UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Vendas do comércio do Rio fecham 2017 com queda de 5,8%

Economia  $

Os dados foram divulgados hoje (25), pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais em toda a cidade. O resultado é que as vendas fecharam os 12 meses de ano passado com queda acumulada de 5,8%, em relação a 2016.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
As vendas de dezembro último do comércio varejista do Rio de Janeiro caíram 0,9%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, registrando o décimo segundo mês consecutivo de queda. O resultado é que as vendas fecharam os 12 meses de ano passado com queda acumulada de 5,8%, em relação a 2016.
Os dados foram divulgados hoje (25), pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais em toda a cidade. Ao avaliar os resultados do ano passado, o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, disse que o resultado negativo do ano passado refletiu um ano difícil para os brasileiros, em especial para a população do Rio.
“O Rio de Janeiro passa por uma crise política e econômica sem precedentes, ao contrário de outros estados,que já experimentam alguma recuperação. Todo esse cenário caótico atingiu diretamente o comércio, grande pílar e pulso da nossa economia, responsável por mais de 20% dos empregos formais do estado”, disse.
Ao divulgar a pesquisa, o CDLRio afirmou que, só no primeiro semestre, quase 10 mil estabelecimentos comerciais fecharam suas portas em todo o Estado e que o número segue crescendo.
“Na capital, a camelotagem e a desordem urbana desenfreadas tomaram conta dos principais corredores comerciais da cidade, sem a devida ação da prefeitura para coibi-las, afastando os consumidores e prejudicando ainda mais o comércio”, protestou.
Aldo Gonçalves afirmou que os comerciantes fizeram a sua parte, planejando e se organizando para as vendas e comprando produtos desejados pela população, com preço e quantidades adequadas, além de investir no treinamento da equipe para vender mais e conquistar novos clientes.
“O comércio fez todo tipo de promoção, liquidação e descontos para estimular os consumidores, mas nada disso foi o suficiente para aumentar as vendas, daí o resultado negativo, que se repetiu mês a mês durante todo o ano.”
Fonte - Agência Brasil  25/01/2018

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vendas do comércio do Rio registram queda de 5,9% em setembro

Economia  $$

De acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais do município,as vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro tiveram uma queda de 5,9% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2016

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
As vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro tiveram uma queda de 5,9% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2016, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais do município. É o nono mês consecutivo de resultado negativo das vendas. No acumulado dos nove meses do ano (janeiro/setembro), houve uma queda de 7,6% em relação ao ano passado.
O presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, diz que setembro é um mês “imprensado” pelo Dia dos Pais, em agosto, e o Dia Das Crianças, em outubro, duas das grandes datas comemorativas para o comércio lojista, que também não atingiram as expectativas do comércio, “refletindo a atual crise econômica”.
No ramo de bens não duráveis, em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, as lojas da zona sul venderam 0,2% a mais, as do centro 15,2% a menos e as da zona norte, 4,9% a menos. No de bens duráveis, as lojas do centro tiveram queda de 7,6% no faturamento, as da zona norte, 6,5% e as da zona sul, 4,5%.

SPC
A pesquisa mostra também que a inadimplência no comércio carioca cresceu 0,7% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. É o menor índice para o mês desde 2015, de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) do Clube de Diretores Lojistas.
As dívidas quitadas (índice que mostra o número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro diminuíram 1,8% e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 9,2%. Em relação ao mês anterior (agosto), as consultas e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 0,5% e 2,2% e a inadimplência cresceu 0,5%.
Fonte - Agência Brasil  26/10/2017

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Vendas do comércio lojista do Rio caem 6,2% em agosto

Economia  $$

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a retração das vendas atingiu 7,4%, em relação a igual período do ano passado. Já comparativamente a julho de 2017, a queda foi de 0,2%.A pesquisa aponta que todos os produtos do chamado ramo duro (bens duráveis) tiveram queda de vendas

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Ag.Brasil
As vendas do comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro caíram 6,2% em agosto, em comparação ao mesmo mês de 2016. Foram ouvidos cerca de 750 estabelecimentos comerciais da capital fluminense. Essa foi a oitava redução consecutiva das vendas do varejo, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas, divulgada hoje (26) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio). “Nem o Dia dos Pais salvou o mês. Vamos ver agora em outubro, com o Dia da Criança, o que vai ser”, lamentou o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a retração das vendas atingiu 7,4%, em relação a igual período do ano passado. Já comparativamente a julho de 2017, a queda foi de 0,2%.
A pesquisa aponta que todos os produtos do chamado ramo duro (bens duráveis) tiveram queda de vendas, com as maiores reduções registradas nos segmentos joias (-10,7%), óticas (-7,5%), eletrodomésticos (-6,9%) e móveis (-6,4%). No ramo mole (bens não duráveis), apenas o segmento de calçados foi positivo (0,7%). As maiores baixas no ramo mole foram observadas em tecidos (-5,1%) e confecções (-3,2%).

Desemprego
“O grande problema permanece, que é o desemprego, além da sensação de insegurança da população que tem medo de perder o emprego amanhã. Isso tem afetado muito”, disse Aldo Gonçalves. No caso do Rio de Janeiro, lembrou que há outros agravantes, como a questão da segurança pública e da desordem urbana, com o comércio informal de camelôs.
Para o comércio voltar a crescer, Gonçalves acredita que o emprego tem que voltar a ter números positivos no país. Ele considera a questão do desemprego “mortal” para o comércio. “Quem não trabalha, não tem emprego, não pode comprar, não pode consumir”.

Inadimplência
O Termômetro de Vendas mostra crescimento de 1,6% da inadimplência em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado, no comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro. Foi o menor índice para o mês desde 2015, de acordo com o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) do CDL Rio. As dívidas quitadas caíram 0,1% e as consultas recuaram 8,9%.
No acumulado janeiro a agosto de 2017, ante o mesmo período de 2016, houve expansão das dívidas quitadas e da inadimplência da ordem de 0,6% e 1,5%, respectivamente, enquanto as consultas caíram 8,1%.Fonte - Agência Brasil  26/09/2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Crise fecha mais de 4 mil lojas este ano no Rio de Janeiro

Economia  📉

As informações constam de uma pesquisa divulgada hoje (27) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). O levantamento mostra que, deste total, 914 estabelecimentos foram fechados somente em junho, número 149% maior do que no mesmo mês de 2016. O fechamento atingiu 359 estabelecimentos na Zona Norte, 293 na Zona Oeste, 146 na Zona Sul e 116 no Centro.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A queda das vendas e da atividade econômica e a a grave crise do Estado do Rio de Janeiro determinaram o fechamento de 4.154 estabelecimentos comerciais somente no primeiro semestre do ano, O número é 6,2% maior que o registrado nos primeiros seis meses do ano passado.
As informações constam de uma pesquisa divulgada hoje (27) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). O levantamento mostra que, deste total, 914 estabelecimentos foram fechados somente em junho, número 149% maior do que no mesmo mês de 2016. O fechamento atingiu 359 estabelecimentos na Zona Norte, 293 na Zona Oeste, 146 na Zona Sul e 116 no Centro.
Os dados indicam que, em todo o estado, também em junho, foram extintas 2.062 empresas, um aumento de 100% em relação a junho de 2016. Já no primeiro semestre, as soma das empresas fechadas no estado salta para 9.730 - 55% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Razões para a crise

O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, foi categórico: “O quadro econômico do país tem afetado profundamente o comportamento do consumidor, influenciando a sua disposição para a compra”.
Segundo ele, “neste momento de incertezas, a primeira atitude do consumidor é reduzir os gastos, principalmente no que diz respeito a compras. Com isso, o comércio lojista, já massacrado pelo peso da burocracia e da alta carga tributária, acaba sucumbindo e não encontra alternativa a não ser o encerramento de sua atividade”, explicou.
Fonte - Agência Brasil  27/07/2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Produção de veículos tem queda de 11,2%, diz Anfavea

Economia  🚗

A redução do ritmo nas fábricas acompanhou a retração do mercado, que registrou no acumulado do ano passado queda de 20,2% nas vendas. Ao longo de 2016, foram licenciados 2,05 milhões de veículos, enquanto em 2015 foram comercializadas 2,57 milhões de unidades

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A produção de veículos registrou queda de 11,2% em 2016 em comparação com 2017, segundo o balanço divulgado hoje (5) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De janeiro a dezembro, foram montadas 2,16 milhões de unidades contra 2,43 milhões no mesmo período de 2015.
A redução do ritmo nas fábricas acompanhou a retração do mercado, que registrou no acumulado do ano passado queda de 20,2% nas vendas. Ao longo de 2016, foram licenciados 2,05 milhões de veículos, enquanto em 2015 foram comercializadas 2,57 milhões de unidades.
Em dezembro, a queda nos licenciamentos ficou em 10,3% em relação ao mesmo mês de 2015, com a venda 204,3 mil veículos. O resultado é, no entanto, 14,7% superior ao de novembro de 2016, quando foram comercializadas 178,2 mil unidades.
Carros de passageiros têm recuo
As vendas de carros de passageiro tiveram no ano queda de 16,7% em relação a 2015, com o licenciamento de 1,48 milhão de unidades. Os caminhões tiveram retração de 30,6% na comercialização, com o emplacamento 48,7 mil unidades ao longo do ano passado.
As indústrias fecharam o ano com 9,29 mil vagas a menos do que em dezembro de 2015.
No final do ano passado, as montadoras empregavam 121,2 mil pessoas, uma redução de 7,1% em comparação com os 130,5 registrados no último mês de 2015.
Fonte - Agência Brasil  05/01/2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FecomercioSP estima queda de R$ 2,1 bi nas vendas na semana do Natal

Economia  $

O cálculo é feito a partir das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2016 comparado com 18 a 24 de dezembro de 2015.

Portogente
foto - ilustração/ultimo segundo
De acordo com dados da Boa Vista SCPC, as vendas do comércio varejista brasileiro na semana que antecede o natal caíram 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O cálculo é feito a partir das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2016 comparado com 18 a 24 de dezembro de 2015.
Vale ressaltar que essas consultas contemplam todos os setores varejistas como concessionárias de veículos, móveis e decoração, material de construção, os quais não estão diretamente relacionados à data e têm sofrido fortes quedas nas vendas ao longo de todo o ano, o que pode ter puxado para baixo o resultado geral do comércio neste natal.
De acordo com sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FecomercioSP), entre os dias 15 e 19 de dezembro, com comerciantes da capital paulista, a expectativa era de alta de 3% nas vendas. São comerciantes dos setores de vestuário, calçados e eletroeletrônicos, que são os produtos preferidos na hora de presentear e por esse motivo a Federação acredita que o Natal tenha sido positivo para essas atividades.
Fonte - Portogente  29/12/2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vendas para o Dia dos Pais têm pior desempenho desde 2005, diz Serasa

Economia

Na semana anterior à data, as vendas caíram 8,8% em relação ao mesmo período de 2015.No final de semana do Dia dos Pais, houve queda de 8,7% em todo o país na comparação com o final de semana equivalente do ano anterior.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
As vendas para o Dia dos Pais deste ano tiveram o pior desempenho desde o início da série histórica, em 2005, segundo o indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Na semana anterior à data, as vendas caíram 8,8% em relação ao mesmo período de 2015.
No final de semana do Dia dos Pais, houve queda de 8,7% em todo o país na comparação com o final de semana equivalente do ano anterior.
Na cidade de São Paulo, as vendas na semana que antecede a data comemorativa caíram 8,1% ante a mesma semana do ano passado. No final de semana da data, as vendas tiveram queda de 7,5% em relação ao período equivalente de 2015.
De acordo com os economistas da Serasa, a queda do poder de compra dos brasileiros, tendo em vista o aumento do desemprego e a inflação ainda em patamar elevado, afetaram negativamente o comércio. “O crédito mais caro e escasso contribuiu para o desempenho negativo desta que é primeira dada comemorativa do varejo nacional do segundo semestre”, diz a nota da instituição.
Fonte - Agência Brasil  15/08/2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Comércio tem o pior desempenho para um mês de julho em 16 anos, diz Serasa

Economia

No pior desempenho para um mês de julho desde o ano 2000, quando teve início a pesquisa em torno do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio,as vendas do comércio varejista caíram 1,2% em julho sobre junho e 7,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado


Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
As vendas do comércio varejista caíram 1,2% em julho sobre junho e 7,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, no pior desempenho para um mês de julho desde o ano 2000, quando teve início a pesquisa em torno do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.
Dos seis segmentos pesquisados, a queda mais significativa na comparação anual foi constatada em veículos, motos e peças (-12,6%), seguida por tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-12,3%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (-11,9%). No setor de material de construção, houve recuo de 9,4%, e em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, ocorreu retração de 7,9%. A única elevação, de 2,9%, foi no setor de combustíveis e lubrificantes.
Já na comparação de julho sobre o mês anterior, dois desses setores apresentaram um pequeno crescimento: combustíveis e lubrificantes (1,7%) e material de construção (1,5%).
No setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, o movimento foi 0,5% menor; em móveis, eletroeletrônicos e informática teve queda de 0,1%; em veículos, motos e peças (-0,3%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,3%).
Por meio de nota, os economistas da Serasa Experian justificam que “uma combinação de fatores críticos às vendas do comércio tem mantido a atividade varejista estagnada”. Entre os motivos apontados estão o baixo nível de confiança do consumidor; a manutenção da elevada taxa de desemprego; as condições restritivas do crediário, derivadas da inadimplência e alta do crédito; e o aumento da inflação, principalmente dos alimentos.
O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é feito com base em consultas mensais dos estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian , incluindo na amostragem cerca de seis mil empresas.
Fonte - Agência Brasil  09/08/2016

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Comércio do Rio vai deixar de vender R$ 1 bilhão por dia durante feriados da Olimpíada

Economia

A decretação do feriado nesta quinta-feira, 4, pelo prefeito Eduardo Paes, pegou o comércio varejista de surpresa. E já há gente que calcula o quanto vai deixar de vender. Alguns consultores chegam a prever R$ 1 bilhão de negócios que deixarão de ser realizados por dia, chegando a R$ 4 bilhões durante os feriados decretados nos Jogos.

Sputnik
Sputnik
Inicialmente a Prefeitura tinha decretado feriados nos dias 5 (abertura dos jogos), 18 (devido à realização de diversas provas olímpicas) e 22 (data de encerramento da Olimpíada). O comércio está receoso porque Paes ainda considera decretar novos feriados ao longo desse período.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas), Aldo Gonçalves, é um dos empresários do ramo preocupados. Segundo ele, o comércio deixa de vender com perda de faturamento, embora em alguns casos isso possa ser considerado prejuízo mesmo. Aldo diz que é o o caso de bares e restaurantes que não estavam prevendo esse novo feriado e já tinham comprado comida, artigos perecíveis, como frutas e legumes.
O presidente do Sindilojas afirma que, embora o decreto do prefeito permita a abertura das lojas, o problema é que a cidade fica vazia, principalmente em certas regiões da cidade, como o Centro e a Zona Norte. Pode haver um pouco mais de fluxo, principalmente nas regiões mais turísticas, como na Zona Sul e em alguns shoppings, mas os turistas não ficam na cidade como um todo.
“O consumo do turista é também muito pequeno em relação ao movimento do comércio. O turista, em geral, compra mais artigos esportivos ou então lembranças da cidade (camisetas, bonés), artigos temáticos ligados às Olimpíadas, e um pouquinho de moda praia, porque o Rio de Janeiro tem esse apelo”, diz Gonçalves.
Segundo o Sindilojas, mesmo dependendo de cada segmento e de cada setor, o comércio do município movimenta cerca de R$ 380 milhões por dia, conforme dados do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que são atualizados pelo sindicato. Esse ano estão previstos dez feriados nacionais, três estaduais e dois municipais, que agora passaram a ser seis.
“Esse conjunto de feriados ao longo do ano, baseados em nossa estimativa, vai resultar em R$ 7 bilhões que o comércio vai deixar de vender. Isso prejudica não só o lojista e o comércio, como o próprio governo, que arrecada menos impostos, os comerciários, que na maioria são comissionados, e também um grande número de trabalhadores autônomos que vão ficar sem serviço, como os engraxates no Centro, chaveiros, ambulantes, pipoqueiros. É uma situação bastante difícil, especialmente este último feriado, que foi decretado sem aviso, numa demonstração de falta de planejamento. Isso desarruma não só as empresas, como o próprio comércio.”
Gonçalves lembra que esse ano todas as datas comemorativas tiveram vendas abaixo do esperado — no Dia das Mães, Páscoa e Dia dos Namorados.
“Agora estamos aguardando o Dia dos Pais, que pode ser que melhore um pouquinho e o Dia das Crianças.”
O presidente do Sindilojas estima uma queda de 6% nas vendas no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado. A tendência é de melhora do quadro com as medidas que estão sendo anunciadas pelo governo, mas, conforme Gonçalves, esse vai ser um processo lento, e talvez só ocorra em meados de 2017, porque a inflação continua elevada, assim como o desemprego, na casa dos 11% da população.
O diretor da Conquist Educacional Consultoria, Roberto Madruga, acrescenta que o impacto também acontece no setor de serviços, como pequenas lojas, que dependem do funcionamento do comércio.
“Não bastassem todos os feriados que acontecem no Brasil, a decretação de mais esse por um lado favorece o deslocamento de autoridades, a organização da Olimpíada, mas por outro chega a ser irresponsável no que diz respeito a resultados. A crise brasileira tomou conta do setor varejista, de serviços, da indústria e especialmente do Rio de Janeiro, especificamente com a queda dos royalties do petróleo, de arrecadação e fuga de capitais. O estado ficou numa situação muito difícil.”
O consultor, especializado em varejo, diz que muitas empresas que dependiam da cadeia de exploração do petróleo quebraram, e isso afetou fortemente o comércio.
“Num momento difícil como esse, decretar feriados me parece algo fora da realidade dessas empresas que empregam milhões de pessoas em nosso estado. Temos que gerar empregos, riqueza, produção. Não adianta ter um grande número de negócios realizados próximos aos eventos que vão ser realizados na cidade enquanto outros setores vão ficar amargando prejuízos. É muito feriado num mês só sem haver nenhuma contrapartida para essas empresas.”
Madruga diz que a chegada de um grande número de turistas não compensa o que o comércio deixa de faturar em mais um dia de feriado.
“Estamos falando em termos da cidade do Rio de Janeiro, de uma população de quase 6,5 milhões de pessoas. Como um fluxo de 400 mil turistas em um período pequeno vai compensar esse consumo? O problema é que o município não preparou os empresários, não fez nenhum tipo de parceria para que os empresários opinassem sobre isso.”
Fonte - Sputnik  03/08/2016

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Locomotivas da GE perdem velocidade na lidrerança no Brasil

Economia

Companhia convive com queda das encomendas e risco de perder a liderança do setor para a Caterpillar - O aumento dos custos e a redução de encomendas tem custado caro à companhia. A GE Transportation está revendo seus investimentos. 

Insight Engenharia de Comunicação 

Pelo andar da locomotiva, não demora muito e a GE conseguirá uma proeza que até outro dia soava como inimaginável: perder a histórica liderança entre os fabricantes de equipamentos ferroviários no Brasil. Um a um, o gigantesco grupo norte-americano tem acumulado uma série de tropeços que podem lhe custar caro. De um lado dos trilhos, a sucessiva redução do volume e pedidos em carteira, que soma aproximadamente 20% nos últimos três anos; do outro, o aumento dos custos operacionais na fábrica de Contagem (MG).
A colisão entre estes dois comboios tem custado caro à companhia. A GE Transportation está revendo seus investimentos. O plano de expansão da fábrica mineira, o mais importante dos projetos, descarrilou. Os norte-americanos pretendiam atingir a marca de 120 vagões por ano. A produção de 2014, no entanto, não deve chegar a 50 unidades. Para este ano, o aporte de US$ 10 milhões, similar ao de 2013, está mantido. Mas, para 2015, a tendência é que a empresa baixe a cancela sobre seu caixa.
Enquanto a GE perde velocidade, a concorrência vem no seu encalço. A Caterpillar deverá entregar mais de 40 locomotivas ao longo de 2014. Um fato chama ainda mais a atenção: a companhia inaugurou sua fábrica de Sete Lagoas (MG) há apenas dois anos. Nessa toada, poderá assumir a dianteira do mercado brasileiro já em 2015. A posição da GE no mercado brasileiro é ameaçada também por grupos chineses que têm desembarcado no Brasil oferecendo locomotivas importadas a preços até 20% inferiores ao dos equipamentos nacionais. Na GE Transportation, havia a expectativa de que a queda de encomendas no mercado interno pudesse ser compensada por uma maior inserção internacional. No entanto, a promessa da matriz de alocar na subsidiária brasileira encomendas recebidas em outros países não se consumou, ao menos não na dimensão esperada. Os norte-americanos acenaram com pedidos provenientes de cinco países. Até agora, no entanto, a GE Transportation do Brasil vendeu locomotivas apenas para Colômbia e Moçambique. Procurada pelo RR, a GE não se pronunciou.
Para assinar o Relatório Reservado, acesse o www.relatorioreservado.cm.br ou entre em contato pelo número (21) 2526-7004
Leia o blog do Relatório Reservado no iG: http://www.blogrelatorioreservado.ig.com.br/
Assista também à TV RR no Youtube: http://www.youtube.com/user/tvrelatorioreservado
Fonte - STEFZS 23/07/2014



RF - Leia abaixo a nota enviada à Revista Ferroviária pela GE Transportation:

POSICIONAMENTO OFICIAL – GE TRANSPORTATION

A GE Transportation esclarece que, ao contrário das informações citadas no boletim de 14 de julho do Relatório Reservado, sua produção de locomotivas em 2014 se manterá em nível equivalente ao do ano passado. Já para 2015, as perspectivas são altamente promissoras, com expectativa de aumento de produção, sem considerar ainda os incrementos advindos do programa de substituição de máquinas antigas, ora em discussão com o governo federal, e a implementação dos projetos de novas ferrovias nos próximos anos. Cabe observar ainda que a GE não produz vagões, sendo estes números exclusivamente referentes à produção de locomotivas.
A GE esclarece também que o programa de investimentos da companhia, no valor de R$ 65 milhões e aprovado em 2011, se encontra em plena execução. As atividades contemplam o desenvolvimento de novos produtos e serviços, alterações no layout da planta industrial, construção de novo galpão para otimizar a produção e possibilitar a redução do fluxo da linha de montagem, implantação de células de reparos de painéis e diversificação do estoque de peças para garantir a operação ininterrupta de locomotivas em circulação, assim como assegurar ganhos de produtividade e eficiência contínuos que são comprovados pelos nossos clientes. Essas medidas têm garantido não somente a qualidade dos produtos mas também o pleno atendimento dos compromissos de entrega da companhia.
Essas demonstrações práticas da GE de confiança no Brasil reforçam a sua posição no mercado e estão ancoradas na certeza do desenvolvimento do setor ferroviário no País.
Por fim, a empresa se coloca à disposição do Relatório Reservado para prestar esclarecimentos.

Cordialmente,

GE Transportation

Atualizado em 25/07/2014