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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Plano de Mobilidade para Olimpíada prevê mudanças no trânsito do Rio

Mobilidade

Locais de prova dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 só serão acessados por transporte público O acesso do público, de voluntários e de funcionários terceirizados aos locais de competição só poderá ser feito por transporte público e com a utilização do Cartão Olímpico, sem limite de viagens diárias, válido para todos os modais de transporte público da cidade.

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
Para garantir a mobilidade durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, entre 1º e 28 de agosto, a cidade do Rio de Janeiro terá 260 quilômetros de faixas prioritárias e acesso aos locais de competição somente por transporte público. Pintadas de verde, as faixas vão dar prioridade à passagem dos atletas para os locais de prova, veículos credenciados e oficiais, de forças de segurança e emergência.
Todos os trajetos para as instalações esportivas serão atendidos por BRT (Bus Rapid Train), trem ou metrô.
Os 5,5 milhões de cartões serão divididos pelas quatro zonas dos Jogos: Barra (52%); Maracanã (29%); Deodoro (12%) e Copacabana (7%). Válidos somente no período das Olimpíadas, os cartões podem ser comprados para um dia (R$ 25), três dias (R$ 70) e sete dias (R$ 160). A compra poderá ser feita pela internet com entrega nacional mediante pagamento de taxa. Os cartões serão aceitos fora do município do Rio apenas em estações de trem da Supervia e na estação das Barcas na Praça Araribóia, em Niterói.
A estimativa da prefeitura é receber cerca de 450 mil turistas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Cada uma das quatro principais zonas definidas para as competições – Barra da Tijuca, na zona oeste; Maracanã e Deodoro, na zona norte; e Copacabana, na zona sul – terá plano de mobilidade específico, com base na capacidade de assentos e na demanda por transporte público até os locais de competição.
O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, lembrou que uma série de intervenções estão em curso para garantir o bom fluxo de passageiros pela cidade a partir de agosto.
“A cidade este ano recebe a expansão do BRT no Lote Zero, ligando a Alvorada até o Jardim Oceânico, o BRT Transolímpica e um trecho da Transbrasil ligando o Fundão ao centro da cidade, além da extensão do metrô até a Barra da Tijuca. Isso vai dar ao cidadão carioca uma nova rede à sua disposição e pode ter certeza que funcionará nos jogos e funcionará ainda melhor ao fim das Olimpíadas”, disse.
A circulação de veículos pelas faixas especiais será orientada por três tipos de prioridade: nas chamadas faixas dedicadas (164 km no total), somente os veículos olímpicos poderão passar. Haverá monitoramento por radares eletrônicos durante 24h. Nas faixas prioritárias (60 Km), os veículos com credenciais olímpicas vão dividir a pista com ônibus e táxis. Já nas faixas compartilhadas (36 Km), os veículos de passeio também poderão circular.
Entre as vias que terão faixas exclusivas 24 horas estão a Linha Amarela, a Avenida das Américas, na zona oeste; o Túnel do Joá e o Aterro do Flamengo, na zona sul. Entre as vias compartilhadas está a Autoestrada Lagoa-Barra, por exemplo. Na Zona Sul, a Avenida Niemeyer será totalmente fechada ao trânsito para a passagem exclusiva dos veículos olímpicos e de moradores. Durante os Jogos, também serão implantadas alterações nos horários da área de lazer na zona sul, com suspensão do fechamento do Aterro do Flamengo para carros aos domingos e feriados. Em Copacabana e Ipanema a área de lazer será mantida, com exceção dos dias de provas de ruas.

Outras mudanças
A prefeitura ainda estuda se decretará feriado ou ponto facultativo no município em alguns dias dos Jogos e se vai reduzir vagas públicas de estacionamento. Serviços como coleta de lixo domiciliar e reparos em vias públicas poderão ter horários alterados, bem como as autorizações para carga e descarga. A secretaria está desenvolvendo um aplicativo para celular, em diferentes idiomas, que dará informações em tempo real sobre a rede de mobilidade do Rio, trajetos de trens, ônibus municipais, BRT, metrô e barcas e as instalações esportivas.
Fonte - Agência Brasil  04/01/2016

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Envelhecimento da população provoca mudanças na sociedade

Mobilidade

Melhoria da mobilidade urbana para idosos passa a ser assunto importante.Cidades despreparadas para a mobilidade dos idosos exigem cuidados redobrados ao transitar. 

Mariana Czerwonka 
Portal do Trânsito
foto - ollirg / Shutterstock.com[/caption]
A população envelhece em ritmo acelerado. Hoje já são 901 milhões de pessoas acima dos 60 anos, o que soma 12% da população mundial, de acordo com relatório global da HelpAge International. Com os avanços da medicina, a maior adesão às atividades físicas e a preocupação com hábitos mais saudáveis, a expectativa de vida também aumentou, sendo que, em 2050, 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos - e a média de vida do brasileiro será de 81,29 anos.
Com o aumento da população idosa brasileira, surgem também preocupações que envolvem a mobilidade dos mais velhos, já que cresce também a demanda por estruturas adaptadas para este público. O diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, destaca que no Brasil 30% das vítimas de atropelamentos são idosos. Para ele um dos grandes problemas das cidades são os acessos precários, com calçadas esburacadas, falta de iluminação e a falta de respeito de parte da população com os idosos. “Para que haja mudança é preciso conscientizar e educar a população com mais ação dos órgãos públicos e um tratamento inclusivo do idoso”, afirma.
O médico geriatra e professor da USP, Paulo Camiz, comenta que, com cidades despreparadas para a mobilidade dos idosos e o trânsito caótico, além dos atropelamentos, é preciso cuidado redobrado para evitar quedas. É estimado que a cada três indivíduos com mais de 65 anos, pelo menos um já sofreu alguma queda. “Todos caem, porém, jovens se levantam. O idoso cai e, dependendo do resultado da queda, fica impossibilitado de se levantar”, comenta o especialista.
Ele lembra ainda que mesmo aqueles que conseguem erguer-se novamente, podem ficar com trauma psicológico. “É normal ficar com medo de cair novamente. Isso faz com que o idoso opte por andar menos, e, com isso, aumente o seu isolamento. Além disso, a imobilidade faz com que a musculatura comece a ser perdida, proporcionando uma marcha cada vez mais instável e maior chance de cair”, complementa.

Mudança cultural é necessária
A arquiteta urbanista e professora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Andréa H. Pfützenreuter comenta que, além das rampas e vagas especiais, as cidades precisam facilitar o deslocamento para os idosos, priorizando sua caminhabilidade. “Precisamos pensar em uma cidade que nos acolha ao envelhecer. Do que valem as adaptações se os idosos não são bem recebidos ou tem dificuldade em alcançar o local? O trajeto passa a ser um martírio e uma dificuldade”, explica ela, que ressalta que não se trata apenas de aspectos físicos, mas também culturais de inclusão.
Ao andar a pé, são inúmeras as situações que podem prejudicar o trajeto de um idoso. “A falta de infraestrutura e manutenção das vias favorecem quedas, torções, a visão focada para baixo para olhar onde está pisando e a insegurança”, comenta.
Não é apenas o deslocamento a pé que oferece riscos aos idosos. Quando se trata de veículos coletivos, a altura elevada do piso (quando o ônibus não tem o piso rebaixado) é uma barreira a ser transposta, além dos ruídos que dificultam a audição em uma conversa, a velocidade no trajeto (quando não controlada) ou a frenagem brusca geram insegurança e riscos de quedas.
“No transporte individual, o maior cuidado que o idoso deve ter é com sua própria segurança devido à perda gradativa de sentidos como audição, reflexos e visão”, ressalta Andrea. Ela ainda lembra que a falta de educação e prestatividade por parte de outros pedestres, motoristas ou passageiros também são desestimulantes para o deslocamento dos idosos. “As vias são locais de encontros e de percepções das paisagens que estimulam o convívio, a memória e a socialização do idoso, porém, quando ele não se sente seguro para realizar os trajetos, essas características são perdidas. É preciso maior conscientização e educação por parte da população e mais ação dos órgãos públicos, com um tratamento que inclua o idoso, apostando em melhores calçadas e iluminação”, conclui.
Fonte - Portal do Trânsito  06/11/2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Berzoini assume Comunicações e diz que fará debate democrático sobre regulação

Comunicação

O novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse que vai começar o processo de discussão sobre a regulamentação econômica da mídia.“É importante abrirmos um debate muito fraterno, muito transparente para que a população brasileira, suas representações empresariais, sindicais, sociais, possam debater com muita profundidade e muita democracia o que significam as comunicações geral no Brasil.....

Mariana Jungmann 
Repórter da Agência Brasil 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, recebeu o cargo hoje (2) do ex-ministro Paulo Bernardo e disse que vai começar o processo de discussão sobre a regulamentação econômica da mídia. Segundo Berzoini, todos os setores interessados no assunto serão ouvidos e não há ainda prazos ou ações concretas definidos.
“É importante abrirmos um debate muito fraterno, muito transparente para que a população brasileira, suas representações empresariais, sindicais, sociais, possam debater com muita profundidade e muita democracia o que significam as comunicações geral no Brasil, especialmente as comunicações que são objeto de concessão pública”, disse.
Ainda segundo ele, não há uma proposta prioritária nesse sentido: serão ouvidos todos os setores interessados, sem prazos ainda para a conclusão do debate.
“Vamos ouvir todas as propostas apresentadas. Estamos abrindo um processo com tranquilidade, lembrando que o Ministério das Comunicações tem várias missões importantes. Essa é uma delas. Se for bem conduzida, pode ser bem sucedida. Se houver participação popular, tanto melhor. E se houver o envolvimento de todos nesse debate certamente produziremos algo que será bom para o país”, disse.
O novo ministro disse ainda que a Constituição garante a liberdade de expressão em diversos de seus artigos: isto não será ameaçado pelo projeto de regulação. Ele lembrou ainda é o Congresso Nacional que regulamenta artigos constitucionais, mas disse que o governo pode fazer propostas e tomar a frente no processo de debate sobre essa questão.
Durante a cerimônia de transmissão de cargo para Berzoini, Paulo Bernardo lembrou diversos projetos que tocou à frente do ministério durante os últimos quatro anos. “Quando me confiou a chefia da pasta de Comunicações, a presidenta Dilma estabeleceu como prioridade principal trabalhar pelo acesso à banda larga e ampliar o acesso às comunicações”, disse.
Segundo ele, entre dezembro de 2010 e agosto de 2014 o acesso à banda larga cresceu mais de 300%, crescimento de 57% em banda larga fixa e de mais de 600% em banda larga móvel, como 3G e 4G. Uma das missões de Berzoini, segundo ele, será universalizar o acesso à internet no país.
Além disso, Bernardo disse que a cumpriu com a missão de implementar a TV Digital, mas caberá a Berzoini concluir o processo de migração do modelo analógico para o digital. O ex-ministro apontou ainda outras questões que devem ser resolvidas pelo novo titular. “Passarão temas e decisões fundamentais para vida dos cidadãos, como governança mundial na internet, associada à regulamentação que deve ser feita este ano à lei do marco civil da internet, atuação de mídia e sua situação regulatória, TV digital e banda larga para todos”, disse.
Fonte - Agência Brasil  02/01/2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Obras do VLT provocam mudanças no trânsito do centro do Rio

Transportes sobre trilhos

Na Avenida Rio Branco as alterações ocorrerão em duas etapas, dias 15 e 29 deste mês, enquanto o terminal será desativado definitivamente a partir do próximo dia 23 deste.

Da Agência Brasil 
foto - ilustração
O prefeito Eduardo Paes anunciou hoje (4) novas mudanças no trânsito do centro do Rio de Janeiro e da zona portuária, devido às obras de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) e à reurbanização da Praça da Misericórdia. Na Avenida Rio Branco as alterações ocorrerão em duas etapas, dias 15 e 29 deste mês, enquanto o terminal será desativado definitivamente a partir do próximo dia 23 deste.
O reordenamento das linhas de ônibus, anunciado para 8 de novembro, pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, foi adiado para o dia 15, para não atrapalhar os deslocamentos de quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na cidade, dias 8 e 9. Também no dia 15 ocorrerá a segunda etapa de fechamento da Avenida Rio Branco, que será interditada parcialmente no trecho entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Visconde de Inhaúma.
Segundo Paes, a alteração de maior impacto será no dia 29, quando três faixas da Avenida Rio Branco ficarão fechadas no sentido Candelária, entre as avenidas Presidente Vargas e Beira Mar, e o trânsito terá sentido único para o Aterro do Flamengo. O prefeito informou que várias linhas de ônibus serão desviadas para a Avenida Presidente Antônio Carlos e para a Rua Primeiro de Março.
O Terminal da Misericórdia, na Praça XV, será fechado no próximo dia 23, e o secretário de Transportes disse que os passageiros serão devidamente informados sobre as mudanças planejadas para a área entre Avenida Churchill, Rua Santa Luzia e Praça Marechal Âncora, na região do Castelo.
Em nota, a prefeitura informa que a área do Terminal da Misericórdia será transformada em praça, e fará parte do passeio público que se estenderá até o Armazém 8 do Cais do Porto, em um caminho arborizado com ciclovia, área de convivência e passagem do VLT. O passeio terá 3,5 quilômetros de extensão e 215 mil metros quadrados de área.
A notícia desagradou a alguns cariocas, como a técnica administrativa Cláudia Regina de Assis, que desembarca diariamente no Terminal Misericórdia para ir a um curso no Clube da Aeronáutica. "Serei prejudicada, comecei a fazer o curso há pouco tempo e não sei andar direito por essa parte do centro. Além disso, o terminal fica quase em frente [ao clube], mas depois que ele for desativado vou ter que andar mais", lamentou.
O estudante Luiz Felipe Gonçalves passa todos os dias pela Avenida Rio Branco e ressalta o transtorno para quem pega ônibus nos pontos do local. “Uma hora o ponto é lá, outra hora é aqui, depois volta para lá, uma confusão só. Toda vez que mudam o itinerário, a gente fica perdido, tem que ficar andando e pedindo informação e, nesta época do ano, com o calor forte, vai ser pior ainda”, criticou.
O aposentado Paulo Renaldo Cordeiro frequenta o centro duas vezes por semana e se diz mais otimista com as alterações. “No começo, é difícil mesmo, mas as pessoas se adaptam. Se as mudanças trouxerem melhorias no futuro, vai valer a pena”, acredita.
Fonte - Agência Brasil  04/11/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mudanças vão reduzir o tempo de viagens de trem no RJ, diz Supervia

Transportes sobre trilhos

Alterações serão feitas nos ramais de Japeri, Santa Cruz e Deodoro. Segundo a concessionária, viagens vão aumentar de 826 para 1065 por dia.

G1

A partir de hoje (27), mudanças no sistema de trens da Supervia devem reduzir o tempo de viagem nos ramais de Japeri, Santa Cruz e Deodoro. A demora no atendimento é uma das principais queixas dos passageiros, conforme mostrou o RJTV.
Para acelerar as viagens, a Supervia criou rotas expressas para os ramais de Japeri e de Santa Cruz. O intervalo das partidas dos dois ramais até Deodoro será de oito minutos, o dia inteiro, e não apenas nos horários de pico.
A partir de Deodoro, as composições das rotas expressas vão ter os intervalos reduzidos de oito para quatro minutos, e vão parar apenas em Madureira, no Maracanã e na Central.
A expectativa é que o tempo de viagem nos ramais de Japeri e de Santa Cruz até a Central seja reduzido em dez minutos.
De acordo com a Supervia, o número de viagens nos ramais de Santa Cruz e de Japeri vai aumentar de 826 para 1065 por dia. Desta forma, mais passageiros serão transportados. O número de lugares vai subir de 1,7 milhão para 2,1 milhões por dia.
As demais estações dos ramais de Japeri e de Santa Cruz vão ser atendidas somente pelos trens paradores do ramal de Deodoro. Eles também terão os intervalos reduzidos, de dez para seis minutos, graças a mudanças no sistema de sinalização.
Segundo a Supervia, além da rapidez, a medida dará mais segurança. A redução dos intervalos só foi possível depois da troca do sistema de sinalização antigo por um sistema mais moderno.
Até 2016, a empresa pretende concluir a nova sinalização em todo o trecho operado pela concessionária.
Fonte - STEFZS  27/10/2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cresce rejeição a Marina, que já pensa em trocar equipe de marketing

Eleições

Marina deveria se dedicar no programa a comunicar seu número - As mudanças, segundo nota publicada na edição desta quinta-feira do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, passariam a valer para o segundo turno das eleições, caso a candidata chegue até lá.

Correio do Brasil - Da Redação 

Diante dos últimos resultados da última pesquisa Datafolha, que revela uma escalada nos índices de rejeição da candidata MarinaSilva (PSB/Rede Sustentabilidade), o PSB já estuda mudanças na equipe de marketing. As mudanças, segundo nota publicada na edição desta quinta-feira do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, passariam a valer para o segundo turno das eleições, caso a candidata chegue até lá.
“Dirigentes da legenda consideram que o grupo precisa ser ‘turbinado’ e que a campanha na televisão também precisa melhorar. Uma das constatações é a de que Dilma Rousseff, por ser governo, tem material de sobra para rechear o tempo de TV do segundo turno (cada uma terá direito a dez minutos) com obras de sua gestão. Já a equipe de Marina precisaria quebrar a cabeça, já que discursar por tanto tempo seguido sobre propostas para o futuro seria ‘suicídio’ para qualquer político, por mais carismático que seja”, diz a nota.
O fato é que a pesquisa do Datafolha localizou o início da tendência de queda de Marina e de crescimento de seus adversários nas intenções de voto para o primeiro turno, apenas o próximo levantamento com um terceiro ponto na evolução poderá confirmar a nova diretriz. Há, no entanto, elementos que podem confirmar a desconstrução da imagem pública de Marina. A continuidade do crescimento de sua taxa de rejeição – que oscilou de 15% para 18% desde o fim de agosto – é um deles. Trata-se do índice mais alto de reprovação da ex-senadora até agora, semelhante ao que exibia no final do primeiro turno de 2010, quando não sofreu questionamentos comparáveis aos atuais.
Outro ponto que nesta etapa da disputa serve mais para ilustrar o potencial das candidaturas do que propriamente embasar prognósticos é o de segundo turno. “Apesar de também apresentar variações dentro da margem de erro em relação à semana passada, a vantagem de Marina para Dilma caiu de 10 para 4 pontos em 12 dias”, diz a análise da pesquisa, assinada por Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do instituto.
“O tom dos ataques a Marina parece atingir, nesse primeiro round, segmentos do eleitorado com renda superior a 5 salários mínimos. Também é curiosa a retomada de apoio a Dilma na região Norte, origem de Marina, e, por outro lado, o melhor desempenho da ambientalista no Centro-Oeste”, continua a análise.
Com os resultados do estudo do Datafolha que combina variáveis para medir o grau de afinidade do eleitor com os candidatos, é possível chegar ao piso e teto de cada um neste momento. Os intervalos projetam a volatilidade das candidaturas para um espaço curto de tempo. Dilma tem hoje piso de 32% de intenções de voto e teto de 39%. Em relação a Marina, esses índices correspondem a 28% e 37% e para Aécio, eles são de 12% e 19%.
“Mudanças significativas nas curvas de total das intenções de voto daqui para frente dependem, porém, do quanto a campanha de desconstrução da ex-ministra alcançará setores de peso relevante na composição do eleitorado, como moradores do Sudeste e os de menor renda e escolaridade média. Se nos próximos dias seus adversários não conseguirem o feito, melhor do que se preocupar em responder aos ataques, Marina deveria se dedicar no programa a comunicar seu número. Apenas 25% dos que pretendem elegê-la sabem dizer os algarismos que devem digitar na urna”, conclui.
Fonte - Correio do Brasil  11/09/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Terras indígenas brasileiras são exemplo no combate a mudanças climáticas

Meio Ambiente

O relatório Garantindo Direitos, Combatendo a Mudança Climática: como Fortalecer os Direitos Florestais Comunitários Reduz a Mudança Climática aponta que as florestas brasileiras possuem cerca de 63 bilhões de toneladas de carbono armazenado e que parte desse carbono está em reservas indígenas legalmente reconhecidas.

Andreia Verdélio 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
“Fortalecer os direitos florestais comunitários é uma estratégia essencial para reduzir bilhões de toneladas de emissões de carbono, sendo uma maneira efetiva para os governos cumprirem com as metas climáticas, proteger as florestas e proteger a subsistência de seus cidadãos.” Esse é o resultado de um estudo publicado pelo World Resources Institue (WRI) em parceria com o Rights and Resources Initiative (RRI), que coloca gestão das terras indígenas brasileiras como modelo de sucesso.
O relatório Garantindo Direitos, Combatendo a Mudança Climática: como Fortalecer os Direitos Florestais Comunitários Reduz a Mudança Climática aponta que as florestas brasileiras possuem cerca de 63 bilhões de toneladas de carbono armazenado e que parte desse carbono está em reservas indígenas legalmente reconhecidas.
Por outro lado, o estudo também indica que o Brasil é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento no mundo e também quem mais desmata a Amazônia, o que poderia ser pior se as comunidades indígenas não tivessem direitos legais sobre a floresta e proteção do governo, aponta.
Embora a demarcação e o processo de registro sejam lentos, de 1980 a 2007, cerca de 300 terras indígenas foram reconhecidas no Brasil, diz o relatório. Nesses casos, os recursos florestais podem ser utilizados para fins comerciais sujeitos a um plano de sustentabilidade, mas o corte de árvores para a venda requer a aprovação do Congresso Nacional.
Uma análise do WRI para o desmatamento na Amazônia brasileira mostra que, de 2000 a 2012, a perda de florestas foi 0,6% dentro de terras indígenas em comparação a 7% fora dessas áreas. Assim, as reservas indígenas possuem 36% mais carbono por hectare do que as demais áreas de florestas da região.
foto - ilustração
A perda florestal de 22,5 milhões de hectares na Amazônia brasileira fora dos territórios indígenas resultou em 8,7 bilhões de toneladas de gás carbônico emitidos. Já em terras indígenas, foram produzidos 311 milhões de toneladas de gás carbônico, no mesmo período, a partir do desmatamento de cerca de 677 mil hectares de florestas, ou seja, 27 vezes menos emissões de gases do efeito estufa.
“O governo brasileiro geralmente protege os direitos dos povos indígenas da floresta, mas os povos indígenas, muitas vezes defendem à força a sua própria floresta de madeireiros, fazendeiros, grileiros e outros intrusos”, alertam os autores do relatório.
A conclusão para o Brasil é que a garantia de direitos indígenas mais consistentes poderia impedir o desmatamento de 27.2 milhões de hectares até 2050, ou seja, 12 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono seriam evitadas - equivalente a três anos de emissões em todos os países da América Latina e do Caribe.
“Outros países de média e baixa renda densamente florestados podem proteger suas florestas, reduzir as suas emissões de gás carbônico e proporcionar outros benefícios para as comunidades, seguindo a abordagem do Brasil”, sugere o relatório.
Em todo o mundo, 513 milhões de hectares de florestas são reservadas às comunidades tradicionais e indígenas e contém 37,7 bilhões de toneladas de carbono armazenado - o equivalente a 29 vezes as emissões anuais de todos os usuários de veículos no mundo. O desmatamento e outros usos da terra representam 11% das emissões mundiais de dióxido de carbono, sendo que 13 milhões de hectares de floresta são desmatados todos os anos, um desmatamento de 50 hectares por minuto.
Diante dos dados, “a fraca proteção legal para as comunidades da floresta não é apenas um problema de terras ou acesso a direitos, é um problema da mudança climática. Impedir ações que comprometam os direitos florestal comunitários é parte da solução”, diz o relatório, que objetiva incentivar a comunidade internacional a dar prioridade às comunidades florestais no mundo em desenvolvimento como uma defesa contra o aumento da temperatura global.
O estudo quantificou o carbono em 14 países com grandes áreas de florestas tropicais na América Latina, África e Ásia e reforça também que a maioria das reservas florestais comunitárias estão em países de média e baixa renda, com fortes pressões por desmatamento.
O relatório destaca países que servem como exemplos de locais onde o manejo florestal comunitário e a garantia de direitos à terra ajudaram a proteger as florestas como México, Tanzânia e Nepal; além de países onde isso não ocorre, seja devido à falta de direitos, com na Indonésia, ou onde os direitos são mal aplicados, como no Peru. Ele também aponta as forças contra as quais as comunidades têm que lutar - como madeireiros ilegais, traficantes de droga e produtores de óleo de palma - na tentativa de preservar as florestas de onde tiram seu sustento.
O relatório faz cinco recomendações principais aos governos para maximizar o potencial de mitigação climática das florestas comunitárias: fornecer às comunidades o reconhecimento legal de direitos florestais; impor esses direitos, como o mapeamento de fronteiras e a expulsão de invasores; fornecer assistência técnica e treinamento para que as comunidades melhorem o uso sustentável das florestas e o acesso ao mercado; envolver as comunidades na tomada de decisões em relação a investimentos que afetem suas florestas; e compensar financeiramente as comunidades pelos benefícios climáticos e outros benefícios fornecidos pelas florestas.
Fonte - Agência Brasil  24/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Passageiros estão perdidos com as novas mudanças de rota no transporte público em Salvador

Salvador

Após a mudança que ocorreu ontem (20) de catorze linhas de ônibus coletivos, em Salvador, os passageiros, em diversos pontos da cidade, encontraram dificuldades para fazer seu trajeto habitual.

Chayenne Guerrero - TB
Foto: Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia
O objetivo da mudança era aperfeiçoar o serviço prestado e não interferir na rotina dos usuários do transporte público, mas o resultado foi um pouco diferente
Após a mudança que ocorreu ontem (20) de catorze linhas de ônibus coletivos, em Salvador, os passageiros, em diversos pontos da cidade, encontraram dificuldades para fazer seu trajeto habitual.
Comerciante, Ana Rosa faz o trajeto do bairro de Luis Alselmo, até o Itaigara, todos os dias. Com a mudança, ela se confundiu e acabou pegando o ônibus errado. “Aqui no meu bairro, a linha da Pituba, era feita por apenas uma empresa, então quando eu via a cor do automóvel, já entrava. O resultado foi que peguei o ônibus errado e além do gasto extra, ainda vou chegar atrasada no trabalho,” lamenta a comerciante.
O objetivo da mudança era aperfeiçoar o serviço prestado e não interferir na rotina dos usuários do transporte público, mas o resultado foi um pouco diferente. “Eu pegava o ônibus pra Valeria, mas agora trocou, não sei qual pegar. Perguntei ao despachante, mas ele não soube informar. Deveria ter alguém aqui, pra ajudar a gente, mas infelizmente temos que recorrer aos ambulantes,” reclamou a secretáaria Martha Borges.
A troca de linhas foi feita entre as empresas BTU, Central, Rio Vermelho e Verdemar. Além disso, as linhas Villamar/Trobogy e Mata Escura/Comércio/Lapa trocam de empresas e de código de identificação.
A partir de agora, com a mudança das linhas, a empresa BTU, que fazia a linha Nova Brasília x Trobogy, será operada pela Verdemar. Ainda sobre a BTU mudam as linhas Est. Pirajá x Barra 2 e Cajazeiras XI x Pituba, que vão ser operadas pela Central.
A Central, que cobria as linhas Nordeste-Baixa Dos Sapateiros, Nordeste-Joanes/Lobato, Nordeste-Lapa, Nordeste-Ribeira, Est. Mussurunga x Barra 1, cede o posto para a BTU. Além disso, a linha da Central Mata Escura x Lapa, será administrada pela empresa Rio Vermelho.
Outra linha que muda é a Luis Anselmo x Pituba, que antes era feita pela Verdemar e agora é de responsabilidade da Rio Vermelho. Por fim, a empresa Rio Vermelho, passa a linha Cj. G. Marback x São Joaquim, para a BTU, e a Est. Pirajá x Est. Mussurunga/Aeroporto, para a Central.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transportes (Semut), no próximo domingo, outra mudança será realizada: 11 linhas das empresas Capital e Ilha Tropical Transportes serão remanejadas para outras empresas.
A equipe da Tribuna da Bahia entrou em contato com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), para apresentar os problemas e encontrados e saber quais medidas iriam ser tomadas para auxiliar a população, mas até o fechamento dessa edição não teve resposta da assessoria do órgão
Fonte - Tribuna da Bahia 22/07/2014

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Brasil sediará conferência mundial sobre governança da internet em 2014

Internacional

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O Brasil vai sediar no ano que vem um encontro para discutir as mudanças necessárias para a governança da internet. Após se encontrar com o presidente da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), Fadi Chehadé, a presidenta Dilma Rousseff concordou em reunir líderes globais de diferentes setores interessados no tema.
De acordo com Chehadé, o mundo conta com a liderança brasileira nesta questão, depois que a presidenta Dilma Rousseff discursou na abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU, ocorrida em setembro nos Estados Unidos. “O mundo ouviu a presidenta brasileira, que falou com profunda convicção, com muita coragem, e externou a frustração que muitas pessoas, em todo mundo, sentiam com o fato de que a confiança havia sido quebrada que temos com relação à internet”, disse, revelando que o discurso de Dilma foi a motivação da sua proposta para o encontro.
Chehadé citou as denúncias de espionagem envolvendo a comunicação de autoridades e cidadãos brasileiros, dentre eles a própria presidenta, a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia. “Vim solicitar à presidenta que elevasse sua liderança a um novo nível, de modo a assegurar que todos possamos nos reunir em torno de um novo modelo de governança, em que todos sejamos iguais”, afirmou. O presidente da Icann disse que as futuras decisões sobre como os líderes poderão gerir a internet devem ter como base os princípios do Marco Civil brasileiro, que tramita no Congresso Nacional.
Fadi Chehadé esteve anteontem (7) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a fim de pedir ajuda do Brasil para iniciar os debates sobre mudanças na governança da internet, e disse que as articulações devem começar este ano. Segundo ele, a necessidade de um novo órgão gestor da internet passa pela participação de múltiplos atores, não só do governo.
“Entendo que a internet tem um novo recurso, que exige participação ativa por parte dos governos, dos seus respectivos órgãos no âmbito das Nações Unidas, mas também no âmbito dos usuários, da sociedade civil, dos técnicos, que afinal de contas fazem a internet funcionar”, defendeu Chehadé. Para o presidente da corporação, os acadêmicos e industriais precisam participar do debate, pois refletem sobre o direito e fazem a gestão da infraestrutura da internet.
O presidente da Icann disse que as empresas de telecomunicações devem também participar da conferência. “Elas são parte integrante da família com a qual precisamos trabalhar”, afirmou.
Segundo Paulo Bernardo, a presidenta Dilma concordou que as mudanças na governança da rede devem ocorrer de forma multilateral e com a participação de todos os atores que se envolvem a internet, e disse que não se pode “permitir que interesses econômicos, políticos e religiosos interfiram na livre circulação das ideias”. O ministro informou que a sugestão da presidenta é que o evento ocorra em abril de 2014 no Rio de Janeiro.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Edvaldo Brito discute com Paulo Câmara e avisa que IPTU pode parar na Justiça

Política

Rodrigo Aguiar e
Sandro Freitas
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A tensão que ronda na Câmara Municipal de Salvador na noite desta quarta-feira (18) atinge até os vereadores tidos como mais contidos e provoca embates constantes. Um deles envolveu o petebista Edvaldo Brito, que mais uma vez criticou a decisão dos colegas de votarem um projeto que nunca viram. Isso porque que um acordo do prefeito ACM Neto (DEM) com legisladores petistas resultou em mudanças de última hora em parte do projeto do IPTU. Inicialmente o antigo vice-prefeito da capital baiana pediu um prazo de 48 horas para analisar melhor as alterações, alegando que tinha como base o regimento da Casa. Contudo, o requerimento foi negado pelo presidente da Casa Legislativa, Paulo Câmara (PSDB), que também usou o mesmo regimento, mas com um entendimento contrário. “Se não fosse a urgência urgentíssima, podia levar o projeto e ficar até dez dias. [...] Não é legal, não é correto? É a lei”, resumiu. Edvaldo Brito alegou que poderia sim ter um novo prazo para análise, mesmo com a aprovação da urgência urgentíssima para agilizar o trâmite da votação. Brito então disparou contra os pares e ainda avisou que se o projeto for aprovado, o que deve acontecer, a medida pode parar na Justiça. “Não sei o que poderá ser feito, mas entendo que existem inconstitucionalidades que irão incomodar aos atingidos pela lei imperfeita que sair daqui. Ninguém viu o substitutivo! Como se pode votar o que não se viu”, questionou o vereador do PTB. A prática de se votar textos desconhecidos é comum na Câmara, fato mais uma vez comprovado na sessão que acontece na noite desta quarta-feira (18). Os vereadores estão votando o novo projeto enviado pelo prefeito mesmo sem terem conseguido ler o substitutivo. Normalmente, os legisladores são orientados por líderes da bancada sobre como devem proceder. Edvaldo ainda negou que tenha medo de retaliações, já que pretende colocar uma emenda que isenta creches de pagarem o IPTU.
Fonte - Bahia Notícias  18/09/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Temer recua e diz que governo quer que mudanças do plebiscito valham para 2014

Mais cedo, o vice-presidente declarou que não há tempo hábil para a nova legislação vigorar


Do R7
O vice recuou da declaração que havia dado sobre o plebiscito
Elza Fiúza ABr
O vice-presidente Michel Temer emitiu nota oficial nesta quinta-feira (4) recuando da declaração que tinha dado no começo da manhã dizendo que o plebiscito proposto pelo governo para a realização de uma reforma política deve acontecer só em 2014.
Na nota, Temer afirma que o governo mantém a intenção de que o plebiscito sobre a reforma política valha já para as eleições de 2014.
O vice diz ainda que suas declarações apenas refletiram "a opinião de alguns líderes da base governista da Câmara, em função dos prazos indicados pelo TSE para a consulta popular".
Pela legislação eleitoral, para que as novas regras valessem já no pleito de 2014, elas precisariam ser aprovadas um ano antes das eleições. Essa data limite cai no dia 5 de outubro deste ano.
Base aliada
A base aliada na Câmara deve votar, na próxima terça-feira (9), novos procedimentos eleitorais. Segundo o líder do PTB, deputado Jovair Arantes, eles já valerão para 2014, mas não deu detalhes. Para ele, há consenso na base que não seria possível fazer um plebiscito em 2013.
— Não podemos fazer nada apressadamente sob pena de fazermos um monstrengo que nada vai resolver. É uma decisão sábia, importante e politicamente correta.
Plano B
Mesmo com as sugestões apresentadas pelo Executivo para o plebiscito, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse na terça-feira (2) que criará um grupo de trabalho para elaborar, em 90 dias, um anteprojeto de reforma política. Pelas regras legislativas, a proposta precisa ser formulada primeiro por um deputado federal e tramitar na Câmara, antes de seguir para a avaliação dos senadores.
— Por precaução ou por prevenção, vou fazer uma proposta para formação de um grupo — que em um prazo improrrogável de 90 dias, ouvindo toda a sociedade, todos os movimentos que queiram participar — vai fazer um projeto de reforma que esta Casa tem o dever de fazer.
Essa ideia, no entanto, já tramita no Congresso há muitos anos sem que saia do papel. Um projeto sobre a reforma política está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados desde o ano passado. O relator da matéria, deputado Henrique Fontana (PT-RS), não perdeu ainda a esperança de ver seu relatório ser analisado pelos demais deputados. Segundo Fontana, o texto chegou “à porta do plenário”, mas não foi apreciado por falta de um acordo entre os líderes partidários.
O deputado afirma que a matéria, que há 15 anos é discutida pelos parlamentares sem que se chegue a um acordo que permita a votação, é de fato “complexa”. Segundo ele, existem “interesses diversos” que são difíceis de conciliar.
Veja a íntegra da nota de Temer - 
Em face das notícias veiculadas a respeito da minha reunião com os líderes da base aliada na Câmara dos Deputados, esclareço que:
1. A minha declaração sobre a realização do plebiscito da reforma política relatou a opinião de alguns líderes da base governista na Câmara, em função dos prazos indicados pelo TSE para a consulta popular.
2. Embora reconheça as dificuldades impostas pelo calendário, reafirmo que o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014.
3. Reafirmo o compromisso deste governo, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em reunião com todos os governadores e prefeitos de capital, com uma reforma política que amplie a representatividade das instituições através de consulta popular. Na reunião de hoje, foi unânime entre as lideranças dos partidos políticos o apoio a esta tese.
4. Na próxima semana, será realizada reunião com os líderes da base no Senado para reafirmação do apoio à tese e discussão da elaboração do decreto legislativo convocando o plebiscito.
Fonte - R7.com    04/07/2013

domingo, 9 de junho de 2013

A partir de amanhã, comércio tem de informar tributos na nota fiscal

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de amanhã (10), os estabelecimentos comerciais de todo o país são obrigados a discriminar na nota fiscal ou em local visível os impostos embutidos no preço dos produtos e serviços. De acordo com a Lei 12.741, quando fizer uma compra, o consumidor tem de ser informado sobre o valor aproximado do total dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda.
Embora a lei estabeleça para esta segunda-feira a data em que a exigência entra em vigor, muitos empresas alegam que falta ainda a regulamentação da lei e dizem que, por isso, não sabem como adequar seus sistemas informatizados às novas regras.
O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Junior, foi enfático ao dizer que o setor que representa não está preparando para as mudanças. “O Ministério da Justiça tem de regulamentar a lei. Só a partir da regulamentação teremos a noção correta de como as empresas se prepararão para discriminar corretamente os impostos nas notas”, disse Pellizzaro à Agência Brasil.
Segundo ele, as companhias de pequeno porte terão muita dificuldade porque as empresas que fornecem os programas de computador para elas não sabem ainda como adequar os sistemas. Pellizzaro também acredita que as entidades de defesa do consumidor não autuarão as empresas antes da regulamentação. Para ele, depois de publicada a regulamentação da lei, é possível que seja dado um prazo para que as empresas ajustem os sistemas informatizados.
Até a última sexta-feira (7), o Procon do Distrito Federal manifestava disposição de cumprir a lei. Ao ser consultado, um dos supervisores, que preferiu não se identificar, informou que a orientação era cumprir a lei, já que as empresas tiveram, desde dezembro, data da publicação da lei, prazo suficiente para se adequar.
À Agência Brasil, o Ministério da Justiça não informou quando a regulamentação será publicada, mas o presidente da CNDL acredita que isso ocorra nesta semana.
Pela lei, a apuração do valor dos tributos incidentes deve ser feita separadamente para cada mercadoria ou serviço,, inclusive na hipótese de regimes jurídicos tributários diferenciados dos respectivos fabricantes, varejistas e prestadores de serviços, quando couber.
Pela lei, têm de ser informados ao consumidor os impostos sobre Operações Financeiras (IOF) e sobre Produtos Industrializados (IPI), o relativo ao Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), as contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), além dos impostos Sobre Serviços (ISS) e sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
Fonte - Agência Brasil  09/06/2013