O problema, como os especialistas perceberam a partir da década de 1930, é que, assim que você constrói uma rodovia ou adiciona faixas a uma rodovia, os carros aparecem para preencher a capacidade disponível. O fenômeno é tão bem compreendido que tem um nome: demanda de tráfego induzida.
Os dois autores pediram à Inrix, empresa que coleta dados rodoviários sofisticados, para analisar dois projetos viários americanos relativamente recentes: a expansão de US $ 1,6 bilhão da Interstate 405 em Los Angeles e a expansão de US $ 2,8 bilhões que fez a Katy Freeway em Houston, uma seção da Interstate 10; a mais larga do mundo, com 26 faixas de diâmetro.
Após a expansão da I-405, os dados mostram que os tempos de viagem pioraram nas horas de ponta da manhã e da tarde. A expansão da Katy Freeway gerou resultados ligeiramente melhores, especialmente à noite, embora o efeito fosse pequeno nas faixas oeste. A viagem matinal piorou em ambas as direções.
Os responsáveis por esses projetos argumentarão que com o tráfego crescendo, as rodovias estariam ainda piores se não tivessem sido ampliadas. Ainda assim, esses resultados não são bons o bastante para justificar o investimento de enormes somas de dinheiro público. Acreditamos que os bilhões destinados a esses tipos de projetos poderiam ser mais bem gastos na conservação das estradas e pontes que já temos.
*Justin Gillis trabalha em um livro sobre mudanças climáticas. Hal Harvey é o CEO da empresas de pesquisa Energy Innovation.
Tradução de Marcos de Sousa, do Mobilize Brasil
Fonte - Mobilize Brasil   26/04/2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Salvador é terceira capital com maior tempo em congestionamento

Trânsito  🚗🚗🚗🚕🚌

De acordo com a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre. Segundo a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre.

A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
Salvador apareceu como a terceira capital brasileira que apresenta o maior tempo de congestionamento, segundo o Índice 99 de Tempo de Viagem.
A pesquisa é feita pelo aplicativo de transporte 99. Os dados apontam a capital baiana atrás somente de Recife e Porto Alegre, respectivamente. As maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro, ocupam a quarta e quinta colocações.
De acordo com a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre. Segundo a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre.
O levantamento foi realizado durante o período de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2017, com base nas corridas de táxis e 99Pop, carros particulares da empresa, nas 10 maiores capitais brasileiras, de acordo com dados do IBGE 2010.
Fonte - A Tarde  04/04/2018


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Benefícios da Via Mangue em Recife começam a dar sinais de que não durarão muito

Mobilidade  🚗

Uma via expressa, por onde não passam ônibus, sobre viadutos com 4Km de extensão construídos em cima de uma grande reserva de manguezais na cidade de Recife, inaugurados em 2014 e 2016 respectivamente,uma obra vendida como uma grande solução para o caótico transito da capital pernambucana, já dá os primeiros sinais de "estresse" seguindo a velha máxima de que, quanto mais vias, pistas  e viadutos forem construídos mais carros surgirão para ocupa-las. 

Jailson da Paz - DP
foto - ilustração/Wikipédia 
A obra da Via Mangue, para quem usa o transporte individua,l foi um sonho. Cinco minutos do Pina até as imedições da Rua Antônio Falcão, em Boa Viagem. Entrar e sair da Zona Sul se tornou mais fácil. Mas já começa a dar sinais de que não irá durar muito essa lua de mel. É bem verdade, que o problema maior está na pista Leste, sentido Zona Sul/Centro, inaugurada em 2016. Ela recebe uma média 31 mil veículos por dia, dois mil a menos que a via Oeste, entregue em 2014, onde as retenções são menores.
O problema, portanto, não é que a capacidade de tráfego da Via Mangue se esgotou, pois se assim o fosse, a Oeste, que tem mais tempo de operação e um fluxo maior, teria mais problemas de engarrafamento. Não é assim, ainda. Já a retenção da rodovia que sai de Boa Viagem em direção ao Centro tem nome e sobrenome: túnel e semáforos. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) identificou o problema antes mesmo da inauguração. Foram feitas várias simulações, mas o órgão de trânsito não muda a estrutura da via,que interfere na circulação.
Uma das tentativas foi instalar um semáforo na entrada do túnel para os motoristas aproveitarem a descida e subir a ladeira sem parar no sinal. Os números mostraram que houve um aumento de cerca de dois mil veículos passando a mais no semáforo. Mas houve muitas críticas e a CTTU recuou. Por enquanto, não há outros projetos previstos para tentar minimizar os problemas do túnel. O que pode fazer muita gente a repensar se vale a pena se arriscar pela Via Mangue nos horários de pico. A questão é fugir para onde?
Fonte - Diário de Pernambuco  15/08/2017

VEJA TAMBÉM - Via Mangue - Recife e a derrota dos Manguezais

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A luta pela democratização do espaço público e da Mobilidade Urbana em uma megalópole brasileira

Mobilidade

Lutando contra a resistência ao uso excessivo do automóvel,um prefeito se esforça para melhorar a mobilidade em uma megalópole brasileira.O prefeito de São Paulo construiu ciclovias e corredores para ônibus,alargou calçadas,implantou a redução de limites de velocidade,e os carros são barrados ocasionalmente em algumas avenidas. 

Da Redação
Credit - Lalo de Almeida para o New York Times
Em matéria publicada no dia 04/10/2015 o jornal The New York Times destaca o esforço empreendido pelo prefeito de São Paulo Fernando Haddad na luta pela democratização dos espaços públicos,da Mobilidade Urbana e contra a supremacia dos automóveis.
O Jornal abre a matéria falando sobre o que aconteceu durante décadas na cidade paulistana,de como as autoridades transformaram a megacidade de São Paulo em um  caso de expansão distópica, arrasando praças arborizadas,demolindo jóias arquitetônicas,com poucos investimentos em transporte público,construindo Avs.largas com várias faixas para veículos,e uma extensa via elevada por entre prédios na cidade.
A classe média em grande parte se enclausurou atrás dos muros de condomínios fechados,e uma parte da elite paulistana optou pelo uso do helicóptero em vez de pôr o pé nas ruas de São Paulo.
Mas agora um movimento de transformação liderado pelo prefeito de esquerda da cidade está prestes a alcançar algo que se pensava impossível de se conseguir,desafiando a supremacia do automóvel.
O prefeito,Fernando Haddad,um estudioso de 52 anos de idade,com doutorado em filosofia, realizou o equivalente a um tratamento de choque urbano, em um esforço para aliviar o o caos no trânsito de São Paulo.Seus esforços desencadearam um debate feroz sobre a mobilidade, o uso dos espaços públicos e os limites do poder político em uma área metropolitana com 20 milhões de pessoas.
Inspirando-se de políticas de Nova York,Paris e outras cidades,o Prefeito Haddad iniciou a construção de centenas de km de ciclovias e corredores para ônibus,com a expansão das calçadas,reduzindo os limites de velocidade,limitando estacionamentos público e,ocasionalmente, interditando inteiramente grandes avenidas para carros.
Com informações do The New York Times  07/10/2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pesquisa diz que Salvador tem o quinto pior trânsito do mundo

Mobilidade

Salvador tem o quinto pior trânsito do mundo, diz pesquisa realizada pela empresa holandesa de tecnologia de transporte TomTom

Comunica Bahia
foto - ilustração
Uma pesquisa realizada pela empresa holandesa de tecnologia de transporte TomTom analisou o trânsito em 146 cidades do planeta e indicou o trânsito de Salvador como o quinto pior do mundo.
Segundo o levantamento, os soteropolitanos perdem 93 horas por ano parados em um engarrafamento.

foto - ilustração/Pregopontocom
Dentre as cidades brasileiras, a capital baiana só perde para o Rio de Janeiro, que ficou em terceiro lugar, pelo segundo ano consecutivo. O “pódio” se completa com Istambul (Turquia) e Cidade do México, primeira e segunda colocadas, respectivamente. No ranking brasileiro, depois de Rio de Janeiro e Salvador as cidades mais engarrafadas são Recife, Fortaleza e São Paulo.
A pesquisa da TomTom também analisa o congestionamento das vias no decorrer do dia e nos horários de pico – no início da manhã e final da tarde. Nesses horários, o Rio cai para a oitava posição, Salvador não aparece na lista das primeiras colocadas e Recife ficou em sexto lugar, em um ranking também liderado por Istambul.
Segundo a revista Exame, a empresa coleta os dados dos aparelhos GPS da empresa, que são espalhados pelas frotas, e dos aplicativos de celulares que usam tecnologia da empresa. A medição do tráfego é feita a partir da densidade do congestionamento, comparando entre a quantidade de ruas existentes na cidade e quantas delas estão congestionadas.
Fonte - Comunica Bahia  01/04/2015

Mais informações
http://comunicabahia.com.br/salvador-tem-o-quinto-pior-transito-do-mundo-diz-pesquisa/

Recife é a cidade mais lenta do Brasil na volta para casa

Mobilidade 

O Recife é a cidade brasileira com o trânsito mais lento no horário de pico noturno, das 17h às 19h. Em um ano, o motorista chega a gastar 94 horas a mais do que deveria atrás do volante, na volta para casa após o trabalho no rush noturno, segundo pesquisa mundial da empresa de GPS TomTom

Paulo Trigueiro
Diario de Pernambuco
Engarrafamento na avenida Agamenon Magalhães
foto - Ricardo Fernandes/DP/D.A Press 
Com taxa de congestionamento de 82% no rush noturno, a capital ficou em sexto lugar no ranking mundial, à frente de metrópoles como Los Angeles e Rio - na capital fluminense se perdem 93 horas e a taxa de congestionamento é de 81%.
Os dados foram revelados ontem pelo fabricante de GPS TomTom, que realizou pesquisa em 218 cidades de 36 países através de informações colhidas por seus equipamentos.
O estudo foi feito com base na comparação de dois deslocamentos iguais, em horários de trânsito livre e de pico. No Recife, para cada meia hora percorrida no primeiro cenário, 24 minutos extras precisam ser gastos no rush.
Em Instambul, a pior do ranking mundial, um trajeto de 30 minutos em horários mais livres leva mais de uma hora no rush noturno. Lá os motoristas perdem 125 horas em média, por ano. Pela primeira vez a pesquisa da TomTom incluiu cidades da China.
No ranking geral de congestionamento em 2014, de acordo com a TomTom, a capital aparece com 45%, atrás do Rio (51%) e Salvador (46%). Segundo a CTTU, o sentido Boa Viagem da Agamenon Magalhães tem o trânsito mais crítico da cidade (veja ranking)*.

Ganhando tempo
Para quem faz longos trajetos e perde ainda mais tempo, a alternativa pode ser realizar alguma atividade enquanto o trânsito desafoga. O estudante de ciência da computação Igor Matos, 21, larga da UFPE às 18h30. Chegava a passar duas horas e meia para chegar a Olinda, onde mora. A saída foi estudar nos laboratórios da universidade até as 20h, quando pode fazer o percurso em pouco mais de uma hora.
“Acho que é preciso investir no tranporte coletivo e na bicicleta”, analisa o estudante e cicloativista. Em fevereiro deste ano, uma pesquisa da Proteste colocou o Recife aparece em primeiro lugar no ranking das cidades com mais tempo de espera de ônibus.
Fonte - Diário de Pernambuco 01/04/2015

Mais informações*
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/04/01/interna_vidaurbana,569176/recife-e-a-mais-lenta-do-brasil-na-volta-para-casa.shtml.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Moradores da Zona Norte de Recife sem alternativas para fugir do trânsito

Mobilidade

Com o entupimento da Av. Norte e somente com ônibus para o transporte público, Zona Norte vive caos no trânsito.Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa...

Maira Baracho*
Diario de Pernambuco
Trânsito na Avenida Rui Barbosa fica congestionado
 quase todas as manhãs. Para a CTTU a alternativa é a Rua do Futuro
 também engarrafada. Foto - Allan Torres/DP/D.A Press 
Na Zona Norte do Recife a cena se repete todos os dias: milhares de carros disputam espaço nas ruas apertadas e um trajeto de menos de três quilômetros pode exigir até 40 minutos dos motoristas. Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa - a Via Mangue - a região Norte da cidade é carente de alternativas e continua fora do roteiro dos principais projetos de mobilidade urbana. Na semana passada o Diario realizou o caminho feito por milhares de recifenses e fez o percurso de ida e volta entre o Mercado de Casa Amarela e o Parque Treze de Maio, no Centro, em pleno horário de pico. Levamos até 1h22 para completar o trajeto, que pode ser conferido detalhadamente no infográfico abaixo.




Em uma manhã típica no Recife, que ostenta o título de pior trânsito do país, se gasta entre 20 e 40 minutos para percorrer toda a Avenida Rui Barbosa. A alternativa para escapar da via onde circulam 24 mil carros todos os dias é a Rua do Futuro, que, no entanto, também sofre com a lentidão. Na Avenida Norte, onde 53,5 mil carros passam todos os dias, não é diferente. Sem planos governamentais para desafogar o tráfego na área a curto e médio prazo, o morador da Zona Norte fica preso a esses percursos. Segundo o site Numbeo, o recifense leva, em média, 55,6 minutos para se deslocar entre um ponto e outro, se posicionando como a 10ª metrópole do mundo onde se gasta mais tempo no trânsito. Na prática, no entanto, o tempo pode ser ainda maior.
Os filhos de Melissa Carvalho estudam em uma escola na Rui Barbosa. Todos os dias ela leva 40 minutos para percorrer a avenida e acredita que a precariedade do transporte público influencia na quantidade de carros. “Há a necessidade dos pais levarem seus filhos ao colégio, por causa da insegurança do transporte coletivo, o que aumenta ainda mais o fluxo de carros”, percebe. Para os usuários de ônibus, o único tipo de transporte coletivo disponível na região, o cenário não é diferente.
 

Para o urbanista César Barros o problema do trânsito na Zona Norte – e no Recife – se sustenta em quatro pilares: lacuna histórica de planejamento, gestão falha, não priorização do transporte público e negação dos modais não motorizados. “O que acontece quando você junta esses fatos é o caos total”, comenta. Para ele, só uma mudança de perspectiva na atuação da gestão pública mudaria o trânsito.
“Os veículos motorizados deveriam funcionar com uma bitola permanente, que garantisse o fluxo a partir da capacidade da via”, explica, defendendo uma padronização das ruas. “A Rui Barbosa, por exemplo, tem larguras diferentes dependendo do trecho, o que deixa o trânsito confuso”, analisa. “Você tem giros à esquerda onde não deveria ter, como no cruzamento da Avenida Norte com o canal do Arruda. A gestão precisa estar atuante a cada momento porque situações como essa devem ser evitadas radicalmente”, avalia.

Adicionar legenda
Outra questão identificada pelo especialista é a não priorização do transporte coletivo, que ele defende como alternativa viável para melhorar o tráfego. “Faixas exclusivas de ônibus é o mínimo que se pode fazer em vias como Rosa e Silva e Avenida Norte.” Para ele, a gestão também deve voltar-se para os veículos não motorizados, sobretudo a bicicleta. “Você poderia interligar toda a Região Metropolitana com apenas sete ciclovias. E elas devem estar nos corredores principais da cidade. Isso significa que um estudante poderia sair, por exemplo, de Apipucos e seguir até o seu colégio, na Rui Barbosa, de bicicleta. Hoje ele não vai porque é perigoso”, explica. “Se isso tudo não for levado em consideração, qualquer opção vai ser caótica”, opina.

Foto: Allan Torres/DP/D.A Press 
Nas principais vias da Zona Norte circulam mais de 143 mil carros diariamente. São 53 mil na Avenida Norte , 33 mil na Rui Barbosa e 24 mil na Rui Barbosa. A Dezessete de Agosto recebe os 33 mil restantes.

Sem projetos à vista
Através da assessoria de imprensa, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) confirmou que nenhum grande projeto está previsto para a área, a não ser um possível VLT (metrô de superfície) que pode ser implantado na Avenida Norte, mas que estaria ainda em fase “embrionária”. Ainda de acordo com a companhia, nos últimos dois anos foram feitas 19 alterações na circulação de veículos nas vias da Zona Norte, que vão desde binários, proibições e eliminações de giros. A CTTU disse ainda que 80 orientadores auxiliam o trânsito e atuam nos principais cruzamentos da área, como nas avenidas Rosa e Silva, Norte, Rui Barbosa e Parnamirim.
A CTTU informou também informou que outras medidas estão sendo analisadas e devem ser implementadas ainda no segundo semestre de 2015, mas não entrou em detalhes sobre os projetos.
Colaborou Mike Torres*
Fonte - Diário de Pernambuco  18/03/2015

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Chuva atrapalha o trânsito em Salvador

Tempo  ☁

No início da noite, a Avenida Magalhães Neto estava com o tráfego praticamente parado.

TB
foto - ilustração
A chuva que cai desde o final da manhã desta terça-feira (23/9), em Salvador, trava o trânsito em Salvador.
No início da noite, a Avenida Magalhães Neto estava com o tráfego praticamente parado.
Até as 15h13 a Defesa Civil tinha recebido 7 solicitações de emergência. Foram 2 ameaças de desabamento de imóvel, 2 ameaças de deslizamento de terra, 2 deslizamentos de terra e 1 infiltração, sem registro de feridos.
A Codesal permanece com o plantão 24 horas atendendo às solicitações pelo telefone gratuito 199.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo deve permanecer nublado com pancadas de chuva e períodos me melhoria.
A temperatura deverá variar entre 22ºC a 30ºC.
Fonte - Tribuna da Bahia   23/09/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

De olho na cidade - Salvador hoje (18)

Transito

Av.Paralela hoje as 9:00h da manhã sentido Aeroporto Rodoviária
Da Redação

foto - Pregopontocom

foto - Pregopontocom

Inaugurado hoje mais um viaduto do complexo viário do Imbui

Mobilidade

O Governo do Estado da BA entregou hoje pela manhã na Av.Paralela, no trecho do Imbuí,mais uma das obras que fazem parte do plano de mobilidade para Salvador.O Viaduto que recebeu o nome do Gov. Eduardo Campos,ligando o Imbui a Av. Paralela, e a via marginal no inicio da Av. sentido Aeroporto, foram entregues hoje pelo Governador Jaques Wagner a cidade.

Da redação
foto - Pregopontocom
A partir de hoje (18) quem trafegar em direção ao bairro do Imbui vindo do Iguatemi ou da Av.Luis Eduardo Magalhães poderá usar a nova via marginal sem passar pela pista principal da Av.Paralela sentido Aeroporto e os que saem do Imbui ou vem da orla pela Av.Jorge Amado em direção a Av,Paralela sentido Iguatemi/Centro não irão mais precisar fazer o antigo retorno em frente ao Extra, e já poderão utilizar o novo viaduto aberto ao tráfico a partir de hoje.
Com a presença do governador Jaques Wagner e demais autoridades,foram entregues a via marginal saindo do viaduto da Av.Luis E.Magalhães até o Extra (sentido aeroporto) bem como o segundo viaduto (Gov.Eduardo Campos),que faz parte do Complexo Viário Imbuí-Narandiba, no sentido Imbuí/Paralela/Iguatemi.
O viaduto tem duas faixas no mesmo sentido com 380 metros de extensão. A obra visa melhorar a fluidez do trânsito na área e devera minimizar os constantes engarrafamentos no local.
As obras fazem parte dos projetos do governo em andamento para a melhoria da mobilidade em Salvador.
Pregopontocom 18/08/2014


foto - Pregopontocom 
foto - Pregopontocom












foto - Pregopontocom

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Brasil já tem um carro para cada de 4 habitantes

Mobilidade

Com um carro para cada 4 habitantes, ruas têm cada vez menos espaço - Especialistas observam que o problema de mobilidade urbana é acompanhado de danos ambientais, econômicos e sociais, refletindo também em aspectos comportamentais dos brasileiros.

Diário de Pernambuco
AFP - Agence France-Presse
Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Se você já tem a impressão de que há mais carros do que pessoas nas ruas brasileiras, prepare-se para o futuro. A tendência é que muito mais latas sobre rodas passem a compor o cenário urbano e criem episódios ainda mais graves do que o registrado na cidade de São Paulo no último 23 de maio. Naquela sexta-feira, às 19h, a metrópole brasileira teve o maior engarrafamento de sua história, com uma fila de 344 km de veículos parados.
Para se ter uma ideia da tendência de inchaço no tráfego nacional, o Brasil fechou 2012 com cerca de 76 milhões de veículos, mais do dobro do número registrado 11 anos antes, quando havia 34,9 milhões de carros nas ruas. Hoje, há um veículo para cada quatro brasileiros. E a forma como as cidades brasileiras têm articulado seus sistemas de transporte não consegue acompanhar esse crescimento. Especialistas observam que o problema de mobilidade urbana é acompanhado de danos ambientais, econômicos e sociais, refletindo também em aspectos comportamentais dos brasileiros.
Não há dados sobre a qualidade do ar em todos os estados, mas uma pesquisa divulgada em 2012 pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade estima que 4,6 mil pessoas morreram no estado de São Paulo no ano anterior devido ao fluxo de veículos. Não vítimas de batidas ou atropelamentos, mas de problemas causados pela poluição veicular, que tira, em média, quase dois anos de vida dos paulistas.
É verdade que os carros têm se tornado menos danosos ao meio ambiente, e a emissão de monóxido de carbono diminuiu 52,1% entre 2002 e 2012, como demonstra o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas 2013. Porém, muitos automóveis nas ruas ainda significa poluição. “O carro novo polui menos, mas continua poluindo. O excesso é um problema”, aponta Luiz Maranhão, subsecretário de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal (Semarh). “O Distrito Federal ainda tem sorte em relação a lugares como São Paulo e Belo Horizonte. Diferentemente de lá, não somos cercados por indústrias, que prejudicam mais ainda a qualidade do ar”, completa.
Fonte - Diário de Pernambuco 11/08/2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ventos de até 45km por hora sacodem Salvador e ampliam os engarrafamentos

Salvador

A previsão é de que a partir de hoje o tempo melhore gradativamente com períodos de abertura, segundo informou a meteorologista do Inmet, Marinês Cardoso, acrescentando que o motivo do frio e chuva é devido a “frente fria que está afastada do Oceano, mas mesmo assim influencia”, explicou.

Noemi Flores - TB 
foto - ilustração
A madrugada de ontem assustou muitos soteropolitanos com ventos fortes que chegaram a 45 km por hora, melhorando no decorrer da manhã, atingindo 15 km/h, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e chuva de 8,6 mm.
A cidade amanheceu com pelo menos oito semáforos quebrados, nas principais áreas, árvores caídas em alguns bairros, obrigando a suspensão de travessias marítimas e da faixa solidária na orla marítima.
A previsão é de que a partir de hoje o tempo melhore gradativamente com períodos de abertura, segundo informou a meteorologista do Inmet, Marinês Cardoso, acrescentando que o motivo do frio e chuva é devido a “frente fria que está afastada do Oceano, mas mesmo assim influencia”, explicou.
Cardoso disse ainda que é época deste clima e a previsão de que chuvas mais fracas continuem ao longo do dia e o “mês de agosto sempre tem mais ressaca no litoral do estado”, declarou. A ressaca é o movimento anormal das ondas do mar sobre si mesmas na área de rebentação, causada por rápidas e violentas mudanças climáticas.
De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), até o outdoor de boas-vindas a Salvador, localizado na saída do aeroporto internacional, não escapou dos ventos ( ‘Bem-Vindos a Salvador’) ficando destruído.
Duas árvores que caíram assustaram moradores, como na rua Francisco Correia da Cunha, no bairro de São Caetano, atingindo uma casa, mas sem ferir ninguém e outra no Vale dos Rios. E na rua Miguel Canizares, próximo ao colégio Oficina, na Pituba, foi ameaça de desabamento, quando os galhos da árvore atingiram a fiação de um poste que ficou inclinado.
Durante a manhã toda técnicos da Transalvador trabalharam no conserto das sinaleiras quebradas. Já a travessia marítima do Sistema Salvador-Mar Grande foi suspensa desde a tarde de quarta-feira, devido à predominância de fortes ventos e mar agitado na Baía de Todos os Santos. E o trânsito na capital fluiu lento devido aos problemas apresentados.
A faixa solidária, que compreende o trecho entre o Sesc-Piatã e o bairro da Boca do Rio, criada com a intenção de estimular a carona solidária, foi também suspensa devido ao mau tempo, principalmente os fortes ventos.
Dados da Codesal, até o início da tarde de ontem, informaram a existência de oito solicitações sendo uma ameaça de deslizamento, uma árvore ameaçando cair, duas árvores caídas, deslizamento de terra , uma infiltração e duas orientação técnica.
Fonte - Tribuna da Bahia  08/08/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas criticam trânsito e cobram investimentos em mobilidade no Rio

Mobilidade

Pesquisa estimou que prejuízos, em 2014, devem chegar a R$ 25 bilhões - De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões.

Louise Rodrigues
Jornal do Brasil
foto - ilustração
Especialistas comentaram pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada segunda-feira (28), que estima o custo dos congestionamentos na Região Metropolitana do Rio em R$ 29 bilhões em 2013, o que equivale a 8,2% do PIB metropolitano. Entre outros aspectos, economistas e engenheiros destacaram que a quantidade de obras no Rio contribui para essa perda, e que o problema de mobilidade reduz a produtividade, já que o trabalhador chega cansado no trabalho.
De acordo com a pesquisa da Firjan, em 2014 o prejuízo deve cair para R$ 25 bilhões e esse valor deve ser mantido em 2015, mesmo com a previsão de um aumento estimado em 0,9% dos engarrafamentos. Contudo, ainda segundo a pesquisa, caso não haja novos investimentos na ampliação do transporte de massa e no uso da Baía de Guanabara, pode haver um aumento do prejuízo em 2016 e, em 2022, alcançar R$ 40 bilhões. A Firjan considerou o tempo em que as pessoas economicamente ativas ficam paradas no trânsito e o gasto extra com combustível.
Para Adriano Pires, economista e especialista em infraestrutura da Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), “o estudo da Firjan mostra um obstáculo a um maior crescimento e eficiência do Rio de Janeiro”. Ele explica que “esse dinheiro que está sendo perdido, poderia ser investido em outras necessidades. Além disso, há o gasto de gasolina e as pessoas perdem horas de trabalho”. Para Adriano, “a quantidade de obras no Rio de Janeiro contribui para essa perda e a saída é investir em transporte coletivo e em diversos modais”.
João Sicsu, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que “o problema de mobilidade no Rio é grave porque reduz a produtividade. O trabalhador chega cansado no trabalho, depois horas no engarrafamento, e, quando vai voltar para casa, demora novamente e tem menos tempo de descanso”. Ele acrescenta que “além da perda de combustível, os congestionamentos trazem a poluição do ar e a poluição sonora”. Para Sicsu, a alternativa seria “investir em transporte de massa sobre trilhos, ampliando o metrô e modernizando os trens da SuperVia”. Perguntado sobre os impactos desse prejuízo para o bolso do carioca, o economista respondeu: “quando falamos em perdas, existem custos. Então, os preços tendem a subir”.Fechamento da Avenida Rodrigues Alves gera longos congestionamentos na Zona Portuária
De acordo com engenheiro de transporte Alexandre Rojas, é difícil mensurar valores para a perda em produtividade que uma pessoa tem ao ficar parada no engarrafamento. Contudo, ele confirma que “os números pela perda de mobilidade são bastante grandes”. Rojas acredita que “as políticas de transporte vão atender razoavelmente às Olimpíadas”. Ele explica: “Regiões que têm uma demanda significativa, como São Gonçalo e Niterói, estão sendo jogadas para segundo plano. O projeto da Linha 3 do metrô, que ia melhorar a mobilidade São Gonçalo – Rio de Janeiro, parou. Estamos falando de 600 mil viagens por dia. Isso iria desafogar o trânsito em vias como a Ponte Rio – Niterói e a Avenida Brasil. Fora isso, a Baia de Guanabara é poluída. Se uma barca colide com algum objeto maior, como um móvel, ela quebra a proa e pode naufragar. Para investir em barcas Rio - São Gonçalo é preciso despoluir a Baía de Guanabara. Além disso, as barcas estão saturadas e sem investimentos e quem é responsável por isso é o Estado e não a iniciativa privada”.
Sobre Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), Rojas esclarece que ele “aponta pontos críticos e, se o Estado atender as diretrizes desse plano, vai melhorar a mobilidade do Rio”, mas acrescenta: “O discurso está impecável. Só que apenas nos discursos, os planos são insuficientes”. O engenheiro também reforçou a necessidade de investimento nas linhas férreas do metrô. “Existem vários planos para o metrô e muitos deles, se implantados, serão bons. É preciso finalizar a Linha 4, por exemplo. Mas uma lacuna é a Linha 3, que é extremamente necessária”, apontou.
A pesquisa da Firjan estimou também que o Arco Metropolitano, os BRTs e a Transbaixada serão importantes para reduzir os congestionamentos, mas ressalta que novas obras precisam ser feitas a fim de atender a demanda de infra estrutura de transporte. Para a engenheira de transporte da COPPE/UFRJ, Eva Vider, não se pode descartar uma visão pessimista para o futuro. “É preciso terminar as linhas de metrô e investir pesado em infra estrutura. Como o próprio estudo aponta, vai sair mais caro se isso não for feito. A Linha 4 de metrô precisa ser concluída, o projeto da Linha 3 precisa ser retomado. É preciso investir também na Baía de Guanabara e em novas ligações aquaviárias”. Eva também acredita que “as obras vão atender a população, mas chegaram por causa das Olimpíadas. O PDTU já indicava há décadas o que devia ser feito em termos de mobilidade urbana no Rio, mas os investimentos só chegaram agora, por causa da Copa e das Olimpíadas”.
Do Programa de Estágio do JB
Fonte - Joranal do Brasil  30/07/2014

sábado, 17 de maio de 2014

Para fugir do trânsito, 40% dos brasileiros recusaram emprego

Mobilidade urbana

Expertise em todo o país mostrou que 40% dos entrevistados já recusaram ou desistiram de uma vaga de emprego por considerar que o tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho era grande demais. Além disso, 1/3 dos brasileiros já mudou ou pensa em mudar de endereço pela mesma razão. Um especialista ouvido pela reportagem defende a descentralização de serviços e empregos como alternativa.

iG - MG
foto - ilustração
Além do estresse e demais problemas causados pelos engarrafamentos, a percepção de que a mobilidade urbana piora com o tempo interfere nas escolhas profissionais dos brasileiros. Uma pesquisa do instituto Expertise em todo o país mostrou que 40% dos entrevistados já recusaram ou desistiram de uma vaga de emprego por considerar que o tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho era grande demais. Além disso, 1/3 dos brasileiros já mudou ou pensa em mudar de endereço pela mesma razão. Um especialista ouvido pela reportagem defende a descentralização de serviços e empregos como alternativa.
O estudo mostra ainda que 56% dos entrevistados gastam mais de uma hora por dia se deslocando. Entre aqueles que usam ônibus ou metrô, o tempo médio é de três horas diárias.
A arquiteta Nívea Guarçoni, 28, mora na região hospitalar da capital e recusou uma boa oportunidade de trabalho na região do Barreiro. “Ia ser muito bom. Tinha acabado de me formar e ia ter carteira assinada. Fui para a entrevista de carro, fora do horário de pico, e gastei mais de uma hora. Meu horário seria das 8h às 18h, quando o trânsito é muito mais intenso. Por isso, abri mão”, conta. Hoje, ela consegue ir a pé para seu novo emprego. “Qualidade de vida é fundamental. Gosto de ter tempo para fazer as coisas que gosto e não desperdiçar horas no trânsito”.
Já a analista Maria Inês de Almeida, 55, fez a trajetória inversa. Após conquistar uma vaga que almejava em um banco, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, decidiu morar mais perto do trabalho. “Vou a pé e gasto sete minutos. E para o colégio dos meus filhos, demoro cinco. Esse apartamento caiu do céu. Não consigo nem calcular quantas horas livres já ganhei”.
Análise.Para o arquiteto e urbanista Sérgio Myssior, os problemas de mobilidade não serão solucionados só com investimentos em transporte. “O ideal é um reordenamento do uso do solo, ou seja, que se criem possibilidades para que as pessoas possam morar, trabalhar e ter serviços como saúde, educação e lazer em raios menores. Teríamos um sistema de transporte mais simples, menos oneroso e mais eficiente”.
Outro problema, segundo ele, é a baixa atratividade do transporte coletivo. “Hoje, ele não tem capilaridade, abrangência, conforto nem eficiência. Não seduz o usuário do carro, pelo contrário”.
Pesquisa
Dados. O estudo foi realizado pela Expertise Inteligência em abril de 2014 com 1.256 entrevistados de todas as regiões do país, de ambos os sexos, diferentes faixas etárias e todas as classes sociais.
Metas da administração pública
BHTrans. Para melhorar a mobilidade urbana na capital, os principais objetivos da autarquia até 2030 são “incentivar o transporte público e meios não motorizados, promover
a segurança e a inclusão social e contribuir para a qualidade ambiental”.
Setop. As principais ações da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas são “a ampliação e conservação da malha rodoviária e da frota intermunicipal, a construção de pontes intermunicipais ( * ??????!!!!!! ), e a ampliação do metrô”
Fonte - Tribuna da Bahia 17/05/2014

(*) Pregopontocom

COMENTÁRIOS Pregopontocom - Criticam, falam e sempre estão prontos para dar opiniões sobre a mobilidade urbana mas, soluções ofertadas são sempre as mesmas,em 1º lugar vem -  “a ampliação e conservação da malha rodoviária e da frota intermunicipal, a construção de pontes intermunicipais - depois quem sabe algum dia,a ampliação do metrô”....

domingo, 11 de maio de 2014

Devagar, quase parando: trânsito de Fortaleza caminha para colapso

Mobilidade

Em 2012, nos horários de pico, a velocidade média nas principais vias era de 20km/hora; hoje, não passa de 12km - A preocupação não é para menos. Em números relativos a março desse ano, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 919,7 mil veículos circulam diariamente pelas 6.200 ruas e avenidas da cidade.

Lêda Gonçalves
Repórter - DN 
Fortalezenses enfrentam congestionamentos diários
Foto - José Leomar
Não foi por acaso que na última quarta-feira, dia 30, o trânsito de Fortaleza quase parou devido aos congestionamentos e alguns acidentes em avenidas como a Padre Antônio Tomás. De acordo com estudiosos da área, reconhecido, inclusive pelo poder público, o ritmo lento das ações para dar mais agilidade à mobilidade perde feio para a velocidade de fórmula um com que a frota de veículos cresce na cidade. Se o cenário não mudar, alertam especialistas, Fortaleza corre o risco de parar nos próximos cinco anos. Será o colapso total.
A preocupação não é para menos. Em números relativos a março desse ano, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 919,7 mil veículos circulam diariamente pelas 6.200 ruas e avenidas da cidade. São 516,3 mil carros e mais 233 mil motos. Com essa frota, Fortaleza lidera o ranking entre as capitais nordestinas e ocupa a sétima posição no Brasil em número de veículos. Os números revelam que há quase um carro para cada quatro habitantes na Capital.
E não para por aí. Segundo dados da empresa paulista IPC Marketing, o Ceará possui mais veículos do que domicílios. Nesse quesito, o Estado também lidera no Nordeste. Sendo que Fortaleza possui quase dois terços da frota total cearense. Somente nos três primeiros meses desse ano, 42,9 mil veículos foram implantados no Estado - 18,8 mil na Capital - de acordo com o Detran/CE. Foram mais de 40 mil novos motoristas com habilitação no ano passado. Em dez anos - entre 2003 e 2013 - a frota da Capital aumentou 113,2%, saltando de 422,4 mil para 900,9 mil veículos.
Circular por Fortaleza, seja de carrão do ano, de fusquinha, ônibus, bicicleta e até moto, virou exercício de paciência. Se a velocidade média nas ruas, entre 2010 e 2012, já era de 20 km por hora, nos momentos de pico - entre 7 e 9 horas e 17h30 e 20 horas - atualmente ela não ultrapassa de 12km/h, sendo que o horário de pico também ampliou. Agora, a pessoa sai de casa mais cedo e enfrenta congestionamentos a partir das 6h30 e em qualquer horário do dia e noite até às 21 horas. "É um sufoco diário. Se antes saia às 7 horas, agora tenho que sair no máximo até às 6h20min, senão corro o risco de chegar atrasado no trabalho", comenta o administrador Pedro Henrique de Souza.

Planejamento
Na avaliação do coordenador do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas do Trânsito (Naetran) do Ministério Público Estadual (MPE), Gilvan Melo, a frota de veículos em si não é motivo para o caos que enfrentamos todos os dias. Para ele, a falta de planejamento estratégico, tanto da infraestrutura urbana, quanto da fiscalização contribui quase 100% para os transtornos. "Misture aí as obras sem fim, motoristas inconsequentes e sem respeito ao próximo e às leis de trânsito e o cenário é esse aí que enfrentamos", aponta.
ilvan Melo é um dos que preveem o colapso da mobilidade urbana e defende que chegou a hora do rodízio de veículos e mais incentivo ao transporte público. Além disso, argumenta, será preciso ações rigorosas com relação ao tráfego de caminhões seja qual for o tamanho. "Sugiro a proibição deles, não só no Centro ou Aldeota, mas em outros bairros como Montese, Parangaba, Água Fria, Maraponga e Messejana entre 6 horas às 21 horas diariamente. Para isso, é preciso querer político e torno a repetir, mais fiscalização. Sem isso fica complicado", afirma.

Secundárias
O arquiteto e urbanista Amando Costa não tem dúvidas: o trânsito da cidade está prestes a estrangular: "As vias secundárias estão sendo usadas como válvula de escape. Mas, em até quatro ou cinco anos, estarão superlotadas também. Aí, vai ser o colapso! O diagnóstico é muito ruim".
E isso a população sofre na pele. Até fim de 2012, o motorista particular, Francisco de Assis de Menezes, fazia o trajeto Dionísio Torres - Rua Nunes Valente - até as proximidades do Terminal Rodoviário do Papicu em 12 minutos. Hoje, ele não percorre a distância por menos de 40 minutos. Isso em dia bom, conta, acrescentando que já levou 1h20 para fazer o mesmo caminho. "É muito estressante e piora geral quando um veículo dá prego ou encontramos buracos ou obra. Isso acontece na cidade toda e não é mas problema da Aldeota, Parangaba ou Centro".
Muitos avaliam que as obras de mobilidade em curso podem minimizar situação. No entanto, o engenheiro de transporte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo, observa que em outras partes da Capital, como Centro e outros bairros, não existem obras e os problemas são os mesmos. Na última sexta-feira, por exemplo, às 10 horas, o MapLink registrou 79 quilômetros de lentidão em várias avenidas e ruas, como a Domingos Olímpio, Tristão Gonçalves e Justiniano de Serpa. Por ali, em tráfego normal, o veículo percorre um km em um minuto. Naquele horário, os mesmos trechos foram percorridos em quatro vezes mais tempo.
O coordenador do Plano de Ações Imediatas de Trânsito e Transporte (Paitt), Luís Alberto Saboia, reconhece os riscos de colapso. Para ele, a situação se agrava pois as ações de planejamento ao longo dos últimos anos não acompanharam esse crescimento levando a cidade a um nível crítico. Por isso, assevera, as soluções para este problema devem ser pensadas em curto, médio e longo prazo sempre consonantes com as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana - priorizando os modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado. "A cidade deve passar por uma mudança de paradigma na qual o carro deixa de ser o protagonista", garante.

Opinião do espacialista
135 veículos por quilometro de via é dado alto
A tomar pelo crescimento da frota, gosto de adotar um indicador diferente do usual no que diz respeito à "saúde da malha". Segundo estudos por mim realizados, em 2006, Fortaleza ocupava o sexto lugar na relação quantidade de veículos por quilômetro, ou seja, tinha-se 134 veículos por quilômetro. Nas primeiras posições desse ranking estavam São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Atualmente, levando em conta o pouco aumento do espaço de circulação e, levando em conta um aumento da frota, em 2006 de 601.689 para 991.000 veículos, tem-se para hoje uma 'pressão' veicular de 221,35 veículo/km. Isto representa um aumento de 65,19% deste indicador, para uma malha de aproximadamente 4.476,92km (dados coletados por mim em 2006. Atualmente, estou tentando obter dados oficiais do total de quilometragem da malha).
Em outras palavras, significa dizer que se dispuséssemos toda a frota alinhada por sobre a malha viária da cidade, teríamos uma ocupação máxima em quatro anos para, mantendo a mesma quantidade de veículos que 'entram' no sistema, conseguir preencher todos os espaços de circulação. Esta 'projeção' se daria em 2018, somente para o município.
Segundo o IBGE, hoje, temos cerca de 2,5 milhões de pessoas que moram em Fortaleza. Ao dividirmos a frota de veículos atual pela população, cerca de 39% 'já usaria carro' particular para se locomover. Somando-se aqueles que afluem à cidade, advindos de outros municípios vizinhos, talvez o sistema 'pare' em algumas regiões, antes de 2018. Claro, isto dependeria de como os fluxos estariam dispersos fisicamente na malha. Na realidade, penso que se perde muito tempo em controle do trânsito (operação, fiscalização, manutenção) e pouco tempo no planejamento da demanda por trânsito. Ou seja, mapear e monitorar 'quem origina tráfego': as atividades urbanas.

Assim, seria preponderante tem um bom controle urbano de uso e ocupação do solo. Saber onde se concentram os empregos e moradias. Criar políticas (IPTU, ICMS) de melhor distribuição espacial de moradias e postos de trabalhos, que estejam próximos entre si e próximos de modais de transportes. É o que os urbanistas americanos chamam de Transport Oriented Planning . Saber como as viagens casa-trabalho-casa se distribuem na cidade. Qual o percentual de viagens por ônibus, carro particular, e, quais vias são as mais utilizadas?
Antônio de Paulo Holanda
Engenheiro de Transporte/UFC
Fonte - Diário do Nordeste  11/05/2014

domingo, 4 de maio de 2014

Estudo aponta trens como alternativa para melhorar mobilidade nas grandes cidades

Transportes sobre trilhos

O relatório Trens de Passageiros – Uma Necessidade Que Se Impõe, lançado ontem, na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. 

Agência Brasil
foto - ilustração
Trânsito parado, carros ocupados por apenas uma ou duas pessoas, ônibus lotados que disputam espaços nas mesmas vias utilizadas pelos outros modais de transporte. As cenas são comuns e fazem com que a mobilidade urbana seja um desafio às grandes cidades brasileiras. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
O relatório Trens de Passageiros – Uma Necessidade Que Se Impõe, lançado ontem, na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. O estudo aponta que há estruturas subutilizadas e que “é possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”, disse o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.
Produzido por seis subgrupos de trabalho, o relatório apresenta propostas que podem servir para a realização de políticas públicas, tanto em âmbito federal quanto estadual. Exemplo disso é a plataforma virtual que reúne informações sobre trechos de trilhos, custos financeiros e até o passo a passo de como realizar o estudo de viabilidade que é exigido pelo Ministério do Planejamento. “Com essas informações, é possível ter informações e buscar recursos para os projetos”, explicou Francisco Ferreira, um dos realizadores do protótipo, que estará disponível no site da ANTT.
Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilson Tadeu Júnior, afirmou que 200 milhões de pessoas circulam pelas cidades brasileiras, todos os dias, “Mas a estrutura é basicamente a mesma de 50 anos atrás”, criticou. Ele defendeu a criação de uma empresa ou órgão para coordenar a política de transporte de passageiros e implementar a Política Nacional dos Transportes Regionais, Metropolitanos e Urbanos, já definida pelo Ministério dos Transportes. A organização poderia, dentre outras medidas, promover o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Com a adoção dessa modalidade de transporte, o especialista espera redução da poluição e dos problemas em torno da mobilidade urbana.

Outras medidas
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O Grupo de Trabalho apresentou outras medidas como premissas institucionais para a Política de Transporte Ferroviário de Pessoas; estudo de normas técnicas; diagnóstico da Indústria Ferroviária Brasileira e das tecnologias de comunicação utilizadas tanto para as operações das empresas quanto para o contato com os usuários do transporte; além da análise da condição de trechos. De acordo com o estudo, em grande parte dos 58 trechos de ferrovias analisados, “é possível, com as reformulações necessárias, o transporte de passageiros e/ou cargas”.
Hoje, o Brasil possui apenas três serviços regulares de transporte ferroviário regional de passageiros: entre Vitória e Belo Horizonte; entre Paraupebas (PA) e São Luís, conhecida como Estrada de Ferro Carajás; e de Curitiba para Paranaguá (PR). Para ampliar a oferta, o grupo propôs que o governo federal amplie os investimentos financeiros no setor. De acordo com o diretor da ANTT, ainda não há previsão de recursos para esse fim, no orçamento que vem sendo executado ou mesmo o planejado, para o ano que vem. A ideia é que o relatório embase essa decisão, bem como as que devem ser tomadas pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes sobre a utilização das ferrovias para transporte de pessoas.
"É possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”
Jorge Bastos,diretor-geral da ANTT
Fonte - STEFZS  04/05/2014