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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Presidente da Volkswagen nos EUA admite que manipulação era para ocultar emissões

Internacional

Ele respondeu a uma série de críticas no Congresso dos EUA devido ao escândalo de manipulação dos motores. Horn falou durante duas horas a integrantes do Comitê da Câmara dos Representantes para a Energia e o Comércio (EPA).

Da Agência Lusa
Ag.Brasil
O presidente do grupo Volkswagen nos Estados Unidos (EUA), Michael Horn, admitiu hoje (9) que o objetivo do programa de informática ilegal instalado nos sistemas de controle de gestão dos motores diesel entre 2008 e 2015, era ocultar à Agência de Proteção Ambiental do país que os automóveis não cumpriam as normas norte-americanas de emissão de óxido de nitrogênio.
Ele respondeu a uma série de críticas no Congresso dos EUA devido ao escândalo de manipulação dos motores. Horn falou durante duas horas a integrantes do Comitê da Câmara dos Representantes para a Energia e o Comércio (EPA).
Deixando muitas perguntas-chave sem resposta, o presidente da empresa lembrou o seu desconhecimento prévio tanto da manipulação dos motores a diesel quanto dos detalhes do programa que oculta as emissões reais dos veículos.
À pergunta do presidente do comitê, um republicano eleito pelo estado da Pensilvânia, Tim Murphy, se a Volkswagen tinha instalado o programa “com o objetivo expresso” de ocultar as emissões poluentes, Horn respondeu: “sim, foi instalado com esse objetivo”.
O executivo alemão, de 51 anos, acrescentou que não teve conhecimento do fato até 1º de setembro deste ano, dois dias antes de o grupo ter admitido à EPA que os veículos estavam manipulados e 17 dias antes de o escândalo se tornar público.
Até agora, Horn garantiu que só sabia que os veículos não cumpriam as normas de emissão graças a um estudo feito no início de 2014 por investigadores independentes, mas que a empresa na Alemanha tinha informado que o problema podia ser resolvido com a instalação de um novo programa de informática.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Volkswagen vendeu 1,8 milhão de veículos utilitários adulterados

Internacional

"Dos 11 milhões de veículos diesel manipulados vendidos no total, 1,8 milhão são utilitários", declarou Günther Scherelis, diretor da Comunicação da Divisão de Utilitários do grupo, confirmando uma informação da imprensa regional.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
A Volkswagen vendeu 1,8 milhão de veículos utilitários equipados com o software que altera os resultados dos testes antipoluição, confirmou hoje (29) um porta-voz da fabricante alemã, citado pela AFP.
"Dos 11 milhões de veículos diesel manipulados vendidos no total, 1,8 milhão são utilitários", declarou Günther Scherelis, diretor da Comunicação da Divisão de Utilitários do grupo, confirmando uma informação da imprensa regional.
A Volkswagen admitiu na semana passada que equipou 11 milhões de veículos em todo o mundo com um software com capacidade para modificar os resultados dos testes antipoluição.
O grupo – que detém 12 marcas de automóveis, pesados e motociclos – tem divulgado a conta-gotas por marcas e países os números dos veículos equipados com o referido 'software'.
A adulteração envolve 5 milhões de automóveis da marca Volkswagen (VW), 2,1 milhões do modelo de alta gama Berline da Audi e 1,2 milhões de Skoda.
Com os 1,8 milhão de utilitários anunciados nesta terça-feira, faltam cerca de 900 mil unidades adulteradas com o software, dos quais um determinado número deve ser da marca espanhola Seat.
Além da Alemanha, com 2,8 milhões de veículos, e dos Estados Unidos, de onde surgiu o escândalo, com cerca de 500 mil unidades, os números de veículos adulterados por países ainda não são conhecidos.
Na Alemanha, a Volkswagen foi intimada pelo governo para apresentar até 7 de outubro um roteiro e um calendário para chamar os proprietários dos veículos adulterados e para os equipar conforme as normas.
"Durante o fim de semana um grupo de trabalho elaborou um plano de ação de grande escala", declarou o novo chefe da Volkswagen, Matthias Muller, durante um encontro na noite de ontem (28) com os quadros dirigentes da empresa. As declarações de Muller foram divulgadas hoje de manhã à imprensa.
Fonte - Agência Brasil  29/09/2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Ibama investigará se houve fraude em controle de poluentes pela Volks no Brasil

Meio ambiente

“Trata-se de um caso gravíssimo”, diz o Ibama, em nota, informando que a Volkswagen deve ser notificada ainda hoje (25). Além da multa, a empresa, caso a fraude seja confirmada, será obrigada a corrigir o problema em todos os veículos que tenham sido submetidos à alteração no software.

Camila MacielRepórter da Agência Brasil*
foto - ilustração
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou investigação para verificar se a fraude cometida pela Volkswagen no sistema de controle de poluentes em carros americanos também se aplica aos modelos fabricados no Brasil. A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, acusou a montadora alemã de falsificar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo.
A Volkswagen anunciou, na terça-feira (22), que mais de 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo foram equipados com o tipo de motor que poderia distorcer os dados de emissões. A fraude foi verificada nos veículos movidos a diesel de quatro cilindros, vendidos no período de 2009 a 2015.
“Trata-se de um caso gravíssimo”, diz o Ibama, em nota, informando que a Volkswagen deve ser notificada ainda hoje (25). Além da multa, a empresa, caso a fraude seja confirmada, será obrigada a corrigir o problema em todos os veículos que tenham sido submetidos à alteração no software.
A nota do Ibama diz, a partir de dados da EPA, que os testes identificaram que os carros, em uso normal, emitem 40 vezes mais poluição do que o máximo permitido pela norma americana. Se a violação no Brasil for confirmada, a montadora poderá ser multada em até R$ 50 milhões.
As investigações da EPA levaram o presidente executivo do grupo, Martin Winterkorn, a pedir demissão no dia 23. "Estou chocado com os acontecimentos dos últimos dias. Acima de tudo, estou chocado que a má conduta em tal escala tenha sido possível no grupo Volkswagen", afirmou, em comunicado.
Procurada pela reportagem, a montadora disse que ainda não foi notificada da decisão do Ibama e que, por enquanto, não irá se pronunciar.
*Com informações da Agência Lusa
Fonte - Agência Brasil  26/09/2015