UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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domingo, 28 de agosto de 2016

Madeira mais resistente

Tecnologia

Como o nome “Sida vid sida” (traduzido: lado a lado), o projeto foi vencedor de um concurso para projetar um centro cultural e um hotel, na cidade sueca de rica indústria madeireira e também para destacar os múltiplos benefícios no design utilizando a madeira como material de construção.

Portogente

Difícil de acreditar que a madeira está sendo apresentada como uma ideia séria para as cidades ficarem mais verdes – leves e sustentáveis -, e ainda ser mais resistente ao fogo do que o aço. Mas é o que acreditam os construtores de uma estrutura de 19 andares na cidade sueca de Slelleftea.
Como o nome “Sida vid sida” (traduzido: lado a lado), o projeto foi vencedor de um concurso para projetar um centro cultural e um hotel, na cidade sueca de rica indústria madeireira e também para destacar os múltiplos benefícios no design utilizando a madeira como material de construção.
Ainda que possa surpreender, esse não é um projeto pioneiro. Em 2012, o residencial Forte, de dez andares, foi construído com vista para Melbourne Victoria Harbour, na Austrália. Era o mais alto edifício de madeira do mundo, até o Treet, no centro de Bergen, Noruega, roubar seu título em 2014, com um extra de quatro andares.
Por trás dessa admirável inovação na aplicação da madeira há uma avançada tecnologia. Como afirma o Dr. Dr. Michael Ramage, do Centro de Material Natural e Inovação na Universidade de Cambridge. "Há todo um conjunto de novos materiais feitos de madeira que são estruturalmente capazes de construir grandes edifícios." O que se verifica é que a ciência amplia os litmites de uso para o mundo moderno de uma material tão antigo quanto a vida.
Técnicas e matérias aglomerantes avançados fazem com que madeira laminada cruzada ou camadas finas de madeira colocadas em frente uma da outra em ângulo reto, utilizando cola resistente ao fogo para criar um tecido mais forte.
Mas é no bambu – um material que foi usado na construção da Ásia durante séculos – que há maior interesse para a indústria. Com um período de cinco vezes maior taxa de crescimento do que a madeira, mas com propriedades mecânicas semelhantes, existem 31,4 milhões de hectares de bambu em todo o mundo, segundo a Organização para a Alimentação e Agricultura. A engenharia vem trabalhando no bambu, para levantar paredes de tubos de bambu, ou cortá-los em retângulo e colá-los em grandes lajes.
Obviamente, quando se trata de construções de madeira, há uma pergunta ardente: arranha-céus de madeira são um perigo de incêndio?
Mas o Dr. Ramage traz também tranquilidade para essa questão: "Há um problema de percepção enorme. Madeira não queima na forma como o público imagina."
Fonte - Portogente  27/08/2016

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Reserva extrativista sofre com extração ilegal de madeira

Meio Ambeiente

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
A repórter viajou a convite da Andi
foto - ilustração

Gurupá (PA) – A Reserva Extrativista (Resex) Gurupá-Melgaço, no leste do Pará, onde ocorre hoje (27) e amanhã o 2º Chamado da Floresta, evento que deve reunir mil lideranças extrativistas dos nove estados da Amazônia Legal, resume muitos dos problemas enfrentados pelas unidades de conservação. Criada em 2006, a Resex, com 145 mil hectares (o equivalente a 145 mil campos de futebol), sofre com a extração ilegal de madeira, com a falta de um plano de manejo que permita a exploração sustentável dos recursos naturais e com a ausência de políticas públicas.
Do alto, é possível ver diversas clareiras com árvores caídas, toras empilhadas e estradas abertas pelos madeireiros no meio da mata fechada, segundo denúncia dos moradores da Resex. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Agroextrativistas de Gurupá, Heraldo Pantoja da Costa, conta que a entidade vem denunciando desde 2008 a presença de madeireiros ilegais na região.
O barulho das motosserras e o vaivém de caminhões e embarcações carregados de madeira serrada no Rio Pucuruí não passam despercebidos pelos moradores. De acordo com o presidente do sindicato, a madeira é processada dentro da Resex Gurupá-Melgaço em serrarias ilegais. “O movimento sindical tem trabalhado para segurar essa floresta, mas não é fácil por causa da má gestão do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], das políticas públicas que não chegam, da invasão de madeireiros”.
As cerca de 800 famílias da reserva vivem da produção de açaí, palmito, farinha de mandioca e pescado. Um dos líderes da Resex, Mateus Souza de Carvalho, de 21 anos, diz que a ausência do Estado propicia que alguns moradores sejam cooptados por madeireiros e vendam árvores entre R$ 50 e R$ 100 cada. “Tirar milhares de árvores como os madeireiros fazem, como vai ficar o meio ambiente de Gurupá? [Essa situação] deixa os madeireiros mais ricos e a gente mais pobre. Se continuar nesse ritmo, do que vamos viver daqui a 20 anos?”, pergunta Carvalho.
A ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, ressaltou que a exploração ilegal de madeira em reservas extrativistas da Amazônia é objeto de investigação do governo federal. “Isso [a extração ilegal de madeira] tem um ônus para as populações que vivem lá, joga essa população na pobreza e exclui, além da degradação ambiental”, disse ela.
O presidente do ICMBio, autarquia vinculada ao MMA, Roberto Vizentin, informou que a extração ilegal de madeira antes da criação das Resex era muito maior. “O fato de ter criado as reservas extrativistas assegurou o território a essas populações e uma condição de assumir o controle da área e planejar o uso dos recursos. A extração ilegal de madeira que ainda persiste é uma realidade e vamos ter uma ação mais enérgica de controle com os mecanismos de fiscalização e ação policial”, disse.
Ele ressaltou que o governo pretende apoiar as populações extrativistas a fazer a transição para uma economia de base sustentável. “Se as famílias não têm alternativa de renda, elas ficam mais vulneráveis à ação desses madeireiros ilegais. Reconhecemos o problema e estamos apresentando no 2º Chamado da Floresta um pacote de ações muito concretas de apoio ao extrativismo”, disse Vizentin.
Fonte - Agência Brasil  28/11/2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica poderão ser explorados por madeireiras

Meio Ambiente

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Mais de 1 milhão de hectares na Floresta Amazônica poderão ser explorados por madeireiras a partir do ano que vem. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançou, na semana passada, o terceiro edital deste ano de concessão florestal, na Floresta Nacional de Altamira, no Pará, com área de 360 mil hectares, para a exploração sustentável de madeira tropical.
Também estão abertos os editais das florestais nacionais do Crepori e do Amana, ambas no Pará, que somam 740 mil hectares. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial. As áreas abertas para exploração madeireira localizam-se na região de influência da BR-163 (Cuiabá-Santarém) e estão sob pressão do desmatamento.
O objetivo das concessões é ordenar a atividade madeireira e promover uma economia florestal de base sustentável, com madeira legal, de origem rastreada, aumentar a oferta de empregos e elevar a renda e a arrecadação regionais. “A política de concessão florestal traz a presença forte do Estado para áreas que ainda são remotas. Para que haja uma atividade de base florestal na Amazônia, é preciso tratar da questão da regularidade fundiária, que é um ponto crítico”, disse o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves.
“O processo de desordenamento territorial, que gera grilagem e desmatamento, está associado à falta de gerenciamento dessas áreas. Como o governo é o maior detentor de terras na Amazônia, cabe a ele gerir essas áreas. E a melhor gestão para uma floresta é pelo manejo florestal. O governo faz isso por meio de terceiros pela via da concessão”, explicou Alves.
Para que se tornem concessionários, os empresários têm de participar de uma concorrência pública que inclui as propostas técnica e do preço a ser pago pelo metro cúbico de madeira retirada. A proposta técnica é composta por critérios como a implantação de um sistema de gestão e desempenho de qualidade das operações florestais, o grau de processamento local do produto, o uso de inovações tecnológicas e os investimentos para a comunidade local. Os contratos de concessão em terras públicas da União têm validade de 40 anos.

Os maiores desafios nos processos de licitação são problemas com documentos, dificuldade dos madeireiros de se desvincular das práticas ilícitas e incapacidade técnica e gerencial para contratar com o governo federal. “Existe uma resistência de parcela razoável do setor madeireiro em se legalizar porque a legalização implica uma série de compromissos. Uma empresa, para ser concessionária, precisa estar regular com a Receita Federal e a Estadual, com a Delegacia Regional do Trabalho, com a Justiça”, disse Alves.
Atualmente, o SFB tem 200 mil hectares sob concessão florestal. As concessões das florestas nacionais do Jamari, em Rondônia, e de Saracá-Taquera, no Pará, já estão em operação. Os contratos da Floresta Nacional de Jacundá, também em Rondônia, foram assinados, mas ainda estão na fase de implantação, em que os concessionários fazem inventário florestal e plano de manejo. Até o ano passado, 85 mil metros cúbicos foram extraídos e R$ 5,5 milhões pagos pela madeira ao governo federal.
A extração sustentável da madeira prevê que se corte uma média de cinco árvores das cerca de 500 árvores que existem em 1 hectare. Como o ciclo de corte tem duração entre 25 e 30 anos, apenas depois desse período as toras poderão ser extraídas no mesmo local. As espécies mais comuns são maçaranduba, jatobá, muiracatiara-rajada, angelim-vermelho e roxinho.
Os concessionários arcam com os custos de operação com equipamentos e com a manutenção de estradas, por exemplo. A Amata é uma das empresas concessionárias que atuam na Floresta Nacional de Jamari, em uma área de 46 mil hectares, com produção anual de 20 mil metros cúbicos de tora. Segundo o presidente da empresa, Roberto Waack, o investimento tem girado em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões por ano nos últimos três anos. A Amata atua em toda a cadeia da madeira – da produção até a comercialização.

“Acreditamos no retorno do investimento no médio e longo prazos, especialmente se as condições de mercado forem mais justas. Enquanto o setor continuar competindo com a madeira ilegal, terá retornos baixos,” disse Waack. A Amata exporta entre 60% e 70% do que produz e gera 100 empregos diretos e indiretos na concessão.
Apesar do pouco tempo de implantação das concessões – três anos –, o balanço do SFB é positivo. Observou-se uma redução do número de invasões florestais e do desmatamento nessas regiões. “Há pessoas operando e tomando conta dessas áreas. Temos que fazer da floresta um ativo que gere emprego e renda para as sociedades locais”, ressaltou Marcus Vinicius Alves.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ação dos agentes especiais contra os piratas da selva

Exclusivo: conheça a ação dos agentes especiais contra os piratas da selva



Confira no vídeo como é a busca pelos traficantes de madeira no coração da Amazônia. Conhecida como operação “Boi Pirata”, nossos repórteres flagram uma indústria clandestina, escondida na mata e mostram quem são os homens mais procurados pela polícia da floresta.
R7.com / Domingo Espetacular 20/01/2013