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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

BNDES e INPE assinam contrato para ampliar monitoramento por satélite na Amazônia

Ciência e Tecnologia

Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.

RA

O diretor da Área de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, assinou ontem quarta-feira, 29, contrato de apoio de R$ 67 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco, para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e sua fundação, a Funcate.Cerimônia aconteceu ontem quarta, 29, em Brasília. Valor é de R$ 67 milhões, em recursos do Fundo Amazônia, e apoiará combate ao desmatamento
Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.
O contrato também foi assinado pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda, tendo como testemunhas os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília.
O INPE é responsável pela condução do programa de monitoramento ambiental da Amazônia, que produz dados sistemáticos sobre o desmatamento e a degradação florestal na região. Tais dados estão entre as principais fontes de informação para a tomada de decisões referentes às políticas de combate ao desmatamento na região.
O projeto apoiado pelo Fundo Amazônia, portanto, contribuirá para os avanços na atuação do Ministério do Meio Ambiente em sua missão de coordenar e empreender ações do Governo Federal no combate ao desmatamento ilegal da Amazônia brasileira.
Tanto os objetivos do projeto quanto os resultados esperados contribuem para a implementação da estratégia de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do País, uma vez que possibilitam aumentar o controle do desmatamento e da degradação florestal. Isso ocorre em função do fortalecimento dos sistemas do INPE e do maior conhecimento sobre sua trajetória e seu comportamento ao longo do tempo.
A atuação do INPE, em coordenação com as políticas do MMA, já levaram a uma redução do desmatamento na Amazônia, que, de acordo com os últimos dados divulgados, alcançou 5.891 km2, a segunda menor taxa registrada nos últimos 25 anos.
Projeto – O projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia”, formalizado hoje, tem prazo de execução de 42 meses e também apoiará o INPE em ações que o permitam compartilhar metodologia, dados, tecnologias e equipamentos para monitoramento ambiental com outras regiões e biomas brasileiros, assim como outros países tropicais.
O projeto compreende ações como: mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal; aprimoramento de software; melhoria dos serviços de recepção, distribuição e uso das imagens de sensoriamento remoto do INPE; aprimoramento do monitoramento de focos de queimadas e incêndios florestais; estudo das trajetórias de padrões e processos do desmatamento na Amazônia; e melhoria dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões por mudança de uso da terra.

Carteira
Com este contrato, a carteira do Fundo Amazônia passa a somar 67 projetos apoiados,totalizando R$ 1 bilhão, dos quais R$ 372 milhões desembolsados.Todos os projetos apoiados visam reduzir o desmatamento e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Mais informações no site  - www.fundomazonia.gov.br.
Fonte - Revista Amazônia 31/10/2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Dilma e Putin assinam acordos bilaterais em Brasília

Internacional

A presidenta Dilma Rousseff recebe o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Palácio do Planalto - A presidenta Dilma Rousseff destacou a parceria com os russos em várias áreas e frisou que, como grandes nações, os dois países não podem ficar dependentes. 

Ivan Richard e Kelly Oliveira 
Repórteres da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Rússia, Vladimir Putin, assinaram hoje (14), em Brasília, uma série de acordos bilaterais nas áreas de economia, defesa, tecnologia, energia e produção de vacinas. Um dos principais termos dos acordos prevê o aumento das trocas comerciais entre os dois países ao patamar de US$ 10 bilhões anuais.
A presidenta Dilma Rousseff destacou a parceria com os russos em várias áreas e frisou que, como grandes nações, os dois países não podem ficar dependentes. Por isso, acrescentou, devem desenvolver soluções tecnológicas próprias. Dilma disse ainda que os dois países podem trocar experiência na organização de megaeventos esportivos, já que a Rússia sediará a próxima Copa do Mundo, em 2018, e o Brasil, as Olimpíadas, em 2016.
“Desde a primeira visita do presidente Putin ao Brasil, em 2004, nosso comércio bilateral mais que dobrou. Concordamos que há necessidade de aumentá-lo e diversificá-lo. O plano servirá para desenvolvermos iniciativas que possibilitem o aumento recíproco de investimentos diretos”, discursou Dilma.
Segundo ela, o Brasil busca “uma relação de longo prazo” com os russos não apenas nas questões econômicas. “Nossos países estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar, em pleno século 21, com dependência de qualquer espécie. Os acontecimentos recentes demonstram ser essencial que busquemos, nós mesmos, nossa autonomia científica e tecnológica”, disse a presidenta sem mencionar diretamente o escândalo de espionagem norte-americano.
Sem citar o conflito da Rússia com a Ucrânia em relação à Crimeia, Dilma defendeu a adoção da resolução consensual e pacífica de conflitos e cumprimentou o presidente Putin pela posição do país a respeito do conflito na Síria e no Oriente Médio. Dilma elogiou ainda a adesão da Rússia à resolução da ONU sobre direito à privacidade na era digital.
Putin lembrou que o Brasil é o maior parceiro da Rússia na América Latina, mas que o comércio bilateral vem registrando queda nos últimos anos. Por isso a urgência nos diálogos para “ultrapassar” os problemas atuais.
Ele também destacou que é preciso debater sobre como avançar na cooperação do Brasil e demais países da América Latina na União Eurasiática, que é uma proposta de integração econômica e política entre a Bielorrússia, o Cazaquistão, a Rússia, o Quirguistão, o Tajiquistão, entre outras nações.
Além do acordo para ampliar o comércio e investimento entre os dois países, Dilma e Putin assinaram também acordo na área de defesa antiaérea, com convite para que militares brasileiros participem de exercícios militares russos com uso do sistema usado por aquele país.
Outro acordo prevê a cooperação técnica entre a Empresa Federal Estatal Unitária, a Universidade de Pesquisa Científica de São Petersburgo e Soro e o Instituto Butantan na produção de vacinas contra doenças como difteria, tétano, coqueluche e meningite. O acordo também vai facilitar o acesso do Instituto Butantan ao mercado russo para venda de vacinas.
Na área de tecnologia, foi assinado acordo que estipula a instalação, na Universidade de Santa Maria e no Instituto Técnico de Pernambuco, de uma estação de calibragem do sistema de navegação por satélite de tecnologia russa (Glonass), que permitirá melhor definição de imagem do sistema russo no hemisfério ocidental.
A primeira estação de calibragem do sistema Glonass, que equivale ao GPS, em território sul-americano foi instalado em 2013, na Universidade de Brasília.
Na área de petróleo e energia, Rússia e Brasil assinaram acordo de cooperação para exploração e produção de hidrocarbonetos, políticas industriais voltadas à cadeia de bens e serviços para a exploração e produção de petróleo e gás natural, planejamento, construção, ampliação e exploração de infraestrutura para transporte, estocagem processamento e escoamento de gás natural.
Fonte - Agência Brasil  14/07/2014