Mostrando postagens com marcador amazônia legal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amazônia legal. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de agosto de 2015

Desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 82% na última década

Meio ambiente

De acordo com a taxa consolidada pelo Inpe, a área desmatada no período 2013/2014, foi de 5.012 quilômetros quadrados (km²), comparados aos 5.891 km² desmatados em 2012/2013. O ministro Aldo Rebelo disse que, entre 2004 e 2014, a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal caiu de 27.772 km² para 5.015 km², uma redução de 82%. “É uma demonstração, uma ostentação de êxito da política ambiental do país que deve ser, mais que registrada, celebrada.”

Maiana Diniz
Repórter da Agência Brasil*

O desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 15% entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação aos 12 meses anteriores. Os dados são do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados na tarde de hoje (14), em Brasília pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Em entrevista coletiva, ministros Aldo Revelo e Izabella Teixeira anunciam resultado do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal, de agosto de 2013 a julho de 2014Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
De acordo com a taxa consolidada pelo Inpe, a área desmatada no período 2013/2014, foi de 5.012 quilômetros quadrados (km²), comparados aos 5.891 km² desmatados em 2012/2013. O ministro Aldo Rebelo disse que, entre 2004 e 2014, a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal caiu de 27.772 km² para 5.015 km², uma redução de 82%. “É uma demonstração, uma ostentação de êxito da política ambiental do país que deve ser, mais que registrada, celebrada.”
Os estados que mais frearam a destruição da floresta em relação ao período anterior foram o Maranhão (36%), o Tocantins (32%) e Rondônia (27%). Os estados que mais desmataram no último período foram o Acre (40%), o Amapá (35%) e Roraima (29%). A Amazônia Legal é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima e do Tocantins.
Para chegar à taxa consolidada, o instituto mapeou 214 imagens do satélite de observação terrestre Landsat 8. O Prodes computa como desmatamento áreas maiores que 6,25 hectares com corte raso de floresta primária, ou seja, quando há remoção completa da cobertura florestal.
A ministra Izabella Teixeira explicou que o monitoramento do Prodes ainda não diferencia o desmatamento ilegal e legal, autorizado em propriedades rurais de acordo com regras do Cadastro Ambiental Rural, previsto no Código Florestal. Por falta de informações dos estados responsáveis pelo cadastro, o governo federal não consegue sobrepor as áreas desmatadas com as áreas que têm autorização dos estados para o corte de vegetação nativa.
Segundo a ministra, o ministério acaba de firmar um acordo com o governo do Acre para que o estado seja o primeiro a disponibilizar para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) os dados do estado.
“Vai ser o primeiro estado que vai integrar a informação do que estão autorizando retirar. Em dez dias, até duas semanas, o Ibama deve receber as informações. Vamos cruzar esses dados e entender na dinâmica do território o que é legal e o que é ilegal ou sem autorização”, disse, destacando que uma das justificativas para o aumento da área desmatada no estado são as políticas públicas para assentamentos rurais.
Após a divulgação dos dados do Prodes, a presidenta Dilma Rousseff usou a rede social para dizer que o Brasil vai chegar ao desmatamento ilegal zero na Amazônia Legal. Por meio do Twitter, ela comentou a redução de 15% no desmatamento entre 2013 e 2014, comemorando o fato de a taxa ter sido a segunda menor da série histórica.
“Para um país continental como o Brasil, uma meta de redução é muito importante, e chegaremos ao desmatamento ilegal zero na Amazônia Legal. Este é mais um passo no nosso compromisso de preservação do meio ambiente e de reflorestamento de áreas degradadas”, escreveu a presidenta.
*Colaborou Paulo Victor Chagas
Fonte - Agência Brasil  14/08/2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ministro dos Transportes destaca concessões de ferrovias na Amazônia Legal

Ferrovias

Na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançada em junho último, “ quatro estados da Amazônia Legal foram contemplados com cerca de 2 mil quilômetros de rodovias e mais de 4,6 mil quilômetros de ferrovias”, ressaltou o ministro. 

Ministério dos Transportes
foto - ilustração
Ao participar nesta sexta-feira (24/7) do 11º Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, em Manaus (AM), o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, destacou os investimentos na área de transportes para os estados da Amazônia Legal. Na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançada em junho último, “ quatro estados da Amazônia Legal foram contemplados com cerca de 2 mil quilômetros de rodovias e mais de 4,6 mil quilômetros de ferrovias”, ressaltou o ministro. Também presentes no encontro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o ministro chefe de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, além de governadores da região. Durante os debates, que envolvem financiamento público da saúde, soluções de logística e outros temas de interesse dos estados que compõem o bloco amazônico, Antonio Carlos Rodrigues expôs os investimentos da iniciativa privada que estão previstos no PIL, já em 2015, como o leilão da BR-163, trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). “Esse leilão envolve recursos de R$ 6,6 bilhões, que serão aplicados em melhoramentos e na duplicação desse importante eixo logístico, estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira”, reafirmou. Para as ferrovias, o ministro destacou os investimentos previstos em três estados da Amazônia Legal incluídos no projeto da Ferrovia Bioceânica. “A Bioceânica permitirá a saída do Brasil para o Oceano Pacífico com efeitos positivos e transformadores para nossa economia”, disse. O trecho brasileiro da Bioceânica deverá ter extensão total de 3,5 mil quilômetros, dos quais quase 3 mil quilômetros ficam na Amazônia Legal, cruzando os estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre”, enfatizou.

PAC
O ministro lembrou também os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que envolve a Amazônia Legal. “Dos projetos do PAC voltados para a região, nove já estão concluídos, como a ponte sobre o Rio Madeira, em Rondônia, e a ponte internacional sobre o Rio Oiapoque, que liga o Amapá à Guiana Francesa”, concluiu.
Fonte - Revista Ferroviária  27/07/2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Desmatamento da Amazônia Legal em 16 anos,foi quase o tamanho de SP

Meio Ambiente

A pesquisa também mostra que o desmatamento entre 2005 e 2013 foi 89.158 quilômetros quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área do tamanho do Espírito Santo com o Rio de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078 quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do Amapá.

RA

O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado de São Paulo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgada hoje (19).
A pesquisa também mostra que o desmatamento entre 2005 e 2013 foi 89.158 quilômetros quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área do tamanho do Espírito Santo com o Rio de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078 quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do Amapá.
De qualquer forma, o resultado da pesquisa mostra uma queda de 79,1% no desmatamento da região quando comparado o período entre 2004 e 2013. Segundo o IDS, pelo menos 15% da Amazônia Legal já foi desmatada.
Sobre os demais biomas brasileiros, segundo a pesquisa, a Mata Atlântica já teve 85,5% da área desmatada. Nos Pampas, 54,2% da área original foi desflorestada, enquanto quase metade da mata nativa do Cerrado – 49,1% – não existe mais. A Caatinga teve, no período, uma área desmatada de 46,6%. Já a região do Pantanal foi o bioma menos atingido pelo desmatamento (15,4%).
Em 2004, 27,8 mil quilômetros quadrados foram desflorestados na região, o equivalente ao estado de Alagoas. Já em 2013, a área desmatada caiu para 5,8 mil quilômetros quadrados, comparável ao território do Distrito Federal. O menor percentual da série histórica, no entanto, foi registrado em 2012, com 4,6 mil quilômetros quadrados.
Fonte - Revista Amazônia  19/06/2015

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Desmatamento cai 18% na Amazônia Legal em um ano

Meio ambiente

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 18% entre agosto de 2013 e julho de 2014.Os dados estimados foram divulgados hoje (26) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 5.891 km² do período anterior.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O desmatamento caiu 18% na Amazônia Legal no período entre agosto de 2013 e julho de 2014, em relação ao período anterior – agosto/2012 a julho/2013. Os dados estimados foram divulgados hoje (26) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 5.891 km² do período anterior.
O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtido após o mapeamento de 89 imagens de satélite.
A avaliação do Inpe mostra que essa é a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Prodes. De 2004 a 2014, a redução na taxa de desmatamento foi 83%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados 4.571 km².
Os estados que mais desmataram no último período foram o Pará, com 1.829 km²; Mato Grosso, 1.048 km²; e Rondônia, com 668 km². Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 km²; o Amazonas, 464 km²; o Maranhão, 246 km²; Roraima, 233 km²; e o Tocantins, 48 km².
"Apenas os estados do Acre e de Roraima apresentaram taxa de crescimento do desmatamento, em relação ao período 2012/2013, de 41% e 37%, respectivamente. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o trabalho agora será de detectar os locais de pressão de desmatamento nesses estados. “Vamos conversar com os governos estaduais e olhar a fiscalização. Embora do ponto de vista de magnitude, [o desmatamento nesses estados] não seja expressivo, como temos no Pará, em Mato Grosso e Rondônia, tradicionalmente estados mais representativos da pressão de desmatamento, e eles tiveram redução”, disse.
O estado do Maranhão reduziu o desmatamento em 39%, comparado a 2012/2013; Tocantins, 35%; Rondônia, 28%; Pará, 22%; Amazonas, 20%; e Mato Grosso, 8%.
Após anunciar aumento de 29% do desmatamento em 2012/2013, a ministra disse que a redução de 18% neste ano deve-se ao trabalho de inteligência na fiscalização e da busca pela regularização ambiental. “Mudamos o patamar da fiscalização para uma fiscalização preventiva. É um reconhecimento ao trabalho dos fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], da Força Nacional e dos sistemas criados para fortalecer a fiscalização ambiental, que estão trazendo resultados”, ressaltou Izabella.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

IBGE divulga primeiro mapa de riscos climáticos da Amazônia Legal

Meio Ambiente

Apesar dos dados analisados terem sido coletados entre as décadas de 1960 e 1990, o coordenador de Recursos Naturais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, diz que o mapa é importante para mostrar a importância da questão em uma região como a Amazônia, entendendo as condições climáticas como um agente potencialmente transformador de um ambiente.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil
IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (17) o primeiro Mapa de Agressividade Climática na Amazônia Legal. O documento compila dados coletados por três décadas em 326 estações climatológicas e pluviométricas, além de informações do próprio IBGE e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
Produzido pelo Diagnóstico Ambiental da região, estudo da década de 1990 para conjugar a análise das variáveis climáticas, o material também leva em conta o relevo e a cobertura vegetal da Amazônia Legal.
Apesar dos dados analisados terem sido coletados entre as décadas de 1960 e 1990, o coordenador de Recursos Naturais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, diz que o mapa é importante para mostrar a importância da questão em uma região como a Amazônia, entendendo as condições climáticas como um agente potencialmente transformador de um ambiente.
“O levantamento é necessário para compreender o funcionamento do sistema natural por conta do clima. Ele ajuda muito a avaliar a vulnerabilidade do ambiente. Não é um mapa que indica ou apresenta problemas relacionados às chuvas e à falta de água em São Paulo. O objetivo é mostrar que o agente transformador de qualquer ambiente é o clima. Se esse clima é alterado por desmatamento ou ocupação, a alteração transformará o ambiente”, salientou.
O mapa incluiu três grandes classes de agressividade: alta, média e baixa. Cada uma é subdividida em fatores, conforme o índice de concentração de chuvas, número de meses com excesso e deficiência e totais médios anuais de chuva.
De acordo com Monteiro Filho, é necessário um mapa com dados atuais, para verificar como ocorreram as mudanças na região nas últimas décadas. “Até 1990, os dados não eram muito bons. Hoje, são muito melhores. É preciso uma outra análise para entendermos  como a situação se deu nos últimos 24 anos. De qualquer forma, era uma informação perdida. Na ciência, você tem de ter uma base de comparação”.
Ressaltou que as modificações na região tropical foram intensas nos últimos 24 anos. Acrescentou que ainda não há previsão da nova análise. O mapa do Potencial de Agressividade Climática na Amazônia Legal pode ser acessado na página do IBGE. - http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&idnoticia=2761 -
Fonte - Agência Brasil  17/11/2014

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desmatamento tem redução de alertas em 19% na Amazônia Legal

Meio Ambiente

Fiscalização foi ampliada e dados foram registrados por sistema em tempo real
Redução foi mensurada entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, comparado ao mesmo período 2012/2013. 

PA
Foto: Reprodução/Ministério do Meio Ambiente
BRASÍLIA - Redução de 19% no número de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foram registrados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Divulgado nesta sexta-feira (21), dados apontam que entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, comparado ao mesmo período 2012/2013, a área afetada pelo desmatamento caiu de 1.427,99 quilômetros quadrados para 1.162,50. Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins compõem a Amazônia Legal.
As informações foram apresentadas pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardi Júnior, durante reunião com secretários estaduais de Meio Ambiente da Amazônia Legal. O evento visa debater novas estratégias de combate ao desmatamento na região.
O levantamento é feito com base em imagens de satélites e do total de alertas. A fiscalização do Ibama detectou que 76% se referem a corte raso (remoção total da cobertura florestal), 5% foram degradação por exploração florestal, 8% por uso de fogo e 11% foram falsos positivos, quando o satélite detecta lagos e rios, por exemplo.
De acordo com o presidente do Ibama, o Deter não serve para medir desmatamento. Seu objetivo é direcionar as ações de fiscalização do Ibama para os locais apontados pelos satélites. Já o Sistema de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) é mais preciso, medindo áreas bem menores, e suas taxas são apresentadas anualmente. “As nossas operações são baseadas na coleta e organização de inteligência para trabalhar, não só caso a caso, mas para desmantelar as cadeias criminosas que estão por trás desses indícios. A Amazônia é muito grande. Vamos ficar desperdiçando energia se não tivermos inteligência e estratégias claras. Quanto mais articulados, como estamos com os estados, melhor”, disse Volney Zanardi.

Crimes
O presidente do Ibama afirma que no período analisado foram registrados 1.540 autos de infração, com registros de R$ 550 milhões em multas. Acrescentou, ainda, que algumas áreas foram embargadas e a fiscalização apreendeu equipamentos e madeira ilegal. A ministra Izabella Teixeira destacou a prioridade de investigação para desmantelar as quadrilhas associadas ao desmatamento. “Estados que não têm tradição de alertas de desmatamento, mostram um aumento no número de alertas. Isso nos preocupa não só pelo desmatamento em si, mas porque pode estar havendo mudança de perfil do crime, de migração entre estados". E acrescentou: "Outro cuidado diz respeito a estados onde os alertas de desmatamento diminuem, mas as condições podem ser mais graves em relação à ilegalidade e ao crime ambiental praticado".
Izabel Teixeira explicou, ainda, que o Ministério do Meio Ambiente trabalha na sofisticação das tecnologias, para enxergar mais as áreas desmatadas, o mais próximo possível ao tempo real, para orientar a fiscalização. Caso da parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que utiliza tecnologia mais detalhada, de radares, sem a interferência de nuvens, como acontece com os satélites. “Ampliamos as bases de fiscalização com o Sipam, e também já estamos testando drones [veículos aéreos não tripulados] em determinadas áreas da Amazônia, que mapeiam a região e enviam imagens online. Estamos colocando essas tecnologias todas em campo, esperando que isso se traduza na redução do desmatamento”, disse a ministra, que também enviou outro alerta: “aviso aos infratores que se acham que não estão sendo vistos, agora temos o BBB radar”.
Fonte - Portal Amazônia 22/02/2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Reserva extrativista sofre com extração ilegal de madeira

Meio Ambeiente

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
A repórter viajou a convite da Andi
foto - ilustração

Gurupá (PA) – A Reserva Extrativista (Resex) Gurupá-Melgaço, no leste do Pará, onde ocorre hoje (27) e amanhã o 2º Chamado da Floresta, evento que deve reunir mil lideranças extrativistas dos nove estados da Amazônia Legal, resume muitos dos problemas enfrentados pelas unidades de conservação. Criada em 2006, a Resex, com 145 mil hectares (o equivalente a 145 mil campos de futebol), sofre com a extração ilegal de madeira, com a falta de um plano de manejo que permita a exploração sustentável dos recursos naturais e com a ausência de políticas públicas.
Do alto, é possível ver diversas clareiras com árvores caídas, toras empilhadas e estradas abertas pelos madeireiros no meio da mata fechada, segundo denúncia dos moradores da Resex. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Agroextrativistas de Gurupá, Heraldo Pantoja da Costa, conta que a entidade vem denunciando desde 2008 a presença de madeireiros ilegais na região.
O barulho das motosserras e o vaivém de caminhões e embarcações carregados de madeira serrada no Rio Pucuruí não passam despercebidos pelos moradores. De acordo com o presidente do sindicato, a madeira é processada dentro da Resex Gurupá-Melgaço em serrarias ilegais. “O movimento sindical tem trabalhado para segurar essa floresta, mas não é fácil por causa da má gestão do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], das políticas públicas que não chegam, da invasão de madeireiros”.
As cerca de 800 famílias da reserva vivem da produção de açaí, palmito, farinha de mandioca e pescado. Um dos líderes da Resex, Mateus Souza de Carvalho, de 21 anos, diz que a ausência do Estado propicia que alguns moradores sejam cooptados por madeireiros e vendam árvores entre R$ 50 e R$ 100 cada. “Tirar milhares de árvores como os madeireiros fazem, como vai ficar o meio ambiente de Gurupá? [Essa situação] deixa os madeireiros mais ricos e a gente mais pobre. Se continuar nesse ritmo, do que vamos viver daqui a 20 anos?”, pergunta Carvalho.
A ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, ressaltou que a exploração ilegal de madeira em reservas extrativistas da Amazônia é objeto de investigação do governo federal. “Isso [a extração ilegal de madeira] tem um ônus para as populações que vivem lá, joga essa população na pobreza e exclui, além da degradação ambiental”, disse ela.
O presidente do ICMBio, autarquia vinculada ao MMA, Roberto Vizentin, informou que a extração ilegal de madeira antes da criação das Resex era muito maior. “O fato de ter criado as reservas extrativistas assegurou o território a essas populações e uma condição de assumir o controle da área e planejar o uso dos recursos. A extração ilegal de madeira que ainda persiste é uma realidade e vamos ter uma ação mais enérgica de controle com os mecanismos de fiscalização e ação policial”, disse.
Ele ressaltou que o governo pretende apoiar as populações extrativistas a fazer a transição para uma economia de base sustentável. “Se as famílias não têm alternativa de renda, elas ficam mais vulneráveis à ação desses madeireiros ilegais. Reconhecemos o problema e estamos apresentando no 2º Chamado da Floresta um pacote de ações muito concretas de apoio ao extrativismo”, disse Vizentin.
Fonte - Agência Brasil  28/11/2013