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domingo, 27 de setembro de 2015

Meta do Brasil é reduzir emissão de gases em 43% até 2030, anuncia Dilma

Meio Ambiente

Durante seu discurso, Dilma destacou que os números serão levados à Conferência do Clima, em Paris, como compromisso assumido pelo governo brasileiro. “A Conferência de Paris é uma oportunidade única para construirmos uma resposta comum para o desafio global de mudanças do clima. 

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que as metas brasileiras para reduzir a emissão de gases de efeito estufa são de 37% até 2025 e de 43% até 2030. O anúncio foi feito durante a Conferência das Nações Unidas para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, em Nova York. O ano-base utilizado para os cálculos, segundo ela, é 2005.
Durante seu discurso, Dilma destacou que os números serão levados à Conferência do Clima, em Paris, como compromisso assumido pelo governo brasileiro. “A Conferência de Paris é uma oportunidade única para construirmos uma resposta comum para o desafio global de mudanças do clima. O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gás de efeito estufa, sem comprometer nosso desenvolvimento econômico e nossa inclusão social”.
A presidenta citou ainda o que chamou de objetivos ambiciosos para o setor energético, com destaque para a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética. No mundo, a média, segundo ela, é de 13%. Os demais anúncios feitos por Dilma incluem a participação de 66% de fonte hídrica na geração de eletricidade; a participação de 23% de fontes renováveis, eólica, solar e biomassa na geração de energia elétrica; o aumento de cerca de 10% na eficiência elétrica; e a participação de 16% de etanol carburante e demais fontes derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética.
“As adaptações necessárias frente a mudança do clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e consumo”, disse. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. Temos uma das maiores populações e PIB [Produto Interno Bruto] do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, completou.
Fonte - Agência Brasil  27/09/2015

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mudanças vão reduzir o tempo de viagens de trem no RJ, diz Supervia

Transportes sobre trilhos

Alterações serão feitas nos ramais de Japeri, Santa Cruz e Deodoro. Segundo a concessionária, viagens vão aumentar de 826 para 1065 por dia.

G1

A partir de hoje (27), mudanças no sistema de trens da Supervia devem reduzir o tempo de viagem nos ramais de Japeri, Santa Cruz e Deodoro. A demora no atendimento é uma das principais queixas dos passageiros, conforme mostrou o RJTV.
Para acelerar as viagens, a Supervia criou rotas expressas para os ramais de Japeri e de Santa Cruz. O intervalo das partidas dos dois ramais até Deodoro será de oito minutos, o dia inteiro, e não apenas nos horários de pico.
A partir de Deodoro, as composições das rotas expressas vão ter os intervalos reduzidos de oito para quatro minutos, e vão parar apenas em Madureira, no Maracanã e na Central.
A expectativa é que o tempo de viagem nos ramais de Japeri e de Santa Cruz até a Central seja reduzido em dez minutos.
De acordo com a Supervia, o número de viagens nos ramais de Santa Cruz e de Japeri vai aumentar de 826 para 1065 por dia. Desta forma, mais passageiros serão transportados. O número de lugares vai subir de 1,7 milhão para 2,1 milhões por dia.
As demais estações dos ramais de Japeri e de Santa Cruz vão ser atendidas somente pelos trens paradores do ramal de Deodoro. Eles também terão os intervalos reduzidos, de dez para seis minutos, graças a mudanças no sistema de sinalização.
Segundo a Supervia, além da rapidez, a medida dará mais segurança. A redução dos intervalos só foi possível depois da troca do sistema de sinalização antigo por um sistema mais moderno.
Até 2016, a empresa pretende concluir a nova sinalização em todo o trecho operado pela concessionária.
Fonte - STEFZS  27/10/2014

sábado, 31 de maio de 2014

Espanha anuncia corte de impostos na esperança de reduzir o desemprego

Internacional

Ligado à direita, Rajoy tenta um plano heterodoxo para reduzir o número de desempregados no país - Cerca de um em cada quatro trabalhadores em Espanha está desempregado, com a taxa de desemprego subindo para mais de 50% das pessoas com idade de 25 ou menos.

Por Redação - Reuters / Madri

A Espanha aprovará, na próxima semana, um plano de R$ 8,6 bilhões para criar empregos muito necessários e vai anunciar cortes no principal imposto corporativo para 25%, ante 30%, visando tornar as empresas mais competitivas, disse o primeiro-ministro Mariano Rajoy, ligado à direita, neste sábado. Cerca de um em cada quatro trabalhadores em Espanha está desempregado, com a taxa de desemprego subindo para mais de 50% das pessoas com idade de 25 ou menos. O anúncio sobre o imposto vem após o Fundo Monetário Internacional pedir esta semana que a Espanha aumente as receitas fiscais para proteger seus serviços públicos e fazer mais esforços para reduzir o seu déficit orçamentário para assegurar uma recuperação econômica duradoura.
O pacote de postos de trabalho deverá ser aprovado pelo governo na próxima sexta-feira e vai incluir crédito a pequenas e médias empresas e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, economia de energia, transportes e produção industrial, disse Rajoy em um evento em Sitges, no norte Espanha, transmitido pela televisão espanhola.
– A ideia geral é cortar impostos. Queremos que as famílias tenham mais dinheiro em suas mãos, aumentem o consumo, queremos aumentar a competitividade de toda a economia, acelerar economias e contribuir para a criação de empregos – disse Rajoy.
O governo já aprovou no início deste ano um corte nas contribuições para a segurança social para as empresas que criam postos de trabalho, e Rajoy disse que a reforma incluiria também um corte no imposto de renda para os contribuintes de renda média e baixa.
Fonte - Correio do Brasil  31/05/2014

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Enterramento da fiação na cidade: um jogo de empurra?

Poluição visual

Raquel Rolnik

O emaranhado de fios pendurados pelas ruas de nossas cidades não apenas polui a paisagem, como também implica em dificuldades crescentes de manutenção. O enterramento de fios e cabos reduziria drasticamente os problemas causados por chuvas, temporais e quedas de árvores. De acordo com a Eletropaulo, os clientes que dependem de fiação área hoje sofrem de 4 a 5 vezes mais desligamentos que os que contam com fiação enterrada.
Desde 2005, São Paulo tem uma lei (Lei N º 14.023) que obriga concessionárias, empresas estatais e operadoras de serviço a enterrar todo o cabeamento do município, incluindo rede elétrica, telefonia, televisão a cabo e afins. Aprovada em 2006, a regulamentação da lei prevê o enterramento de 250 quilômetros de fios e cabos por ano, o que simplesmente não está sendo feito. Hoje apenas 7% dos nossos cerca de 30 mil quilômetros de fios e cabos estão enterrados. Trata-se de mais uma lei que “não pegou”?
Além de um perímetro importante no centro e de alguns eixos como a Av. Paulista e os corredores da Rebouças, 9 de Julho e Faria Lima – onde a prefeitura investiu no enterramento da fiação quando realizou reformas mais amplas –, algumas ruas comerciais tiveram sua fiação enterrada, a partir de projetos bancados pelos próprios comerciantes, caso da Oscar Freire e da Avanhandava. Mas um programa geral para a cidade, com cronograma e responsabilidades definidos, simplesmente ainda não existe.
Desde janeiro, porém, a prefeitura vem buscando soluções para viabilizar o enterramento dos fios. Para tratar do assunto, foi criada, inclusive, a “Câmara Técnica de Gestão de Redes”, que vem trabalhando na elaboração de um planejamento junto a empresas de eletricidade, telefonia e telecomunicações.
Um estudo encomendado pela AES Eletropaulo e divulgado recentemente estima que o custo para o enterramento integral da fiação da cidade seria de cerca de R$ 50 bilhões de reais. Considerando apenas o centro expandido da capital, este custo ficaria entre R$ 13 e R$ 15 bilhões. O custo médio para enterrar 1 quilômetro quadrado de fiação, segundo o mesmo estudo, é estimado hoje em R$ 5,8 milhões. A principal dificuldade é simplesmente saber quem vai pagar essa conta.
Levando em consideração que a maior parte dos custos (70%) é com obras civis, a prefeitura chegou a propor um modelo de parceria público-privada no qual as empreiteiras arcariam com os custos das obras e depois alugariam as galerias subterrâneas para as concessionárias, como Eletropaulo, Sabesp, Comgás, além de empresas de telecomunicações. O objetivo da prefeitura é ratear os custos de forma a não causar grande impacto nas tarifas para o consumidor, nem onerar apenas os cofres públicos.
No entanto, em audiência pública convocada pela Procuradoria da República em maio, o vice-presidente de operações da AES Eletropaulo, Sidney Simonaggio, adotou a postura de se desresponsabilizar da questão: "Eu preciso desse custo [de enterrar os fios] para distribuir energia? Não. Consigo distribuir de forma aérea. Portanto não é um custo de distribuição, é um custo de urbanismo". A empresa está claramente tratando a questão como se não tivesse nada a ver com o assunto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel), também presente na audiência, adotou a mesma linha, como se as empresas de distribuição de energia (e de outros serviços públicos, aliás) não tivessem nenhuma responsabilidade com a cidade.
A proposta da Eletropaulo hoje é que sejam repassados ao consumidor 20% do valor do investimento, através de um aumento de 5% a 10% na tarifa ao longo da execução das obras, que pode levar até 15 anos. Os demais 80% seriam bancados por isenção fiscal e parcerias público-privadas.
É absolutamente necessário encontrar uma equação justa. E aqueles que se beneficiam economicamente do sistema – como a AES Eletropaulo, que vai reduzir seus custos de manutenção, já que o número de desligamentos será muito menor – precisam também investir no sistema. Essa conta não pode ser simplesmente repassada ao consumidor e ao poder público.
Na minha opinião, o pressuposto pra fechar essa equação deve ser: quem usa o espaço público pra explorar uma atividade comercial lucrativa é responsável, sim, pela qualidade desse espaço. Participar desse investimento não seria nenhum favor da Eletropaulo pra cidade.
No fim das contas, nesse jogo de empurra, todo mundo diz que quer fazer, mas ninguém quer pagar a conta.

Texto originalmente publicado no Yahoo!Blogs.
Raquel Rolnik é urbanista e relatora da ONU pelo direito à moradia

Fonte - Luis Nassif Online  07/11/2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Reajustes de pedágio serão aplicados, mas com medidas para reduzir impacto para usuários

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – O governo federal vai buscar formas de reduzir o impacto do reajuste dos pedágios, que deve
começar a ser aplicado no próximo mês nas rodovias federais. Segundo o ministro dos Transportes, César Borges, uma das alternativas é retirar a taxa de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que, mesmo com a aplicação do reajuste previsto em contrato, o preço não suba para o usuário.
De acordo com Borges, no caso das concessões da Via Dutra e da Ponte Rio-Niterói, praticamente não haverá impacto. “Estamos trabalhando para reduzir o máximo o impacto. Nos dois casos, praticamente não vai ter impacto nenhum”, disse. Nas revisões tarifárias, que ocorrem a cada cinco anos, a ANTT também poderá reduzir o valor cobrado dos usuários.
O ministro garantiu que o governo vai cumprir todas as cláusulas contratuais previstas nas concessões de rodovias federais. “Ninguém poderá alegar que os contratos não foram cumpridos”, disse ele, garantindo que as obras de melhoria já previstas no contrato serão mantidas.
Fonte -  Agência Brasil  31/07/2013