UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

'Favelinha' não é cortiço; trabalhador não é marginal

Opinião

"Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores"....

Marcelino Galo
foto - atarde

A retirada dos trabalhadores e moradores da comunidade conhecida como “Favelinha”, na Av. Magalhães Neto, e a perseguição aos ambulantes e as baianas de acarajé das praias, comerciantes na Ribeira e a artesãos, cordelistas e repentistas da Praça Cayru, em frente ao Mercado Modelo, levantam o debate sobre o processo de “higienização social” promovida em Salvador, patrocinada pela prefeitura municipal, com o argumento da necessidade de se ordenar o espaço urbano.
Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores.
Causa profunda indignação as declarações do superintendente da Sucom, o Sr. Silvio Pinheiro, em entrevista a este Bahia Notícias, ao justificar o modus operandi da prefeitura em chegar ainda pela madrugada e surpreender os moradores e trabalhadores da “Favelinha”, sem prévia comunicação e sem nenhuma negociação. “A derrubada tem que ser feita com inteligência. Não podemos alardear, pois as pessoas se revoltam, se organizam e complicam a operação. Precisamos de sigilo”, confessa Silvio Pinheiro sem corar a tez de vergonha.
Como pode o poder público, em um regime democrático de direito, assacar contra os cidadãos de surpresa, em plena madrugada, sem prévia comunicação ou negociação, quando o que está em questão é a sobrevivência destas famílias, seu trabalho, seu emprego? Que escala de valores é esta que sobrepõe o ordenamento urbano à sobrevivência e dignidade dos cidadãos?
Entre as funções de uma prefeitura não está a confecção de arapucas, muito menos a execução de emboscadas. Esta não era uma ação de fiscalização, mas de demolição de imóveis, apreensão do patrimônio privado e perseguição aos mais pobres. No caso da perseguição às baianas, cordelistas e repentistas, há também uma tentativa de coerção àqueles que representam fundamentalmente os bens imateriais e centenários da cultura popular e culinária da Bahia. O cidadão tem, por óbvio, o direito de se precaver, se organizar, negociar e se preparar para o pior cenário, a demolição de seu imóvel e a retirada dos seus meios de sobrevivência.
O que estamos a presenciar em Salvador é um processo autoritário e mercadológico de construção de um projeto de cidade cada vez mais desigual, elitista e desumana, aonde a vida das pessoas é arruinada sob “sigilo”, no calar da madrugada, como confessa, despudoradamente, o superintendente da Sucom.
O superintendente da Sucom, assim como o prefeito ACM Neto, devem explicações à sociedade. Ou podemos ser, a qualquer tempo, vítimas de outra arapuca promovida pelo poder público municipal. De forma autoritária e truculenta.
Por isso, através de requerimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia convido o superintendente da Sucom, Sr. Silvio Pinheiro, a explicar aos deputados na Casa Legislativa do Povo os tais procedimentos “sigilosos” que foram utilizados na expulsão dos trabalhadores da “Favelinha”, em Salvador. A sustentabilidade desses cidadãos precisa ser respeitada e não pode ser inviabilizada por uma operação articulada que visa colocar esses trabalhadores à margem da sociedade como se marginais fossem. Há, portanto, uma responsabilidade social e econômica efetiva da prefeitura com o futuro dessas pessoas, desses cidadãos. Que precisa ser explicada.
* Marcelino Galo é engenheiro agrônomo, deputado estadual (PT/BA) e membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia
Fonte  - Bahia Notícias  13/02/2014

Leia também: "FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Prefeitura (SSA) remove bares da "favelinha" na Magalhães Neto

Salvador

Moradores e proprietários dos comércios informais reclamam do trabalho da prefeitura. O comerciante Francisco, dono do Bar e Restaurante Barbicha, disse que tinha alvará e pagava imposto para funcionar no local, inclusive já tendo quitado o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2014.

Moradores acompanham ação da PrefeituraHenrique Drumond | Reprodução | Facebook
A Tarde
Da Redação
Com informações de Estela Marques
Bares e lava-jatos da localidade conhecida como "Favelinha", na avenida Magalhães Neto, foram demolidos neste domingo, 9. Agentes da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e Guarda Municipal chegaram ao local por volta de 5 horas e iniciaram a ação.
Moradores e proprietários dos comércios informais reclamam do trabalho da prefeitura. O comerciante Francisco, dono do Bar e Restaurante Barbicha, disse que tinha alvará e pagava imposto para funcionar no local, inclusive já tendo quitado o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2014.
Maria Dalva Sales, que também tinha um bar e lava-jato na região, calcula um prejuízo de cerca de R$ 40 mil. "Eles estouraram o cadeado e pegaram cerveja, dois freezers e 12 jogos de mesa. Eu pedi para não levar a cerveja, que eu tinha pego fiado, mas não adiantou. Agora como minha família vai ficar, se dependia do bar e lava-jato?", questiona a comerciante, que diz que os fiscais não apresentaram mandado judicial autorização a ação.
A comerciante também critica o prefeito ACM Neto. "Um homem desse não tem coração. Ele não sabe o que é humanidade. Falou que quando fosse eleito, ia limpar a cidade e eu falei que ele ia acabar com a raça humilde e trabalhadeira. No governo dele, pobre fica mais pobre e rico mais rico".

Vazamento
Durante a demolição, uma tubulação de gás natural da Bahiagás foi atingida, o que assustou os moradores. O vazamento foi controlado por funcionários da Bahiagás e ninguém ficou ferido.
O tenente da Polícia Militar, Sérgio Bahia, coordenador de policiamento da região 2, que abrange a Pituba, Amaralina e Boca do Rio, disse que não a ação foi pacífica e sem tumulto com os moradores. "Conversamos com eles. A população é ordeira e não houve violência da PM. Tudo foi resolvido com diálogo".


A Tarde
A Tarde








Fonte - A Tarde  09/02/2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

IPTU: relator da OAB vota por inconstitucionalidade no reajuste em Salvador

IPTU Salvador

Claudia Cardozo 
Lucas Cunha
Foto: Angelino de Jesus/OAB-BA
O relator da pauta sobre o reajuste do IPTU, o conselheiro Claudio Cairo, declarou em seu voto que considera inconstitucional o aumento no imposto, durante sessão do conselho pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), realizada na manhã desta sexta-feira (7). Cairo indicou que a lei tramitou por apenas cinco dias na Câmara Municipal até ser votada e, desta forma, não foi colocada em discussão com a população. O relator também destacou que não há regras precisas para aferir o aumento do valor venal do imóvel. "Há um excesso de venalidades nas leis de Salvador", declarou. Mesmo assim, Cairo reconheceu que a arrecadação da capital baiana é baixa e que existem necessidades "urgentes", mas que a nova lei do IPTU desrespeita o "princípio de moralidade por uma majoração desproporcional, que não tem comparação com a arrecadação”. O conselheiro ainda ressaltou que "transferir o ônus para o contribuinte é perigoso, pois ele pode ficar como negativado em cadastros de crédito". A inconstitucionalidade deve ser colocada para votação ainda nesta sexta, pela tarde, pois já foi negado o pedido de vista ao processo
Fonte - Bahia Notícias  07/02/2014

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Empresários de ônibus tentam evitar o metrô na Av. Paralela", afirma Lenilde Pacheco

Politica

Giulia Marquezini
Foto: Darío Guimarães/ Metropress
Em seu comentário nesta terça-feira (22), na Rádio Metrópole, a jornalista Lenilde Pacheco falou sobre a isenção do ISS ao consórcio responsável pelo metrô de Salvador e de uma possível represália dos empresários de ônibus, que tentam evitar que o metrô finalmente entre nos trilhos.
A tramitação do projeto de lei, de autoria do Executivo, que concede a isenção do ISS ao consórcio responsável por obras e operação do metrô de Salvador, trouxe à tona os mecanismos de funcionamento da Câmara. Durante duas semanas o prefeito ACM Neto e o governador Jaques Wagner acompanham a evolução dos números favoráveis ao projeto.
A "bancada do buzu" como o nome já diz, defende na Câmara os interesses dos empresários deste setor. Sem contar com esta bancada, os articuladores do prefeito e do governador somam 22 votos dos 29 necessários para aprovação do projeto do ISS. Lenilde questiona "se a isenção do ISS representa, na prática, menos dinheiro nos cofres municipais, que tipo de ajuda poderia ser concedida às empresas de ônibus, em defesa de um tratamento equânime?"
A resposta para esta pergunta foi anunciada pelo prefeito na semana passada, quando garantiu a construção de um corredor exclusivo para ônibus, chamado BRT, entra a Estação da Lapa e a ligação Iguatemi- Paralela. Para Lenilde, o corredor exclusivo se transformou em moeda de troca.
"Eles sentem-se renovados para insistir na derrubada do projeto de construção do metrô na Avenida Paralela e vão tentar prolongar o BRT até Lauro de Freitas", afirma a jornalista.

Ouça os comentários de Lenilde Pacheco na Rádio Metrópole, de terça a sexta-feira.

Fonte - Metro 1   22/10/2012

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Veto a cobrança de ISS é mantido; MPL ameaça transformar Câmara ‘em um inferno’

Fotos: Alexandre Galvão / Bahia Notícias
Alexandre Galvão / Sandro Freitas
Bahia Notícias
Mesmo com protestos de vereadores de oposição e até pressão da base governista, além de intensa manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), a Câmara Municipal decidiu – por 35 a 7 – manter o veto do prefeito ACM Neto (DEM) à cobrança de 5% de ISS para as incorporadoras imobiliárias. A análise aconteceu na tumultuada sessão desta terça-feira (6), marcada pelo "Top 5" musical do MPL e por uma discussão que levou Marcell Moraes (PV) a comemorar o fato de ter “300 projetos votados”, apesar de não saber se eram “bons ou ruins”. Pouco após decisão em torno do ISS, as vereadoras Fabíola Mansur (PSB) e Aladilce Souza (PCdoB) pediram que todos declarassem de que forma votaram. Pedido negado pelo presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB). “Votação já está superada”, decretou. Na galeria, manifestantes do MPL protestaram durante todo o tempo, pedindo que o veto fosse derrubado e se criasse um imposto novo, como já explicou ao Bahia Notícias o vereador Edvaldo Britto (PTB). Quando o veto foi mantido, o movimento passou a ameaçar o andamento da sessão: “Acabou o amor isso aqui vai virar um inferno”, gritaram.

Também na sessão desta segunda, a Câmara aprovou o fim do voto secreto para a análise de contas de prefeitos, proposta pelo presidente Paulo Câmara. “Agradeço aos vereadores e à população de Salvador, da qual obtive diversas manifestações de apoio para a aprovação deste marco legal em prol da transparência e da ética na política”, disse. O vereador também ressaltou que agora tem como meta a derruba da análise secreta em qualquer tipo de votação nos parlamentos brasileiros, proposta que não depende apenas dele, mas também de centenas de políticos, de diferentes esferas.

Fonte - Bahia Notícias  06/08/2013

domingo, 7 de julho de 2013

O METRÔ DE SALVADOR E O DIREITO DE NASCER

Transportes sobre Trilhos 🚇

Depois de inúmeras audiências,debates,seminários,reuniões,e campanhas diárias durantes todos esses anos em defesa do metrô da cidade,chegamos ao PMI onde em fim o metrô foi o escolhido entre tantos outros projetos apresentados inclusive o famigerado BRT ( Deus me livre) defendido com unhas e dentes pelo ex prefeito ou desprefeito JH seus "aliados" e seguidores.Ai mais uma estagnação faltava agora os termos de anuência das prefeituras de L de Freitas,que rapidamente solucionou todos os tramites,e da de Salvador cujo prefeito na época nada fez,(aliais tudo fez para retardar o andamento da tramitação),para dar sequência aos tramites legais que possibilitasse favorecer o andamento do projeto atrasando o mesmo ainda mais.

A.Luis
Da Redação
Foto ilustração - Pregopontocom
Nos anais da historia do Radio e da TV brasileira podemos encontrar o registro de uma das mais longas radio novelas e que na década de 60 foi exibida originalmente ainda em preto e branco pela extinta TV  Tupi e TV Rio entre 7 de dezembro de 1964 e 13 de agosto de 1965.Como protagonistas estrelaram - Isaura Bruno .... Mamãe Dolores - Nathália Timberg .... Maria Helena de Juncal (sóror Helena da Caridade) - Amilton Fernandes .... Albertinho Limonta - Elísio de Albuquerque.... dom Rafael de Juncal - Guy Loup .... Isabel Cristina - José Parisi .... dom Jorge Luís, e demais atores participantes do elenco ( Fonte - Wikipédia ).Mais a novela que foi recorde de audiência e gerou na época um grande frisson em todo público que acompanhava a história diariamente tanto quando no radio como depois na TV nem de longe chega perto dos 13 anos da nossa conhecida e massante batida e rebatida novela do Metrô de Salvador.Sempre que pensamos que estamos chegando ao "grand finale"  eis que os "diretores" da mesma resolvem sempre espicha-la um pouco mais.Mais não se trata de um golpe de marketing ou uma simples estratégia para garantir audiência,é politicagem mesmo,é ranço,é descaso,é pura falta de interesse pela coisa pública,é uma total falta de respeito e de consideração ao povo dessa cidade.Depois de inúmeras audiências,debates,seminários,reuniões,e campanhas diárias durantes todos esses anos em defesa do metrô da cidade,chegamos ao PMI onde em fim o metrô foi o escolhido entre tantos outros projetos apresentados inclusive o famigerado BRT ( Deus me livre) defendido com unhas e dentes pelo ex prefeito ou desprefeito JH seus "aliados" e seguidores.Ai mais uma estagnação faltava agora os termos de anuência das prefeituras de L de Freitas,que rapidamente solucionou todos os tramites,e da de Salvador cujo prefeito na época nada fez,(aliais tudo fez para retardar o andamento da tramitação),para dar sequência aos tramites legais que possibilitasse favorecer o andamento do projeto atrasando o mesmo ainda mais.Veio então o novo prefeito com a promessa de transferir logo,assim que tomasse posse, para o Gov. do estado o Metrô (calça curta) juntamente com a CTS para que finalmente pudesse ser realizada a tão esperada licitação e imediato inicio das obras,e la se foram mais 5 meses de espera e angustia.Finalmente no dia 24/05/2013 podemos todos nos esperançosos e ansiosos pelo nosso Metrô assistir no Hotel Pestana a solenidade das assinaturas de transferência da CTS/Metrô de Salvador pelo prefeito ACM Neto,e o Gov. Jaques Wagner,juntamente com o  Prefeito Marcio de Lauro de Freitas e mais a presença de diversas autoridades,juntamente com a imprensa e a sociedade civil que lá esteve, nos incluídos.Agora era só a autorização da Assembleia Legislativa para aprovar a transferência e a desoneração de impostos estaduais,no que foi rápida no assunto, e da CMS onde lá chegando como sempre empacou mais uma vez.Mais um bom tempo de espera e a transferência foi aprovada em fim pelos Srs.Vereadores.Agora vai......vai nada.....ainda falta um detalhe, no dia 07/05/2013 o Prefeito de Salvador havia mandado para a CMS uma mensagem com o nº 03/13 (Clik pra ver) com um projeto para ser votado pela casa que trata da desoneração do ISS para o sistema Metroviário..."incluso o projeto de lei que concede isenção do ISS sobre qualquer natureza aos serviços vinculados as obras de instalação  necessárias a implantação do metrô de Salvador bem como estabelece a redução da alíquota do aludido imposto incidente sobre o serviço  metroviário de transportes de passageiros,de forma a possibilitar a redução dos custos de implantação do metrô de Salvador,com reflexos positivos na tarifa a ser cobrada dos usuários finais."...O ref. projeto até hoje dorme na CMS sem ser votado pelos Srs. Vereadores e  corre até  o risco de não ser aprovado (Deus nos livre) inviabilizando mais uma vez o Metrô,em virtude de alguns vereadores da base governista,estranhamente não concordarem com o mesmo contrariando a decisão do Prefeito,de um acordo assinado em público entre ele e o Gov. do estado.O mais estranho é o fato do prefeito estar se empenhado bastante no momento para vetar a cobrança desse mesmo imposto (ISS incluso na sua reforma tributária) no valor de 5% das Incorporadoras por suposta pressão da Ademi ( Prefeito vai vetar cobrança de ISS para incorporadoras Clik aqui para ver), mais não tem sido tão vigoroso na mesma medida na questão semelhante ref, ao Metrô de Salvador.Enquanto isso a novela se arrasta "Metrô de Salvador e o direito de nascer".Bem se o problema então é botar pressão para que a coisa  definitivamente ande,conclamamos a todos soteropolitanos para colocarmos mãos a obras,e vamos BOTAR PRESSÃO.
Pregopontocom
Colaboração - Edinillson Pereira

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Wagner e Neto tentam mais uma vez fazer o metrô de Salvador funcionar

Mobilidade

Pelos últimos pronunciamentos públicos dos chefes dos Executivos estadual e municipal, o entendimento caminha para acontecer a partir de uma nova proposta para a integração dos sistemas metroviário e rodoviário, até então grande obstáculo para a transmissão definitiva do metrô para o controle do governo da Bahia.

Fernando Duarte - TB
Foto - ilustração
Diante da imprevisibilidade de uma solução para o impasse entre a prefeitura de Salvador e o governo da Bahia na questão do metrô da capital baiana, a seção Bahia da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) emitiu nota crítica à falta de entendimento entre as instâncias governamentais.
De acordo com a entidade, “o maior prejudicado com a situação é, sem dúvida, o trabalhador”. Segundo as assessorias dos Palácios Thomé de Souza e Ondina, a reunião para definir o funcionamento do metrô vai acontecer hoje, às 13h30, na Governadoria.
A previsão inicial era para o encontro ser realizado nessa quarta-feira (3/4), porém, a posse do novo ministro dos Transportes, o baiano César Borges (PR), prorrogou a estadia do governador Jaques Wagner em Brasília e houve choque de agendas. Diante do impedimento, a dificuldade era encontrar compatibilidade de horários de Wagner e do prefeito ACM Neto.
Pelos últimos pronunciamentos públicos dos chefes dos Executivos estadual e municipal, o entendimento caminha para acontecer a partir de uma nova proposta para a integração dos sistemas metroviário e rodoviário, até então grande obstáculo para a transmissão definitiva do metrô para o controle do governo da Bahia.
De acordo com a nota encaminhada pela CTB à imprensa, a demora para finalização do projeto, que já dura 13 anos, mostra que “Salvador parece parada no tempo, impondo a sua população a humilhação de conviver com um trânsito caótico, ônibus sucateados, lotados, atrasos nas linhas e congestionamentos diários, que consomem a qualidade de vida do trabalhador”.
“Dos 12 quilômetros do projeto inicial apenas 6 foram construídos ao custo de cerca de R$ 700 milhões. As composições e os 24 vagões adquiridos em 2008, por R$ 100 milhões, estão em galpões sendo sucateados. Um desrespeito com o dinheiro público”, critica a central sindical.
Por enquanto, o debate sobre o funcionamento do modal acontece entre a prefeitura e o governo estadual. As propostas apresentadas até então divergem no sistema de alimentação do metrô, que para a prefeitura deveria ser totalmente integrado ao sistema regular de ônibus urbano e para o governo o melhor caminho seria a criação de linhas exclusivas para dar vazão aos passageiros de ambos os sistemas.
Para o público, o clima que pareceu tenso com declarações de representantes do Palácio de Ondina, aparentemente teve um arrefecimento natural com o adiamento da decisão final.
Entre os pontos criticados pela CTB estão justamente as supostas motivações para o atual impasse, sugerido nos bastidores como pressão de grupos empresariais. “A decisão não pode atender interesses meramente comerciais ou políticos, mas sim o interesse do cidadão que exige a escolha da solução que menos onere a tarifa”, defende a nota.
Fonte - Tribuna da Bahia 04/04/2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Wagner e ACM Neto tentam mais uma vez DESTRAVAR o METRÔ de Salvador

Metrô de Salvador
Wagner e ACM Neto tentam outra vez colocar o metrô de Salvador para rodar

Lílian Machado
Tribuna da Bahia
foto - ilustração
Em um desafio que pode custar à relação entre o governo estadual e a prefeitura de Salvador, o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) devem voltar a se encontrar, nesta segunda-feira (25/3), para discutirem os critérios e as condições no processo de transferência da responsabilidade do metrô linha 1(Lapa-Rótula do Abacaxi) para o Estado.
A questão tem sido o primeiro entrave a ser resolvido pelas autoridades que comandam grupos políticos adversários em solo baiano. Embora o cenário seja de dificuldades, principalmente, após os últimos encontros entre o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa (PT) e o secretário municipal de Transportes, José Carlos Aleluia (DEM) há expectativas, conforme bastidores de que eles negociem, de forma que ambos possam se sentir contemplados.
A tendência é de que seja articulada uma proposta divergente das que foram apresentadas até o momento, a exemplo dos R$ 0,95 do governo e de R$ 1,40, da administração municipal.
O prefeito teria sinalizado que pode perder uma parte, mas que aguarda uma perspectiva positiva também do governo.
A assessoria do alcaide municipal confirmou o encontro de hoje, porém não soube informar em qual o horário os gestores estarão dispostos a colocar um fim na novela do metrô. De acordo com informações publicadas na imprensa, no final de semana, o próprio Neto teria buscado novo contato com o governador e sinalizado que existe uma nova proposta.
“Não posso adiantar ainda os termos dessa nova proposta, mas ela é fruto de várias reuniões que tive”, disse. O sistema metroviário de Salvador teria sido assunto também numa reunião entre o governador e a presidente Dilma Rousseff (PT), para quem ele teria exposto as complexidades.
Os últimos debates foram cercados de polêmicas, com críticas e alfinetadas entre os auxiliares que já despertam a disputa prol 2014. “Essa história de ônibus de graça é uma tentativa de iludir a população”, afirmou Aleluia ao se referir as explicações de Rui Costa sobre a proposta do governo.
O chefe da Casa Civil de Wagner é pré-candidato, n a sucessão ao governo. Já o petista acusou o projeto da prefeitura de “inconsistente”. nesse domingo (24/3) o secretário de Transportes da prefeitura não quis comentar o assunto.
“O prefeito está com a questão nas mãos. Eu já tratei do assunto. Não me cabe mais falar sobre isso”, restringiu. Aleluia disse não saber se vai ao encontro. “Não está previsto. Só irei se o prefeito me convocar”.
Fonte -  Tribuna da Bahia  25/03/2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Metrô de Salvador será responsabilidade do governo estadual

Metrô de Salvador

"Assim que o metrô for transferido para o governo, vai funcionar", afirma Rui Costa.                       
Lindiwe Aguiar
foto - ilustração
Em reunião à portas fechadas entre o prefeito de Salvador, ACM Neto, o governador Jaques Wagner, o secretário de Urbanismo e Transportes, José Carlos Aleluia e da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, começou a ser definido os novos rumos do metrô da capital.
É consenso que a responsabilidade do metrô deve ficar com o estado. Ainda não foram definidos detalhes, mas ao que tudo indica o metrô deve integrar o plano de mobilidade estadual e terá a conclusão da linha até a estação Pirajá, além da construção de um novo trecho que ligará Lauro de Freitas a Salvador, pela avenida Paralela. Segundo Aleluia, “o objetivo é melhorar a mobilidade em Salvador”, declarou após o fim da reunião.
Em uma próxima reunião, ainda sem data divulgada, serão definidos os valores das tarifas, inclusive dos ônibus que integrarão as linhas, assim como a definição dos horários. “Assim que o metrô for transferido para o governo, vai funcionar”, afirma Rui Costa.
Fonte - Bahia Alerta 15/03/2013


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Jaques Wagner e ACM Neto tentam colocar metrô de Salvador nos trilhos

Transportes sobre trilhos

O obstáculo para que o metrô seja transferido para o governo está associado à exigência do Executivo estadual de assumir os comandos de estações de transbordo da cidade.
A prefeitura não deseja abrir mão de permanecer com o comando das estações da Lapa e Pirajá, para as quais já estão sendo desenvolvidos projetos junto à iniciativa privada.

Por Lilian Machado - TB
Foto - ilustração
Após sinalizarem o primeiro clima de tensão na relação administrativa entre o governo e a prefeitura, depois da posse, causado justamente por conta dos questionamentos em relação à gestão do metrô, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o governador Jaques Wagner (PT) sentam nesta segunda-feira (25/2) para tratarem sobre a questão.
O obstáculo para que o metrô seja transferido para o governo está associado à exigência do Executivo estadual de assumir os comandos de estações de transbordo da cidade.
A prefeitura não deseja abrir mão de permanecer com o comando das estações da Lapa e Pirajá, para as quais já estão sendo desenvolvidos projetos junto à iniciativa privada.
Neto vai se encontrar com o governador na Governadoria, às 9h, junto aos prefeitos de Vera Cruz, Itaparica e Jaguaripe para assinarem o termo de cooperação técnica que vai possibilitar o avanço de outro projeto que tem movimentado o cenário político: a construção da ponte Salvador-Itaparica.
Esta semana, o prefeito da capital baiana terá também compromissos em Brasília, com audiências com os ministros da Saúde, Alexandre Padilha e do Turismo, Gastão Dias Vieira.
Este será o terceiro encontro oficial entre Wagner e ACM Neto este ano, mas consta que eles têm mantido também conversas por telefone. Neste encontro, há expectativa que seja dado o sinal positivo para o andamento na transferência da linha 1, questão que teria gerado impasses na relação entre o governo e a gestão do ex-prefeito João Henrique (PP).
Há duas semanas, o governador chegou a cobrar entendimento ao dizer que era “preciso boa vontade do lado da prefeitura” e que caso não houvesse Salvador poderia “sofrer por não ter resolução para o problema”.
Mas não seria apenas solução para esse processo que o prefeito busca nesta semana. Ele quer também buscar verbas junto ao governo federal. Ele se encontrou com os ministros Padilha e Gastão, no Carnaval, quando deixou agendados os encontros na capital federal.
Na pauta devem entrar a atração de verbas federais para a saúde e projetos como a requalificação da orla de Salvador. Neto já debateu com o secretariado a revitalização da orla, em despacho nas praias do Tubarão e São Thomé de Paripe, no Subúrbio, e na Ribeira. Inicialmente, o projeto prevê seis áreas prioritárias: Tubarão a São Thomé de Paripe, Ribeira, Rio Vermelho e Jardim de Alah à Boca do Rio.
A reforma do Mercado de Itapuã é outra ação considerada prioritária pelo prefeito na orla. O prefeito tem como compromisso também enviar à Câmara a proposta de reforma tributária. O objetivo é ampliar a capacidade de arrecadação da Prefeitura, que passa por sérias restrições financeiras, como já revelou o próprio ACM Neto.
O texto já está pronto, mas o prefeito procura superar problemas políticos para construir a maioria necessária à aprovação da proposta. Hoje, às 17h, na reunião semanal com todo o secretariado, será apresentado ao prefeito os detalhes da Operação Chuva.
A apresentação será conduzida pelo secretário municipal de Infraestrutura, Habitação e Defesa Civil, Paulo Fontana.
Fonte - Tribuna da Bahia 25/02/2013

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ACM Neto não será um bom prefeito

Política


Por Cynara Menezes, 
Blog Socialista Morena
Três letras em política me causam calafrios: ACM e DEM, por exemplo. Jamais votaria no neto de ACM para nada, mas ele foi eleito prefeito de Salvador, a capital da minha terra natal. Desejo sinceramente que faça um bom trabalho, não por ele, mas pelos que vivem lá. Infelizmente, não acredito que fará.
Mais uma vez, Salvador tem um prefeito eleito com um voto não de esperança num futuro melhor, mas contra o prefeito atual. Foi assim inúmeras vezes desde que, em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura, políticos profissionais ditos “progressistas” não permitiram que Gilberto Gil se lançasse à prefeitura. Gil teria sido o primeiro negro eleito prefeito de Salvador, que até hoje não houve. Um marco, tenho certeza, sobretudo para a auto-estima dos negros soteropolitanos. A cidade só deu errado a partir dali.
Depois do não-Gil, veio o radialista Fernando José (já falecido), que se tornaria rapidamente o prefeito pior avaliado do Brasil. Lídice da Mata foi eleita em seguida contra Fernando José e, com o velho ACM fazendo-lhe oposição junto ao governo federal de então, não teve melhor destino. Antonio Imbassahi, aliado de ACM, foi eleito contra Lídice. E João Henrique ganhou contra Imbassaí. Agora, ACM Neto se elegeu contra João Henrique e o PT.
Há quanto tempo os soteropolitanos não votam porque acreditam de fato em alguém? Não sei. Estive em Salvador no final de semana da eleição. Enfurecidos com o tratamento dado pelo governo estadual (petista) aos professores e policiais grevistas, até na minha família pela primeira vez teve gente que votou no neto de ACM. Incrível como o governador Jaques Wagner, sendo um ex-sindicalista, pôde ser tão inábil: a greve dos professores durou 115 dias!
Não encontrei ninguém que dissesse: “Estou votando em fulano porque é o melhor para o Salvador”. E sim: “Voto em Neto porque não suporto Pellegrino” (o candidato do PT). Ou: “Voto em Pellegrino porque não suporto Neto”. É compreensível, mas triste, entregar o destino de uma cidade a alguém motivado pela rejeição a um ou outro candidato.
Mas ACM Neto não vai ser um bom prefeito para os soteropolitanos porque, como todos os demais, não vai mexer no que realmente importa. Sim, fará uma cidade empesteada pelo lixo, sujeira e descaso parecer “bonita” para os turistas. O Pelourinho, a reforma fake que seu avô fez no Centro Histórico, vai voltar a ficar “limpinho” e policiado, que é o que interessa a quem apenas passa pela capital baiana. Quem vive lá, porém, não vai sentir diferença alguma.
ACM Neto vai melhorar a vida dos habitantes dos bairros da periferia, onde os turistas não vão? Massaranduba, Narandiba, Sussuarana, Mussurunga, já ouviu falar? O lixo vai sair de lá também? Vai melhorar as escolas municipais? Vai colocar centros de cultura e lazer nestes bairros? Vai melhorar o transporte público nestas áreas? E os viciados em crack do centro histórico, o que vai fazer com eles? Vai tentar resolver ou agir à maneira do DEM, simplesmente “limpando” a área? Vai acabar com os “cordeiros”, jovens negros e pobres, escravizados pela indústria dos blocos de carnaval? Duvido –e gostaria de estar errada.
Até mesmo para os turistas tenho dúvidas que ACM Neto irá governar bem. Existe uma pendenga judicial em torno dos quiosques da orla marítima de Salvador, que foram retirados há mais de dois anos para serem substituídos e, até agora, nada. Como não há estrutura alguma para atender os banhistas e é proibido usar fogões na areia, quem vai à praia é teletransportado à África mais sofrida: negros com alimentos na cabeça passam a todo momento apregoando seus produtos. ACM Neto vai conseguir resolver essa pendenga e, mais do que isso, ceder os quiosques a quem já está trabalhando na praia dessa maneira?
Isso se ele não largar a prefeitura para se candidatar a governador, daqui a dois anos. Já prometeu que não, mas quem duvida? Essa é uma aposta que gostaria de perder. Salvador, no entanto, me parece uma cidade complexa demais para as soluções simplistas de um político do DEM, identificado com a desigualdade social desde a origem –e até mesmo responsável por ela, no caso de um ACM. Desafortunadamente, ainda não apareceu o político ideal para governar a capital da Bahia, em quem as pessoas votassem a favor, não contra.
Em minha opinião, o problema é que não basta alegria para ser prefeito da Cidade da Bahia. Parodiando Vinicius, seria preciso um bocado de tristeza para governar Salvador. Governar Salvador não é piada, quem governa assim não é de nada, governar Salvador é uma forma de oração. Ou devia ser.
Fonte - Blog do Miro 11/11/2012