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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Acervo sobre as ferrovias do Rio será digitalizado e aberto ao público

Patrimônio ferroviário  🚃🚃🚃🚃

A Estação Leopoldina foi inaugurada em 1926 e foi desativada em 2004. Durante os anos 1990, chegava e saía deli o Trem de Prata, que circulou entre Rio e São Paulo. O edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda chegou a ser utilizado eventualmente em eventos culturais até 2015.O prédio, localizado no centro da capital fluminense, está desativado e preocupações em relação à sua integridade vêm ganhando visibilidade desde o incêndio que consumiu o Museu Nacional.

Leo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil/Agência Brasil
Buscando preservar a história da rede ferroviária que atravessa o Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) assinou hoje (25) um acordo com a Secretaria de Estado de Transportes para digitalizar o acervo que se encontra guardado no antigo edifício da Estação Barão de Mauá, popularmente conhecida como Estação Leopoldina. O prédio, localizado no centro da capital fluminense, está desativado e preocupações em relação à sua integridade vêm ganhando visibilidade desde o incêndio que consumiu o Museu Nacional.
O acordo foi assinado em cerimônia no próprio edifício. Entre os documentos que ganharão versão digital estão mapas, plantas e manuais de operações, inclusive de trens que já foram aposentados e estações desativadas. Todo o material ficará disponível ao público no banco de dados da plataforma digital MP em Mapas.
"Não podemos estimar um prazo. A partir de agora, nossos técnicos darão início aos trabalhos e tão logo os documentos estejam aptos a ser disponibilizados, eles estarão nas nossas redes. É de suma importância a preservação, para que a nossa história não se perca como aconteceu recentemente no incêndio do Museu Nacional", avaliou o procurador-geral de Justiça do MPRJ, Eduardo Gussem.
O secretário de transportes do Rio, Rodrigo Vieira, avaliou que as informações contidas no acervo podem subsidiar a elaboração de novas políticas de transporte. "Temos, por exemplo, todo o dimensionamento das vias ferroviárias do Rio de Janeiro, de todas as estações e de todas as plataformas. E nós mantivemos essa riqueza durante todos esses anos. Podemos, a partir desses documentos, ler o presente e planejar o futuro. Acredito que o sistema ferroviário é o que tem maior capacidade de incremento do número de passageiros", diz.
Ainda de acordo com o secretário, também está sendo firmado pelo estado uma parceria com o governo do Japão para estudar uma reorganização das linhas de ônibus, para que elas funcionem como abastecedoras do sistema ferroviário e metroviário.

Fernando Frazão/Agência Brasil/Agência Brasil
História
A Estação Leopoldina foi inaugurada em 1926 e foi desativada em 2004. Durante os anos 1990, chegava e saía deli o Trem de Prata, que circulou entre Rio e São Paulo. O edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda chegou a ser utilizado eventualmente em eventos culturais até 2015.
Desde então, o espaço eles estão fechado ao público. A fachada do edifício está deteriorada e tomada por pichações.
Junto às plataformas da estação estão armazenados trens velhos e enferrujados. No interior do edifício, a maioria das salas está vazia, praticamente sem mobília, sendo o local onde está o acervo uma das poucas exceções. O espaço, porém, está limpo e há extintores de incêndio espalhados pelos corredores. A energia elétrica está desativada.
Ao assinar o acordo para digitalização dos documentos, Eduardo Gussem considerou excelente o estado de conservação. "É uma estação que tem quase um século de existência. Me parece muito bem conservada", disse o procurador do MPRJ.

Obras emergenciais
O Ministério Público Federal (MPF) vem alertando para os riscos de desabamentos e de incêndio no prédio e obteve, na semana passada, liminar da Justiça Federal ordenando que os proprietários do imóvel executem obras emergenciais. A propriedade do prédio é dividida entre o governo federal e o governo estadual. A parte do estado está cedida à SuperVia, conforme o contrato de concessão assinado com a empresa que é a atual responsável pelos serviços de transporte ferroviário no estado.
Na liminar, o juiz federal Paulo André Espírito Santo, da 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro, estabeleceu prazo de dez dias para os réus apresentarem documentos como Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI). Também ordenou, no prazo de 180 dias, realização de obras emergenciais, instituindo multa diária de R$ 10 mil por descumprimento.
Segundo o secretário Rodrigo Vieira, as ações necessárias já estavam sendo tomadas pelo governo estadual e pela SuperVia antes mesmo da ação movida. "Já temos um plano de incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros, que vamos buscar recursos para executar. É um prédio antigo, que demanda manutenção permanente, mas a estrutura dele é sadia. Temos acompanhamento diário, segurança 24 horas e estamos abertos a desenvolver projetos de restauro. Estamos colocando uma nova proteção na fachada e um novo apara lixo", disse.
Vieira também afirmou que já há processo de licitação em curso para contratar um mapeamento visando a restauração da fachada. Ele lamentou, porém, a ausência de medidas por parte do governo federal. Em nota divulgada na semana passada, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, afirmou que as obras na parte externa do prédio são responsabilidade do governo do estado e que, para as demais intervenções, aguarda a realização de uma perícia, a partir da qual será definido o projeto de reforma do imóvel.
O plano da Secretaria de Estado de Transportes é permitir que o prédio volte a sediar atividades culturais, o que esbarra na carência de recursos. A pasta pretende buscar parceiros na iniciativa privada e em instituições públicas. "Temos uma característica arquitetônica muita especial e estamos guardando isso tudo. Nosso objetivo é abrir as portas", disse o secretário.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2018

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Justiça condena Dnit e Iphan a restaurar estação ferroviária de São Félix

Patrimônio ferroviário

Ainda com informações do MPF, o Iphan foi condenado a elaborar, em um prazo máximo de 120 dias, um projeto de recuperação total do imóvel que é tombado e 12 meses para executar as obras. Já o Dnit foi condenado a liberar os recursos, no prazo máximo de 6 meses.

A Tarde
A Tarde
A Justiça condenou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artísico Nacional (Iphan) e o Departamento Nacional de Infraestrutura e de Transportes (Dnit) a restaurarem a Estação Ferroviária de São Félix, a 119 km de Salvador. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) o imóvel se encontra em estado avançado de deterioração.
Ainda com informações do MPF, o Iphan foi condenado a elaborar, em um prazo máximo de 120 dias, um projeto de recuperação total do imóvel que é tombado e 12 meses para executar as obras. Já o Dnit foi condenado a liberar os recursos, no prazo máximo de 6 meses. Ambos os órgãos devem cumprir a sentença sob pena de multa diária de R$ 1.000.
A ação, proposta pelo MPF em 2014, é fruto de um abaixo-assinado com 794 assinaturas, enviado por moradores que pediam providências.
De acordo com inspeção feita pelo Iphan na estação, foram constatados trechos desabados, proliferação de insetos, oxidação das ferragens, infiltrações e até mesmo crescimento de árvores, com altura superior a três metros, sobre o teto. Além disso, laudo da Polícia Federal constante do processo relata que há um risco acentuado de incêndio e desabamento da estrutura.
A reportagem entrou em contato com o Iphan e com o Dnit, mas até a publicação desta não teve resposta.
Fonte - A Tarde   15/09/2016

terça-feira, 14 de julho de 2015

Museu do Trem recebe locomotivas usadas para carregar cana no RN

Patrimônio Ferroviário

O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.

G1 - RF
foto - ilustração
O Museu do Trem de Natal recebeu nesta segunda-feira (13) duas locomotivas a vapor desativadas há mais de 30 anos. Os veículos foram doados pela Companhia Açucareira do Vale do Ceará Mirim, na Grande Natal, antes conhecida como Usina São Francisco.
O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.
As primeiras informações recebidas pelo instituto são de que as locomotivas foram fabricadas na década de 20, no entanto pesquisas ainda serão iniciadas para apontar com detalhes o histórico dos veículos.
"Sabemos que uma delas é alemã e outra do Canadá ou Estados Unidos. Uma das locomotivas explodiu em 1978, matando um maquinista. Está parada desde então. A outra foi desativada um ano depois pelo que soubemos inicialmente", conta Tersuliano.
Fonte - Revista Ferroviária  14/07/2015

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Patrimônio ferroviário de Lavras será devolvido ao DNIT

Transportes sobre trilhos

Galpões da extinta Rede Ferroviária Federal serão devolvidos ao DNIT, que por sua vez, deverá repassar ao município

Jornal de Lavras

Os galpões da Rede Ferroviária poderão ser restaurados por uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que tem parceria com as prefeituras da região. Quando restaurados, poderão se destinar a escolas técnicas, entidades ligadas as micro e pequenas empresas, centro de evento, teatro ou outras atividades.
Quem divulgou esta informação foi o ferroviário aposentado Luiz Carlos de Souza, que está trabalhando com uma equipe que envolve instituição de captação de recursos. Segundo Luiz, um deputado federal está a frente em contato em Brasília com Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), CAIXA, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e outras instituições.
Luiz, na semana passada, foi a Brasília se encontrar com o coordenador geral de Ferrovias do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), José Luiz de Oliveira. Luiz mostrou à reportagem uma correspondência endereçada ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Belo Horizonte, João Batista de Oliveira, datada do dia 3 de julho deste ano, na qual o superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Rogério Veiga Aranha, informa que o patrimônio ferroviário de Lavras está sendo devolvido ao DNIT, que por sua vez já demonstrou interesse em repassá-lo a instituições em Lavras.
Fonte - STEFZS  13/08/2014