UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Comércio do Rio vai deixar de vender R$ 1 bilhão por dia durante feriados da Olimpíada

Economia

A decretação do feriado nesta quinta-feira, 4, pelo prefeito Eduardo Paes, pegou o comércio varejista de surpresa. E já há gente que calcula o quanto vai deixar de vender. Alguns consultores chegam a prever R$ 1 bilhão de negócios que deixarão de ser realizados por dia, chegando a R$ 4 bilhões durante os feriados decretados nos Jogos.

Sputnik
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Inicialmente a Prefeitura tinha decretado feriados nos dias 5 (abertura dos jogos), 18 (devido à realização de diversas provas olímpicas) e 22 (data de encerramento da Olimpíada). O comércio está receoso porque Paes ainda considera decretar novos feriados ao longo desse período.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas), Aldo Gonçalves, é um dos empresários do ramo preocupados. Segundo ele, o comércio deixa de vender com perda de faturamento, embora em alguns casos isso possa ser considerado prejuízo mesmo. Aldo diz que é o o caso de bares e restaurantes que não estavam prevendo esse novo feriado e já tinham comprado comida, artigos perecíveis, como frutas e legumes.
O presidente do Sindilojas afirma que, embora o decreto do prefeito permita a abertura das lojas, o problema é que a cidade fica vazia, principalmente em certas regiões da cidade, como o Centro e a Zona Norte. Pode haver um pouco mais de fluxo, principalmente nas regiões mais turísticas, como na Zona Sul e em alguns shoppings, mas os turistas não ficam na cidade como um todo.
“O consumo do turista é também muito pequeno em relação ao movimento do comércio. O turista, em geral, compra mais artigos esportivos ou então lembranças da cidade (camisetas, bonés), artigos temáticos ligados às Olimpíadas, e um pouquinho de moda praia, porque o Rio de Janeiro tem esse apelo”, diz Gonçalves.
Segundo o Sindilojas, mesmo dependendo de cada segmento e de cada setor, o comércio do município movimenta cerca de R$ 380 milhões por dia, conforme dados do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que são atualizados pelo sindicato. Esse ano estão previstos dez feriados nacionais, três estaduais e dois municipais, que agora passaram a ser seis.
“Esse conjunto de feriados ao longo do ano, baseados em nossa estimativa, vai resultar em R$ 7 bilhões que o comércio vai deixar de vender. Isso prejudica não só o lojista e o comércio, como o próprio governo, que arrecada menos impostos, os comerciários, que na maioria são comissionados, e também um grande número de trabalhadores autônomos que vão ficar sem serviço, como os engraxates no Centro, chaveiros, ambulantes, pipoqueiros. É uma situação bastante difícil, especialmente este último feriado, que foi decretado sem aviso, numa demonstração de falta de planejamento. Isso desarruma não só as empresas, como o próprio comércio.”
Gonçalves lembra que esse ano todas as datas comemorativas tiveram vendas abaixo do esperado — no Dia das Mães, Páscoa e Dia dos Namorados.
“Agora estamos aguardando o Dia dos Pais, que pode ser que melhore um pouquinho e o Dia das Crianças.”
O presidente do Sindilojas estima uma queda de 6% nas vendas no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado. A tendência é de melhora do quadro com as medidas que estão sendo anunciadas pelo governo, mas, conforme Gonçalves, esse vai ser um processo lento, e talvez só ocorra em meados de 2017, porque a inflação continua elevada, assim como o desemprego, na casa dos 11% da população.
O diretor da Conquist Educacional Consultoria, Roberto Madruga, acrescenta que o impacto também acontece no setor de serviços, como pequenas lojas, que dependem do funcionamento do comércio.
“Não bastassem todos os feriados que acontecem no Brasil, a decretação de mais esse por um lado favorece o deslocamento de autoridades, a organização da Olimpíada, mas por outro chega a ser irresponsável no que diz respeito a resultados. A crise brasileira tomou conta do setor varejista, de serviços, da indústria e especialmente do Rio de Janeiro, especificamente com a queda dos royalties do petróleo, de arrecadação e fuga de capitais. O estado ficou numa situação muito difícil.”
O consultor, especializado em varejo, diz que muitas empresas que dependiam da cadeia de exploração do petróleo quebraram, e isso afetou fortemente o comércio.
“Num momento difícil como esse, decretar feriados me parece algo fora da realidade dessas empresas que empregam milhões de pessoas em nosso estado. Temos que gerar empregos, riqueza, produção. Não adianta ter um grande número de negócios realizados próximos aos eventos que vão ser realizados na cidade enquanto outros setores vão ficar amargando prejuízos. É muito feriado num mês só sem haver nenhuma contrapartida para essas empresas.”
Madruga diz que a chegada de um grande número de turistas não compensa o que o comércio deixa de faturar em mais um dia de feriado.
“Estamos falando em termos da cidade do Rio de Janeiro, de uma população de quase 6,5 milhões de pessoas. Como um fluxo de 400 mil turistas em um período pequeno vai compensar esse consumo? O problema é que o município não preparou os empresários, não fez nenhum tipo de parceria para que os empresários opinassem sobre isso.”
Fonte - Sputnik  03/08/2016

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Público lota Ceasinha do Rio Vermelho em Salvador

Salvador

A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. 

Kelly Cerqueira - TB
Quem foi de carro encontrou estacionamento fácil
Foto: Reginaldo Ipê
Ansiosos por uma feira mais organizada, soteropolitanos aproveitaram o fim de semana para conhecer os novos ares do Mercado do Rio Vermelho, a Ceasinha.
A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. Apesar do grande movimento, boa parte dos boxes permanece fechada para os últimos ajustes.
Em visita ao local na manhã desse domingo (18), o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, assegurou que, dentro de uma semana, todos os antigos permissionários devem iniciar as atividades.
Em busca do tradicional café da manhã servido na feira, a bancária Aparecida Conceição, frequentadora assídua do local, visitou a nova Ceasinha pela primeira vez após as mudanças. Ao lado da amiga Kátia Araújo, fez a primeira refeição do dia, um prato de sarapatel, no único restaurante disponível após a inauguração, o Donana. “Estávamos curiosas para ver como ficou e, como sempre fazemos nos fins de semana, tomamos nosso café da manhã reforçado, mas infelizmente não tivemos muita opção porque a maioria dos restaurantes ainda não abriu”, lamentou.
O que foi motivo de lamentação para a bancária, para as proprietárias do Donana restaurante, foi alvo de comemoração. “Graças a Deus o fim de semana foi de muito movimento, acima do esperado por nós. Agora a gente espera que este movimento permaneça, inclusive após a reabertura dos outros restaurantes”, afirmou uma das sócias do negócio, Daniela Lisboa.
Ela conta que, no sábado (17), o movimento foi tamanho que chegou a faltar comida para quem chegou mais tarde para o almoço. “Tivemos que fazer tudo nas pressas para dar conta”, lembra.
E no domingo não foi diferente. Embora só funcione até as 13 horas, o novo Mercado do Rio Vermelho ficou lotado durante toda a manhã de ontem. Proprietária da loja Natureza e Cia, Gloria Martins comemora o sucesso das vendas. “Desde a inauguração, não tenho do que reclamar. A reforma permitiu expor mais produtos, coisas que antes eu não conseguia fazer por falta de espaço. A loja ficou maior e agora está dando para atender melhor o cliente”, destacou.
Apesar de tarifado, o estacionamento também é alvo de elogios por parte dos frequentadores do local. “Aquele assédio dos flanelinhas não existe mais. Mesmo pago, pelo menos tem gente qualificada para orientar direitinho”, elogiou a estudante Lígia Assis.
Limpeza, presença constante de segurança privada, espaço para circulação de pessoas, acessibilidade e a climatização do local foram outros pontos considerados positivos pelos frequentadores assíduos da feira. A nova estrutura conta com 140 empreendimentos, no entanto, 39 deles são de novos permissionários e só iniciam as atividades no próximo mês.
Já os antigos permissionários que ainda não abriram as portas dependem de pequenos ajustes nos boxes para iniciar as atividades. Este é o caso de Edinho, responsável pela seresta mais famosa do Mercado do Rio Vermelho que acontece dentro da feira.
Com o espaço ainda em reforma, ele é cobrado por parte dos frequentadores sobre a reabertura do bar, situado agora na área destinada à parte gastronômica da feira. Ao lado da presidente da Associação de Permissionários da Ceasa do Rio Vermelho, Karina Gusmão, ele recebeu do secretário James Correia notícia sobre o andamento das obras finais do espaço.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/05/2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

Salvador a 1ª capital do Brasil

A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.

Da Redação
foto - a tarde
A ocupação do local chamado "Favelinha" em Salvador já existe lá a décadas,não é nova nem nasceu ontem.Comerciantes ali estabelecidos alegam que pagam seus impostos inclusive IPTU,com licença  e alvará de funcionamento fornecido pela própria prefeitura o que logicamente tornam os seus estabelecimentos devidamente legalizados.A prefeitura ao invés de adotar uma atitude autoritária chegando ao,local as 5 hs da manhã pegando a todos de surpresa sem dar a mínima chance de defesa aos moradores e comerciantes da comunidade,deveria anteriormente ao fato, pelo menos ter promovido um entendimento com a mesma estabelecendo um acordo bilateral e uma estratégia para que tudo ocorresse de maneira plural e pacificamente,evitando assim desgastes políticos,amenizando os prejuízos para os moradores e comerciantes,dando direito a que todos pudessem retirar antecipadamente os seus equipamentos e suas mercadorias,sem o uso da fôrça e coação.Mais ainda que assim o fosse seria apenas um mero "remendo" menos tramático,e certamente estaria longe de ser uma solução mais correta e justa.Essa ideologia e atitude truculenta contribui apenas para aumentar mais ainda a grande desigualdade social e a segregação em nossa cidade cantada com 1ª capital do país...foi um dia e não é mais.Temos ai a velha formula elitista da higienização e faxina social preconizada pelo conceito neoliberal.A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.Com certeza os resultados colhidos seriam bem diferentes, inclusive com dividendos políticos bem mais saudáveis.E quanto custaria isso???....talvez uma pequena fração do que foi gasto "prioritariamente" na tal "reforma" do rico e chique bairro da Barra onde foram gastos uma fortuna em" MILHÕES",e com apenas alguns "mil reais" e um bom projeto se integraria democraticamente e organizadamente o local e a comunidade (que perderia a pecha de favela) ao bairro dando a todos uma qualidade digna de vida,inclusão social e cidadania.A inclusão social é a unica forma de se resolver os graves problemas da grande distância ainda existente em nossa cidade entre as diversas camadas da população principalmente as mais pobres,periféricas e menos assistidas pelo poder público.O elitismo e o autorismo que hoje predomina nais decisões em ações preconizadas pela administração publica municipal (o que aliais não é um fato novo) da nossa cidade, elege como formula prioritária uma maneira singular para resolver essas questões..."para se acabar com a pobreza basta que se acabe os pobres"....assim o assunto estará sumariamente resolvido....e a desigualdade e a dignidade que se danem.......
A.Luis 10/02/2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Bairro da Barroquinha é um buraco só

Cidade


Carros transitam com dificuldade entre a Barroquinha e as ruas estreitas da região

Rayllana Lima - TB
Já não é novidade que os soteropolitanos sofrem com constantes buracos que aparecem pela cidade. No bairro da Barroquinha, local onde transitam muitos pedestres e onde estão instaladas várias lojas, a quantidade e dimensão dos buracos são revoltantes.Comerciantes alegam que a situação tem gerado prejuízos, principalmente em dias chuvosos.
No fim de linha da Barroquinha, o calçamento deu lugar aos buracos. Buracos são obstáculos para pedestres, veículos e, principalmente, pessoas com deficiência. Mas quem já não suporta mais a situação do bairro são os comerciantes.
“Nesses dias de chuva, os buracos ficam inundados. Os carros passam e jogam água por toda mercadoria. Quando jorra lama em roupa branca, perdemos a mercadoria porque enferruja”, desabafou a comerciante Edvanda Moreira, 51.
Ela ainda informou que são os próprios comerciantes da região que se mobilizam pra melhorar o lugar. “Minha coluna já anda doendo de tanto tirar água dos buracos. Pagamos licença, o IPTU já está chegando, e nada é feito. É um descaso total”, completou.
Assim como dona Edvanda, a comerciante Maria José ajuda a retirar água das crateras para evitar que produtos sejam perdidos. “Se nós não nos mobilizarmos, nada é feito. Já tem mais de cinco anos que estamos nessa situação”, informou.
Durante a tarde de ontem (28), o entregador de mercadorias Wellington Barbosa, 36, afirmou que é um transtorno passar pelo local. “Tenho que fazer entregas diárias e passo por essa rua todos os dias. O carro está sempre pesado e já caí várias vezes em buracos. É um absurdo”, exclamou.
Comerciantes informaram que, diariamente, cinco a seis carros chegam a cair nos buracos. “Caiu um carro na segunda-feira, que, pra sair, precisou ser empurrado. Os próprios comerciantes que juntam entulhos para tapar os buracos. Mas como passam muitos carros, fecha um e abre outro”, informou um vendedor que preferiu se identificar apenas com Alfredo.

Até o fechamento dessa matéria, a equipe de reportagem da Tribuna tentou entrar em contato com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom),
Fonte - Tribuna da Bahia  29/01/2014