UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Supervia registra 320 depredações em menos de 1 ano

Transportes sobre trilhos

A empresa registrou até agora, em 2015, 320 ocorrências criminosas contra trens, a via ou a rede aérea. Foram oito casos a mais do que no mesmo período do ano passado e, em média, 1,2 a cada dia.É o que o engenheiro de Transportes da Uerj Alexandre Rojas chama de “estado de guerra”, incomparável, para ele, a qualquer outra cidade no mundo.

O Dia
foto - ilustração
Ações de vândalos na SuperVia, como supostamente o incêndio no sistema de sinalização em Manguinhos, na noite de terça, que causou atrasos e lotação no Ramal Saracuruna o dia inteiro ontem, ameaçam diariamente a rotina e a segurança dos passageiros. A empresa registrou até agora, em 2015, 320 ocorrências criminosas contra trens, a via ou a rede aérea. Foram oito casos a mais do que no mesmo período do ano passado e, em média, 1,2 a cada dia.
É o que o engenheiro de Transportes da Uerj Alexandre Rojas chama de “estado de guerra”, incomparável, para ele, a qualquer outra cidade no mundo. “As pessoas invadem a via e destroem equipamentos que não lhe dão retorno. Nunca vi isso nem em países em situações de conflito. Criar um sistema inédito que seja protegido contra o vandalismo demanda custo exorbitante e compete ao estado”, diz Rojas.
O furto de cabos é a ação predileta dos criminosos, com 185 casos neste ano (57% do total). Houve, também nos últimos nove meses e meio, sete episódios de objetos lançados na rede aérea, 54 de objetos na via e 74 de arremesso de objetos contra os trens. De janeiro a setembro, a SuperVia registrou 163 casos de para-brisas danificados. Em 2014, as cabines de maquinistas de 118 trens precisaram ter seus vidros integralmente substituídos.
A empresa ressaltou, em nota, que tais atitudes afetam a prestação do serviço e prejudicam a segurança de passageiros e funcionários, mas informou não ter detalhamento de quantos desses casos interferiram na regularidade da operação.
“Para evitar atos irregulares ao sistema, a concessionária considera indispensável o isolamento completo da área restrita à circulação de trens, por isso apoia o governo estadual no projeto ‘Segurança da Via’, cujo objetivo é realizar a segregação total da linha férrea, com a construção de muros, passarelas e viadutos”, comunicou.
No fim de setembro, o governo do estado informou que o Banco Mundial aprovou investimentos de R$240 milhões solicitados para o programa de reforço à segurança da via e para duplicação da linha férrea entre Gramacho e Saracuruna. Após autorização do governo federal e assinatura do termo aditivo do contrato, serão lançadas as licitações para a execução das obras.
Situação não deve melhorar
O incêndio próximo à Estação Manguinhos, na noite de terça, danificou os cabos de transmissão de energia, fazendo com que a circulação fosse operada com apenas uma das três subestações que atendem o Ramal Saracuruna. Como os técnicos não tinham conseguido resolver o problema até a noite, os trens atrasaram durante todo o dia — e hoje não deve ser diferente, já que a SuperVia não apontou previsão para conclusão dos reparos.
A concessionária informou no Facebook que o incêndio foi causado por “um ato indevido contra o sistema”, mas, quase 24 horas depois do ocorrido, ainda não tinha registrado ocorrência na delegacia. Segundo a empresa, os trens da linha Gramacho operaram com intervalos de 20 minutos (o normal é 10 minutos) e, no trecho Gramacho-Saracuruna, 30 minutos (também 10 a mais que o normal).
Os passageiros, no entanto, reclamaram que precisaram esperar bem mais nas estações. “Estou desde as 7h na Estação Saracuruna. Foi mais de uma hora para um trem chegar aqui, e a estação está lotada”, disse Douglas Mendonça, que embarcou por volta das 8h10.
A Polícia Militar explicou que equipes do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) operam diretamente na linha férrea e contam com o apoio dos batalhões da área, que fazem a segurança no entorno das estações.

Impunidade é o maior desafio
Para o especialista em Segurança Pública Paulo Storani, o grande problema é a dificuldade de identificação dos autores dos atos de vandalismo. “Não existe efetivo policial suficiente para vigiar todo o percurso. Se não houver equipe especializada para investigar o modus operandi, só é preso quem é pego em flagrante. ” A Polícia Militar não respondeu quantos foram presos por crimes contra o transporte neste ano.
Fonte - Revista Ferroviária  15/10/2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Primavera Árabe virou show de horror

Política

Disseram-lhes que haveria paz, justiça, progresso, conforto e liberdade. E em troca lhes deram o caos de que procuram fugir a qualquer preço, a guerra, a injustiça, a destruição, o medo, a opressão e a miséria, e atacaram, com seus aviões e navios e as bombas e balas de seus mercenários, seus países, suas lojas, suas escolas, seus consultórios, seus poços e suas fontes, seus campos de trigo, seus bosques de oliveiras, matando seus cavalos, suas vacas, suas ovelhas, e explodindo suas pontes e seus templos.

Por Mauro Santayana,do Blog

Prometeram-lhes a Primavera. Mas nenhuma flor brotou de seus cadáveres, a não ser as formadas pelas algas e organismos marinhos que cobrem os seus corpos no fundo do Mediterrâneo.
Disseram-lhes que haveria paz, justiça, progresso, conforto e liberdade. E em troca lhes deram o caos de que procuram fugir a qualquer preço, a guerra, a injustiça, a destruição, o medo, a opressão e a miséria, e atacaram, com seus aviões e navios e as bombas e balas de seus mercenários, seus países, suas lojas, suas escolas, seus consultórios, seus poços e suas fontes, seus campos de trigo, seus bosques de oliveiras, matando seus cavalos, suas vacas, suas ovelhas, e explodindo suas pontes e seus templos.
Suas casas e ruas agora estão em ruínas. Seus móveis e os retratos de seus pais foram queimados para fazer fogo e assar o pão escasso enviado por outros povos, muitos de seus filhos e filhas morreram e os que sobraram não vão mais aos parques, nem ao zoológico, nem à escola, e caçam ratos entre os escombros em que se misturam os restos de mesquitas, igrejas e sinagogas.
Aqueles que prometeram a Primavera transformaram professores, agricultores, trabalhadores, médicos, engenheiros, comerciantes, em fantasmas que vagueiam agora aos milhares, enterrando seus velhos e seus recém-nascidos por trilhas, montanhas, mares e desertos hostis e inóspitos, sem poder prosseguir diante de fronteiras e portos que não permitem a sua entrada, obrigando-os a fazer dos restos de suas túnicas e bandeiras farrapos imundos que cobrem seus frágeis abrigos e tendas provisórias.
Aqueles que haviam lhes prometido a Primavera tinham dito que era preciso que seus ditadores caíssem, para que fossem felizes. E para derrubar os antigos líderes de seus países, dividiram seus povos e as armas que trouxeram de fora, equipando exércitos de assassinos, de sádicos, estupradores e mercenários, permitindo que seus bandidos fossem e matassem.
Foi assim que eles derrubaram, então, aqueles que governavam antes. Os enforcaram ou espancaram na rua, como cães, até a morte, destruíram as estradas, ferrovias, aeroportos, avenidas, represas, aquedutos, viadutos, hospitais, as estátuas e os palácios que Saddam, Kadafi, haviam construído, e mataram também seus filhos, para que não os vingassem, e aqueles que um dia os tinham apoiado, e espancaram e assassinaram também seus filhos pequenos e violentaram suas filhas e mulheres.
“Vão”, disseram os que haviam prometido que semeariam a Primavera. E seus assassinos foram. Os mesmos que agora voltaram-se contra eles, que degolam seus prisioneiros ajoelhados na areia, e se espalharam em bandos e seitas pelo Oriente Médio e o Norte da África.
Eles querem montar um Estado – Islâmico, eles o chamam – onde antes existiam, de fato, a Líbia, a Síria e o Iraque. Estão às portas de Bagdá. Tomaram Ramadi e Palmira. E cobiçam Trípoli e Damasco.
Fonte - Blog do Miro (Altamiro Borges) 27/05/2015

sábado, 26 de julho de 2014

Mais de 30 de brasileiros permanecem em Gaza

Internacional

A Cruz Vermelha Internacional informou que a falta de água e a destruição da rede de esgoto afetam muito a população 

Danilo Macedo 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Desde o início do mais recente confronto entre Israel e o grupo islâmico Hamas, na Faixa de Gaza, iniciado no dia 8 de julho, 15 brasileiros deixaram a região dos conflitos e 31 permanecem em suas casas. De acordo com o Escritório de Representação do Brasil na Autoridade Nacional Palestina, em Ramala, na Cisjordânia, os que continuam na zona de conflito alegam motivos pessoais, familiares, não ter para onde ir e até medo de sair de casa.
Entre os que deixaram Gaza, 12 brasileiros – sendo 11 de duas famílias, primas entre si, e uma mulher cuja família já estava no Cairo – atravessaram a fronteira para o Egito. Uma freira brasileira foi para Belém, na Cisjordânia, e mais duas mulheres, mãe e filha, serguiram para a Jordânia. Quando o conflito se iniciou, a representação brasileira entrou em contato com os brasileiros na região e, em seguida, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e as autoridades dos países para onde os brasileiros pretendiam se deslocar.
Entre os brasileiros, poucos são nascidos no Brasil e os outros herdaram a cidadania brasileira por serem filhos de brasileiros ou de palestinos que viveram no Brasil e conquistaram a cidadania depois de um tempo. Com exceção das duas mulheres que foram para Amã, na Jordânia, os demais brasileiros tiveram de se deslocar por conta própria até a fronteira. Mãe e filha tiveram auxílio da ONU e foram transportadas em um comboio com vários estrangeiros. Todos os deslocamentos são feitos em “janelas de oportunidade” ou “tréguas humanitárias”, como são chamados os curtos períodos de cessar-fogo.
Vários relatos, no entanto, indicam que muitos estrangeiros, incluindo brasileiros que permanecem em Gaza, têm medo de sair de casa até mesmo para deixar a região. O risco de se tornarem alvos existe. Das mais de 950 mortes registradas até o 19º dia do conflito, mais de 70% referem-se a civis, segundo a ONU. Escolas e igrejas, que servem de refúgio, estão lotadas. Com 41 quilômetros (Km) de cumprimento e de 6 km a 12 km de largura, a Faixa de Gaza tem área total de 365 km², quatro vezes menor do que o município de São Paulo.
Com pouco mais de 1,8 milhão de habitantes, a área tem densidade de aproximadamente 5 mil pessoas por quilômetro quadrado. Para piorar a situação de muitas pessoas em um pequeno território, cerca de 40% dele foi declarado passível de ataques pelo governo de Israel, que despeja folhetos e manda mensagens de celular para milhares de pessoas deixarem suas casas, se não quiserem sofrer “as consequências”. A Cruz Vermelha Internacional informou que a falta de água e a destruição da rede de esgoto afetam muito a população.
Do lado de Israel, alguns foguetes também já levaram medo a Tel Aviv, a segunda cidade mais populosa do país. O governo do país afirmou que, se não tivesse desenvolvido um sofisticado sistema antimísseis, centenas de pessoas também teriam morrido em Israel no conflito. Até o momento, 37 soldados israelenses morreram em combate, além de dois civis e um trabalhador rural tailandês, que foram atingidos por tiros de morteiro em território israelense.
Fonte - Agência Brasil 26/07/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

'Favelinha' não é cortiço; trabalhador não é marginal

Opinião

"Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores"....

Marcelino Galo
foto - atarde

A retirada dos trabalhadores e moradores da comunidade conhecida como “Favelinha”, na Av. Magalhães Neto, e a perseguição aos ambulantes e as baianas de acarajé das praias, comerciantes na Ribeira e a artesãos, cordelistas e repentistas da Praça Cayru, em frente ao Mercado Modelo, levantam o debate sobre o processo de “higienização social” promovida em Salvador, patrocinada pela prefeitura municipal, com o argumento da necessidade de se ordenar o espaço urbano.
Ninguém, em sã consciência, nega que uma das funções da prefeitura é zelar pelo ordenamento urbano. Da mesma forma, seria impensável admitirmos que o direito ao trabalho, a cultura e à moradia, bem como a proteção da população de menor renda, sejam colocados em segundo plano, como se fossem juridicamente inferiores.
Causa profunda indignação as declarações do superintendente da Sucom, o Sr. Silvio Pinheiro, em entrevista a este Bahia Notícias, ao justificar o modus operandi da prefeitura em chegar ainda pela madrugada e surpreender os moradores e trabalhadores da “Favelinha”, sem prévia comunicação e sem nenhuma negociação. “A derrubada tem que ser feita com inteligência. Não podemos alardear, pois as pessoas se revoltam, se organizam e complicam a operação. Precisamos de sigilo”, confessa Silvio Pinheiro sem corar a tez de vergonha.
Como pode o poder público, em um regime democrático de direito, assacar contra os cidadãos de surpresa, em plena madrugada, sem prévia comunicação ou negociação, quando o que está em questão é a sobrevivência destas famílias, seu trabalho, seu emprego? Que escala de valores é esta que sobrepõe o ordenamento urbano à sobrevivência e dignidade dos cidadãos?
Entre as funções de uma prefeitura não está a confecção de arapucas, muito menos a execução de emboscadas. Esta não era uma ação de fiscalização, mas de demolição de imóveis, apreensão do patrimônio privado e perseguição aos mais pobres. No caso da perseguição às baianas, cordelistas e repentistas, há também uma tentativa de coerção àqueles que representam fundamentalmente os bens imateriais e centenários da cultura popular e culinária da Bahia. O cidadão tem, por óbvio, o direito de se precaver, se organizar, negociar e se preparar para o pior cenário, a demolição de seu imóvel e a retirada dos seus meios de sobrevivência.
O que estamos a presenciar em Salvador é um processo autoritário e mercadológico de construção de um projeto de cidade cada vez mais desigual, elitista e desumana, aonde a vida das pessoas é arruinada sob “sigilo”, no calar da madrugada, como confessa, despudoradamente, o superintendente da Sucom.
O superintendente da Sucom, assim como o prefeito ACM Neto, devem explicações à sociedade. Ou podemos ser, a qualquer tempo, vítimas de outra arapuca promovida pelo poder público municipal. De forma autoritária e truculenta.
Por isso, através de requerimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia convido o superintendente da Sucom, Sr. Silvio Pinheiro, a explicar aos deputados na Casa Legislativa do Povo os tais procedimentos “sigilosos” que foram utilizados na expulsão dos trabalhadores da “Favelinha”, em Salvador. A sustentabilidade desses cidadãos precisa ser respeitada e não pode ser inviabilizada por uma operação articulada que visa colocar esses trabalhadores à margem da sociedade como se marginais fossem. Há, portanto, uma responsabilidade social e econômica efetiva da prefeitura com o futuro dessas pessoas, desses cidadãos. Que precisa ser explicada.
* Marcelino Galo é engenheiro agrônomo, deputado estadual (PT/BA) e membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia
Fonte  - Bahia Notícias  13/02/2014

Leia também: "FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"FAVELINHA" - Um problema ou uma questão social ???...

Salvador a 1ª capital do Brasil

A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.

Da Redação
foto - a tarde
A ocupação do local chamado "Favelinha" em Salvador já existe lá a décadas,não é nova nem nasceu ontem.Comerciantes ali estabelecidos alegam que pagam seus impostos inclusive IPTU,com licença  e alvará de funcionamento fornecido pela própria prefeitura o que logicamente tornam os seus estabelecimentos devidamente legalizados.A prefeitura ao invés de adotar uma atitude autoritária chegando ao,local as 5 hs da manhã pegando a todos de surpresa sem dar a mínima chance de defesa aos moradores e comerciantes da comunidade,deveria anteriormente ao fato, pelo menos ter promovido um entendimento com a mesma estabelecendo um acordo bilateral e uma estratégia para que tudo ocorresse de maneira plural e pacificamente,evitando assim desgastes políticos,amenizando os prejuízos para os moradores e comerciantes,dando direito a que todos pudessem retirar antecipadamente os seus equipamentos e suas mercadorias,sem o uso da fôrça e coação.Mais ainda que assim o fosse seria apenas um mero "remendo" menos tramático,e certamente estaria longe de ser uma solução mais correta e justa.Essa ideologia e atitude truculenta contribui apenas para aumentar mais ainda a grande desigualdade social e a segregação em nossa cidade cantada com 1ª capital do país...foi um dia e não é mais.Temos ai a velha formula elitista da higienização e faxina social preconizada pelo conceito neoliberal.A prefeitura poderia ao invés de tal atitude antipática e truculenta,ter discutido antecipadamente com a comunidade do local a elaboração e criação de um projeto urbanístico para a requalificação,urbanização,reforma e humanização do local implantando ali uma infraestrutura adequada que oferecesse aos ocupantes da área condições de dignidade,inclusão social e cidadania.Com certeza os resultados colhidos seriam bem diferentes, inclusive com dividendos políticos bem mais saudáveis.E quanto custaria isso???....talvez uma pequena fração do que foi gasto "prioritariamente" na tal "reforma" do rico e chique bairro da Barra onde foram gastos uma fortuna em" MILHÕES",e com apenas alguns "mil reais" e um bom projeto se integraria democraticamente e organizadamente o local e a comunidade (que perderia a pecha de favela) ao bairro dando a todos uma qualidade digna de vida,inclusão social e cidadania.A inclusão social é a unica forma de se resolver os graves problemas da grande distância ainda existente em nossa cidade entre as diversas camadas da população principalmente as mais pobres,periféricas e menos assistidas pelo poder público.O elitismo e o autorismo que hoje predomina nais decisões em ações preconizadas pela administração publica municipal (o que aliais não é um fato novo) da nossa cidade, elege como formula prioritária uma maneira singular para resolver essas questões..."para se acabar com a pobreza basta que se acabe os pobres"....assim o assunto estará sumariamente resolvido....e a desigualdade e a dignidade que se danem.......
A.Luis 10/02/2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

sábado, 14 de setembro de 2013

Obras de infraestrutura representam possibilidades e riscos ao patrimônio histórico, dizem arqueólogos

Arqueologia

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Nas escavações em canteiro de obra da linha 4 do metrô 
do Rio, foi descoberto um sítio arqueológico na área 
atrás da antiga Estação Leopoldina, região central 
da capital fluminense (Tomaz Silva/ABr)  
  EBC
Rio de Janeiro – O incremento da atividade econômica tem sido o principal vetor de crescimento das  pesquisas arqueológicas no Brasil. Mas se por um lado, as centenas de obras de infraestrutura em território nacional têm possibilitado diversas descobertas, por outro, têm gerado a destruição do patrimônio histórico, segundo arqueólogos.
Para o arqueólogo Eduardo Neves, da Universidade de São Paulo (USP), a arqueologia brasileira vive um momento paradoxal. A economia aquecida, combinada às leis ambientais e patrimoniais motivaram nos últimos 20 anos a multiplicação de cursos de graduação e pós-graduação em arqueologia, além da geração de empregos e de investimentos em pesquisa. Entretanto, segundo ele parte do patrimônio arqueológico foi e está sendo destruído em nome do progresso. “Estamos estudando muita coisa, mas muito está sendo destruído e não temos noção do tamanho dessa destruição, que é irreversível”.
A crítica do arqueólogo refere-se à forma como a maioria das pesquisas está sendo desenvolvida nos últimos anos em canteiros de obras. Esse tipo de pesquisa é chamada de arqueologia de contrato ou preventiva e por uma imposição legal é realizada em obras que necessitam de licenças ambientais.
Dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revelam que de 1991 a 2012, o Instituto aprovou 6.114 projetos, sendo mais de 5 mil relativos a esse tipo de arqueologia, advinda do licenciamento ambiental. Nos últimos dez anos, esse tipo de arqueologia mais que triplicou no país, sobretudo, devido às obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e preparativas para os megaeventos.
Neves, que já trabalhou como consultor em algumas obras de infraestrutura pelo país, dedica-se hoje exclusivamente à academia. Especialista em arqueologia na região amazônica, ele tem recordações desagradáveis das pesquisas que fez em grandes empreendimentos e afirmou que boa parte do patrimônio encontrado acabou abandonada após o fim das obras.
Ele ressalta que o momento exige ações imediatas por parte das autoridades e da academia para garantir a sobrevivência desses bens culturais finitos. Todos os envolvidos no processo de resgate, pesquisa, preservação e difusão de conhecimento dos bens arqueológicos deveriam se unir e dialogar na busca de garantir a expansão das obras, sem comprometer o patrimônio arqueológico.
“O Brasil tem uma agenda de desenvolvimento muito intensa, tem um potencial de crescimento muito grande, pois passou muito tempo parado. Mas nesse processo, muita coisa está se perdendo. Talvez a troca de experiências e a cooperação entre governo, acadêmicos e empresários possam reverter isso. O desafio é de todos”, declarou ele.
Para a diretora do escritório de arqueologia Scientia Consultoria, Maria do Carmo Mattos Monteiro dos Santos, a arqueologia de contrato ou preventiva não difere em nada da arqueologia acadêmica em seu objetivo central de resgatar, estudar e preservar o patrimônio cultural. “A diferença é o cronograma e o orçamento fechados. Mas não acho que isso represente prejuízo científico”, contou. “Temos um levantamento de vários estudantes da Universidade do Estado de São Paulo (USP) fazendo pesquisas com temas advindos da arqueologia preventiva”.
Maria do Carmo lamentou, no entanto, que pouco do que é descoberto é divulgado à população. “A socialização do conhecimento, dos resultados por meio da educação patrimonial, não está acontecendo na velocidade ideal”. Ela lembrou que a educação patrimonial, que envolve projetos de divulgação sobre os achados arqueológicos às populações diretamente envolvidas, é uma exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) há pouco mais de dez anos. “Está havendo uma evolução gradual e contínua dessas ações, graças a atuação do Iphan”.
Fonte - Agência Brasil 14/09/2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil vive dia de manifestações


Os protestos pela redução das tarifas do transporte público, contra os gastos com obras da Copa do Mundo e pelo aumento dos recursos para saúde e educação tomaram as ruas de várias cidades. Além do Rio de Janeiro, de São Paulo (foto) e Brasília, os protestos ocorrem em Salvador, onde foram registrados atos de vandalismo por parte de um pequeno grupo

Noite de manifestações em várias cidades do país; em algumas ocorreram atos de vandalismo


Aline Leal, Sabrina Craide e Wellton Máximo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – As manifestações pela redução das passagens do transporte público, contra os gastos com as obras da Copa do Mundo e pelo aumento dos recursos para a saúde e educação atingem várias cidades do país.
Além do Rio de Janeiro, de São Paulo e Brasília, os protestos ocorrem também em Salvador, onde foram registrados atos de vandalismo por parte de um pequeno grupo de pessoas, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, por meio da assessoria de imprensa. Eles depredaram pontos de ônibus, ônibus, placas de sinalização e banheiros químicos.
Policiais do Batalhão tiveram de usar bombas de gás para dispersar os manifestantes. Um policial militar ficou ferido e foi atendido no local.
A manifestação na capital baiana começou de forma pacífica, por volta das 16h, reunindo cerca de 20 mil pessoas no centro da cidade, segundo a Polícia Militar (PM). O grupo se dirigiu para as proximidades da Arena Fonte Nova, onde jogavam as seleções da Nigéria e do Uruguai pela Copa das Confederações.
Em nota, o prefeito de Salvador ACM Neto lamentou a destruição de equipamentos públicos e privados por um pequeno grupo de vândalos. “A maioria das pessoas que foi às ruas se manifestar fez de forma ordeira e pacífica. A manifestação faz parte da democracia e é plenamente aceita, devendo ser entendida por todos. O lamentável é a ação dos radicais”, disse.
No Recife, de acordo com a Polícia Militar, a manifestação reúne cerca 52 mil pessoas. Inicialmente, a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco informou que 100 mil pessoas estavam nas ruas, mas o número foi revisado para baixo.
De acordo com a PM, apesar de registros de pequenos incidentes, o protesto segue tranquilo, sem ocorrências de depredações. Parte dos manifestantes, está na Assembleia Legislativa do estado e outra parte segue para o Marco Zero, no centro histórico da cidade.
Em Teresina, de acordo com o coronel José Fernandes, da PM, a manifestação foi pacífica. Cerca de 13 mil manifestantes, segundo a PM, caminharam pela Avenida Frei Serafim e se concentraram em frente ao Palácio de Karnak, a sede do governo piauiense.
Em Fortaleza, de acordo com a estudante e uma das organizadoras dos protestos Camila Marreiro, a manifestação começou na Praça Portugal e segue, em passeata, rumo ao Palácio da Abolição, sede do governo cearense. No Maranhão, o protesto se dirige para o Palácio dos Leões.
Fonte  - Agência Brasil  20/06/2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Temporal provoca alagamentos e destruição em Salvador

Foto: Reginaldo Ipê
Ressaca quebra parte de praça na Pituba

Tiago Nunes - TB
A forte ressaca levou parte da Praça Wilson Lins, na Pituba. O mar pôs abaixo boa extensão da ciclovia, bem como danificou uma quadra esportiva, além de arrastar bancos de cimento


A forte ressaca que atingiu as praias de Salvador na madrugada dessa quarta-feira (17/4) provocou estragos em parte da orla marítima da cidade. A força das ondas destruiu todo o entorno da Praça Wilson Lins (antigo Clube Português), no bairro Pituba. Todo o perímetro segue desprotegido oferecendo risco iminente à população, pois, a qualquer momento, demais porções do equipamento podem ruir.
A água invadiu a orla e a mureta não resistiu às ondas de mais de dois metros de altura. Toneladas de concreto foram reviradas com o avanço do mar. O local - que é destinado à pratica esportiva e lazer - teve parte de uma ciclovia, reservada às crianças, destruída pelas correntes da maré.
A força das águas também provocou rachaduras em uma quadra. Ao menos três coqueiros correm risco de cair. “Os coqueiros estão prestes a cair. As raízes já estão expostas. As árvores já estão em declive”, disse o repórter fotográfico Reginaldo Ipê, que registrou o ocorrido. A curta faixa de areia foi tomada pela maré causando dificuldades para as pessoas caminharem pela parte da praia. Toneladas de pedras e concretos dos bancos da praça foram parar na praia.
Sem proteção natural, a terra segue deslizando. Até as 19h, a área afetada pela ressaca não havia sido interditada. A equipe de reportagem da Tribuna tentou entrar em contato com a prefeitura para obter informações sobre plano emergencial de contenção, mas não teve sucesso. Pedestres e frequentadores da praça estão preocupados. Segundo eles, caso haja nova ressaca, há o risco de metade do local ser destruído.

Alagamentos
A chuva que caiu em algumas áreas de Salvador no final da manhã dessa quarta-feira (17/4) causou transtornos no trânsito, segundo a Transalvador. A Avenida Paralela ficou engarrafada nos dois sentidos, principalmente na região do bairro Imbuí, por causa dos pontos de alagamentos na via. Ainda de acordo com o órgão, a Rua Pedro Ribeiro, no Jardim de Alah, também ficou alagada e teve o tráfego de veículos afetado. Por volta das 14h, a situação permanecia complicada nestes locais, segundo a Transalvador.

A Defesa Civil registrou até as 14h15, 13 ocorrências, sendo três alagamentos de áreas, um alagamento de imóvel, duas ameaças de desabamento, três ameaças de deslizamento, dois deslizamentos de terra e duas orientações técnicas. A Codesal atende a população pelo 199. Numa invasão que fica nos fundos do bairro Doron, os moradores da localidade sofreram com o alagamento, pois as casas foram construídas ao lado de uma lagoa que tem na região, e que sempre transborda quando chove mais forte.
Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Cláudia Valéria, o índice pluviométrico que caiu nesta quarta-feira, de 0,4 mm, é considerado baixo. Sendo que esse registro foi feito na região do bairro de Ondina, onde não choveu muito. Nas outras áreas, onde a chuva caiu mais forte, o Inmet não tem registro. Ainda segundo a meteorologista, o motivo dessa forte chuva em alguns lugares da cidade seria uma passagem de uma frente fria pelo litoral da Bahia. A previsão é que Salvador continue com chuvas isoladas até domingo (21). Ainda segundo Valéria, o período chuvoso no estado vai de abril até junho.
A previsão é de que a chuva continue durante hoje na capital baiana. Mas não há previsão de temporais, embora possa ocorrer maior precipitação em pontos isolados, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo o órgão, a chuva fraca continuará a atingir até a noite desta quinta-feira, que tem previsão de temperatura máxima de 31°C, segundo a empresa Climatempo. A mínima será de 24°C.
Fonte - Tribuna da Bahia 18/04/2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

QUANDO A EMENDA É PIOR DO QUE O "SONETO"...

Metrô de Salvador

Nesse período de uma administração nefasta e vergonhosa, deixando para traz um rastro de destruição da imagem da cidade e uma situação caótica e desesperadora deformando as características urbanas da  cidade,dando um nó na sua mobilidade,transformando-a numa cidade suja,fedida,mau cuidada e esburacada e com sérios problemas em diversas áreas de serviços públicos prestados de maneira precária e improdutiva

Da Redação
METRÔ DA DEPRESSÃO
Após 8 anos angustiantes  de desespero vividos pela população de Salvador que foi vítima nesse período de uma administração nefasta e vergonhosa, deixando para traz um rastro de destruição da imagem da cidade e uma situação caótica e desesperadora deformando as características urbanas da  cidade,dando um nó na sua mobilidade,transformando-a numa cidade suja,fedida,mau cuidada e esburacada e com sérios problemas em diversas áreas de serviços públicos prestados de maneira precária e improdutiva,quando uma parte dos seus cidadãos,por uma pequena maioria resolveu apostar no que acreditavam ser "o novo" Messias da salvação e eufóricos alardeavam...SÔNETO,aquele que viria com as suas mirabolantes promessas para promover uma mudança radical na esbudegada cidade deixada como herança pelo seu antecessor.Promessas foram muitas,a cidade seria então colocada nos eixos.Mas...não fosse um pequeno detalhe,,,hummmm um pequeno detalhe......que colocariam em cheque as promessas feita pelo então prefeito,o fato de ter sido ele "apoiado e recomendado" justamente pelo "algos" da nossa  cidade,aquele que praticamente a destruiu em 8 anos.Todos nós sabemos que o antigo prefeito era totalmente antagônico a ideia de Salvador ter um sistema de Metrô,para ele o seu ideal era ver a cidade fervilhando de "buzus" e os donos de ônibus com um sorriso escancarado entre as orelhas de ponta a ponta.Donos de ônibus satisfeitos enchendo as burras de dinheiro e o povo se "lascando" sufocado ,espremido e desrespeitado dentro de um monte de latas circulantes  chamadas de CAMINHÔNIBUS.O povo que se dane.Mais na sua campanha o atual prefeito entre tantas promessas,prometeu,jurou e afirmou por todos os Santos que assim que tomasse posse daria fim a novela do metrô de Salvador colocando um ponto final na questão e tudo seria resolvido,só esqueceu ou sonegou de que forma faria isso e enganou a todos que acreditaram nas suas vãs promessas.Não disse ele aos seus eleitores que poria um fim na arrastada novela do metrô de um modo tão simples e trágico,enterrando o mesmo de uma vez por todas,pondo um fim nas aspirações dos soteropolitanos de poder dispor de um sistema de transportes moderno,rápido,eficiente,seguro,confortável e ecologicamente correto.Condenou a população da cidade a ser humilhada e massacrada sendo obrigada a usar diariamente um transporte ruim  de péssima qualidade,ainda clandestino (nunca foi licitado)e que não tem o menor respeito pelos usuários prestando um serviço de péssima qualidade a população da nossa cidade.A birra do prefeito juntamente com o seu Sec. ligado diretamente a essa questão parece mesmo estar muito mais próximo dos interesses do  oligopólio dos ônibus que domina Salvador do que preferencialmente dos reais interesses e anseios da população da nossa cidade.Mais uma vez que se dane o povo,capim para eles, pois essa é a maneira como esses Srs. enxergam os seus súditos.O Prefeito da cidade parece  claramente ávido por enterrar de uma vez o Metrô de Salvador,e com ele uma montanha de dinheiro publico fruto do suor do trabalho não só de muitos baianos mais também de muitos brasileiros e as esperanças já esgarçadas de um dia podermos a exemplo de muitas outras cidades brasileiras andar aqui de Metrô.....Bem diz o infame ditado...todo povo tem o governo que merece........triste Salvador o quanto és provinciana.......
Pregopontocom 22/03/2013