UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 26 de julho de 2016

VLT do Rio começa cobrar tarifa a partir desta terça e usuários relatam problemas

Transportes sobre trilhos

A cobrança da passagem dos passageiros ocorre um mês e meio após a operação experimental do VLT, iniciada em 5 de junho gratuitamente. No primeiro dia de operação comercial, houve várias reclamações de passageiros referentes ao mal funcionamento das maquinas de recargas dos bilhetes eletrônicos,gerando atrasos e filas extensas

Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Prefeitura do Rio começou, na manhã de hoje (26), a operação comercial do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O valor da passagem é de R$ 3,80 e, com o Bilhete Único Carioca, o usuário terá direito a fazer até duas viagens de ônibus municipais e uma de VLT no intervalo de duas horas e meia.
A cobrança da passagem dos passageiros ocorre um mês e meio após a operação experimental do VLT, iniciada em 5 de junho gratuitamente. No primeiro dia de operação comercial, houve várias reclamações de passageiros.
Segundo a funcionária pública Aidil Cunha, a cobrança é necessária para padronizar e exigir um serviço de melhor qualidade, mas a forma como está ocorrendo é inviável. “Tem que dar uma melhorada significativa para os próximos dias. Hoje é a primeira vez que vou utilizar o VLT e logo de cara já enfrento essa fila grande e esses problemas. A impressão que fica é péssima, como tudo no Rio”, disse.
Para a também funcionária pública Regina Martins, por mais que o modal seja algo novo para a cidade, um planejamento deveria ter sido feito para a operação e a cobrança de tarifas. Regina sentiu na pele os problemas desse primeiro dia de operação comercial do transporte.
“Eu estava tentando carregar meu bilhete na estação da Cinelândia, quando a máquina parou e os agentes que lá estavam orientaram a todos para virem até aqui na Rio Branco, que é a estação mais próxima. Isso é um absurdo. Observei várias pessoas de idade e deficientes tendo que se deslocar até aqui por conta deste despreparo. Que a gente entrasse de graça, então. Porém, ao chegar aqui, nada mudou. A máquina também está devolvendo o dinheiro, travando, etc. Eu acabei de conseguir carregar o cartão, mas por conta disso tudo acabei perdendo dois VLTs”, disse.
Os usuários ainda enfrentaram mais atrasos por conta de uma manifestação de servidores do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na Avenida Rio Branco, centro do Rio, que paralisou a circulação dos trens por cerca de 15 minutos.
A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) informou que o passageiro deve ficar atento ao saldo do cartão. Na primeira semana de cobrança, equipes de fiscalização agirão em todos os trens para checar o pagamento da passagem em caráter educativo.
A partir do dia 2 de agosto, começa a valer multa no valor de R$ 170, aplicada por guardas municipais que acompanharão agentes da concessionária. O valor aumenta para R$ 255 em caso de reincidência (multa mais 50%).
Com relação à segunda etapa do VLT, que liga a área das Barcas até a Central, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) informou que as obras seguem dentro do cronograma. A operação do trecho começa no segundo semestre de 2016, e os primeiros testes nos trilhos entre a Praça da República a Avenida Rio Branco têm previsão de início até o fim de julho.
Fonte - Agência Brasil  26/07/2016

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Usuários protestam contra limite de franquia para internet fixa; entenda mudança

Direito do consumidor

A redução da velocidade pode atingir também a internet fixa usada em casa.Uma prática de mercado que começou a ser utilizada este ano passou a limitar a níveis menores do que antes o tamanho do pacote de dados dos usuários de telefonia fixa, da mesma forma como já acontecia com a telefonia móvel. Esse "tamanho" é a chamada franquia de dados.

Leandro Melito e
Amanda Cieglinski - Do Portal EBC

Divulgação/Agência Brasil
Quem usa internet pelo celular já está acostumado com o aviso sobre a redução da velocidade quando o limite do pacote de dados é atingido. Agora, a medida pode atingir também a internet fixa - aquela usada pelos usuários em casa ou no trabalho. Uma prática de mercado que começou a ser utilizada este ano passou a limitar a níveis menores do que antes o tamanho do pacote de dados dos usuários de telefonia fixa, da mesma forma como já acontecia com a telefonia móvel. Esse "tamanho" é a chamada franquia de dados.
Funciona da seguinte forma: com a franquia menor, o pacote de internet poderia terminar depois que usuário assistisse a cerca de 10 vídeos no Youtube ou 10 episódios de alguma série em um serviço de streaming, como o Netflix. Depois que o consumidor atinge o limite da franquia, a internet é cortada ou diminui drasticamente sua velocidade até o mês seguinte.
Associações de defesa do consumidor manifestaram-se contra a prática, que gerou reações também de organizações da sociedade civil, além de campanhas nas redes sociais. Uma petição online no site da Avaaz contra o limite na franquia de dados da banda larga fixa já está próxima de alcançar 700 mil assinaturas e a página do Movimento Internet Sem Limites já alcançou mais de 260 mil seguidores em sua página do Facebook.
De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o novo modelo de pacote de dados tem sido adotado principalmente pela Vivo, mas o temor é que ela seja seguida por outras operadoras.
"As principais empresas do setor de telecomunicações e banda larga passaram a criar novos pacotes, novos planos para os seus usuários, com franquias de dados muito menores, especialmente a Vivo", informou Rafael Zanatta, pesquisador em telecomunicações do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em entrevista ao programa Ponto Com Ponto Br, da Rádio Nacional de Brasília!, produzido em parceria com a equipe do Portal EBC. Questionada, a operadora informou, em nota, que "a franquia de consumo de dados de internet fixa já é praticada hoje por alguns dos principais players de banda larga fixa".
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) informou que não se pronunciaria sobre a mudança, já que dizia respeito a empresas específicas e não a decisões do setor.
A Vivo afirmou que os usuários ADSL (antigo Speedy) que comprarem o pacote até o dia 4 de fevereiro deste ano terão seus contratos mantidos e aqueles que adquiriram o plano a partir do dia 5 do mesmo mês estão sujeitos ao novo contrato. Já para os usuários GVT e Vivo fibra, os contratos serão mantidos para quem aderiu até o dia 1° de fevereiro deste ano. Para quem está sujeito ao novo contrato a empresa promete a manutenção do serviço de internet sem bloqueio, mesmo após o término da franquia de dados contratada em condição promociaonal até o dia até 31 de dezembro.

Divulgação/Agência Brasil
A operadora informa quando o limite do pacote de dados é atingido
"À medida em que isto vier a ocorrer no futuro, a empresa fará um trabalho prévio educativo, por meio de ferramentas adequadas, para que o cliente possa aferir o seu consumo", diz a nota.
O Idec alerta que as empresas têm adotado uma estratégia para modificar contratos em andamento oferecendo ao usuário mais velocidade na internet pelo mesmo preço da assinatura, mas reduzindo a franquia. "O fato de as empresas modificarem seus contratos sem apresentarem uma justificativa técnica de porque elas precisam reduzir essas franquias implica em violação do código de defesa do consumidor", afirmou Zanatta.

Defesa do consumidor
Nesta semana, o Idec deve lançar uma campanha para alertar sobre os riscos que a redução da franquia representa para os usuários de internet. O Instituto manifestou a preocupação ao Ministério da Justiça, em fevereiro, durante uma reunião do grupo de trabalho sobre comunicações da Secretaria Nacional do Consumidor.
"Tem que fazer uma pressão muito grande em cima das empresas para que elas justifiquem esses novos contratos terem franquias tão baixas e pressionar também os orgãos de proteção dos direitos do consumidor, além da Anatel", disse o pesquisador.

Marco Civil da Internet
Desde 2014, o Marco Civil é a legislação que disciplina o uso da internet no Brasil. Para o pesquisa do do Idec, a redução da franquia de internet fixa está em desacordo com pelo menos dois pontos da legislação. Um deles assegura ao usuário "o direito de não suspensão da internet a não ser por débito decorrente da utilização".
O outro é o conceito da neutralidade da rede. Isso significa que os prestadores de serviço de conexão à internet não podem ter conhecimento sobre o tipo de dado utilizado pelo usuário, nem pode privilegiar um tipo de dado em detrimento de outro. Ainda é proibido cobrar de modo diferenciado pelo tipo de consumo feito.
"Eles querem criar excessões para a regra de neutralidade de rede para oferecer serviços que não vão computar dados, não vão ter franquia de dados. O que está por trás dessa mudança é uma estratégia muito agressiva de segmentar os consumidores por capacidade de compra, de prejudicar os consumidores que fazem compra por serviço de aplicações, que consomem bastante dado", afirmou o Rafael Zanatta.
Fonte - Agência Brasil  14/04/2016

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

1,14 milhão de usuários realizam conexão entre Metrô e Aeroporto via Aeromóvel em 2015

Transportes sobre trilhos

Porto Alegre - Em média, 3,4 mil passageiros por dia útil utilizaram linha que integra sistema metroviário da Trensurb ao Terminal 1 do Salgado Filho. Em 2014, 891.269 usuários haviam realizado a conexão entre metrô e aeroporto via aeromóvel.

Trensurb
foto -  Fabiano Scheck/Trensurb
Em 2015, a linha da tecnologia aeromóvel operada pela Trensurb, que conecta o metrô ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, registrou o transporte de 1.140.802 passageiros, média de 95.067 por mês. A média de usuários por dia útil foi de 3.406. Em 2014, 891.269 usuários haviam realizado a conexão entre metrô e aeroporto via aeromóvel. No mesmo ano, a média havia sido de 2.801 passageiros transportados por dia útil. Vale lembrar que a linha opera comercialmente no horário integral de funcionamento do metrô (das 5h às 23h20) desde maio de 2014.
No dia 15 de junho de 2015, 4.342 passageiros utilizaram o serviço, recorde diário desde o início da operação. No mês seguinte, em julho, a linha chegou ao recorde de passageiros transportados em um único mês: 103.478, com média de mais de 3.611 passageiros por dia útil, também a maior marca atingida desde o início da operação do modal. Outra marca alcançada no ano que passou, no dia 4 de novembro, foi a de dois milhões de usuários transportados desde a abertura ao público, em agosto de 2013, ainda em regime experimental. Desde então, até o fim de 2015, 2.179.779 passageiros viajaram no aeromóvel.

Conexão metrô-aeroporto
O projeto foi desenvolvido no Brasil, usando tecnologia 100% nacional e movimentou uma cadeia produtiva que envolveu mais de 50 empresas e mil profissionais. Os veículos suspensos, movidos a ar, permitem integração e acesso rápido e direto ao terminal aeroportuário sem custo adicional para os usuários do metrô. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em 2 minutos e 40 segundos. Além de qualificar o acesso ao aeroporto, o empreendimento cumpre diretriz do governo federal para empresas estatais de investir em projetos de infraestrutura e inovação tecnológica e fomentar o desenvolvimento da indústria nacional.
Projetado pelo Grupo Coester, de São Leopoldo, o aeromóvel é um meio de transporte automatizado, em via elevada, que utiliza veículos leves, não motorizados, com estruturas de sustentação esbeltas. Sua propulsão é pneumática – o ar é soprado por ventiladores industriais de alta eficiência energética, por meio de um duto localizado dentro da via elevada. O vento empurra uma aleta (semelhante a uma vela de barco) fixada por uma haste ao veículo, que se movimenta sobre rodas de aço em trilhos.
Sustentabilidade e economia são marcas do aeromóvel. O projeto atende às legislações ambientais vigentes e, como a propulsão se dá com o acionamento de motores elétricos, não há emissão de poluentes gasosos. Esses motores são dispostos em casas de máquinas acusticamente isoladas, evitando também a poluição sonora. Já as estruturas elevadas e menos espessas, com design moderno, evitam a poluição visual. Por sua vez, a média mensal de custo de propulsão por passageiro foi inferior a R$ 0,10 em 2015.
Fonte - Trensurb  20/01/2016

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Usuários do Mais Médicos dão nota nove ao programa, aponta pesquisa

Saúde

Os dados apontam que 84% não tiveram dificuldades de entendimento e que apenas 2% sentiram muita dificuldade.Para Helcimara Telles, coordenadora da pesquisa, o que faz com que o programa seja bem avaliado é o atendimento médico.

Aline Leal* 
Repórter da Agência Brasil
Médicos cubanos desembarcam no aeroporto de Brasília
em outubro de 2013 - Arquivo/Agência Brasil
Pesquisa mostra que usuários do Mais Médicos dão nota nove, em uma escala de zero a 10, como nota média para o programa.O levantamento, feito pelo Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, mostra que 54% dos usuários entrevistados dão nota 10 ao programa, criado em 2013 para levar médicos a regiões carentes.
Encomendado pelo Ministério da Saúde, o estudo aponta que, diferentemente do que os que são contra o programa pensavam, a maioria dos pacientes atendidos pelos médicos estrangeiros não sentiu dificuldades na comunicação. Os dados apontam que 84% não tiveram dificuldades de entendimento e que apenas 2% sentiram muita dificuldade.
Para Helcimara Telles, coordenadora da pesquisa, o que faz com que o programa seja bem avaliado é o atendimento médico. ”Mesmo que a infraestrutura da Unidade Básica de Saúde não seja muito boa, mesmo que faltem coisas, quando o atendimento médico é bom isso repercute bem na avaliação do programa”, defende a pesquisadora. Para a coordenadora, essa satisfação pode estar ligada à experiência dos médicos, já que 63% dos profissionais têm mais de dez anos de experiência, a maioria na atenção básica.
O perfil do usuário mostra que a maioria (80%) dos pacientes são mulheres, com filhos, renda de até dois salários mínimos e que 40% recebem bolsa família. “Isso mostra que o programa está atendendo o público alvo”, explica Helcimara.
Como desafios principais apontados pelos usuários, o levantamento destaca as dificuldades no acesso aos medicamentos, na marcação de consultas e na demora para receber o atendimento. Além disso, os pacientes também reclamam que não conseguem ser atendidos pelo mesmo profissional, o que dificulta o acompanhamento do histórico de saúde.
Comparando com o período anterior à chegada dos médicos do programa, 84% acham que o atendimento melhorou muito, 83% apontam melhora na duração da consulta e 81% acreditam que o profissional conhece mais os problemas de saúde do que os médicos anteriores.
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Goiânia. As entrevistas foram feitas em Unidades Básicas de Saúde de 700 municípios de todas as regiões do país entre 17 de novembro e 23 de dezembro de 2014. A margem de erro é 1%.
Para a doutora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, o programa cumpriu um papel importante no atendimento em áreas carentes. “Ele não muda a estrutura do sistema público de saúde, mas ele foi capaz de levar assistência a uma parcela da população que não tinha”.
Ela destaca que os médicos cubanos são muito experientes e bons e que isso pode ter levado à avaliação tão positiva dos pacientes. No entanto, Lígia contesta o modelo de dar uma nota ao programa. “Uma nota resumo não é um método adequado para uma pesquisa de satisfação do usuário. Para mim, uma nota nove não quer dizer nem que o sistema é excelente e nem que não funciona.”, defende,
*A repórter viajou a convite da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco
Fonte - Agência Brasil  31/07/2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ferry Card está disponível para usuários do sistema Ferry-Boat

Transportes Marítimos

Usuários do sistema Ferry Boat já tem disponível para uso o sistema Ferry Card para a travessia Salvador Itaparica

Secom
foto - ilustração
Os cartões recarregáveis (Ferry Card) já podem ser utilizados pelos usuários do sistema Ferry-Boat. A autorização para implantação do sistema de bilhetagem eletrônica foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).
No momento do embarque, no guichê de pagamento, os motoristas precisam apenas passar o Ferry Card para ter acesso à embarcação. Já os pedestres devem se dirigir diretamente às catracas, sem precisar passar pela bilheteria.
Os interessados em adquirir o cartão deverão acessar o portal de vendas no site da Internacional Travessias e fazer o cadastro. A recarga pode ser feita online, por meio de pagamento com cartão de crédito ou débito, e nas bilheterias dos terminais, onde também é possível pagar em dinheiro, e, de imediato, o crédito é liberado para uso.

Hora marcada
A venda de bilhetes online, com hora marcada, para as travessias entre Salvador - Ilha de Itaparica pelo sistema Ferry-Boat já está disponível desde janeiro desse ano. São disponibilizadas mais de 700 vagas por dia e, para garantir um horário e dia específico para a viagem, é necessário fazer a reserva no site da Internacional Travessias.
Fonte - Secom Ba. 14/07/2015

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Metrô de Fortaleza volta a ter problemas e gera indignação

Transportes sobre trilhos

Apenas dois dos trens em operação circularam na manhã de ontem; usuários dizem que problema é comum - Além das falhas, passageiros queixam-se dos constantes atrasos, que ontem chegaram a 40 minutos, da insegurança e depredação. A falta de informação também é um problema relatado pela população

Germano Ribeiro/Ranniery Melo
Repórteres - DN
FOTO: ÉRIKA FONSECA
O transporte metroviário é considerado uma solução rápida e segura para o deslocamento em grandes cidades. Entretanto, há dois meses operando comercialmente, a Linha Sul do Metrofor vem apresentando constantes problemas e usuários já voltam a optar pelo ônibus para não chegarem atrasados no trabalho. Desde a noite da última segunda-feira, e durante a manhã de ontem, o equipamento circulou com apenas dois dos três trens atuais, causando uma espera de 40 minutos e superlotação.
Os passageiros relatam que problemas são comuns e que faltam informações sobre os atrasos. O editor de vídeo Rafael dos Santos estava no Centro quando o metrô parou de funcionar na noite de segunda-feira. "Quem estava nas outras estações teve que voltar à bilheteria para pegar de volta o ticket", disse. Segundo ele, um funcionário da estação ainda foi irônico: "Se tiver coragem, espere o próximo, que só vem daqui a 40 minutos". Outros passageiros disseram que esperaram por cerca de uma hora ainda dentro da composição lotada, o que causou transtornos como crianças chorando e pessoas passando mal.
Na noite de ontem, a situação já havia sido normalizada. A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) informou, por meio da assessoria de imprensa, que no fim da manhã de ontem, os três trens voltaram a operar com intervalo de 27 minutos entre cada um.
Ainda assim, os usuários insistiam que as adversidades com o metrô já se tornaram rotineiras. "Hoje, aqui está mais vago, mas isso não é comum. Desde que começou a funcionar, os vagões são sempre lotados e às vezes a espera é maior do que devia. Nunca tem ninguém para dar informações, virou uma verdadeira bagunça", reclamaram algumas passageiras enquanto se preparavam para embarcar.
Os que esperam diariamente pelo metrô apontam ainda que, normalmente, o número de trens em operação é menor que os três divulgados pelo Metrofor, o que não atende à demanda. "Peguei um metrô que praticamente não dava mais para entrar. Quase sempre operam só dois metrôs", queixa-se o vendedor autônomo David Pessoa.
Outro complicador, para os passageiros, é a falta de informação. Nas estações, não há avisos sobre os atrasos e os passageiros só descobrem o problema após esperarem mais do que o normal. "O trem atrasa e eles não avisam nada", afirmou a assistente administrativa Tatiana Melo, que hoje resolveu ir de ônibus da Vila Pery, onde mora, para o trabalho. "Eu estava chegando constantemente atrasada", diz.
Tatiana enviou ao Diário do Nordeste vídeo registrando a superlotação da Estação José de Alencar que se seguiu à paralisação de um dos trens. Usuários se amontoavam para entrar nos vagões e a quantidade de pessoas dificultava até o fechamento das portas. "Quase todo algum deles atrasa, quebra", afirmou.

Insegurança
Outra reclamação dos usuários é com relação à falta de segurança. Ainda na segunda-feira, a assistente administrativa viu um homem entrar em um dos vagões com uma faca de mesa na mão. "Como viram que ele tinha uma arma, a pessoas gritaram e ele jogou a faca no chão", contou. Conforme ela, o suspeito seguiu viagem no trem lotado.
Também são corriqueiros os atos de depredação, em que os trens têm as janelas quebradas ao longo do trajeto. Além do risco de lesionar os passageiros, há ainda o prejuízo.
Em nota, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) confirmou que um dos trens apresentou um problema na Estação Carlito Benevides (Pacatuba), não circulando às 6h30, gerando uma espera de até 40 minutos, mas não explicou a causa.
Com relação à falta de informações aos usuários, o Metrofor explicou que, em casos de ações não programadas, "por falhas no funcionamento dos trens, e não ações de manutenção, não é possível comunicar com antecipação".
A Companhia disse que está aperfeiçoando os serviços, e a maioria dos atrasos se deve a falhas em equipamentos, como as portas dos trens. Além disso, os passageiros que não conseguiram embarcar após às 19h de segunda-feira tiveram o valor das passagens devolvidos nas bilheterias ainda abertas e, nas estações já fechadas, um agente entregou vales para ingresso posterior na Linha Sul.
O Metrofor ainda informou que mantém seguranças particulares dentro das estações, nos vagões e no entorno da via metroferroviária e que a segurança externa é feita pela Polícia Militar. Já as ações de depredação são combatidas através de campanhas em escolas e, quando o depredador é identificado, o caso é apresentado à Polícia para os procedimentos legais.
Fonte - Diário do Nordeste  03/12/2014

Vídeo


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Passagem para usuários do VLT na Baixada Santista custará R$3,20

Transportes sobre trilhos

VLT será integrado a linhas de ônibus e bicicletários - O usuário que fizer a integração com ônibus municipais pagará R$ 3,40 pelo bilhete.

A Tribuna online

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) já definiu o valor da tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região: R$ 3,20. O usuário que fizer a integração com ônibus municipais pagará R$ 3,40 pelo bilhete.
Os valores estão previstos no edital da licitação, publicado sexta-feira (3), para a concessão patrocinada – modalidade em que o Estado complementa o valor da tarifa ao concessionário – Sistema Integrado Metropolitano da Região Metropolitana da Baixada Santista (SIM RMBS).
A empresa vencedora da concorrência será responsável pela prestação dos serviços públicos de transporte coletivo nas nove cidades da região, inclusive pelos ônibus, que hoje totalizam uma frota de 514 veículos, distribuídos entre 62 linhas que atendem 223 mil usuários.
O documento também afirma que, nos casos de integração entre os transportes metropolitanos, a tarifa não poderá ser superior à cobrada para um deslocamento realizado somente por linha de ônibus.
Por questão de segurança, as estações de parada do modal não terão bilheteria. Haverá uma rede credenciada para comercializar o bilhete de transporte.

Etapa
As empresas interessadas em participar do certame devem entregar os envelopes com as propostas em uma sessão pública, que acontecerá no dia 25 de novembro.
O investimento privado previsto é de R$ 666 milhões e inclui a implantação de equipamentos e sistemas, bilhetagem eletrônica, aquisição de frota de ônibus e material rodante adicional para operar no trecho Barreiros – Samaritá do VLT, em São Vicente. O valor total do contrato, com valores da projeção da contraprestação e receitas, é de R$ 4,8

Teste
Os primeiros testes do VLT começaram no final de agosto e devem se estender até o primeiro trimestre de 2015, quando está previsto o início da operação comercial do modal, no primeiro trecho, entre as cidades de Santos e São Vicente.

Pioneiro
O VLT entre os dois municípios - Santos e São Vicente - *é inédito no País. Será composto por 22 composições, três delas fabricadas na Espanha, e as outras 19 no Rio de Janeiro. Cada composição transportará 400 passageiros, dos quais 72 sentados.
Fonte - STEFZS  05/10/2014

(*) Grifo nosso - Será que esqueceram o VLT de Cuiabá que ligará a capital a vizinha cidade de Várzea Grande?.......

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Falha no Salvador Card provoca bloqueio de cartões

Salvador

Durante o dia, centenas de pessoas se aglomeraram na sede do serviço, no Comércio, e outras dezenas no posto do Iguatemi para tentar solucionar o problema. - Clientes reclamam de falta de informações dos funcionários sobre o problema - Usuários do Salvador Card se aglomeraram nos postos de atendimento - Clientes reclamam de falta de informações dos funcionários sobre o problema 

Thaís Seixas - A Tarde
Michelle Lavinscki | Cidadão Repórter
"Atenção: cartão bloqueado". Esta é a mensagem que os usuários do Salvador Card estão recebendo nesta sexta-feira, 3, quando tentam utilizar o serviço. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps) informou em nota que o problema foi causado por uma falha operacional no sistema e que até a meia noite desta sexta estará "totalmente sanado".
Durante o dia, centenas de pessoas se aglomeraram na sede do serviço, no Comércio, e outras dezenas no posto do Iguatemi para tentar solucionar o problema. O Portal A TARDE recebeu inúmeras reclamações dos clientes sobre o atendimento nos postos e a falta de informações dos funcionários sobre as causas da falha.
"Os funcionários não sabem o que está acontecendo, mesmo com centenas de pessoas reclamando. Elas apenas preenchem um formulário e saem de lá com um protocolo de atendimento, mas isso não resolve o problema", denuncia a estudante de mestrado da Ufba Juscilene Maranhão, que soube da confusão por meio de colegas que tentavam atendimento no Iguatemi.
No Comércio, todos os tipos de usuários - dos cartões estudante, empresa e avulso - apresentaram problemas com o serviço. Uma das pessoas prejudicadas foi a atendente de telemarketing Laudiceia Souza, que só conseguiu chegar ao trabalho após "traseirar" no veículo, com o aval do cobrador.
"A explicação dos funcionários do Salvador Card é que a máquina do ônibus é que estava quebrada e eles não podiam fazer nada. Mas disseram que iam revalidar o cartão a partir de amanhã e, na segunda-feira, a gente deveria voltar lá para conseguir o crédito de novo", explica Laudiceia.
Além dos atrasos nas escolas, faculdades e locais de trabalho, o problema causou também outros tipos de prejuízos para quem usa o serviço. O estudante de psicologia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Armando dos Santos perdeu metade da programação de um seminário importante para sua formação acadêmica.
"Quando entrei no ônibus fui surpreendido pela mensagem. Achei que fosse problema com a máquina, por isso desci e peguei outro transporte, mas aconteceu a mesma coisa. Fui ao Iguatemi e achei uma falta de respeito, porque revalidei meu cartão muito antes do prazo expirar e eles só dizem que houve um problema no sistema. Além disso, o Salvador Card é incomunicável, não há um número de telefone disponível no site oficial", revela o estudante.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Setps) informou que o "SalvadorCARD já está adotando todas as ações e providências cabíveis e, ainda ao longo do dia de hoje, este problema gradualmente estará sendo normalizado (confira comunicado abaixo).

Leia o comunicado do Setps
Informamos aos usuários de cartões SalvadorCARD que, em função de um problema operacional e pontual ocorrido no sistema hoje, alguns cartões apresentaram as mensagens de “cartão bloqueado” ou “cartão inválido” no momento da liberação da passagem no validador dos ônibus.
O SalvadorCARD já está adotando todas as ações e providências cabíveis e, ainda ao longo do dia de hoje, este problema gradualmente estará sendo normalizado, estando totalmente sanado a partir de 00:00 hora de amanhã.
Porém, solicitamos aos usuários que tiveram esta ocorrência, que compareçam a um dos nossos Postos (Lapa, Iguatemi e Comércio) para a devida correção nos cartões. No caso de Empresas clientes de Vale Transporte, estas poderão direcionar um preposto com todos os cartões dos funcionários em que o problema tenha ocorrido.
Fonte - A Tarde 03/10/2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Especialistas debatem marco civil da Internet

Marco Civil

Legislação estabelece os direitos e deveres de usuários e de provedores de internet no País - Empresas buscam entender as reais implicações da norma, diz Schuh

Patricia Knebel - JC
JOÃO MATTOS/JC 
O impacto que o Marco Civil da Internet trará para as empresas será tema de um evento realizado pelo Instituto de Estudos em Gestão Empresarial (Iege) no próximo dia 18 de setembro, na Fiergs. Nomes de peso vão debater questões como a privacidade e a responsabilidade civil, as repercussões no Judiciário e a proteção dos dados pessoais no ambiente corporativo.
Entre os nomes já confirmados estão Marcel Leonardi, diretor de Políticas e Relações Governamentais do Google no Brasil, Eugênio Facchini Neto, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e Têmis Limberger, procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado, entre outros.
O Marco Civil foi aprovado no dia 23 de junho deste ano e diversos pontos ainda dependem de regulamentação. A legislação é uma espécie de constituição do setor, que estabelece os direitos e deveres de usuários e de provedores de internet no País.
O presidente do Iege, Luiz Henrique Cabanellos Schuh, observa que as empresas ainda estão procurando entender as reais implicações do Marco Civil. Por isso mesmo que, durante o encontro, a ideia é estimular o conhecimento da norma, oferecer uma orientação técnica adequada e uma melhor noção quanto às responsabilidades decorrentes dessa nova lei.
Ele cita, por exemplo, o cuidado que as corporações que produzem algum tipo de conteúdo para a internet precisam ter, mesmo que os textos sejam destinados apenas às suas páginas institucionais. “Muitos sites precisarão, inclusive, ser reconfigurados para se adequar às normas”, explica. O evento deve ainda fazer um link entre os impactos corporativos do Marco Civil e a forma como os tribunais vão começar a atuar em cima desse tema.
As inscrições podem ser feitas no site www.iege.org.br a um investimento que varia de R$ 60,00 a R$ 100,00 (com almoço incluído). De acordo com Schuh, a ideia é realizar um debate interativo, com os painelistas se dividindo entre as suas apresentações e as conversas com o público presente.

Preço no comércio eletrônico no País recua em agosto, mostra pesquisa
O Índice Fipe/Buscapé, que mede os preços no comércio eletrônico no País, caiu 0,01% em agosto na comparação com julho e 1,56% ante o mesmo mês do ano passado. Esta é a sexta queda mensal consecutiva registrada em 2014, apesar de a intensidade do recuo vir diminuindo desde março.
Com o resultado, o indicador calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) acumula queda de 1,55% nos oito primeiros meses do ano em relação a igual período de 2013.
Dos 10 grupos de produtos que compõem o índice, cinco apresentaram queda em agosto ante julho: cosméticos e perfumaria (-0,74%), moda e acessórios (-0,69%), eletrodomésticos (-0,66%), telefonia (-0,31%) e fotografia (-0,001%). Já os cinco grupos que tiveram aumento de preço foram casa e decoração (3,19%), brinquedos e games (0,38%), eletrônicos (0,22%), esporte e lazer (0,21%) e informática (0,04%).
Os economistas da Fipe afirmam que a tendência é de que a queda anual se mantenha no nível atual, em torno de -1,5%, caso não ocorra um novo ciclo de valorização do dólar sobre o real.
Fonte - Jornal do Comércio  09/09/2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BRT MOVE....o pesadelo de BH

BRT Move - BH

Passageiros que usam o Move em Santa Luzia , na Grande BH, reclamam que a vida deles piorou demais com a mudança no sistema de transporte público. A espera aumentou para pegar os ônibus comuns nos bairros e também para enfrentar a fila no terminal do BRT do São Benedito.


foto - ilustração  (YouTube)






quinta-feira, 31 de julho de 2014

Campanha de inclusão social no metrô - CBTU

Cidadania

A campanha é uma realização da Associação Mineira de Reabilitação (AMR) em parceria com a CBTU Belo Horizonte e estará nas estações também no dia 8 de agosto.O carismático mascote da campanha estará de volta ao metrô, interagindo com os usuários.

Imprensa CBTU BH
CBTU
O metrô de Belo Horizonte receberá, nesta quinta-feira (31/7), a segunda etapa do projeto “Sociedade para Todos”. A ação estará nas estações Vilarinho e Central, às 9h e às 14h, levando uma mensagem especial aos passageiros. A atividade busca promover reflexões sobre atitudes e valores relacionados à questão das diferenças, inclusão social e às potencialidades da pessoa com deficiência. A campanha é uma realização da Associação Mineira de Reabilitação (AMR) em parceria com a CBTU Belo Horizonte e estará nas estações também no dia 8 de agosto.
O carismático mascote da campanha estará de volta ao metrô, interagindo com os usuários. Os passageiros também terão a oportunidade de acompanhar a mensagem de inclusão social, formada por um mosaico humano.
Primeira etapa: A primeira etapa da campanha surpreendeu os usuários do metrô que estiveram nas estações Central e Lagoinha, no dia 24 de julho. Os passageiros participaram ativamente da ação e aproveitaram para tirar fotos com o mascote e conhecer o trabalho dos voluntários que animaram o saguão das estações.
Associação Mineira de Reabilitação - A Associação Mineira de Reabilitação (AMR) é uma instituição não-governamental, sem fins lucrativos, que atende cerca de 500 crianças e adolescentes carentes com deficiência física. A entidade presta serviço de assistência à saúde promovendo a inclusão social. A AMR oferece atendimento em Belo Horizonte e mais de 22 cidades da Região Metropolitana da capital.

Serviço:
Campanha de inclusão na sociedade
Dia: 31 de julho de 2014
Horário: 9h às 11h30 – Estação Vilarinho
14h às 16h30 – Estação Central
Dia: 8 de agosto de 2014
Horário: 9h às 11h30 – Estação Lagoinha
14h às 16h30 – Estação Central
Fonte - CBTU  30/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Passageiros estão perdidos com as novas mudanças de rota no transporte público em Salvador

Salvador

Após a mudança que ocorreu ontem (20) de catorze linhas de ônibus coletivos, em Salvador, os passageiros, em diversos pontos da cidade, encontraram dificuldades para fazer seu trajeto habitual.

Chayenne Guerrero - TB
Foto: Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia
O objetivo da mudança era aperfeiçoar o serviço prestado e não interferir na rotina dos usuários do transporte público, mas o resultado foi um pouco diferente
Após a mudança que ocorreu ontem (20) de catorze linhas de ônibus coletivos, em Salvador, os passageiros, em diversos pontos da cidade, encontraram dificuldades para fazer seu trajeto habitual.
Comerciante, Ana Rosa faz o trajeto do bairro de Luis Alselmo, até o Itaigara, todos os dias. Com a mudança, ela se confundiu e acabou pegando o ônibus errado. “Aqui no meu bairro, a linha da Pituba, era feita por apenas uma empresa, então quando eu via a cor do automóvel, já entrava. O resultado foi que peguei o ônibus errado e além do gasto extra, ainda vou chegar atrasada no trabalho,” lamenta a comerciante.
O objetivo da mudança era aperfeiçoar o serviço prestado e não interferir na rotina dos usuários do transporte público, mas o resultado foi um pouco diferente. “Eu pegava o ônibus pra Valeria, mas agora trocou, não sei qual pegar. Perguntei ao despachante, mas ele não soube informar. Deveria ter alguém aqui, pra ajudar a gente, mas infelizmente temos que recorrer aos ambulantes,” reclamou a secretáaria Martha Borges.
A troca de linhas foi feita entre as empresas BTU, Central, Rio Vermelho e Verdemar. Além disso, as linhas Villamar/Trobogy e Mata Escura/Comércio/Lapa trocam de empresas e de código de identificação.
A partir de agora, com a mudança das linhas, a empresa BTU, que fazia a linha Nova Brasília x Trobogy, será operada pela Verdemar. Ainda sobre a BTU mudam as linhas Est. Pirajá x Barra 2 e Cajazeiras XI x Pituba, que vão ser operadas pela Central.
A Central, que cobria as linhas Nordeste-Baixa Dos Sapateiros, Nordeste-Joanes/Lobato, Nordeste-Lapa, Nordeste-Ribeira, Est. Mussurunga x Barra 1, cede o posto para a BTU. Além disso, a linha da Central Mata Escura x Lapa, será administrada pela empresa Rio Vermelho.
Outra linha que muda é a Luis Anselmo x Pituba, que antes era feita pela Verdemar e agora é de responsabilidade da Rio Vermelho. Por fim, a empresa Rio Vermelho, passa a linha Cj. G. Marback x São Joaquim, para a BTU, e a Est. Pirajá x Est. Mussurunga/Aeroporto, para a Central.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transportes (Semut), no próximo domingo, outra mudança será realizada: 11 linhas das empresas Capital e Ilha Tropical Transportes serão remanejadas para outras empresas.
A equipe da Tribuna da Bahia entrou em contato com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), para apresentar os problemas e encontrados e saber quais medidas iriam ser tomadas para auxiliar a população, mas até o fechamento dessa edição não teve resposta da assessoria do órgão
Fonte - Tribuna da Bahia 22/07/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pegar um elevador está virando uma aventura cada vez mais arriscada

Salvador

As quedas de elevadores estão cada vez mais comuns na capital baiana - Além da quebra constante dos equipamentos, que fazem com que as pessoas tenham que subir vários andares a pé, questões como a paralisação dos elevadores enquanto ainda estão sendo utilizados, preocupa quem precisa fazer uso dos mesmos diariamente.

Chayenne Guerrero - TB
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia
Um dos maiores riscos que se corre ao utilizar um desses estabelecimentos, é pegar um elevador com problemas de manutenção. Além da quebra constante dos equipamentos, que fazem com que as pessoas tenham que subir vários andares a pé, questões como a paralisação dos elevadores enquanto ainda estão sendo utilizados, preocupa quem precisa fazer uso dos mesmos diariamente.
Em casos extremos, a falta de manutenção ou um simples descuido pode colocar em risco a vida de quem utiliza os serviços. As quedas de elevadores estão cada vez mais comuns na capital baiana. Só em 2013 ocorreram 48 acidentes no Estado, 19 a mais que o ano anterior, quando foram computadas 29 quedas.
A aposentada Maria Conceição Araújo sentiu na pele durante 25 anos, os prejuízos causados pela falta de manutenção do equipamento, enquanto trabalhava no prédio do Instituto da Previdência, no bairro de Nazaré.
“Há alguns anos o que hoje é a Previdência, antes funcionava um hospital. Quando eu precisava atender uma emergência no térreo tinha que descer correndo do terceiro andar. Às vezes tinha mulheres em trabalho de parto, e nós tínhamos que descer e subir, imagine fazer uma grávida, pronta para dar a luz, subir vários lances de escada? E mesmo depois de tanto tempo a situação continua parecida. Em uma das visitas que eu fiz aqui, o elevador estava quebrado. Dei sorte que meu compromisso era no primeiro andar,” conta a aposentada.
Em janeiro deste ano um operário caiu de uma altura equivalente a duas lajes, no poço do elevador de uma obra e sofreu escoriações. A falta de manutenção ou um simples descuido pode ocasionar uma tragédia, como a que ocorreu em março deste ano. A jovem Valdiceia de Jesus Pereira, de 36 anos, caiu no poço do elevador de serviço do Shopping Itaigara e faleceu.
O maior número de acidentes fatais ocorre por desatenção dos usuários de elevadores, no momento que abrem a porta do andar sem que o equipamento tenha chegado. Se a porta abrir e a pessoa perder o equilíbrio ou entrar achando que a cabina está no andar, cairá no poço e, dependendo do andar que estiver, poderá sofrer um acidente grave ou fatal.
Outro tipo de acidente grave, quando há falha do equipamento, no momento que pessoas tentam abrir a porta do andar, quando o elevador já está partindo, no intuito de fazê-lo parar. Se a porta abrir e a pessoa tentar entrar, poderá ser guilhotinada pela movimentação da cabina.
De acordo com o gerente de filial da Atlas, rede de elevadores, Paulo Eduardo Carnelof, os elevadores ainda são considerados meios de transporte seguros “Basta que haja uma manutenção adequada. O recomendado é que pelo menos uma vez por mês seja feita uma vistoria com ajuste de lubrificação, e segurança,” explica.
Ainda segundo Carnelof, os elevadores têm prazo de validade. “Quando um aparelho chega aos 20 anos de uso é quando se deve começar a fazer uma modernização. Tanto estética quanto tecnológica. Afinal, os recursos de segurança usados naquela época de instalação do aparelho, já não valem mais,” relata o gerente.
Em nota, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), informou que o encargo pelas vistorias dos elevadores de uso comercial e particular, são do síndico do prédio e da empresa responsável pelos equipamentos. Mas que, em caso de risco para o cidadão, a denúncia pode ser feita a Sucom através do número: 2201-6900.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/07/2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dilma diz que regulamentação do marco civil será discutida com a sociedade

Política

Dilma respondeu a perguntas de internautas pelo Facebook, em um evento online batizado de Face to Face com Dilma (#FaceToFaceDilma), na página do Palácio do Planalto na rede social. Ochat recebeu mais de 1,2 mil perguntas e comentários, cerca de 900 curtidas e foi compartilhado por mais de 850 usuários do Facebook. Foi a primeira vez que a presidenta participou de atividade desse tipo nessa rede social.

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (24) que a regulamentação do Marco Civil da Internet será discutida com a sociedade e reafirmou que a nova lei está na vanguarda da regulamentação internacional sobre a rede. De acordo com ele, a nova legislação vai proteger direitos dos usuários à privacidade e à liberdade de expressão. A Lei 12.965, que institui o Marco Civil da Internet, foi publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União.
Dilma respondeu a perguntas de internautas pelo Facebook, em um evento online batizado de Face to Face com Dilma (#FaceToFaceDilma), na página do Palácio do Planalto na rede social. Ochat recebeu mais de 1,2 mil perguntas e comentários, cerca de 900 curtidas e foi compartilhado por mais de 850 usuários do Facebook. Foi a primeira vez que a presidenta participou de atividade desse tipo nessa rede social.
Dilma mandou um high five para os internautas, durante bate-papo que discutiu o Marco Civil da Internet Roberto Stuckert Filho/PR
Ao responder uma pergunta sobre o armazenamento de dados, previsto no marco civil, Dilma disse que o mecanismo não põe em risco a liberdade individual nem a privacidade, porque o acesso será restrito e condicionado à decisão judicial, e que tudo estará regulamentado por decreto.
“O armazenamento de dados não afeta a liberdade individual porque é vedado às empresas e aos governos a violação da privacidade de dados, seja no que se refere a pessoas, no que se refere às empresas, e ao governo. Haverá um decreto regulamentando essa lei. Ele será discutido amplamente pela internet e com toda a sociedade, para que nós possamos aprimorar cada vez mais esse dispositivo que assegura a privacidade, coibindo eventuais abusos”. A presidenta acrescentou que a regulamentação será discutida com a sociedade.
Dilma também comentou a necessidade de decisão judicial para determinar a retirada de qualquer conteúdo da rede, mas ressaltou que haverá exceção para casos de exposição de cenas privadas de sexo ou nudez. “As únicas exceções no marco civil, no que se refere a exigência de medidas judiciais para retirada de conteúdo, são materiais com cena de nudez ou ato sexual de caráter privado. O intuito é o de proteção, em especial de mulheres, com privacidade violada pelos parceiros”, ponderou.
Em resposta a outro internauta, Dilma voltou a criticar as atividades de espionagem e monitoramento de dados feitas pelo governo dos Estados Unidos e descobertas em 2013, e defendeu o Marco Civil da Internet como um modelo de governança mundial para a rede, com caráter multissetorial e sem controle de nenhum país ou governo.
“Os direitos que as pessoas têm offline devem também ser protegidos online. A NETMundial [evento aberto ontem pela presidenta], que ocorre agora em São Paulo, vem impulsionar esse esforço, e mostra como o mundo quer, defende e luta por mudanças na situação vigente e pelo fortalecimento da liberdade de expressão e da privacidade na internet. Por isso, acreditamos que nenhum país tem o direito, sob quaisquer alegações, de espionar pessoas, empresas e outros países”, defendeu.
A presidenta negou que a nova legislação brasileira tenha o objetivo de estabelecer qualquer tipo de censura a conteúdos da rede e disse que críticas nesse sentido têm a ver com “o conservadorismo das pessoas”. Perguntada por um usuário sobre a retirada do ar de sites que fazem denúncias de corrupção no governo, Dilma garantiu que o marco civil não prevê nenhum tipo de intervenção.
“Nós devemos combater a corrupção no país por todos os métodos, inclusive por meio da internet, e o marco civil, agora aprovado, garante que não há a possibilidade de censura de conteúdo de nenhuma forma. E muito menos no caso de páginas na internet que protestam contra a corrupção. Pelo contrário. Todos aqueles que o fazem terão seu direito à livre expressão [garantido] e podem contar com a minha parceria”, respondeu.
Também em resposta a internautas, Dilma disse que o governo não pretende editar nenhuma legislação fora do marco civil para regulamentar a necessidade de as empresas manterem em território nacional estrutura de armazenamento de dados, os chamados data centers (centros de dados). A previsão estava na proposta original do governo, mas foi derrubada na votação do texto na Câmara dos Deputados.
“O governo não irá insistir em outra legislação para implantar data centers no país. Consideramos superado esse debate pelo Parágrafo 3º do Artigo 11, justamente a obrigação para os provedores de conexão e aplicação de cumprir a legislação brasileira, referente à coleta, guarda, armazenamento ou tratamento de dados”, avaliou.
O dispositivo citado pela presidenta diz, na íntegra, que “os provedores de conexão e de aplicações de internet deverão prestar, na forma da regulamentação, informações que permitam a verificação quanto ao cumprimento da legislação brasileira referente à coleta, à guarda, ao armazenamento ou ao tratamento de dados, bem como quanto ao respeito à privacidade e ao sigilo de comunicações”.
No bate-papo, Dilma também falou sobre a melhoria nos serviços de internet com a entrada em vigor da nova lei e de projetos do governo para ampliar o acesso à banda larga. A presidenta também respondeu a saudações e elogios de usuários e, em resposta a um deles, publicou uma foto com um cumprimento conhecido como high five – quando duas pessoas tocam as mãos no alto.


Fonte - Agência Brasil  24/04/2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CBTU Belo Horizonte começa a operar com trem acoplado

Transportes sobre trilhos

Todos os dias, o trem acoplado realizará duas viagens, uma em cada sentido, para atender aos passageiros. O objetivo é aumentar, gradativamente, o número de composições duplas, visando oferecer mais lugares aos usuários no horário de maior movimentação do sistema.

CBTU
foto - ilustração
A utilização de trem acoplado vira realidade na rotina dos passageiros da CBTU Belo Horizonte, a partir desta quarta-feira (23/4). A composição com oito carros, quatro a mais que a convencional, começa a circular, diariamente, no horário de pico da manhã. Com a medida, a capacidade de transporte do trem será aumentada em cerca de mil lugares, trazendo mais conforto aos usuários que utilizam o metrô da capital.
Todos os dias, o trem acoplado realizará duas viagens, uma em cada sentido, para atender aos passageiros. O objetivo é aumentar, gradativamente, o número de composições duplas, visando oferecer mais lugares aos usuários no horário de maior movimentação do sistema.
Objetivos alcançados: A circulação de trens acoplados é resultado da busca constante da CBTU Belo Horizonte para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população. Para checar a viabilidade da circulação das composições duplas, testes estáticos e dinâmicos foram realizados nos finais de semana e feriados.
Durante a fase de avaliação, o metrô promoveu a checagem, manutenção, revisão e adaptações dos sistemas operacionais, medida fundamental para garantir o pleno funcionamento da composição. A preparação também incluiu o treinamento de maquinistas, controladores de tráfego, profissionais de estação e seguranças que estão aptos para colocar o trem acoplado em circulação.
Novas possibilidades: Para ampliar o atendimento aos passageiros, a CBTU adquiriu 10 novos trens que representaram um investimento total de R$ 171,9 milhões. As primeiras composições começam a chegar no 2º semestre de 2014 e poderão ampliar em cerca de 50% a capacidade de atendimento do sistema. As novas composições também poderão ser acopladas ou utilizadas individualmente, de acordo com a necessidade do metrô.
Fonte - Imprensa CBTU Belo Horizonte  22/04/2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Recife,chuva provoca transtornos e falta de ônibus nos terminais

Recife

População de Recife sofre com os transtornos no sistema de transportes em virtude das fortes chuvas na cidade

DP

Se para os motoristas, o dia de chuvas fortes está sendo de transtornos no Grande Recife, a população que utiliza o sistema público de transporte sofre ainda mais problemas nesta terça-feira.
Pelo WhatsApp do Diario de Pernambuco, leitores denunciam falta de ônibus nos teminais de ônibis Tancredo Neves, na Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, e Pelópidas Silveira, em Paulista, o que vem provocando longas esperas e confusão nas paradas.
Fonte -  Diário de Pernambuco  22/04/2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ônibus param mais cedo; soteropolitano sofre nos pontos

Salvador

Soteropolitano precisou de paciência para voltar para casa - Segundo informou o diretor de comunicação do Sindicato, Daniel Mota, os motoristas e cobradores estão com medo da falta de segurança na cidade e, por conta disso, foram orientados a levar os veículos para as garagens das empresas mais cedo....

A Tarde
Da Redação
Margarida Neide | Ag. A TARDE
Os ônibus de Salvador pararam de circular desde às 18h desta quarta-feira, 16, por causa da greve da Polícia Militar. O Sindicato dos Rodoviários da Bahia informou que sistema volta a operar nesta quinta-feira, 17, às 6h. Caso a greve da PM persista por mais um dia, os veículos deverão voltar a ser recolhidos às 18h.
Durante a tarde, os pontos ficaram lotados e o soteropolitano precisou de muita paciência para voltar para casa.
Segundo informou o diretor de comunicação do Sindicato, Daniel Mota, os motoristas e cobradores estão com medo da falta de segurança na cidade e, por conta disso, foram orientados a levar os veículos para as garagens das empresas mais cedo, assim como aconteceu na terça.
"Mesmo sabendo que homens do exército estão nas ruas, estamos nos sentindo inseguros", afirmou Mota ao Portal A TARDE.
Ainda segundo informações do Sindicato da categoria, vários ônibus foram alvos de arrastões e saques em vários pontos da capital, o que deixa os rodoviários ainda mais preocupados.
O diretor de comunicação Daniel Mota informou, também, que o Sindicato enviou um ofício para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), para a Secretária de Urbanismo e Transporte (Semut) e para a Transalvador sugerindo locais onde a segurança deve ser reforçada.
"A proposta é garantir a segurança para que não seja comprometida a mobilidades urbana. Também sugerimos à prefeitura que coloque guardas municipais em locais que estão abandonados".
Na manhã desta terça, os soteropolitanos encontraram pontos cheios e poucos ônibus. De acordo com o sindicato, o problema foi fruto de uma falha no sistema de busca dos rodoviários em suas casas, que não funcionou corretamente nesta quarta.
Com poucos motoristas nas garagens, a frota ficou comprometida e prejudicou quem precisou do transporte público.

Feira
Na cidade de Feira de Santana (distante a 108 km de Salvador), a população ficou sem ônibus nesta quarta-feira, também por conta da greve dos militares.
Em meio a onda de arrastões e saques, os ônibus permaneceram nas garagens, prejudicando quem precisou sair de casa.
Lojas e supermercados ficaram fechados. Também não teve aulas em escolas e universidades publicas e particulares.

Conquista
Em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, os coletivos também pararam mais cedo. As duas empresas do transporte que operam na cidade, distante 512 km de Salvador, começaram a recolher os veículos desde às 17h. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, às 19 horas todos os veículos já haviam sido levados para as garagens.
Fonte - A Tarde  16/04/2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

População de Salvador sofre em pontos de ônibus caindo aos pedaços a 2 meses da Copa

Mobilidade

Principal reclamação é ter que aguardar o coletivo em pé e sem proteção, exposto ao sol e a chuva - Em alguns locais da cidade, os pontos improvisados são feitos de madeira com teto de Eternit. Mas o provisório acaba durando anos.

Rayllanna Lima - TB
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
Às vésperas da Copa do Mundo, e a situação dos pontos de ônibus na capital baiana continua precária. Diariamente, a população sofre tendo que enfrentar a má qualidade nos pontos de ônibus. A principal reclamação do cidadão baiano é ter que aguardar o coletivo em pé e sem proteção, exposto ao sol e a chuva.
Ao percorrer alguns bairros da cidade, a equipe de reportagem da Tribuna constatou a precariedade dos equipamentos: bancos quebrados, sujos, com ferragens expostas, pontos sem cobertura, sem iluminação, sem rampa de acessibilidade e, alguns, até sem sinalização.
“Ficamos expostos ao sol, e pior é quando chove. Eu que ando muito de ônibus, vejo vários idosos sendo obrigados a ficarem em pé por não ter banco pra sentar. É um descaso conosco”, desabafou a manicure Tatiana Linhares, 34.
Em alguns locais da cidade, os pontos improvisados são feitos de madeira com teto de Eternit. Mas o provisório acaba durando anos.
“Depois dessa obra da Via Expressa, ficamos na lama. Nos tiraram do ponto que estávamos e nos colocaram aqui, nesse ponto provisório. Já faz anos e até hoje providência nenhuma tomaram. Com qualquer chuvinha tomamos banho de lama”, contou a vendedora Maria Jaciara, que vende suas mercadorias em frente a um ponto localizado em frente ao Centro Automotivo 2 Leões.
Muitos pontos de ônibus da cidade foram depredados por vândalos. E os soteropolitanos são obrigados a utilizar os equipamentos mesmo em condições precárias. “Próximo a minha faculdade, o ponto de ônibus ficou coberto por um toldo e levou quase um mês pra ser concluído”, disse a técnica de enfermagem, Maria Fátima, 28.
Outra realidade dos soteropolitanos é o ponto de ônibus sinalizado apenas com placas, sem nenhuma estrutura de proteção. “Fica essa placa no poste, mas não tem sequer um banco pra sentar. Precisamos de um ponto de ônibus digno. Cada dia o IPTU está mais caro e não temos boas condições na questão do transporte”, reclamou o metalúrgico Paulo Cezar, 58.
A Tribuna já havia mostrado a mesma situação em agosto do ano passado. Sendo informada pela Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), órgão responsável pela implantação e manutenção dos equipamentos, que havia um projeto para revitalizar os equipamentos, com a estimativa de conclusão para o mês de novembro.
Em novo contato com a Transalvador, o órgão informou que a primeira etapa do levantamento dos locais que demandam novos abrigos de pontos de ônibus já foi concluída, e que o processo de compra dos novos equipamentos está em andamento. Ainda de acordo com o órgão, a implantação só acontecerá após a fase da aquisição.
“A prioridade será dada aos locais com necessidades mais urgentes, como o Subúrbio, Orla e Centro, conforme os critérios técnicos da avaliação. Os abrigos a serem instalados seguem a padrão Desal [Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador]”, informou em nota. A capital baiana possui 3.114 pontos de ônibus, sendo 1.231 com cobertura. Segundo informações da Transalvador, a meta é implantar abrigos em todos os locais que possuem espaço físico suficiente. Já para os locais que não possuem espaço suficiente, o órgão municipal está estudando as melhorias que podem ser feitas para aumentar o conforto do cidadão.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/04/2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Transporte individual cresce 21% em São Paulo, diz pesquisa

Mobilidade - SP

Aumento de uso de motos e carros foi registrado em cinco anos. Viagens com transporte coletivo tiveram crescimento menor, de 16%.

Paulo Toledo Piza - G1 

Cresceu 21% o número de pessoas que optam por carro e moto para se deslocar na Grande São Paulo em cinco anos, informou a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. Segundo a Pesquisa de Mobilidade 2012, divulgada nesta segunda-feira (10), foram cerca de 13,6 milhões de viagens por dia útil, contra 11,2 milhões em 2007.
O porcentual é superior ao aumento do uso do transporte coletivo, que cresceu 16% (passando de 13,9 milhões de viagens em 2007 para 16,1 milhões em 2012). A pesquisa ouviu 8.115 pessoas, em 31 regiões, de agosto a dezembro de 2012 e entre março e abril de 2013.
Para o secretário Jurandir Fernandes, as políticas que incentivaram a aquisição de veículos, como redução do IPI e facilidade para o parcelamento do preço do automóvel, foram decisivos para essa discrepância. “Houve muito incentivo ao transporte individual. A própria gasolina teve o preço congelado”, disse. “Agora, se você olhar para o transporte coletivo, o valor do diesel aumentou, assim como o do ônibus.”
A pesquisa também mostra que o meio-dia é o horário de pico na região metropolitana com maior deslocamento, pior do que o rush da manhã e da noite.
Às 12h, cerca de 5 milhões de viagens são realizadas na Grande São Paulo, contra 4,5 milhões de manhã e à tarde. Ao contrário dos horários de manhã e da noite, o principal modo de deslocamento é a pé. Em 2007, o maior deslocamento ocorria de manhã, com 4 milhões de viagens.
O principal motivo para o aumento do fluxo de veículos no horário é a entrada e saída de crianças nas escolas. O horário também recebe um grande número de pessoas que optam por almoçar em casa e que iniciam ou finalizam o expediente.
Fernandes ressaltou três pontos fundamentais para melhorar a fluidez do trânsito: investimento no transporte público, flexibilização de horário de entrada e saída no trabalho e mudanças no uso e ocupação do solo. “Tem que haver mais distribuição de trabalho e escolas, para não concentrar em uma região só. Sub-centros nas cidades, com trabalho e escola perto de casa”, disse.
A frota de carros também cresceu 18% no período pesquisado. Apesar de mais gente optar por Metrô (45%) e trem (62%), o número de passageiros que andam só de Metrô ou trem caiu 3 pontos percentuais.
O levantamento mostra ainda que a população de baixa renda está usando menos o transporte coletivo e mais o individual (queda de 2% para quem ganha até R$ 2,4 mil e de 4% para quem tem renda entre R$ 2,4 a R$ 4,9 mil) . Por outro lado, quem ganha mais está usando mais o transporte público -aumento de 1% para quem ganha entre R$ 4,9 mil e 9,3 mil e 6% para quem tem renda superior a R$ 9,3 mil.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  11/03/2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

Falta de respostas desestimula usuários de ônibus

Transportes públicos ( ônibus)

As reclamações acima são as de quem usa o transporte público, sobretudo ônibus. Acabam por desencorajar o uso dos meios coletivos, estimulando quem pode a optar por carros que vão congestionar as ruas das cidades brasileiras, gerando impactos para a qualidade de vida e economia. Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários já estão habituados aos transtornos. E, por isso, não exigem que o Poder Público fiscalize e puna as empresas concessionárias que não oferecem serviço de qualidade.

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil
Passageiros reclamam que empresas
 de ônibus não dão retorno às reclamações
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ônibus que demoram a passar. E, quando passam, transportam mais passageiros que o limite recomendável, razão usada como justificativa para que os motoristas não parem nos pontos onde usuários esperam, em alguns casos, por quase uma hora. Ou param, mas apenas para deixar descer alguns passageiros, não permitindo o embarque de mais ninguém – o que acaba por amenizar o desconforto de quem viaja espremido, de pé, em ônibus velhos e malcuidados: não raro, quebram no meio do caminho.
As reclamações acima são as de quem usa o transporte público, sobretudo ônibus. Acabam por desencorajar o uso dos meios coletivos, estimulando quem pode a optar por carros que vão congestionar as ruas das cidades brasileiras, gerando impactos para a qualidade de vida e economia. Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários já estão habituados aos transtornos. E, por isso, não exigem que o Poder Público fiscalize e puna as empresas concessionárias que não oferecem serviço de qualidade.
“Muitas pessoas acham que reclamar não faz sentido. Por isso, o número de reclamações registradas [pelos órgãos públicos de fiscalização] não dá conta da realidade”, disse à Agência Brasil João Paulo Amaral, coordenador da pesquisa Transporte Público, Insatisfação Coletiva, divulgada pelo Idec em setembro de 2013.

“As manifestações do ano passado indicam que a população [percebe] que os problemas não são resolvidos. Daí as pessoas terem ido às ruas: para reclamar de forma mais enfática”, acrescentou Amaral. Ele considera que os canais criados para receber as queixas e sugestões de usuários do transporte público, como as ouvidorias e serviços de atendimento das empresas de ônibus costumam ser de difícil acesso aos que não têm tempo sobrando e que, na maioria das vezes, não estão aptas a dar uma resposta satisfatória aos reclamantes.
“Nós mesmos, do Idec, ao fazermos a pesquisa e acionarmos um desses serviços na condição de usuários, não recebemos orientações claras, como, por exemplo, o que fazer para obter as passagens de volta”, disse o pesquisador.
As considerações de Amaral fazem eco às queixas de muitos usuários. Em Brasília, por exemplo, a assessora Adriana de Araújo Alves já recorreu ao DFTrans em duas ocasiões. Na mais recente, no último dia 24, registrou queixa contra a empresa Riacho Grande. Na véspera, ela já havia telefonado diretamente para a companhia de ônibus, se queixando de um motorista que arrancou com o veículo antes que ela tivesse tempo de embarcar.
“Ele nem bem tinha parado no ponto, ainda estava em movimento, abrindo a porta, quando eu me virei para me despedir de um amigo. O motorista voltou a acelerar e foi embora enquanto meu amigo gritava para ele parar”, contou Adriana à reportagem. “Peguei outro ônibus que vinha atrás. A certa altura, os dois ônibus ficaram lado a lado e eu perguntei ao motorista, pela janela, porque ele tinha feito aquilo. Ele respondeu de maneira bem mal educada que tem horário a cumprir e que se eu quisesse namorar devia apanhar um táxi. Como se estivesse me fazendo um favor”, acrescentou a assessora.
“Em agosto, eu já tinha reclamado ao DFTrans que os motoristas estavam passando direto no mesmo ponto de ônibus [localizado em área nobre de Brasília]. A atendente me garantiu que eu receberia uma resposta por e-mail, mas até hoje nada recebi. Como acabei perdendo o número do protocolo, não consigo saber o resultado da primeira queixa”, contou a assessora, que não crê em qualquer punição para a companhia de ônibus. Ainda assim, decidiu registrar a nova reclamação. “É o único meio que tenho para tentar forçar uma solução. Mesmo que não tenha uma resposta, minha reclamação ficará registrada”. O DFTrans informou à assessora que demoraria no mínimo 15 dias para lhe dar uma resposta. Já a Riacho Grande prometeu lhe dar um retorno no mesmo dia (23), mas até hoje não houve contato.
“O mais emblemático nisso tudo é o fato de o transporte público não ser tratado como um serviço cuja qualidade o Poder Público deve garantir. Em outros setores, como o transporte aéreo, por exemplo, os consumidores recebem uma resposta. No transporte público, porém, falta até estímulo para que os usuários reclamem”, concluiu Amaral. Para o pesquisador, os órgãos públicos deveriam usar as reclamações para melhorar o sistema de transporte público e também para saber se uma empresa está prestando um bom serviço. “Obviamente, nenhum governo vai conseguir resolver uma a uma as muitas reclamações, mas é importante que haja um procedimento de cobrança que resulte na melhoria da qualidade do serviço prestado”, concluiu Amaral.
Fonte - Agência Brasil  10/03/2014