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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MPF instaura inquérito para investigar obras no Rio Vermelho

Salvador

Obras de requalificação são alvo de investigação do Ministério Público.Assinada pelo Procurador da República Domênico D'Andrea Neto, a Portaria nº 40/2015 considera a representação formulada por um dos integrantes do coletivo Rio Vermelho em Ação, que denuncia violações ao patrimônio histórico, cultural e ambiental, além da falta da participação da população nas decisões por meio de uma audiência pública.

A Tarde
Da Redação
Luciano da Matta - Ag. A TARDE
Um inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) vai investigar supostas irregularidades na elaboração do projeto e na execução das obras de requalificação do Rio Vermelho, realizadas pela Prefeitura de Salvador.
Assinada pelo Procurador da República Domênico D'Andrea Neto, a Portaria nº 40/2015 considera a representação formulada por um dos integrantes do coletivo Rio Vermelho em Ação, que denuncia violações ao patrimônio histórico, cultural e ambiental, além da falta da participação da população nas decisões por meio de uma audiência pública.
No texto, publicado dia 28 de julho, ele determina o envio de ofícios ao Intituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Fundação Mário Leal Ferreira, à Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil (Sindec) e à Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop).
Por meio de sua assessoria, o MPF explicou que, a partir da data de recebimento dos ofícios - que já foram expedidos -, os órgãos terão 30 dias para enviar os devidos esclarecimentos.
A reportagem do Portal A TARDE entrou em contato com a Fundação Mário Leal Ferreira, que afirmou ainda não ter recebido o ofício, e a Sindec, que não enviou retorno até as 18h40.

Prejuízos para o bairro
Em nota, o coletivo Rio Vermelho em Ação - formado por representantes da sociedade civil em defesa do bairro -, afirmou que as obras preveem "a alteração das dinâmicas da composição do local, afetando a população de baixa renda, aumentando os custos de bens e serviços e dificultando a permanência de comerciantes cuja renda é insuficiente para se manter na região".
Entre os pontos de protesto em relação às obras estão a retirada das quadras do bairro, a redução de capacidade de público e de mesas dos Largos de Santana e da Mariquita e as consequentes demissões de funcionários, a derrubada de árvores para pavimentação e a padronização do bairro.
Uma das principais reivindicações do coletivo é a realização de uma audiência pública para a apresentação do projeto à população, que teria um espaço para opinar e fiscalizar a ação.
Fonte - A Tarde  05/08/2015

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Público lota Ceasinha do Rio Vermelho em Salvador

Salvador

A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. 

Kelly Cerqueira - TB
Quem foi de carro encontrou estacionamento fácil
Foto: Reginaldo Ipê
Ansiosos por uma feira mais organizada, soteropolitanos aproveitaram o fim de semana para conhecer os novos ares do Mercado do Rio Vermelho, a Ceasinha.
A visitação às novas instalações, que foram apresentadas à população na quinta-feira (15/5), superou a expectativa dos comerciantes. Apesar do grande movimento, boa parte dos boxes permanece fechada para os últimos ajustes.
Em visita ao local na manhã desse domingo (18), o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, assegurou que, dentro de uma semana, todos os antigos permissionários devem iniciar as atividades.
Em busca do tradicional café da manhã servido na feira, a bancária Aparecida Conceição, frequentadora assídua do local, visitou a nova Ceasinha pela primeira vez após as mudanças. Ao lado da amiga Kátia Araújo, fez a primeira refeição do dia, um prato de sarapatel, no único restaurante disponível após a inauguração, o Donana. “Estávamos curiosas para ver como ficou e, como sempre fazemos nos fins de semana, tomamos nosso café da manhã reforçado, mas infelizmente não tivemos muita opção porque a maioria dos restaurantes ainda não abriu”, lamentou.
O que foi motivo de lamentação para a bancária, para as proprietárias do Donana restaurante, foi alvo de comemoração. “Graças a Deus o fim de semana foi de muito movimento, acima do esperado por nós. Agora a gente espera que este movimento permaneça, inclusive após a reabertura dos outros restaurantes”, afirmou uma das sócias do negócio, Daniela Lisboa.
Ela conta que, no sábado (17), o movimento foi tamanho que chegou a faltar comida para quem chegou mais tarde para o almoço. “Tivemos que fazer tudo nas pressas para dar conta”, lembra.
E no domingo não foi diferente. Embora só funcione até as 13 horas, o novo Mercado do Rio Vermelho ficou lotado durante toda a manhã de ontem. Proprietária da loja Natureza e Cia, Gloria Martins comemora o sucesso das vendas. “Desde a inauguração, não tenho do que reclamar. A reforma permitiu expor mais produtos, coisas que antes eu não conseguia fazer por falta de espaço. A loja ficou maior e agora está dando para atender melhor o cliente”, destacou.
Apesar de tarifado, o estacionamento também é alvo de elogios por parte dos frequentadores do local. “Aquele assédio dos flanelinhas não existe mais. Mesmo pago, pelo menos tem gente qualificada para orientar direitinho”, elogiou a estudante Lígia Assis.
Limpeza, presença constante de segurança privada, espaço para circulação de pessoas, acessibilidade e a climatização do local foram outros pontos considerados positivos pelos frequentadores assíduos da feira. A nova estrutura conta com 140 empreendimentos, no entanto, 39 deles são de novos permissionários e só iniciam as atividades no próximo mês.
Já os antigos permissionários que ainda não abriram as portas dependem de pequenos ajustes nos boxes para iniciar as atividades. Este é o caso de Edinho, responsável pela seresta mais famosa do Mercado do Rio Vermelho que acontece dentro da feira.
Com o espaço ainda em reforma, ele é cobrado por parte dos frequentadores sobre a reabertura do bar, situado agora na área destinada à parte gastronômica da feira. Ao lado da presidente da Associação de Permissionários da Ceasa do Rio Vermelho, Karina Gusmão, ele recebeu do secretário James Correia notícia sobre o andamento das obras finais do espaço.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/05/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Reformada, Ceasinha no Rio Vermelho em Salvador está com cara de shopping

Salvador

Com espaços amplos, mais arejados, estacionamento, organização, acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção e limpeza impecável nas áreas compartilhadas, o Mercado do Rio Vermelho surpreendeu quem compareceu ao local na inauguração....

Kelly Cerqueira - TB
Foto: Reginaldo Ipê/Tribuna da Bahia
No primeiro dia de abertura da nova Ceasinha, que passou por longa reforma nos últimos dois anos, ganhando estrutura de um shopping center, clientes e comerciantes eram só elogios. Com espaços amplos, mais arejados, estacionamento, organização, acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção e limpeza impecável nas áreas compartilhadas, o Mercado do Rio Vermelho surpreendeu quem compareceu ao local na inauguração, mesmo com boa parte dos boxes e lojas permanecendo ainda fechados.
Na manhã de ontem (15), apenas 50 permissionários iniciaram as atividades após a reforma. De acordo com a presidente da Associação de Permissionários da Ceasa do Rio Vermelho, Karina Gusmão, apenas 40% dos antigos comerciantes conseguiu adiantar a abertura dos empreendimentos. “Aqueles que não abriram ainda estão fazendo os últimos ajustes nos boxes, aguardando a publicidade, arrumando os estoques. Acredito que até domingo todos os antigos feirantes abram as portas”, afirmou.
No total, 140 empreendimentos integram o novo Mercado do Rio Vermelho, uma das feiras mais tradicionais da cidade, no entanto, 39 deles só serão abertos no próximo mês. Em visita ao primeiro de funcionamento do local, a gerente de Qualidade da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Cristiane Skutera, informou que apenas em junho o local estará em pleno funcionamento. “A estimativa é de que nos meados de junho, os novos permissionários comecem a atuar”, afirmou, lembrando que o local será gerido pela Enashop, empresa que venceu a licitação para a administração do empreendimento, sob a supervisão da Ebal.

Expectativa
Ansioso pelas promessas de resultados do novo projeto, o dono da barraca Canto do Mar abriu as portas ainda na primeira hora de ontem. Feirante há 28 anos, João Silva Nunes acumula grande expectativa com os resultados no novo espaço. “Tanto tempo trabalhando nesta área e nunca tivemos condições de trabalho como está. Tudo ficou melhor, desde o ambiente oferecido aos clientes, até a área de circulação dentro dos boxes”, elogiou.
Com grande oferta de grande variedade de frutos do mar no mercado, ele garante que as mudanças não irão recair sobre o valor cobrado pelos itens. “Nós queremos ganhar na rotatividade e não em cima de aumento dos preços. As pessoas vêm para cá, geralmente, porque fogem da confusão do mercado, das filas, dos produtos de baixa qualidade. Agora que temos a oportunidade de oferecer mais conforto, não podemos assustar o cliente com preços altos”, explicou o feirante.

Acessibilidade garantida
Acompanhada da avó de 82 anos, idosa que tem dificuldades de locomoção, necessitando do auxílio de uma cadeira de rodas, a professora Michelle Checcucci, afirmou que esta foi a primeira vez que conseguiu ir as comprar junto com a aposentada. “Já tinha ouvido falar que as novas instalações iriam oferecer acessibilidade, então resolvi trazê-la para conhecer e até para se distrair um pouco”, afirmou, ressaltando que não encontrou dificuldades no acesso ao estabelecimento. Em compra de frutas no Box Ramos, ela comparava os preços dos produtos em relação a uma compra recente, em outra feira da cidade.
“Ainda não visitei todos os boxes, mas por enquanto não notei nenhuma diferença em relação aos preços da antiga Ceasinha”, continuou. A constatação da professora foi confirmada pela dona do Box Ramos, Eliana Leite. Segundo ela, apesar do aumento do valor cobrado pela manutenção dos boxes, os preços dos produtos serão mantidos para a fidelização do público, que deve diversificar ainda mais com a entrega das novas estruturas. “Neste momento, nos temos que conquistar a confiança dos clientes, trazê-los de volta a Ceasinha. Aumentar os preços não vai ajudar nisso”, avaliou Eliana.
Para a nutricionista Rita Ferreira, o que chama atenção na nova Ceasinha é o atendimento. “Devido ao espaço mais amplo, me parece que algumas lojas contrataram mais pessoas, a variedade dos produtos também aumentou. Parece que a mudança física da estrutura impactou o comércio em vários aspectos, para melhor”, opinou em compras na loja Natureza e Cia.
A nova Ceasinha, como vem sendo chamada, oferece 240 vagas tarifadas para estacionamento, 179 delas cobertas, a preços mais baixos dos encontrados em outros locais da cidade, R$ 3 a hora. No local, que funciona das 7h às 18h de segunda a sábado, e as 7h às 13h aos domingos, é possível encontrar restaurantes, lanchonetes, lojas de artesanato, produtos do interior, naturais, importados, pet shop, floricultura, entre outros estabelecimentos.
Fonte - Tribuna da Bahia  16/05/2014 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar de Salvador

Festas populares

1,5 mil homens da Polícia Militar fazem a segurança da festa.

Fotos: Romildo de Jesus
TB
Os versos imortais de Dorival Caymmi são revividos a cada ano, na praia do RioVermelho, em Salvador, para onde vai uma multidão de devotos de Iemanjá, a Rainha das Águas, e de turistas.
Neste domingo, a praia começou a receber desde cedo os primeiros fieis, que carregavam balaios de flores e de presentes para Iemanjá. Eram perfumes - muita alfazema -, espelhos, joias, sabonetes e até dinheiro. Um enorme balaio, preparado pelos pescadores, era preparado para ser levado ao mar.

Fotos: Romildo de Jesus
Caiala, Dandalunda, Inaê, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Oguntê, Oloxum, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sobá, Sereia do Mar. Tantos são os nomes que se referem à Iemanjá quanto são os devotos que, neste 2 de fevereiro em Salvador, saudam com um “Odo Yá!” à orixá dos mares e das águas na Praia da Paciência, no Rio Vermelho. É dia de vestir branco e levar flores e perfumes.
A origem da festa remete ao ano de 1923 quando, diante da escassez de peixes no local, um grupo de pescadores resolveu oferecer presentes para Iemanjá. De acordo com o relato popular, os peixes voltaram e, desde então, os pescadores pedem à rainha do mar que lhes dê fartura de pescado e um mar tranquilo.
Uma das superstições sobre a Festa de Iemanjá é sobre os presentes dados à orixá. Caso não afundem, é porque foram aceitos pela divindade. Mas, se a oferenda aparecer na superfície da água ou na areia, significa que Iemanjá não gostou do presente e o devolveu, causando grande frustração nos devotos.

Fotos: Romildo de Jesus
Conta a lenda do povo iorubá (da atual Nigéria) que Iemanjá, filha de Olokum - o deus africano do mar -, transformou-se em rio para fugir de seu marido, rei de Ifé, que, embriagado, a perseguiu com seus exércitos até a casa de seu pai, onde encontrou refúgio e proteção. Mais tarde, seguindo o seu povo iorubá, Iemanjá atravessou o oceano protegendo os escravos das tormentas marítimas e, chegando à Bahia, fez do exílio seu reino.
Suas águas encantadas passaram a banhar lindas praias e a emoldurar belas ilhas, mas também vieram amedrontar seus filhos em dias de tempestade. Para os pescadores, Iemanjá é a grande mãe desejada, de seios majestosos, cabelos longos e soltos ao vento, generosa, altiva e respeitável.

Fotos: Romildo de Jesus
Para as mulheres é uma amante ciumenta, perigosa e voluntariosa, que rouba seus homens e os leva para o fundo do mar. No candomblé, Iemanjá é a mãe de todos os orixás. É vista como a Nossa Senhora da Conceição pelos católicos, como a Janaína dos índios e a Sereia dos marinheiros europeus.

 Fonte - Tribuna da Bahia   02/02/2014

quarta-feira, 6 de março de 2013

Pista na Vasco da Gama fica 15 dias fechada para obras na via exclusiva


Foto: Ângelo Pontes
Sem aviso, os motoristas foram surpreendidos com a mudança

Naira Sodré
A pista que corta a Avenida Vasco da Gama, passando por baixo do Viaduto Luiz Cabral, próximo ao Ogunjá, foi fechada nessa terça-feira (5/3) pela Transalvador para a conclusão das obras da via exclusiva de ônibus.
O tempo previsto para o término dos trabalhos, segundo o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, é de 15 dias, mas pode ser antecipado, a depender do ritmo das obras. Quem vem do Ogunjá e deseja seguir pela Vasco da Gama, sentido Rio Vermelho, terá que fazer o retorno após a Perini.
A situação na Vasco da Gama ficou bem complicada. A mudança no trânsito, que deve durar 15 dias, mesmo sinalizada pela Transalvador, deixa o tráfego de pedestre e automóvel bem difícil na região e, quem puder o melhor mesmo é evitar passar na área.Quem vem da Avenida General Graça Lessa, o Ogunjá, e deseja seguir pela Vasco, no sentido Rio Vermelho, tem que fazer o retorno após a Perini. Nessa terça-feira pela manhã, muitos motoristas ainda não sabiam do fechamento da pista. O trânsito ficou super lento.
Para o médico Luiz Carlos de Lima, mesmo sabendo que é para o término das obras, o prejuízo é grande. “É mais um local complicado. Vou evitar usar a Vasco da Gama e a Ogunjá nesses 15 dias. Será que nenhum engenheiro da prefeitura percebeu que os retornos não poderiam ser abertos sem que antes reposicionassem os semáforos? Os dois retornos próximos ao Cond. Santa Madalena e ao Bompreço da Vasco da Gama estão caóticos. Em minha opinião bastava reposicionar os semáforos para ordenar o tráfego”, sugeriu.
O trânsito na Vasco da Gama na altura do Viaduto Luis Cabral está bem complicado. Segundo o comerciante Edvaldo Souza, que tem loja próximo ao retorno que fica na altura da Perini, a modificação deve surtir efeito. “Quando ele estava aberto, o engarrafamento começava uns 50 metros atrás. Os carros tinham que entrar muito próximo da curva e não conseguiam fazer o retorno com a rapidez necessária para que o trânsito fluísse”, contou.
Outro problema, segundo o comerciante, era que a suposta “esquerda livre” na saída do retorno não existia na prática, pois não se abria uma pista extra para os carros que entravam no outro sentido da avenida.
Para Carlos de Jesus, proprietário de uma loja de motos, localizada em frente ao novo retorno, a mudança deve melhorar o fluxo de veículos em frente a seu estabelecimento, mas, por outro lado, está causando uma retenção a partir de algumas dezenas de metros antes.
“Ou seja, eles transferiram o problema de lá pra cá, mas não solucionou nada ainda, apenas piorou a situação para quem vai pela Vasco da Gama, sentido Rio Vermelho”, concluiu.
Fonte - Tribuna da Bahia  06/03/2013