Mostrando postagens com marcador transportes rodoviários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transportes rodoviários. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Nova Rodoviária de Salvador Ba inicia operação oficial


Mobilidade urbana
  🚍 🚄🚃🚃  🚇

Governador recepcionou os primeiros passageiros que chegaram ao novo terminal, à Nova Rodoviária da Bahia, em Águas Claras, marcando oficialmente o início das operações do novo equipamento e uma nova etapa para a mobilidade urbana e intermunicipal de Salvador.
 
Da Redação
foto -reprodução/Thuane Maria / GOVBA
Os primeiros ônibus começaram a chegar, nesta terça-feira (20), à Nova Rodoviária da Bahia, em Águas Claras, marcando oficialmente o início das operações do novo equipamento e uma nova etapa para a mobilidade urbana e intermunicipal de Salvador. O receptivo aos passageiros contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e foi organizado pela Secretaria de Turismo (Setur), que preparou uma ação de boas-vindas com elementos da cultura baiana para quem desembarcava na capital. Entre os passageiros, a surpresa com a estrutura chamou a atenção logo na chegada.O Gov. Jerônimo Rodrigues destacou a ampliação da capacidade operacional e a modernização dos serviços oferecidos pela nova rodoviária. "Estamos entregando um equipamento maior, mais acessível e totalmente integrado a outros modais. É um passo importante para melhorar a mobilidade urbana e regional, oferecendo mais conforto, organização e dignidade para quem depende do transporte rodoviário todos os dias", afirmou. Concebida como um hub multimodal desde a origem, a Nova Rodoviária da Bahia integra, em um único complexo, o transporte rodoviário intermunicipal, o metrô, o terminal de ônibus urbanos e metropolitanos e, futuramente, o VLT. Pensada para oferecer mais conforto e qualidade no atendimento, a rodoviária reúne, em um único espaço, serviços como praça de alimentação, lotérica, clínicas, farmácia, caixas eletrônicos e uma unidade do SAC, além de áreas comerciais com lojas e quiosques. "É um terminal que vai muito além do embarque e desembarque, funcionando como um centro de serviços para o cidadão", destacou Jerônimo Rodrigues. A chefe de gabinete da Setur-BA, Giuliana Brito, ressaltou a importância do receptivo como primeiro contato de quem chega à Bahia. "A nova rodoviária é uma porta de entrada do nosso estado, e esse acolhimento com a cultura baiana mostra, logo na chegada, a identidade, a alegria e a hospitalidade do nosso povo", afirmou.
Com informações do Gov.Ba
Pregopontocom 21/01 2026



Autoridade Metropolitana de Transportes - Porque precisamos dela

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Operação de fiscalização "Transporte Legal" da Agerba tem início no sábado (21)

Transportes 🚌 🚢

O objetivo da ação, que irá durar toda a estação e será dividida em etapas, é intensificar a fiscalização dos transportes regulados pela Agência, (ônibus, lanchas e ferry boat), além dos terminais e rodovias pedagiadas do estado. O combate ao transporte irregular de passageiros também será realizado. 

Da Redação
foto - Ulgo Oliveira/Seinfra Ba
Com a chegada de mais um verão e com o aumento da movimentação de pessoas pelas estradas e terminais de toda a Bahia, a Agerba inicia, no sábado (21), a operação especial "Transporte Legal". O objetivo da ação, que irá durar toda a estação e será dividida em etapas, é intensificar a fiscalização dos transportes regulados pela Agência, (ônibus, lanchas e ferry boat), além dos terminais e rodovias pedagiadas do estado. O combate ao transporte irregular de passageiros também será realizado.
A primeira etapa da ação acontece durante o final do ano e o início de 2020. Entre os dias 21 de dezembro e 06 de janeiro os especialistas e técnicos em regulação vão realizar blitze nas estradas com o apoio das Polícias Federal e Militar (através do Batalhão de Polícia Rodoviária). Com o intuito de ampliar a segurança nas operações, as abordagens acontecem tanto a veículos de passeio e vans, como as empresas de ônibus regulares, de fretamento e turismo. Além da documentação e licenças exigidas para o funcionamento do transporte, os fiscais verificam itens de segurança.
Nos terminais rodoviários e hidroviários a fiscalização vai atuar na checagem dos serviços prestados, como itens de acessibilidade, limpeza, além do cumprimento dos horários de saídas de ônibus e embarcações. Segundo o diretor executivo da Agerba, Carlos Henrique Martins, a programação de blitze visa proteger os usuários. "Estamos atentos a todos os sistemas e intensificando cada dia mais a fiscalização. Nossa meta é ampliar a qualidade da prestação de serviços por parte das empresas concessionadas e coibir o transporte irregular, para que o cidadão que utiliza os sistemas chegue ao seu destino com segurança e qualidade", afirmou.
Até o final do verão os 12 polos da Agerba (localizados nas cidades de Alagoinhas, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Feira de Santana, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Salvador, Santo Antônio de Jesus, Seabra, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista) vão realizar blitze nas cidades sedes e regiões atendidas por elas. A segunda etapa da Operação Transporte Legal acontece no período de Carnaval, e a última etapa é concluída em março, com o fim do verão.
Os usuários dos sistemas de transportes podem auxiliar a Agerba no mapeamento e identificação de irregularidades praticadas por empresas e transportadores irregulares. Através de denúncias e reclamações eles auxiliam o planejamento de ações preventivas, que geram maior eficiência no combate das infrações. O atendimento ao usuário é feito nos postos da agência, ou através da Ouvidoria pelo telefone 0800-071-0080 e e-mail agerba.ouvidoria@agerba.ba.gov.br
Com informações da Seinfra Ba  20/12/2019

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Um país rodoviário, distante da logística sustentável

Transportes/Sustentabilidade  🚚  🚄

Não foi difícil, com o movimento, entender que o "transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de cargas dentro do País". Esse modal responde por quase 63% de tudo que é transportado em território nacional, atrás vem o ferroviário com 21,7%, o aquaviário com 11,7%, o dutoviário com 3,8% e, por último, o aéreo com apenas 0,1%. Bem-vindos à discussão sobre os nossos modelos logísticos!

Portogente
Portogente
A greve dos caminhoneiros, realizada em maio último, continua a basear bons e importantes debates sobre a matriz de transporte no Brasil. Não foi difícil, com o movimento, entender que o "transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de cargas dentro do País". Esse modal responde por quase 63% de tudo que é transportado em território nacional, atrás vem o ferroviário com 21,7%, o aquaviário com 11,7%, o dutoviário com 3,8% e, por último, o aéreo com apenas 0,1%. Bem-vindos à discussão sobre os nossos modelos logísticos!
Mariana Canto, advogada especialista em logística do departamento Societário do escritório Andersen Ballão, diz que o modal rodoviário possui características próprias que são bastante determinantes para a sua posição de destaque na matriz de transporte de cargas do Brasil. “Estudos apresentados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que, no Brasil, só o modal ferroviário se mostra competitivo em relação à rodovia em se tratando de volumes de carga a partir de 350 mil toneladas mensais”, explica.
O modal rodoviário, continua ela, é um grande aliado nos processos logísticos, mas também traz graves consequências. Ela relaciona: "O desgaste nas rodovias e nos veículos, o aumento do consumo de combustíveis e dos gastos com saúde por acidentes aumentam os custos de vida de uma maneira geral e isso penaliza a todos." Adicionalmente, o modal anda na contramão do desenvolvimento sustentável, além de congestionar o trânsito nas grandes cidades em razão da deficiência de contornos intermunicipais, é também o que mais polui. Para transportar 100 contêineres de carga são necessários 100 caminhões, que emitem 73 toneladas de CO². A mesma quantidade de carga demanda apenas duas locomotivas, que emitem apenas cinco toneladas de CO² para o mesmo resultado.
Existem outros modais que, para Mariana, funcionariam bem no Brasil e trariam benefícios como o ferroviário. “O Brasil é um país que tem sua base agrícola, por isso é importante que haja investimento no modal ferroviário para manter a competitividade internacional. Ampliando os corredores de exportação que integram o interior produtivo do país aos portos, assim como facilitar a intermodalidade de transportes, seria o início de um ciclo virtuoso”, defende.

A malha viária brasileira
O Brasil, a terceira mais extensa malha rodoviária do mundo, mas apenas 12% dela é pavimentada. O Mapeamento do Ipea de Obras Rodoviárias, que estudou os gargalos e deficiências das rodovias nacionais, identificou a necessidade de investirmos mais de R$ 183 bilhões para sanar problemas e torná-las eficientes.
Esses dados mostram ainda que mais de 80% da malha pavimentada está sob gestão pública e deste percentual apenas 37% é avaliada com qualidade boa ou ótima, sendo que os outros 63% estão entre regulares e péssimas. Essa condição se deve a inúmeros fatores, mas especialmente a falta de planejamento e decisões de investimento de curto prazo, e custos elevados de manutenção que acabam se convolando em deficiências sistêmicas.
Fonte - Portogente  11/07/2018

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Feriadão deve movimentar 50 mil passageiros na Rodoviária

Transportes

Com o objetivo de atender a grande demanda do período, foram disponibilizados 200 horários extras, além dos 540 que já funcionam diariamente. A quantidade de horários ainda pode ser ampliada, caso a procura aumente.Localidades como o Recôncavo, Porto Seguro, Itacaré, Ilhéus (sul), Vitória da Conquista (sudoeste), Juazeiro (norte), Barreiras (oeste) e Lençóis (Chapada Diamantina), assim como as cidades litorâneas,

Da Redação
foto - Camila Souza GOV.Ba.
Para o feriado prolongado de Corpus Christi, a estimativa da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) é que cerca de 50 mil pessoas passem pelo terminal rodoviário, já a partir de quarta-feira (25). Com o objetivo de atender a grande demanda do período, foram disponibilizados 200 horários extras, além dos 540 que já funcionam diariamente. A quantidade de horários ainda pode ser ampliada, caso a procura aumente.
Localidades como o Recôncavo, Porto Seguro, Itacaré, Ilhéus (sul), Vitória da Conquista (sudoeste), Juazeiro (norte), Barreiras (oeste) e Lençóis (Chapada Diamantina), assim como as cidades litorâneas, a exemplo daquelas localizadas ao longo da Rodovia BA 099 (Estrada do Coco e Linha Verde), são os destinos mais procurados pela população.
De acordo com a Agerba, na maioria dos casos, os usuários contam com a possibilidade de comprar sua passagem antecipadamente pela internet ou por telefone, trazendo mais comodidade e diminuindo as filas nos guichês. Ainda assim, a recomendação é que todos devem chegar com antecedência mínima de uma hora, a fim de evitar possíveis transtornos. Outro fator que merece atenção é a obrigatoriedade de apresentar um documento oficial de identificação no momento do embarque.

Fiscalização
Os agentes da Agerba, em parceria com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e Federal (PRF), irão fiscalizar o transporte irregular de passageiros. As equipes irão trabalhar em regime de plantão. Em caso de reclamações, os usuários podem procurar os postos da Agência localizados nos terminais rodoviários ou a Ouvidoria, pelo número 0800-071-0080.
Com informações da Secom Ba.  23/05/2016

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CNT é contrária à paralisação dos caminhoneiros autônomos

Transportes de carga

Confederação destaca que encontra-se em pleno trabalho o Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas.A CNT respeita o direito constitucional de livre manifestação e reivindicação de toda a sociedade e de cada indivíduo, porém não endossa as manifestações ilegais e que não respeitam o direito coletivo....

Ag.CNT
Sérgio Alberto/Arquivo CNT
A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade superior que atua na defesa dos interesses do setor de transportes, vem a público repudiar os recentes protestos de caminhoneiros autônomos orquestrados desde o dia 09/11 pelo Comando Nacional do Transporte.
A CNT respeita o direito constitucional de livre manifestação e reivindicação de toda a sociedade e de cada indivíduo, porém não endossa as manifestações ilegais e que não respeitam o direito coletivo, promovem o desabastecimento, impedem o livre direito de circulação, acesso aos bens e serviços públicos e causam transtornos a toda a sociedade.
É importante destacar que encontra-se em pleno trabalho o Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas, colegiado de diálogo e negociação, de temas sensíveis ao setor de transporte rodoviário de cargas, que reúne representantes dos caminhoneiros autônomos, empresas de transporte de cargas, embarcadores e Governo.
Por fim, consideramos imoral e repudiamos qualquer mobilização que se utilize da boa-fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no País e pressionar o Governo em prol de interesses políticos ou particulares, que não se coadunam aos problemas da categoria.
Fonte - Agência CNT de Notícias  10/11/2015

terça-feira, 27 de maio de 2014

Logistica e o Futuro multimodal

Logistica 

Nos próximos anos, a multimodalidade será uma tendência crescente, o que exigirá do governo um melhor planejamento sobre o crescimento de cada um dos modais e maior parceira entre o poder público e a iniciativa privada.

Valor Econômico
foto - ilustração
A desequilibrada matriz de transportes brasileira, em que as rodovias escoam 60% dos produtos fabricados no país, mesmo em distâncias em que o modal é pouco competitivo, tem feito a indústria e o agronegócio buscarem alternativas para transportar seus produtos. Navegação de cabotagem, hidrovias e ampliação do uso das ferrovias têm ganho espaço, enquanto o setor rodoviário passa por aumento de legislação e alta de custos, com a extinção da carta-frete e a nova lei dos caminhoneiros. Nos próximos anos, a multimodalidade será uma tendência crescente, o que exigirá do governo um melhor planejamento sobre o crescimento de cada um dos modais e maior parceira entre o poder público e a iniciativa privada.
Recentemente, a Bunge, uma gigante do agronegócio, inaugurou uma nova rota de exportação, com a abertura de terminais portuários nas cidades paraenses de Miritituba e Barcarena, o que possibilita o uso da hidrovia Tapajós-Amazonas. A navegação pelo rio eliminará mais de três mil viagens de caminhões por mês, que antes levavam os grãos do Centro-Oeste aos portos do Sul e Sudeste. "Há muito tempo, a empresa vislumbrava uma grande oportunidade nessa nova rota. Entretanto, apenas após o anúncio de que a BR-163 sairia do papel, a construção do complexo portuário se tornou viável", diz Martus Tavares, vice-presidente de assuntos corporativos da Bunge Brasil. No primeiro ano de operação o complexo terá capacidade de escoamento de até 2,5 milhões de toneladas de grãos. "Considerando que a BR-163 esteja totalmente asfaltada, é esperada redução de mais de 20% no tempo total da viagem", afirma. Há potencial para dobrar o volume transportado e chegar a cerca de quatro milhões de toneladas.
Outra opção que ganha espaço é a navegação de cabotagem, que tem crescido dois dígitos nos últimos cinco anos. "O maior potencial está na conversão das cargas do modal rodoviário para a cabotagem ", observa Vital Jorge Lopes, presidente da Log-In. A empresa inaugurou, na segunda semana de maio, uma nova operação de serviço para atendimento às cargas produzidas no polo industrial de Manaus, que permitirá que os navios atendam aos mercados de São Paulo e região no mesmo tempo de viagem do transporte rodoviário, cerca de dez dias. Antes, o transporte entre Manaus e Santos levava 14 dias. "Temos espaço para escoar algumas cargas pela cabotagem, com um frete que pode ser 25% a 30% mais barato", relata Vital Jorge Lopes, presidente da empresa.
O maior potencial de atração dessa nova rota expressa está na indústria de eletrodomésticos e eletrônica no polo industrial de Manaus. O serviço também vai conectar os portos de Fortaleza, Suape e Salvador, de olho na instalação de um polo petroquímico no Nordeste e na abertura de fábricas de montadoras na região.
As ferrovias, tradicional meio de escoamento de minério de ferro, estão sendo mais utilizadas pelo agronegócio e por cargas industrializadas. O Terminal Portuário de Paranaguá (TCP) está concluindo um investimento de R$ 365 milhões, iniciado em 2011. Cerca de R$ 180 milhões foram direcionados à compra de novos equipamentos e R$ 185 milhões para novas obras, incluindo um novo cais de atracação, que fará a capacidade pular de 1,2 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés) para 1,5 milhão de TEUs. A demanda atual está em cerca de 800 mil TEUs por ano. Com a duplicação do ramal ferroviário, cerca de 15% das cargas vêm pelos trilhos ao terminal. Há dois anos, eram menos de 5%.
Essa maior eficiência logística chega a trazer economias de 20% a 30% para a carteira diversificada de clientes do TCP. A expectativa é de aumentar o transporte ferroviário no terminal nos próximos anos, chegando a 30%. "Somos o segundo maior terminal de contêiner do Brasil e estamos de olho no crescimento do mercado e da tendência de concentração de operações em cinco ou seis terminais no Brasil" diz Luiz Antonio Alves, presidente do terminal.
Um dos celeiros da produção de grãos, o Mato Grosso analisa a diversificação do transporte da produção voltada para a exportação. "Da soja que vai para o porto de Santos, que representou 58% das exportações da última safra, mais da metade faz o transporte intermodal com um trecho de Sorriso (MT) a Rondonópolis (MT) de rodovia e um trecho de ferrovia, partindo de Rondonópolis e chegando a Santos. E a outra parte vai só por rodovias", diz Rui Prado presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Os grãos com destino aos portos de Manaus e Santarém, no Norte, que representaram 13% dos embarques, também são enviados por meio do transporte intermodal com um trecho de rodovia de Sapazal (MT) a Porto-Velho (RO) e um trecho de hidrovia de Porto Velho-RO até Manaus e Santarém.
Principal meio de distribuição das cargas no país, o setor rodoviário deverá manter sua posição de destaque nas próximas décadas. A novidade é a retomada das concessões pelo governo federal. Em 2013, foram licitados cinco lotes de rodovias, que somam 4,2 mil quilômetros e irão contemplar R$ 28 bilhões de investimentos ao longo dos 30 anos de duração. Para os próximos meses, o governo pretende licitar outros cinco lotes de rodovias, cuja extensão soma 2,6 mil quilômetros, dos quais 2.282 km terão de ser duplicados. Os investimentos previstos são de R$ 17,8 bilhões. O avanço privado deverá melhorar as condições desses trechos, que incluem rodovias-tronco que fazem a ligação entre portos do Sudeste e áreas de grande produção agrícola no Centro-Oeste.
"Os trechos concedidos ano passado são rotas de alto valor adicionado com importante peso na economia, com destaque para o transporte de grãos", afirma Paulo Resende, coordenador de logística da Fundação Dom Cabral (FDC). "Apesar da demora na decisão de conceder, as licitações são um fato importante para melhorar a competitividade, mas é essencial ver que o ganho de eficiência será de médio a longo prazo", afirma Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.
O modal rodoviário tem passado por mudanças com a adoção da lei dos caminhoneiros e a extinção da carta-frete. Interessada em ampliar sua participação em uma cadeia de valor bilionária, a Ticket Car adquiriu ano passado participação majoritária na Repom, que, por sua vez, observa de perto o promissor mercado surgido com a extinção da carta-frete. O documento era usado pelo caminhoneiro para destacar as cargas que leva em suas viagens e mostrar o pagamento dos impostos dos produtos transportados. Para substituir a carta-frete, foram criados cartões que permitem aos embarcadores e transportadoras carregar o valor do frete diretamente na solução. A Repom ainda oferece outros produtos, como seguro de vida e assistência de reboque pelo país.

Logística tem custo elevado
Os custos logísticos voltaram a crescer no Brasil e chegaram a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, após recuo em 2010 (10,6%) e 2008 (10,9%). O porcentual significa um retorno ao patamar de 2006, segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Parte desse problema é a dependência do modal rodoviário, que responde por cerca de 60% das cargas transportadas no Brasil e tem sofrido com alta de custos, sejam de combustíveis, sejam trabalhistas.
Menos de 15% dos 1,7 milhão de quilômetros de rodovias são pavimentados. Deficiências no pavimento elevam em 25% o custo operacional do transportador no país. As regiões Sul e Sudeste apresentam as melhores condições de asfalto, com custos de 19% e 21%, respectivamente. Já o Norte apresenta o pior: 39,5%.
"Por conta da baixa penetração do modal ferroviário e hidroviário, as rodovias são sobrecarregadas, sendo meio de transporte inclusive de grãos, como a soja, que não são economicamente viáveis nesse modal, porque é necessário um grande volume de caminhões para chegar aos portos, o que acarreta filas", avalia Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), 53% dos grãos são escoados por rodovias aos portos, outros 36% pelas ferrovias e 12% por hidrovias.
O governo está buscando reverter esse quadro. Além da retomada das concessões rodoviárias, trabalha na criação de um modelo de concessões ferroviárias. Nos últimos dias, as reuniões com empresários têm sido intensas. O governo prevê a construção de 16 trechos ferroviários, num total de 11,5 mil km de linhas férreas e investimento da ordem de R$ 91 bilhões. Do valor total, R$ 56 bilhões devem ser investidos nos primeiros cinco anos e R$ 35 bilhões ao longo de 30 anos.
Outra parte do trabalho do governo é a retomada do planejamento, com a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), criada em 2012, nos moldes da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Uma das frentes é o Plano Nacional de Logística Integrada, cujo objetivo é identificar as necessidades e oportunidades da matriz no curto, médio e longo prazo. Nele estará contida uma ampla pesquisa de origem e destino das cargas, com dados coletados em 200 pontos no Brasil e baseada em mais de um milhão de entrevistas realizadas em três etapas. "Isso está em estágio avançado", afirma o presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos. Com a matriz de origem e destino em mãos, pode-se planejar ações ao longo dos próximos 20, 30 anos no setor.
Esse banco de dados contribui também para a simulação de pré-viabilidade de algumas iniciativas. "Alguns modais irão se adensar ao longo dos próximos anos, o que fará o planejamento ganhar ainda mais relevância, já que deverá haver uma maior integração entre os diferentes modais", destaca Passos.
No fim do ano passado, o Ministério dos Transportes concluiu o Plano Hidroviário Estratégico, que pretende ampliar o transporte por hidrovias como forma de buscar alternativas de escoamento principalmente da produção agrícola. O estudo, financiado pelo Banco Mundial, tem a meta de viabilizar o aumento do transporte de carga dos atuais 25 milhões para 120 milhões de toneladas de carga até 2031.
Fonte - Revista Ferroviária  27/05/2014

sábado, 17 de maio de 2014

Para fugir do trânsito, 40% dos brasileiros recusaram emprego

Mobilidade urbana

Expertise em todo o país mostrou que 40% dos entrevistados já recusaram ou desistiram de uma vaga de emprego por considerar que o tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho era grande demais. Além disso, 1/3 dos brasileiros já mudou ou pensa em mudar de endereço pela mesma razão. Um especialista ouvido pela reportagem defende a descentralização de serviços e empregos como alternativa.

iG - MG
foto - ilustração
Além do estresse e demais problemas causados pelos engarrafamentos, a percepção de que a mobilidade urbana piora com o tempo interfere nas escolhas profissionais dos brasileiros. Uma pesquisa do instituto Expertise em todo o país mostrou que 40% dos entrevistados já recusaram ou desistiram de uma vaga de emprego por considerar que o tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho era grande demais. Além disso, 1/3 dos brasileiros já mudou ou pensa em mudar de endereço pela mesma razão. Um especialista ouvido pela reportagem defende a descentralização de serviços e empregos como alternativa.
O estudo mostra ainda que 56% dos entrevistados gastam mais de uma hora por dia se deslocando. Entre aqueles que usam ônibus ou metrô, o tempo médio é de três horas diárias.
A arquiteta Nívea Guarçoni, 28, mora na região hospitalar da capital e recusou uma boa oportunidade de trabalho na região do Barreiro. “Ia ser muito bom. Tinha acabado de me formar e ia ter carteira assinada. Fui para a entrevista de carro, fora do horário de pico, e gastei mais de uma hora. Meu horário seria das 8h às 18h, quando o trânsito é muito mais intenso. Por isso, abri mão”, conta. Hoje, ela consegue ir a pé para seu novo emprego. “Qualidade de vida é fundamental. Gosto de ter tempo para fazer as coisas que gosto e não desperdiçar horas no trânsito”.
Já a analista Maria Inês de Almeida, 55, fez a trajetória inversa. Após conquistar uma vaga que almejava em um banco, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, decidiu morar mais perto do trabalho. “Vou a pé e gasto sete minutos. E para o colégio dos meus filhos, demoro cinco. Esse apartamento caiu do céu. Não consigo nem calcular quantas horas livres já ganhei”.
Análise.Para o arquiteto e urbanista Sérgio Myssior, os problemas de mobilidade não serão solucionados só com investimentos em transporte. “O ideal é um reordenamento do uso do solo, ou seja, que se criem possibilidades para que as pessoas possam morar, trabalhar e ter serviços como saúde, educação e lazer em raios menores. Teríamos um sistema de transporte mais simples, menos oneroso e mais eficiente”.
Outro problema, segundo ele, é a baixa atratividade do transporte coletivo. “Hoje, ele não tem capilaridade, abrangência, conforto nem eficiência. Não seduz o usuário do carro, pelo contrário”.
Pesquisa
Dados. O estudo foi realizado pela Expertise Inteligência em abril de 2014 com 1.256 entrevistados de todas as regiões do país, de ambos os sexos, diferentes faixas etárias e todas as classes sociais.
Metas da administração pública
BHTrans. Para melhorar a mobilidade urbana na capital, os principais objetivos da autarquia até 2030 são “incentivar o transporte público e meios não motorizados, promover
a segurança e a inclusão social e contribuir para a qualidade ambiental”.
Setop. As principais ações da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas são “a ampliação e conservação da malha rodoviária e da frota intermunicipal, a construção de pontes intermunicipais ( * ??????!!!!!! ), e a ampliação do metrô”
Fonte - Tribuna da Bahia 17/05/2014

(*) Pregopontocom

COMENTÁRIOS Pregopontocom - Criticam, falam e sempre estão prontos para dar opiniões sobre a mobilidade urbana mas, soluções ofertadas são sempre as mesmas,em 1º lugar vem -  “a ampliação e conservação da malha rodoviária e da frota intermunicipal, a construção de pontes intermunicipais - depois quem sabe algum dia,a ampliação do metrô”....

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ANTT altera regras para identificação de passageiros em ônibus e trens

Transportes

De acordo com a resolução, criança é o passageiro com até doze anos de idade incompletos, e adolescente é aquele que possui entre doze e dezoito anos incompletos. Pelas novas regras, responsável por menor desacompanhado de pai e mãe deve estar legal ou judicialmente autorizado a acompanhar a viagem, excetuando-se alguns casos.

ANTT
foto - ilustração
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16) novas regras para a identificação de passageiros dos serviços de transporte rodoviário e ferroviário. A medida define critérios para identificação de crianças, adolescentes, índios e responsáveis por menores de idade, além de discriminar os documentos aceitos para comprovação de identidade.
Antes, não havia um rol de documentos definidos que poderiam ser apresentados pelos passageiros no momento do embarque. Agora, há um rol de documentos de identificação para brasileiros, estrangeiros e índios, segundo a respectiva faixa etária (criança, adolescente ou maior) e conforme o destino da viagem, se nacional ou internacional.
De acordo com a resolução, criança é o passageiro com até doze anos de idade incompletos, e adolescente é aquele que possui entre doze e dezoito anos incompletos. Pelas novas regras, responsável por menor desacompanhado de pai e mãe deve estar legal ou judicialmente autorizado a acompanhar a viagem, excetuando-se alguns casos.
Em viagens nacionais, a identificação da criança será atestada por meio de carteira de identidade, passaporte ou certidão de nascimento. Nenhuma criança poderá viajar para fora da área de onde reside desacompanhada dos pais ou responsáveis, sem expressa autorização judicial. É permitida a viagem de criança acompanhada de maior, se expressamente autorizado pelo pai, mãe ou responsável. Porém, caso o deslocamento aconteça para áreas contíguas a da residência da criança, na mesma unidade da Federação ou incluída na mesma região metropolitana, fica dispensada a autorização.
Em viagens internacionais, a criança só poderá viajar na companhia de um dos pais, caso porte autorização expressa do outro, com firma reconhecida. Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior, que não sejam pais ou responsável pelo menor.
São documentos válidos para a identificação do brasileiro, maior ou adolescente a Carteira de Identidade (RG), a Carteira de Identidade emitida por conselho ou federação de categoria profissional, com fotografia e fé pública em todo território nacional, a Carteira de Trabalho, o Passaporte Brasileiro e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com fotografia, dentre outros.
Para os índios, além desses documentos de identificação, é necessária autorização de viagem expedida pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) ou outro documento que o identifique, emitido pela mesma entidade.
Os passageiros de fora do país em viagens no Brasil deverão apresentar Passaporte Estrangeiro, Cédula de Identidade de Estrangeiro, Identidade Diplomática ou Consular ou outro documento legal de viagem.
Para viagens nacionais, há algumas novidades que merecem ser destacadas. Passa a valer a partir de agora a cópia autenticada em cartório dos documentos de identificação. Pela regra anterior, apenas eram aceitos os documentos originais. Além disso, em caso de extravio, furto ou roubo do documento de identificação, poderá ser apresentado um Boletim de Ocorrência emitido há menos de 30 dias. Essa novidade não estava prevista na antiga regra para embarque de passageiros do transporte terrestre.
As novas normas definem também uma regra de transição para as transportadoras que ainda não utilizam o novo modelo de Bilhete de Passagem, previsto na Resolução ANTT nº 4.282, de 17 de fevereiro de 2014. Até que a empresa se adeque às novas regras dessa resolução, o Bilhete de Passagem deverá ser acompanhado da Ficha de Identificação de Passageiro – FICHA, que deverá conter nos campos especificados o nome da transportadora, a cidade de origem, a cidade de destino, o nome do viajante, o número do bilhete de passagem, o número da poltrona, o número do documento de identidade e o órgão expedidor.
A resolução entra em vigor a partir de hoje (16.04).
Fonte - ABIFER  21/04/2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

Falta de respostas desestimula usuários de ônibus

Transportes públicos ( ônibus)

As reclamações acima são as de quem usa o transporte público, sobretudo ônibus. Acabam por desencorajar o uso dos meios coletivos, estimulando quem pode a optar por carros que vão congestionar as ruas das cidades brasileiras, gerando impactos para a qualidade de vida e economia. Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários já estão habituados aos transtornos. E, por isso, não exigem que o Poder Público fiscalize e puna as empresas concessionárias que não oferecem serviço de qualidade.

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil
Passageiros reclamam que empresas
 de ônibus não dão retorno às reclamações
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ônibus que demoram a passar. E, quando passam, transportam mais passageiros que o limite recomendável, razão usada como justificativa para que os motoristas não parem nos pontos onde usuários esperam, em alguns casos, por quase uma hora. Ou param, mas apenas para deixar descer alguns passageiros, não permitindo o embarque de mais ninguém – o que acaba por amenizar o desconforto de quem viaja espremido, de pé, em ônibus velhos e malcuidados: não raro, quebram no meio do caminho.
As reclamações acima são as de quem usa o transporte público, sobretudo ônibus. Acabam por desencorajar o uso dos meios coletivos, estimulando quem pode a optar por carros que vão congestionar as ruas das cidades brasileiras, gerando impactos para a qualidade de vida e economia. Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários já estão habituados aos transtornos. E, por isso, não exigem que o Poder Público fiscalize e puna as empresas concessionárias que não oferecem serviço de qualidade.
“Muitas pessoas acham que reclamar não faz sentido. Por isso, o número de reclamações registradas [pelos órgãos públicos de fiscalização] não dá conta da realidade”, disse à Agência Brasil João Paulo Amaral, coordenador da pesquisa Transporte Público, Insatisfação Coletiva, divulgada pelo Idec em setembro de 2013.

“As manifestações do ano passado indicam que a população [percebe] que os problemas não são resolvidos. Daí as pessoas terem ido às ruas: para reclamar de forma mais enfática”, acrescentou Amaral. Ele considera que os canais criados para receber as queixas e sugestões de usuários do transporte público, como as ouvidorias e serviços de atendimento das empresas de ônibus costumam ser de difícil acesso aos que não têm tempo sobrando e que, na maioria das vezes, não estão aptas a dar uma resposta satisfatória aos reclamantes.
“Nós mesmos, do Idec, ao fazermos a pesquisa e acionarmos um desses serviços na condição de usuários, não recebemos orientações claras, como, por exemplo, o que fazer para obter as passagens de volta”, disse o pesquisador.
As considerações de Amaral fazem eco às queixas de muitos usuários. Em Brasília, por exemplo, a assessora Adriana de Araújo Alves já recorreu ao DFTrans em duas ocasiões. Na mais recente, no último dia 24, registrou queixa contra a empresa Riacho Grande. Na véspera, ela já havia telefonado diretamente para a companhia de ônibus, se queixando de um motorista que arrancou com o veículo antes que ela tivesse tempo de embarcar.
“Ele nem bem tinha parado no ponto, ainda estava em movimento, abrindo a porta, quando eu me virei para me despedir de um amigo. O motorista voltou a acelerar e foi embora enquanto meu amigo gritava para ele parar”, contou Adriana à reportagem. “Peguei outro ônibus que vinha atrás. A certa altura, os dois ônibus ficaram lado a lado e eu perguntei ao motorista, pela janela, porque ele tinha feito aquilo. Ele respondeu de maneira bem mal educada que tem horário a cumprir e que se eu quisesse namorar devia apanhar um táxi. Como se estivesse me fazendo um favor”, acrescentou a assessora.
“Em agosto, eu já tinha reclamado ao DFTrans que os motoristas estavam passando direto no mesmo ponto de ônibus [localizado em área nobre de Brasília]. A atendente me garantiu que eu receberia uma resposta por e-mail, mas até hoje nada recebi. Como acabei perdendo o número do protocolo, não consigo saber o resultado da primeira queixa”, contou a assessora, que não crê em qualquer punição para a companhia de ônibus. Ainda assim, decidiu registrar a nova reclamação. “É o único meio que tenho para tentar forçar uma solução. Mesmo que não tenha uma resposta, minha reclamação ficará registrada”. O DFTrans informou à assessora que demoraria no mínimo 15 dias para lhe dar uma resposta. Já a Riacho Grande prometeu lhe dar um retorno no mesmo dia (23), mas até hoje não houve contato.
“O mais emblemático nisso tudo é o fato de o transporte público não ser tratado como um serviço cuja qualidade o Poder Público deve garantir. Em outros setores, como o transporte aéreo, por exemplo, os consumidores recebem uma resposta. No transporte público, porém, falta até estímulo para que os usuários reclamem”, concluiu Amaral. Para o pesquisador, os órgãos públicos deveriam usar as reclamações para melhorar o sistema de transporte público e também para saber se uma empresa está prestando um bom serviço. “Obviamente, nenhum governo vai conseguir resolver uma a uma as muitas reclamações, mas é importante que haja um procedimento de cobrança que resulte na melhoria da qualidade do serviço prestado”, concluiu Amaral.
Fonte - Agência Brasil  10/03/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Brasil tem produção recorde de pneus em 2013

Economia

André Magnabosco 
Agência Estado
foto - pregopontocom

O maior volume de veículos produzidos no Brasil ao longo do ano passado, principalmente caminhões e máquinas, contribuiu para que a produção de pneus alcançasse um novo recorde em 2013. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), a indústria brasileira produziu 68,8 milhões de pneus, um aumento de 9,8% ante 2012. O antigo recorde, de 2010, era de 67,3 milhões de unidades produzidas no Brasil.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de pneus para veículos de uso industrial, como guindastes e empilhadeiras, com expansão de 53,9% sobre 2012 e um total de 2,07 milhões de unidades produzidas. No segmento de pneus para camionetas, a alta foi de 20,7%, para 9,9 milhões de unidades, enquanto no de veículos de carga o incremento foi de 15,2%, para 8,23 milhões de unidades. O segmento de pneus para veículos de passeio, o principal destino da produção nacional, registrou expansão de 6% para um total de 32,46 milhões de pneus produzidos em 2013.
Os números positivos de produção contrastam com a situação da balança comercial do setor. Segundo a ANIP, as importações cresceram 7,33% em relação a 2012 e totalizaram 44,9 milhões de unidades, incluindo peças para veículos de duas rodas. As exportações, por outro lado, encolheram 7,36% para um total de 13,6 milhões de pneus. Em valores, as exportações caíram 12%, para US$ 1,286 bilhão, contra uma alta de 7,20% das importações, a um total de US$ 1,641 bilhão.
"Com a queda das exportações e o aumento das importações, a balança comercial do setor ficou negativa em US$ 355,5 milhões, um novo recorde no déficit, dando continuidade à inversão que ocorreu em 2010, quando o setor deixou de ser superavitário após anos de saldo positivo", destacou em nota o presidente-executivo da ANIP, Alberto Mayer. O déficit de 2013 apresentou uma expansão de 405% em relação ao ano anterior.
A participação de pneus importados no consumo aparente se manteve na faixa de 39% em 2013, com a China representando mais de 50% das importações. "Esses números mostram que se conseguirmos aumentar a competitividade dos pneus nacionais, hoje muito onerada pelo custo Brasil, podemos ampliar a produção local e ter mais duas ou três fábricas no País", disse Mayer.
O setor, que deve investir mais de R$ 10 bilhões entre 2007 e 2015, reúne 11 fabricantes, incluindo a Sumitomo, que inaugurou sua unidade industrial no Paraná em outubro do ano passado.
Fonte - A Tarde  28/01/2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

A prioridade para as rodovias e o seu custo em vidas

Transito/Rodovias


Priorizar rodovias e o seu custo em vidas
JP OnLine 
Portal do Trânsito
Mortes no trânsito em todo o Brasil cresceram 65% em 10 anos
As mortes no trânsito aumentaram quase 65% no Brasil em 10 anos. Morreram 37.018 pessoas em 2002, número que saltou para 60.752 no ano passado. De acordo com levantamento do Instituto Avante Brasil, os pedestres e os motociclistas são as principais vítimas.
O sudeste do país possui a maior concentração de carros e por isso registra a maior parcela das mortes, com 36% dos casos. Logo depois, vêm os estados do nordeste, sul e centro-oeste.
Em entrevista ao repórter JOVEM PAN Thiago Samora, o jurista Luiz Flavio Gomes avaliou que não há legislação no Brasil que consiga enquadrar os acidentes de trânsito.
Para a socióloga Flávia Botelho, a situação atual da violência no trânsito é preocupante. A pesquisadora do Instituto Avante Brasil acredita que é necessário uma reeducação da população no país para tentar mudar essa tendência.
Dados oficiais apontaram que, em 2012, morreram 438 motociclistas só na capital paulista. O secretário municipal de Transportes Jilmar Tatto, reconheceu os problemas com a categoria e disse que a prefeitura busca maneiras para minimiza-los.
Tatto lembrou ainda que a frente segura nos semáforos também beneficia os ciclistas da cidade. De acordo com o Hospital das Clínicas 45% das vítimas do trânsito que passaram pela ortopedia no ano passado estavam de moto.

O Custo das Mortes


O transporte rodoviário de cargas é responsável por mais da metade de tudo que é conduzido no Brasil (60,5%). Apresenta R$ 130 bilhões de faturamento, 5,6% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) e 5 milhões de empregos. Possui 1,8 milhão de caminhões. O número representa apenas 5% da frota de veículos que circula pelo país. Porém, está envolvido em 33% dos acidentes. Entre as causas estão a má manutenção da frota, o tempo de direção, o excesso de peso, a falta de balança e as más condições das estradas. O custo anual de acidentes chega a R$ 8,5 bilhões.

Morte de jovens em acidentes de transporte cresceu mais de 30% em dez anos



Fonte - CFVV Sul de Minas  11/01/2014

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mais caminhões nas estradas

Ferrovias



Vagões e locomotiva da Rumo em acidente na Serra do Mar, em janeiro

RF
A Rumo pretendia tirar das estradas paulistas duas mil viagens de caminhões por mês (ida e volta), mas isso não esta sendo possível por falta de cumprimento do contrato que a ALL tem com a empresa de logística do grupo Cosan para o transporte de açúcar do interior de São Paulo ao porto de Santos. A Revista Ferroviária apurou que existiram ocasiões que a ALL chegou a ofertar menos da metade do serviço acordado com a Rumo.
Na última segunda-feira (16/09), foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria da ANTT determinando que a ALL restabeleça imediatamente a prestação do serviço de transporte de cargas por ferrovia da Rumo. A portaria prevê aplicação de multa e medidas judiciais caso a determinação não seja cumprida.
A ALL informou que esperava por essa determinação e está trabalhando para performar o volume acordado. Em agosto, durante teleconferência sobre o final da negociação da entrada da Cosan no grupo de controle da ALL, o presidente da Cosan, Marcos Lutz, disse que a Rumo estava colocando mais caminhões de açúcar na serra, rumo ao cais santista. O motivo do aumento de caminhões nas estradas seria o não cumprimento do acordo que a ALL tem com o grupo. Na ocasião, Lutz disse que a ALL é uma empresa regulada e que acreditava que a concessionária fosse atender a demanda, já que era caro para ela não fazer isso - referindo-se a multa prevista em contrato. A Cosan disse que não vai se pronunciar sobre a determinação da ANTT.
A ideia do projeto da Rumo é ganhar eficiência logística no transporte do açúcar e com isso tirar os caminhões das estradas, gerando reduções de emissões de gás carbônico (CO2) . Esse é o primeiro investimento privado em ferrovia a ser executado no modelo semelhante ao que o Governo Federal anunciou no Programa de Investimentos em Logística (PIL).
O acordo entre a ALL e a Cosan contempla investimentos, por parte do grupo que atua no ramo sucroalcooleiro, de infraestrutura e energia, para a duplicação da linha da ALL de Itirapina a Santos, em andamento; terminais e compra de 50 locomotivas e 929 vagões. Segundo a Cosan, o grupo já fez 90% do investimento total acordado com a concessionária. A ALL é a responsável é transporte e também utiliza os ativos da Rumo para transportar outras cargas – pelo contrato, ela paga aluguel por esse uso.
Parte desse material rodante já foi danificado. Em janeiro desse ano, 16 vagões e duas locomotivas de um trem da ALL descarrilaram na Serra do Mar, uma das locomotivas era da Rumo e parte dos vagões. Em maio do ano passado, um trem carregado com soja chocou-se com uma locomotiva da Rumo em Chapadão do Sul (MS). Com o impacto, o vagão levantou e a locomotiva ficou semi-destruída – a locomotiva era operada pela ALL.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2013