Mostrando postagens com marcador cidades sustentáveis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidades sustentáveis. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Singapura é um exemplo para um planeta mais verde

Cidades sustentáveis 🌴👪

De longe, as paisagem da cidade parece com qualquer outra cidade moderna, com muitos arranha-céus gravados ,mas, no entanto, um coração verde cresceu no centro da cidade, espalhando-se nas mentes de seu povo e nas paredes de seus edifícios. Isso começou pelo primeiro-ministro Lee Kuan Yew – muitas vezes chamado de ‘Chefe dos Jardineiros’ – que fez de Singapura uma cidade-estado limpa e verde.

Engenharia é

Singapura transformou-se de um centro de poluição em uma cidade de modelo quando se trata de preservação ambiental. De longe, as paisagem da cidade parece com qualquer outra cidade moderna, com muitos arranha-céus gravados ,mas, no entanto, um coração verde cresceu no centro da cidade, espalhando-se nas mentes de seu povo e nas paredes de seus edifícios.
Isso começou pelo primeiro-ministro Lee Kuan Yew – muitas vezes chamado de ‘Chefe dos Jardineiros’ – que fez de Singapura uma cidade-estado limpa e verde.
Na década de 1960, o esgoto bruto carregava canais já poluídos com tanto lixo que despejavam águas parecidas com lodo em seu principal rio e nas áreas vizinhas.
“Na década de 1960, Singapura era como qualquer outro país em desenvolvimento – sujo e poluído, sem saneamento adequado e enfrentando altos índices de desemprego”, explicou Masagos Zulkifli, Ministro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Singapura, em seu recente discurso a Global Environment Outlook 6 (GEO6).
“Esses desafios foram particularmente difíceis, considerando nossas limitações como um pequeno estado insular com recursos limitados; nem sequer tínhamos água potável suficiente”.
Esses problemas estimularam a rápida industrialização para ajudar a melhorar as condições de vida dos cidadãos de Singapura, mas a urbanização generalizada só agravou as preocupações ambientais.
A geração que foi pioneira nessa mudança entendeu que, se Singapura se tornasse “um bom lugar para se viver, então as pessoas viriam e investiriam. E foi o que aconteceu.
Com sua liderança visionária, o plano de longo prazo de Singapura inclui uma fase de desenvolvimento sustentável encontrada em seu programa Sustainable Singapore Blueprint 2015, que destaca melhorias em setores que incluem todos os 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. “Nossa abordagem tem sido construir um cidade sustentável e com políticas pragmáticas baseadas em princípios econômicos sólidos e ciência; foco no planejamento de longo prazo e implementação efetiva; e a capacidade de mobilizar o apoio popular para o bem comum ”, disse Zulkifli. Singapura estabeleceu o padrão para um futuro limpo e verde em todo o mundo, e parece absolutamente convidativo.
Fonte - Revista Amazônia  16/08/2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

BRT de Salvador e o MOVIMENTO DA RESISTÊNCIA

Ativismo  👪👫👫 🚌🌱

Defendendo o meio ambiente,a mobilidade sustentável,a natureza,os rios urbanos,a cidade para pessoas,a paisagem urbana e o verde de Salvador.A Sociedade Civil mobilizada em defesa da cidade.





VEJA TAM,BEM - BRT DE SALVADOR - A Mobilização ATO 3

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Smart Cities: conheça as cidades inteligentes do futuro

Sustentabilidade  👪

Um conceito amplamente debatido no meio acadêmico nos idos dos anos 90 ganhou força e protagonismo no campo prático. Estamos falando das Smart Cities, ou cidades inteligentes, na tradução literal. Segundo o PHD em urbanismo norte-americano, Boyd Cohen, as cidades inteligentes são aquelas que conseguem se desenvolver economicamente, ao mesmo tempo que ampliam a qualidade de vida de seus habitantes, ao gerar crescimento aliado à eficiência e à sustentabilidade.

Edésio Elias Lopes* - Portogente

artigo escrito por Edésio Elias Lopes, doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Infraestrutura Viária e coordenador do MBA de Infraestrutura de Transporte e rodovias do IPOG
Um conceito amplamente debatido no meio acadêmico nos idos dos anos 90 ganhou força e protagonismo no campo prático. Estamos falando das Smart Cities, ou cidades inteligentes, na tradução literal. Segundo o PHD em urbanismo norte-americano, Boyd Cohen, as cidades inteligentes são aquelas que conseguem se desenvolver economicamente, ao mesmo tempo que ampliam a qualidade de vida de seus habitantes, ao gerar crescimento aliado à eficiência e à sustentabilidade.
A materialização de um conceito acadêmico foi propiciada devido à crescente evolução tecnológica das últimas décadas, acompanhada do crescimento exponencial das cidades. Se voltarmos no tempo, há 200 anosapenas Londres, Tóquio e Pequim ostentavam mais de um milhão de habitantes. Hoje, já passam de 400 as metrópoles espalhadas ao redor do mundo com mais de um milhão de habitantes, exigindo dos espaços urbanos mobilidade, uso dos recursos naturais e tecnológicos para se desenvolverem. Mais da metade da população mundial já vive nos centros urbanos, e estimativas da ONU vislumbram que até 2030 esse percentual atinja os 70%.
Com isso, passou a ser exigido ainda mais do planejamento das cidades, fazendo uso da tecnologia a favor da infraestrutura urbana e mecanismos voltados ao desenvolvimento de políticas públicas como organização do sistema de trânsito, iluminação pública, acesso à saúde e participação popular nas decisões tomadas que envolvem interesses coletivos.

Como se constitui Smart Cities?
No ano de 2007, a União Europeia lançou um programa de incentivo contemplado 70 cidades de médio porte, pré-selecionadas, para investirem em inovações em seu planejamento urbano. Uma forma de estimular a adequação de cidades milenares às exigências da sociedade moderna, e do bom convívio entre os cidadãos.
No entanto, dois países foram mais longe no quesito inovação urbana e resolveram construir do zero cidades inteligentes, transformando-as em verdadeiros laboratórios de inovação, sustentabilidade e planejamento urbano. São elas: Songdo, na Coreia do Sul; e Masdar, em Dubai (Emirados Árabes Unidos)

Uma ilha pós-moderna

No caso do case sul coreano, ele é fruto de investimentos da incorporadora Norte-americana Gale International, que direcionou US$ 35 bilhões para edificar a cidade do zero, em uma ilha de seis quilômetros quadrados. A expectativa é de que até 2020 a cidade conte com 250 mil moradores.
Toda planejada para ser um exemplo de inteligência urbanística, Songdo tem construções que privilegiam a luz natural, redes de eletricidade eficientes, conectadas a rede de geração fotovoltaica, inclusive com o uso de vidros que captam os raios de sol para convertê–los em energia. A meta é que em todo o seu funcionamento sejam emitidos três vezes menos gases de efeito estufa.
Para facilitar a mobilidade urbana, os carros têm etiquetas de radiofrequência para monitoramento do tráfego e placas instaladas sob o asfalto para controlar os veículos. A cidade é toda conectada via internet 4G e as casas são equipadas com interfones dotados com monitor de plasma, que permitem contato imediato com comércios, serviços e escolas, sem sair de casa.

Um oásis sustentável e tecnológico em meio ao deserto
Em pleno deserto do Emirados Árabes Unidos, o arquiteto e urbanista britânico Norman Foster se dedica à edificação da cidade de Masdar, iniciada em 2006, com o propósito de ser uma cidade sustentável e totalmente planejada dentro dos conceitos da mobilidade urbana e tecnologia. Com investimento inicial de US$1,4 bilhão, a cidade pretende acomodar 40 mil pessoas até 2025, prazo estabelecido para sua finalização.
O projeto pode ser considerado um verdadeiro experimento social contemporâneo. Em sua concepção só foram aceitos carros elétricos, sendo que alguns se movimentam de forma autônoma, sem motorista. As ruas foram resfriadas por gigantescas torres eólicas, e há um sistema de monitoramento de gasto de energia em cada casa, onde é acionada a polícia verde quando um morador gasta muito tempo no chuveiro, ou deixa uma luz acessa sem necessidade.
A principal fonte de energia utilizada é a fotovoltaica, gerada por meio de painéis solares estrategicamente instalados. Sua complementação vem do uso do gás natural, que permite o isolamento térmico de alguns edifícios da cidade. Também está em desenvolvimento uma usina de dessalinização da água.
Privilegiada pelo corredor de vento, a cidade ganhou um elemento tecnológico que contribuiu até para o seu visual moderno, uma torre eólica de 45 metros que informa em tempo real a quantidade de energia consumida na cidade. Essa torre, é claro, também é responsável por gerar eletricidade por meio da ação dos fortes ventos característicos da região.

O que podemos aprender com esses projetos inovadores?
Pensar as cidades de forma mais sustentável;
Optar pelo uso de tecnologias limpas e fontes renováveis de energia;
Adotarmos um estilo de vida focado no consumo consciente.
*Edésio Elias Lopes, doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Infraestrutura Viária e coordenador do MBA de Infraestrutura de Transporte e rodovias do IPOG
Fonte - Portogente  27/12/2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Songdo na Coréia do Sul é a cidade mais sustentável do mundo

Sustentabilidade  🚲

Com 600 hectares de espaço aberto e parques, possuindo ainda turbinas eólicas e coleta de água da chuva, a cidade possui o certificado LEED,além de ser totalmente controlada via internet.Toda área foi desenhada para que ninguém precisasse dirigir.

Revista Amazônia
RA
Uma cidade batizada de Songdo, localizada na Coréia do Sul, é a mais sustentável do mundo, ela irá emitir apenas um terço de gases de efeito estufa, se comparada com uma cidade local do mesmo tamanho. Além de ser totalmente controlada via internet.
Com 600 hectares de espaço aberto e parques, possuindo ainda turbinas eólicas e coleta de água da chuva, a cidade possui o certificado LEED(principal selo de construção sustentável do Brasil).
Os habitantes de Songdo depositam os lixos nas lixeiras e estes são levados por tubos pressurizados até um local de separação do lixo debaixo da terra. Com isso não há necessidade de caminhões de coleta na cidade, o que faz economizar no diesel dos caminhões, além de evitar emissões de gases de efeito estufa e reduzir o trânsito local.
A Coréia do Sul tinha interesse em criar um ponto central urbano para conduzir negócios no nordeste da Ásia. Assim, a Gale International, uma empresa global de desenvolvimento imobiliário, fez parceria com a gigante coreana da construção e do aço POSCO E&C, com tecnologia fornecida pela Cisco, para criar um mercado central de médio porte para 65.000 residentes e 300.000 trabalhadores.
As pessoas poderiam viver e trabalhar em estreita proximidade, com plena integração tecnológica, onde quase qualquer dispositivo, edifício ou estrada será equipado com sensores sem fio ou microchips RFID. Isso resultará em inovações inteligentes, como iluminação pública que se ajustam automaticamente ao número de pessoas na rua.
Toda área foi desenhada para que ninguém precisasse dirigir. “Um dos nossos maiores objetivos era tirar as pessoas de seus carros”, conta Tom Murcott, vice presidente da Gale International. Depois de um estudo local, descobriram que as pessoas pegam o carro quando precisam andar mais que 12 minutos. Então todo transporte público da cidade foi pensado para que ninguém precisasse percorrer mais que isso da casa para o trabalho.
Caso os cidadãos queiram andar de bicicleta, a cidade possui 24 quilômetros de ciclovia, que se conecta a uma rodovia de 146 quilômetros. Em todos os quarteirões existem estacionamentos para este veículo. Mas, se houver necessidade de carro mesmo, existem sistemas de compartilhamento de carros e a prioridade sempre é dada para carros elétricos.
O investimento total foi de 35 bilhões de dólares. O objetivo dos desenvolvedores da cidade é que até 2020, 40% de toda a água consumida seja reutilizada.
Fonte - Revista Amazônia  23/09/2017

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Cidades em movimento e os movimentos na cidade

Urbanismo/Sustentabilidade  👪

Há um crescente interesse em destacar o protagonismo por meio da comunicação digital entre as instituições e organizações com seus habitantes, e entre estes, com o uso permanente de redes sociais. Ou seja, pretende-se, com o uso de tecnologias, responder soluções cotidianas urbanas, influenciando um novo conceito de se viver em sociedade.

Arlindo Philippi Jr. e outros* - Portogente
foto - ilustração/Madrid 
Intervenções urbanas e o uso intensificado da tecnologia são práticas cada vez mais presentes, como ferramenta na coleta de informações, no uso de serviços públicos, no recolhimento de taxas e tributos, nos serviços urbanos, nos serviços de segurança pública e na vida prática das pessoas.
Também observamos um número crescente de novas denominações às cidades – inteligentes, inclusivas, resilientes, sustentáveis, digitais, saudáveis e empreendedoras, entre outras. Há um crescente interesse em destacar o protagonismo por meio da comunicação digital entre as instituições e organizações com seus habitantes, e entre estes, com o uso permanente de redes sociais. Ou seja, pretende-se, com o uso de tecnologias, responder soluções cotidianas urbanas, influenciando um novo conceito de se viver em sociedade.
Perante este contexto de conectividade, ainda em processo, a aposta é como não perder de vista valores mais justos, igualitários, sustentáveis e colaborativos, uma vez que as tecnologias não são, nem deveriam ser, desenvolvidas para substituir relações humanas e valores sociais e culturais.

Experimentações urbanas e reflexões acadêmicas
Neste artigo pretende-se refletir sobre quais benefícios efetivos podemos identificar a partir da perspectiva política, humanista e constitucional para a coletividade no âmbito da sustentabilidade urbana.
Considerando-se a amplitude e complexidade do tema, um caminho trilhado foi debruçar-nos sobre as experimentações urbanas como possibilidade de aproximação com movimentos em pequena ou média escala, mas com capacidade de influenciar grupos e movimentos sociais em diversos países, cidades e bairros. O Colóquio Internacional Experimentações Urbanas, promovido pelo IEA-USP, se propôs a refletir caminhos neste sentido.
A partir da apresentação sobre as experimentações urbanas em Paris, foi trazido o Reinventar Paris e o Urban Lab Paris and Co – conceitos-chave que estiveram presentes na apresentação de Jean-Louis Missika.
Mais do que um slogan, Missika apresenta a mudança de um paradigma no planejamento urbano, emergindo um “urbanismo tático no qual não se procura impor uma planificação urbana, mas sim testar possíveis soluções, equivocar-se e fazer ajustes”.
As experimentações urbanas são necessárias para atores diversos, como as startups, grandes grupos e laboratórios de pesquisas (Labs). O papel do poder público, neste contexto, é viabilizar espaço público, fornecer acompanhamento e avaliação, delimitando áreas e edificações históricas, com possibilidade de cocriação de novos usos e adaptações em caráter inicialmente experimental para, posteriormente, ganhar em escala ou influenciar outras iniciativas.
Ao refletir sobre a experimentação, tomando como exemplos as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, Eduardo Marques, Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto e Ana Fani Alessandri Carlos ressaltam os conflitos de interesse entre setores privados e públicos na formatação urbana. A cidade como “lógica de negócio”, sem estar acompanhada de princípios de solidariedade e equidade social, pode causar uma fratura em relação aos interesses por melhorias e transformações na direção das necessidades de grupos sociais, com maior vulnerabilidade ou não, que compõem as comunidades locais.
Ressaltam que as experimentações não devem ser consideradas como substitutivas do poder público e das funções do Estado, principalmente em sociedades com profundas desigualdades sociais como a brasileira, portanto, as ações criativas e inovadoras não devem ser colocadas como soluções para a omissão dos governos na condução das políticas públicas. Projetos políticos, na lógica do empreendedorismo urbano, ainda não estão claros, dificultando que mecanismos legais já existentes se efetivem.
Ao estimular as cidades em seus novos protagonismos, ganham destaque os conceitos de coparticipação e cocriação, devendo o poder público definir os investimentos na valorização de intervenções e na condução de ações promotoras de maior justiça social e econômica.
Impulsionar a ligação dos cidadãos com seus bairros de modo a possibilitar oportunidades econômicas, culturais, de lazer e convivência, incrementando tecnologias no cotidiano de grupos sociais e da infraestrutura urbana, pode levar a um maior controle social do uso do recurso público, das transformações urbanas locais e da criação de repertórios de demandas bottom up que poderão pressionar por novas políticas públicas urbanas. As experiências do Chile, do Rio de Janeiro e da Espanha exemplificam esta perspectiva.
José Guilherme Magnani e Vera Pallamin destacam que não existem cidades homogêneas e normalizadas como a lógica do poder político e econômico deseja, uma vez que os grupos sociais recriam e transgridem e, ao recriarem e transgredirem, recompõem novas dinâmicas urbanas, novos usos dos espaços públicos por meio de reivindicações coletivas e movimentos. O “ir para a rua” e o “ocupar a cidade” exemplificam movimentos de inconformidade com as questões que afetam a vida nas cidades e são articulados por meio do ativismo em rede, cada vez mais presente desde a década passada.

A importância da pequena escala e os experimentos urbanos
Com o crescimento das cidades surgem novas necessidades, entre elas, os ordenamentos territoriais e os aglomerados urbanos, levando muitos estudos a proporem a integração de planejamentos na escala local e regional. A publicação La inteligência del território: supercities traz exemplos de cidades que são capazes de superar seus limites administrativos, cooperar com os distintos níveis da administração e fomentar o diálogo entre setores público, privado e a sociedade para transformação do território, como Nova Iorque, Medellin, Barcelona, entre outras.
A política de revitalização urbana e sustentabilidade concebida em Portugal, ao criar o Programa Uma Praça em cada Bairro é um bom exemplo. Seu objetivo é a requalificação de espaços públicos como microcentralidades, “aumentando as áreas de estar ao ar livre, tornando-as mais confortáveis e seguras: alargar passeios, instalar esplanadas, plantar árvores, criar sombras, reintroduzir a água como elemento da paisagem urbana, atenuar o impacto do tráfego de automóvel, mas também incentivar a instalação de comércio e equipamentos coletivos de proximidade”.
Identifica-se a importância das redes digitais na captação de dados e imagens para o acompanhamento, monitoramento, cruzamentos de informações que circulam globalmente. Por outro lado, são crescentes os movimentos que priorizam princípios do desenvolvimento sustentável, local ou regional, com novas perspectivas de ecossocioeconomia e formas de economia social.
Ideias e ações para um novo tempo também circulam em nossa realidade, a exemplo da mostra do Sesc 2017, como experimentações e ações socioambientais, que potencializam novas formas de interação, ecoeconomia, territorialização de práticas produtivas em espaços urbanos e periurbanos, bem como na perspectiva das novas ruralidades. A visão da cidade trazida pela tecnologia em sua dinâmica e como apoio ao planejamento de ações do poder público.
Veja um fragmento temporal do “pulsar da cidade” de São Paulo, trazido pela tecnologia, que pode servir como apoio ao planejamento de ações do poder público e como informações para toda a sociedade, a partir de reclamações do Serviço de Atendimento ao Cliente – SAC – 156.
Por fim, discussões realizadas durante o colóquio possibilitaram o entendimento de que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as COP 21 e 22, em seus aspectos urbanos, e a III Conferência HABITAT chegam como cartas de intenções, neste momento de grande relevância, devendo-se estimular que a importância das redes e das experimentações urbanas seja reconhecida, para que a materialidade das ações ocorra, possibilitando efetivamente transformações sociais, de forma justa, igualitária, colaborativa e sustentável e na perspectiva da diminuição das desigualdades sociais.
*Arlindo Philippi Jr. e Maria Vasconcellos, professores da Saúde Pública; Sonia Coutinho, pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Ciências Sociais e Sustentabilidade. Este artigo foi produzido no âmbito do processo nº 2016.1.919.0, projeto Experimentações Urbanas, novas ideias e soluções sustentáveis para cidades, Ano Sabático 2017/2018, IEA da Universidade de São Paulo (USP)
Fonte - Portogente  30/08/2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Os perigos da projeção elitista

Mobilidade/Sustentabilidade 🚗 🚌 🚇 🚲 👪

Este não é um texto de agressão contra as elites. Não faço aqui nenhuma afirmação referente à melhoria da distribuição de riquezas e oportunidades, ou sobre o direito de ninguém a ser mais influente que os outros. Porém, estou apontando um erro que as elites estão constantemente sujeitas a cometer.

Medium - Pedro Guedes*
Via Mangue, no Recife. Um complexo de viadutos e vias
expressas de 4km que custou quase R$600 milhões, prejudicando
 o ecossistema de um dos maiores manguezais urbanos do mundo
 e por onde não passa uma só linha de ônibus. Pouco mais de um ano
após sua inauguração, já encontra-se saturada
pelos congestionamentos diários. foto - Wikimedia
Projeção elitista é um termo que refere-se à crença, entre pessoas relativamente sortudas e influentes, de que as coisas que elas acham convenientes ou atraentes são boas para a sociedade como um todo. Uma vez que se aprende a observar este simples erro, você o vê em todo canto. É talvez a grande barreira que impede a prosperidade, justiça e liberdade nas cidades.
Este não é um texto de agressão contra as elites. Não faço aqui nenhuma afirmação referente à melhoria da distribuição de riquezas e oportunidades, ou sobre o direito de ninguém a ser mais influente que os outros. Porém, estou apontando um erro que as elites estão constantemente sujeitas a cometer. O erro é o de esquecer que as elites são sempre uma minoria, e que planejar uma cidade ou um sistema de transporte baseado nas preferências de uma minoria muitas vezes resulta em algo que não funciona para a maioria. Até a minoria representada pela elite não vai gostar do resultado final.
Tempos atrás, eu estava apresentando uma proposta de sistema de transporte público para o Conselho Diretor do órgão de trânsito de uma região da Califórnia, e um conselheiro — representando a cidade mais rica da região — pediu a voz, limpou a garganta e disse:
Agora, Sr. Walker. Se adotarmos este seu plano, serei obrigado a deixar minha BMW na garagem?
A resposta, claro, é “não”. Mas sugerir que esta seria uma pergunta válida para testar um planejamento de transporte público é um exemplo extremo de projeção elitista. Na condição de multi-milionário, este homem é parte de uma ínfima minoria, então não faz nenhum sentido desenhar um sistema de transporte coletivo em torno dos seus gostos e preferências pessoais. Transporte público de sucesso significa transporte de massa, e não há massa a ser alcançada quando se busca pessoas como ele como cliente. Tavez ele pudesse ser atraído por um serviço que atendesse a porta da sua casa mas que incluísse um bar com drinques e serviço de massagem, mas poucas pessoas iriam considerar isso uma boa forma de gastar seu dinheiro um pouco mais limitado. Deixemos que o setor com fins lucrativos da economia dê a ele este luxo, e que ele próprio pague pelos impactos dessa escolha.
De vez em quando, claro, investimentos que beneficiam as elites tentam justificar-se como se servissem a um bem comum. Agilizar a vida de empresários e homens de negócios, por exemplo, supostamente pode atrair mais investimentos para uma comunidade. Um plano específico de transporte pode supostamente estimular investimentos imobiliários de alto padrão, que vão contribuir bastante em forma de impostos, mesmo que você nunca vá ter dinheiro para morar ali. Não é minha intenção aqui abrir um debate sobre estas afirmações. Considerando que esses argumentos estejam corretos, mesmo assim não se trata ainda de casos de projeção elitista. A maior parte dos casos de projeção elitista, no entanto, não se dá ao trabalho de fazer essas afirmações, sendo simplesmente um hábito inconsciente de presumir que suas preferências pessoais são uma boa medida para o que todas as outras pessoas irão dar valor.
Ao desafiar a projeção elitista, eu estou sendo muito pouco razoável. Estou exigindo que as elites alcancem um padrão sobrehumano. Quase todos nós usamos como referência nossas próprias experiências quando discutimos políticas públicas. Quem não deseja que sua experiência seja reconhecida pelos outros? Mas numa sociedade onde as elites têm poderes desproporcionais, a tarefa sobrehumana de resistir à projeção elitista é parte do papel deles. E já que eu sou um dos membros desta elite — não tanto em riqueza mas certamente em acesso à educação e outras formas de privilégio — este é também às vezes o meu papel. Como todas as outras formas de tentarmos ser pessoas melhores, é um trabalho bastante cansativo e nunca vamos conseguir fazê-lo de forma perfeita. Isto significa que as críticas à projeção elitista não devem tornar-se um tipo de raiva. Elas devem ser empáticas e misericordiosas.
Ainda assim, a projeção elitista é talvez a principal barreira para as cidades eficientes, justas e libertadoras. As cidades têm este aspecto especial: elas só funcionam para todo mundo se funcionarem para quase todo mundo. Podemos também afirmar isso em relação à sociedade como um todo, mas apenas nas cidades é que esse fato é tão óbvio ao ponto de ser inevitável.
Os congestionamentos, nosso exemplo mais óbvio, são o resultado da escolha de todos como resposta à situação de todos. Mesmo as elites estão presas nele. Nenhuma solução satisfatória foi encontrada para proteger as elites desse problema, e não é por falta de tentativas. A única solução real para os engarrafamentos é uma solução que sirva para todos, e para encontrá-la você precisa observar o problema da perspectiva de todos, não apenas do ponto de vista dos privilegiados.
A depreciação da imagem dos sistemas de ônibus urbanos atual tem a projeção elitista como sua base fundadora. Ônibus grandes com itinerários pré-definidos são a única forma de transporte urbano que pode ser rapidamente escalada para a área de uma cidade inteira ao mesmo tempo que se utiliza um espaço existente escasso com extrema eficiência. Ainda assim, muitas elites urbanas presumem (sutilmente ou descaradamente) que o sistema de ônibus não interessa porque não é do seu interesse pessoal.
Durante meus 25 anos de carreira eu tive a oportunidade de ver um sem-número de líderes urbanos de elite — a maioria deles muito bem-intecionados — buscar exaustivamente uma ideia de modo de transporte que os permitisse deixar os ônibus de lado. Um exemplo nos EUA foi a moda dos bondinhos presos no trânsito, “ferramentas de revitalização” que muitas vezes não tinham nenhuma utilidade prática de transporte. Temos também as adoráveis barcas com pequenos mercados dentro, e os super especializados trens de aeroporto. Agora, os mesmos erros alimentam a infinita quantidade de promessas vagas da revolução tecnológica do transporte, especialmente a noção matematicamente absurda de que um transporte que venha à sua porta quando você o chame vai conseguir atender toda a população de uma cidade com eficiência. (Muitos especialistas sérios já estão abandonando estas afirmações, mas ela ainda existe como discurso, minando o apoio das pessoas por um sistema de transporte que de fato funcione).
Nenhuma dessas ideias fez nenhum sentido geométrico como forma de liberação da população de uma cidade densa, mas eram ideias que apelavam para os gostos da elite, chamavam atenção da opinião pública, e consequentemente ajudaram a reduzir os investimentos nos sistemas de transporte que a população acharia de fato úteis e libertadores. Esta negação e abandono causou uma deterioração nos sistemas de transporte, reduzindo a eficiência dos sistemas de forma que acabou justificando a própria negação e abandono.
Mais uma vez: não podemos desafiar a projeção elitista dos outros até que nós a perdoemos em nós mesmos. Quase todo mundo lendo este texto é parte de algum tipo de elite, e quanto mais poder você tiver, mais urgente é que você se perdoe e comece a agir diferente. Devemos todos nos perguntar: “Essa ideia funcionaria para mim se eu tivesse na situação típica de um cidadão comum ao invés da minha vida privilegiada?”. Porque se a resposta for “não”, a ideia não vai funcionar para a cidade, e no fim das contas significa que não vai funcionar nem para você.
*Tradução livre do texto de Jarrett Walker, consultor da empresa Human Transit, de Portland/EUA
Fonte - Medium (A Medium Corporation [US])  14/08/2017

VEJA TAMBÉMVia Mangue - Recife e a derrota dos Manguezais

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Existem cidades burras?

Urbanismo  🚗 👪

Na Coreia do Sul, rios até então canalizados foram “descanalizados” e recuperados, voltaram a fazer parte da paisagem urbana.Quem conhece São Paulo deve ter notado as suas avenidas, rios (Tietê, Pinheiros e Tamanduateí) e lagos circundantes, como Guarapiranga e Billings. Abrimos avenidas justamente sobre o leito de rios e córregos canalizados ou paralelas a eles. Rios como o Tietê e o canal do Pinheiros em outras partes do mundo seriam os cartões postais de Paris, Londres, Budapest e Cairo.Antes da implantação de novas propostas, talvez seja hora de estancar oportunismos e medidas aventureiras e aproveitar o que a cidade já tem de inteligência instalada.

Paulo Westmann* - Portogente
*foto - ilustração/Rio Camarajipe Salvador Ba.Av.ACM
De tempos em tempos surgem expressões e frases que se notabilizam pelo seu impacto, independente de análises e reflexões mais profundas. É o caso de Cidades Inteligentes, que entrou no cotidiano das pessoas com o avanço da tecnologia veicular, que carece de vias igualmente inteligentes para “conversar” com sistemas embarcados.
Atrás dessa expressão se esconde uma sucessão de erros e equívocos perpetrados sobre as cidades e que foram se acumulando ao longo de décadas. Quem não gostaria de morar numa cidade inteligente? São Paulo, por ser a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, é acusada de ser burra e as análises que são feitas procuram confirmar essa tese.
Entretanto, da mesma forma que os articulistas que escrevem sobre mobilidade avalizam esse discurso e propõem uma cidade cheia de encantos advindos de tecnologias veiculares e de aplicativos que possibilitam integrar meios de transportes, pessoas, trabalho e lazer sem desperdiçar tempo.
Quem conhece São Paulo ou mesmo esteve por aqui alguma vez deve ter notado as suas avenidas, rios (Tietê, Pinheiros e Tamanduateí) e lagos circundantes, como Guarapiranga e Billings. Abrimos avenidas justamente sobre o leito de rios e córregos canalizados ou paralelas a eles. Rios como o Tietê e o canal do Pinheiros em outras partes do mundo seriam os cartões postais de Paris, Londres, Budapest e Cairo, isso para citar apenas alguns poucos casos.
Nós demos as costas aos rios e nunca os exploramos como vias naturais para o transporte. Mesmo hoje há quem defenda essa prática pregando que se faça uma grande avenida sobre os mesmos...
A avenida Paulista se tornou polo de atração turística e cultural e graças a isso o fluxo de pessoas nesse local é intenso nos dias úteis e nos finais de semana, nos horários de comércio e nas madrugadas.
Diversas outras avenidas possuem condições de se transformar em em grandes áreas de lazer, entretenimento e de passagem de pedestres a pé ou de bicicleta. Falta definir e executar esses projetos que não são complexos e nem dispendiosos, pois devolveriam o charme e o glamour que essas regiões do centro da cidade já tiveram em outras épocas.
*foto - ilustração/BRT de Salvador Tamponamento do rio
na Av. Juraci mag.Jr.
Antes da implantação de novas propostas, talvez seja hora de estancar oportunismos e medidas aventureiras e aproveitar o que a cidade já tem de inteligência instalada.
Outro dia assisti na TV a uma entrevista com o consagrado escritor Vargas Lhossa e fiquei agradavelmente surpreendido quando respondeu ao entrevistador que mesmo tendo morado nas principais cidades do mundo, como Paris, Londres e Nova York atribuía a Berlim e a São Paulo o destaque das cidades mais pulsantes e promissoras da atualidade.
É difícil compreender a diferença entre cidades inteligentes e aquelas que não o são. Todos entendem, porém, que para viver livre da permanente disputa por espaços, já que o Centro de São Paulo com infraestrutura implantada expulsa os seus moradores para distâncias acima de 40 quilômetros, há que se prover uma estrutura de transporte compatível com essa realidade.
Esse modelo deformado está reproduzido na região de Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Santos, São José do Rio Preto e, sem medo de errar, em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes. Morar nessas cidades ficou tão caro que o jeito foi sair dali.
Nos locais periféricos dessas cidades não há, entretanto, escolas, hospitais, postos de saúde e trabalho, o que obriga os seus habitantes a deslocamentos diários para os "centros" que se inclinam a se tornarem inteligentes.
Na Coreia do Sul, rios até então canalizados foram “descanalizados” e recuperados, voltaram a fazer parte da paisagem urbana. A produção de energia em muitas cidades da Europa é feita pelo sol, pelo vento e pelo gás em todas as suas formas, sem desprezar outras já existentes, mas de olho na possibilidade de eliminação dos altos custos de transmissão. Sabemos que o futuro depende de energia, e que a sua produção pode ser facilitada, barateada e tornada acessível para muito mais gente.
O sucesso do cultivo e vegetais hidropônicos associados a hortas comunitárias barateiam a dieta saudável de milhares de pessoas que até anteontem estavam asfixiadas em apartamentos nas cidades comendo produtos colhidos a centenas de quilômetros e mantidos sob refrigeração por longos períodos.
A inteligência de uma cidade será proporcional à inteligência de seus habitantes, dirigentes ou moradores, e em tempos de avanços tecnológicos sem limites resta pensar e repensar o modo de vida que poderemos ter assimilando esses desenvolvimentos em nossas vidas.
*Paulo Westmann, consultor em tecnologia e transporte, é membro do Comitê Ferroviário do Congresso SAE BRASIL 2017
Fonte - Portogente  31/07/2017

*Fotos ilustrações - As fotos simplesmente ilustrativas que retratam situações atuais da cidade Salvador(Ba),foram colocadas nesta postagem por se enquadrarem exatamente no contexto da matéria original.

domingo, 28 de agosto de 2016

Madeira mais resistente

Tecnologia

Como o nome “Sida vid sida” (traduzido: lado a lado), o projeto foi vencedor de um concurso para projetar um centro cultural e um hotel, na cidade sueca de rica indústria madeireira e também para destacar os múltiplos benefícios no design utilizando a madeira como material de construção.

Portogente

Difícil de acreditar que a madeira está sendo apresentada como uma ideia séria para as cidades ficarem mais verdes – leves e sustentáveis -, e ainda ser mais resistente ao fogo do que o aço. Mas é o que acreditam os construtores de uma estrutura de 19 andares na cidade sueca de Slelleftea.
Como o nome “Sida vid sida” (traduzido: lado a lado), o projeto foi vencedor de um concurso para projetar um centro cultural e um hotel, na cidade sueca de rica indústria madeireira e também para destacar os múltiplos benefícios no design utilizando a madeira como material de construção.
Ainda que possa surpreender, esse não é um projeto pioneiro. Em 2012, o residencial Forte, de dez andares, foi construído com vista para Melbourne Victoria Harbour, na Austrália. Era o mais alto edifício de madeira do mundo, até o Treet, no centro de Bergen, Noruega, roubar seu título em 2014, com um extra de quatro andares.
Por trás dessa admirável inovação na aplicação da madeira há uma avançada tecnologia. Como afirma o Dr. Dr. Michael Ramage, do Centro de Material Natural e Inovação na Universidade de Cambridge. "Há todo um conjunto de novos materiais feitos de madeira que são estruturalmente capazes de construir grandes edifícios." O que se verifica é que a ciência amplia os litmites de uso para o mundo moderno de uma material tão antigo quanto a vida.
Técnicas e matérias aglomerantes avançados fazem com que madeira laminada cruzada ou camadas finas de madeira colocadas em frente uma da outra em ângulo reto, utilizando cola resistente ao fogo para criar um tecido mais forte.
Mas é no bambu – um material que foi usado na construção da Ásia durante séculos – que há maior interesse para a indústria. Com um período de cinco vezes maior taxa de crescimento do que a madeira, mas com propriedades mecânicas semelhantes, existem 31,4 milhões de hectares de bambu em todo o mundo, segundo a Organização para a Alimentação e Agricultura. A engenharia vem trabalhando no bambu, para levantar paredes de tubos de bambu, ou cortá-los em retângulo e colá-los em grandes lajes.
Obviamente, quando se trata de construções de madeira, há uma pergunta ardente: arranha-céus de madeira são um perigo de incêndio?
Mas o Dr. Ramage traz também tranquilidade para essa questão: "Há um problema de percepção enorme. Madeira não queima na forma como o público imagina."
Fonte - Portogente  27/08/2016

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sustentabilidade está ligada à redução da desigualdade, defendem especialistas

Sustentabilidade

A desigualdade é um dos motivos que leva a maioria da população da capital paulista a considerar a preservação do meio ambiente ruim ou péssima. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara, 51,1% de 2.049 entrevistados em todas as regiões de São Paulo têm essa percepção. “A principal ação para garantir a sustentabilidade é diminuir as desigualdades do ponto de vista territorial, por meio de políticas públicas específicas para cada área

Revista Amazônia
Rev.Amazônia
A necessidade de reduzir a desigualdade em São Paulo é uma das soluções para melhorar a sustentabilidade na cidade. É o que sinalizaram os participantes do painel desta segunda-feira (20/6) do Ciclo de Debates SP 2030, promovido pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, cujo tema foi sustentabilidade.
A desigualdade é um dos motivos que leva a maioria da população da capital paulista a considerar a preservação do meio ambiente ruim ou péssima. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara, 51,1% de 2.049 entrevistados em todas as regiões de São Paulo têm essa percepção. “A principal ação para garantir a sustentabilidade é diminuir as desigualdades do ponto de vista territorial, por meio de políticas públicas específicas para cada área. Se for um assentamento, é necessário saneamento, habitação, áreas verdes de equipamentos públicos”, disse a professora de planejamento territorial da UFABC (Universidade Federal do ABC) Luciana Travassos.
Integrante da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio argumentou que é necessário que toda a população tenha acesso igual a todos os serviços oferecidos. “É fundamental um planejamento sério e de longo prazo que tenha como referência a garantia de que todos tenham acesso à serviços básicos, o fortalecimento das subprefeituras e maior poder aos movimentos sociais e associações de bairro para reduzir essa desigualdade”, disse.
A pesquisadora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Fernanda Meirelles comentou a importância do saneamento básico nesse processo. “As pessoas estão mais preocupadas com a coleta do esgoto. Mas precisamos saber de que forma é feito o tratamento dos resíduos e a qualidade da água que é devolvida para a sociedade”, argumentou.
O vereador Ricardo Young (Rede) defendeu a mudança de atitude do poder público para se reduzir as desigualdades. “É necessário de pensar em políticas de forma integrada. O interesse econômico conduz toda qualidade de vida da população e enquanto tiver essas negociações não vamos conseguir ter uma sociedade sustentável. Podemos ver a questão da habitação, antes se pensa no terreno mais barato, economicamente. Sendo que deveria se pensar socialmente”, comentou.
O diretor-presidente da Escola do Parlamento, Christy Ganzert Pato, gostou do debate. “Pudemos desmontar um pouco a ideia de que sustentabilidade está ligada apenas a ideia de separar o lixo corretamente. A sustentabilidade é um conflito complexo e envolve pensar em todas as áreas de forma sistêmica e que a participação social faz parte do processo”, disse
Fonte - Revista Amazônia  29/06/2016

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Manutenção preventiva de árvores ajuda a tornar as cidades mais verdes

Meio ambiente

É de extrema importância termos uma cidade mais verde, no entanto assim como qualquer espécie viva, é preciso cuidar para que estejam sempre fortes e saudáveis.

Graziela Lourensoni - RA

A questão da manutenção de árvores em áreas urbanas merece um cuidado especial, pois, se por um lado é importante ter cada vez mais áreas verdes compondo a paisagem urbana, por outro é fundamental a manutenção preventiva destas áreas, essa é a única forma de minimizarmos os casos de acidentes causados pela queda de árvores. É de extrema importância termos uma cidade mais verde, no entanto assim como qualquer espécie viva, é preciso cuidar para que estejam sempre fortes e saudáveis.
Outro ponto importante é o expressivo número de queda de árvores durante o período de chuvas. Em São Paulo, por exemplo, somente entre os meses de novembro de 2014 e fevereiro deste ano foi registrada a queda de cerca de 1700 árvores.
Diante dos números elevados de quedas, a questão que fica é: como combater o problema? A resposta é simples, por mais que estejamos passando por um longo processo de estiagem, é preciso investir na manutenção preventiva constante. O trabalho deve começar desde já, antes dos meses chuvosos, pois assim é possível realizar o tratamento adequado e minimizar drasticamente o número de árvores condenadas. Em grande parte das vezes, isso ocorre porque as árvores não recebem os cuidados necessários, são plantadas de forma incorreta ou em locais indevidos.
No entanto, quando falamos em manutenção preventiva, precisamos destacar que o corte ou a poda de uma árvore em local público ou particular depende de uma autorização da prefeitura municipal ou de um órgão estadual competente. Além disso, esse é um trabalho que só pode ser feito por profissionais capacitados, como engenheiros florestais, agrônomos, biólogos ou técnicos. Apenas um especialista poderá definir o momento ideal para as podas de limpeza, podas de galhos mortos, realizar a adubação correta e tratamento fitossanitário nas árvores para evitar a infestação de insetos.
Vale lembrar também que para cada etapa do processo de manutenção existem ferramentas específicas, como podadores de galhos, motosserras e sopradores, que são capazes de realizar o trabalho de forma correta e segura. Nesse sentido, o avanço tecnológico proporcionou melhorias expressivas ao segmento, com equipamentos mais potentes, versáteis, leves, ergonômicos e fáceis de manusear. Sem contar que, eles também são capazes de reduzir o consumo de combustível e emitir menos poluentes, minimizando impactos no meio ambiente.
Conhecer as espécies indicadas para serem plantadas em uma calçada ou no quintal de casa, por exemplo, e outro ponto que merece atenção. É preciso levar em consideração a profundidade da raiz para não prejudicar o calçamento, a altura que ela poderá atingir, evitando que interfira na fiação, e a firmeza dos galhos. Isso tudo deve ser estudado com atenção, para que a ideia de ter uma fonte de sombra e ar puro na porta de casa não se transforme em um problema e sim em mais qualidade de vida.
Fonte - Revista  Amazônia  03/09/2015

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Semana de Urbanismo da UNEB promove Sustentabilidade Urbana

Cidade

Temas mais específicos como ‘Sustentabilidade, cidade e espaço público’ - ‘Mobilidade sustentável’ - e ‘Protagonismo social e cidades sustentáveis’ fazem parte da pauta de discussões da SEMUR 2014, que acontece no Teatro da UNEB, localizado no bairro do Cabula.

TB
foto ilustração - Pregopontocom
Nos dias 3, 4, 5 e 6 de novembro, o curso de Urbanismo da Universidade do Estado da Bahia - UNEB realizará em Salvador a SEMUR2014 - VIII Semana de Urbanismo.
Este ano, o evento tem como tema central “Cidades no Futuro” e debaterá sustentabilidade urbana em suas diversas facetas.
Temas mais específicos como ‘Sustentabilidade, cidade e espaço público’; ‘Mobilidade sustentável’; e ‘Protagonismo social e cidades sustentáveis’ fazem parte da pauta de discussões da SEMUR2014, que acontece no Teatro da UNEB, localizado no bairro do Cabula.
"A realização de um evento como a SEMUR é uma oportunidade de discutirmos a realidade das cidades brasileiras e em particular de Salvador e a partir destas discussões termos ideias e propostas que levem à melhoria de nossa realidade urbana”, declarou o professor André Santos, que faz parte da comissão organizadora juntamente com os professores Juan Moreno e Clélia Dantas.
A conferência de abertura ficará por conta do professor Henri Acselrad, doutor em Planejamento, Economia Pública e Organização do Território pela Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Fazem parte da programação palestras dos professores Lincoln Paiva, José Antônio Saja e Emilio Merino, do pedagogo e integrante do Movimento Passe Livre Walter Takemoto, da promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo Dr. Hortência Gomes Pinho, da vereadora Aladilce Souza, do presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado da Bahia - FAMEB Ramiro Cora, e da deputada estadual Maria Del Carmen.
Segundo o professor André Santos, a ideia de realizar a SEMUR foi inspirada no histórico evento homônimo realizado em Salvador em 1935, que foi “um marco nas discussões e propostas de soluções para os problemas urbanos da capital baiana”.
De acordo com o acadêmico, a cidade, que sofreu intenso aumento populacional entre 1960 e 2000, tem um nível de sustentabilidade muito aquém de outras cidades do Brasil.
“Discutir Salvador na perspectiva sustentável é fundamental para mudar esta tendência que a cidade tem tomado na história. Reverter a precariedade do nosso espaço urbano pode refletir fortemente na qualidade de vida da população”, completou professor André.
O público-alvo da VIII Semana de Urbanismo é formado por estudantes de urbanismo, de arquitetura e de outras áreas que tenham interesse nos estudos da cidade.
Profissionais, representantes de ONGs, movimentos sociais e sociedade civil que atuem nas questões urbanas.
É necessário realizar inscrição prévia, que deverá ser feita por meio do site oficial www.semanadeurbanismo.uneb.br até o dia 3 de novembro, primeiro dia do evento.
A inscrição deverá ser confirmada no credenciamento mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Os alimentos arrecadados serão doados a instituições de caridade a serem definidas. O prazo para submissão de trabalhos é 15 de outubro.
Ao final da SEMUR, os participantes receberão certificados que contabilizam 16 horas de atividades, além de 4 horas de oficinas, cujas temáticas ainda estão em fase de definição.
A SEMUR2014 é realizada pelo Centro Acadêmico de Urbanismo (CAURB), pelo Colegiado do Curso de Urbanismo e pela UNEB, com apoio da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), do Sindicato dos Engenheiros (SENGE-Bahia) e da Câmara Municipal de Salvador.
Visite o site oficial da SEMUR2014 para conferir a programação completa. http://www.semanadeurbanismo.uneb.br
Fonte - Tribuna da Bahia  28/10/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conferência Cidades Verdes debate urbanismo e mudanças climáticas no Rio

Cidades Sustentáveis

O objetivo do encontro é alertar para a urgência das cidades reduzirem a emissão de carbonos na atmosfera e adaptar as cidades a mudanças climáticas inevitáveis. A meta da redução das emissões de todo o município do Rio de Janeiro é 20% até 2020.

Da Agência Brasil 
foto - ilustração
A questão do urbanismo diante das mudanças climáticas e a necessidade de se pensar cada vez mais em estratégias eficazes para o desenvolvimento urbano estão sendo tratadas no Rio de Janeiro na 4ª Conferência Cidades Verdes. O objetivo do encontro é alertar para a urgência das cidades reduzirem a emissão de carbonos na atmosfera e adaptar as cidades a mudanças climáticas inevitáveis. A meta da redução das emissões de todo o município do Rio de Janeiro é 20% até 2020.
Segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, o Rio de Janeiro tem metas importantes e significativas de reduções de emissões de gases de efeito estufa como poucas cidades brasileiras do mesmo porte.
"É um grande marco, não é fácil, mas eu acho que o Rio está tomando todas as medidas", disse Nobre ao lembrar que as políticas adotadas na cidade fomentam a eficiência nos transportes, para reduzir as emissões de gases poluentes. "É possível sim, que em seis anos, o Rio consiga atingir essa meta [de 20% de redução]", disse.
O secretário acredita que é muito importante debater o conhecimento com pesquisadores, cientistas e com a sociedade porque sem esse tipo de troca, as ideias não vão adiante. Ele destacou ainda a importância das áreas verdes nas grandes cidades: "a vegetação na cidade é um atenuador importante do aquecimento global, do aumento da temperatura e reduz também a poluição". Nobre avalia que, embora o Rio de Janeiro seja uma cidade considerada verde, quando comparada a outras no país, ainda faltam políticas mais contundentes pra "se tornar realmente uma cidade verde a exemplo de grandes centros mundiais como Nova York, Londres e Paris".
foto - ilustração
De acordo com o presidente da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional, deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa se originam nas cidades e por isso elas [as cidades] têm um papel importante em relação à questão do clima. O deputado lembra também que as cidades são muito vulneráveis às consequências que essas mudanças provocam. "É importante discutir como diminuir as emissões (...) e, por outro lado, como adaptar as cidades às consequências inevitáveis do aquecimento global, que estão aí e vão acontecer. A gente precisa preparar as cidades para que não haja vítimas e prejuízos como tem havido numa série de situações que a gente conhece bem", disse Sirkis ao lembrar recentes enchentes e deslizamentos que ocorreram no estado.
Fonte - Agência Brasil  27/10/2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Via Mangue - Recife e a derrota dos Manguezais

Meio ambiente

Enquanto cidades em países lá fora e até o Rio de Janeiro,vão demolindo os seus monstros de concreto em cima de rios em áreas urbanas  para torna-las mais humanas e agradáveis,ainda é muito comum em muitas cidades brasileiras o aparecimento de dinossauros de concreto ocupando espaços urbanos,degradando a paisagem urbana e o meio ambiente.

Da Redação
foto ilustração - Diário de Pernambuco
Prevista para ser inaugurada até o fim do mês de maio desde ano,com cerca de 5 Km a um custo de R$433 milhões e boa parte dela construída sobre um rio e manguezais,a chamada Via Mangue em Recife é o que podemos chamar de uma verdadeira  "antítese" da nova ordem do planejamento urbano para as cidades em todo o mundo,uma via trafegando livre na contra mão dos novos conceitos urbanos que ora se estabelecem como padrões para consolidação de "cidades sustentáveis".A construção do novo monstro de concreto sobre um rio em Recife para atender a demanda do transporte individual provocando a destruição de uma grande área de manguezais,da exatamente a dimensão da política equivocada que nossos administradores públicos insistem em usar,com uma visão caolha, adotando soluções  desastrosas com relação aos problemas nas relações urbanas e na mobilidade das cidades brasileiras.O privilégio exacerbado em favor dos pneus,sejam eles grandes ou pequenos em detrimento de um transporte de massa integrado de grande capacidade,de qualidade,limpo e sustentável, cuja adoção é sempre empurrada para um futuro próximo,quase sempre se torna um futuro mais distante.O que mais nos causa espécie é a maneira com que os órgãos ambientais que devem cuidar do nosso patrimônio ecológico e ambiental tratam o problema, quase sempre prevalece a lógica do "progresso" e a natureza paga o ônus, mais infelizmente la na frente é cobrado com juros e correção pezada.Não é atoa que grande parte das cidades brasileiras com a população sofrem as consequências durante os períodos chuvosos com os graves problemas de alagamentos e enchentes causados pela excessiva impermeabilização do solo. A natureza cobra e cobra caro.De nada adianta o coro de entidades ambientalistas,dos movimentos sociais,e as advertências de arquitetos,engenheiros e urbanistas,são vozes que quase sempre ecoam no vazio.A Via Mangue que não tem previsão para contemplar o transporte público será mais um espaço único para o transito do transporte individual na busca da solução para o complicado trânsito da Zona Sul da cidade de Recife,mais até quando?...quanto tempo levara para ela se transforme em mais um novo gargalo?...... 
Cidades como Portland e Nova York nos EUA,Barcelona e Bilbao na Espanha,Toronto no Canada,Seul na Coréia inclusive revitalizando o rio  Cheonggyecheon,e tantas outras pelo mundo afora que optaram em por abaixo pesadas estruturas de concreto que contribuíam para tornar as cidades mais cinzentas,pesadas e desagradáveis.Porque temos que percorrer um longo caminho tortuoso e doloroso quando podemos usar um atalho para chegar bem mais rápido e mais fácil as soluções já adotadas por aqueles que cometeram tais erros e agora nos dão o exemplo de como não devemos fazer para chegar ao caos?......
Cidades são para pessoas,assim devem ser pensadas,cidades sustentáveis, agradáveis,e com qualidade de vida para os seus habitantes,mais humanas e menos "frias",com uma perfeita integração urbana e social entre os entes,cidades e o povo.Mais a Via Mangue de Recife esta ai,já é um fato real  e consumado,sufocando o rio,a cidade e o seu manguezal,até quando?... quem sabe?.....
Enquanto isso aqui em Salvador também somos o que poderia se dizer um bom exemplo de um mau exemplo,que o digam os bairros do Imbui,a Av Centenário,a Av.Vasco da Gama etc....e vem ai as próximas atrações...a Linha Viva com suas 10 praças de pedágios para o transito livre do transporte individual e um BRT que pretende engolir o canteiro central e mais um rio na Av. Juracy Magalhães Jr.......
Pregopontocom/A.Luis  01/05/2014


Seul antes e depois - fonte portomaravilha



Recife constrói pista (via elevada) para carros dentro de um rio com manguezais

sábado, 28 de dezembro de 2013

Despoluir rios urbanos - Oito cidades mostram que é possível faze-lo

Meio Ambiente

Oito cidades mostram que é possível despoluir rios urbanos

Outras Mídias

Contaminação que marcou era industrial começou a ser revertida no século 20. Seul, recordista, limpou seu rio em apenas quatro anos
No  EcoD
O crescimento desordenado das cidades, somado ao descaso do poder público e à falta de consciência da população, fazem com que boa parte dos rios urbanos do Brasil mais pareçam a extensão das lixeiras. A falta de tratamento de esgoto e o descarte de poluentes industriais são os grandes vilões para esse quadro.
Atualmente, os 500 maiores rios do planeta enfrentam problemas com a poluição, segundo dados da Comissão Mundial de Águas. Contudo, diversas cidades conseguiram transformar seus rios mortos em belos retratos de cartão-postal, como Paris e Londres, integrando-os à sua vida econômica e social. Eis alguns exemplos que podem inspirar as autoridades brasileiras para que alcancemos os mesmos resultados.

Sena pode estar 100% despoluído em 2015
(Foto: Danielle Meira dos Reis)
1. Rio Sena, Paris (França)O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico.
Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento.
No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectare para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam.

Tâmisa era conhecido antes como o “Grande fedor”
 (Foto: Wikimedia Commons)
2. Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido)
O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. As águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Ocorriam até mesmo mortes por cólera. Em 1858, no entanto, reuniões parlamentares precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio apelidado como “Grande fedor”.
Na época foi colocado em prática uma alternativa sem êxito, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade. Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia.

Famoso rio de Lisboa teve investimento de 800 milhões de euros
 (Foto: Wikimedia Commons)
3. Rio Tejo, Lisboa (Portugal)
Para despoluir o famoso rio de Lisboa foram investidos 800 milhões de euros. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio. Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes.
O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu.

Os 5,8 km do rio que corta metrópole foram revitalizados em apenas quatro anos
(Foto:
 longzijun)
4. Rio Cheonggyecheon, Seul (Coreia do Sul)
Pode parecer mentira, mas os 5,8 km do rio que corta a grande metrópole de Seul foram totalmente revitalizados em apenas quatro anos. Hoje ele conta com cascatas, fontes, peixes e é ponto de encontro de crianças e jovens.
Seu renascimento começou em julho de 2003, quando o governo da cidade implodiu um enorme viaduto (com cerca de 620 mil toneladas de concreto) que ficava sobre o rio e começou, em paralelo, um grande projeto de nova política de transporte público e construiu diversos parques lineares, ampliando a quantidade de áreas verdes nas ruas para uma cidade sustentável. Todo o processo teve um investimento de 370 milhões de dólares.
Com as melhorias ambientais, a temperatura em Seul diminuiu 3,6°C, além de haver melhorias econômicas para a cidade. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole com mais de 10 milhões de habitantes quando seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han, outro que passou pelo processo de despoluição.

O Han também passou por mudanças e hoje já tem algumas espécies de peixe
 (Foto: Divulgação)
5. Rio Han, Seul (Coreia do Sul)
Formado pela confluência dos rios Namhan e Bukhan, ele passa por Seul e se junta ao rio Imjin, que em seguida deságua no Mar Amarelo. Com 514 km de extensão, sendo 320 navegáveis, o rio sempre teve papel fundamental para o desenvolvimento da região, visto que era fonte para a agricultura e o comércio, além de ajudar na atividade industrial e na geração de energia elétrica.
No entanto, o Rio Han sofreu grande degradação durante a Segunda Gerra Mundial e Guerra da Coreia, além de receber o despejo de esgoto.
Mas, em 1998, com o plano de Desenvolvimento e Implementação de Gestão da Qualidade da Água, o local mudou o seu destino. Com a revitalização do rio Cheonggyecheon, o Han também passou por mudanças e hoje é considerado limpo e já tem algumas espécies de peixe. O governo tem em prática, inclusive, o projeto Han Renaissance, que tem por objetivo revitalizar 12 parques à beira do rio.
Governos das cidades banhadas pelo Reno criaram Programa de Ação em 1987
(Foto: Vladimir Rys/Getty Images)
6. Rio Reno, várias cidades da Europa
Com cerca de 1,3 mil km de extensão, o rio nasce nos Alpes Suíços e banha seis países europeus até desaguar no Mar do Norte, na Holanda. Durante muitos anos recebeu dejetos de zonas industrias, o que o levou a ser conhecido, em 1970, como a cloaca a céu aberto da Europa.
Um dos principais casos de contaminação aconteceu em 1986, quando 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas foram despejadas no rio por uma empresa suíça. Com o ocorrido, o governos das cidades banhadas pelo Reno se reuniram e criaram o Programa de Ação para o Reno em 1987, investindo mais de 15 bilhões de dólares em sua recuperação, que contou com a construção de estações de tratamento de água monitorado. O resultado são 95% dos esgotos das empresas tratados e a existência de 63 espécies de peixes vivendo por ali hoje.

Cleveland investiu U$ 3,5 bi para purificar água do Cuyahoga e seus sistemas de esgoto
 (Foto: 
Cuyahoga jco)
7. Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos)
Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje ele é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante.
Devido à atividade industrial maciça e o esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969, uma mancha de óleo e outros produtos químicos incendiaram o rio. Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação do Ato Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano.
Assim, Cleveland investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas.

Galerias pluviais foram reconstruídas nos Canais de Copenhague
Foto: Pramzan45/Wikimedia Commons
8. Canais de Copenhague (Dinamarca)
Provavelmente você conhece a capital dinamarquesa por ser referência no assunto meio ambiente. Hoje ela possui uma meta muito clara: quer chegar em 2025 como a capital a primeira capital do mundo a neutralizar suas emissões de carbono.
Mas nem sempre foi assim. Antes os canos que levavam a água da chuva para os rios e canais muitas vezes se misturavam com a rede de esgoto, transportando os dejetos para as águas. Além disso, o entorno do rio era uma área industrial, o que fazia com que boa parte do lixo da região fosse para os canais e rios.

Em 1991, no entanto, surgiu o plano de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram estabelecidos em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva se armazenasse em caso de tempestade e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado.
Hoje os habitantes e turistas podem, até, tomar banho nas piscinas públicas artificiais criadas pelo governo.
Fonte - Outras Palavras  27/12/2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

05/06/2013 DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

TODO O DIA É DIA DO MEIO AMBIENTE - ALL DAY IS THE DAY OF THE ENVIRONMENT


Greenpeace













   





Adicionar legenda

















Rio São Francisco