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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Maria Fumaça fará mais um teste até a estação Jaraguá em Maceió neste sábado, 25

Turismo ferroviário  🚂🚃🚃

O percurso será executado a partir das 16 horas, acompanhado pela superintendência e terá uma recepção especial quando chegar no destino final. É que a Fundação Cultural Cidade de Maceió 

Da Redação
divulgação - CBTU/Maceió
A Maria Fumaça, uma locomotiva quase centenária que está em processo de revitalização pela equipe de Manutenção da CBTU - Companhia de Trens Urbanos de Maceió, fará mais um teste de operação no próximo sábado, 25, saindo da Estação Central até o bairro de Jaraguá. O percurso será executado a partir das 16 horas, acompanhado pela superintendência e terá uma recepção especial quando chegar no destino final. É que a Fundação Cultural Cidade de Maceió - FMAC - vai realizar o Corso Carnavalesco Fora de Época, evento que será encerrado com a participação da Maria Fumaça fazendo o trajeto de volta para a Estação Central. A Maria Fumaça é de origem alemã, tem 92 anos, e está sendo preparada para circular como Trem Turístico, atuando nos finais de semana com uma programação que sairá da Estação Fernão Velho - onde haverá uma sala de curiosidades com exposição de objetos antigos e raros que pertencem à CBTU e fazem referência ao passado glorioso dos trens - até a Estação Utinga Leão. Serão cerca de 100 lugares, em dois vagões, destinados a turistas e moradores para contemplação das belas paisagens bucólicas da região da Lagoa Mundaú, com apresentações folclóricas, degustação de bebidas produzidas no Estado, até chegar ao IPMA - Instituto para Preservação da Mata Atlântica, na Estação Utinga, com passeio pelo parque de aves raras, como o Mutum, naturais da fauna alagoana. O projeto da Maria Fumaça está em fase de avaliação e fechamento de parcerias que viabilizem a programação. Deve começar a circular em caráter experimental a partir de dezembro de 2021.
Com informações da CBTU 23/09/2021

terça-feira, 1 de junho de 2021

Maria Fumaça vira atração ao fazer testes até o bairro de Jaraguá

Turismo Ferroviário  🚂🚃

O percurso foi feito como mais um teste para que a equipe de operação avaliasse alguns itens relacionados à segurança da máquina, que deverá se transformar num trem turístico. 

Da Redação
divulgação/CBTU
A locomotiva a vapor da CBTU, mais conhecida como Maria Fumaça, um trem quase centenário, saiu no domingo, 30/05, do pátio da estação central até o bairro de Jaraguá. O percurso foi feito como mais um teste para que a equipe de operação avaliasse alguns itens relacionados à segurança da máquina, que deverá se transformar num trem turístico. Cerca de 30 funcionários, foram mobilizados para o teste, que começou às 9 horas, e se encerrou próximo ao meio dia. A secretária adjunta de Estratégia e Projetos Prioritários, Gardênia Nascimento, esteve presente para para participar do teste e iniciar tratativas para a viabilização do projeto do trem turístico com a participação do município. Durante o percurso, a Maria Fumaça, e toda a memória e história que ela representa, causava surpresa e emoção entre os moradores e os transeuntes da região do Centro até Jaraguá. A Maria Fumaça deve começar a operar como trem turístico a partir do final deste ano realizando um percurso de 18 quilômetros entre Bebedouro e o Instituto de Preservação da Mata Atlântica, na Usina Utinga Leão, em Rio Largo.
Com informações da CBTU  01/06/2021


divulgação/CBTU


segunda-feira, 24 de maio de 2021

CBTU apresenta projeto de trem turístico Maria Fumaça de Maceió a Rio Largo

Trem Turístico  🚂🚃

O projeto da Maria Fumaça é discutido em reunião com secretários de Rio Largo. O encontro teve como pauta o projeto do Trem Turístico, iniciativa da CBTU de Maceió, que colocará em circulação a Maria Fumaça. O trem será uma jardineira, que levará moradores e turistas para conhecer belezas naturais, arquitetônicas e outros atrativos entre o bairro de Bebedouro, em Maceió, de onde sairão os passeios, até a sede do Instituto de Preservação da Mata Atlântica, em Rio Largo

Da Redação
Divulgação/CBTU
O superintendente de Trens Urbanos de Maceió, Carlos Jorge, recebeu em seu gabinete, na sexta-feira, 21, os secretários municipais de Rio Largo, Thyago Melo, do Planejamento, e Douglas Costa, de Esporte e Turismo. O encontro teve como pauta o projeto do Trem Turístico, iniciativa da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos, de Maceió, que colocará em circulação a Maria Fumaça. Carlos Jorge ressaltou a importância da participação dos municípios de Rio Largo e Satuba na programação do passeio com a Maria Fumaça, entretanto destacou que todos os projetos de percurso e programação serão analisados pela equipe técnica da CBTU, que está cuidando da reforma e manutenção da Maria Fumaça. “A locomotiva a vapor tem 92 anos e necessita de muitos cuidados e reparos específicos para voltar a circular. Todo o percurso precisa ser analisado para verificar se a Maria Fumaça apresenta condições de segurança para operar”, disse.

Maria Fumaça
A locomotiva a vapor, adquirida pela CBTU em 2008 dos proprietários da Usina Utinga, é de origem alemã, e vai se transformar num trem turístico com capacidade inicial para 52 pessoas. Será uma jardineira, com bancos de ferro originais, movida a madeira que levará moradores e turistas para conhecer belezas naturais, arquitetônicas e outros atrativos entre o bairro de Bebedouro, em Maceió, de onde deve sair os passeios, até a sede do Instituto de Preservação da Mata Atlântica, em Rio Largo, passando por Fernão Velho e pelo município de Satuba. O projeto da Maria Fumaça está na fase de apresentação a instituições da área pública e privada para viabilizar parcerias que permitam a operação. Deve começar a circular no final deste ano.
Com informações da CBTU  24/05/2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Maria Fumaça que liga São João del-Rei a Tiradentes volta a circular

Turismo ferroviário  🚂🚃

As viagens estavam suspensas há quase dois meses em decorrência da pandemia da COVID-19. A Maria Fumaça é a mais antiga em circulação no Brasil, sua primeira viagem foi em 1881. Na época, transportou o imperador Dom Pedro II. Atualmente, é uma das atividades turísticas "obrigatória" para quem visita uma das cidades. 

Estado de Minas *
foto - divulgação/VLI
Uma das principais atrações turísticas da região do Campo das Vertentes, o trem que liga as cidades de São João del-Rei a Tiradentes, voltará a circular a partir desta sexta-feira (5/2). As viagens estavam suspensas há quase dois meses em decorrência da pandemia da COVID-19. A Maria Fumaça é a mais antiga em circulação no Brasil, sua primeira viagem foi em 1881. Na época, transportou o imperador Dom Pedro II. Atualmente, é uma das atividades turísticas "obrigatória" para quem visita uma das cidades. De acordo com a VLI, a retomada do serviço ocorre com a adesão de uma série de medidas para garantir a plena segurança dos passageiros e dos empregados no embarque, durante a viagem e no desembarque. "Os protocolos seguem as determinações do Ministério da Saúde, regulamentos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão alinhados às diretrizes de saúde estaduais e municipais", afirma a instituição. Dentre as principais medidas de prevenção está a redução da grade de trens, a redução da disponibilidade de assentos, higienização dos assentos antes de cada passeio, instalação de tapetes higienizadores e dispensadores de álcool em gel, aferição de temperatura dos passageiros e a obrigatoriedade do uso de máscaras. A venda de passagens será feita por meio das bilheterias, nas estações de ambas as cidades, e pelo site da VLI. A tarifa inteira sai a R$ 70 (ida) e R$ 80 (ida e volta).

Confira os horários de funcionamento para fevereiro:

Bilheterias
São João del-Rei
Quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado: 8h às 12h; 13h às 17h
Domingo: 8h às 12h

Tiradentes
Quinta-feira, sexta-feira e sábado: 08h às 12h; 13h às 17h
Domingo: 8h às 12h

Horários de partida dos trens São João del-Rei a Tiradentes
5/2 (sexta-feira) - 10h6/2 (sábado) - 10h e 13h307/2 (domingo) - 10h12/2 (sexta-feira) - 10h (Carnaval)13/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h30 (Carnaval)14/2 (domingo) - 10h, 13h30 e 15h30 (Carnaval)15/2 (segunda-feira) - 10h e 13h30 (Carnaval)19/2 (sexta-feira) - 10h20/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h3021/2 (domingo) - 10h 26/2 (sexta-feira) - 10h27/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h3028/2 (domingo) - 10h Tiradentes a São João del-Rei 5/2 (sexta-feira) - 11h156/2 (sábado) - 11h15 e 14h307/2 (domingo) - 11h1512/2 (sexta-feira) - 11h15 (Carnaval)13/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h30 (Carnaval)14/2 (domingo) - 11h15, 14h30 e 16h30 (Carnaval)15/2 (segunda-feira) - 11h15 e 14h30 (Carnaval)19/2 (sexta-feira) - 11h1520/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h3021/2 (domingo) - 11h1526/2 (sexta-feira) - 11h1527/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h3028/2 (domingo) - 11h15
*https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2021/02/04/interna_gerais,1235063/maria-fumaca-que-liga-sao-joao-del-rei-a-tiradentes-volta-a-circular.shtml
Fonte - Revista Ferroviária  05/02/2021

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Prefeitura de Taubaté (SP) prevê retorno da Maria Fumaça ainda neste ano

Turismo Ferroviário  🚃

De acordo com a administração municipal, as operações estão previstas para serem realizadas no Parque do Itaim, com início previsto para ocorrer até dezembro.Para viabilizar a retomada da Maria Fumaça, três servidores devem passar os próximos meses por um treinamento na condução da locomotiva junto aos profissionais da EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão).

Diário do Transporte
foto - Diário do Transporte
A Prefeitura de Taubaté, no interior de São Paulo, informou em nota que prevê o retorno da Maria Fumaça ainda neste ano. De acordo com a administração municipal, as operações estão previstas para serem realizadas no Parque do Itaim, com início previsto para ocorrer até dezembro.
Para viabilizar a retomada da Maria Fumaça, três servidores devem passar os próximos meses por um treinamento na condução da locomotiva junto aos profissionais da EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão).
“Antes de entrar em operação, a locomotiva a vapor alemã da marca Linke Hofmann, com ano de fabricação de 1927, passou por revisão na oficina da ferrovia em Campos do Jordão e por testes na via férrea”, informou a Prefeitura.
O treinamento dos maquinistas e o empréstimo da locomotiva foram definidos em maio deste ano por meio de um convênio assinado entre a prefeitura e a EFCJ. Ao término do empréstimo, caberá à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo o traslado do equipamento ao Parque do Itaim, para o início das operações.
A Maria Fumaça chegou ao Parque do Itaim em 2004, na ocasião de inauguração das instalações. O passeio pelo parque dura entre 15 e 20 minutos. São transportados 140 passageiros distribuídos em dois vagões.
A Prefeitura informou que promoveu a recuperação dos trilhos após o alagamento de parte do circuito. A recuperação contou com o desassoreamento do rio Itaim.
Fonte - ANPTrilhos  21/07/2019

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

História da locomotiva a vapor

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

O aparecimento da locomotiva, e com ela o das vias férreas, está associado tradicionalmente ao nome do engenheiro inglês Richard Trevithick.O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo". 

Sílvio dos Santos - Portogente
foto - ilustração/Arquivo Pregopontocom
Um dos primeiros precursores da locomotiva a vapor foi o veículo autopropulsor idealizado em Pequim, no ano de 1681, pelo jesuíta francês Ferdinand Verbiest. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris um veículo a vapor destinado ao transporte de munição. O aparecimento da locomotiva, e com ela o das vias férreas, está associado tradicionalmente ao nome do engenheiro inglês Richard Trevithick.
O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo". Até que o inventor foi desafiado pelo proprietário de uma mina. O mineiro queria observar o desempenho da engenhoca sobre 15 quilômetros de trilhos. Após várias tentativas, Trevithick construiu em 1804 uma locomotiva de quatro rodas que podia deslizar sobre trilhos de ferro fundido.
O teste foi marcado para o dia 13 de fevereiro de 1804. Trevithick provou que sua máquina podia transportar tanto pessoas como materiais. No caso, a máquina de tração levou 70 pessoas e nove toneladas de carvão em cinco vagões, além de setenta passageiros, a uma velocidade de oito quilômetros por hora. A euforia inicial, entretanto, durou pouco, devido a alguns problemas. A máquina, pesada demais, logo voltou a ser substituída pelo cavalo. Esse feito motivou os engenheiros a estudar a possibilidade de construir vias férreas e conjuntos de veículos capazes de percorrê-las.
Entretanto, ficou comprovado que as rodas da locomotiva patinavam sobre os trilhos, sem conseguir mover o trem. Não existia uma proporção exata entre o peso da locomotiva e a carga que deveria puxar e começou-se a buscar soluções para a questão. Uma delas consistia em lubrificar os trilhos para diminuir o esforço de tração, recurso que teve de ser rejeitado, já que o óleo diminuía a aderência necessária. O inglês John Blenkinsop propôs algo diferente: em 1812, construiu uma locomotiva que, ao deslocar-se sobre dois trilhos de ferro fundido, dispunha de dois cilindros verticais, que movimentavam dois eixos unidos a uma roda dentada. Essa roda acionava uma cremalheira, que corria entre os trilhos.
Entretanto, o fator decisivo para a evolução das ferrovias foi o trabalho do inglês George Stephenson, mecânico das minas de Killingworth, que em 1814 construiu sua primeira locomotiva a vapor para o trem mineiro de Killingworth. Essa máquina, a Blücher, era capaz de puxar trinta toneladas de carga, a uma velocidade de seis quilômetros por hora. A inovação estrutural que solucionou o problema da aderência consistiu em unir as rodas por meio de correntes e fazer com que todos os eixos participassem da tração.
Entusiasmado com seu êxito, Stephenson construiu, entre 1823 e 1825, uma linha férrea que ligava a pequena cidade de Stockton ao vale mineiro de Darlington, no norte da Inglaterra. Tinha 61 km de comprimento, via dupla em dois terços do percurso e foi inaugurada em 27 de setembro de 1825. A partir de então a expansão das ferrovias foi contínua, principalmente em razão do apoio financeiro que começou a receber em todos os países que assistiam, naquele momento, ao começo da revolução industrial.
Stephenson também foi encarregado de construir, em 1829, a estrada de ferro Liverpool-Manchester, inaugurada em 15 de setembro de 1830. Utilizou em sua locomotiva, chamada The Rocket ("O Foguete"), a caldeira tubular, inventada pelo engenheiro francês Marc Séguim, que multiplicava a capacidade de aquecimento ao fazer passar o ar quente, procedente da combustão, através de um sistema de tubos imersos na água da própria caldeira. A velocidade atingida, de 32 km/h, foi considerada um grande avanço em relação aos 24 km/h da via Stockton-Darlington. Foi a primeira ferrovia a conduzir trens de passageiros em horários regulares.

Em meados do século XIX, as rodas motrizes passaram a ficar atrás da caldeira, fator que permitiu o uso de rodas de grande diâmetro, com sensível aumento da velocidade. Esses avanços fizeram das locomotivas a vapor a forma dominante de tração nas ferrovias, situação que perduraria por mais de um século
As locomotivas de Stephenson usadas nas primeiras ferrovias de serviço público com o tempo aumentaram em tamanho e potência. Também a primeira locomotiva usada para o transporte de passageiros na Alemanha veio de sua fábrica. Seu nome era "Adler" (águia) e a partir de 1835 ela passou a ligar as cidades vizinhas de Nuremberg e Fürth, no sul da Alemanha.
Stephenson foi também quem pela primeira vez sentiu a necessidade de padronizar as bitolas das ferrovias do país. A bitola adotada para as ferrovias por ele construídas - 1,435m -tinha a largura dos eixos das carroças puxadas por cavalos, que correspondia a 4 pés e 8,5 polegadas no sistema inglês de medida. Esta bitola foi adotada pela maioria das ferrovias europeias, norte-americanas e canadenses.
A construção de ferrovia difundiu-se rapidamente da Inglaterra para o continente europeu e os Estados Unidos. Por volta de 1870, a espinha dorsal da atual rede ferroviária da Europa já havia sido construída. As linhas principais e auxiliares adicionais foram construídas durante o final do séc. XIX e princípio do séc. XX.
Na América do Norte a rede ferroviária também foi implantada na mesma época inicialmente com a importação de locomotivas inglesas e logo em seguida foram lá construídas.

Referências bibliográficas
Encyclopedie des Chemins de Fer - François Get et Dominique Lajeunesse - Editions de la Courtille - Paris - 1980 - 557p.
BRINA, Helvécio Lapertosa. Estrada de Ferro. Belo Horizonte: UFMG, 1988.
Site: Trens & Cia. - Breve história das estradas de ferro.
Enciclopédia Barsa vol. 6 e 9, 1987
Enciclopédia Mirador internacional vol. 6, 1977.
Enciclopédia Delta Universal, vol. 6 e 9. 1985
http:// fr.wikipedia. org/wiki/Rail
http:// pt.wikipedia.org/ wiki/Trem
www. poli.usp.br/d/ptr0540/download/aula2. pdf
www. dw-world.de/dw/article/0,2144,302636,00. html

Fonte - Portogente  08/11/2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Maria Fumaça resgata memórias do transporte em Sorocaba (SP)

Turismo Ferroviário  🚄🚃🚃🚃

A série de passeios é realizada por uma iniciativa da Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária, em parceria com a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), Associação Comercial de Sorocaba (Acso) e Votorantim Cimentos, para viabilizar a gratuidade da atração.A Maria Fumaça foi construída em 1891 e faz reviver memórias para diversos sorocabanos. Ao todo, 60 passageiros podem desfrutar da aventura, que dura 20 minutos. O trem passa pelos trilhos da Rua Dr. Paula Souza até a Vila Hortência.

Diário do Transporte
foto - ilustração/Pinterest
A antiga Locomotiva 58, famosa Maria Fumaça, voltou a fazer passeios turísticos em Sorocaba, no interior de São Paulo. Após a atração ter voltado aos trilhos em 7 de setembro, feriado do Dia da Independência, outras seis datas ficaram agendadas.
Neste sábado, 13 de outubro, foi realizado mais um passeio gratuito por Sorocaba. Em 22 de setembro, também foi possível se divertir na antiga locomotiva.
Agora, as próximas datas para aproveitar a chance de passear gratuitamente de Maria Fumaça são 17 de novembro, 15, 16 e 22 de dezembro.
A série de passeios é realizada por uma iniciativa da Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária, em parceria com a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), Associação Comercial de Sorocaba (Acso) e Votorantim Cimentos, para viabilizar a gratuidade da atração.
A Maria Fumaça foi construída em 1891 e faz reviver memórias para diversos sorocabanos. Ao todo, 60 passageiros podem desfrutar da aventura, que dura 20 minutos. O trem passa pelos trilhos da Rua Dr. Paula Souza até a Vila Hortência.
O embarque é realizado na Estação Paula Souza, localizada na rua Dr. Paula Souza, 420, no Centro. Contudo, é preciso correr para garantir os ingressos, pois a procura sempre é muito alta.
Em geral, são feitas cinco viagens por dia de passeio, percorrendo dois quilômetros sobre os históricos trilhos de Sorocaba.
Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados com antecedência na Acso, localizada na rua da Penha. A recomendação é evitar deixar para garantir o lugar em cima da hora.

Mais história em Sorocaba
Se você é amante dos transportes sobre trilhos e vai visitar Sorocaba, no interior de São Paulo, vai gostar de conhecer o Museu Histórico Sorocabano.
Após a inauguração do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, o museu foi instalado no Casarão que fica dentro do parque.
O museu esconde uma raridade: o bonde elétrico Centex de três portas. O meio de transporte trafegou em Nova Iorque e foi adquirido em 1929 pela antiga companhia de energia elétrica Light, para ser utilizado na capital paulista, conforme informado no museu.
A Prefeitura de São Paulo doou o bonde elétrico ao Museu Histórico Sorocabano em 1968. Em 1996, o veículo foi restaurado pelos funcionários da Prefeitura de Sorocaba.
Se o visitante olhar atentamente para o letreiro do bonde elétrico, vai conseguir identificar mais sobre a história do veículo. Com o prefixo 1779, percorria a linha 35 – Lapa.
Além do bonde, o museu também abriga outras raridades que ajudam a entender a evolução do transporte no Brasil.
O museu traz uma roda de carro de boi, para mostrar as dimensões de um veículo de tração animal utilizado com frequência antes da popularização dos carros com motor a combustão.
Em seguida, é possível conhecer de perto um gasogênio. O aparelho era utilizado para produzir gás combustível gerado pela ação do ar ou vapor de água sobre o carvão aquecido. O gasogênio já foi utilizado como combustível industrial e em motores a explosão como substituto da gasolina.
Por fim, você poderá ver de perto um Ford A 1928. O automóvel foi transformado em uma caminhoneta com carroceria de madeira e pertenceu à frota da Prefeitura de Sorocaba.
Com diversas peças preservadas, o Museu Histórico Sorocabano fica na Rua Teodoro Kaisel, 883, Vila Hortência, em Sorocaba. O preço do ingresso para visitar o zoológico e o museu, que fica dentro do parque, é R$ 8.
Fonte - ANPTrilhos  15/10/2018

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Maria Fumaça desbrava a elegante Serra Gaúcha

Transportes sobre trilhos

Quando toca o sino, os passageiros entram no trem para começar o passeio de 23 quilômetros com duração média de duas horas e com direito a atrações típicas italianas e gaúchas. No caminho, montanhas, muito verde e passagem sobre pontes, campos floridos e muito mais.

Diário do Grande ABC
foto - ilustração
Terra de uvas, vinhos e chocolate e muitas belezas naturais, a Serra Gaúchas também tem carta na manga quando o assunto é viajar de trem. E por falar em vinho, o passeio, batizado Trem do Vinho, tem a própria bebida para recepcionar os turistas antes de embarcarem nos charmosos carros do trem, ainda na estação de Bento Gonçalves, ponto de partida do passeio.
Quando toca o sino, os passageiros entram no trem para começar passeio de 23 quilômetros com duração média de duas horas e com direito a atrações típicas italianas e gaúchas. No caminho, montanhas, muito verde e passagem sobre pontes, campos floridos e muito mais.
Ao chegar no destino, Garibaldi, os turistas desembarcam e podem desfrutar de espumantes feitos na região. Em seguida, o trem parte mais uma vez, mas agora o destino é Carlos Barbosa, onde serão recepcionados por show de música italiana.
As saídas são às 9h30 e às 14h, e os dias precisam ser consultados. Bilhetes custam de R$ 86 a R$ 89. Reservas e outras consultas podem ser feitas pelo site www.giordaniturismo.com.br e pelo e-mail mfumaca@giordaniturismo.com.br.
Fonte - ABIFER  19/11/2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Museu do Trem recebe locomotivas usadas para carregar cana no RN

Patrimônio Ferroviário

O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.

G1 - RF
foto - ilustração
O Museu do Trem de Natal recebeu nesta segunda-feira (13) duas locomotivas a vapor desativadas há mais de 30 anos. Os veículos foram doados pela Companhia Açucareira do Vale do Ceará Mirim, na Grande Natal, antes conhecida como Usina São Francisco.
O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.
As primeiras informações recebidas pelo instituto são de que as locomotivas foram fabricadas na década de 20, no entanto pesquisas ainda serão iniciadas para apontar com detalhes o histórico dos veículos.
"Sabemos que uma delas é alemã e outra do Canadá ou Estados Unidos. Uma das locomotivas explodiu em 1978, matando um maquinista. Está parada desde então. A outra foi desativada um ano depois pelo que soubemos inicialmente", conta Tersuliano.
Fonte - Revista Ferroviária  14/07/2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Passeio de Maria Fumaça atrai turistas para a histórica São João del Rei

Turismo ferroviário

Os visitantes se divertem nos 12 km de travessia entre os destinos, com uma viagem de 45 minutos de pura apreciação das diversidades ecológicas e belas paisagens que rodeiam a região e até hoje preservam a arquitetura do século XIX. A Maria Fumaça de São João del Rei é a mais antiga em operação no Brasil, e talvez por isso desperte tanta curiosidade.

Folha Vitória 

No Sudeste de Minas Gerais encontram-se dois grandes pólos turísticos: Tiradentes e São João del Rei. Mesclando um pouco de modernidade com as antigas tradições, a cidade de São João del Rei atrai turistas que desejam além de se divertir ter um conhecimento cultural mais abrangentes em relação as histórias que o local oferece.
Logo no centro da cidade é possível encontrar a antiga Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 também pelo imperador D. Pedro II. Nela, não somente construíram-se grandes histórias, como também é o local de onde ainda partem os tradicionais passeios de Maria Fumaça até a histórica cidade de Tiradentes.
Os visitantes se divertem nos 12 km de travessia entre os destinos, com uma viagem de 45 minutos de pura apreciação das diversidades ecológicas e belas paisagens que rodeiam a região e até hoje preservam a arquitetura do século XIX. A Maria Fumaça de São João del Rei é a mais antiga em operação no Brasil, e talvez por isso desperte tanta curiosidade.
A famosa locomotiva a vapor parte todas as sextas e sábados, às 10h e às 15h, e de domingos também às 10h e às 13h. Os valores só para ida são de R$ 40, e ida e volta R$ 56, sendo que crianças de 6 a 12 anos, estudantes e pessoas acima de 60 com a apresentação de documentos, ganham desconto de 50%, com o direito a meia entrada.
Na Estação da Avenida Hermílio Alves, 366, também encontra-se o Museu Ferroviário, com um acervo que apresenta maquinário, fotos históricas e outras locomotivas, que tanto quanto as viagens, agradam turistas e inclusive moradores locais durante todo o ano. O Museu funciona de quarta a sábado das 9h às 11h, 13h às 17h, e aos domingos das 9h às 13h.
Seja pelo simples apito do trem que empolga as crianças ou pela vista para a Serra de São José que impressiona a jovens e adultos, o passeio vale a pena e na maioria das vezes faz com que o visitante sinta que está voltando no tempo. Para maiores informações sobre pousadas em São João Del Rei acesse http://www.roteirodeturismo.com.br/hoteis-e-pousadas/minas-gerais/sao-joao-del-rei/.
Fonte - STEFZS  05/02/2015

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Pelos trilhos do tempo

Transportes sobre trilhos

As viagens de trem deixaram saudade, por onde ele passava levava alegria, diversão e animação, e suas saudosas estações são lembradas como local de encontro, reencontros, despedidas.Ver o trem passar, ouvir seu apito e o barulho das rodas de ferro nos trilhos é uma boa lembrança.... 

Por Sebastião Borges-Clic Folha

Trem de ferro, Maria Fumaça, Misto, Expresso, como queiram chamar. Ver o trem passar, ouvir seu apito e o barulho das rodas de ferro nos trilhos é uma boa lembrança que sempre tenho. A história da nossa Estação Ferroviária em Passos é uma história contada de boca em boca, e foi assim que alinhei no pensamento o dia festivo de sua inauguração: bandeirinhas estendidas por toda a plataforma, discursos e aplausos, estrugir de centenas de foguetes, alvoroço das pessoas, muitos vivas, banda de música, autoridades ladeando o agente executivo (cargo equivalente a prefeito) Coronel João de Barros, com seu jeitão, alto, magro, nariz comprido, vermelho, bigode e cavanhaque, olhos vivos e pescoço estirado, andando de um lado pra outro, analisando todos os detalhes. Preocupado com o atraso da Mogiana, a todo momento tirava da algibeira o bonito relógio suíço entrelaçado por uma corrente de ouro. Plataforma cheia de gente, povão em volta da Estação, políticos com seus colarinhos engomados e com seus melhores ternos, acompanhados por suas senhoras muito bem trajadas com vestidos longos e apertados, sapatos de saltos, leque e sombrinhas coloridas. Um misto de emoção tomava conta daqueles que pela primeira vez iam ouvir o barulho das rodas dos vagões escorregarem lentamente sobre os trilhos da ferrovia e o apito rouco da Maria Fumaça! Ao contrário dos que preferiram ir até a Estação, muitos se aglomeraram em cima de barrancos, em pontos estratégicos para ver pela primeira vez a bichona passar.
E a Maria Fumaça apitou, apareceu numa fumaceira danada, soltando faísca por todos os lados, passando pelos pontilhões que cruzavam a cidade, parecendo um monstro bonito, puxando os vagões, se exibindo, adentrando bem devagar o pátio da Estação, se aproximando da plataforma, fazendo um grande barulho com a freiada sobre os trilhos, e entre um vagão e outro estava o guarda acenando para o povo, todo imponente, parecendo um general, exibindo sua farda branca e boné azul marinho.
Assim ela chegou! Soprando fumaça para todo lado, fogos pipocando nos ares, a banda tocando, políticos sorrindo, e o povão, numa alegria irradiante, saudando com palmas e vivas! O trem que por aqui passou se fez saudade, deixou marcas em cada um que teve o privilégio de fazer uma sacolejante e vagarosa, mas gostosa viagem, como eu fiz várias vezes a bordo da Maria Fumaça ou trem de ferro em minha infância e juventude. A viagem era demorada, mas as paisagens diante dos olhos compensavam a demora de se chegar ao destino marcado. E quando a noite chegava, seu farolzão ia rompendo o nevoeiro da madrugada, serpenteando entre lavouras, morros, matas, pontes sobre rios, passando por vilarejos que hoje viraram cidades, transportando pessoas em busca de uma vida melhor em outras regiões, e a cada cochilo, o sonho de um novo lugar e uma nova oportunidade. Os que viajavam nos vagões de primeira classe iam confortáveis, os bancos eram almofadados e tinha o bar restaurante. Já os que iam em segunda classe, os bancos eram de madeira, desconfortáveis, e sem o bar restaurante tinham que levar a matula e comer no próprio banco.
As viagens de trem deixaram saudade, por onde ele passava levava alegria, diversão e animação, e suas saudosas estações são lembradas como local de encontro, reencontros, despedidas, e onde se iniciava a maioria dos namoros! Diz a história que a linha de Passos seria prolongada até a cidade de Piunhi, no prosseguimento foram feitos vários cortes nos morros até a uma certa distância, mas os trilhos jamais foram colocados, ficando assim a nossa Estação como “fim de linha”.
Durante 56 anos o povo de Passos foi servido por uma estrada de ferro que foi inaugurada em 11 de dezembro de 1921, desativada em 1977, e a retirada dos trilhos começou em 14 de janeiro de 1986. E o tempo, faminto pelo progresso, chegou levando os trilhos, mas o trem continua na memória daqueles que esperavam o seu apito para despertar do sono e começar sua vida cotidiana, ou, uma nova vida.
É o tempo passando e a gente “Memoriando”!
E a Associação dos Escritores de Passos e Região realizará sua primeira reunião em sua nova sede, hoje, quarta – feira, dia 10 de dezembro, às 19h e 30 minutos, no Palácio da Cultura.
Fonte - STEFZS 10/12/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Lagrimas.............as lembranças que viajam pelos trilhos jamais se apagarão,estarão sempre presentes e vivas servindo para alimentar a esperança da revitalização das nossas Ferrovias. - O BRASIL traçara o seu destino caminhando pelos trilhos......

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QUERO MEU TREM DE VOLTA.......

domingo, 2 de novembro de 2014

Maria Fumaça de Guararema ainda sem data para circular

Transportes sobre trilhos

A agência diz que o processo está pronto, mas ainda falta o cumprimento de algumas exigência para que a locomotiva inicie as atividades.

O Diario de Mogi das Cruzes

A Maria Fumaça 353, conhecida como Velha Senhora, do modelo Baldwin da década de 20, está estacionada em uma garagem na estação central de Guararema, e não deve sair de lá tão cedo. Isso porque o tão aguardado passeio cultural até Luís Carlos, idealizado para resgatar a história e o patrimônio da cidade, depende de uma outorga da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para começar, mas ainda não há previsão para o documento ser emitido. A agência diz que o processo está pronto, mas ainda falta o cumprimento de algumas exigências para que a locomotiva inicie as atividades.
Até agora, a autorização para que composição circule só aconteceu em datas específicas, uma delas no último dia 9 de setembro, durante a inauguração da revitalização de Luís Carlos, parte da programação de aniversário de Guararema.
Segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), o pedido já foi protocolado no órgão federal e está em tramitação. Além da ANTT, a MRS Logística, que detém a concessão dos trilhos, também acompanha o trâmite da autorização para que os passeios sejam feitos, já que no trecho há circulação de trens de carga.
“Falta formalizarmos estas questões administrativas para que os passeios comecem para a população. As autorizações que tivemos até agora foram emitidas de forma temporária para datas muito específicas e não podemos circular. Enquanto o trâmite não avança, os carros estão estacionados na Estação Central de Guararema e não temos previsão de quando devem sair de lá”, disse Bruno Sanchez, diretor-secretário da ABPF. A MRS informou em nota que apenas a ANTT é que libera a autorização e que, eventualmente, participa “colaborando com estudos técnicos, visitas ou análises, quando a ANTT solicita”. (Jamile Santana - Especial para O Diário)
Fonte - STEFZS  02/11/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Passeios na Maria-Fumaça em Guararema devem começar em outubro

Turismo ferroviário

A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela ABPF

Mogi News
Luana Nogueira |De Guararema
O bairro de Luís Carlos voltou mais de cinco décadas no tempo ontem. A Maria-Fumaça, que desde a década de 70 havia sido desativada, voltou a circular pelos trilhos da antiga estação sob os olhares curiosos daqueles que nunca viram a imponente máquina a vapor operando e para aqueles que só queriam ver mais uma vez a Velha Senhora. A partir de outubro, os turistas poderão desfrutar do passeio de sete quilômetros que percorrerá montanhas e pastos da estação central de Guararema até Luís Carlos. Os passeios que ocorrerão aos fins de semanas e feriados prometem levar os visitantes para uma viagem ao passado.
A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que tem autorização para operar o passeio turístico em Guararema. O passeio que começará a ser oferecido a população em outubro vai durar 30 minutos e ocorrerá em dois horários por dia. O prefeito de Guararema, Adriano Toledo (PR), informou que nesse mês de aniversário da cidade, a Maria-Fumaça, atenderá a grupos culturais do município. "Queremos oferecer essa parte cultural e a partir de outubro, realizar de forma regular o passeio para todo mundo. Ele ocorrerá de sábado, domingo e feriado, já na sexta-feira, será reservado para os alunos da cidade. Será um resgate cultural e histórico", destacou.
O presidente da ABPF, Jorge Sanches, explicou que os últimos detalhes para a operação do passeio turístico estão sendo realizados. "Foi um trabalho muito bem feito da prefeitura essa revitalização", afirmou ele entusiasmado.
Fonte - STEFZS  15/09/2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O charme das locomotivas a vapor

Transportes sobre trilhos  🚃

Uma das atrações mais disputadas e conhecidas para quem visita São João Del Rey ou Tiradentes é, sem dúvida alguma, o passeio de trem entre as duas cidades. Na verdade, a Maria Fumaça é o grande destaque, por ser a mais antiga do País em operação.

Jornal A Cidade
foto ilustração - Pregopontocom
Estação principal de trens Calçada da CTB - Salvador Ba
Mensageira do progresso, a locomotiva a vapor invadiu o imaginário do século 19 e até hoje nos remete ao período em que permitia o intercâmbio entre vários países e povos. Passear em uma dessas Marias-Fumaças permite viajar no tempo e, quando as ferrovias são em Minas Gerais, conhecer um pouco mais desse Estado de relevância histórica e cultural para o Brasil.
Uma das atrações mais disputadas e conhecidas para quem visita São João Del Rey ou Tiradentes é, sem dúvida alguma, o passeio de trem entre as duas cidades. Na verdade, a Maria Fumaça é o grande destaque, por ser a mais antiga do País em operação.
O percurso pelos 12 km da Estrada Real é feito em cerca de 40 minutos. Para quem parte de Tiradentes, a antiga estação é modesta, mas o passeio é de uma rara beleza.
Uma vasta flora enriquece a paisagem do percurso, caminho aberto entre o Cerrado e a Mata Atlântica que oferece aos passageiros as belas imagens da Serra de São José.
Em agosto deste ano, a estrada de Ferro Oeste de Minas completou 133 anos. Inaugurada em 1918, por Dom Pedro II, permite o passeio pela antiga Estrada Real.
Desde sua fundação, a centenária ferrovia nunca parou de funcionar. Além das belezas naturais, o passeio reserva também ao turista apreciar a Rotunda, o Museu Ferroviário e visualizar o curioso giro da locomotiva, em que ela inverte sua posição no trilho para retornar a viagem em uma manobra manual.
Mas, devido à fama do passeio, não deixe de garantir os ingressos com antecedência. Em feriados prolongados ou em alta estação, as filas são grandes na bilheteria e, às vezes, só se consegue comprar para dois dias depois. A Maria- Fumaça realiza dois horários de passeios de sexta a domingo.

Museu Ferroviário e trajes de época
Quando se pega a Maria- -Fumaça em Tiradentes, ao descer na estação de São João Del Rey pode-se visitar o Museu Ferroviário, tombado pelo patrimônio histórico em 1989. Ele proporciona uma viagem pela origem das ferrovias brasileiras, por meio de painéis, locomotivas, maquinários e roupas.
É possível registrar esse momento de forma marcante. Um dos vagões desativados do trem foi transformado em um estúdio de fotografia, com roupas e acessórios de época que permitem ao turista fazer fotos com caracterizados como nas décadas glamourosas desse transporte. É como entrar em uma verdadeira ‘Máquina do Tempo’, nome do estúdio.
Após selecionar os trajes, as fotos são feitas nos vagões, com a estação e os trilhos ao fundo, ou seja, um cenário genuíno, que nos faz sentir realmente envolvidos no clima charmoso do século 19.
Outra locomotiva encanta os turistas em Minas: o Trem da Vale, que faz o rico percurso de 18 km entre Ouro Preto e Mariana. A natureza oferece como cenário da viagem vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedra, bem típicos de Minas Gerais. “Adoro passeios de trem. Eles revelam a história do lugar. O Trem da Vale anda a 20 km/h, bem lentamente, e em 1h vai passando por uma paisagem maravilhosa, túneis e antigas fazendas com seus galpões”, comenta o assistente de coordenação da Miró, César Contin Russo.
Nas linhas férreas, que remontam ao final do século 19, o passeio é realizado em cinco vagões de passageiros que preservam o desenho dos antigos trens, com seus bancos em madeira. Mas um deles reserva um diferencial - o vagão panorâmico. Por conta da sua estrutura transparente, é possível apreciar todo o esplendor da paisagem. “É um passeio bem turístico. Antes de iniciar o roteiro, o maquinista explica detalhes da viagem. Mesmo já tendo feito algumas vezes, sempre vale a pena, tanto pelo valor histórico como pelas paisagens”, declara Russo.
O trecho da rodovia foi revitalizado em 2006 pela Vale, que também restaurou as estações das duas cidades. “A estação de Ouro Preto tem exposição no hall, uma sala de memórias onde se pode assistir a depoimentos de moradores antigos e um Vagão Café. Além de uma maquete com os lugares percorridos pelo trem. A estação é fantástica, uma verdadeira aula da história da Ferrovia”, detalha.
Para desfrutar do passeio é necessário se programar, porque o trem circula para turistas somente aos sábados, com dois horários, e aos domingos, com três.
Fonte - Revista Ferroviária  07/09/2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Maria Fumaça comemora 133 anos com passeio especial em MG

Transportes sobre trilhos

Locomotiva partirá de São João del Rei até Tiradentes com ferroviários.

G1

A Estrada de Ferro Oeste de Minas (Efom), que liga as cidades de São João del Rei e Tiradentes, irá comemorar 133 anos da inauguração na nesta quinta-feira (28). Parar celebrar a data, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) irá promover dois passeios especiais na Maria Fumaça que liga as cidades. Ferroviários em atividade e aposentados são convidados para a comemoração.
A locomotiva partirá de São João del Rei as 10h e 13h. Os ferroviários que desejarem fazer a retirada gratuita dos bilhetes devem comparecer à estação da cidade nesta quarta-feira (27), à partir das 9h, e apresentarem documentos que comprovem ter trabalhado como ferroviários. De acordo com a FCA, 160 senhas serão distribuídas e cada uma garante a entrada de dois familiares do convidado no passeio.

Maria Fumaça
A locomotiva que faz o trajeto entre as cidades é uma das poucas que funcionam à vapor no mundo, com capacidade de transporte de até 280 passageiros. A rota foi inaugurada em 1881 por Dom Pedro II, cruzando fazendas, rios, montanhas e estações que preservam a arquitetura do século XIX.
Fonte - STEFZS  28/08/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Maria Fumaça com 100 anos de idade ainda opera em Minas

Transportes sobre trilhos

Há sempre uma criança dentro de nós, entusiasmada com um trem que se move, com um apito vibrando ou com o barulho constante das rodas de ferro nos trilhos. - Todas as viagens começam em São João del-Rei pois lá dormem as locomotivas e os antigos vagões de madeira.

Por Haroldo Castro (Texto e fotos)
Viajologia - Tiradentes, MG

Quase impossível ir a Tiradentes pela primeira vez e não fazer o passeio de Maria Fumaça que liga a cidade colonial a São João del-Rei. Há sempre uma criança dentro de nós, entusiasmada com um trem que se move, com um apito vibrando ou com o barulho constante das rodas de ferro nos trilhos.
Por isso, mesmo tendo realizado o trajeto em 1986, não neguei o convite. E rapidamente concluí que, nos últimos 28 anos, pouca coisa mudou no ambiente ferroviário mineiro: as antigas locomotivas continuam tão charmosas como antes.
Todas as viagens começam em São João del-Rei pois lá dormem as locomotivas e os antigos vagões de madeira. Nos feriados, nas sextas e nos finais de semana, a primeira viagem ocorre às 10h da manhã. Depois de 35 minutos, o trem chega a Tiradentes.
Mas como mudar a direção da locomotiva para voltar? Os ferroviários resolveram a equação criando uma rotunda giratória. A locomotiva entra em uma plataforma circular, onde dá um giro de 180 graus. Ela entra de costas, dá meia-volta e sai na direção oposta. Trafega algumas dezenas de metros em um trilho paralelo e depois se engata na frentedos vagões, os quais não saíram do lugar.
É hora de embarcar. O ruidoso apito chama a atenção dos retardatários. O primeiro solavanco da saída mostra que a viagem acontece com equipamentos antigos e barulhentos. Os vagões parecem que vão se desmanchar durante trajeto. Os bancos de madeira estão longe de serem confortáveis.
Mas o pitoresco parece ser o elemento fundamental. Até mesmo uma família de norte-americanos, que faz uma longa jornada pela América do Sul, acha graça na viagem da Maria Fumaça, embora não tenham recebido nenhuma informação e saibam apenas o nome das estações de saída e de chegada.
De fato, apesar do custo da passagem (40 reais), não existe nenhum serviço que dê uma informação básica sobre o passeio. Seria tão simples ter uma gravação em diversos idiomas relatando os principais passos do itinerário e falando sobre o Rio das Mortes e a Serra de São José. Minha alma de guia turístico acaba puxando conversa com a família norte-americana e passo alguns dados.
Explico também que viajamos em uma bitola de 76 cm, a mais estreita do Brasil, e que nossa locomotiva 41 foi fabricada em 1912 nos Estados Unidos pela empresa Baldwin Locomotive Works da Filadélfia. Relato também que o trecho de 12 km no qual viajamos é o único que sobrou de uma longa linha férrea inaugurada em 1881. Os estrangeiros agradecem e me oferecem, em troca, um chocolate mineiro.
Segundo os que tentam preservar a história ferroviária brasileira, teriam existido até pouco tempo 18 locomotivas com a“bitolinha”de 76 cm, todas fabricadas pela mesma Baldwin entre 1880 e 1919. Muitas delas ainda estão no Museu Ferroviário, mas não funcionam; poucas (como a 41, a 42 e a 68) continuam em operação. Outras viraram sucata. A Baldwin chegou a ser a maior fabricante mundial de locomotivas e teria produzido mais de 70 mil máquinas entre 1832 e 1956. Com a mudança de tecnologia, a empresa faliu em 1972. Fim de linha. Para nós também: chegamos a São João del-Rei.
* Possui três paixões: contar estórias com fotos e crônicas, estar na natureza e viajar intensamente. Criou o conceito de Viajologia, que reconhece a viagem como uma escola dinâmica.
Fonte - STEFZS  24/07/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Desativação de Maria Fumaça prejudica turismo em Paraíba do Sul, RJ

Transportes sobre trilhos

Maria Fumaça desativada prejudica turismo em Paraíba do Sul, RJ - Passeio chegava a atrair quase 2 mil pessoas nos fins de semana. Secretaria de Turismo diz existe projeto para que o trem volte a funcionar.

G1

O abandono da Maria Fumaça, desativada há quase seis anos, fez com que Paraíba do Sul (RJ) perdesse um de seus principais atrativos turísticos. Esquecidos na estação central, os vagões dão sinais da falta de conservação.
A viagem, de 14 quilômetros, durava quase três horas. No caminho, os visitantes apreciavam a paisagem e também conheciam um pouco da história da estrada real. O passeio chegava a atrair quase 2 mil pessoas nos fins de semana. No trajeto do Centro até o Cavaru, na zona rural da cidade, os turistas faziam paradas nas estações ferroviárias. O movimento aquecia o comércio local. “Esperanças eu tenho, de voltar o trenzinho de novo e ser aquela mesma movimentação maravilhosa, porque o ganho é maior”, contou a artesã Ana Maria Ferreira Martins, que vendia seus trabalhos para complementar a renda.
A Secretaria de Turismo reconhece a importância da Maria Fumaça para o setor, e diz que existe um projeto para que o trem volte a funcionar. “A reativação da Maria Fumaça é uma das prioridades do governo atual, tanto que o próprio prefeito se empenha pessoalmente na execução desse projeto. Para o turismo, é de fundamental importância. Então, já estão bastante avançadas as negociações junto ao governo do estado e outros órgãos competentes, e também conversas com empresas privadas que possam viabilizar o projeto, financeiramente", explicou a secretária da pasta, Elaine Moura.
Fonte - STEFZS  15/07/2014

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O TREM É UMA FESTA

Festa italiana ocorre dentro dos carros de um trem em movimento



A série Trens do Brasil mostra, nesta terça-feira (23), o trem que percorre 23 quilômetros em uma viagem de duas horas, que são regadas a música italiana, vinho e dança.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Trens do Brasil

Uma viagem pelos trilhos cheios de histórias, paixões e paisagens


A dama de ferro, Maria Fumaça O Caminhos da Reportagem desta semana vai fazer uma viagem nos trens do Brasil. A repórter Katiuscia Neri percorreu os trilhos cheios de histórias, paixões, paisagens, e também cheios de problemas, onde até as engrenagens emperram.
Nessa jornada, você vai conhecer a realidade das ferrovias. Desde a produtividade, os avanços e o mercado de trabalho, até os problemas que impedem o crescimento. Já se foram 158 anos desde que a primeira ferrovia foi inaugurada e, mesmo depois de todo esse tempo, o Brasil ainda não é um país que anda nos trilhos.
Vai conhecer a história da grande dama de ferro, a Maria Fumaça, que viveu a decadência, após anos transportando riquezas como o café. E ainda vai saber como as linhas ferroviárias perderam espaço para as rodovias mas ganharam uma luz no fim do túnel com a construção da Transnordestina, que está mudando vidas no Nordeste do país.
No programa você vai pegar carona numa das mais elegantes viagens: o trem da serra do mar paranaense. E mais, vai ver as mini-ferrovias e maquetes construídas nos mínimos detalhes pelos apaixonados pelo ferromodelismo.







Fonte - TV Brasil ( EBC ) 10/01/2013

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Maria-fumaça volta ao metrô londrino para comemoração

BBC - 18/12/2012

Quase um século e meio após sua inauguração, o metrô de Londres voltou a ver uma maria-fumaça andando sobre seus trilhos.
Em uma viagem teste para a comemoração do aniversário de 150 anos da primeira viagem, em janeiro, um trem restaurado de mais de cem anos circulou pela linha Metropolitan, a primeira do sistema do metrô londrino, o mais antigo do mundo. A viagem comemorativa do dia 13 de janeiro poderá ser acompanhada por 300 passageiros, escolhidos por sorteio.
Segundo o Museu dos Transportes de Londres, responsável pela reforma da maria-fumaça, 40 mil pessoas viajaram no dia da inauguração do serviço, que então conectava as estações de Paddington e Farringdon, no centro da cidade.
Fonte - Revista ferroviária 18/12/2012

Assista o vídeo

Fonte - BBC