UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Investir em malha viária não vai diminuir congestionamentos em grandes cidades

Mobilidade 🚕 🚌 🚇 🚲 👫

Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. 

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
A taxa global de congestionamento do tráfego rodoviário tem aumentado continuamente nas áreas urbanas em todo o mundo e as chances de diminui-lo com melhorias incrementais no trânsito são baixas. É o que revela a 3ª edição da pesquisa The Future of Mobility, divulgada em 2018 pela consultoria americana em mobilidade Arthur D. Little em parceria com International Association of Public Transport (uITP).
Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A pesquisa concluiu ainda que, em países com PIB (Produto Interno Bruto) igual ou acima do nível emergente, a proporção de veículos por quilômetro e o comprimento total da malha viária cresce no mesmo ritmo, impedindo que haja diminuição no volume de tráfego.
Para o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade do Centro Universitário Uninter, Gerson Luiz Buczenko, essas conclusões revelam que a expansão rodoviária já não resulta em efeitos práticos para o descongestionamento das cidades. “As cidades têm limite de absorção. Não adianta investir em capacidade se o volume de veículos nas ruas também aumenta. Foi o que aconteceu na Europa”. Segundo Buczenko, o trânsito ficou tão difícil no continente europeu que individualmente foram surgindo iniciativas de mobilidade urbana e aumento do uso de transportes alternativos, como bicicletas e caronas solidárias.

“Mudar o trânsito exigirá romper com as velhas práticas”
Nos próximos 30 anos, a demanda global de passageiros mais do que dobrará nos grandes centros urbanos, chegando a 120 bilhões de passageiros por quilômetro até 2050, de acordo com a pesquisa realizada pelo International Transport Forum Outlook (2017). O aumento, explica o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade, está relacionado à expectativa do aumento da renda per capita nos países emergentes. “Esse aumento gera um efeito positivo na economia, levando à aquisição de veículos de uso privado, mas negativo em termos de mobilidade”, avalia.
Para Buczenko, é preciso adotar soluções alternativas como incentivo por meio de políticas públicas da chamada “carona solidária”, mais investimento em transporte coletivo de alta velocidade, além de incentivo fiscal para redução de veículos emissores de CO2. “Por enquanto, são medidas consideradas marginais na América Latina, mas vemos com o exemplo da Europa que essas ações se tornarão obrigatórias para que as cidades existam”. Não à toa, a Holanda estipulou até 2030 o prazo para banimento total de veículos movidos a petróleo e diesel. No mesmo caminho, seguem a Noruega (2035), França e Reino Unido (2040).
Fonte - Portogente  06/02/2019

Gestão do Trânsito e Mobilidade
A partir de 2019, o Centro Universitário Internacional Uninter passa a oferecer o curso de graduação Gestão do Trânsito e Mobilidade, na modalidade a distância. Com duração de dois anos, o curso lança um olhar diferenciado para a constituição do centro urbano, na perspectiva dos direitos humanos, sem perder de vista a importância da relação do ser humano com o meio em que vive. As inscrições vão até 18/02 pelo site uninter.com ou pelo telefone 0800 702 0500.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

​Integração para resolver problemas de mobilidade é desafio nas regiões metropolitanas

Mobilidade

Avaliação é de urbanista da UnB. Nas 17 principais regiões metropolitanas do país está 45% de toda frota nacional de veículos.O reflexo desse cenário está presente no dia a dia dos municípios. Para ele, é desafio das prefeituras atuar de forma integrada para resolver o problema da imobilidade nessas regiões.

Natália Pianegonda - Agência CNT
foto - ilustração
Nas 17 maiores regiões metropolitanas do Brasil, o número de automóveis cresceu, em média, 110% entre 2001 e 2014. O maior incremento foi na de Manaus (AM): 194%. Depois, vêm as regiões metropolitanas de: Belo Horizonte (MG), com 150%; Vitória (ES), com 143%; e Brasília (DF), com 142%. Além disso, dos 3,2 milhões de veículos acrescidos à frota em 2014, aproximadamente 40% estavam nessas regiões. Os números foram compilados e apresentados pelo arquiteto, urbanista e professor da UnB (Universidade de Brasília) Benny Schvasberg, durante o III Seminário Internacional Mobilidade e Transportes, realizado em outubro, em Brasília (DF). Para ele, é desafio das prefeituras atuar de forma integrada para resolver o problema da imobilidade nessas regiões.
O reflexo desse cenário está presente no dia a dia dos municípios. “O primeiro dano é uma vida que é uma tortura para quem está acostumado a passar duas, três horas por dia dentro do transporte, tendo que caminhar muito das paradas até o ponto de chegada. É uma perversidade, porque essa pessoa perderá metade da vida se deslocando no trânsito”, destaca o professor.
E a quem imagina que os efeitos sejam percebidos somente por aqueles que passam horas em carros ou ônibus, presos em longos congestionamentos, ou enfrentam metrôs e trens superlotados, Benny Schvasberg lembra: todos arcam, de alguma forma, com esses prejuízos. “Isso traz consequências físicas, de perda de capacidade de trabalho, especialmente para quem vive nas periferias metropolitanas. Essas pessoas vão para as áreas centrais porque precisam de trabalho. E os segmentos mais privilegiados precisam dessas populações, para tocar sua vida familiar e profissional”, explica o urbanista. “A cidade tem uma clara interdependência entre os centros e as periferias”, complementa. Além disso, diz o professor, há a chamada “deseconomia urbana”: “toda sociedade fica travada nesse processo e a economia perde sua dinamicidade, comprometida que fica com a falta de uma mobilidade fluida”, esclarece ele.
Para Benny Schvasberg, a legislação que institui o Estatuto da Metrópole, que passou a valer em janeiro deste ano, propõe instrumentos importantes para auxiliar as cidades a enfrentarem esses desafios. Ele estabelece diretrizes gerais para planejamento, gestão e execução comum das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, de modo que os municípios possam agir em conjunto na solução dos mesmos problemas.
“No Brasil hoje, com raras exceções (talvez são Paulo, talvez Belo Horizonte), é praticamente inexistente o esforço de uma gestão metropolitana, de um planejamento integrado que possa enfrentar o tema da mobilidade urbana. O que estamos chamando a atenção é para a oportunidade, com o Estatuto da Metrópole, de poder impulsionar os processos de cooperação interfederativa, reunir os vários municípios, para que se possa enfrentar esse apagão”, complementa Schvasberg. Uma das ferramentas de gestão conjunta, destaca o urbanista, é o plano de desenvolvimento urbano integrado, que precisa ser aprovado pelo legislativo estadual.
No entanto, ele alerta que a aplicação da lei nesses aglomerados não é obrigatória: a integração será possível somente se houver entendimento entre as várias administrações. Depois disso, cita três condições básicas para viabilizar políticas equivalentes nos diversos municípios: instrumento legal de formalização da região metropolitana, estrutura de governança, que envolva instâncias técnicas articuladas, controle social de mecanismos de financiamento e a efetiva implementação de políticas conjuntas.
Fonte - Agência CNT de Notícias 09/11/2015

domingo, 16 de novembro de 2014

“O problema das grandes cidades é que elas tornaram-se infinitas”, diz especialista

Sustentabilidade

Desta vez, a conferência de dois dias tem início nesta sexta-feira (14/11) na capital indiana, Nova Déli, com a participação de renomados acadêmicos, políticos, arquitetos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.

Diario do Centro do Mundo
Publicado na DW. - http://www.dw.de/

Organizado pelo programa LSE Cities da London School of Economics and Political Science (Escola de Economia e Ciência Política de Londres) e pela Sociedade Alfred Herrhausen, o fórum Urban Age (Era Urbana) é uma conferência internacional interdisciplinar que investiga vários aspectos das cidades e do ambiente urbano.
Desta vez, a conferência de dois dias tem início nesta sexta-feira (14/11) na capital indiana, Nova Déli, com a participação de renomados acadêmicos, políticos, arquitetos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.
A Deutsche Welle conversou com Ricky Burdett, diretor do fórum Urban Age e do programa LSE Cities, autor de The Endless City (A cidade infinita, em tradução livre). Burdett é um dos maiores especialistas mundiais em planejamento urbano. Ele foi o consultor-chefe de Arquitetura e Urbanismo nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Segundo Burdett, tornar uma cidade “inteligente” não envolve somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. O urbanista disse ainda que, em vez de criar novas cidades, muitas vezes é mais importante aperfeiçoar as existentes.
Deutsche Welle: Qual a importância da escolha de Nova Déli para sediar a conferência Urban Age deste ano?
Ricky Burdett: Temos realizado conferências em cidades ao redor do mundo, como Istambul, Rio de Janeiro, Mumbai, que estão crescendo rapidamente, mas também em Nova York e Londres, que estão mudando a sua fisionomia e o seu “DNA” por meio da migração e outros fatores. Não há dúvida de que Déli é um exemplo interessante dado o seu passado colonial, que se reflete na arquitetura vitoriana e malha urbana em Nova Déli. Além disso, trata-se de uma grande cidade em expansão com todas as suas dificuldades, como a ausência de habitação social estruturada e problemas significantes em termos de tráfego.
Há poucas cidades no mundo capazes de combinar tudo isso. Ao mesmo tempo, o sistema de metrô de Déli é um investimento fantástico, enquanto os riquixás motorizados e os sistemas de ônibus estão mudando para o gás natural. Essas são atitudes incrivelmente corajosas. E tem-se também um novo governo indiano falando sobre “smart cities”, ou seja, cidades inteligentes. Tudo isso cria um contexto muito vibrante para a nossa discussão.
No início deste ano, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou um investimento de 1,2 bilhão de dólares em cidades inteligentes no próximo ano. O que você acha desse projeto, levando em conta a sua experiência como arquiteto e urbanista?
Eu acho o termo “cidades inteligentes” problemático, porque ele sugere aplicar alta tecnologia a uma coisa ou outra. Em alguns casos, tornar uma cidade inteligente não implica somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. E a tecnologia de informação pode ajudar a fazer isso. Mas eu não tenho certeza se a noção de computadorizar tudo com sistemas IBM ou Cisco é o que importa nas cidades indianas atuais. O que importa é o investimento em tecnologias inteligentes para ajuda a melhorar o transporte ou a forma de gestão da saúde pública, como também aumentar a qualidade de vida das populações existentes e não pensar apenas nas cidades futuras.
Na Índia, existem tantas pessoas vivendo em condições desastrosas em tantas cidades, de forma que é ali onde a inteligência precisa ser primeiramente aplicada. A minha compreensão é que as 100 cidades inteligentes não são pensadas como novas cidades cheias de arranha-céus e carros elétricos, como na Coreia do Sul, China ou Oriente Médio. Tais cidades são o epítome de cidades inteligentes. Mas elas são caras e não resolvem definitivamente os problemas enfrentados pelos indianos. Fiquei animado em saber que o plano indiano é centrado, na verdade, no aperfeiçoamento das cidades existentes. Certamente, isso será bastante debatido na conferência.
Você falou que estamos vivendo numa era da cidade infinita. Quais seriam alguns dos desafios enfrentados pelas grandes cidades modernas de hoje?
Cidades como Mumbai, Istambul, Lagos e São Paulo têm crescido mais rapidamente do que outras metrópoles internacionais como Londres ou Nova York. Lagos, por exemplo, tem ganhado cerca de 600 mil novos habitantes todos os anos. Isso representa uma taxa de aproximadamente 70 pessoas nascendo a cada hora ou se mudando para a cidade. O estresse que isso representa para a infraestrutura dessas cidades é sem precedentes. O preocupante é que muitas cidades africanas estão vivenciando um rápido crescimento populacional sem passar pelo processo de manufatura ou industrialização registrado na Europa e nos EUA no século 19.
Isso cria uma perigosa bomba-relógio social, na medida em que cada vez mais pessoas se mudam para as cidades e passam a viver em assentamentos informais sem acesso à infraestrutura básica, levando a profundas desigualdade e violência em alguns lugares. O outro grande desafio é em nível ambiental. Como motores da economia global, as cidades consomem enormes quantidades de energia e emitem um imenso volume de poluição. Por volta de 60% a 75% das emissões globais de CO2 provêm das cidades.
Essa é uma cifra enorme, e se pudermos pensar no projeto e gestão da próxima geração de cidades – o que não implica necessariamente a construção de novas cidades, mas o aperfeiçoamento e melhoramento do que já existe, particularmente nas grandes cidades, tornando-as mais ecológicas –, o potencial de redução do impacto sobre o planeta é dramático.
Existem cidades que acertaram em termos de enfrentar alguns desses desafios?
Absolutamente. A situação não é inevitável e pode ser abordada através de um bom planejamento e uma boa gestão urbana, mesmo quando os recursos são escassos. Uma das regiões mais inovadoras no Hemisfério Sul é a América Latina. Por exemplo, na Colômbia, com todos os seus problemas de violência e drogas, duas cidades se destacam – a capital, Bogotá, e Medellín. Ambas passaram por grandes mudanças nos últimos 15-20 anos na implementação de escolas, habitação acessível e de boa qualidade, bibliotecas, como também na introdução de sistemas de transporte, ciclovias, ônibus de trânsito rápido (BRT), ou seja, em vez de gastar quatro horas por dia para chegar ao emprego, o trabalhador precisa somente de 20 a 30 minutos.
Na Ásia, registra-se o maior número de investimentos desse tipo – Cingapura se destaca de todas as formas, tanto em seus pontos fortes quanto em suas limitações. Hoje, é uma cidade-Estado com cerca de 80% de seus cidadãos vivendo em habitações sociais, o que é um conceito extraordinário. Portanto, há um investimento na tentativa de resolver as necessidades fundamentais e evitar o problema da desigualdade profunda que ameaça tantas cidades. Outras partes da Ásia, como o Japão e muitas cidades chinesas, estão realizando, por exemplo, investimentos extraordinários em transporte público, o que faz uma grande diferença do ponto de vista da equidade e acesso ao emprego.
O tema da conferência deste ano é a governança urbana. O que é preciso para se fazer uma cidade de sucesso? Boa liderança ou arquitetos visionários?
Sou arquiteto, mas não acho que os arquitetos são solução. Para se ter uma ideia do caminho que uma cidade deve seguir, da forma que ela precisa se desenvolver, de quais são os seus valores, é preciso que haja líderes urbanos capazes de implementar mudanças, que geralmente vão de encontro à natureza das tendências nacionais. No caso da Espanha, por exemplo, o país tem enfrentado altos e baixos nos últimos anos, mas a cidade de Barcelona teve cinco prefeitos consecutivos que foram capazes de desenvolver e interpretar a visão de uma cidade muito dinâmica, muito aberta à migração internacional, criando empregos de alta tecnologia e melhorando a qualidade dos espaços públicos, de sua orla, etc.
Em Londres, desde 2000, tivemos dois prefeitos eleitos pelo voto direto que fizeram, em minha opinião, uma enorme diferença quanto à quantidade de dinheiro levantado do governo central. É o resultado de um prefeito batendo à porta do gabinete do primeiro-ministro. Um pequeno exemplo é que, agora, temos um sistema ferroviário público de 30 milhões de dólares, que deverá ser inaugurado em 2018. No entanto, isso nunca teria acontecido se não tivesse havido um prefeito fazendo lobby para tal.
Assim, liderança é fundamental. Ideias e visões urbanas são importantes, mas acredito que noções de equidade, sustentabilidade, de posicionamento ecológico são fatores extremamente importantes que às vezes transcendem a visão arquitetônica.
Fonte - Diário do Centro do Mundo  15/11/2014

sábado, 29 de setembro de 2012

FERROVIAS terão 64% dos recursos do PAC MOBILIDADE

Exame.com – Marli Moreira 28/09/12

O projeto, a ser desenvolvido em 15 cidades, envolve 213 quilômetros de extensão, com a meta de atender mais de 53 milhões de pessoas.
São Paulo - A solução para os problemas de mobilidade nas grandes cidades está na substituição do transporte individual para o coletivo, disse hoje (28), o secretário executivo do Ministério das Cidades, Alexandre Cordeiro Macedo, no encontro Infraestrutura de Transportes, Logística e Mobilidade Urbana no Brasil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Dados do Ministério das Cidades indicam que está prevista a aplicação de R$ 22 bilhões por meio do PAC Mobilidade Grandes Cidades, dos quais 64% estão destinados a transportes sobre trilhos. O projeto, a ser desenvolvido em 15 cidades, envolve 213 quilômetros de extensão, com a meta de atender mais de 53 milhões de pessoas.
Macedo apontou que, entre as melhorias na elevação da qualidade de vida da população garantidas pelo transporte coletivo, estão reduções de emissões de monóxido de carbono, acidentes, gastos e tempo de locomoção. “Não basta fomentar o uso de bicicletas, é preciso investir em transporte público de qualidade”, defendeu.
O dirigente defendeu o desenvolvimento do PAC Mobilidade Grandes Cidades, observando que a iniciativa provocará maior interação entre pessoas de classes sociais diferentes que estão viajando em um mesmo veículo de transporte coletivo, quer em trem ou em ônibus. Para o secretário, o Brasil “deveria adotar as boas práticas do mundo”.
No mesmo evento, o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, informou que, nos próximos 10 anos, deverão ser investidos em torno de R$ 300 bilhões no Programa Nacional de Logística em Transportes (PNLT), que já consumiu R$ 130 bilhões de um montante total de R$ 430 bilhões.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 28/09/2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Transporte de passageiros terá mais de R$ 100 bilhões

Transporte sobre trilhos

ANPTrilhos 24/09/12
Foto Ilustração
Somente 12 das 63 médias e grandes regiões metropolitanas do país possuem algum tipo de sistema de transporte de passageiros sobre trilhos. Para mudar esse panorama, nos próximos anos, o governo federal, governos estaduais e a iniciativa privada investirão mais de R$ 100 bilhões na expansão deste sistema de transporte.
São cerca de 60 projetos sendo estudados e desenvolvidos. Projetos estes que, em sua maioria, estão incluídos no Programa de aceleração do Crescimento (PAC 2), PAC da Mobilidade Grandes e Médias Cidades, projetos voltados para a Copa do Mundo de Futebol e os jogos Olímpicos de 2016, o Trem de Alta Velocidade (TAV) além de outros projetos estaduais.
O Brasil tem 15 sistemas urbanos de transporte de passageiros sobre trilhos, distribuídos em 11 Estados e mais o Distrito Federal. Esses sistemas são operados por 15 empresas, das quais três são privadas. Atualmente, o sistema de transporte de passageiros sobre trilhos possui 1.030 km de extensão, divididos em 39 linhas, 493 estações e 716 composições.
Esses números foram revelados na última semana, em Brasília, durante a divulgação do balanço do transporte metroferroviário, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
“Já somos 8,5 milhões de passageiros transportados diariamente sobre trilhos no Brasil. A expectativa é de que o número total de pessoas transportadas entre 2011/2012, a ser apurado no final do ano, tenha um acréscimo de 10%”, revela o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores.
Segundo Flores, por meio do PAC da Mobilidade Grandes e Médias Cidades, serão investidos recursos para garantir a infraestrutura de transporte público de cidades acima de 250 mil habitantes. “Para as grandes cidades, na área metroferroviária, 22 projetos já foram selecionados, dentre os quais: implantação do sistema de metrô nas cidades de Curitiba e Porto Alegre; ampliação e implantação de novas linhas em Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza; e a implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Natal, João Pessoa, Maceió, Goiânia, Brasília e São Paulo”, declara.
Apesar dos valores divulgados serem significativos, os investimentos não corresponderam às necessidades da população e nem acompanharam o crescimento da demanda. Faltam investimentos para a implantação e expansão dos sistemas, aumento da frota e modernização. Entre 2011 e 2012 também não houve investimentos significativos na acessibilidade do cidadão.
“É importante que os projetos sejam efetivamente tirados do papel; defendemos a mudança dessa realidade por meio da conscientização dos governantes. O momento é propício, já que há vários programas de investimento para a mobilidade e a infraestrutura do país e o sistema de transporte sobre trilhos deve estar presente nesse plano”, finaliza o presidente da ANPTrilhos.
Outros números, bem como os dados completos do setor, podem ser acessados na página da entidade: www.anptrilhos.org.br
Fonte - Revista Ferroviária - 24/09/2012