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sábado, 6 de maio de 2017

Privatização atinge Floresta Amazônica

Política  👀

Olho vivo: privatização atinge Floresta Amazônica - O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai gastar R$ 78,5 milhões com a contratação de uma empresa privada para realizar o monitoramento via satélite do desmatamento e das queimadas na Amazônia. O detalhe é que esse acompanhamento já é feito, desde 1988, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) por apenas R$ 4,5 milhões.

Sputnik
foto - ilustração
Os dados desses levantamentos são usados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e são reconhecidos por diversas entidades e por diversos governos, como o da Noruega, pela exatidão do trabalho. O país nórdico é um dos principais mantenedores do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do ano, com o aumento das queimadas na região, o governo norueguês ameaçou suspender o repasse de recursos diante da incapacidade do governo brasileiro em reduzir queimadas e desmatamento na região.
Críticos da licitação chamam a atenção para o risco que a transferência desse trabalho para uma empresa da iniciativa privada, independentemente de sua qualificação, por trazer riscos à soberania brasileira, uma vez que os dados, estratégicos, podem servir para futuros projetos da iniciativa privada. Além disso, alegam que o INPE tem sido desmobilizado ao longo dos anos. Em 1990, o instituto contava com 2.080 servidores, número que caiu para 920 hoje e que pode chegar a 2020 com apenas 520 funcionários.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Gino Genaro, diretor do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial (SindCT), afirma que o monitoramento por satélite da Amazônia é uma das funções mais estratégicas do INPE e que por isso não deve ser passado às mãos da iniciativa privada.
"Esse tem que ser um número bastante confiável, porque é com base nesse índice que o Brasil assume compromissos internacionais junto à ONU de controle de emissão de gases do efeito estufa. É com base nesse número, até pela importância global da Amazônia como pulmão do mundo, que a ONU e os demais países também observam. Todos os países acreditam nesse número ao longo de todos esses anos", diz Genaro.
O diretor do SindCT chama a atenção para importância de que o órgão que trabalha com esses números tenha toda a autonomia, mesmo quando agora voltam a crescer as queimadas e o desmatamento na Amazônia. Daí a preocupação dos especialistas quanto a passagem desse serviço para uma empresa privada.
"Uma vez que o Estado está pagando pelos serviços de uma empresa privada há dúvida sobre quem está pagando não pode comprar por qual índice ele quer mostrar para a população e para o mundo. Essas pressões não são impossíveis de acontecer", diz Genaro, lembrando que em 2007 e 2008, o INPE soltou um índice apontando um aumento expressivo do desmatamento na Amazônia e que Mato Grosso era o estado campeão nesse desmatamento. À época o estado era governado por Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura. Maggi, um dos maiores produtores de soja do mundo desqualificou o trabalho do INPE e questionou os resultados. O instituto refez os estudos e manteve as conclusões.
O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, alega que a licitação não se destina a substituir o trabalho do INPE, mas tem como objetivo somar esforços. O presidente do SindCT questiona, porém, se isso não seria a duplicação dos mesmos meios para se atingir o mesmo fim, o que é algo explicitamente vedado pela Constituição.
"O Brasil chegou a ser louvado internacionalmente pelos bons índices de controle do desmatamento da Amazônia durante o segundo mandato do presidente Lula e do primeiro mandato da presidente Dilma. Houve uma redução significativa e duradoura. Quando todos imaginavam que aquilo seria uma tendência, parece que é só o Estado começar a relaxar e os números voltam a piorar, e esse índice vem piorando significativamente. Talvez isso tenha sido a gota d´água para que países que contribuem para o controle do desmatamento repensem o destino de seus recursos", conclui Genaro.
Fonte - Sputnik  05/05/2017

sábado, 3 de setembro de 2016

Queimadas sobem e batem recorde no Brasil

Meio Ambiente

O dado foi anunciado em tom de alerta. “Ainda estamos no começo da temporada de queimadas. O que aconteceu até agora talvez 15% ou 20% de tudo o que ainda vai acontecer”, disse o pesquisador Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe.

Revista Amazônia
Mapa de Risco de Fogo gerado em 18/08/2016
fotos - Inpe, MODIS/RapidResponse
 NASA GSFC
Antes mesmo do auge da temporada seca no País, o foco de incêndios em todo o território desde o começo do ano, foi maior que no mesmo período do ano passado. Com mais de 67 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país até o último 17 de agosto e alerta que o tempo quente e seco pode agravar a situação, caso as ações de fiscalização não sejam intensificadas, é a maior taxa desde o início da série histórica em 1998, segundo levantamento divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O dado foi anunciado em tom de alerta. “Ainda estamos no começo da temporada de queimadas. O que aconteceu até agora talvez 15% ou 20% de tudo o que ainda vai acontecer”, disse o pesquisador Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe.
Há cerca de um mês, a NASA já tinha divulgado uma previsão de que, por causa de condições climáticas adversas, a Amazônia poderá ter neste ano a pior temporada de queimadas do registro histórico. A análise é que se trata de um reflexo do intenso El Niño que atinge o planeta desde o ano passado, levando a um ressecamento do solo na região, que deve chegar ao auge agora com o início da temporada seca.
Os números do Inpe confirmam que, de fato, alguns Estados da Amazônia já tiveram nos primeiros meses do ano mais focos de incêndios que os registrados desde 1998. O Mato Grosso, por exemplo, teve recorde de focos nos meses de fevereiro, março e abril, mas teve alguma redução em maio e junho. O Pará bateu recordes em fevereiro, abril, maio, junho e julho.
“As queimadas não são um fenômeno natural, elas não ocorreriam naturalmente, ao menos não nessa quantidade, talvez 0,5% disso, nem isso. Por trás tem sempre a ação humana, de propósito ou sem querer. Aí que está a chave do problema. Se a população seguir a legislação e as autoridades controlarem, impedirem, não vai acontecer nada. Mas as condições climáticas na Amazônia de fato criam condições favoráveis para o fogo.”
O problema, no entanto, vai além do El Niño, porque esta ocorre no País inteiro e não são todas as regiões que estão sendo afetadas pelo fenômeno, pondera o pesquisador.
“Por algum motivo, as pessoas estão botando muito mais fogo neste ano”, diz.
Ele aponta que unidades de conservação também estão sendo afetadas. Só no dia desse comunicado, havia 172 áreas protegidas com algum problema de fogo, ou no interior da unidade ou na borda. “O Parque Nacional do Araguaia estava queimando há semanas, com vários incêndios gigantes. O Parque Indígena do Xingu, com focos há vários dias”, afirmou.
De acordo com o Inpe, a temporada de queimadas no Brasil ainda está no início, com pico previsto para setembro. Portanto, a recomendação é que a população não coloque fogo na vegetação nesta época do ano, pois a ação humana, somada ao tempo quente e seco, ainda é uma das principais causas dos incêndios florestais.

Queimadas/Causas/Origens
Cerca de 40% dos incêndios ocorridos no Brasil têm origem em queimadas malfeitas, ou seja, que não conseguiram ser controladas e consumiram área de vegetação não prevista.
Tradicionalmente o inverno é uma das épocas do ano com maiores índices de incêndios no País. O ar seco estimula a proliferação do fogo e prejudica ainda mais a situação de áreas verdes que já sofrem com as queimadas na lavoura e o fogo criminoso, que facilita o desmatamento.
O Código Florestal Brasileiro permite a chamada queima controlada apenas em duas situações: na agricultura de subsistência, exercida por populações tradicionais e indígenas, e também na prevenção e combate aos incêndios.
Neste último, o fogo é usado para combater o próprio fogo: equipes especializadas ateiam fogo em áreas próximas a incêndios e, em seguida, o apagam. As faixas de vegetação queimada bloqueiam a expansão de incêndios na medida que não há mais o que ser consumido pelas chamas nos lugares previamente queimados.
Já a queima controlada em áreas agropastoris ou florestais só pode ser realizada em locais onde há justificativa para o uso do fogo. Para isso, é necessária aprovação prévia do órgão estadual responsável pelas questões ambientais.
A queimada ainda é permitida em atividades de pesquisa científica vinculada a projetos aprovados pelos órgãos competentes e realizada por instituição de pesquisa reconhecida.

Na Amazônia
Aproximadamente, 30% das queimadas no Brasil, ocorrem na Amazônia, principalmente na parte sul e sudeste da região. Elas têm impacto mais severo na seca, notadamente quando a temperatura está acima da média e há redução de chuvas – na Amazônia a estação seca, começa em julho e vai até outubro.
O problema maior é que o processo de corte e queima ainda é a forma tradicional de abertura de novas áreas para trabalhar a terra, na Amazônia. Neste 2016, até 17/08, as queimadas na Amazônia, correspondiam a 53,7%, em relação ao Brasil.

No Mundo
NASA diz que julho foi o mês mais quente dos últimos 136 anos. “Não foi por uma margem larga, mas julho de 2016 foi o mês mais quente desde que os registros começaram a ser feitos em 1880”, disse Gavin Schmidt, diretor do Goddard Institute for Space Studies (Giss), da Nasa. “Parece quase uma certeza que 2016 também será o ano mais quente da história”, afirmou o diretor em comunicado divulgado pela agência espacial.
De acordo com a Nasa, o registro da temperatura global moderna começa por volta de 1880 porque as observações anteriores não cobriam suficientemente o planeta Terra.
A análise feita mensalmente pela equipe do Giss é realizada a partir de dados adquiridos por cerca de 6.300 estações meteorológicas em todo o mundo, instrumentos navais e bóias de medição da temperatura da superfície do mar e estações de pesquisa da Antártida.
Fonte - Revista Amazônia  02/09/2016

domingo, 7 de dezembro de 2014

Satélite sino-brasileiro Cbers-4 é lançado e envia sinais para a Terra

Ciência & Tecnologia

Este é o quinto equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e a China.Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite amplia a cooperação Sul-Sul, pois fornecerá imagens aos países da América Latina e da África.

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil
Satélite Cbers-4MCTI/divulgação
O satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-4 foi lançado neste domingo (7) à 1h26 (no horário de Brasília, 11h26 em Pequim) da base de Taiyuan, a 700 quilômetros da capital chinesa, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o quinto equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e a China.
Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite amplia a cooperação Sul-Sul, pois fornecerá imagens aos países da América Latina e da África. "O Cbers-4 é fruto de parceria entre o Brasil e a China e, entre suas muitas aplicações, está o monitoramento do desmatamento na Amazônia".
O satélite foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B. Quando atingiu o ponto ideal da órbita, um comando liberou a trava do dispositivo que prendia o Cbers-4 ao foguete. Impulsionado por molas, o satélite afastou-se do lançador e entrou em órbita 12,5 minutos após o lançamento.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Cbers-4 enviou os primeiros dados orbitais às 2h, quando atingiu 742,5 quilômetros de altitude. O satélite de sensoriamento remoto completa uma órbita em torno da Terra a cada 90 minutos e sua primeira passagem sobre o Brasil era prevista para as 10h de hoje.
Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia. Em baixa resolução, ele faz imagens da Terra em cinco dias - em média resolução, esse tempo é 26 dias, e em alta, 52 dias.
De acordo com a AEB, as imagens do satélite, que são distribuídas gratuitamente para milhares de usuários, têm diversas aplicações na área de monitoramento ambiental, agrícola e planejamento urbano. A vida útil do Cbers-4 é estimada em três anos.
Na China, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, e o diretor do Inpe, Leonel Perondi, assistiram ao lançamento. No Brasil, o lançamento foi acompanhado por especialistas no Centro de Controle de Satélites do Inpe, em São José dos Campos (SP).
O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para dezembro de 2015, foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida no lançamento do Cbers-3, em dezembro de 2013. Antes, foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007).
Iniciado nos anos 1980, o programa Cbers (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) é coordenado pela AEB e desenvolvido pelo Inpe.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Desmatamento cai 18% na Amazônia Legal em um ano

Meio ambiente

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 18% entre agosto de 2013 e julho de 2014.Os dados estimados foram divulgados hoje (26) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 5.891 km² do período anterior.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O desmatamento caiu 18% na Amazônia Legal no período entre agosto de 2013 e julho de 2014, em relação ao período anterior – agosto/2012 a julho/2013. Os dados estimados foram divulgados hoje (26) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado do mapeamento de 2014 apresentou taxa de 4.848 quilômetros quadrados (km²) desmatados, comparados a 5.891 km² do período anterior.
O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtido após o mapeamento de 89 imagens de satélite.
A avaliação do Inpe mostra que essa é a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Prodes. De 2004 a 2014, a redução na taxa de desmatamento foi 83%. Naquele ano, o desmatamento foi 27.772 km² de florestas, quando foi criado o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. A menor taxa foi registrada em 2012, quando foram desmatados 4.571 km².
Os estados que mais desmataram no último período foram o Pará, com 1.829 km²; Mato Grosso, 1.048 km²; e Rondônia, com 668 km². Entre 2013 e 2014, o Acre desmatou 312 km²; o Amazonas, 464 km²; o Maranhão, 246 km²; Roraima, 233 km²; e o Tocantins, 48 km².
"Apenas os estados do Acre e de Roraima apresentaram taxa de crescimento do desmatamento, em relação ao período 2012/2013, de 41% e 37%, respectivamente. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o trabalho agora será de detectar os locais de pressão de desmatamento nesses estados. “Vamos conversar com os governos estaduais e olhar a fiscalização. Embora do ponto de vista de magnitude, [o desmatamento nesses estados] não seja expressivo, como temos no Pará, em Mato Grosso e Rondônia, tradicionalmente estados mais representativos da pressão de desmatamento, e eles tiveram redução”, disse.
O estado do Maranhão reduziu o desmatamento em 39%, comparado a 2012/2013; Tocantins, 35%; Rondônia, 28%; Pará, 22%; Amazonas, 20%; e Mato Grosso, 8%.
Após anunciar aumento de 29% do desmatamento em 2012/2013, a ministra disse que a redução de 18% neste ano deve-se ao trabalho de inteligência na fiscalização e da busca pela regularização ambiental. “Mudamos o patamar da fiscalização para uma fiscalização preventiva. É um reconhecimento ao trabalho dos fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], da Força Nacional e dos sistemas criados para fortalecer a fiscalização ambiental, que estão trazendo resultados”, ressaltou Izabella.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

BNDES e INPE assinam contrato para ampliar monitoramento por satélite na Amazônia

Ciência e Tecnologia

Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.

RA

O diretor da Área de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, assinou ontem quarta-feira, 29, contrato de apoio de R$ 67 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco, para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e sua fundação, a Funcate.Cerimônia aconteceu ontem quarta, 29, em Brasília. Valor é de R$ 67 milhões, em recursos do Fundo Amazônia, e apoiará combate ao desmatamento
Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.
O contrato também foi assinado pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda, tendo como testemunhas os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília.
O INPE é responsável pela condução do programa de monitoramento ambiental da Amazônia, que produz dados sistemáticos sobre o desmatamento e a degradação florestal na região. Tais dados estão entre as principais fontes de informação para a tomada de decisões referentes às políticas de combate ao desmatamento na região.
O projeto apoiado pelo Fundo Amazônia, portanto, contribuirá para os avanços na atuação do Ministério do Meio Ambiente em sua missão de coordenar e empreender ações do Governo Federal no combate ao desmatamento ilegal da Amazônia brasileira.
Tanto os objetivos do projeto quanto os resultados esperados contribuem para a implementação da estratégia de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do País, uma vez que possibilitam aumentar o controle do desmatamento e da degradação florestal. Isso ocorre em função do fortalecimento dos sistemas do INPE e do maior conhecimento sobre sua trajetória e seu comportamento ao longo do tempo.
A atuação do INPE, em coordenação com as políticas do MMA, já levaram a uma redução do desmatamento na Amazônia, que, de acordo com os últimos dados divulgados, alcançou 5.891 km2, a segunda menor taxa registrada nos últimos 25 anos.
Projeto – O projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia”, formalizado hoje, tem prazo de execução de 42 meses e também apoiará o INPE em ações que o permitam compartilhar metodologia, dados, tecnologias e equipamentos para monitoramento ambiental com outras regiões e biomas brasileiros, assim como outros países tropicais.
O projeto compreende ações como: mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal; aprimoramento de software; melhoria dos serviços de recepção, distribuição e uso das imagens de sensoriamento remoto do INPE; aprimoramento do monitoramento de focos de queimadas e incêndios florestais; estudo das trajetórias de padrões e processos do desmatamento na Amazônia; e melhoria dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões por mudança de uso da terra.

Carteira
Com este contrato, a carteira do Fundo Amazônia passa a somar 67 projetos apoiados,totalizando R$ 1 bilhão, dos quais R$ 372 milhões desembolsados.Todos os projetos apoiados visam reduzir o desmatamento e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Mais informações no site  - www.fundomazonia.gov.br.
Fonte - Revista Amazônia 31/10/2014

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desmatamento tem redução de alertas em 19% na Amazônia Legal

Meio Ambiente

Fiscalização foi ampliada e dados foram registrados por sistema em tempo real
Redução foi mensurada entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, comparado ao mesmo período 2012/2013. 

PA
Foto: Reprodução/Ministério do Meio Ambiente
BRASÍLIA - Redução de 19% no número de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foram registrados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Divulgado nesta sexta-feira (21), dados apontam que entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, comparado ao mesmo período 2012/2013, a área afetada pelo desmatamento caiu de 1.427,99 quilômetros quadrados para 1.162,50. Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins compõem a Amazônia Legal.
As informações foram apresentadas pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardi Júnior, durante reunião com secretários estaduais de Meio Ambiente da Amazônia Legal. O evento visa debater novas estratégias de combate ao desmatamento na região.
O levantamento é feito com base em imagens de satélites e do total de alertas. A fiscalização do Ibama detectou que 76% se referem a corte raso (remoção total da cobertura florestal), 5% foram degradação por exploração florestal, 8% por uso de fogo e 11% foram falsos positivos, quando o satélite detecta lagos e rios, por exemplo.
De acordo com o presidente do Ibama, o Deter não serve para medir desmatamento. Seu objetivo é direcionar as ações de fiscalização do Ibama para os locais apontados pelos satélites. Já o Sistema de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) é mais preciso, medindo áreas bem menores, e suas taxas são apresentadas anualmente. “As nossas operações são baseadas na coleta e organização de inteligência para trabalhar, não só caso a caso, mas para desmantelar as cadeias criminosas que estão por trás desses indícios. A Amazônia é muito grande. Vamos ficar desperdiçando energia se não tivermos inteligência e estratégias claras. Quanto mais articulados, como estamos com os estados, melhor”, disse Volney Zanardi.

Crimes
O presidente do Ibama afirma que no período analisado foram registrados 1.540 autos de infração, com registros de R$ 550 milhões em multas. Acrescentou, ainda, que algumas áreas foram embargadas e a fiscalização apreendeu equipamentos e madeira ilegal. A ministra Izabella Teixeira destacou a prioridade de investigação para desmantelar as quadrilhas associadas ao desmatamento. “Estados que não têm tradição de alertas de desmatamento, mostram um aumento no número de alertas. Isso nos preocupa não só pelo desmatamento em si, mas porque pode estar havendo mudança de perfil do crime, de migração entre estados". E acrescentou: "Outro cuidado diz respeito a estados onde os alertas de desmatamento diminuem, mas as condições podem ser mais graves em relação à ilegalidade e ao crime ambiental praticado".
Izabel Teixeira explicou, ainda, que o Ministério do Meio Ambiente trabalha na sofisticação das tecnologias, para enxergar mais as áreas desmatadas, o mais próximo possível ao tempo real, para orientar a fiscalização. Caso da parceria com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que utiliza tecnologia mais detalhada, de radares, sem a interferência de nuvens, como acontece com os satélites. “Ampliamos as bases de fiscalização com o Sipam, e também já estamos testando drones [veículos aéreos não tripulados] em determinadas áreas da Amazônia, que mapeiam a região e enviam imagens online. Estamos colocando essas tecnologias todas em campo, esperando que isso se traduza na redução do desmatamento”, disse a ministra, que também enviou outro alerta: “aviso aos infratores que se acham que não estão sendo vistos, agora temos o BBB radar”.
Fonte - Portal Amazônia 22/02/2014

sábado, 21 de dezembro de 2013

VERÃO COMEÇA HOJE AS 15h11

Brasil


A maior parte do Brasil está sob influência de ar úmido e quente, o que facilita a formação de nuvens carregadas provocando fortes pancadas de chuva, com raios e até ventania e granizo. As características meteorológicas da estação são observadas sobre o país há quase um mês. A estação vai até 20 de março do ano que vem...


Da Agência Brasil
Brasília – O verão no Hemisfério Sul começa hoje (21) pontualmente às 15h11, pelo horário de Brasília. A estação vai até 20 de março de 2014. Segundo o site de meteorologia Climatempo, as características meteorológicas do verão já são observadas sobre o Brasil há quase um mês. A maior parte do país está sob influência de ar úmido e quente, o que facilita a formação de nuvens carregadas provocando fortes pancadas de chuva, com raios e até ventania e granizo.
A estação também é caracterizada por dias mais longos do que as noites, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPtec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso acontece porque a superfície terrestre fica exposta à luz solar por um período maior do que nas demais estações do ano.
De acordo com o Climatempo, na semana passada, uma forte frente fria avançou sobre o Centro-Sul do Brasil e ajudou a formar a Zona de Convergência do Atlântico Sul, um sistema meteorológico típico do verão. As áreas de instabilidade da zona estão há mais de uma semana paradas sobre o país e são responsáveis pelas chuvas sobre o Espírito Santo, o norte de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e áreas do Nordeste.
Ainda de acordo com o Climatempo, a situação é de alerta para chuva forte em todos os estados do Sudeste, do Centro-Oeste e em quase todo o Norte. Apenas Roraima tem predomínio de sol. No Nordeste, pode chover forte na Bahia. O Sul tem calor intenso, sol e poucas pancadas de chuva.
Fonte - Agência Brasil  21/12/2013