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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cresce rejeição a Marina, que já pensa em trocar equipe de marketing

Eleições

Marina deveria se dedicar no programa a comunicar seu número - As mudanças, segundo nota publicada na edição desta quinta-feira do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, passariam a valer para o segundo turno das eleições, caso a candidata chegue até lá.

Correio do Brasil - Da Redação 

Diante dos últimos resultados da última pesquisa Datafolha, que revela uma escalada nos índices de rejeição da candidata MarinaSilva (PSB/Rede Sustentabilidade), o PSB já estuda mudanças na equipe de marketing. As mudanças, segundo nota publicada na edição desta quinta-feira do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, passariam a valer para o segundo turno das eleições, caso a candidata chegue até lá.
“Dirigentes da legenda consideram que o grupo precisa ser ‘turbinado’ e que a campanha na televisão também precisa melhorar. Uma das constatações é a de que Dilma Rousseff, por ser governo, tem material de sobra para rechear o tempo de TV do segundo turno (cada uma terá direito a dez minutos) com obras de sua gestão. Já a equipe de Marina precisaria quebrar a cabeça, já que discursar por tanto tempo seguido sobre propostas para o futuro seria ‘suicídio’ para qualquer político, por mais carismático que seja”, diz a nota.
O fato é que a pesquisa do Datafolha localizou o início da tendência de queda de Marina e de crescimento de seus adversários nas intenções de voto para o primeiro turno, apenas o próximo levantamento com um terceiro ponto na evolução poderá confirmar a nova diretriz. Há, no entanto, elementos que podem confirmar a desconstrução da imagem pública de Marina. A continuidade do crescimento de sua taxa de rejeição – que oscilou de 15% para 18% desde o fim de agosto – é um deles. Trata-se do índice mais alto de reprovação da ex-senadora até agora, semelhante ao que exibia no final do primeiro turno de 2010, quando não sofreu questionamentos comparáveis aos atuais.
Outro ponto que nesta etapa da disputa serve mais para ilustrar o potencial das candidaturas do que propriamente embasar prognósticos é o de segundo turno. “Apesar de também apresentar variações dentro da margem de erro em relação à semana passada, a vantagem de Marina para Dilma caiu de 10 para 4 pontos em 12 dias”, diz a análise da pesquisa, assinada por Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do instituto.
“O tom dos ataques a Marina parece atingir, nesse primeiro round, segmentos do eleitorado com renda superior a 5 salários mínimos. Também é curiosa a retomada de apoio a Dilma na região Norte, origem de Marina, e, por outro lado, o melhor desempenho da ambientalista no Centro-Oeste”, continua a análise.
Com os resultados do estudo do Datafolha que combina variáveis para medir o grau de afinidade do eleitor com os candidatos, é possível chegar ao piso e teto de cada um neste momento. Os intervalos projetam a volatilidade das candidaturas para um espaço curto de tempo. Dilma tem hoje piso de 32% de intenções de voto e teto de 39%. Em relação a Marina, esses índices correspondem a 28% e 37% e para Aécio, eles são de 12% e 19%.
“Mudanças significativas nas curvas de total das intenções de voto daqui para frente dependem, porém, do quanto a campanha de desconstrução da ex-ministra alcançará setores de peso relevante na composição do eleitorado, como moradores do Sudeste e os de menor renda e escolaridade média. Se nos próximos dias seus adversários não conseguirem o feito, melhor do que se preocupar em responder aos ataques, Marina deveria se dedicar no programa a comunicar seu número. Apenas 25% dos que pretendem elegê-la sabem dizer os algarismos que devem digitar na urna”, conclui.
Fonte - Correio do Brasil  11/09/2014

terça-feira, 30 de abril de 2013

Relatório da Fifa aponta envolvimento de Havelange e Ricardo Teixeira em corrupção

Da BBC Brasil
Ag.Brasil
Brasília - O brasileiro João Havelange renunciou secretamente ao cargo de presidente honorário da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para evitar punições após ser acusado de receber subornos. A iniciativa ocorre no momento da divulgação de um relatório do comitê de ética do órgão, publicado hoje (30).
O relatório revelou que Havelange, que tem 96 anos, renunciou ao cargo no dia 18 de abril e que mais nenhuma ação será tomada em relação a ele.
No documento, Havelange, seu ex-genro e ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e Nicolás Leóz, que renunciou na semana passada ao cargo de presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), são apontados como receptores de propinas em um escândalo envolvendo a falida agência de marketing esportivo ISL.
Segundo o juiz da Corte de Ética da Fifa Joachim Eckert, que comandou as investigações, as acusações contra os três são anteriores à entrada em vigor do novo código de ética da entidade, adotado no ano passado após Ricardo Teixeira renunciar à presidência da CBF, ao comando do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 e ao comitê executivo da Fifa.
Havelange se tornou presidente honorário da Fifa após deixar o comando da organização, que presidiu entre 1974 e 1998. Ele já havia renunciado em 2011 ao seu cargo no Comitê Olímpico Internacional (COI) para evitar punições em razão das acusações sobre o caso.
O relatório, divulgado pela Fifa, exime o atual presidente da organização, Sepp Blatter, de qualquer envolvimento com irregularidades. Blatter disse ter recebido o resultado das investigações "com satisfação".
Fonte - Agência Brasil  30/04/2013