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sexta-feira, 28 de março de 2014

Estado vai requalificar trecho da orla de Salvador

Salvador

Segundo o secretário da Casa Civil e pré-candidato ao governo do estado, Rui Costa, que só fica no cargo até o próximo dia 31, o projeto será feito em duas etapas.
O trecho que ficou com o estado é o do Bahia (antiga sede do clube) até a saída da Orlando Gomes. Prevê requalificação completa: viária e da borda da praia, onde a pista deixa de ser junto à praia. Aquela área servirá para ocupação urbana, um calçadão para atividades de lazer.

Anderson Sotero
foto - a tarde
O trecho da orla entre a Boca do Rio e as imediações da saída da avenida Orlando Gomes será requalificado pelo governo do estado a um custo de
R$ 380 milhões. O anúncio foi feito ontem pelo governador Jaques Wagner durante apresentação do plano de mobilidade para Salvador, no Centro de Convenções da Bahia.
O chefe do Executivo estadual disse que estava 'batalhando' com a presidente Dilma Rousseff o valor. "Eu não sabia, mas acabei de receber a confirmação de que a presidente bateu o martelo, e nós vamos investir mais R$ 380 milhões na requalificação da orla", disse Wagner.
Segundo o secretário da Casa Civil e pré-candidato ao governo do estado, Rui Costa, que só fica no cargo até o próximo dia 31, o projeto será feito em duas etapas. Atualmente, a orla da capital baiana já é alvo de um projeto de requalificação da prefeitura.
"O trecho que ficou com o estado é o do Bahia (antiga sede do clube) até a saída da Orlando Gomes. Prevê requalificação completa: viária e da borda da praia, onde a pista deixa de ser junto à praia. Aquela área servirá para ocupação urbana, um calçadão para atividades de lazer. E a pista vem para dentro abrindo toda aquela borda ali para estacionamento, comércio e lazer para a população", adiantou o secretário.
Procurada pela reportagem, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) informou, por meio de sua assessoria, que não poderia tornar público detalhes do projeto de requalificação porque "ainda não há definição da verba". No entanto, o governador destacou durante o evento que o dinheiro será federal.
Fonte -  A Tarde  28/03/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Moradores de Vilas são contra intervenções em calçadão

Urbanismo

A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.

Davi Lemos 
Franco Adailton
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
Calçadão será ampliado e barracas da região estarão com os dias contados, segundo a prefeitura
Moradores de Vilas do Atlântico, loteamento na cidade de Lauro de Freitas (Grande Salvador), temem ter parte dos imóveis desapropriados, bem como o aumento da insegurança no local, após anúncio de intervenção da prefeitura na orla do município.
A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.
Estão previstas, ainda, a troca de pedras portuguesas por um piso que permita a prática de caminhada ou cooper e melhorias na iluminação.
Presidente da recém-criada Associação de Moradores de Lauro de Freitas (Amova), a médica Janaína Ribeiro diz que a entidade é contra a intervenção.
Para ela, a modificação da orla aumentará o fluxo de pessoas e isto pode elevar os índices de violência no local. "Há uma lei que rege Vilas e um acordo firmado com a União. Tudo o que for feito contrário a isso é ilegal. Queremos que Vilas continue sendo um local com poucas construções à beira-mar. Para nós, menos, neste caso, é mais", defende a dirigente.
"Criamos uma associação para ter acesso a informações às quais já temos direito como cidadãos", ela acrescentou.

Praias feias
O prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, justifica a intervenção."A Justiça diz que as barracas serão derrubadas. Para não ocorrer o mesmo que em Salvador e Ipitanga, onde as praias ficaram feias, tentamos nos antecipar". Segundo ele, "pedimos uma autorização para intervir em uma área que pertence à União". O projeto apresentado à 13ª Vara deve ser, conforme o prefeito, encaminhado à Superintendência do Patrimônio da União (SPU).
Mas para Janaína Ribeiro, Vilas do Atlântico é uma área que vem sofrendo nos últimos anos. Ela diz que mudanças foram feitas sem respeito a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a União quando o loteamento foi criado, tampouco à lei municipal 928/1999. "Houve quebra de gabarito, derrubada de guaritas e retirada do símbolo de Vilas sem que se buscasse a posição dos moradores", reclama Janaína.
Segundo a presidente da associação de moradores, no TAC fica claro que os donos de imóveis na orla de Vilas tornam-se permissionários de uma faixa da praia, onde, por outro lado, não podem realizar construções.
"O que devemos fazer é manter o gramado e coqueiros. Não podemos construir. E cumprimos isso". Segundo Janaína, a Amova representa ao menos 500 moradores do loteamento de Lauro de Freitas.
A TARDE  entrou em contato com a Associação dos Barraqueiros de Vilas do Atlântico, que ficou de enviar posicionamento, mas não o fez até o fechamento desta edição.

"Reação natural"
Para o prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, a reação de uma parcela dos moradores é "natural, como ocorre em qualquer mudança. Vamos tomar decisões com base no interesse coletivo da cidade, mesmo que sejam apolíticas e atinjam os interesses de quem mora na frente da praia".
O projeto da prefeitura ainda não tem prazo para início de execução. A TARDE procurou a 13ª Vara da Justiça Federal, cujo juiz Carlos D'Ávila é o responsável pelos processos no litoral do Estado, mas secretaria do órgão informou que o magistrado não se pronunciaria.
Segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), autor da ação para retirada das barracas, não houve novas movimentações no processo.
A assessoria da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) na Bahia alegou não ter autorização de Brasília, para se pronunciar.
Fonte - A Tarde 14/03/2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Golfinhos pegam onda ao lado de surfistas durante campeonato nos EUA

Meio Ambeiente




A cena inusitada aconteceu em Santa Bárbara, na Califórnia. Surfistas e espectadores deixaram a competição de lado para admirar o desempenho dos golfinhos.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

São Francisco do Conde ganhará praia

Meio Ambiente

TB
A Ilha de Cajaíba
A prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, está finalizando o processo para desapropriar o casarão e parte do terreno da ilha de Cajaíba, de propriedade de investidores europeus.
Com investimentos de R$ 2,5 milhões, a ação tem como objetivo principal dar para a população da cidade uma praia, com extensão de 1 quilômetro. “Apesar de ser uma península, o município de São Francisco do Conde não tem praia, somente área de mangue”, explicou.
Com a praia em um dos pontos mais bonitos da Baía de Todos os Santos, a prefeita pretende atrair para a cidade eventos e turismo náutico, que reverterão para a população oportunidades de negócios e geração de emprego e renda.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/09/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Empreendimento em Ondina ocupa área pública

Costa España instala redes de esgoto na praia; Moradores da região estão revoltados

Empreendimento em Ondina ocupa área pública
Bahia Notícias 
O empreendimento Costa España, construído no terreno que abrigava o antigo Clube Espanhol, no bairro de Ondina, em Salvador, invadiu uma área da praia Lagamar, utilizada por banhistas das comunidades do Calabar, Roça da Sabina e São Lázaro. Construída através de uma incorporação da construtora OAS em parceria com a Gafisa, Cosbat e Novapex, a obra cercou parte da área, que é pública, para utilizar como espaço do empreendimento e ainda construiu, a céu aberto, várias redes de esgotos que começaram a despejar dejetos à beira mar. Os residentes prometem protestos por conta das irregularidades apontadas no empreendimento, que tem previsão de Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 200 milhões.
Fonte - Bahia Notícias 26/07/2013


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Temporal provoca alagamentos e destruição em Salvador

Foto: Reginaldo Ipê
Ressaca quebra parte de praça na Pituba

Tiago Nunes - TB
A forte ressaca levou parte da Praça Wilson Lins, na Pituba. O mar pôs abaixo boa extensão da ciclovia, bem como danificou uma quadra esportiva, além de arrastar bancos de cimento


A forte ressaca que atingiu as praias de Salvador na madrugada dessa quarta-feira (17/4) provocou estragos em parte da orla marítima da cidade. A força das ondas destruiu todo o entorno da Praça Wilson Lins (antigo Clube Português), no bairro Pituba. Todo o perímetro segue desprotegido oferecendo risco iminente à população, pois, a qualquer momento, demais porções do equipamento podem ruir.
A água invadiu a orla e a mureta não resistiu às ondas de mais de dois metros de altura. Toneladas de concreto foram reviradas com o avanço do mar. O local - que é destinado à pratica esportiva e lazer - teve parte de uma ciclovia, reservada às crianças, destruída pelas correntes da maré.
A força das águas também provocou rachaduras em uma quadra. Ao menos três coqueiros correm risco de cair. “Os coqueiros estão prestes a cair. As raízes já estão expostas. As árvores já estão em declive”, disse o repórter fotográfico Reginaldo Ipê, que registrou o ocorrido. A curta faixa de areia foi tomada pela maré causando dificuldades para as pessoas caminharem pela parte da praia. Toneladas de pedras e concretos dos bancos da praça foram parar na praia.
Sem proteção natural, a terra segue deslizando. Até as 19h, a área afetada pela ressaca não havia sido interditada. A equipe de reportagem da Tribuna tentou entrar em contato com a prefeitura para obter informações sobre plano emergencial de contenção, mas não teve sucesso. Pedestres e frequentadores da praça estão preocupados. Segundo eles, caso haja nova ressaca, há o risco de metade do local ser destruído.

Alagamentos
A chuva que caiu em algumas áreas de Salvador no final da manhã dessa quarta-feira (17/4) causou transtornos no trânsito, segundo a Transalvador. A Avenida Paralela ficou engarrafada nos dois sentidos, principalmente na região do bairro Imbuí, por causa dos pontos de alagamentos na via. Ainda de acordo com o órgão, a Rua Pedro Ribeiro, no Jardim de Alah, também ficou alagada e teve o tráfego de veículos afetado. Por volta das 14h, a situação permanecia complicada nestes locais, segundo a Transalvador.

A Defesa Civil registrou até as 14h15, 13 ocorrências, sendo três alagamentos de áreas, um alagamento de imóvel, duas ameaças de desabamento, três ameaças de deslizamento, dois deslizamentos de terra e duas orientações técnicas. A Codesal atende a população pelo 199. Numa invasão que fica nos fundos do bairro Doron, os moradores da localidade sofreram com o alagamento, pois as casas foram construídas ao lado de uma lagoa que tem na região, e que sempre transborda quando chove mais forte.
Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Cláudia Valéria, o índice pluviométrico que caiu nesta quarta-feira, de 0,4 mm, é considerado baixo. Sendo que esse registro foi feito na região do bairro de Ondina, onde não choveu muito. Nas outras áreas, onde a chuva caiu mais forte, o Inmet não tem registro. Ainda segundo a meteorologista, o motivo dessa forte chuva em alguns lugares da cidade seria uma passagem de uma frente fria pelo litoral da Bahia. A previsão é que Salvador continue com chuvas isoladas até domingo (21). Ainda segundo Valéria, o período chuvoso no estado vai de abril até junho.
A previsão é de que a chuva continue durante hoje na capital baiana. Mas não há previsão de temporais, embora possa ocorrer maior precipitação em pontos isolados, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Segundo o órgão, a chuva fraca continuará a atingir até a noite desta quinta-feira, que tem previsão de temperatura máxima de 31°C, segundo a empresa Climatempo. A mínima será de 24°C.
Fonte - Tribuna da Bahia 18/04/2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estacionamento a R$ 10 na orla é motivo de queixa

Raíza Tourinho

Fernando Amorim | Ag. A TARDE
Cobrança espanta a clientela, segundo comerciantes

Nem os 37° C registrados em alguns termômetros da cidade neste domingo, 10, foram suficientes para encher as praias distantes do circuito Barra-Ondina. O esvaziamento na orla fora do chamado Circuito Dodô é atribuído por muitos a um outro motivo além da precária infraestrutura: desde o início do Carnaval, estacionar entre o Jardim de Alah e Itapuã está mais caro: R$ 10, pelo período de até 12 h.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Semut), a portaria que estabelece a cobrança foi publicada em caráter emergencial devido ao alto fluxo de turistas na cidade. O valor será cobrado exclusivamente durante o período da festa. Em seguida, um estudo deverá reordenar a implantação das zonas de estacionamento em toda a cidade.
Há comerciantes que reclamaram do valor da cobrança, que estaria afastando os clientes. "O movimento caiu completamente. Ninguém para mais aqui", diz o vendedor de cocos Charlan Almeida. Além desta cobrança temporária, a ausência de estrutura adequada nas praias é outro motivo de queixa. São bem poucos os sanitários químicos na orla e os (também poucos) banheiros fixos embaixo dos mirantes estão degradados. "Que imundície!", espantou-se a turista Leonora Oliveira, 45 anos, ao tentar entrar no único sanitário encontrado aberto, no mirante da Praia do Corsário.
Sem água, deteriorado e exalando forte mau cheiro, foi logo recusado pela dona de casa. "Não tem condições", afirmou. O sanitário feminino a que A TARDE teve acesso foi fechado devido à intensa sujeira no interior, segundo usuários. Uma banhista teve que pedir aos salva-vidas para utilizar o banheiro exclusivo deles (e por eles lavado momentos antes).
"Antigamente tinha quem limpasse", disse um salva-vidas. Ele e seus colegas reclamam da precária estrutura dos mirantes: as escadas estão enferrujadas e com degraus faltando. Eles temem pela falta de segurança em geral: "Temos que ficar aqui embaixo ou, quando está muito cheio, na beira da praia. Sem o mirante, a visibilidade é bem reduzida", afirma Carlos dos Santos.
Os piores - Na profissão há 32 anos, diz só ter visto os mirantes serem pintados. "Todos estão no mesmo estilo. Mas os de Jaguaribe e Jardim de Alah são os piores".
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, os sanitários foram desativados para reforma e vândalos os teriam arrombado para fazer suas necessidades fisiológicas no chão.
Fonte - A Tarde 10/02/2013