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terça-feira, 23 de março de 2021

Thales lança sistema SelTrac CBTC de oitava geração

Tecnologia  Ferroviária   🚄

Tecnologia FerroviáriaO SelTrac G8 apresenta uma nova arquitetura digital com opções flexíveis projetadas para minimizar a quantidade de equipamentos necessários na via. A plataforma G8 também pode fornecer uma atualização para os sistemas SelTrac existentes. 

IRJ
foto - ilustração/arquivo
A THALES lançou seu sistema SelTrac CBTC de oitava geração, que inclui um conjunto de recursos avançados para permitir que as operadoras gerenciem o crescimento da rede, extensões e expansões da frota, bem como responder e gerenciar rapidamente as interrupções nas redes metropolitanas. O SelTrac G8 apresenta uma nova arquitetura digital com opções flexíveis projetadas para minimizar a quantidade de equipamentos necessários na via. A plataforma G8 também pode fornecer uma atualização para os sistemas SelTrac existentes. Embora alguns sistemas de sinalização possam ter uma vida útil de 30 anos ou mais, alguns elementos podem se tornar obsoletos muito mais rapidamente. Thales diz que o SelTrac G8 foi projetado para permitir que tecnologias futuras sejam integradas como parte de atualizações de desempenho ou processos de gerenciamento de obsolescência. O sistema também pode ser atualizado por meio de atualizações de software. O sistema também suporta processos que irão melhorar a operação para manter a disponibilidade e pontualidade. Isso inclui monitoramento de condição para dar suporte à manutenção, junto com maior resiliência, que pode ser combinada com aprimoramentos de hardware e software para estender a vida útil do sistema sem interromper a operação. Thales diz que o sistema está pronto para autonomia, com recursos autônomos projetados para tornar as implantações de CBTC greenfield e brownfield mais rápidas e fáceis, com conversão rápida de trens e equipamento mínimo na via. “Com esta nova geração do sistema SelTrac, a Thales está apoiando a transformação digital dos operadores ferroviários urbanos, oferecendo uma solução inovadora que inclui as tecnologias mais recentes e abre o caminho para as operações de trem autônomo dos próximos 30 anos e além”, disse o Sr. Alcino de Sousa, VP, diretor geral, Sinalização Ferroviária Urbana da Thales.
Fonte - International Railway Journal  22/03/2021
https://www.railjournal.com/signalling/thales-unveils-eighth-generation-seltrac-cbtc-system/

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Engenharia ferroviária é referência para outros setores, diz especialista

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

O primeiro uso da eletricidade foi para alimentar os bondes. Só depois, em 1879, que Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente, diz ele. Outros exemplos são o desenvolvimento da fuselagem dos aviões, que ocorreu a partir da calderaria ferroviária, a construção de oleodutos, que tem origem na técnica de soldagem de trilhos ferroviários, e o desenvolvimento de sistemas óticos. 

Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
O legado técnico da engenharia ferroviária foi tema de palestra organizada pela Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), no último dia 10. Em sua apresentação, o especialista e consultor da Kanaflex S/A, Osvaldo Barbosa, levantou um pouco do histórico das ferrovias para mostrar a importância da engenharia ferroviária e o quanto as soluções vindas dos trilhos influenciaram setores como o de telecomunicações, eletricidade, construção rodoviária e civil, petróleo/calderaria e até mesmo aviação.
O primeiro uso da eletricidade foi para alimentar os bondes. Só depois, em 1879, que Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente, diz ele. Outros exemplos são o desenvolvimento da fuselagem dos aviões, que ocorreu a partir da calderaria ferroviária, a construção de oleodutos, que tem origem na técnica de soldagem de trilhos ferroviários, e o desenvolvimento de sistemas óticos. O primeiro sistema de fibra ótica foi implantado no subúrbio do Rio de Janeiro por meio de um contrato assinado em 1983, muito à frente dos sistemas de telecomunicações, conta.
Ele colocou ainda a importância das ferrovias não só para o passado, mas para o presente e o futuro do setor. Ele disse que, no Brasil, alguns ainda veem a ferrovia como algo ultrapassado. O mundo não vê assim. O que o brasileiro precisa entender é que a ferrovia ainda é referência no transporte, afirma, lembrando os investimentos que países como China, Canadá e Estados Unidos fazem no setor.
Deveria chegar às escolas, em especial às de engenharia, a importância das ferrovias para o nosso passado e também para o nosso futuro. A gente deveria reaprender isso, declarou.
Fonte - Revista Ferroviária  15/10/2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

InnoTrans 2018: a digitalização chegou aos trilhos

Transportes sobre trilhos/Tecnologia  🚅  🚇

O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.

Revista Ferroviária
Foto - ilustração/Railly News
Como a inovação digital vai transformar o futuro da mobilidade? A resposta está nos estandes da InnoTrans 2018, onde empresas apresentam uma série de tecnologias que prometem colocar de vez o setor ferroviário no universo da digitalização. Aplicativos para smartphones que transformam a experiência de mobilidade dos passageiros, recursos baseados em big data para gerar informações inteligentes sobre os usuários de transporte sobre trilhos, janelas de trens touch-screen e conectividade all time são algumas novidades apresentadas pelas empresas na feira.
O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O ministro federal dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer (CSU), referiu-se à InnoTrans como “Innovation Trans”.
"A Alemanha precisa das ferrovias para poder atingir seus objetivos climáticos", disse ele, referindo-se também à questão da sustentabilidade e redução de emissão de poluentes, outro assunto em pauta no evento. A digitalização também faz parte desse processo de tornar a ferrovia mais sustentável , segundo Scheuer, "por meio do uso de aplicativos, da manutenção preditiva dos trilhos e do material rodante com o auxílio de tecnologias digitais".

Nos estandes
O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.
"Esse sistema tem como diferencial a disponibilização de dados que permitem desenvolver estratégias para otimização de energia e segurança das estações, além de aumentar a capacidade de previsão do fluxo de passageiros e garantir a conectividade de usuários dentro e fora das estações", comentou Alexander Spyra, Head de Vendas e Sistemas de Gerenciamento para Comunicação Ferroviária da Siemens.
A Siemens também desenvolveu em parceria com startups um aplicativo voltado para intermodalidade. O app fornece ao passageiro todas as etapas pré e pós-viagem, como o planejamento de trajeto, incluindo a opção de diversos meios de transporte, busca pelo melhor preço, compra de bilhete e validação por meio de QR Code (assim como acontece no transporte aéreo) e informações sobre a viagem. A ferramenta, disse o diretor, já esta sendo utilizada por 100 milhões de pessoas no mundo, na Europa, EUA e Oriente Médio.
"Para assegurar que os sistemas de transporte público permaneçam como uma alternativa viável no futuro, os operadores devem oferecer mobilidade integrada aos viajantes. A chave para a viagem intermodal reside na combinação perfeita de várias tipos de transporte, infraestrutura confiável e participação ativa dos passageiros nas operações", ressaltou o Head de Vendas da Siemens, Geert Vanbeveren.

Fibra de carbono
O lançamento do trem de metro Cetrovo levou o publico ao estande da CRRC. O modelo é o primeiro do mundo a ser fabricado com fibra carbono, assim como as aeronaves mais recentes. Segundo executivos da chinesa, o material proporciona redução de 13% do peso da composição. A velocidade máxima que o trem pode atingir é de 140 km por hora. As janelas do trem com telas sensíveis ao toque também são novidade. “Como um iPad gigante, eles podem ser usados para reservar ingressos, os passageiros podem até navegar na internet. Alternativamente, os operadores de trem podem usar a tela para exibir informações de entretenimento ou passageiro ”, explicaram os gerentes do grupo, que admitem: o preço do novo modelo pode ser de duas a três vezes mais caro do que o do modelo tradicional. A novidade chamou a atenção do diretor de Operações do Metro de São Paulo, Milton Gioia, que quis conhecer de perto a composição. "Ainda vamos demorar a ver esse trem circulando no Brasil, ate porque existe apenas uma empresa que oferece esse tipo de composição. Mas não tenho duvida de que esse e o futuro do transporte sobre trilhos", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2018

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

GE e Progress apresentam tecnologias

Panorama Ferroviário

O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola.

RF
foto - ilustração
As fabricantes de locomotivas, GE e Progress Rail EMD, apresentaram na tarde de ontem algumas de suas soluções tecnológicas para o mercado ferroviário, em painel da 18ª Negócios nos Trilhos – NT Expo, em São Paulo.
O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.
O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola. “Tem uma aplicação nos Estados Unidos em que o trem faz a leitura de neve nas montanhas e vê se a neve está atingindo um nível que pode ser crítico para ocorrer uma avalanche”, disse.
O detector de trilhos partidos também é embarcado na própria locomotiva. “A própria locomotiva é um carrinho de ultrassom. Hoje, a tecnologia só pega trilhos totalmente partidos”, explicou Torelli.
O Trip otimizer auxilia o maquinista no controle do trem, recalculando a forma de condução, em uma situação de chuva ou com número de vagões diferentes do habitual, por exemplo. “Já tem aplicações em que o maquinista pilota o trem a mil e quinhentos quilômetros de distância, em cabines virtuais”, disse.

foto - ilustração
Torelli salientou que muitas das tecnologias empregadas pela GE são hoje várias ferramentas desenvolvidas ou customizadas no Brasil, no centro de tecnologia da empresa, no Rio de Janeiro. E a GE vai inaugurar no Brasil, na próxima semana, um centro de monitoramento remoto, em Contagem (MG), ligado ao centro de monitoramento dos Estados Unidos. Esse centro vai permitir, por exemplo, que a ferrovia tenha informações pertinentes para tirar potência de uma locomotiva ou decidir que locomotiva utilizar na composição de um trem. Em uma situação de primeiro trem depois de um acidente, segundo Torelli, será possível fazer um mapeamento da frota e escolher as melhores locomotivas para que a chance de uma falha seja menor.
O representante da Progress Rail EMD, além de falar sobre a nova locomotiva SD70ACE-BB — desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro e atualmente em testes na VLI — trouxe uma novidade em locomotiva voltada para manobra, focada para o mercado do aço, com 1400 hp e dois motores e menor consumo de combustível.
Beltramin falou ainda sobre a parceria da Caterpillar, grupo ao qual a Progress EMD pertence, com a UPtake, de tecnologia, para desenvolvimento de ferramentas de análise e previsão. Uma das soluções em desenvolvimento é um sistema de monitoramento de fadiga, feito por câmeras instaladas na cabine.
Fonte - Revista Ferroviária  05/11/2015

Amsted e Randon testam novos hopper triarticulados

Panorama Ferroviário

A AmstedMaxion está testando a nova solução em um trecho de 22 km da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O especialista em Engenharia Ferroviária da AmstedMaxion, Rodrigo Muniz de Farias Cordeiro, trouxe algumas novidades em relação ao desempenho verificado nos testes.A Amsted buscou nesse projeto, segundo o especialista, superar o desafio de colocar mais carga, e atender à demanda do cliente, sem exceder a capacidade da via permanente.

RF
foto - ilustração/Facebook
A AmstedMaxion e a Randon apresentaram ontem (04/11), em painel da 18ª Negócios nos Trilhos – NT Expo, em São Paulo, suas novas soluções para o mercado em vagões hopper. Os vagões, triarticulados, em desenvolvimento pelas duas empresas estão em testes na malha da VLI.
A AmstedMaxion está testando a nova solução em um trecho de 22 km da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O especialista em Engenharia Ferroviária da AmstedMaxion, Rodrigo Muniz de Farias Cordeiro, trouxe algumas novidades em relação ao desempenho verificado nos testes.
A Amsted buscou nesse projeto, segundo o especialista, superar o desafio de colocar mais carga, e atender à demanda do cliente, sem exceder a capacidade da via permanente.
O novo vagão conta com novo design da estrutura, que permite o aumento da quantidade transportada, e será utilizado principalmente para cargas de soja e açúcar, produtos para os quais se espera o maior aumento na capacidade. Poderão ser transportadas 130 toneladas de soja ou 136 de açúcar contra 77 toneladas de qualquer um dos produtos no vagão utilizado atualmente. Sem trazer mudanças significativas no comprimento dos trens, a expectativa é que sejam transportadas até 11 mil toneladas de açúcar de uma só vez, o que representa um ganho de 33% frente ao rendimento com os vagões que são utilizados atualmente.
O novo Hopper articulado conta ainda com sistema automatizado de carga e descarga, por acionamento e abertura das portas e tampas de escotilha; freio montado no truque e os truques de alta performance, Motion Control. O novo vagão, chamado de HTH, foi desenvolvido com a AmstedRail e com a americana Greenbrier, já parceira da AmstedMaxion há dois anos, desde o desenvolvimento do vagão PentAMAX, penta articulado. No início de 2015, a Greenbrier adquiriu 19,5% de participação no capital da AmstedMaxion Hortolândia. A previsão é que o novo vagão esteja em operação plena até o final do ano.
Na Randon, o gerente da divisão Ferroviária, Afonso Luis Brambilla, foi o responsável por apresentar a solução da empresa. O intuito do projeto de hopper triarticulado, segundo ele, é carregar mais sem aumentar o comprimento dos trens. "A gente sabe que os pátios e os trechos de transposição têm comprimentos limitados", disse Brambilla.
São três caixas de hopper, com sistema de compartilhamento de truque central, com descarga automatizada. A expectativa é que um trem de 80 vagões, que tem capacidade atual para 4.500 toneladas de carga transportada, alcance a capacidade de 6.000 toneladas, com incremento na casa de 32%. Os testes devem continuar durante o primeiro trimestre de 2016, ficando disponível ao mercado em seguida.
Fonte - Revista Ferroviária  05/11/2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A ferrovia continua empolgando o mundo, apresentando trens de última geração com altíssima velocidade

Transportes sobre trilhos

No Brasil, estamos muito distante de possuirmos um sistema de transporte nesse nível.Apesar da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e da Escola Politécnica através da Lasup (Laboratório de Aplicações de Supercondutores) terem desenvolvido um trem de levitação, o Maglev Cobra.
O trem brasileiro flutua sobre os trilhos, tendo atrito apenas com o ar durante seu deslocamento.

Mídia News
Por Vicente Vuolo*
foto - ilustração
A ferrovia continua empolgando o mundo, apresentando trens de última geração com altíssima velocidade, sendo cada vez mais utilizada por milhões de pessoas nos países desenvolvidos.
Para esses cidadãos que convivem com a modernidade e com a constante procura de melhoria da qualidade vida, o avião já não é a única alternativa de transporte mais rápido de locomoção que existe.
O governo japonês, por exemplo, não vê limite para investir na melhoria cada vez maior no conforto, rapidez e segurança dos trens de passageiros.
A última novidade aconteceu esta semana, em relação ao novo trem de levitação magnética “Maglev” (Magnetic Levitation Transport) que bateu o recorde mundial de velocidade ao atingir 603 km por hora.
Trata-se de um sistema que funciona por meio de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos.
O campo magnético gerado faz com que o trem seja elevado até 10 centímetros acima da ferrovia e também o impulsiona, eliminando o contato e fazendo com que a única forma de atrito seja o ar.
Vejam só como naquele país a ferrovia é prioridade: o trajeto de 286 quilômetros entre a estação de Shinagawa, ao sul de Tóquio, e a cidade de Nagóia, no centro do Japão (pouco mais do que a distância entre Cuiabá-Rondonópolis) é feito pelo trem-bala em 88 minutos.
Não satisfeitos com a demora, os japoneses pretendem reduzir para 40 minutos com o “Maglev”.
E não pensem que os nipônicos querem parar por aí. Existem projetos para linhas de Maglev que chegariam aos 650 km/h.
Até agora, só a China possuía uma única linha comercial, o Transrapid de Xangai. Essa linha faz o percurso de 30 km até o aeroporto Internacional de Pudong em apenas 8 minutos.
Maglev Cobra
No Brasil, estamos muito distante de possuirmos um sistema de transporte nesse nível.
Apesar da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e da Escola Politécnica através da Lasup (Laboratório de Aplicações de Supercondutores) terem desenvolvido um trem de levitação, o Maglev Cobra.
O trem brasileiro flutua sobre os trilhos, tendo atrito apenas com o ar durante seu deslocamento. O Maglev Cobra se baseia em levitação, movendo-se sem atrito com o solo através de um motor linear de primário curto.
O veículo foi concebido para revolucionar o transporte coletivo através de alta tecnologia, de forma não poluente, energicamente eficiente e custo acessível para as grandes cidades brasileiras.
O problema é que no Brasil as políticas de transporte não apontam para a adoção dessas tecnologias, pelo menos para o futuro próximo.
É fundamental que se reverta isso. Precisamos investir mais em pesquisa, tanto básica quanto aplicada. Incentivar a adoção de novas tecnologias de transporte. E colocar em prática esses conhecimentos.
Estamos vendo, mundo afora, que existem tecnologias aplicadas e orientadas à garantia de transporte de massa de qualidade. Qual será a explicação para não adotá-las no Brasil? Financeira ou orçamentária? Não pode ser.
O Brasil é um país que tem mecanismos de financiamento bastante sofisticados. Temos um dos maiores bancos de fomento ao desenvolvimento, o BNDES.
Temos um sistema financeiro público e privado dos mais modernos e desenvolvidos do mundo. O orçamento da União, que foi publicado ontem no Diário Oficial, envolve gastos de 1,2 trilhões de reais.
Enfim, meios financeiros e institucionais existem. Falta vontade política, falta à sociedade colocar este como um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento do país e como eixo da solução da crise de mobilidade.
*Vicente Vuolo - É economista, cientista político e analista legislativo do Senado Federal.  - vicente.vuolo10@gmail.com
Fonte - ABIFER  24/04/2015