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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Inadimplência do consumidor abre o ano com alta de 2,10%

Economia  $$

A pesquisa da CNDL aponta que o maior número de consumidores negativados está o Sudeste. São 25,7 milhões de pessoas, o que representa 39% da população adulta da região. Em seguida aparece o Nordeste, com 16,5 milhões de negativados (41% da população da região); o Sul, com 8,2 milhões de inadimplentes (37% da população adulta); o Norte, com 5,4 milhões de devedores (45% do total da população residente, a maior entre as cinco regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes, ou 42% da sua população.

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A inadimplência do consumidor aumentou 2,10% em janeiro de 2018 ante o mesmo mês do ano passado. Esse foi o maior crescimento desde junho de 2016, quando a elevação foi de 2,78%. Na comparação mensal com dezembro de 2017 o aumento foi de 0,96%, o maior desde maio de 2017. Segundo os dados do Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgados hoje (9), são mais de 60,7 milhões de consumidores brasileiros inscritos em cadastros de inadimplentes, número que representa aproximadamente 40% da população adulta do país.
O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, disse que para os primeiros meses a expectativa é a de um processo lento de recuo no volume de atrasos nos pagamentos, caso as projeções de inflação controlada, juros baixos e melhora dos indicadores se confirmem. “Ainda assim, o que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e a volta de ganhos na renda real do consumidor, que ainda não se recuperou das quedas dos últimos anos”, disse.

Região
A pesquisa da CNDL aponta que o maior número de consumidores negativados está o Sudeste. São 25,7 milhões de pessoas, o que representa 39% da população adulta da região. Em seguida aparece o Nordeste, com 16,5 milhões de negativados (41% da população da região); o Sul, com 8,2 milhões de inadimplentes (37% da população adulta); o Norte, com 5,4 milhões de devedores (45% do total da população residente, a maior entre as cinco regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes, ou 42% da sua população.
Quando analisada a faixa etária, o que os dados revelam é que 50% da população entre 30 anos e 39 anos iniciou o ano com o nome em alguma lista de devedores. São 17,3 milhões de consumidores nessa situação. Entre aqueles que têm entre 40 anos e 49 anos, 13,4 milhões, ou 48%, têm alguma dívida não paga, o que pode ser explicado pelo fato de que nessa fase da vida muitos já têm família e filhos. “Por isso assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explicou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Entre os consumidores com idade entre 18 anos e 24 anos a proporção de inadimplentes cai para 20%, ou seja, 4,8 milhões. Já a população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 anos e 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa cinco milhões de pessoas com o CPF inscritos em cadastros de inadimplentes. Nas outras faixas etárias são 7,8 milhões de inadimplentes entre 25 anos e 29 anos; 12,2 milhões entre os que têm 50 anos e 64 anos e aproximadamente 232 mil idosos acima dos 85 anos que estão com o CPF restritos.

Dívidas atrasadas
O SPC Brasil e a CNDL apuraram ainda que houve variação negativa de 1,94% em janeiro de 2018 ante o mesmo período do ano passado no volume de dívidas atrasadas. Já na comparação mensal, com dezembro de 2017 houve alta de 0,87%. Os atrasos com empresas concessionárias de serviços de água e luz foi o que mostrou a maior queda de dívidas em janeiro na comparação anual, de 7,12%. Os atrasos no comércio tiveram queda de 6,97%.
Os atrasos com as dívidas bancárias (cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros) aumentaram 1,69% no período. No caso do setor de comunicação (telefonia, internet e TV por assinatura) apresentaram a alta mais elevada, com 9,01% a mais de atrasos na comparação com janeiro do ano passado.
“A quantidade de dívidas em atraso desacelera de forma mais intensa do que o número de devedores negativados. Isso quer dizer que o consumidor inadimplente tem iniciado o pagamento de dívidas em atraso aos poucos. Como consumidor inadimplente tem em médias, duas dívidas em atraso, ainda que ele quite uma, seu CPF continua restrito por causa da outra dívida”, explicou Kawauti.
De acordo com o indicador, cinco em cada dez dívidas pendentes (51%) de pessoas físicas no país têm como credor algum banco ou instituição financeira. A segunda maior representatividade fica por conta do comércio, que concentra 18% do total de dívidas não pagas, seguido pelo setor de comunicação (14%). Os débitos com as empresas concessionárias de serviços básicos como água e luz representam 8% das dívidas não pagas no Brasil.
Fonte - Agência Brasil  09/02/2018

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

59,4 milhões de consumidores estão negativados no Brasil

Economia  $

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.

Ludmilla Souza
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
No Brasil, 59,4 milhões de pessoas físicas estavam com o nome negativado ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos. Em junho, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.
Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.
Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem recuado de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.
A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro disse que o fato ocorre porque as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, mas a maior restrição do crédito e queda do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age limitando o crescimento da inadimplência.
“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, afirmou Pinheiro.
Segundo o levantamento, a maior frequência de negativados ocorre com pessoas entre 30 a 39 anos. Em junho, metade dessa população (50,11 %) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Os dados mostraram também que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55 %) , assim como os consumidores de 25 a 29 anos (46,10 %) .

Regiões
De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.
Em seguida, aparecem o Nordeste, com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01 %) ; o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).

Recuo no comércio
Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de comércio ocorreu o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 7,40%. Em seguida, estão comunicação (-6,53 %) , água e Luz (-4,20 %) e bancos (-3,15 %) .
Quando se fala em participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Em seguida, aparecem os setores de comércio (19,84 %), comunicação (14,08 %) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).
Fonte - Agência Brasil  09/08/2017