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terça-feira, 12 de março de 2019

Reajustes da tarifa do Metrô e dos ônibus de Porto Alegre alteram valores da integração

Transportes  🚇<>🚌

Com os reajustes da tarifa unitária da Trensurb para R$ 4,20 e das passagens de ônibus de Porto Alegre para R$ 4,70, ambos em vigor a partir de quarta-feira (13), o valor da integração entre o metrô e os ônibus de Porto Alegre (realizada com a utilização dos cartões SIM ou TRI) passa de R$ 6,84 para R$ 8,01.

Trensurb
foto - divulgação
A partir de quarta-feira (13), tarifa da integração metrô-ônibus em Porto Alegre passa a ser de R$ 8,01 e, em Canoas, de R$ 8,18. Para créditos adquiridos até terça-feira (12), valor a ser descontado segue sendo o anterior ao reajuste por um período de 30 dias.
Com os reajustes da tarifa unitária da Trensurb para R$ 4,20 e das passagens de ônibus de Porto Alegre para R$ 4,70, ambos em vigor a partir de quarta-feira (13), o valor da integração entre o metrô e os ônibus de Porto Alegre (realizada com a utilização dos cartões SIM ou TRI) passa de R$ 6,84 para R$ 8,01. O desconto tarifário é de 10% na integração (a tarifa total sem o benefício é de R$ 8,90).
Já o valor da integração entre o metrô e os ônibus integrados operados pela Vicasa em Canoas (integração realizada com o cartão TEU) passa de R$ 7,37 para R$ 8,18. O desconto tarifário é de 6% na integração (a tarifa total sem o benefício é de R$ 8,70).
Para créditos adquiridos até esta terça-feira (12), os valores a serem descontados seguem sendo os anteriores ao reajuste da tarifa do metrô por um período de 30 dias, tanto para a integração com os ônibus de Porto Alegre (R$ 6,84) como para a integração com os ônibus de Canoas (R$ 7,37) – e também para a passagem unitária do metrô (R$ 3,30).
Fonte - Trensurb  12/03/2019

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Justiça manda prefeitura do Rio reduzir em R$ 0,20 tarifa de ônibus municipal

Transportes 🚌

A juíza considerou abusivo o Decreto 41.190/2015, que autorizava o aumento da tarifa.“Defiro a tutela de urgência para determinar a suspensão imediata dos efeitos do Decreto Municipal nº 41.190/2015 com a exclusão da estrutura tarifária do acréscimo de R$ 0,20 ao reajuste contratual autorizado a partir de 1º de janeiro de 2016”, decidiu a juíza.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A justiça do Rio determinou nova redução nas tarifas de ônibus do município do Rio de Janeiro. Por decisão da juíza Luciana Losada Lopes, da 13ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a prefeitura deve reduzir em R$ 0,20, o valor da passagem dos ônibus municipais. A juíza considerou abusivo o Decreto 41.190/2015, que autorizava o aumento da tarifa.
“Defiro a tutela de urgência para determinar a suspensão imediata dos efeitos do Decreto Municipal nº 41.190/2015 com a exclusão da estrutura tarifária do acréscimo de R$ 0,20 ao reajuste contratual autorizado a partir de 1º de janeiro de 2016”, decidiu a juíza.
Agora, a partir da intimação, a prefeitura terá prazo de dois dias, para fixar a tarifa em R$ 3,40. Caso não obedeça à determinação, pagará multa diária. Ainda na decisão, a juíza pediu que o município do Rio e os consórcios das empresas de transporte sejam intimados, com urgência, para que cumpram a decisão, no prazo de 48 horas, a contar da intimação, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 5 mil”.
Em agosto, outra decisão judicial reduziu de R$ 3,80 para R$ 3,60. A decisão foi da 20ª Câmara Cível do TJRJ, mas baseada em outro decreto municipal (nº 39.707/14), que autorizava um valor adicional de R$ 0,20 no reajuste.
Fonte - Agência Brasil  09/11/2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Justiça considera inconstitucional aumento de Bilhete Único Intermunicipal do Rio

Transporte  🚌

Em janeiro, houve um novo reajuste por meio de decreto do governador Luiz Fernando Pezão.O valor seria reajustado em fevereiro deste ano, de R$ 8 para R$ 8,55, mas o reajuste não chegou a entrar em vigor devido a uma decisão liminar da Justiça na ocasião.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro considerou inconstitucional o Decreto Estadual 45.888 de 2017, que elevou a tarifa do Bilhete Único Intermunicipal, em janeiro deste ano. A ação foi impetrada pelos deputados estaduais Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Carlos Osório, ambos do PSDB.
Em dezembro de 2016, o valor já tinha sido reajustado de R$ 6,50 para R$ 8, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como parte do pacote de medidas para enfrentar a crise orçamentária do governo estadual. Em janeiro, houve um novo reajuste por meio de decreto do governador Luiz Fernando Pezão.
O valor seria reajustado em fevereiro deste ano, de R$ 8 para R$ 8,55, mas o reajuste não chegou a entrar em vigor devido a uma decisão liminar da Justiça na ocasião.
A decisão de ontem do Órgão Especial também derruba a decisão do governo estadual de elevar o teto de renda mensal das pessoas beneficiadas com o Bilhete Único de R$ 3 mil para R$ 3.209,70.
Fonte - Agência Brasil  03/10/2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

Passagem de ônibus fica mais cara em Manaus e governo do AM suspende subsídios

Tarifa  🚌

O reajuste foi acordado entre a prefeitura, o sindicato dos rodoviários e as empresas de ônibus na semana passada.O aumento de 10% na tarifa de ônibus na capital amazonense foi anunciado na última quinta-feira (26). 

Bianca Paiva
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração
A passagem de ônibus subiu 10% neste fim de semana em Manaus. Desde ontem (28), os usuários do transporte público passaram a pagar R$ 3,30. O valor antigo era de R$ 3. O reajuste foi acordado entre a prefeitura, o sindicato dos rodoviários e as empresas de ônibus na semana passada.
Os passageiros reclamam do reajuste. “Vai impactar muito. Primeiro porque os ônibus não são adequados para nós. É muito lotado, ônibus velho, demora demais. Se aumentasse e ajudasse a nós usuários era ótimo, mas aumentar para gente continuar que nem sardinha dentro do ônibus, é errado”, disse a diarista Andreia Alves.
O aumento de 10% na tarifa de ônibus na capital amazonense foi anunciado na última quinta-feira (26). O prefeito em exercício, Marcos Rotta, intermediou uma negociação com o Sinetram e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus. Pelo acordo, a prefeitura passou a subsidiar 25 centavos da tarifa convencional, 15 centavos da meia passagem de estudante, que permaneceu no valor de R$ 1,50. Os rodoviários se comprometeram a não fazer mais paralisações e as empresas renovarão a frota.
Cerca de 700 mil pessoas são usuárias do transporte público coletivo de Manaus.

Retirada de subsídios
Na última sexta-feira (27), o governo do Amazonas anunciou a suspensão dos subsídios concedidos pelo estado para as empresas de transporte coletivo de Manaus na forma de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível e remissão do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
A justificativa é que “ao aumentar a tarifa, as empresas descumpriram acordo firmado com o governo do estado e a Prefeitura de Manaus para manutenção do preço da passagem mediante a concessão de subsídios na forma de renúncia fiscal do Estado”. Segundo o governo amazonense, nos últimos três anos, os valores subsidiados pelo estado foram de R$ 131,7 milhões.
“Se as empresas descumpriram o acordo e aumentaram a passagem, não faz sentido o estado manter incentivos milionários de ICMS e IPVA. Não tem vantagem alguma para a população, que perde duas vezes, com o aumento da tarifa e também quando o estado deixa de arrecadar recursos que podem ser revertidos para os serviços públicos. Prefiro aplicar esses recursos na saúde e segurança”, declarou o governador José Melo.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que ainda não foi notificado da decisão. Mas ressaltou que “os subsídios não são para as empresas, mas para o usuário do serviço, que sai prejudicado”.
Já a prefeitura de Manaus declarou, também em nota, estar “estupefata” com a medida do governador José Melo que “atropelou todos os princípios da administração pública, tenta atingir a figura do prefeito e castiga duramente o usuário de ônibus da capital”. A prefeitura afirmou que o governo estadual está inadimplente com o subsídio do IPVA desde 2015 e que a isenção do ICMS do diesel é uma prática de quase todos os estados porque sem ele as empresas têm que pagar o imposto diariamente. A prefeitura considera que “a retirada dos dois benefícios impacta o preço final da tarifa de ônibus”.
Fonte - Agência Brasil  29/01/2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tarifa de ônibus em Fortaleza tem o maior reajuste em 14 anos

Transporte/Tarifa  🚌

O acréscimo de R$ 0,45 equivale a um aumento de 16,3%. O percentual de reajuste anunciado, ontem, pela Prefeitura é o maior desde 2003,a atual correção do valor da passagem em 16,3%  não incidirá diretamente sobre a tarifa estudantil, pois embora também passe a vigorar mais cara a partir de sábado, a alteração neste caso específico é de R$ 0,10

Thatiany Nascimento - DN
foto - ilustração/Fortalbus
A partir de 0h de sábado (14), a tarifa inteira de ônibus e alternativos em Fortaleza passará dos atuais R$ 2,75 para R$ 3,20. O acréscimo de R$ 0,45 equivale a um aumento de 16,3%. O percentual de reajuste anunciado, ontem, pela Prefeitura é o maior desde 2003, quando o aumento foi de 27%. Porém, a atual correção do valor da passagem - em 16,3% - não incidirá diretamente sobre a tarifa estudantil, pois embora também passe a vigorar mais cara a partir de sábado, a alteração neste caso específico é de R$ 0,10. Com a variação de 7,6%, a passagem para estudantes sairá de R$ 1,30 para R$1,40.
O titular da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), João Pupo, defendeu que, apesar do aumento, Fortaleza continua tendo a tarifa mais barata entre as cidades que têm mais de 2 milhões de habitantes e dispõem de sistema integrado entre ônibus e também metrôs. Além disso, João Pupo explicou que o pleito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) era de um acréscimo de 20% e a Prefeitura estabeleceu 16,3%. O cálculo para a alteração da passagem, diz o secretário, leva em conta, dentre outros, o aumento de custos com pneus rodagem (20,57%), setor pessoal (salário 10%, cesta básica 15%, vale refeição 9,09%, plano de saúde 29,52%), além dos gastos com renovação da frota com ar condicionado (19,65%) e o custo da internet wi-fi nos coletivos (9,82%). Questionado sobre a relação entre o aumento e o reflexo na melhoria na qualidade do transporte como, por exemplo, a redução da superlotação, João Pupo garantiu que a Prefeitura já tem adotado medidas para tentar reduzir o problema, mas também admitiu que outras ações precisam ser executadas. "Temos contratada uma pesquisa de origem-destino para sabermos detalhes desses deslocamentos. Estamos esperando o financiamento de R$ 12 milhões do BID para executá-la e solucionarmos esses gargalos".
Para o presidente do Sindiônibus,este reajuste, assim como o praticado em anos anteriores, já vem defasado e fará com que o setor empresarial tenha que equacionar a diferença entre os 20% demandados e o reajuste de 16,3%. Outra queixa do Sindiônibus é quanto ao mês do reajuste, já que segundo Sindiônibus,o acordo (referente a novembro de 2015 e novembro de 2016) deveria ter sido fechado e aplicado no ano passado. "Nada impede que em 2017 tenhamos um outro reajuste em novembro. E assim como ocorreu em 2015, sejam dois reajuste em um mesmo ano". No entanto, o titular da SCSP garante que a próxima correção será em janeiro de 2018.
Fonte - Diário do Nordeste  11/01/2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Tarifa de ônibus no Rio só sobe com ar condicionado em 100% da frota

Tarifa de ônibus  🚌

A tarifa de ônibus no Rio de Janeiro só sofrerá reajuste após as operadores cumprirem contrato de climatização em 100% da frota.

Renato Lobo - Viatrolebus
foto - ilustração
A tarifa de ônibus no Rio de Janeiro só sofrerá reajuste após as operadores cumprirem contrato de climatização em 100% da frota. Quem diz isso é o novo secretário dos transportes e vice-prefeito, Fernando Mac Dowell, em entrevista a TV Globo.
“Eles [donos de empresas de ônibus] têm que cumprir o contrato. Estão pedindo aumento de tarifa. Não vou deixar, em hipótese nenhuma, enquanto não resolverem o problema do ar-condicionado … Não adianta ficar aumentando a tarifa porque a demanda cai. E cai a receita deles também”, afirmou Mac Dowell.
A prefeitura do Rio já havia perdido na justiça algumas vezes sobre a suspensão de cumprimento de troca da frota. O Ministério Público fixou cronograma de instalação dos equipamentos, sob pena de multa, caso não seja seguido.
Fonte - Viatrolebus  05/01/2017

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Em 31 dias de fiscalização,483 passageiros já foram multados no VLT do Rio

Transportes sobre trilhos

Valor da penalidade para quem não pagar a tarifa do transporte é de R$ 170. Em caso de reincidência, aumenta para R$ 225.Do total de multados,20 são turistas estrangeiros e 181 turistas brasileiros de diversas cidades do Rio e de outros estados.

O Dia
foto - ilustração/arquivo
Em 31 dias de fiscalização, a Guarda Municipal multou 483 passageiros que não pagaram a tarifa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A multa de R$ 170 (R$ 255 em caso de reincidência) passou a valer desde o dia 5 do mês passado para aqueles que não fizerem a validação voluntária do cartão de passagem.
Do total de multados, 20 são turistas estrangeiros e 181 turistas brasileiros de diversas cidades do Rio e de outros estados. O primeiro dia de fiscalização teve o maior número de penalidades aplicadas, com 36 casos. Somente no mês de setembro, foram 424 infrações.
A fiscalização é realizada por guardas municipais em conjunto com agentes da concessionária do VLT, que utilizam um equipamento para verificação do último débito efetuado no cartão de passagem. Além de validar o pagamento, cada passageiro deve portar seu próprio cartão.
A notificação é impressa e entregue na hora pelos agentes. Ela contém informações sobre impressão da guia de pagamento, na internet, e orientações para recurso. Aqueles que não pagarem a multa ficam sujeitos à inclusão nos serviços de Proteção ao Crédito e na Dívida Ativa do Município.
Fonte - O Dia  05/10/2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Custo da tarifa para usar Metrô e BRT afasta usuários de legado olímpico no Rio

Mobilidade

Considerando outras capitais brasileiras, o abatimento nesse novo transporte no Rio supera o de Porto Alegre (10,1%), mas perde também para as integrações do Recife (14,8%), Belo Horizonte (16,4%), Brasília (36%) e Salvador (50%), segundo dados fornecidos pelo IPTD (Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento).

Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração
O operário Jean Lourenço, 21, esperava no ponto na tarde de quarta (21) pelo ônibus que o levaria do trabalho, no Leblon (zona sul do Rio), para casa, em Santa Cruz (zona oeste), numa viagem de duas horas, com tarifa de R$ 3,80.
Ele teria a opção de economizar meia hora num transporte novo e mais confortável: a linha 4 do metrô integrada ao BRT Transoeste (corredor de ônibus moderno). Mas, como explica, não é bem uma questão de escolha. "Não dá para mim", diz Lourenço, em referência ao custo para desfrutar do legado olímpico nesse deslocamento –inicialmente, R$ 7,90, e, com desconto, a partir desta segunda-feira (26), R$ 7.
Entregue para os Jogos de 2016 depois de R$ 10,4 bilhões de gastos, a linha 4 do metrô do Rio (para ligar Ipanema à Barra da Tijuca) estreou nesta semana a integração tarifária com o BRT, mas numa condição incapaz de atrair usuários mais pobres que pagam a passagem do próprio bolso.
"Quando falaram que iria abrir metrô aqui, fiquei animado, achei que pagaria a mesma coisa. Ter metrô e BRT ajudou muita gente, mas também deixou muitos na mesma situação de antes. Esse é o meu caso", conta Lourenço.
"Para a gente que se esfola para ganhar pouco, esse dinheiro faz falta", explica a doméstica Maria Santos, 38.
"Melhora um bocado [o tempo], mas ainda precisa baixar esses R$ 7 para valer a pena pegar o metrô", diz o segurança José Nascimento.

Desconto
A integração entre a linha 4 e o BRT transportou 100 mil pessoas diariamente durante os Jogos Olímpicos do Rio. Agora, o gasto extra mensal para quem usava ônibus e quer mudar para o novo sistema mais rápido (com metrô e BRT integrados) pode chegar a R$ 128 por mês, considerando só viagens em dias úteis. Para quem ganha um salário mínimo, equivale a 14% do que recebe no mês.
A previsão é que a integração entre os dois transportes atraia 75 mil pessoas por dia, já incluídos aqueles que utilizam vale-transporte.
O preço de R$ 7 representa um desconto de 11% em relação à tarifa integral do metrô e do BRT individualmente. Mas é o menor abatimento entre todas as integrações de transporte coletivo do Rio -que variam de 12% a 50%.
Em São Paulo, a tarifa integrada entre ônibus municipais, metrô e trem é de R$ 5,92 -um desconto de 22,1%.
Considerando outras capitais brasileiras, o abatimento nesse novo transporte no Rio supera o de Porto Alegre (10,1%), mas perde também para as integrações do Recife (14,8%), Belo Horizonte (16,4%), Brasília (36%) e Salvador (50%), segundo dados fornecidos pelo IPTD (Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento).
Num contexto global Londres tem desconto de 16,7% e Santiago, de 46,4%. E há metrópoles com tarifa única e baldeações ilimitadas entre ônibus, metrô e trens.

Quem Paga
"O problema do Rio é o que muitas cidades enfrentam. Por um lado, esse valor de R$ 7 é alto demais para a maior parte da população. A média das tarifas no Brasil está entre R$ 3 e R$ 4. Por outro lado, há um custo operacional desses transportes. Alguém tem que pagar", afirma o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Mantovani Néspoli.
Atualmente, operadores privados são contratados pelo poder público para fazer a gestão de transporte, ainda que seja um serviço público. "Em alguns casos, o governo dá subsídios. Mas isso obriga o Tesouro a tirar recursos de outras pastas, como educação e saúde. E, num momento de crise, com baixa arrecadação, se torna mais difícil para o Estado prover esse subsídio", afirma.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), chegou a citar a crise econômica antes de acertar a integração do BRT com o novo metrô pelo preço de R$ 7. "Não é uma tarefa simples porque nesse momento de crise econômica ninguém quer abrir mão de receita. O Estado não tem condições de aportar recursos para subsidiar", disse.
O coordenador de gestão da demanda por viagens do IPTD, Diego Silva, questiona se os recursos investidos na construção da linha 4 do metrô valeram o investimento.
"Precisaríamos fazer uma análise mais minuciosa. Mas a crítica que fazemos é que, apesar de ter investido no transporte de massa, o metrô, também foram abertas novas vias para carros entre a zona sul e Barra", afirma Silva, citando a duplicação do elevado do Joá, que liga São Conrado à Barra da Tijuca, mesmo trajeto feito pela linha 4.

'Grande Diferença'
A Secretaria de Estado de Transportes do Rio, responsável pelo metrô, diz que 72% da demanda da linha 4 será formada por passageiros oriundos do transporte público e 28% por pessoas que utilizavam transporte privado, conforme estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas).
A pasta afirma que a estação Jardim Oceânico, onde ocorre a integração entre o metrô e o BRT, será a de maior demanda. "Vale ressaltar que a tarifa de integração foi definida entre as operadoras dos sistemas de metrô e BRT, com base no estudo de demanda", afirma.
Responsável pelo BRT, a prefeitura diz que era necessária a integração tarifária para permitir "que o cidadão use a rede de transporte de alta capacidade economizando". Ela afirma que a economia diária será de R$ 1,80 o que representa, em um ano, R$ 475,20, "valor que faz grande diferença para quem utiliza regularmente o transporte público".
A prefeitura lembra que não há subsídio público na integração tarifária do BRT com o metrô. Estima que a integração vá beneficiar 75 mil pessoas diariamente.
Afirma ainda que, há seis anos, o serviço de transporte público no Rio chegava a ter cinco tarifas diferentes, que variavam de R$ 2,85 a R$ 5,40, dependendo de o coletivo ter ar-condicionado e considerando a distância percorrida. "Ou seja, quem morava nas áreas mais distantes pagava mais caro."
E cita a criação do Bilhete Único Carioca, em 2010, que permitiu que o passageiro usasse até dois transportes no período de até duas horas e meia, pagando apenas uma passagem.
"Atualmente, o usuário pode pegar até três transportes pagando apenas R$ 3,80, quando um dos transportes for uma alimentadora de BRT (linha alimentadora + BRT + ônibus). A prefeitura entende, portanto, que a integração tarifária entre BRT e metrô vem a ampliar o benefício da política tarifária para a população carioca", diz.
Fonte - Revista Ferroviária  27/09/2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Bandeira tarifária das contas de luz continua verde em maio

Economia

Segundo a agência, entre os fatores que contribuíram para a manutenção da bandeira verde estão o resultado positivo do período úmido, que recompôs os reservatórios das hidrelétricas, além do aumento de energia disponível com redução de demanda e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro, como a hidrelétrica de Belo Monte.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
Pelo segundo mês seguido, a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será a verde, ou seja, não haverá acréscimo na conta dos consumidores. A bandeira que vai vigorar em maio foi definida hoje (29) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a agência, entre os fatores que contribuíram para a manutenção da bandeira verde estão o resultado positivo do período úmido, que recompôs os reservatórios das hidrelétricas, além do aumento de energia disponível com redução de demanda e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro, como a hidrelétrica de Belo Monte.
Desde que foi implementado o sistema de bandeiras tarifárias, em janeiro de 2015, até fevereiro de 2016, a bandeira se manteve vermelha (com a cobrança de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos). Em março, passou para amarela (com a taxa de R$ 1,50 a cada 100 kWh) e, em abril, a bandeira foi verde.
O sistema é uma forma de recompor os gastos extras com a compra de energia de usinas termelétricas. A cor da bandeira que é impressa na conta de luz indica o custo da energia elétrica, em função das condições de geração de eletricidade.
Por exemplo, quando o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está baixo, por causa da falta de chuvas, é preciso recorrer às usinas termelétricas para garantir a energia necessária para o país.
Como a energia gerada por termelétricas é mais cara, o custo da energia fica maior, e a bandeira tarifária passa a ser amarela ou vermelha. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste está atualmente em 57,54% de sua capacidade máxima.
De acordo com a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma de cobrar um valor que era incluído na conta de energia, sem acréscimo no reajuste tarifário anual das distribuidoras. “Com as bandeiras, a conta de luz fica transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente”, informa a Aneel.
Fonte - Agência Brasil  29/04/2016

sábado, 30 de janeiro de 2016

VLT de Santos terá 13 pontos de venda de cartões de embarque a partir de 31/01

Transportes sobre trilhos

Os usuários do sistema terão 13 pontos de venda de cartões de embarque do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista a partir do próximo domingo (31/01), data de início da Operação Comercial.O cartão também poderá ser adquirido nas áreas de embarque das nove estações por onde o VLT passará.

EMTU
foto - ilustração
A população da Baixada Santista terá à disposição 13 pontos de venda de cartões de embarque do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Santos e São Vicente a partir do próximo domingo (31/01), data de início da Operação Comercial. O cartão também poderá ser adquirido nas áreas de embarque das nove estações por onde o VLT passará.
Quatro veículos circulam no trecho de 6,5km entre as estações Mascarenhas de Moraes, em São Vicente, e Pinheiro Machado, em Santos, no período das 9h às 16h. O tempo médio do percurso em cada sentido é de 20 minutos. A partir de 31 de março, o horário será estendido das 7h às 19h e, a partir de setembro, quando todas as estações do trecho Barreiros – Porto estiverem prontas, a operação do VLT será das 6h às 23h.
A tarifa unitária custará R$ 3,80, conforme resolução da Secretaria dosTransportes Metropolitanos a ser publicada nesta sexta (29) no Diário Oficial do Estado.
O VLT da Baixada Santista é o primeiro elétrico a entrar em operação no Brasil. A implantação do empreendimento é da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Já em operação há alguns anos em cidades médias europeias, com bons resultados, o VLT tem emissão zero de poluentes. Interage com o meio urbano de maneira amigável, circulando ao nível das ruas, preservando o patrimônio histórico e colaborando para a revitalização urbanística das vias. As novas estações construídas impulsionam a modernização do entorno, trazendo mais conforto e qualidade de vida. A redistribuição do tráfego acabou portransformar o ambiente de todas as cidades onde o sistema foi implantado, melhorando a mobilidade da população.
OVLT atenderá diretamente 70 mil usuários/dia quando as 15 estações do trecho Barreiros – Porto estiverem concluídas. De maneira indireta, todos os 1,7 milhão de habitantes dos nove municípios da Baixada Santista vão usufruir dos benefícios, já que haverá menos ônibus em circulação, menos poluição sonora, além da redução do tempo gasto nas viagens entre os municípios. Com menos ônibus circulando, a expectativa é de uma economia de aproximadamente R$ 21 milhões/ano em gastos como acidentes e manutenção de viário.
Fonte - ABIFER  29/01/2016

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Metrô de Salvador inicia venda de cartão e amplia horário de funcionamento

Transportes sobre trilhos

O cartão do metrô, chamado de integração/múltiplo, poderá ser adquirido pelos usuários em qualquer bilheteria do metrô. Para a compra será aceito apenas dinheiro e o troco máximo é de R$ 50,00. O usuário não pagará pelo cartão, apenas pelo crédito que quiser adquirir. O valor de carregamento mínimo é de R$ 3,30. Os créditos não terão prazo de validade. 

Da Redação
foto - ilustração
A CCR Metrô Bahia informa que iniciou, nesta segunda-feira (21), a venda do cartão integração do metrô. A operação assistida, ainda sem cobrança de tarifa, segue até 31 de dezembro. A partir de 2 de janeiro, iniciará a operação comercial, com cobrança de tarifa de R$ 3,30.
Além de já poder comprar o cartão do metrô, a população de Salvador contará com o transporte por mais tempo. A partir de quarta-feira (23), o metrô funcionará no trecho Lapa-Bom Juá, das 5h30 às 22h. Aos sábados, o funcionamento será das 5h30 às 14h30. Inicialmente, os cartões Salvador CARD não serão aceitos no metrô.
O cartão do metrô, chamado de integração/múltiplo, poderá ser adquirido pelos usuários em qualquer bilheteria do metrô. Para a compra será aceito apenas dinheiro e o troco máximo é de R$ 50,00. O usuário não pagará pelo cartão, apenas pelo crédito que quiser adquirir. O valor de carregamento mínimo é de R$ 3,30. Os créditos não terão prazo de validade.
O cartão integração/múltiplo, a partir de 2 de janeiro, será aceito para viagens exclusivas de metrô ou para viagens de metrô e ônibus urbanos, com limite de duas horas para a integração. As 10 linhas de ônibus urbanos que aceitarão o cartão integração/múltiplo do metrô são: 322 Marechal Rondon-Lapa; 1510 Valéria-Lapa; 301 Alto do Peru-Barroquinha; 0305 Bom Juá-Lapa; 1113 Pernambués-Lapa; 1108 Resgate x Lapa; 0919 Vale dos Rios/Stiep-Lapa; 0136 Lapa-Chame Chame; 0137 Lapa-Barra Avenida/Barra; 0138 Lapa-Garibaldi/Ondina.
Todos os ônibus que fazem integração com o metrô contarão com identificação externa específica.

Postos de Atendimento ao Usuário
Também nesta segunda-feira, a concessionária abre dois postos de atendimento aos usuários, que funcionarão das 8h às 18h, na Estação da Lapa do metrô.

Estação Pirajá
Com o início da operação assistida da Estação Pirajá, a partir desta terça-feira (22), o metrô, nesta estação, funcionará de segunda a sexta, das 11h às 14h. Aos sábados, das 8h às 14h30. O usuário que embarcar na Estação Pirajá terá de desembarcar em Bom Juá para seguir até a Lapa.
O horário de funcionamento da Estação Pirajá será estendido gradualmente até abril de 2016.
Com informações da Secom Ba.  21/12/2015 

sábado, 5 de dezembro de 2015

Metrô de Salvador,tarifa poderà ser de R$3,00

Transportes sobre trilhos

Ainda faltam detalhes sobre a integração física e tarifária do sistema de transportes intermodal de Salvador e espera-se o anúncio anúncio oficial do Governo do Estado.

Da Redação
foto - ilustração/CCR Metrô Bahia
A Estação Pirajá da Linha 1 do Metrô de Salvador já está pronta e passa por testes de tráfego enquanto aguarda uma decisão do governador Rui Costa para que possa ser inaugurada e se integrar ao trecho do sistema metroviário já em operação (Lapa/BomJuá) da Linha 1, que liga a Estação da Lapa no centro da cidade a nova Estação de Pirajá,na BR-324, no bairro de Campinas de Pirajá com 12,5 quilômetros de extensão.
Informações ainda não oficiais do Governo do Estado definiram que a tarifa do sistema será a mesma cobrada pelos ônibus urbanos, de R$ 3,00. A decisão teria sido de um acordo com representantes do sistema de transporte por ônibus formado pelos três consórcios de empresas que operam em Salvador, Prefeitura,Sedur e a empresa CCR concessionária do metrô.
Em nota no início da tarde, a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado esclareceu que o valor da tarifa do metrô e o esquema de integração entre os diversos meios de transporte da capital baiana serão amplamente divulgados imediatamente após a definição dos últimos detalhes do início da operação comercial da linha 1, que compõe o sistema metroviário Salvador/Lauro de Freitas.
Também ainda não foi definida a data da inauguração do terminal do Metrô em Pirajá, última etapa da Linha 1, que está prevista para acontecer ainda este mês.
Tanto o secretário Fábio Mota, da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador(Semob), quanto o representante do Consórcio Integra, Jorge Castro, não quiseram se pronunciar a respeito, alegando que a condução de todo o processo é do Governo do Estado. Já a CCR informou, através de sua Assessoria de Comunicação que está pronta para operar por completo a Linha 1, e que não cabe a ela emitir qualquer nota antecipada sobre valor de tarifa e detalhes do sistema de integração com os ônibus.
Conforme informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação da CCR Metro Bahia,a estação final da Linha 1, no terminal Pirajá, está pronta e passando por testes, com os trens indo até ela mas sem transportar passageiros. Já a estação de transbordo de ônibus ainda em obras, mesmo que não fique pronta este mês, quando deverá ser inaugurada a linha 1 do metrô, não será obstáculo para o funcionamento do mesmo, uma vez que os acessos dos passageiros entre os dois terminais através de passarelas já estão prontos.
Segundo a CCR,ainda não está definido como será feito o sistema de integração com o sistema de transporte por ônibus,urbano e metropolitano,no que se refere a quantidade de linhas, uma vez que essa atribuição cabe ao Governo do Estado. A CCR esclarece que após a inauguração da Estação de Pirajá, a mesma deverá passar por um período de operação assistida, para que haja tempo suficiente para possíveis ajustes e adaptação dos usuários à nova modalidade de transportes.
Com informações da Tribuna da Bahia  05/12/2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Acordo unificará tarifas de integração metrô/ônibus

Transportes sobre trilhos

A divulgação oficial do modelo está inicialmente prevista para esta segunda-feira, 30, mas pode ser alterada, para que esteja assegurada a clareza dos termos e não sejam gerados eventuais ruídos de comunicação.

Yuri Silva* - A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
A integração dos ônibus de Salvador e da Região Metropolitana com o metrô da capital - acertada na última sexta-feira entre governo estadual, prefeitura e concessionárias - vai provocar a unificação das tarifas desses três sistemas.
A divulgação oficial do modelo está inicialmente prevista para esta segunda-feira, 30, mas pode ser alterada, para que esteja assegurada a clareza dos termos e não sejam gerados eventuais ruídos de comunicação.
Fontes ouvidas pela reportagem de A TARDE garantem que ainda esta semana os detalhes definidos serão publicados. O acordo, segundo apuração de A TARDE, foi aprovado tanto pela CCR Metrô Bahia quanto pelo Sindicato de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps). Outra ideia ventilada anteriormente, da criação de um sistema de ônibus exclusivo para alimentação do metrô, que circularia em um raio de 5 km no entorno das estações, foi descartada pelas partes.
Essa proposta, que excluiria a integração dos trens com as linhas que atualmente já existem na cidade, havia sido definida no contrato que transferiu a responsabilidade das obras e da operação do metrô da prefeitura para o governo do estado da Bahia.
Até o começo da semana, esta era considerada a mais viável por gestores municipais. Porém, o governo do estado e os empresários de ônibus da capital baiana discordavam dessa posição.

Detalhes
As secretarias de Comunicação Social (Secom) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur) confirmam que a divulgação do acordo depende apenas dos últimos ajustes. Já o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, preferiu não comentar o assunto. Diz que a responsabilidade pela divulgação ficou com o governo.
O prefeito ACM Neto também evitou divulgar mais informações sobre o acordo. Ele disse que prefere "esperar o governador decidir de que maneira quer fazer esse anúncio".
"O assunto está resolvido, agora vamos esperar o momento de o governo anunciar. Já fechou o valor, haverá integração total dos ônibus com o metrô. Ontem, ao fim do dia, foi fechado um acordo que envolve todas as partes: o transporte metropolitano, o transporte urbano e o metrô", afirmou o líder do Executivo municipal.
Até o fechamento desta edição, o valor da tarifa também não havia sido divulgado, mas, em modelos de integração tarifária desse tipo, um único sistema de bilhetagem tem que ser criado. Caso Salvador siga a mesma lógica, o Salvador Card e o Metropasse da Região Metropolitana darão lugar a um cartão que poderá ser usado em qualquer modal de transporte.
O contrato que transferiu o modal para o governo estadual previa uma tarifa de integração fixada de R$ 1,10. Nesse caso, o passageiro pagaria esse valor ao pegar um ônibus ou metrô duas horas após ter embarcado em um dos dois modais, não tendo que pagar duas tarifas.
*Colaborou Luan Santos
Fonte - A Tarde  30/11/2015

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tarifa da bandeira vermelha na conta de luz cai 18%

Energia

Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor em 1º de setembro e vai até 31 de dezembro.
A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termelétricas, com custo variável unitário maior que R$ 600 MWh, aprovada no início deste mês.

Ivan Richard 
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (28) a redução de 18% no valor da tarifa da bandeira vermelha, o indicador que engloba os usuários que pagam o custo mais alto de energia. Com a decisão, o valor adicional para cada 100 kWh consumidos cai de R$ 5,50 para R$ 4,50. Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor em 1º de setembro e vai até 31 de dezembro.
A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termelétricas, com custo variável unitário maior que R$ 600 MWh, aprovada no início deste mês.
Apesar do pedido das distribuidoras para que o valor seja mantido, devido ao aumento dos custos de geração, a diretoria da Aneel entendeu que o uso das bandeiras deve refletir o cenário de disponibilidade da geração e não os problemas de caixa das distribuidoras.
“Não podemos confundir o conceito do fundamento das bandeiras com o alívio de caixa. O valor arrecadado com as bandeiras deve cobrir o valor da geração termelétrica. Para outras razões de [alta de] custo existem outros mecanismos de compensação”, disse o diretor da Aneel Reive Barros dos Santos, relator do caso.
Para o diretor Tiago Correia, os consumidores responderam ao instrumento das bandeiras, reduzindo o consumo e fazendo investimentos, como a substituição de lâmpadas incandescentes pelas de led, o que justifica a redução do valor da bandeira.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ressaltou que a redução não representa melhora no quadro de geração de energia do país. “O cenário não é favorável à mudança da bandeira. Não é um cenário provável. Não estamos dando nenhuma sinalização de que o consumidor possa relaxar na sua prática de uso da energia. A sinalização ainda é de cuidado com o consumo e de uma situação adversa”, alertou Rufino.
O parque gerador de energia elétrica no Brasil é composto predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem da chuva e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas precisam ser ligadas para não interromper o fornecimento de energia. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel.
Fonte - Agência Brasil  28/08/2015

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Metrô de Salvador começa a cobrar tarifa em outubro

Transportes sobre trilhos

Sistema ainda está em operação assistida, sem cobrança de tarifas.O início da nova fase de operação, segundo Martins, está condicionado à inauguração da Estação Pirajá do sistema metroviário - marcada para setembro, de acordo com a CCR Metrô Bahia, concessionária do modal de transporte 
urbano.

A Tarde
Yuri Silva e Luan Santos
foto - ilustração/Pregopontocom
O secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Carlos Martins, confirmou, nesta segunda-feira, 3, que o metrô de Salvador entrará em operação comercial (com cobrança de tarifa) no mês de outubro.
O início da nova fase de operação, segundo Martins, está condicionado à inauguração da Estação Pirajá do sistema metroviário - marcada para setembro, de acordo com a CCR Metrô Bahia, concessionária do modal de transporte urbano.
Sem valor de tarifa definido para as integrações urbanas e metropolitanas, pelo menos uma decisão já foi tomada, segundo a assessoria de comunicação da Sedur: os ônibus que saem das cidades da Grande Salvador para a capital terão a Estação Retiro como destino final. A partir dali o passageiro terá que usar o modal sobre trilhos para seguir caminho.
O que não está definido é o valor da tarifa nem quanto custará a integração com os ônibus de Salvador e dos municípios vizinhos.
Pontos sensíveis
Apesar de dizer que "a cobrança do metrô não precisa da prefeitura", o secretário Carlos Martins garantiu, via assessoria, que "o governo trabalha apenas com a possibilidade de um acordo pleno, que envolva a prefeitura municipal de Salvador".
Ele descarta, portanto, o uso de ônibus da CCR para promover a integração. Essa possibilidade está prevista no contrato que transferiu o metrô da prefeitura para o governo estadual e chegou a ser cogitada na gestão do ex-governador Jaques Wagner, quando Manuel Ribeiro ocupou o lugar de Martins.
"Nós só precisamos de um acordo com as empresas de ônibus. Com os [empresários] metropolitanos já estamos fechando um acordo. E agora estamos discutindo com os ônibus urbanos", explicou o atual secretário.
Fonte - A Tarde   03/08/2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

Qual o custo da tarifa de VLTs pelo mundo

Transportes sobre trilhos

Quanto custa andar de VLT pelo mundo? - Para entender o valor da passagem (R$ 10,00) anunciada para o futuro VLT de Cuiabá (MT), a equipe do Mobilize pesquisou tarifas do sistema em várias cidades do mundo

Autor: Mobilize Brasil*
créditos - Capima/Mobilize
Plebiscito, CPI, estudo para substituição do modal, ameaças, bate-boca... A polêmica em Mato Grosso sobre a viabilidade ou não do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos continua aquecendo os ânimos em sua capital, Cuibá. Em fevereiro, o secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, declarou que para a operação do VLT Cuiabá - Várzea Grande seria necessário praticar uma tarifa superior a R$ 10,00, valor muito acima da média de tarifas de ônibus da capital matogrossense, hoje em R$ 3,10.
Nós aqui acreditamos que a população quer apenas um sistema de transporte eficiente, de qualidade e preço justo. Para ajudar no debate levantamos as tarifas de alguns sistemas de trilhos urbanos em várias partes do mundo. Os valores são bem díspares, e dependem dos custos locais de operação (salários, preço da energia, insumos), da idade dos sistemas existentes e, principalmente, dos subsídios oferecidos pelos governos locais. (Veja acima o infográfico)
Conheça alguns sistemas de VLT no mundo e suas tarifas:

Houston (Texas, EUA)www.ridemetro.org/
Foto -  Paul Schäublin – photo diary
Na cidade mais populosa do Texas, o sistema de VLT, operado pela MetroRail, adota veículos Siemens S70. Uma viagem só de ida custa US$ 1.25 (R$ 3,86). Esse custo difere, beneficiando quem usa cartão, ou se estiver fazendo conexão com ônibus. A rede conta com três linhas: vermelha, verde e roxa. A mais antiga e movimentada, a vermelha, em operação desde 2004, tem cerca de 12 km de extensão e transporta 40 mil passageiros por dia.

Los Angeles (Califórnia/EUA) www.metro.net/riding/fares/
Foto -  www.railwaybulletin.com
O sistema de trens leves de Los Angeles, iniciado em 1990 como renovação dos antigos 'bondes amarelos' (do séc. 19), é integrado e operado à Metro Rail, empresa que administra o transporte urbano na cidade. Estrutura-se em seis linhas, sendo duas expressas (as linhas vermelha e roxa). O sistema tem 80 estações. Faz conexão com BRTs e também com os sistemas de trens urbanos.

Milão (Itália) http://www.atm.it/it
Foto -  karnizz – Fotolia
O sistema de Milão é mantido pela empresa ATM, que opera o metrô, trams e ônibus. O sistema tem alguns carros dos anos 1940 e veículos bem modernos, mas todos circulando pelos mesmos trilhos, utilizando a mesma infraestrutura. A tarifa é bem variável, dependendo do tipo de passageiro, da área de circulação e da quantidade de passagens adquiridas. Um bilhete básico custa 1,50 € , cerca de R$ 5,04, e vale para viagens no metro, ônibus e trams por um período de 90 minutos.

Buenos Aires (Argentina)
Na capital argentina, operam dois sistemas de VLT: o Premetro (Linea H), e o Tranvía del Este
Premetro (Linea H)www.metrovias.com.ar/subterraneos
Foto -  http://nueva-ciudad.com.ar/
O chamado Premetro, ou Linea H, integra a rede de metrôs da capital portenha, administrada pela concessionária Metrovías S.A. Sistema em nível inaugurado em 1986, tem 7,4 km de extensão, 17 estações e dois ramais. Os trens saem do bairro de Flores, na Estação Intendente Saguier, onde há conexão (gratuita) com a Linha E do metrô. E seguem até a estação Pola, onde a linha se ramifica em dois trechos, os ramais General Savio e Centro Cívico. Com velocidade máxima de 60 km/h e viagem com duração de 25 minutos, a passagem Metro + Premetro sai por AR$ 4,50 ( R$ 1,59). Se for só Premetro: AR$ 1,50.

Tranvía del Este - www.tranviadeleste.com.ar
Foto - www.flickr.com/photos/subtedebuenosaires
Tranvía del Este, o trem leve de Puerto Madero, opera desde julho de 2007, mas o sistema ainda não está integrado à rede de transporte público da cidade. O trem vai da Avenida Cordoba (dique 2), até a Avenida Independencia, (dique 4), um percurso de 2 km (2.033 m) com duração de 10 minutos. Há 4 paradas: Intendencia, Belgrano, Corrientes e Córdoba. O bilhete pode ser comprado em máquinas automáticas nos pontos ou a bordo do veículo, ao custo de AR$ 1 (R$ 0,35).

Melbourne (Austrália) http://ptv.vic.gov.au/
Foto - www.myweb.net.au/mottram/trams
A rede de trams de Melbourne tem 250 km de trilhos e 493 trams, 25 rotas e 1.763 paradas. É a maior rede do mundo. A tarifa é de 3,76 dólares australianos (R$ 8,98) ou 2,89 dólares americanos.







São Petersburgo (Rússia)
Foto - www.railjournal.com
A cidade russa já teve a maior rede de tram do mundo e até os anos 1980 contava com 340 km de linhas. A partir de 1995 boa parte das linhas do centro foi removida. Inaugurado em 1907, o sistema hoje conta com cerca de 210 km e 40 linhas. A tarifa cheia (uma viagem) custa 28 rublos ou 0,42 centavos de dólar (R$ 1,43).

Berlim (Alemanha) www.urbanrail.net/eu/de/b/tram

Inaugurado em 1865, tem 430 km de extensão, 22 linhas e mais de 800 paradas. Alguns trechos são de superfície, outros subterrâneos. Os tíquetes do tram também são válidos para ônibus, metrô e vice-versa. Os valores são divididos por região, do centro para a periferia (zonas A, B e C). Um tíquete simples pode ser usado por uma única pessoa por 2 horas, desde que não cruze o ponto de partida. As tarifas variam de E2.70 ou 3,05 dólares (AB) a E3,30 ou 3,73 dólares (ABC). Em real, valores que vão de R$ 9,06 a R$ 11,07.

Pequim (China)
Foto -  www.railway-technology.com/
O primeiro tram a operar na China remonta a 1899. A tarifa é 20 Iuan ou US$ 3,2 dólares americanos (R$ 9,91).







Calcutá (Índia) www.calcuttatramways.com
Foto - http://www.dhapa.com/kolkata-tram
O tram elétrico indiano vem funcionando desde 1902, mas a companhia que opera o sistema foi registrada em Londres no ano de 1880. A tarifa é 3,75 rúpias (0,06 dólares americanos) para primeira classe; e 1,50 rúpias (0,02 dólares americanos) a segunda classe (R$ 0,74).
Alexandria (Egito) www.alexapta.org/en/
Foto - http://www.alexapta.org/
O sistema começou a operar em 1863, mas tem apenas 38 estações operadas pela Alexandria Passenger Transportation Authority.
A passagem custa 0,25 libras egípcias ou 0,03 centavos de dólar americano (R$ 0,10).






Santos (SP) (linha em teste) http://www.emtu.sp.gov.br/EMTU/vlt-baixada/mapa/
Foto -ViaTrolebus
A nova linha de VLT terá, no futuro, 54,6 km, segundo informações da EMTU/SP. No momento, há 11,4 km em obras e 1 km em operação assistida. De acordo com a EMTU, a tarifa do VLT obedecerá aos padrões praticados pelos ônibus que circulam na região, ou seja, algo em torno de R$ 3,80 a R$ 4,50, incluída a integração com ônibus e barcas.

*Levantamento realizado por Regina Rocha e Du Dias. Edição de texto: Regina Rocha
Fonte - Mobilize  10/03/2015

Nota Pregopontocom

Gostaria de acrescentar que nas cidades de países europeus onde existe o bilhete único integrado por tempo de permanência no sistema (por hora em todos os modais) esse valor torna-se ainda muito menor.Cito como exemplo as cidades que visitamos com  Lyon na França, onde paguei E$1,60 pelo bilhete de uma hora e E$2,30 pelo bilhete de duas horas,com direito a todos os modais,Metrô,VLT,Trolebus,ônibus e funiculaires.Na Itália em Roma,Torino e Mestre Venezia (cidade vizinha a Venezia),o valor do bilhete único integrado foi de E$1,00 por 95 minutos ( 1:15h) ,Metrô,Trolebus,VLT e ônibus. Essa tarifa "especulativa" de R$10,00 para o VLT de Cuiabá parece ter uma intenção sombria como argumento para colocar obstáculos a conclusão das obras do sistema de VLT,com o objetivo de beneficiar o oligopólio dos pneus retrocedendo ao BRT.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tarifa Zero é uma proposta para valer, não é utópica

Tarifa Zero

Uma entrevista com Lúcio Gregori, ex-secretário de Transportes da cidade de São Paulo e criador da proposta para zerar a tarifa do ônibus urbano

Mobilize Brasil - Autor: Marcos de Sousa
Lúcio Gregori: mudar a forma de gestão do transporte
créditos: Reprodução / TV Gazeta
Os recentes aumentos nas tarifas de transporte urbano no Brasil e as manifestações realizadas pelo Movimento Passe Livre trazem novamente às manchetes a polêmica sobre a necessidade de aumentar subsídios e de mudar a forma como são contratados e geridos os serviços de ônibus nas cidades brasileiras. Para esclarecer o tema, voltamos a falar com o economista Lúcio Gregori, um dos maiores defensores da gratuidade do transporte público.

Por que tarifa zero?
A questão tem a ver com o baixo subsídio dado ao transporte urbano no Brasil. No mundo inteiro, em países como os Estados Unidos, França e China, o transporte coletivo é fortemente subsidiado - entre 50% a 70% - pelo estado por meio de taxas. E isso é assim há várias décadas. No Brasil a média gira em torno de 15% e em São Paulo, o subsídio está perto de 20%, um dos mais altos do país.
O transporte coletivo não é um serviço que possa ser encarado como um negócio regido apenas pelo lucro, pelas leis de mercado. Para se ter um sistema de transporte de boa qualidade, no caso de ônibus com tração elétrica, ar-condicionado, câmbio automático etc., o custo de operação vai ser alto e ficará inacessível a boa parte da população. Caso se queira financiar esse transporte de excelência apenas com a tarifa dos passageiros, certamente haverá um colapso. Daí a necessidade de subsídio.

Mas qual seria o nível de subsídio adequado para o Brasil?
Em Xangai, por exemplo, o subsídio é de 60%. Se a cidade de São Paulo adotasse essa cifra, os passageiros pagariam uma tarifa de R$ 1,40, que parece bem mais justa para a renda média da população.

Então, a tarifa zero é uma proposta utópica, apenas para orientar a luta para aumentar o subsídio ao transporte público?
Não. Tarifa Zero é uma proposta para valer, não é utópica. Acontece que se você chega a um subsídio muito alto, com a consequente tarifa mais baixa, o custo da cobrança, os controles necessários, acabam sendo antieconômicos. Nesses casos, a isenção da tarifa surge quase como uma necessidade do gestor público. E com a tarifa mais baixa, as pessoas passam a circular mais pela cidade e dinamizam a economia local.
Lembro que no início de 2013, ainda antes das manifestações de junho, a cidade de Santa Bárbara D' Oeste - SP criou uma gratuidade dos transportes públicos aos sábados. Em outubro de 2014, como a Câmara não votou os recursos necessários, esse benefício foi suspenso. E sabe quem mais reclamou? Foi a Associação Comercial da cidade, que viu o movimento do comércio cair fortemente. Então, a tarifa zero tem um efeito virtuoso não apenas no acesso ao transporte, mas também na economia local. E as cidades ganham competitividade, porque mais gente passa a adotar o transporte público, com redução dos problemas de trânsito provocados pelo excesso de automóveis.
Essa polêmica sobre a tarifa zero me lembra a discussão sobre a criação do 13º salário (em 1962, no governo João Goulart), que no início era considerado "uma ideia de comunistas". Hoje ninguém discute que esse recurso é importantíssimo para movimentar a economia do país.

Mas como obter os recursos para financiar subsídios mais altos ao transporte urbano?
Há várias equações possíveis para fechar a conta. Em Paris, por exemplo, cerca de 40% da tarifa são pagos pelas empresas, numa taxação proporcional ao número de funcionários; outros 35% são pagos pelos usuários e o testante é bancado pelo poder público.Se o estado tiver que bancar todo o subsídio, então alguém terá de pagar isso na forma de impostos, o que leva à discussão sobre as políticas tributárias. O problema é que no Brasil a minoria mais rica paga menos impostos do que a maioria mais pobre.

Falta transparência nas planilhas de custos das empresas que prestam os serviços de transporte urbano no Brasil?
As planilhas, tal como apresentadas, não representam muita coisa. Elas trazem o óbvio e, salvo erros grosseiros, ninguém vai conseguir encontrar qualquer inconsistência.
Um dos problemas é que os insumos são lançados nas planilhas com preços de mercado, mas sabe-se que boa parte das empresas do setor conseguem negociar os preços, porque compram em grandes quantidades. Ou, em muitos casos, os mesmos grupos empresariais possuem empresas que vendem ônibus ou combustíveis, ou sejam compram deles mesmos. Além disso, as planilhas estão desatualizadas; elas foram geradas a partir de critérios do Geipot (Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes, organismo criado em 1965), há mais de 25 anos, que já não correspondem à realidade do momento.
A forma mais transparente de elaborar uma planilha de custos seria a criação de um conselho de tarifas, com representação de vários setores da sociedade, incluindo o empresariado, sindicatos de trabalhadores, associações e organizações de usuários, além da prefeitura e das empresas de transportes.

Por que o movimento Tarifa Zero questiona a forma como as empresas exploram o transporte urbano no Brasil?
O problema central é a forma de concessão, é o modelo de contratação adotado pelas prefeituras. Em São Paulo, a forma de remuneração é sobre o número de passageiros transportados, o que é um absurdo. Esse é um estímulo para que o empresário coloque o maior número de passageiros no menor número possível de ônibus. Antes, até 2003, o contrato era por fretamento da frota, com um certo número de passageiros e uma quilometragem prevista por dia.
A forma mais correta seria contratar o serviço a ser prestado: a prefeitura deveria fretar um conjunto de veículos, em boas condições, bem limpos, com todas suas funções em ordem, com os motoristas. Caberia às empresas fornecer essa infraestrutura e ao município a operação e administração das linhas. Enfim, seria um contrato por custo operacional mais custos de capital.
Fonte - Mobilize Brasil  26/01/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Passagem de ônibus em Fortaleza custara R$ 2,40

Ônibus/Tarifas

Os novos valores foram anunciados, nesta terça-feira (13), pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).De acordo com o órgão, dentre os motivos para o aumento estão o reajuste no piso salarial dos trabalhadores em transporte coletivo de passageiros, ampliação de 54 novos veículos e aumento no preço final do óleo diesel.

Com informações do
Repórter Renato Bezerra - DN
Tarifa social custará R$ 1,80 e a meia R$ 0,90,
já a hora social passará para R$ 2,20
a inteira e R$ 1,10 a meia - Natinho Rodrigues
Fortaleza - A passagem de ônibus de Fortaleza sofrerá reajuste de 9,09% e passará de R$ 2,20 para R$ 2,40 a inteira e a meia aumentará de R$ 1,10 para R$ 1,20. A nova tarifa será cobrada a partir do dia 16 de janeiro, dez dias após a publicação da mensagem no Diário Oficial do Município.
Os novos valores foram anunciados, nesta terça-feira (13), pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). De acordo com o órgão, dentre os motivos para o aumento estão o reajuste no piso salarial dos trabalhadores em transporte coletivo de passageiros, ampliação de 54 novos veículos e aumento no preço final do óleo diesel.
A tarifa social custará R$ 1,80 e a meia R$ 0,90, já a hora social passará para R$ 2,20 a inteira e R$ 1,10 a meia. A Etufor informa ainda que que todos os benefícios serão mantidos, como passe livre para pessoas com deficiência e a meia estudantil ilimitada.O órgão destaca ainda que o reajuste da tarifa foi abaixo da inflação e que os empresários reivindicavam aumento de 13%.

Reunião na Etufor anunciou o aumento do
 preço da tarifa de ônibus na Capital
Renato Bezerra
O último aumento na passagem em Fortaleza aconteceu em 20 de janeiro de 2013, quando o preço cobrado saltou de R$2,00 para R$2,20, representando reajuste de 10%. Nos últimos 20 anos, foram 16 aumentos e somente uma redução de valor na passagem. video Os valores dos ônibus intermunicipais e metropolitanos passaram por um aumento recente. No dia 29 de dezembro do ano passado, houve a revisão tarifária com acréscimo médio de 11,6%. Dependendo do percurso, a passagem passou a custar R$2,55 a R$6,65.

Melhorias no transporte público
Conforme a Etufor, a Prefeitura e o Sindiônibus garantem que, nos próximos 6 anos, 100% da frota terá ar-condicionado com renovação da frota, no mínimo, de 12,5% ao ano. Atualmente, a frota da Capital conta com 40 veículos com ar-condicionado.
Fonte - Diário do Nordeste  13/01/2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Nova tarifa e velhos problemas

Transporte Público 

O aumento de R$ 0,30 no anel A começa a valer mesmo a partir desta segunda. Cerca de 80% dos usuários do sistema usam pagam esta tarifa.A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos.

DP
Diário de Pernambuco
Recife - No primeiro dia útil com a nova tarifa para os ônibus da Região Metropolitana do Recife, os usuários vão enfrentar os velhos problemas: ônibus lotados, informações de menos e incertezas quanto aos horários. Para minimizar os impactos do reajuste, onde o Anel A, que responde por 80% dos usuários do sistema, passou para R$ 2,45, o governo do estado tomou algumas medidas, mas os efeitos não são de imediato.
A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos. Nesse primeiro ano, a meta é substituir 400 ônibus, sendo metade até março e o restante até o fim do ano. Já a unificação da tarifa só deverá ocorrer ao longo dos quatro anos. A primeira medida foi não aumentar o valor das tarifas B (R$ 3,35) e D (R$ 2,65). A ideia do governo é reduzir a distância entre os valores existentes e conseguir uma tarifa única.
Nesta semana o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) irá procurar o prefeito Geraldo Julio para formar uma parceria com o município para agilizar a implantação das faixas azuis. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estabeleceu como meta implantar 12 corredores com faixas preferenciais para os ônibus, nos moldes do BRS (Bus Rapid Transit), onde a faixa da direita é destinada aos os ônibus, mas permite a entrada de veículos para fazer conversão ou acessar algum imóvel.
O modelo que foi inspirado no Rio de Janeiro tem, até agora, dois corredores de faixa azul em funcionamento: avenidas Domingos Ferreira e Mascarenhas de Morais. A CTTU já identificou outros 10 corredores com condições de receber uma faixa exclusiva, mas decidiu aguardar a compra de mais equipamentos de fiscalização eletrônica para estender o serviço nos outros pontos da cidade.
De acordo com o presidente da Urbano-PE, Fernando Bandeira, quanto mais espaço o ônibus tiver mais eficiente será o sistema. “Nós estamos dispostos a ajudar no que for preciso. O ônibus passa muito tempo preso nos engarrafamentos e a via exclusiva irá aumentar a velocidade dos ônibus, o que significa a capacidade de realizar mais viagens em menos tempo”, afirmou.
Diário de Pernambuco  12/01/201

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Tarifa de ônibus no Recife sobe para R$ 2,45‏

Tarifa/Ônibus

O valor definido na manhã desta sexta-feira (9) em reunião do Conselho Superior do Transporte Metropolitano, no Centro de Convenções, em Olinda, foi de R$ 2,428 e deverá ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O valor do anel G também foi reajustado e passa de R$ 1,40 para R$ 1,60.

Meu Transporte

A partir desta segunda-feira (12) a tarifa de ônibus referente ao anel A na Região Metropolitana do Recife (RMR) custará R$ 2,45. O valor definido na manhã desta sexta-feira (9) em reunião do Conselho Superior do Transporte Metropolitano, no Centro de Convenções, em Olinda, foi de R$ 2,428 e deverá ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O valor do anel G também foi reajustado e passa de R$ 1,40 para R$ 1,60.
O reajuste de 12,93%, equivale à variação do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), acumulado de janeiro de 2013 a dezembro do ano passado.
Os valores das tarifas B e D não sofreram alteração e devem continuar custando R$ 3,35 e R$ 2,65, respectivamente.
O Passe Livre para estudantes da rede pública estudal também foi pauta na reunião e foi determinada a criação de um grupo de trabalho que vai definir critérios para concessão do Passe Livre, que deve começar a funcionar no início do segundo semestre letivo. Estima-se que 310 mil estudantes sejam beneficiados.
Em protesto contra o aumento, cerca de 50 manifestantes de diferentes movimentos sociais saíram em passeata do Grande Recife Consórcio, no bairro de São José, até a Secretaria das Cidades, no bairro da Boa Vista. O grupo, articulado pela Frente de Luta pelo Transporte Público conta com a participação da sociedade civil organizada, representada pela Central Sindical e Popular (Conlutas), Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Movimento Sem Terra (MST), rodoviários e metroviários.
Um dos integrantes da Frente Popular pelo Transporte Público, Tulio de Luna, critica a falta de diálogo do governo com o movimento. "Nosso movimento é contra qualquer tipo de aumento. Lutamos pela tarifa zero. Pela abertura das contas do valor da tarifa. O passe livre deve ser para todos porque sabemos que se o passe livre for apenas para os estudantes, é o trabalhador quem vai pagar essa conta."
O protesto interrompeu o trânsito no Cais de Santa Rita, no sentido centro da cidade e complicou o tráfego. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) esteve no local orientando os motoristas. Ao passar pelas avenidas Guararapes e Dantas Barreto, o movimento foi aplaudido e recebeu apoio de quem esperava o ônibus nas paradas.
Fonte - Blog Meu Transporte  09/01/2015