UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Casarão é demolido na Barra para construção de arranha-céu

Cidade

Apesar das reivindicações da Associação de Amigos e Moradores do bairro (Amabarra), a contrutura afirmou que dispõe de toda a documentação legal para a construção do novo imóvel.A demolição teve inicio nessa quinta feira 13/08.

Atarde
Da Redação
Anderson Sotero | Ag. A TARDE
Foi iniciada na manhã nesta quinta-feira, 13, a demolição do antigo casarão que dará lugar ao empreendimento La Vue, na Ladeira da Barra, em Salvador. Parte da fachada do imóvel já foi destruída pelos funcionários da construtora Cosbat Empreendimentos, que usaram retroescavadeiras.
Apesar das reivindicações da Associação de Amigos e Moradores do bairro (Amabarra), a contrutura afirmou que dispõe de toda a documentação legal para a construção do novo imóvel.
Em nota, a associação de moradores reclama que "um empreendimento deste porte causará severo impacto no meio ambiente, seja no quesito esgotamento sanitário, formação contínua de resíduos, seja pelo congestionamento de veículos numa área onde recentemente se restringiu o fluxo de carros, além dos danos irreparáveis ao patrimônio".
Em nota, a associação de moradores reclama que "um empreendimento deste porte causará severo impacto no meio ambiente,

seja no quesito esgotamento sanitário, formação contínua de resíduos, seja pelo congestionamento de veículos numa área onde recentemente se restringiu o fluxo de carros, além dos danos irreparáveis ao patrimônio".

Empreendimento
O La Vue irá abrigar apartamentos de 259 m², com quatro suítes, e será um por andar. Além disso, a torre residencial terá 107 metros de altura.
Fonte - A Tarde  13/08/2015

sábado, 26 de julho de 2014

Prefeitura do Rio inicia demolição do que restou do Elevado da Perimetral

Rio de Janeiro

As ruas no entorno da obra ficarão fechadas até o segundo semestre do ano que vem.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Operários retiram escombros após explosão do Elevado
 da Perimetral - Tânia Rêgo/Agência Brasil
A prefeitura do Rio iniciou hoje (26), às 8h, uma série de interdições de ruas para prosseguir com a demolição do Elevado da Perimetral, na zona portuária. As ruas no entorno da obra ficarão fechadas até o segundo semestre do ano que vem.
Além da demolição da Perimetral, serão feitas obras de saneamento, rede de água, drenagem, rede de gás natural, energia, telecomunicações e iluminação pública nas vias fechadas. Entre as interdições está a da Avenida Rodrigues Alves em ambos os sentidos.
Parte do Elevado da Perimetral já havia sido demolida com a ajuda de explosivos. A parte remanescente será desmontada, em um processo que deverá durar quatro meses. A obra faz parte da revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Fonte - Agência Brasil  26/07/2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Prefeitura começa trabalho de demolição do viaduto que desabou em BH

Belo Horizonte

A previsão é que o trabalho termine em até 48 horas, desde que o monitoramento de segurança não indique a necessidade de sua parada, segundo informou Alexandre Lucas Alves, coordenador municipal da Defesa Civil de Belo Horizonte. 

Elaine Patricia Cruz 
Repórter da Agência 
A demolição do Viaduto Guararapes vai preservar
 um trecho da obra para os trabalhos da perícia
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os trabalhos de demolição do Viaduto Guararapes, que caiu na última quinta-feira (3) em Belo Horizonte, tiveram início por volta das 9h30 de hoje (7). A previsão é que o trabalho termine em até 48 horas, desde que o monitoramento de segurança não indique a necessidade de sua parada, segundo informou Alexandre Lucas Alves, coordenador municipal da Defesa Civil de Belo Horizonte. A demolição, autorizada pela Justiça, vai preservar uma parte da obra para os trabalhos de perícia.
Em entrevista na manhã de hoje (7) à Agência 
Brasil, no local onde está ocorrendo a demolição, o coordenador informou que os trabalhos estão levando em conta a segurança das operações, dos vizinhos e dos trabalhadores.
“Os dois viadutos [do complexo viário em construção, um dos quais desabou] estão sendo monitorados de meia em meia hora, para ver se houve algum movimento. Nossa preocupação não é com o tempo, mas com a segurança e a garantia da produção de provas que a perícia criminal precisa”, falou ele.
A técnica escolhida pelos especialistas para a demolição utiliza o rompedor hidráulico, também conhecido como martelo hidráulico ou picão, que vai perfurando o concreto.
Segundo Alves, os moradores do entorno estão tendo a segurança preservada. “Sempre é uma operação de risco. Mas é um risco monitorado. Por isso, estamos com equipes da Defesa Civil dentro dos prédios, monitorando em tempo real as consequências do trabalho de demolição nessas edificações para que, caso haja alguma deformidade ou necessidade, nós interrompamos as operações para garantir a segurança”, explicou.
O Viaduto Guararapes estava sendo construído sobre a Avenida Pedro I, uma das principais vias de ligação com o Aeroporto Internacional de Confins e também com o Estádio Mineirão, local onde o Brasil enfrenta a Alemanha amanhã (8) às 17h pelas semifinais da Copa do Mundo. Por causa do acidente, que obstruiu a avenida, e também para evitar problemas de mobilidade urbana na chegada ao local do jogo, a prefeitura de Belo Horizonte decretou feriado na capital para esta terça-feira.
De acordo com Alves, como os trabalhos têm previsão de término em até 48 horas e não serão acelerados em função da partida no Mineirão. “Não estamos preocupados com o jogo da Copa do Mundo. Estamos preocupados com a segurança dos trabalhos de operação e a garantia da prova da perícia”, falou.
O acidente aconteceu por volta das 15h de quinta-feira. O viaduto em obras despencou e atingiu um micro-ônibus, um carro e dois caminhões. Duas pessoas morreram e 23 pessoas ficaram feridas no acidente, de acordo com o número definitivo de vítimas divulgado pela prefeitura.
Alves disse à Agência Brasil que, no acidente, nenhum prédio próximo ao viaduto foi abalado. “Vistoriamos os prédios vizinhos e nenhum apartamento apresentou danos. Estamos em contato permanente com uma comissão de moradores”, falou ele.
Inicialmente prevista para ser entregue em junho, a obra estava em fase de acabamento, com previsão de ser concluída no final deste mês. As obras do sistema BRT (sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus) em Belo Horizonte, estão sendo executadas pela Cowan, incluindo a do viaduto acidentado. Em nota, a construtora garantiu que todos os procedimentos e material usado passaram pelos testes obrigatórios sem apresentarem qualquer problema, atendendo a todas as normas vigentes.
Previsto para ser entregue em junho, o Viaduto Guararapes estava em fase de acabamento e deveria ser concluído no fim deste mês. No início de fevereiro, outro viaduto do mesmo complexo viário, o Montesi, teve que ser interditado devido a um problema estrutural – parte da construção se deslocou lateralmente, cerca de 30 centímetros, em relação à estrutura. Após o desabamento, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura anunciou que todos os viadutos que fazem parte do sistema BRT passarão por inspeções.
Fonte - Agência Brasil  07/07/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

'Favelinha' não é cortiço; trabalhador não é marginal

Opinião

"Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores"....

Marcelino Galo
foto - atarde

A retirada dos trabalhadores e moradores da comunidade conhecida como “Favelinha”, na Av. Magalhães Neto, e a perseguição aos ambulantes e as baianas de acarajé das praias, comerciantes na Ribeira e a artesãos, cordelistas e repentistas da Praça Cayru, em frente ao Mercado Modelo, levantam o debate sobre o processo de “higienização social” promovida em Salvador, patrocinada pela prefeitura municipal, com o argumento da necessidade de se ordenar o espaço urbano.
Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores.
Causa profunda indignação as declarações do superintendente da Sucom, o Sr. Silvio Pinheiro, em entrevista a este Bahia Notícias, ao justificar o modus operandi da prefeitura em chegar ainda pela madrugada e surpreender os moradores e trabalhadores da “Favelinha”, sem prévia comunicação e sem nenhuma negociação. “A derrubada tem que ser feita com inteligência. Não podemos alardear, pois as pessoas se revoltam, se organizam e complicam a operação. Precisamos de sigilo”, confessa Silvio Pinheiro sem corar a tez de vergonha.
Como pode o poder público, em um regime democrático de direito, assacar contra os cidadãos de surpresa, em plena madrugada, sem prévia comunicação ou negociação, quando o que está em questão é a sobrevivência destas famílias, seu trabalho, seu emprego? Que escala de valores é esta que sobrepõe o ordenamento urbano à sobrevivência e dignidade dos cidadãos?
Entre as funções de uma prefeitura não está a confecção de arapucas, muito menos a execução de emboscadas. Esta não era uma ação de fiscalização, mas de demolição de imóveis, apreensão do patrimônio privado e perseguição aos mais pobres. No caso da perseguição às baianas, cordelistas e repentistas, há também uma tentativa de coerção àqueles que representam fundamentalmente os bens imateriais e centenários da cultura popular e culinária da Bahia. O cidadão tem, por óbvio, o direito de se precaver, se organizar, negociar e se preparar para o pior cenário, a demolição de seu imóvel e a retirada dos seus meios de sobrevivência.
O que estamos a presenciar em Salvador é um processo autoritário e mercadológico de construção de um projeto de cidade cada vez mais desigual, elitista e desumana, aonde a vida das pessoas é arruinada sob “sigilo”, no calar da madrugada, como confessa, despudoradamente, o superintendente da Sucom.
O superintendente da Sucom, assim como o prefeito ACM Neto, devem explicações à sociedade. Ou podemos ser, a qualquer tempo, vítimas de outra arapuca promovida pelo poder público municipal. De forma autoritária e truculenta.
Por isso, através de requerimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia convido o superintendente da Sucom, Sr. Silvio Pinheiro, a explicar aos deputados na Casa Legislativa do Povo os tais procedimentos “sigilosos” que foram utilizados na expulsão dos trabalhadores da “Favelinha”, em Salvador. A sustentabilidade desses cidadãos precisa ser respeitada e não pode ser inviabilizada por uma operação articulada que visa colocar esses trabalhadores à margem da sociedade como se marginais fossem. Há, portanto, uma responsabilidade social e econômica efetiva da prefeitura com o futuro dessas pessoas, desses cidadãos. Que precisa ser explicada.
* Marcelino Galo é engenheiro agrônomo, deputado estadual (PT/BA) e membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia
Fonte  - Bahia Notícias  13/02/2014

Leia também: "FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

Salvador a 1ª capital do Brasil

A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.

Da Redação
foto - a tarde
A ocupação do local chamado "Favelinha" em Salvador já existe lá a décadas,não é nova nem nasceu ontem.Comerciantes ali estabelecidos alegam que pagam seus impostos inclusive IPTU,com licença  e alvará de funcionamento fornecido pela própria prefeitura o que logicamente tornam os seus estabelecimentos devidamente legalizados.A prefeitura ao invés de adotar uma atitude autoritária chegando ao,local as 5 hs da manhã pegando a todos de surpresa sem dar a mínima chance de defesa aos moradores e comerciantes da comunidade,deveria anteriormente ao fato, pelo menos ter promovido um entendimento com a mesma estabelecendo um acordo bilateral e uma estratégia para que tudo ocorresse de maneira plural e pacificamente,evitando assim desgastes políticos,amenizando os prejuízos para os moradores e comerciantes,dando direito a que todos pudessem retirar antecipadamente os seus equipamentos e suas mercadorias,sem o uso da fôrça e coação.Mais ainda que assim o fosse seria apenas um mero "remendo" menos tramático,e certamente estaria longe de ser uma solução mais correta e justa.Essa ideologia e atitude truculenta contribui apenas para aumentar mais ainda a grande desigualdade social e a segregação em nossa cidade cantada com 1ª capital do país...foi um dia e não é mais.Temos ai a velha formula elitista da higienização e faxina social preconizada pelo conceito neoliberal.A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.Com certeza os resultados colhidos seriam bem diferentes, inclusive com dividendos políticos bem mais saudáveis.E quanto custaria isso???....talvez uma pequena fração do que foi gasto "prioritariamente" na tal "reforma" do rico e chique bairro da Barra onde foram gastos uma fortuna em" MILHÕES",e com apenas alguns "mil reais" e um bom projeto se integraria democraticamente e organizadamente o local e a comunidade (que perderia a pecha de favela) ao bairro dando a todos uma qualidade digna de vida,inclusão social e cidadania.A inclusão social é a unica forma de se resolver os graves problemas da grande distância ainda existente em nossa cidade entre as diversas camadas da população principalmente as mais pobres,periféricas e menos assistidas pelo poder público.O elitismo e o autorismo que hoje predomina nais decisões em ações preconizadas pela administração publica municipal (o que aliais não é um fato novo) da nossa cidade, elege como formula prioritária uma maneira singular para resolver essas questões..."para se acabar com a pobreza basta que se acabe os pobres"....assim o assunto estará sumariamente resolvido....e a desigualdade e a dignidade que se danem.......
A.Luis 10/02/2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Continua demolição de casas na Favela do Metrô no Rio de Janeiro

Cidades

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O trabalho de demolição das casas da comunidade Metrô-Mangueira, conhecida como Favela do Metrô, na zona norte, recomeçou na manhã de hoje (10). Policiais militares acompanham a ação, marcada por protestos dos moradores. No local, está prevista a construção de um parque linear e um polo automotivo. De acordo com o subprefeito da zona norte, André Santos, a demolição e a retirada dos entulhos podem demorar até um mês e meio.
Ontem (09), após reunião com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), da Defensoria Pública e de representantes das famílias que vivem na favela, a prefeitura voltou atrás e decidiu pagar aluguel social às pessoas que ocuparam as casas. Os moradores receberão o benefício no valor de R$ 400 até serem inseridos no Programa Minha Casa, Minha Vida.
Inicialmente, o governo municipal informou que já havia indenizado os moradores da comunidade – que começou a ser desocupada em 2010 -, e que os atuais moradores haviam invadido as casas após a desapropriação, cabendo a eles apenas vagas em abrigos municipais, se necessário.

Os moradores se queixam de que as demolições, que recomeçaram na terça-feira (7), não foram anunciadas e que algumas casas foram destruídas com todos os pertences e documentos de famílias dentro.
A prefeitura diz que o trabalho de remoção começou em 2010 e que 662 famílias foram transferidas para imóveis dos condomínios Mangueira 1 e Mangueira 2, a poucos metros da comunidade. A remoção terminou em dezembro, quando as últimas famílias consideradas originárias pela prefeitura receberam imóveis no Bairro Carioca, em Triagem, também na zona norte.
No local, a situação é insalubre. Grande quantidade de lixo, valas de esgoto a céu aberto e entulho das demolições se acumulam nos becos, que ocupam pequena área entre a linha do trem e a Avenida Radial Oeste, em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro e próxima ao Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Nesse cenário, circulam crianças, jovens e idosos, que formam grande parte da comunidade. Ontem, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalreo, visitou o local e considerou que as famílias se encontram em "estado de vulnerabilidade social".
Fonte - Agência Brasil  10/01/2014

sábado, 23 de novembro de 2013

Implosão do Elevado da Perimetral no Rio começa amanhã

Cidades


O ponto alto da operação acontece às 7h de domingo (24), com a implosão do primeiro trecho da via. A operação envolverá mais de 500 profissionais, que seguirão os procedimentos necessários para garantir a segurança durante a demolição. O sistema prevê a utilização de 2.512 conjuntos de pneus com areia e 2.240 estacas em tambores para amortecer o impacto da queda da estrutura...

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As obras de revitalização da região portuária da cidade do Rio de Janeiro serão intensificadas neste final de semana com a implosão do primeiro trecho do Elevado da Perimetral - via expressa que liga a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil ao Aterro do Flamengo.
O ponto alto da operação acontece às 7h deste domingo (24) com a implosão dos primeiros 1.050 metros dos 4.790 que compõem o elevado. Segundo a prefeitura, a operação envolverá mais de 500 profissionais, que seguirão todos os procedimentos de segurança necessários à demolição.
Haverá bloqueio de dezenas de vias próximas ao elevado, entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro. A prefeitura vai providenciar também a retirada assistida dos moradores da região.
A implosão do Elevado da Perimetral, quando concluída, vai permitir a implementação de um novo sistema de mobilidade urbana na Região Portuária. A operação envolve 29 vãos e 232 vigas que, somados, pesam 5.104 toneladas. A carga total de explosivos a ser usada na operação será 1.200 quilos.
O sistema prevê a utilização de 2.512 conjuntos de pneus com areia e 2.240 estacas em tambores para amortecer o impacto da queda da estrutura e triturar o concreto. Os postes, fiações e placas de trânsito foram retirados do trecho.
Explosivos serão acionados em cadeia para rompimento dos pilares de sustentação do elevado, o que torna o processo diferenciado, sem o levantamento de poeira típico de implosões convencionais.
Para minimizar os riscos de lançamento de fragmentos, foram instalados 215.340 m² de tela de proteção. Após o processo, todo o material de concreto será removido e reciclado para uso nas obras de pavimentação das ruas da região. As 232 vigas do trecho fazem parte do pacote leiloado nessa quinta-feira (21).
A expectativa é que, após a implosão, equipes da prefeitura do Rio e da Porto Novo, empresa contratada para executar obras e serviços no Porto Maravilha, levarão 60 dias para concretizar os trabalhos de limpeza da região. Para isso serão criadas seis frentes de trabalho.
Estarão envolvidos na operação as secretarias municipais de Transportes, de Ordem Pública, Desenvolvimento Social, Defesa Civil, Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), Guarda Municipal, Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) e Concessionária Porto Novo –, além do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e das distribuidoras Light, CEG e Cedae – que estarão dando apoio logístico à demolição.
Diante da complexidade da operação e como parte dos trabalhos de preparação foram feitas previamente 56 vistorias cautelares nas partes inferior e superior do Elevado da Perimetral e em todo o entorno da Avenida Rodrigues Alves. A Concessionária Porto Novo instalou 12 sismógrafos para monitorar efeitos da detonação sobre as edificações e 50 câmeras que vão possibilitar a avaliação dos impactos e acompanhamento de toda a área.
Fonte - Agência Brasil  23/11/2013

sábado, 12 de outubro de 2013

MPF entra com novo recurso no STJ contra aprovação do projeto Novo Recife

Cidades

foto - ilustração
Um novo recurso judicial pode dificultar a execução do projeto Novo Recife, no Cais José Estelita, na região central da cidade. O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5º Região (PRR5), entrou com novo recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender a continuidade das obras do projeto imobiliário - onde se encontra importante acervo da memória ferroviária brasileira - e o conjunto de prédios históricos dos bairros de Santo Antônio e São José, que comporta 16 bens tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No entendimento do MPF, o empreendimento foi aprovado de forma irregular, sem Estudo de Impacto Ambiental (EIA), Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). O órgão ainda argumenta que não foram ouvidos o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Somado a isso, o Novo Recife também não foi previamente aprovado pelo IPHAN.
Este recurso do Ministério Público Federal questiona a decisão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5º Região (TRF5), que acatou o pedido da Prefeitura do Recife no final do ano passado e derrubou a liminar da 12º Vara da Justiça Federal em Pernambuco, que determinava a suspensão das obras, impedindo qualquer construção ou demolição no local. No final de setembro, o MPF já havia entrado com outros dois recursos - um no STJ e outro no STF - contra uma decisão da Presidência do TRF5, que havia suspendido os efeitos dessa mesma liminar.
Na avaliação do MPF, a aprovação do projeto Novo Recife não depende, exclusivamente, de um órgão administrativo, no caso, o Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Prefeitura do Recife. "Faz algum sentido esse caminho trilhado pelo município? A resposta é obviamente negativa, pois não é razoável que o município atue para licenciar um projeto que posteriormente pode ser inviabilizado pela mera manifestação de vontade em contrário de um órgão do Governo Federal. A necessidade de prévia oitiva dos entes federais, no caso concreto, é uma consequência direta do princípio constitucional da eficácia, pois não faz sentido que eles venham eventualmente a jogar na lata do lixo todo trabalho realizado pelo CDU e outro órgãos municipais", disse o procurador regional da República, Domingos Amorim.
Fonte - Diário de Pernambuco  12/10/2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

LIMINAR IMPEDE A REMOÇÃO DOS ÍNDIOS DA ALDEIA MARACANÃ! ( Museu do Índio RJ )

A DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CONSEGUIU LIMINAR QUE IMPEDE A REMOÇÃO DOS ÍNDIOS DA ALDEIA MARACANà    ( Museu do Índio )
Foto ilustração
A Defensória Pública do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, obteve no plantão judiciário deste sábado, 12 de janeiro, decisão que impede a remoção dos índios domiciliados na Aldeia Maracanã (antigo Museu do Índio).
Apesar de a discussão sobre a posse do imóvel ser afeta à Justiça Federal, o Nudedh entendeu ser o caso de provocação da Justiça Estadual, pois subsistiam claros indícios de que a Lei Estadual 2898/98, que trata dos desalijos coletivos, não teria sido observada.
Segundo a decisão proferida pela juíza de direito Adriana Angeli, enquanto não forem cumpridas as exigências da Lei Estadual ou for obtida decisão judicial, nao poderá o Estado do Rio de Janeiro remover os índios, sob pena de incidir multa diária.

Fonte -  Dpge Rio de Janeiro ( Defensoria Publica do Rio de Janeiro)
http://www.facebook.com/dpge.dejaneiro/posts/225414424260790