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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Crise fecha mais de 4 mil lojas este ano no Rio de Janeiro

Economia  📉

As informações constam de uma pesquisa divulgada hoje (27) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). O levantamento mostra que, deste total, 914 estabelecimentos foram fechados somente em junho, número 149% maior do que no mesmo mês de 2016. O fechamento atingiu 359 estabelecimentos na Zona Norte, 293 na Zona Oeste, 146 na Zona Sul e 116 no Centro.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A queda das vendas e da atividade econômica e a a grave crise do Estado do Rio de Janeiro determinaram o fechamento de 4.154 estabelecimentos comerciais somente no primeiro semestre do ano, O número é 6,2% maior que o registrado nos primeiros seis meses do ano passado.
As informações constam de uma pesquisa divulgada hoje (27) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). O levantamento mostra que, deste total, 914 estabelecimentos foram fechados somente em junho, número 149% maior do que no mesmo mês de 2016. O fechamento atingiu 359 estabelecimentos na Zona Norte, 293 na Zona Oeste, 146 na Zona Sul e 116 no Centro.
Os dados indicam que, em todo o estado, também em junho, foram extintas 2.062 empresas, um aumento de 100% em relação a junho de 2016. Já no primeiro semestre, as soma das empresas fechadas no estado salta para 9.730 - 55% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Razões para a crise

O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, foi categórico: “O quadro econômico do país tem afetado profundamente o comportamento do consumidor, influenciando a sua disposição para a compra”.
Segundo ele, “neste momento de incertezas, a primeira atitude do consumidor é reduzir os gastos, principalmente no que diz respeito a compras. Com isso, o comércio lojista, já massacrado pelo peso da burocracia e da alta carga tributária, acaba sucumbindo e não encontra alternativa a não ser o encerramento de sua atividade”, explicou.
Fonte - Agência Brasil  27/07/2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Varejo perde 108,7 mil pontos de venda em 2016, diz CNC

Economia  $

É o pior resultado da série histórica desde 2005, quando o comércio varejista fechou com um saldo líquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas. Os dados foram divulgados hoje (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Antonio Cruz/Agência Brasil
O varejo brasileiro registrou no ano passado o fechamento líquido de 108,7 mil lojas com vínculo empregatício em todo o país. É o pior resultado da série histórica desde 2005, quando o comércio varejista fechou com um saldo líquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas.
Os dados foram divulgados hoje (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade explica que, apesar de fechar 2016 com o pior resultado desde 2005, a queda do número de lojas foi menos acentuada no segundo semestre do ano passado, o que pode ser um indício de que a economia está começando a dar sinais de recuperação.
No setor varejista, porém, esta recuperação é frágil. Em entrevista à Agência Brasil, o economista da CNC Fabio Bentes disse que 2016 foi um ano para o setor varejista esquecer.
“Foi mais um ano ruim para o setor. Foi ainda pior do que 2015 quando o número líquido de pontos de vendas fechados atingiu 101,9, o pior resultado do setor. E o varejo é um setor intensivo de mão de obra. E, pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, em 2015 o setor registrou o fechamento de 175 mil postos de trabalho, o pior resultado da série iniciada em 2004. E o incrível é que em 2016 este saldo negativo se agravou: foram fechados 282 mil postos de trabalho no varejo,” acrescentou.
Bentes afirmou que "foi um ano para o varejo esquecer, mesmo. Um ano em que o bolso do consumidor andou bastante surrado pela inflação alta, pela restrição ao crédito e pelo medo do desemprego, que acaba afetando as compras a prazo.”
A CNC ressalta o fato de que a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) [do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)] indicar que, entre janeiro e novembro de 2016, o volume de vendas do setor varejista registrou recuo de 8,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo relação direta com a redução do número de lojas.
“A falta de dinamismo no mercado de trabalho e o crédito mais caro e restrito explicam parte significativa das perdas de vendas nos últimos anos. E o termômetro mais dramático da crise que ainda assola o setor é o número recorde de lojas que fecharam as portas ano passado”, diz o economista.

Recuperação

Segundo Fabio Bentes, apesar do grande número de lojas fechadas ao longo do ano, o setor já começa a mostrar desaceleração da queda do número de estabelecimentos.
De acordo com a CNC, de janeiro a junho de 2016, o varejo perdeu 67,6 mil pontos de venda, ao passo que, no segundo semestre, o setor registrou o fechamento líquido de 41,1 mil lojas – número também inferior ao observado na segunda metade de 2015, quando a perda foi 74,1 mil lojas. No total, o ano de 2015 perdeu 101,9 mil lojas.
A pesquisa da CNC mostra que lideraram os fechamento de lojas os ramos de hiper esupermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-34,8 mil lojas), lojas de vestuário, calçados e acessórios (-20,6 mil) e lojas de materiais de construção (-11,5 mil).
Segundo a CNC, à exceção dos hiper e supermercados – que sofreram com a escalada dos preços no atacado no início de 2016 –, os demais segmentos analisados foram atingidos pelo encarecimento do crédito, tanto para consumidores quanto para a obtenção de capital de giro nos últimos anos.

Por regiões e por porte
O estudo da CNC revela que todos os estados apresentaram queda no número de lojas, fato inédito em 12 anos de pesquisa. São Paulo foi o estado mais afetado (-30,7 mil lojas), seguido por Rio de Janeiro (-11,1 mil) e Minas Gerais (-10,3 mil).
Por categoria de empreendimento, as micro (-32,7 mil) e pequenas empresas (-39,6 mil) – que empregam até 9 pessoas e de 10 a 49 funcionários, respectivamente – foram as mais afetadas pelo momento econômico em 2016.
No ano anterior, este segmento respondia por 98,6% dos pontos de venda do varejo nacional e empregava 76,5% da força de trabalho do setor. Lojas de médio porte, com 50 a 99 empregados, tiveram perda de 12,9 mil pontos de venda. Os grandes varejistas, com mais de 99 funcionários, fecharam 23,5 mil lojas.

Expectativa para 2017
Para a CNC, após dois anos de fechamento líquido de pontos de venda em 2017, o número de lojas deverá apresentar estabilidade. “Além de o fechamento de pontos de venda estar ocorrendo em um ritmo menos intenso desde o segundo semestre do ano passado, a tendência de queda da inflação poderá abrir espaço para a recuperação do consumo por parte das famílias, bem como para a esperada queda nas taxas de juros aos consumidores e empresários do varejo”, acrescenta Bentes.
“Olhando para a frente, dificilmente, a gente poderá ter um ano pior. Principalmente pela queda da inflação, que deverá fechar o ano em torno dos 4,5% e também porque, no segundo semestre, com uma taxa de inflação menor, abre-se espaço para uma queda maior das taxas de juros, aquelas compras a prazo que vinham sendo prejudicadas pelas taxas de juros tendem a ser menos afetadas”, explicou.
É por esses e outros fatores que, na avaliação da CNC, o setor varejista trabalha com uma expectativa de estabilidade para 2017. “As vendas não tendem a crescer muito, mas também param de cair, e devem ficar próximas de 0. Com isso, o número de empregos e lojas abertas tende a estabilizar, embora em patamares próximo de 0 – tanto no que diz respeito às vendas como na abertura do número de lojas.”
Na opinião de Bentes, para que a situação melhore de forma significativa, falta o ingrediente fundamental para esta reativação das vendas - que é a geração de emprego. “A recuperação do emprego é ponto fundamental para que isso ocorra, porque, ao contrário de outros países, no Brasil a renda do mercado de trabalho responde pela quase totalidade do consumo. Então, para que o varejo se recupere é preciso haver melhora do emprego e da renda. E a gente sabe que em um período de crise o mercado de trabalho é a última coisa a reagir," concluiu o economista.
Fonte - Agência Brasil   13/02/2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Movimento do comércio tem maior queda em 16 anos, diz Serasa

Economia  $

O pior resultado tinha sido em 2002, por causa da crise do racionamento de energia elétrica, quando houve recuo de 4,9%. Os economistas da Serasa explicam que as dificuldades enfrentadas pelos consumidores, como juros altos nos crediários, desemprego em alta e baixa na confiança, impactaram negativamente a atividade varejista.


Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2015, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Este foi o pior resultado do varejo desde o início do levantamento, realizado há 16 anos.
O pior resultado tinha sido em 2002, por causa da crise do racionamento de energia elétrica, quando houve recuo de 4,9%. Os economistas da Serasa explicam que as dificuldades enfrentadas pelos consumidores, como juros altos nos crediários, desemprego em alta e baixa na confiança, impactaram negativamente a atividade varejista.
A maior retração foi no segmento de veículos, motos e peças, cuja queda foi de 13% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 12,6%, observada nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo de 11,1% nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.
Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,0%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se manteve no terreno positivo, com alta de 1,8%.
Fonte - Agência Brasil  09/01/2017

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Mais de 18 mil lojas de shoppings foram fechadas em 2016 em todo o país

Economia $

O número de lojas em funcionamento em shoppings no Brasil em 2016 totalizou 121.638, o que representou uma queda de 12,9% em comparação a 2015, quando havia 139.738.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Valter Campanato/Agência Brasil
Dezenove shopping centers foram abertos em 2016 em todo o país. Apesar disso, o setor apresentou queda no ano, com o fechamento de 18,1 mil lojas no período. Durante o ano, o volume de vendas nos shoppings do país caiu 3,20% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).
O número de lojas em funcionamento em shoppings no Brasil em 2016 totalizou 121.638, o que representou uma queda de 12,9% em comparação a 2015, quando havia 139.738.
Também houve redução no número de empregos no setor. A associação informou que, este ano, as lojas somaram 1.253.141 funcionários e 85.510 trabalhadores na área operacional dos shoppings, o que representou uma redução de 36.659 colaboradores em relação a 2015.
Fonte - Agência Brasil  26/12/2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Inflação e desemprego fecham mais de 6 mil lojas comerciais no Rio de Janeiro

Economia

Cerca DE 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense de janeiro a julho deste ano.Segundo o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves,esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Google
No período de janeiro a julho deste ano, 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense. Esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira, informou hoje (9) o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves.
Segundo Gonçalves, em situações de crise o comércio “está na linha de frente. É o primeiro a sentir os efeitos da retração da economia, considerando, principalmente, a inflação alta que corrói o salário do trabalhador e, também, o desemprego. As pessoas sem trabalho não podem comprar, não podem consumir”.
Aldo Gonçalves informou que, apesar da crise, já se avista luz no fim do túnel. “Só que o túnel é muito comprido.” De acordo com o dirigente, as perspectivas de melhora só ocorrerão no próximo ano. “Temos expectativas de melhora, mas as medidas concretas ainda não apareceram”.

Alugueis
O presidente do CDL-Rio lembrou que o índice de desemprego é o primeiro a ser atingido em qualquer crise e o último a sair. “Até a retomada dos investimentos pelas empresas, o emprego é o último índice a se recuperar. E o emprego é fundamental para o comércio”, afirmou.
Para Aldo Gonçalves, também contribuiu para o fechamento dos estabelecimentos comerciais o elevado preço dos alugueis, principalmente no custo das renovações contratuais. O fechamento das 2.376 lojas varejistas nos sete primeiros meses deste ano mostra aumento de 15,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o estado do Rio de Janeiro, a extinção de 6.080 empresas superou em 18,8% o resultado registrado em igual período de 2015.
Somente no mês de julho, 793 estabelecimentos comerciais encerraram atividades na cidade do Rio, com crescimento de 102% em relação ao mesmo mês de 2015. Dessas, a maior parte (278) ocorreu na zona norte, seguida de 224 na zona oeste, 150 na zona sul e 141 no centro.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2016