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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conforto pode levar motoristas a optar por transporte público, diz especialista

Mobilidade

“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Linhas de ônibus com internet wi-fi e ar-condicionado, como as que começaram a rodar ontem (2) na capital paulista, são mecanismos que podem atrair motoristas para o transporte público. É o que diz o canadense Todd Litman, especialista em mobilidade urbana, que participou hoje (3) de um seminário sobre o desestímulo ao uso do automóvel.
“As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas”, afirmou Litman, ao participar do encontroo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).
David Litman, especialista canadense, diz que uso de bicicletas
 precisa ser estimulado - Wilson Dias/ABr
Diretor do Instituto de Políticas de Transporte de Victoria, no Canadá, Litman também ressaltou que as cidades devem se preparar para estimular o uso da bicicleta e a prática de caminhadas.
“São Paulo tem vias melhores para os carros, tem faixa exclusiva para ônibus, mas as calçadas são terríveis para os pedestres. É horrível para quem está em uma cadeira de rodas. Falo sobre uma cidade em que todos possam se movimentar”, disse ele. Para ele, os adeptos do transporte individual precisam ser convencidos também pelos aspectos da economia financeira e da redução de acidentes, bem como dos benefícios da prática de exercícios físicos.
O presidente do Iema, André Ferreira, destacou, por sua vez, outros benefícios da adoção de meios de transporte limpos, como a diminuição das emissões de gases poluentes e a melhoria da qualidade do ar. “Ao falar em combustível fóssil no Brasil, é preciso focar necessariamente em transporte”, disse Ferreira. Os dados apresentados por ele mostram que, dos quilômetros rodados hoje em transporte de passageiros, 96% dos deslocamentos ocorrem no transporte individual. “Os impactos disso ocorrem não só no congestionamento, mas há um conjunto de externalidades.”
Como exemplo dos benefícios provocados pela adoção de mecanismos para melhorar a eficiência do transporte coletivo, Ferreira apresentou um estudo do Iema sobre a implantação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A análise de três corredores mostrou que houve, além da diminuição do tempo de viagem, redução do consumo de combustível e da emissão de gás carbônico. Em algumas linhas, houve queda de 14,3%. “A faixa é algo mais tímido do que um corredor expresso. É uma medida de baixo custo, que trouxe ganhos na redução de todos os gases poluentes”, destacou.
Os impactos que a crescente motorização no transporte de passageiros provocam na saúde também foram abordados no seminário. O professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Gouveia, lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a poluição do ar entre os dez principais fatores de risco para a saúde humana.
“As pesquisas mostram que morrem mais pessoas em dias mais poluídos, nos quais há também maior número de admissões hospitalares, principalmente por doenças cardiovasculares”, disse o professor.
Fonte - Agência  Brasil  03/09/2014

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Com metrô/Porto Alegre-RS será possível percorrer 10,3 quilômetros em 18 minutos

Metrô

Haverá preliminarmente 10 estações em Porto Alegre

Jornal Correio do Povo
foto - ilustração
Já imaginou percorrer a distância do Triângulo da Assis Brasil ao Centro
de Porto Alegre em cerca de 18 minutos? Para percorrer o trajeto de cerca de 10,3 quilômetros, os condutores demoram, em média, nos horários de pico, cerca de uma hora e meia. Além da economia de tempo, junte ainda alguns ingredientes como acessibilidade, conforto, segurança e disponibilidade de horários. Esta poderá ser a realidade dos usuários do metrô de Porto Alegre em 2020, quando a Prefeitura estima que o projeto esteja concluído. Mesmo extremamente atrasado, se comparado a outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, e países, como Espanha, Canadá e China, o metrô representará um ganho considerável à qualidade de vida da população.
Esse, porém, é apenas o traçado inicial, que já foi alterado diversas vezes nos últimos 16 anos de discussões sobre a possibilidade de implantação do metrô. A questão é que, atualmente, há muito pouco definido, além é claro dos recursos destinados para o empreendimento, que totalizam R$ 4,8 bilhões, resultantes de parceria da União, governo do Estado, Prefeitura e da iniciativa privada, e o trajeto.
Pela proposta, está definida a mudança no Triângulo. Nele estará o início do metrô e também onde os ônibus dos bairros (chamados de alimentadores) vão parar para embarque e desembarque de passageiros. A mudança vai afetar dezenas de linhas de ônibus da zona Norte que, diariamente, asseguram o transporte até a área central. A projeção é de que 960 viagens diárias de ônibus deixem de chegar ao Centro. Para dar conta de um volume de 325 mil passageiros diariamente, o metrô prevê intervalo entre as viagens, no horário de pico, de 2,5 minutos e para isso serão utilizados 18 trens e mais três composições.
No percurso, haverá preliminarmente 10 estações de embarque e desembarque, concentradas nos pontos de maior fluxo e ainda sem endereço fixo. Para a construção, serão necessárias, provavelmente, mudanças que incluem a desapropriação de casas e estabelecimentos comerciais. Para isso, a prefeitura já destinou R$ 195 milhões.
Outra certeza é o grande impacto urbanístico que o projeto vai trazer à zona Norte. O principal deles será a eliminação dos corredores de ônibus das avenidas Assis Brasil e Farrapos, uma vez que a circulação neste trecho será feita por metrô. O presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, ressalta que as mudanças pautarão debates futuros. “Em algum momento terá que ser aberto ums discussão com a população para definir a utilização deste espaço, que representa cerca de três faixas de trânsito”, assinala.
O prefeito José Fortunati não descarta o uso da via para áreas de lazer e ciclofaixas. “O certo é que não existirão corredores nestes trechos”, diz. Se o metrô vai eliminar as faixas exclusivas de ônibus, vai criá-las no sentido que foi encurtado do projeto anterior, entre o Triângulo da Assis Brasil e a sede da Fiergs, próximo a Freeway. Para organizar melhor o trânsito, serão instalados corredores de ônibus. A questão tarifária também está acertada. O metrô estará interligado ao transporte coletivo, com tarifa única. Na prática, quem vier de um bairro no extremo da zona Norte, precisará pegar um ônibus até o terminal e lá embarcar no metrô até o Centro. A viagem será paga com tarifa única.
Fonte - STEFZS (Sindicato Sorocabana) 20/10/2013