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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Governo Federal libera recursos para implantação da primeira linha de VLT em Niterói

Transportes sobre trilhos 🚄🚋🚋🚋

A linha foi escolhida para receber investimentos de mais de R$ 450 milhões pelo Novo PAC Seleções, programa do Governo Federal. O projeto, em desenvolvimento pela Prefeitura, contempla os bairros do Barreto, Santana, São Lourenço e Centro e conta com cerca de 5 quilômetros e 9 estações.

O Dia (RJ)
Revista Ferroviária
foto - ilustração/Prepopontocom
A mobilidade em Niterói está prestes a entrar numa nova era. A cidade vai ganhar a sua primeira malha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ligando o Barreto ao Centro. A linha foi escolhida para receber investimentos de mais de R$ 450 milhões pelo Novo PAC Seleções, programa do Governo Federal. O projeto, em desenvolvimento pela Prefeitura, contempla os bairros do Barreto, Santana, São Lourenço e Centro e conta com cerca de 5 quilômetros e 9 estações. “O presidente Lula anunciou mais R$ 450 milhões para Niterói! Desta vez, os recursos são para a implantação do VLT. O projeto de mobilidade urbana sustentável foi desenvolvido pela Prefeitura de Niterói em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina). Em maio, estive em Brasília e participei da cerimônia em que nossa cidade foi beneficiada pelo Governo Federal com verbas do PAC para regularização fundiária e aquisição de ônibus elétricos. É Niterói avançando com base no diálogo, na cooperação entre os Poderes. Vamos seguir em frente, superando desafios, no caminho de fazer da nossa cidade o melhor lugar do País para viver e ser feliz”, destaca o prefeito Axel Grael. A rede começou a ser estudada e planejada em 2015 e hoje alcança o patamar de obter recursos do Governo Federal para a sua construção. Com a seleção dessa iniciativa, Niterói se consagra na vanguarda da realização de projetos de mobilidade urbana sustentável no Brasil. A ideia é que, com o VLT, a região receba reestruturação urbana, novos trajetos para pedestres e que o tráfego de veículos diminua. Além disso, a iniciativa tem como objetivo promover a ocupação de vazios urbanos e valorizar o patrimônio cultural da cidade, como o Caminho Niemeyer e casarões da década de 1940 e 1950. “O fato de esse projeto ter sido escolhido pelo PAC Mobilidade é um grande reconhecimento ao trabalho feito pela administração de Niterói. A cidade se consagra como pioneira na realização de projetos de mobilidade urbana sustentável”, celebra o secretário municipal de urbanismo e mobilidade, Renato Barandier. A secretária do Escritório de Gestão de Projetos (EGP) da Prefeitura, Katherine Azevedo, ressalta que a gestão está comprometida em assegurar que o projeto seja executado com a máxima eficácia. “É muito gratificante saber que Niterói foi contemplada com recursos do Governo Federal para as áreas de resiliência, transporte e saúde. O VLT, em especial, será um marco para transformar Niterói em uma cidade cada vez mais moderna e preparada para os desafios do futuro”, conclui.
Do - https://odia.ig.com.br/niteroi/2024/07/6891504-governo-federal-libera-recursos-para-implantacao-da-primeira-linha-de-vlt-na-cidade.html
Fonte - Revista Ferroviária 01/08/2024

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Governo brasileiro vai se desculpar por violações contra quilombolas

Direitos humanos 👪

O caso está sendo julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH) em Santiago, no Chile e envolve comunidades retiradas da área da Base de Alcântara. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que a proposta é apresentar, durante a audiência de hoje, uma postura pautada pelo respeito às comunidades tradicionais e suas demandas, mas que também dialogue com a necessidade de avanço tecnológico da região e que possa primar pela construção de alternativas sustentáveis.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil 
foto - Weverson Paulino/Ag.Brasil
O governo brasileiro anunciou que vai se desculpar publicamente nesta quinta-feira (27) por violações cometidas contra comunidades quilombolas durante a construção do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O caso está sendo julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH) em Santiago, no Chile. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que a proposta é apresentar, durante a audiência de hoje, uma postura pautada pelo respeito às comunidades tradicionais e suas demandas, mas que também dialogue com a necessidade de avanço tecnológico da região e que possa primar pela construção de alternativas sustentáveis. “Uma postura que dialogue com as comunidades remanescentes de quilombos, seus direitos, garantias e respeito à tradicionalidade, além de enfatizar a importância dessas comunidades para o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirmou a secretária-executiva da pasta, Rita Oliveira, antes do início da sessão. No julgamento, que começou ontem (26), estão sendo ouvidos vítimas, representantes do Estado, testemunhas e peritos. A denúncia foi apresentada em 2001 por povoados, sindicatos e movimentos sociais à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A queixa foi aceita em 2006 e levada à Corte somente em janeiro de 2022. Os denunciantes querem que o governo brasileiro conceda a titulação definitiva do território quilombola, pague indenização às comunidades removidas e às que permanecem no local, crie um fundo de desenvolvimento comunitário em conjunto com as famílias e realize estudo de impacto ambiental e cultural. Também por meio de nota, o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, lembrou que o Brasil aceita a jurisdição da Corte desde 1998. Segundo ele, o que for definido na audiência de hoje sobre o caso será “um compromisso internacional do Brasil aceitar”. “As audiências da CIDH são importantes para que os juízes entendam bem qual é a situação das vítimas. Obviamente é uma situação complexa, difícil, em que efetivamente o Estado brasileiro falhou em muitos aspectos, então, isso tudo estará em discussão. Mas é preciso que tudo isso seja enquadrado dentro das regras dos pactos de direitos humanos existentes na região.”

Entenda o caso
O Centro de Lançamento de Alcântara foi construído nas proximidades da capital São Luís na década de 1980 pela Força Aérea Brasileira (FAB) como base para lançamento de foguetes. Na época, 312 famílias quilombolas de 32 povoados foram retiradas do local e reassentadas em sete agrovilas. Alguns grupos permaneceram no local e, segundo os denunciantes, sofrem ameaças constantes de expulsão para ampliação da base. Em 2004, a Fundação Palmares certificou o território e, em 2008, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) identificou e delimitou a área.

Grupo de trabalho
Ontem, o governo federal determinou a criação de um grupo de trabalho (GT) interministerial encarregado de propor uma solução para a disputa territorial em Alcântara. O decreto foi assinado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo advogado-geral da União adjunto, Flávio Roman. Composto por representantes de 12 órgãos federais, da Aeronáutica e de comunidades quilombolas, o GT deve encontrar formas de o governo conceder às comunidades remanescentes o título de propriedade das terras sem criar empecilhos às operações do centro de lançamento.
Fonte - Agência Brasil  27/04/2023

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Valor da venda de passagens do metrô de BH é maior que repasse da União

Transportes sobre trilhos  🚇

O contingenciamento de 40% dos recursos repassados pelo governo federal para a CBTU,caiu em relação aos valores de 2017,de R$ 260 milhões para R$ 150 milhões, montante que será dividido entre a capital mineira, Natal, Maceió, João Pessoa e Recife. Somente em BH, o faturamento com a bilheteria por ano é de R$ 99,6 milhões, mas o valor é repassado para um caixa único e repartido com os outros municípios.

EM
foto - ilustração/arquivo
A operação do metrô de Belo Horizonte corre o risco de ficar prejudicada devido a contingenciamento de 40%dos recursos repassados pelo governo federal para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em relação aos valores de 2017, saindo de R$ 260 milhões para R$ 150 milhões, montante que será dividido entre a capital mineira, Natal, Maceió, João Pessoa e Recife. Somente em BH, o faturamento com a bilheteria por ano é de R$ 99,6 milhões, mas o valor é repassado para um caixa único e repartido com os outros municípios. O governador Fernando Pimentel (PT) prometeu ir à Brasília junto com o prefeito Alexandre Kalil (PHS) para tentar evitar a parada do metrô de Belo Horizonte. Até as 19h, entretanto, o prefeito informava que não havia recebido convite do governador para o encontro. Já a CBTU diz que necessita de uma recomposição na Lei Orçamentária Anual para não ter problemas na operação do sistema.
A divulgação do contingenciamento dos recursos ocorreu depois que começou a circular nas redes sociais, principalmente de pessoas ligadas ao metrô, uma ata da reunião entre todas as superintendências da CBTU. O encontro teria ocorrido em 31 de janeiro. No documento, consta a redução de 42% do orçamento em relação ao ano passado. Belo Horizonte vai receber, segundo o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), aproximadamente R$ 54 milhões para o ano todo. “Por mês, dá uma média de R$ 4,3 milhões. Somente com energia de tração são gastos R$ 2 milhões por mês, ou seja, metade do valor. Com certeza vai faltar verba”, afirmou Robson Zeferino, diretor do Sindmetro-MG. Na ata também constam medidas de economia que seriam adotadas pela CBTU a partir de março, como operação comercial apenas em horários de pico, de segunda-feira a sexta-feira, além da notificação de empresas prestadoras de serviços para a suspensão parcial ou total de contratos. Os trabalhadores receberam a notícia com preocupação e questionaram a forma como são feitos os investimentos. “Somos a unidade que mais arrecada. Esse dinheiro vai para o caixa único e é distribuído para outras cidades da Federação. Arrecadamos mais e recebemos menos. É uma briga antiga”, explicou Zeferino.
A média de passageiros por dia em BH, segundo o Sindmetro, é de 220 mil pessoas. A arrecadação com a bilheteria é de aproximadamente R$ 99,6 milhões. Há ainda arrecadação com a publicidade nas estações e aluguéis de galpões da CBTU. Os trabalhadores acreditam que a falta de repasse pode influenciar no valor das passagens. “Nossa passagem é R$ 1,80 há 13 anos. Pode ser uma Justificativa para aumentar o valor”, disse o diretor do Sindmetro.

Briga de governos
A notícia de que o metrô de BH pode ter os serviços paralisados devido ao contingenciamento de recursos, escancarou uma crise entre os governos de Minas e o Federal. Por meio de um vídeo publicado em sua página no Facebook, o governador Fernando Pimentel fez críticas e aproveitou para reclamar da fala do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que na sexta-feira acusou o estado de não repassar recursos da União para os municípios e hospitais no combate à febre amarela.
“Se não bastasse a inexistência de ministros mineiros no governo do presidente Temer, se não bastasse o descaso com que eles tratam Minas Gerais, as declarações infelizes que o ministro da Saúde há pouco tempo falou atribuindo a culpa da febre amarela ao estado de Minas Gerais quando na verdade a União é que é responsável, passa dinheiro direto para os municípios e não passou. É por isso que estamos com essa tragédia aí da febre amarela”, diz o governador. “Se não bastasse tudo isso, agora querem parar o metrô de Belo Horizonte. É impossível. Minas vai reagir. Eu já pedi audiência ao presidente Temer, vou falar com o prefeito Kalil, nós vamos juntos lá. É impraticável esse tipo de atitude com Minas Gerais. Nós não vamos aceitar”, enfatizou Pimentel.
O deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG), que é vice-presidente da Câmara dos Deputados e coordenador da bancada mineira na Câmara, se reuniu com o ministro de Planejamento Dyogo Oliveira para tratar do assunto. “Ele fez uma proposta de passar o metrô para o estado. Com isso, daria alguns terrenos da União, como o Aeroporto Carlos Prates. Amanhã (hoje), estou convocando uma reunião com a bancada de Minas sobre o assunto para buscar uma solução. Além disso, vou conversar com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy”, destacou Ramalho.

Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o prefeito Alexandre Kalil ressalta que tem boas relações com o presidente Michel Temer e com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e está se informando oficialmente sobre a questão, para que possa intervir de maneira a garantir que o serviço continue e que a população de Belo Horizonte não seja prejudicada”. O prefeito esclareceu ainda que até aquele momento (19h de ontem) não havia recebido nenhum telefonema do governador sobre uma eventual ida a Brasília.
Fonte - Revista Ferroviária  06/02/2018

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Saiba como o Brasil dará o perdão fiscal de R$ 576,75 bilhões às petroleiras estrangeiras

Política 

Apenas nos próximos três anos, o Governo Federal poderá deixar de arrecadar R$ 576,75 bilhões caso o Senado confirme a decisão da Câmara e aprove a Medida Provisória 795 - que estabelece regras de tributação especiais para as petroleiras estrangeiras.

Sputnik
foto - ilustração
A MP foi editada por Michel Temer (PMDB) sob a justificativa que era necessária para tornar os leilões de campos do pré-sal mais atrativos. Com os benefícios fiscais, o leilão teria mais interessados.
Toda essa movimentação aconteceu de maneira relativamente despercebida — até o jornal The Guardian publicar que o Governo britânico fez lobby em favor de suas petroleiras.
A Sputnik explica quatro pontos-chave para entender a MP 795.

Como funciona a exploração de petróleo no Brasil?
Por mais de quatro décadas, o petróleo brasileiro foi uma exclusividade da Petrobrás. O monopólio começou em 1953, quando o então presidente Getúlio Vargas criou a empresa, e foi até 1997, quando Fernando Henrique Cardoso assinou a Lei do Petróleo.
A legislação abriu o mercado nacional de pesquisa, exploração, produção e refino de petróleo e gás natural para empresas estrangeiras.
Entre indas e vindas legislativas, existem dois modelos de exploração de petróleo de maneira privada no Brasil hoje:
Concessão: o petróleo é explorado por uma empresa que assume os riscos de pesquisa e de investimentos. Essa empresa passa a ser a proprietária do petróleo que extrai. Em contrapartida, o Estado recebe pagamentos na forma de royalties.
Partilha: o petróleo é dividido entre Petrobrás e as outras empresas envolvidas na iniciativa — que ficam com uma porcentagem da produção determinada por contrato. Até o final de 2016, a Petrobrás era obrigada a ser a operadora dos campos de pré-sal e ter um mínimo de 30% de participação em todas as operações. Mas essa situação foi alterada por uma lei aprovada pelo Congresso Nacional.
O modelo de partilha foi utilizado no leilão de oito áreas do pré-sal realizado no final de novembro. Foram arrematadas seis delas, o que rendeu um bônus de assinatura de R$ 6,15 bilhões — uma quantia essencial para garantir a manutenção da meta fiscal.
A participação da Petrobras neste campos varia entre nenhuma até 80%.

Como foi lobby das petroleiras estrangeiras?
A preocupação das petroleiras britânicas com os impostos e as regras de utilização de material nacional foi transmitida pelo ministro de comércio do Reino Unido, Greg Hands, em três reuniões em março de 2017 com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.
Pedrosa garantiu que as preocupações britânicas estavam sendo transmitidas ao Governo brasileiro. Temer editou a MP 795 em agosto.
O teor das reuniões entre Hands e Pedrosa foi descoberta por meio de uma correspondência diplomática obtida pela ONG Greenpeace através da lei de transparência britânica.
Após a publicação do relato, Pedrosa afirmou à imprensa nacional que a conversa com Hands foi uma "discussão normal entre representantes de dois países".

O que é um benefício fiscal?
Benefício fiscal é regime de impostos diferenciado, com descontos, utilizado para fomentar algum setor da economia que o Estado deseja incentivar. Trata-se de uma ferramenta utilizada por vários países do mundo.
O professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato esclarece que o uso de benefícios fiscais não é uma novidade no Brasil, já que a prática é utilizada desde os governos da ditadura civil-militar (1964-1985) para incentivar a indústria nacional. Lopreato, entretanto, esclarece que a MP de Temer é diferente:
"O uso desses incentivos fiscais com o setor petroleiro não tem nada a ver com a indústria nacional. Não tem nada a ver com uma proposta de alavancagem do setor industrial como uma forma de expandir o crescimento industrial e do país. Pelo contrário, os incentivos fiscais vão reduzir a atividade do setor industrial brasileiro porque favorecem a importação de vários produtos, não só os sofisticados como também os mais simples", afirmou Lopreato em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Como fica a indústria nacional?
Outro ponto alterado por Temer é a suspensão de impostos para importação de equipamentos utilizados pelas petroleiras para a exploração de petróleo em solo nacional.
As empresas estrangeiras vão deixar de pagar imposto de importação, IPI, PIS-importação e COFINS-importação para os equipamentos utilizados na exploração de petróleo. Caso eles não sejam utilizados dentro de quatro anos, a cobrança será feita com juros.
Até mesmo produtos de baixo valor agregado, como materiais de embalagem, terão isenção de impostos.
A medida recebeu críticas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq):
"O setor já está praticamente sem serviço, devido à falta de encomendas e à redução dos investimentos da Petrobras. Então, a tendência é que sucumba caso equipamentos que têm similar nacional possam ser importados sem impostos", afirmou o presidente da ABIMAQ, José Velloso, em entrevista à Folha de Pernambuco. 
Luiz Pinguelli Rosa, professor de planejamento energético da UFRJ, também não concorda com a isenção de impostos. Para ele, a isenção deveria atingir equipamentos específicos e não ser ampla da maneira como está desenhada atualmente.
"[A nova regra] impede que os recursos de produção de recursos sejam internalizados, novamente atendendo aos interesses das empresas estrangeiras. São atividades industriais que não vão ser mais feitas no Brasil, mas sim em outros países. É uma atuação totalmente contrária aos interesses brasileiros", afirmou o professor da UFRJ em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.
Já o professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato acredita que Temer desempenha uma "não política industrial".
Fonte - Sputnik  07/12/2017

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Privatizações x engenharia brasileira

Privatizações  🏭

Em Brasília, em reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento na Câmara dos Deputados,o seu coordenador, o engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), concluiu que o programa de privatizações em questão, representa um ataque à engenharia e ameaça a soberania nacional.

Portogente
Com informações da FNE
foto - ilustração
O programa de privatizações anunciado em agosto último pelo Governo Temer esteve em pauta no dia 19 de setembro último, na mesa-diretora da Câmara dos Deputados, em Brasília, em reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento. Segundo resume seu coordenador, o engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), conclusão é de que o pacote em questão representa ataque à engenharia e ameaça a soberania nacional.
Foi dada ênfase à pretensão de desnacionalizar a Eletrobras, proposta sobre a qual a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) já divulgou nota em oposição à privatização. Além dessa companhia, o pacote inclui 14 aeroportos, 15 terminais portuários, rodovias, 11 lotes de linhas de transmissão e mesmo a Casa da Moeda. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público-privadas. 
Gerson Tertuliano, da federação, destacou à reunião a preocupação da entidade com “o desmonte da engenharia nacional”, sua perda de mercado e protagonismo na discussão de questões fundamentais à profissão e à sociedade. Ele lembrou o contrassenso de a Companhia Energética de Goiás (Celg), por exemplo, ter sido vendida a uma empresa estatal italiana (Enel). A companhia foi privatizada em fevereiro de 2017, também sob resistência da federação, do Sindicato dos Engenheiros no Estado e outras entidades de trabalhadores. “Os próprios deputados questionaram: estatal estrangeira pode então?”, completou o diretor.
Como lembrou Lessa, os técnicos não foram ouvidos sobre o tema pelo governo federal, tampouco o Congresso Nacional. “Ninguém nos consultou, o que não é aceitável quando se trata de infraestrutura e desenvolvimento. O PIB não se sustenta sem engenharia”, afirmou Lessa. E foi categórico: “Não podemos entregar setores estratégicos a empresas privadas, sobretudo estrangeiras. O controle da geração de energia, caso da Eletrobras, deve ficar nas mãos do Estado brasileiro.” Para fazer frente à entrega do patrimônio público, sem critérios e sem discussão com a sociedade, o deputado apontou as duas resoluções do encontro em Brasília: que o Confea se manifeste publicamente a respeito e a realização de uma sessão pública no Plenário do Legislativo que reúna as diversas frentes parlamentares, imprensa, instituições e sociedade “para debater o assunto e exigir um marco regulatório”. “Cobramos uma nota dura do conselho, em repúdio ao sucateamento, perda de conteúdo nacional e privatização sem limites, que representam ataque à soberania do País”, ratificou Tertuliano.
Fonte - Portogente  25/09/2017

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Governo Central registra maior déficit para julho em 21 anos no Brasil

Economia  $

Os números foram divulgados pelo Tesouro Nacional. De janeiro a julho, o déficit primário somou R$ 76,277 bilhões, também o pior resultado desde o início da série histórica, em 1997.No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 20,152 bilhões, contra déficit de R$ 19,227 bilhões em julho do ano passado. 

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A frustração de receitas no programa de regularização de ativos no exterior e de arrecadação de tributos pagos pelas instituições financeiras fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o maior déficit primário da história em julho. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 20,152 bilhões, contra déficit de R$ 19,227 bilhões em julho do ano passado. O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
Os números foram divulgados pelo Tesouro Nacional. De janeiro a julho, o déficit primário somou R$ 76,277 bilhões, também o pior resultado desde o início da série histórica, em 1997. Nos sete primeiros meses do ano passado, o resultado negativo somava R$ 55,693 bilhões. A comparação, no entanto, foi influenciada pela antecipação do pagamento de precatórios.
Tradicionalmente pagos em novembro e dezembro, eles passaram a ser pagos em maio e junho, piorando o resultado em R$ 18,1 bilhões. O Tesouro decidiu fazer a antecipação para economizar R$ 700 milhões com juros que deixam de ser atualizados.
Os precatórios são títulos que o governo emite para pagar sentenças judiciais transitadas em julgado (quando não cabe mais recurso). De acordo com o Tesouro Nacional, não fosse a antecipação, o déficit primário acumulado de janeiro a julho totalizaria R$ 58,2 bilhões. O resultado negativo, no entanto, continuaria recorde para o período.
Outros fatores que impulsionaram o déficit primário nos sete primeiros meses do ano foram a queda das receitas e o crescimento de despesas obrigatórias, principalmente com a Previdência Social e o gasto com os reajustes do funcionalismo público.
De janeiro e julho, as receitas líquidas caíram 3,1%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas as despesas totais ficaram estáveis, caindo 0,2%, também considerando o IPCA.
Segundo o Tesouro, apenas em julho, o déficit ficou R$ 4,5 bilhões em relação ao programado pelo governo. As receitas administradas pelo Fisco vieram R$ 6 bilhões abaixo do previsto. Isso ocorreu por causa de frustrações de R$ 4,6 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, principalmente os pagos pelos bancos, e de R$ 1,4 bilhão com o programa de regularização de ativos no exterior, também conhecido como repatriação.
Em relação às despesas, a alta foi puxada pela Previdência Social e pelo funcionalismo público. Os gastos com os benefícios da Previdência Social subiram 6,9% acima da inflação nos sete primeiros meses do ano, por causa do aumento do valor dos benefícios e do número de beneficiários. Por causa de acordos salariais fechados nos dois últimos anos e da antecipação dos precatórios, os gastos com o funcionalismo acumulam alta de 10,9% acima do IPCA de janeiro a julho.
As demais despesas obrigatórias acumulam queda de 9,1%, também descontada a inflação oficial. O recuo é puxado pela reoneração da folha de pagamentos, que diminuiu em 27,9% a compensação paga pelo Tesouro Nacional à Previdência Social, e pela queda de 26,3% no pagamento de subsídios e subvenções. Também contribuiu para a redução o não pagamento de créditos extraordinários do Orçamento ocorridos no ano passado, que não se repetiram este ano.
As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam queda de 10,5% em 2017 descontado o IPCA. A redução de gastos, no entanto, concentra-se nos investimentos, que totalizam R$ 19,953 bilhões e caíram 38,4% de janeiro a julho, em valores também corrigidos pela inflação.
Principal programa federal de investimentos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) gastou R$ 12,066 bilhões de janeiro a julho, redução de 48%. O Programa Minha Casa, Minha Vida executou R$ 1,656 bilhão, retração de 55,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Essas variações descontam a inflação oficial.
Fonte - Agência Brasil  29/08/2017

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Pacote para entrega

Ponto de Vista  📦

O aeroporto mais rentável, de Congonhas (SP), será privatizado, além de Vitória (ES), Macaé (RJ), Campina Grande (PB), Maceió (AL), João Pessoa (PB, Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Várzea Grande (MT), Rodonópolis (MT), Alta Flores (MT), Sinop (MT) e Barra do Garça (MT).O governo pretende leiloar as usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) antes do fim do ano. A Eletrobras será privatizada.

Portogente
ilustração
Um pacotão de 57 projetos de vendas e concessões que inclui 14 aeroportos, 15 terminais portuários e duas rodovias foi anunciado esta semana pelo Governo Federal.
Será vendida a participação de 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em quatro aeroportos já concedidos ao setor privado – Brasília, Confins (MG), Galeão (RJ) e Guarulhos (SP).
O aeroporto mais rentável, de Congonhas (SP), será privatizado, além de Vitória (ES), Macaé (RJ), Campina Grande (PB), Maceió (AL), João Pessoa (PB, Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Várzea Grande (MT), Rodonópolis (MT), Alta Flores (MT), Sinop (MT) e Barra do Garça (MT).
O governo pretende leiloar as usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) antes do fim do ano. A Eletrobras será privatizada.
A rodovia BR 153, no trecho entre Goiás e Tocantins, será relicitada e a BR 364, entre Mato Grosso e Rondônia, concedida.
Há estudos para a desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Serão licitados 15 terminais distribuídos pelos portos paraenses de Belém e Vila do Conde e de Paranaguá (PR) e Vitória (ES).
Falta a Casa da Moeda, responsável por confeccionar as notas do nosso dinheiro: essa deve ser vendida até o final de 2018.
Portogente - 25/08/2017

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dois dias após impeachment,União aprova lei que muda crime de responsabilidade

Política

Dois dias após queda de Dilma, Michel Temer torna legal 'pedaladas'.A alteração foi publicada, nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, pelo presidente em exercício, Rodrigo Maia, já que o presidente Michel Temer está em viagem oficial na China. Na prática, a Lei 13.332 estipula que as novas regras de orçamento sejam alteradas sem a aprovação do Congresso Nacional.

Gabriela Matos e
Thiago Antunes - O Dia

reprodução/Web
Após dois dias do impeachment d
a ex-presidente Dilma Rousseff, o governo federal se beneficiou de uma lei que muda a definição de crime de responsabilidade. A alteração foi publicada, nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, pelo presidente em exercício, Rodrigo Maia, já que o presidente Michel Temer está em viagem oficial na China. Na prática, a Lei 13.332 estipula que as novas regras de orçamento sejam alteradas sem a aprovação do Congresso Nacional.
Dilma foi afastada definitivamente do cargo, na última quarta-feira, acusada de cometer crime de responsabilidade fiscal. A abertura de créditos suplementares, que a derrubou, foi autorizada à época pelo Congresso. Este recurso já tinha sido utilizado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta de mudança já havia sido feita durante o governo Dilma, no início do ano.
Atualmente, o remanejamento entre subtítulos é restrito a 10% do valor da despesa cancelada, de acordo com a lei orçamentária (Lei 13.266/2016). O governo alega que a mudança torna a gestão orçamentária mais flexível, podendo priorizar com recursos ações mais adiantadas. Poderá haver, inclusive, o remanejamento de despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – trecho que havia sido excluído na apreciação do projeto na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Outra mudança na lei orçamentária aprovada é a possibilidade de o governo cancelar recursos incluídos por emendas coletivas do Congresso Nacional, exceto as de execução obrigatória previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e direcionar os recursos para outras áreas de seu interesse.

Cargos
Na CMO, o projeto foi aprovado na forma de substitutivo do deputado Covatti Filho (PP-RS), em junho. O relatório acolhido na comissão também modifica a lei orçamentária para ampliar o número de cargos e funções comissionadas que poderão ser providos este ano pela Justiça Eleitoral. A Lei 13.150/2015 criou 6.412 cargos e funções nos tribunais regionais eleitorais do País. O PLN 3 viabiliza a contratação de metade (3.206) este ano. O orçamento em vigor só traz autorização para provimento de 161 cargos.
Fonte - O Dia  02/09/2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Governo Central registra pior déficit primário da história no primeiro semestre

Economia

De janeiro a junho, o resultado ficou negativo em R$ 32,521 bilhões. O rombo é bem maior que o registrado no mesmo período de 2015 (R$ 1,76 bilhões).O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em junho, o Governo Central teve déficit de R$ 8,802 bilhões, negativo para o mês pelo terceiro ano seguido e também o maior déficit da história.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Adicionar legenda
A queda das receitas em meio ao crescimento de gastos obrigatórios fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o maior déficit primário da história no primeiro semestre. De janeiro a junho, o resultado ficou negativo em R$ 32,521 bilhões. O rombo é bem maior que o registrado no mesmo período de 2015 (R$ 1,76 bilhões).
O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em junho, o Governo Central teve déficit de R$ 8,802 bilhões, negativo para o mês pelo terceiro ano seguido e também o maior déficit da história. Em junho do ano passado, a conta estava negativa em R$ 8,249 bilhões.
O resultado negativo em junho só não foi pior por causa da entrada, em junho, de R$ 5,2 bilhões referentes à renovação de concessões de usinas hidrelétricas. Realizado em novembro do ano passado, o leilão rendeu R$ 16 bilhões ao governo, dos quais R$ 11 bilhões haviam sido pagos em janeiro ao Tesouro Nacional.
A queda da arrecadação provocada pelo agravamento da crise econômica continua a ser a principal causa do aumento do déficit primário em 2016. De janeiro a junho, as receitas líquidas caíram 5,1%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação ao mesmo período do ano passado.
Pressionadas pelos gastos obrigatórios, as despesas totais ficaram praticamente estáveis, subindo 0,3% acima do IPCA nos seis primeiros meses do ano. Apenas em junho, no entanto, os gastos caíram 5%, descontado o IPCA em relação a junho do ano passado.

Previdência
Os gastos com a Previdência Social subiram 5,4% além da inflação nos seis primeiros meses do ano. As demais despesas obrigatórias cresceram 1,5% acima da inflação. Os gastos discricionários (não obrigatórios), no entanto, caíram 5,8%, descontado o IPCA. As despesas de custeio (gasto com a manutenção da máquina pública) caíram 7,9% de janeiro a junho.
Os investimentos – gastos com obras públicas e compra de equipamentos – somaram R$ 26,775 bilhões, recuo de 12,4% também considerando a inflação oficial. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) totalizaram R$ 19,103 bilhões, queda de 12,7% descontada a inflação.
Os investimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida somaram R$ 2,997 bilhões, retração real de 61,4%. A queda deve-se principalmente à autorização para que a construção dos imóveis para a população de baixa renda seja financiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que passou a valer neste ano e diminuiu o uso de recursos do Orçamento no programa habitacional.
Fonte - Agência Brasil  28/07/2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Governo finaliza ajustes para editais de novas concessões aeroportuárias com aprovação pelo TCU

Infraestrutura

Estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental de quatro aeroportos foram apreciados pelo plenário do TCU na quarta-feira (20).Com a publicação do acórdão, a SAC (Secretaria de Aviação Civil) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) analisarão as recomendações feitas pelo TCU e farão os ajustes necessários no edital e na minuta do contrato.

Com informações da SAC
foto - Infraero
O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, na quarta-feira (20), com ressalvas, os EVTEAs (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) dos quatro aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada na nova fase do PIL (Programa de Investimento em Logística): Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os documentos haviam sido enviados pelo Executivo ao Tribunal em dezembro.
Com a publicação do acórdão, a SAC (Secretaria de Aviação Civil) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) analisarão as recomendações feitas pelo TCU e farão os ajustes necessários no edital e na minuta do contrato. Depois, os documentos serão postos em audiência pública pela Anac.
Conforme a SAC, o cronograma das próximas etapas – abertura da audiência pública, publicação do edital e realização do leilão – será divulgado pela Secretaria assim que concluída a análise das recomendações.
Fonte - Agência CNT de Notícias  22/04/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Investimentos no PAC atingiram R$ 251 bi em 2015

Economia

De acordo com os dados divulgados pela pasta, as obras entregues em 2015 contaram com recursos de R$ 159,7 bilhões, o que representa 23,8% do previsto para o período 2015-2018 (R$ 672 bilhões). O investimento foi distribuído em ações de três diferentes áreas: social e urbana (R$ 91,2 bilhões), energia (R$ 63,6 bilhões) e logística (R$ 4,9 bilhões). 

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
O Ministério do Planejamento divulgou segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) referente ao período 2015-2018. Segundo a pasta, o governo federal, em parceria com Estados, municípios e o setor privado, aplicou R$ 251,7 bilhões por meio do programa em 2015, o que equivale a 24,2% do total a ser aplicado entre 2015 e 2018, em torno de R$ 1,04 trilhão.
De acordo com os dados divulgados pela pasta, as obras entregues em 2015 contaram com recursos de R$ 159,7 bilhões, o que representa 23,8% do previsto para o período 2015-2018 (R$ 672 bilhões). O investimento foi distribuído em ações de três diferentes áreas: social e urbana (R$ 91,2 bilhões), energia (R$ 63,6 bilhões) e logística (R$ 4,9 bilhões). "Este resultado demonstra que expressiva parte do compromisso firmado foi cumprida com sucesso", afirma o secretário do PAC, Maurício Muniz.
Do total dos valores executados, R$ 99,9 bilhões correspondem a valores de financiamento ao setor público, financiamento habitacional de imóveis novos e do programa Minha Casa, Minha Vida; R$ 55,8 bilhões das empresas estatais; R$ 47,3 bilhões do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social; R$ 45,4 bilhões do setor privado; e R$ 3,3 bilhões de contrapartidas de Estados e municípios.
De acordo com o Planejamento, entre os empreendimentos concluídos em 2015 estão 270 km de rodovias (entre eles, 84,5 km da BR-418 e 51 km da BR-235), a ponte Anita Garibaldi e o túnel do Morro do Formigão na BR-101 (SC), um trecho de 163 km da ferrovia Transnordestina (PE), dois terminais hidroviários de passageiros na região Norte, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), a recuperação do pátio do aeroporto Santos Dumont (RJ) e a ampliação dos aeroportos de Santarém (PA) e Tabatinga (AM). O ministério também destaca a conclusão de 108 novos empreendimentos de energia eólica, entre outras obras.
Fonte - Revista Ferroviária 01/03/2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Marco Regulatório da Lei Geral das Telecomunicações deve ser aprovado este ano

Telecomunicações

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, diz que o ideal seria aprovar o novo marco antes das eleições municipais de outubro, mas ressalta que isso parece "um pouco difícil. Segundo Figueiredo, a consulta pública foi concluída no último dia 15, com 915 contribuições, que ainda estão sendo analisadas e compiladas pelo grupo de trabalho criado com essa finalidade. 

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo Federal deve encaminhar ao Congresso Nacional, entre o fim de março e o início de abril, a proposta de modernização do novo Marco Regulatório das Telecomunicações e trabalha com a perspectiva de que ele venha a ser votado e aprovado ainda neste ano. A informação foi dada hoje (4), pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo, ao participar da solenidade que marcou o início das transmissões dos canais do Executivo na TV aberta no Rio de Janeiro. A solenidade foi na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no centro do Rio.
Segundo Figueiredo, a consulta pública foi concluída no último dia 15, com 915 contribuições, que ainda estão sendo analisadas e compiladas pelo grupo de trabalho criado com essa finalidade. “Esperamos que, até o fim do mês, o grupo de trabalho tenha a concluído a compilação de todas as sugestões oriundas da consulta pública, para aglutinar com o processo de discussão que vem sendo conduzido há algum tempo, juntamente com as contribuições da subcomissão do Parlamento criada com essa finalidade de reformulação”.
O ministro adiantou que a mensagem da presidente Dilma Rousseff com a proposta de modernização do marco regulatório será encaminhada em regime de urgência constitucional. “A ideia é priorizar o trâmite para que possamos agilizar o processo, uma vez que é uma questão que transcende situação e oposição – não existe a premissa ideológica. E com o não acirramento da discussão sobre o novo marco, não acreditamos que os embates que vêm sendo travados no Congresso possam atrapalhar o andamento da proposta.”
Para Figueiredo, o ideal era que o novo marco fosse aprovado antes das eleições, mas isso “parece, a princípio, um pouco difícil". Ele acrescentou, porém, que, em uma perspectiva mais realista, trabalha-se com a possibilidade de aprovação até o final deste ano.
Ele ressaltou que não deve haver necessidade de grandes intervenções por parte do Estado sobre o tema, embora não este não possa se abster de discutir a questão do conceito do que são bens reversíveis. “Porque bens reversíveis são aqueles indispensáveis à continuidade dos serviços de comunicação após o encerramento do prazo das concessões." De acordo com o ministro, este é um conceito que tem que ser atacado, embora seja preciso definir até aonde vai a necessidade de o Estado regular, até porque onde houver um modelo concorrencial acirrado (regiões Sul e Sudeste, principalmente), haverá pouca necessidade de o Estado intervir porque a própria concorrência se auto regula.
“Nas regiões que não são economicamente viáveis para as grandes operadoras, principalmente no Norte e no Nordeste, o Estado terá que intervir. Então, neste modelo de regime – público, privado, de menor ou maior intervenção do Estado na questão das políticas das comunicações – com certeza, o grande tema vai ser a universalização da banda larga”, disse o ministro. Ele informou que, em março, será feita uma exposição de metas do novo programa nacional de banda larga, “com uma nova roupagem e indicadores mais precisos do que o governo quer construir”.
Segundo Figueiredo, 70% dos municípios brasileiros estarão cobertos com fibra óptica até 2018. “Hoje estamos com 48%, que representam 95% da população. E o restante dos municípios aonde for difícil chegar com a fibra, chegaremos com satélite já estacionado”, afirmou.
Fonte - Agência Brasil  04/02/2016

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Governo federal vai liberar verba para estudos do VLT e do metrô na Asa Norte (DF)

Transportes sobre trilhos

Está marcada para o dia 16 de dezembro a assinatura dos contratos para o lançamento do edital dos estudos das duas obras.Na data, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, vai liberar a verba necessária para a realização dos estudos. Ainda não há data para o lançamento do edital. A notícia foi antecipada pelo presidente do Metrô, Marcelo Dourado.

Fato Online - RF
foto - iulustração
A expansão do metrô até o fim da Asa Norte e a implantação de VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos) no Eixo Monumental e ao longo da W3 podem finalmente sair do papel. Está marcada para o dia 16 de dezembro a assinatura dos contratos para o lançamento do edital dos estudos das duas obras.
Na data, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, vai liberar a verba necessária para a realização dos estudos. Ainda não há data para o lançamento do edital. A notícia foi antecipada pelo presidente do Metrô, Marcelo Dourado.
Dourado havia dito que haveria oito estações na Asa Norte e uma delas seria próxima à Universidade de Brasília, na quadra 107. Os detalhes, no entanto, só serão decididos após a conclusão dos estudos, cujo prazo depende do edital.
Expansão
A prometida expansão do Metrô está atrasada. Estava previsto para o final deste ano o lançamento do edital para a construção da primeira estação na Asa Norte – na altura do HRAN –, e de mais duas em Ceilândia e duas em Samambaia. Mas isso não deve acontecer. De acordo com a comunicação do Metrô, ainda não há prazo definido, “mas será em breve”. O primeiro edital será de uma estação em Samambaia.
Os recursos para essas cinco estações já foram liberados pela Caixa Econômica Federal. No total, são R$ 557 milhões.
O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, culpou a crise pelo atraso. “Ainda estamos em tratativas com a Caixa Econômica e com o Ministério das Cidades. Mas não na velocidade que gostaríamos. A crise atrasou o fluxo de desembolsos do Governo Federal”, disse.
Fonte - Revista Ferroviária  10/12/2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Governo quer intensificar leilões

Infraestrutura

Anunciado em junho, o PIL 2 projeta estimular investimentos de R$ 198,4 bilhões em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados até 2018. "Estamos chegando ao final da fase de estudos e projetos e notamos um grande interesse por parte dos investidores", diz. 

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
Os primeiros editais de concessões previstas na segunda etapa do Plano de Investimento em Logística (PIL 2) foram publicados na última semana de outubro. O governo federal prevê leiloar na BM&FBovespa três terminais no Porto de Santos (SP) e um no Porto de Vila do Conde (PA). Maurício Muniz, secretário do Ministério do Planejamento responsável pelo PIL, diz que os próximos meses serão intensos em editais e leilões nas quatro áreas do programa.
Anunciado em junho, o PIL 2 projeta estimular investimentos de R$ 198,4 bilhões em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados até 2018. "Estamos chegando ao final da fase de estudos e projetos e notamos um grande interesse por parte dos investidores", diz. Segundo Muniz, um indício do interesse da iniciativa privada é o número de empresas que se inscrevem para a modelagem de pelo menos 55 projetos por meio do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Os trabalhos só são remunerados para o vencedor da concessão, caso o leilão seja efetivado. "É uma demonstração de confiança no avanço do PIL."
No modal rodoviário, o PIL 2 prevê a concessão de 7 mil quilômetros em 16 rodovias, gerando R$ 51,4 bilhões em investimentos. A ideia é leiloar quatro rodovias em 2015 e 12 em 2016. Entre as concessões programadas para este ano, está incluído um leilão realizado antes mesmo do anúncio do PIL, o da Ponte Rio-Niterói, ocorrido em março e vencido pela Ecorodovias. Muniz informa que o governo trabalha para publicar até o fim do ano os editais da rodovia BR- 476 (Paraná-Santa Catarina), e de trechos rodoviários das BRs 364/365 (Goiás-Minas Gerais) e BRs 364/060 (Mato Grosso e Goiás). O leilão da BR-163 (Pará), previsto para este ano, deve ficar para o início de 2016.
Os aeroportos que estão previstos para serem privatizados são os de Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). A previsão de investimentos é de R$ 8,5 bilhões. Muniz diz que os estudos foram concluídos em outubro e estão sob avaliação da Secretaria da
Aviação Civil e devem ser encaminhadas para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) no início de 2016. Os editais devem ser publicados no primeiro trimestre. O cronograma, diz Muniz, atenderá uma avaliação da conveniência mercadológica da realização de cada leilão.
Os investimentos em ferrovias somam R$ 86,4 bilhões, sendo quase a metade (R$ 40 bilhões) na chamada Bioceânica, prevista para interligar o Atlântico ao Pacífico, cortando o Brasil e o Peru. Segundo Muniz, os projetos de concessão de quatro trechos ferroviários devem ser encaminhados ao TCU no primeiro semestre de 2016, com publicação de editais prevista para o final do ano.
Os projetos que estão em andamento são para a construção da ferrovia Rio-Vitória, que está em fase final de modelagem. Os estudos de três trechos da Norte-Sul, foram concluídos entre setembro e outubro. São entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA); Anápolis (GO), Estrela D'Oeste (SP) e Três Lagoas (MS); e entre Anápolis, Barcarena (PA) e Açailândia (MA).
A concessão dessas ferrovias estava prevista no PIL 1, anunciado em 2012 sem sucesso. Na ocasião, o governo propôs um modelo no qual o vencedor construiria a ferrovia e faria sua manutenção. A remuneração seria feita pela estatal Valec, também responsável pela compra da capacidade de transporte de carga e comercialização do direito de passagem. Sem aceitação no mercado, o governo retomou o modelo antigo, em que o concessionário tem liberdade para comercializar o tráfego.
O consultor especializado em infraestrutura Mauricio Endo, sócio da KPMG, diz que o governo acertou em recuar de sua proposta inicial, por que a ideia de centralizar a comercialização na Valec gerou incertezas. "A Valec é uma estatal que não tem balanço publicado nem receita que garanta o pagamento aos concessionários. Dependeria de repasses do governo federal. E não há certeza em relação a capacidade do governo em transferir os recursos necessários."
Endo avalia que o governo também acertou ao adotar o sistema de outorga onerosa na área portuária. As concessões no setor também não obtiveram sucesso no PIL de 2012 ao tentar estabelecer critérios quantitativos de movimentação de carga e políticas tarifárias. "O governo levou um choque de realidade. Entendeu que as concessões devem seguir a lógica de mercado para atrair o investidor."
O PIL 2 prevê o arrendamento de 50 terminais em portos públicos, com investimentos de R$ 11,9 bilhões. Além dos quatro leilões do dia 9 de dezembro, outros quatro terminais têm aprovação do TCU. Os editais devem ser publicados ainda este ano, sendo três em Outeiro e um em Santarém, no Pará. Está prevista a autorização para a construção de 63 Terminais de Uso Privado (TUPs), com investimentos de R$ 14,7 bilhões e a renovação antecipada de 24 arrendamentos em portos públicos, com investimentos de R$ 10,8 bilhões.
Fonte - Revista Ferroviária  11/11/2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Governo federal zera Imposto de Importação para veículos elétricos

Sustentabilidade

Antes, tributação era de 35% sobre cada unidade.A resolução está publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira (27).A decisão foi tomada após amplo debate sobre o tema” e a medida “busca inserir o Brasil em novas rotas tecnológicas.

Natália Pianegonda - Agência CNT
foto - divulgação/National Plug In Day/Stan Hanel
​O governo federal zerou o Imposto de Importação para automóveis movidos unicamente a eletricidade ou hidrogênio. Até então, sobre cada unidade adquirida do exterior, incidia uma alíquota de 35%. A resolução está publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira (27).
Conforme a Camex (Câmara de Comércio Exterior), “a decisão foi tomada após amplo debate sobre o tema” e a medida “busca inserir o Brasil em novas rotas tecnológicas, disponibilizando ao consumidor veículos com alta eficiência energética, baixo consumo de combustíveis e reduzida emissão de poluentes”. O órgão diz ainda que “tais medidas estão alinhadas à política de fomento para novas tecnologias de propulsão e atração de novos investimentos para produção nacional desses veículos”.
Mas a medida valerá somente para veículos que, com uma carga, tenham autonomia de 80 quilômetros. Modelos híbridos, com propulsão elétrica e a combustão, terão alíquota entre zero e 7%, dependendo da cilindrada e da eficiência energética.
A redução da carga tributária é apontada por especialistas como uma das ações importantes para ampliar a frota desse tipo de modelo no Brasil. Hoje, no país, existem aproximadamente três mil veículos elétricos e híbridos. Isso representa apenas 0,002% da frota total do país.
Fonte - Agência CNT de Notícias  28/10/2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Governo estuda a federalização do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

O assunto estaria sendo debatido no Ministério das Cidades, sob o comando do ministro Gilberto Kassab e técnicos do governo do Estado.O governo federal sinalizou a vontade de retomar as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do MundoA ideia inicial é a federalização das obras do VLT com o aporte de mais recursos público para a conclusão das mesmas 

Marcos Lemos - DC
André Romeu/DC
 
Está em curso a possibilidade da federalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT que não foi concluído dentro da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014 e se tornou um grande entrave político e financeiro para o governo Pedro Taques.
O assunto estaria em sede do Ministério das Cidades, sob o comando do ministro Gilberto Kassab, mas já teria sido debatido com técnicos do governo do Estado, que por enquanto, aguarda a realização de uma auditoria independente da KPMG para, segundo o titular da Secretaria das Cidades, Eduardo Chilleto, conhecerem o que já foi executado em termos de obras e o que falta ser executado e quanto isto custará aos cofres públicos.
A ideia inicial é a federalização das obras do VLT com o aporte de mais recursos público para a conclusão das mesmas, desaguando em uma PPP – Parceria Público-Privada para gerenciamento do sistema que segundo estudos iniciais, mas que precisam de nova avaliação, teria um custo da ordem de R$ 73 milhões/ano para operacionalizar o sistema na Grande Cuiabá.
A possibilidade de uma PPP já chegou a ser assunto na pauta do governo do Estado, mas não prosperou, principalmente porque o governador Pedro Taques resiste à tese de simplesmente retomar as obras e concluí-la sem uma auditoria completa, já que existiriam falhas estruturais, de planejamento e possíveis irregularidades.
Em audiência no mês de maio passado, o governador Pedro Taques e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab discutiram projetos de saneamento para vários municípios de Mato Grosso, além da política habitacional do Programa Minha Casa, Minha Vida, mas também discutiram a questão das obras da Copa do Mundo e principalmente o VLT.
Gilberto Kassab teria sinalizado para o governador Pedro Taques a vontade do governo federal em retomar as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo que não ficaram prontas para atender ao mundial de futebol e resgatar a imagem abalada do governo da presidente Dilma Rousseff.
Pelas estimativas apresentadas pelo Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande restariam entre obras executadas e não pagas, mais correção cambial em cima das aquisições de material importado como os veículos e o material rodante e correção da inflação com custos próximos de R$ 300 milhões, mas nem estes valores o governo do Estado reconhece.
O secretário das Cidades, Eduardo Chilleto, em depoimento na Comissão de Infraestrutura Urbana e Mobilidade da Assembleia Legislativa, admitiu que o governo do Estado só assegura a aplicação de R$ 411 milhões de um total de R$ 1.477 bilhões contratados para as obras do VLT, pelo governo passado, já descontados os R$ 1.066 bilhão já investidos.
O Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande estima serem necessários mais de R$ 2,2 bilhões para concluir as obras de um modal eficiente e moderno, ou seja, faltariam mais de R$ 800 milhões para a conclusão dos 22 km dos dois ramais do modal de transporte de massa de Cuiabá e Várzea Grande.
Fonte - Diário de Cuiabá  21/10/2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Governo federal garante novas ações para revitalizar Velho Chico na Bahia

Meio Ambiente

Nesta quinta-feira (17), uma boa notícia foi anunciada para um dos mais importantes rios do Brasil - o governo federal garantiu a liberação de R$ 2 milhões para ações de revitalização do velho Chico

Sedur
foto - ilustração
A revitalização do Rio São Francisco na Bahia está em pauta entre os governos estadual e federal. Nesta quinta-feira (17), uma boa notícia foi anunciada para um dos mais importantes rios do Brasil - o governo federal garantiu a liberação de R$ 2 milhões para ações de revitalização. Este valor será aplicado na implantação de dois viveiros - um na cidade de Barra, beneficiando o afluente Rio Grande, e o outro em Bom Jesus da Lapa, vocacionado para a Bacia do Rio Corrente. As mudas vão contribuir na recuperação de matas ciliares.
A decisão foi oficializada durante reunião, em Brasília, entre o ministro da Integração, Gilberto Ochi, o secretário-executivo da Casa Civil da Presidência, Marco Antônio, o diretor- presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreo, o secretário nacional de Recursos Hídricos, Osvaldo Garcia, e, representando o Estado da Bahia, o secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, e o titular da Representação estadual na capital do País, Jonas Paulo.
“A revitalização é condição de sobrevivência do Rio São Francisco. Estamos em seca prolongada e a vazão do rio tem caído nesses últimos cinco anos”, disse Dauster. No mesmo sentido, o representante Jonas informou que em alguns pontos é possível atravessá-lo a pé. Por isso, o trabalho de revitalização é de longo prazo e o governo baiano pleiteará mais recursos.
Ainda sobre o tema água, Dauster aproveitou a ocasião para um novo alerta sobre a situação emergencial de abastecimento humano nas cidades do Médio São Francisco e nas que ficam no entorno do Lago do Sobradinho, no nordeste da Bahia. Ficou acertado que o Estado apresentará o mais rápido possível um estudo sobre a situação das localidades ao ministro Ochi e à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O ministro, em resposta, disse que se for caracterizada situação de emergência, atuará para resolver o problema.
Fonte - Sedur Ba.  17/09/2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Governador busca apoio do Ministério do Planejamento para obras na Bahia

Bahia

Um dos pontos tratados foi o projeto de irrigação Baixio de Irecê, projeto executado às margens do Rio São Francisco e possui 40 quilômetros de canal em condições de começar a operar. O governador quer celeridade na solução de questões burocráticas para o rápido início do funcionamento. "O Baixio tem forte impacto de emprego na região. 

Secom
foto - Camila Peres/Secom
A liberação de recursos federais para obras na Bahia nas áreas de infraestrutura hídrica, logística, mobilidade e encostas está na agenda de trabalho do Ministério do Planejamento. Em uma reunião nesta quarta-feira (26), o governador Rui Costa listou ao ministro Nelson Barbosa os pleitos para avanço de projetos essenciais.
Um dos pontos tratados foi o projeto de irrigação Baixio de Irecê, projeto executado às margens do Rio São Francisco e possui 40 quilômetros de canal em condições de começar a operar. O governador quer celeridade na solução de questões burocráticas para o rápido início do funcionamento. "O Baixio tem forte impacto de emprego na região. Precisamos com urgência dessa operação", afirmou Rui.
Mais obras de contenção em encostas de Salvador e novas unidades do Minha Casa, Minha Vida – cinco mil - para pessoas que perderam suas moradias e estão em aluguel social, também fizeram parte dos pleitos. Trata-se de uma reiteração do Governo do Estado, pois essas urgências estão nos ministérios da Integração e das Cidades.
A outra questão foi o modal Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Uma obra de mobilidade urbana em Salvador que levará passageiros de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, ao bairro do Comércio, na Cidade Baixa. O custo total é de R$ 1,1 bilhão e o Estado, diante do cenário de ajuste fiscal no governo federal, se comprometeu a entrar com metade desse valor.
Ainda fez parte da agenda do governo baiano a mudança da poligonal da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), no Porto de Aratu, em Candeias. Solicitação que o ministro se comprometeu a dar celeridade. Com isso, o Governo baiano quer área livre para Terminais de Uso Privativo (TUP).
Fonte - Secom Ba  26/08/2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mais de 1,4 mil famílias de Juazeiro recebem casa própria

Habitação

Somente em Juazeiro, já foram entregues cerca de sete mil unidades do projeto, beneficiando mais de 27 mil pessoas. O novo empreendimento entregue na cidade faz parte do maior projeto habitacional do País e que já mudou a vida de mais de 2,3 milhões de famílias brasileiras.

Sedur
fotos - Mateus Pereira/GOVBA
Cerca de seis mil moradores de Juazeiro, no norte do estado, passam a morar em casa própria com a entrega de 1.480 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, na manhã desta sexta-feira (14), no Residencial Juazeiro I. A inauguração do condomínio e a passagem simbólica das chaves aos moradores foi realizada pela presidente Dilma Rousseff, acompanhada do governador Rui Costa, do ministro da Defesa, Jaques Wagner, do secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e de outras autoridades.
Somente em Juazeiro, já foram entregues cerca de sete mil unidades do projeto, beneficiando mais de 27 mil pessoas. O novo empreendimento entregue na cidade faz parte do maior projeto habitacional do País e que já mudou a vida de mais de 2,3 milhões de famílias brasileiras. Durante a inauguração, Dilma Rousseff cumprimentou os futuros moradores do Residencial Juazeiro I e falou sobre o que essas casas representam para o País. “Esta entrega representa o quanto nós olhamos para a Bahia e para o Nordeste. O Brasil precisa que as famílias se sintam acolhidas e protegidas, porque quando as pessoas estão pagando o aluguel e em situações de vulnerabilidade ou em locais de risco, essas são as principais prejudicadas. Por isso é que dedicamos o dinheiro federal para melhorar a vida dos brasileiros necessitados, e isso beneficia o país inteiro. A construção das casas também movimenta a economia, gerando emprego e demanda por materiais que foram empregados nos imóveis, gerando renda também para a indústria”, destacou a presidente.
Para Rui Costa, a inauguração de empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida é um dos projetos que mais o emociona e orgulha. Isso porque, segundo ele, a família vai deixar de pagar aluguel para pagar parcelas de cerca de R$ 25 para um imóvel que é próprio e que representa para muitos uma conquista de vida. “Esse não é só um programa habitacional, mas é também social, porque gera milhares de empregos desde a construção. Parte dessas casas é custeada pelo povo brasileiro, que paga seus impostos. Isso só é possível agora porque temos uma gestão que se preocupa e volta a atenção para quem mais precisa”, afirmou Rui Costa.

Empreendimento
Somente nos imóveis do residencial inaugurados nesta sexta em Juazeiro, localizados no bairro de Itaberaba, foram investidos R$ 88,8 milhões. Os recursos do Governo federal criaram uma estrutura não só de moradia, mas de acesso às casas com maior segurança e tranquilidade para os futuros moradores.
fotos - Mateus Pereira/GOVBA
Além de cada imóvel possuir dois quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço, no entorno das casas foi criada toda uma infraestrutura de conforto para a população e que possibilita a chegada de transporte público. As ruas foram asfaltadas, a iluminação foi melhorada no local e áreas de lazer com quadras esportivas e parques infantis instaladas em diferentes pontos do conjunto habitacional. Entre os imóveis, 45 receberam adaptações para portadores de necessidades especiais.

Para o portador de deficiência mental, Emanuel da Silva, mais do que um sonho, a mudança para a casa própria significa a conquista de uma independência. No imóvel, ele vai morar com a companheira Bernardina, com quem se relaciona há 13 anos. “Esse é o melhor momento da minha vida. Eu, que antes morava na casa do meu pai, sempre pensei em juntar dinheiro para comprar terreno e construir uma casa, mas demoraria muito. Eu pulei essas etapas e hoje vim pegar minhas chaves. Estou muito feliz”.

Minha Casa, Minha Vida
Desde o lançamento do Programa Nacional de Habitação Popular Minha Casa, Minha Vida, na Bahia, em 2009, foram contratadas 187.407 habitações, com a entrega de 153,9 mil casas, beneficiando mais de 615 mil pessoas. No Brasil, a primeira fase do programa viabilizou a construção de mais de um milhão de moradias. A segunda etapa, lançada em 2011, tinha como previsão a contratação de duas milhões de habitações, até 2014. Essa meta já foi atingida e a soma das unidades contratadas nas duas fases do programa é de mais de 3,8 milhões de habitações.
Fonte - Sedur Ba. 14/08/2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Perto de quatro milhões de baianos ascenderam de classe social

Economia

Quase quatro milhões de baianos ascenderam de classe social. - A SEI define as classes sociais a partir do critério da Secretaria para Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal.A Bahia, nos últimos anos, vivenciou um período de redução da pobreza e da desigualdade e de ampliação do emprego e da renda. 

Nelson Rocha Publicada - TB
foto - ilustração
A progressão social da sociedade brasileira baseadas em medidas do Governo Federal – como o Bolsa Família e as linhas de crédito- impactou em mudanças concretas na vida do brasileiro de baixa renda. A Bahia, nos últimos anos, vivenciou um período de redução da pobreza e da desigualdade e de ampliação do emprego e da renda. Entre 2004 e 2013 foram 3,2 milhões de pessoas que saíram da pobreza ou extrema pobreza, e aproximadamente quatro milhões que ascenderam de classe social, sendo gerados quase 800 mil empregos de carteira assinada. Esses fenômenos foram fortemente motivados pelo efeito multiplicador das transferências diretas de renda, conforme Armando Castro, diretor de pesquisa da Superintendência de Estudo Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
“O Programa Bolsa Família (PBF) somado ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), totalizam R$ 5 bilhões anuais injetados diretamente em famílias pobres da Bahia. Esse recurso faz movimentar pequenas economias via consumo das famílias, gerando emprego no comércio e serviços pessoais, e, portanto, mais renda. No período, a Bahia saiu de 839 mil famílias beneficiárias do PBF para 1,8 milhões de famílias beneficiárias, saindo de um valor anual de repasse de R$ 530 milhões para R$ 3,3 bilhões”, diz Armando Castro.
A SEI define as classes sociais a partir do critério da Secretaria para Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal. Esta metodologia define três grupos de classes sociais (Baixa, média e alta), agrupados em 8 classes. Segundo esta metodologia, as classes sociais são: Extremamente Pobre, Pobre, Vulnerável, Baixa Classe Média, Média Classe Média, Alta Classe Média, Baixa Classe Alta, Alta Classe Alta.
Elas foram definidas a partir do grau de vulnerabilidade, desenvolvido originalmente pelo Banco Mundial, e adaptado às bases de dados disponíveis no Brasil. O grau de vulnerabilidade, por sua vez, é definido como sendo “a probabilidade de retorno (ou permanência, se a pessoa já era pobre) à condição de pobreza em algum momento dos próximos cinco anos. Esta probabilidade foi obtida a partir da observação empírica dos movimentos de ascensão e queda de renda da população brasileira nos últimos anos (usando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD, IBGE).” (SAE, 2012).
Para definição de pobreza e extrema pobreza a linha considerada foi aquela definida pelo Ministério do Desenvolvimento Social para identificar os beneficiários do programa Bolsa Família, corrigida pela inflação.
As demais classes foram definidas a partir de um processo estatístico chamado polarização, que conjuga as condições socioeconômicas e as transforma em probabilidades de movimento entre as classes com o rendimento. Assim, foram verificados quais os pontos de corte que dividem a população brasileira em três grupos (classe baixa, média e alta) de forma que o grau de vulnerabilidade seja o mais homogêneo possível do ponto de vista interno de cada grupo. O exercício estatístico resultou nos seguintes pontos de corte: 34º e 82º percentil. Assim, temos que a classe baixa termina no 34º, a classe média se situa entre o 34º e o 82º e a classe alta, do 82º em diante. Em seguida, olhamos para a renda familiar per capita correspondente a esses percentis, chegando aos valores de R$ 310 e R$1.083. A partir das 3 classes geradas pelo método da polarização (baixa, média e alta), a classe baixa foi dividida em 3 grupos, a classe média também em 3 grupos e a classe alta em 2 grupos.
Baixo crescimento econômico pode comprometer ganhos
“Como o processo de ampliação da classe média e redução da pobreza foram estimulados essencialmente pelas políticas de transferência de renda e por bons resultados econômicos, no curto prazo a expectativa é de esfriamento desse processo. Isso porque com o sucesso da incorporação de famílias na rede de proteção, as margens para crescimento de beneficiários é muito limitada.
Em seguida, não há reais possibilidades de aumentos substanciais nos valores das transferências, dada a restrição orçamentária imposta pela conjuntura recessiva e pela necessidade de superávit do Governo. Com o baixo crescimento econômico, também a geração de emprego e ganhos nos salários ficará comprometida.
Contudo, no médio e longo prazo, a tendência é de recuperação econômica, com reais possibilidades de ganhos de produtividade, uma vez que há expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura e também amadurecimento dos investimentos já realizados em educação superior e profissional. Se a política de investimento social for mantida no processo de recuperação econômica, a tendência será de continuidade da mobilidade social verificada nos últimos anos”, conclui o diretor de pesquisas da SEI.
Foto - Tribuna da Bahia  20/07/2015