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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Patrimônio ferroviário de Lavras será devolvido ao DNIT

Transportes sobre trilhos

Galpões da extinta Rede Ferroviária Federal serão devolvidos ao DNIT, que por sua vez, deverá repassar ao município

Jornal de Lavras

Os galpões da Rede Ferroviária poderão ser restaurados por uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que tem parceria com as prefeituras da região. Quando restaurados, poderão se destinar a escolas técnicas, entidades ligadas as micro e pequenas empresas, centro de evento, teatro ou outras atividades.
Quem divulgou esta informação foi o ferroviário aposentado Luiz Carlos de Souza, que está trabalhando com uma equipe que envolve instituição de captação de recursos. Segundo Luiz, um deputado federal está a frente em contato em Brasília com Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), CAIXA, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e outras instituições.
Luiz, na semana passada, foi a Brasília se encontrar com o coordenador geral de Ferrovias do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), José Luiz de Oliveira. Luiz mostrou à reportagem uma correspondência endereçada ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Belo Horizonte, João Batista de Oliveira, datada do dia 3 de julho deste ano, na qual o superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Rogério Veiga Aranha, informa que o patrimônio ferroviário de Lavras está sendo devolvido ao DNIT, que por sua vez já demonstrou interesse em repassá-lo a instituições em Lavras.
Fonte - STEFZS  13/08/2014

sábado, 23 de novembro de 2013

AS LOCOMOTIVAS - MX620‏

Locomotivas

As MX620 foram as sucessoras naturais das G12 nas linhas da antiga RMV. Sem nenhum apelo estético, porém confiáveis e valentes, ainda são a principal força nos piores trechos da linha.

Mestre Ferroviário

Em 1975 foi criada pelo governo federal a CCPCL - Comissão Coordenadora da Política de Compra de Locomotivas, visando capacitar o Brasil com mais duas fábricas de locomotivas. Foi apontado por esta comissão que, a partir de 1980, o Brasil necessitaria de 300 locomotivas e 8 mil vagões por ano.
Até aquele momento, o único fabricante era a General Electric, em Campinas, com capacidade de 120 locomotivas por ano.
Surgem então:
“Villares” - Grupo General Motors (Electro-Motive Division-EMD, Estados Unidos) e GEC Traction (Inglaterra). Local: Araraquara, SP.
“Emaq” - MLW / Bombardier (Canadá) e MTE (França). Local: Magé, RJ.
Em 17 de Março de 1980 a Emaq entrega as duas primeiras locos MX620, com os números 1901 e 1902 para a RFFSA / SR2 (antiga R.M.V.), de uma encomenda de 74 unidades. O índice de nacionalização nas primeiras locomotivas foi de 12% e nas últimas de mais de 50%, com o preço de cada unidade girando em torno de US$ 1,3 milhões.

Devido a saldos na balança comercial com a Espanha, algumas locomotivas vieram pré-montadas pela CAF - Cia. Auxiliare de Fabricacion), recebendo na Emaq peças e componentes produzidos no Brasil. O mesmo não ocorreu com as locomotivas GM SD40-2, da qual vieram da Espanha (Macosa) 36 unidades prontas para entrar em serviço na RFFSA / SR3 (números 5211 a 5246).


Apesar de os componentes terem várias origens (Canadá, USA, Espanha, Brasil...), a locomotiva não apresentou nenhum problema sério em operação.
Estas locomotivas estão sediadas em:
6101 a 6166 em Divinópolis, MG
6167 a 6174 em Lavras, MG
Operaram com tração tripla em trens de petróleo / cimento / grãos na rota Belo Horizonte - Brasília, recebendo auxílio de mais 1 locomotiva entre Tigre e Campos Altos, para transpor o trecho pesado da Serra do Tigre com 30 vagões carregados.


Na rota de Arcos (MG) a Volta Redonda (RJ) operavam em tração dupla substituindo 4 locomotivas G12 antes empregadas para rebocar o trem de 22 a 24 vagões de calcário para a CSN. Quando havia sobra de G12's no trecho, a mesma era acoplada às MX para vencer as rampas pesadíssimas da serra da Mantiqueira entre Lavras e Augusto Pestana, com 1.260 metros de altitude. Estudos feitos pela RFFSA apontaram o peso ideal para as MX620 em 120 toneladas, e não 96 toneladas, como foram construídas. Com esse peso a locomotiva tem sua capacidade (esforço de tração) aumentada e pode movimentar um trem mais pesado.


Atualmente elas são operadas pela concessionária FCA, ainda prestando serviços nas fortes rampas das linhas mineiras. Existem estudos para a troca dessas máquinas, que devido à idade começam a perder força e confiabilidade, mas nenhuma substituta até agora conseguiu se manter tão bem quanto as veteranas MX, que ainda reinam absolutas na rota do calcário, além de cumprirem suas tarefas nas outras partes da linha, onde as grandes locomotivas articuladas não podem trafegar por restrição de gabarito.



Fonte - CFVV Sul de Minas  23/11/2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Há 102 anos era inaugurado o serviço de bonde em Lavras MG

Bondes

Jornal de Lavras
Os bondes fizeram parte da história de Lavras, eles foram inaugurados em 1911 e serviram aos lavrenses por 58 anos, quando foram desativados em 1969.


Durante mais de meio século ele foi o mais importante meio de transporte de Lavras




Amanhã, segunda-feira, dia 21 de outubro, estará fazendo 102 anos que foi inaugurado a linha de bondes em Lavras, uma iniciativa do deputado Álvaro Botelho. O material para a implantação da linha foi encomendado da Alemanha, da Siemens.
Os bondes pertenciam a Rede Mineira de Viação, foram instalados na administração do engenheiro Francisco Manoel das Chagas Dória e inaugurado na administração Carlos Euler. O serviço contava com uma linha de 3 quilômetros, ligando a Estação Municipal ao outro extremo da cidade.
Havia dois carros de passageiros, um reboque e um trole para transportar mercadorias e bagagens. A estação dos bondes foi edificada na praça Barão de Lavras e a garagem na distribuidora, onde hoje é o prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
A euforia da inauguração que representou um grande passo para o progresso de Lavras, levou a Câmara Municipal a denominar uma rua de Lavras de "21 de Outubro", o dia da inauguração do serviço de bondes. Outra homenagem foi a denominação de rua Chagas Dória, em agradecimento ao engenheiro Francisco Manoel das Chagas Dória.
Na ocasião da inauguração, fizeram uso da palavra os deputados federais: Álvaro Augusto de Andrade Botelho e Lamounier Godofredo, arrancando aplausos da multidão que compareceu à solenidade de inauguração. Apenas Belo Horizonte, Juiz de Fora e Lavras possuíam os serviços públicos de bondes em Minas Gerais.



Bonde em frente a Estação de Lavras MG - Na Linha Tronco Angra dos Reis RJ x Goiandira GO

Fonte - CFVV Sul de Minas 21/10/2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Governo vai analisar inclusão de linhas mineiras de trens para passageiros‏

Ferrovias

Estado de Minas

O Ministério dos Transportes deve analisar a inclusão de três linhas mineiras no programa de trens de
passageiros, além das três em estudo pelo governo de Minas. Prefeituras do interior do estado fizeram solicitação ao governo federal para que sejam feitos estudos de viabilidade econômica para os trechos que ligam Montes Claros a Janaúba e Januária, no Norte; Uberlândia, Uberaba, Araguari, no Triângulo, e Araxá, no Alto Paranaíba; e Lavras e Varginha, no Sul. Caso os pedidos sejam acatados, as linhas se somam a 14 consideradas prioritárias pela União em todo o país e que totalizam quase 2 mil quilômetros.
Atualmente, no que tange ao projeto de trens de passageiros do Plano de Revitalização das Ferrovias, seis trechos estão com estudos em andamento. As linhas estão localizadas no Rio Grande do Sul (2), Paraná (1), Bahia (1), Piauí (1) e Maranhão (1). Em relação a dois deles, o Ministério dos Transportes já abriu consulta pública sobre os estudos: Caixas do Sul a Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e Londrina a Maringá, no Paraná. Os processos ficarão abertos até o dia 30, com objetivo de colher subsídios para reforçar os estudos elaborados durante a década de 1990. Em maio deve ser realizada audiência pública em Brasília para que moradores e governos opinem sobre os projetos. “A ideia é que técnicos da área deem contribuição para que caso necessário sejam feitas correções”, afirma o coordenador do programa de trens de passageiros do Ministério dos Transportes, Euler Costa Sampaio.
Sobre as linhas mineiras, ele explica que foram feitos contatos e as prefeituras primeiro precisam preencher formulários com informações sobre o trecho para que os técnicos do ministério verifiquem a necessidade do trecho. Os dados extrapolam o nível de interesse. Aprovados, em parceria com instituições de ensino (a Universidade Federal de Minas Gerais é uma das parceiras) são feitos estudos para mostrar origem e destino; nível de demanda e a caracterização da malha. No caso da linha do Triângulo, alguns dados já foram levantados e falta agendamento de reunião para discutir possível participação da Universidade Federal de Uberlândia no processo. “A julgar pelo porte das cidades, tem sua atração”, avalia o coordenador do programa, que lembra que os projetos são para unir cidades com distância entre 100 e 200 quilômetros.
Estudos
No entanto, ainda não há definição sobre como os projetos podem sair do papel. “Os estudos permitirão uma tomada de decisão”, afirma Sampaio. São duas as possibilidades: concessão e inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira tem sido a mais discutida. Mas a segunda também pode ser adotada em alguns casos. Em relação à linha Londrina-Maringá, por exemplo, é estudada inclusão no PAC das Cidades Médias.
Das três linhas em estudo pelo governo de Minas – BH-Sete Lagoas-Divinópolis, Belvedere (BH)-Brumadinho e BH-Conselheiro Lafaiete –, as duas primeiras estão com estudos quase concluídos. A previsão era de que fossem entregues em fevereiro, mas o prazo foi estendido para junho. A expectativa é de que o governo publique ainda este ano edital para PPP de ambos. Em relação ao terceiro, a Secretaria Estadual de Gestão Metropolitana está fazendo o estudo em parceria com a UFMG, pois nenhuma empresa se mostrou interessada.
Fonte -  CFVV Sul de Minas  16/04/2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

UM GIGANTE NOS TRILHOS

Transportes sobre trilhos

Locomotivas gigantes foram atração em Lavras na tarde desta quarta-feira Locomotivas chamaram a atenção das pessoas pelo tamanho e desproporcionalidade com as locomotivas comuns

JL
Na frente uma BB-36 e atrás, uma MX, fotografia 
que proporciona a comparação entre elas
Foto - Jornal de Lavras
Há algum tempo que homens e máquinas estão trabalhando na linha férrea, no mês passado eles distanciaram a linha férrea e os trilhos cerca de 50 centímetros da plataforma da antiga estação ferroviária em Lavras, em alguns locais os cortes dos barrancos foram alargados. A ponte que liga Lavras a Ribeirão Vermelho também foi modificada, uma empresa terceirizada, a DCM Engenharia, da cidade de Sete Lagoas, realizou uma obra na estrutura de aço da ponte, na época eles alegaram "adequação de gabaritos", um serviço de cortes das "mão-francesa" (foto), uma espécie de tirante que tem a função de aumentar a resistência da estrutura metálica.
Agora o mistério foi desvendado: na tarde desta quarta-feira, muitos curiosos foram até a estação ferroviária para poder conhecer as duas locomotivas que a Vale adquiriu e que farão o transporte ferroviário nesta linha. As máquinas BB-36 pesam 180 toneladas e tem um tanque de óleo diesel com capacidade de 10 mil litros.
Para se ter uma ideia, a locomotiva comum, a MX, pesa 95 toneladas. Uma composição que seriam necessárias quatro locomotivas MX para puxar, com a BB-36 basta uma, isso porque seu motor tem 4 mil HPs. A BB-36 é, além de mais possante, também mais rápida.

Locomotivas gigantes - 6 fotos




Fotos- Jornal de Lavras






Fonte - Jornal de Lavras 16/01/2013