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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sistema Ferroviário do Subúrbio de Salvador tem manutenção cotidiana

Transportes sobre trilhos  🚃

O Sistema Ferroviário do Subúrbio é muito antigo. Todos os trens possuem fabricação superior a 50 anos, e as peças de reposição não são mais encontradas no mercado, tornando ainda mais difícil o processo de manutenção dos trens.Uma nova solução para a mobilidade na região do Subúrbio,será a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em substituição aos antigos trens atualmente em operação, ampliando a oferta de viagens inclusive para as novas estações do Comércio e da avenida São Luiz.

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
A Companhia de Transportes da Bahia (CTB) realiza, cotidianamente, a manutenção do Sistema Ferroviário do Subúrbio de Salvador. Mas as chuvas dos últimos dias tem dificultado a ação dos operadores.
O Sistema Ferroviário do Subúrbio é muito antigo. Todos os trens possuem fabricação superior a 50 anos, e as peças de reposição não são mais encontradas no mercado, tornando ainda mais difícil o processo de manutenção dos trens.
Após a transferência do sistema, do município de Salvador para o Estado, em maio de 2013, foram realizados estudos e planejamentos, propondo uma nova solução para a mobilidade na região do Subúrbio, com a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em substituição ao Trem do Subúrbio e ampliando a oferta para o Comércio e avenida São Luiz.
Neste novo cenário, os antigos trens serão desativados para dar lugar ao moderno VLT, em condições de atender com segurança, qualidade e rapidez às necessidades de mobilidade na região.
O aviso de licitação para implantação e operação do VLT já foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). O edital de Concessão nº 01/2017 define o dia 30 de junho como prazo final para as empresas entregarem as propostas.

VLT

O VLT terá cerca de 19 quilômetros de extensão e 21 paradas. Estão previstas intervenções em duas fases. A primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 quilômetros. A segunda, entre Plataforma e São Luiz, com 9 quilômetros. Atualmente, a malha ferroviária que liga Paripe à Calçada é de 13,6 quilômetros.
O sistema atual opera com trens de 40 em 40 minutos e, futuramente, com o VLT, a disponibilidade será de 10 em 10 minutos. Em horário de pico, ele vai operar até com intervalos menores. O tempo de viagem também vai mudar. Hoje, da Calçada até Paripe, leva-se 35 minutos. Com a substituição, este mesmo tempo será utilizado para fazer uma viagem mais longa, entre o Comércio e a região de São Luiz. Ou seja, será ampliada a velocidade e as possibilidades para a população.
Além da modernidade, segurança, rapidez e conforto, o VLT possibilitará requalificação urbana para toda a região do Subúrbio, Calçada e Comércio.
Com informações da Sedur  01/06/2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Conheça o Projeto Caçador de Trens

Transportes sobre trilhos  🚃

Percorrer todo o Brasil e outros países fotografando e filmando, todos os trens existentes, bem como equipamentos ferroviários, estações abandonadas, restauradas e utilizadas para outros fins,é o objetivo e finalidade do grupo

Abifer
foto - ilustração
O “Projeto Caçador de Trens” é um grupo que tem como objetivo e finalidade percorrer todo o Brasil e outros países fotografando e filmando, todos os trens existentes, bem como equipamentos ferroviários, estações abandonadas, restauradas e utilizadas para outros fins, enfim tudo que se relacione com o tema ferrovia. Seguem outros objetivos:
Fazer mostras de trabalhos juntamente com fotógrafos, artistas plásticos, músicos e historiadores da região, sempre tendo o trem como tema.
Efetuar levantamento em arquivos históricos das ferrovias e entrevistar as pessoas que mantiveram contato com a ferrovia.
Lutar pela volta dos trens de passageiros e a recuperação da malha ferroviária em todo o Brasil.
Terá cursos, prestação de serviços, palestras, passeios, viagens, trabalhos sociais, entre outros.
Conheça o projeto em:
www.cacadordetrens.org.br
Fonte - ABIFER/Caçador de Trens  10/02/2017

sexta-feira, 22 de julho de 2016

10 Viagens de Trem para fazer pelo Brasil

Turismo Ferroviário

Diferente dos trens convencionais (utilizados apenas como transporte público), esses roteiros propõe um dia turístico regado por histórias e informações interessantes. Assim, as locomotivas são preparadas para receber turistas, com número de acentos contados - sem qualquer possibilidade de aperto ou lotação! 

Guia da Semana
Ouro Preto a Mariana MG
Viajar de trem é uma experiência única e exótica, afinal, não é todo dia que passamos por cenários da época cafeeira em São Paulo ou até mesmo em locais históricos do nosso país.
Diferente dos trens convencionais (utilizados apenas como transporte público), esses roteiros propõe um dia turístico regado por histórias e informações interessantes. Assim, as locomotivas são preparadas para receber turistas, com número de acentos contados - sem qualquer possibilidade de aperto ou lotação!
Além da viagem, alguns passeios oferecem guias turísticos, paradas em cidades, refeições e até mesmo degustações de queijos e vinhos! Ficou interessado? Então confira 10 opções de passeios e viagens de trem para fazer pelo Brasil:

Passeios bate e volta 
Maria Fumaça - Ouro Preto a Mariana (MG)
A locomotiva de 1949 tem o interior de madeira e desenho semelhante às composições do início do século 20. A viagem parte de Ouro Preto com destino à Mariana. São apenas 18 quilômetros percorridos em menos de uma hora, mas a sensação de viajar no tempo é garantida. O valor da passagem é de R$ 20 (a meia entrada) e sai aos finais de semana (sexta, sábado e domingo) da cidade de Mariana ou Ouro Preto. Para comprar o ingresso, basta acessar o site.

Trem Serra do Mar - Curitiba á Morretes (PR)
Um dos passeios mais agradáveis que tem para fazer é o Trem Serra do Mar, que percorre o trecho de Curitiba até Morretes e atrai diversos turistas. O trajeto dura 3 horas e passa por túneis e pontes que tornam o passeio interessante. A Serra Verde Express, empresa que realiza o programa, é conhecida por ter passeios de luxo pelo Brasil todo. Além do passeio, estão inclusos no ingresso um almoço, tour guiado pela cidade e guia turístico. O ingresso custa R$ 260 e pode ser adquirido por telefone (41) 3888-3488.

Maria Fumaça - Tiradentes a São João Del Rei (MG)
O trem percorre os 12 km que separa as cidades e percorre rios, serras e incríveis paisagens. As saídas ocorrem aos finais de semana (sexta, sábado e domingo). O roteiro só de ida custa R$ 50 e o completo (ida e volta), R$ 60. É possível iniciar a viagem tanto de Tiradentes quanto de São João Del Rei. Os ingressos são adquiridos apenas nas bilheterias das cidades. Clique aqui para saber mais sobre endereços e valores.

São lourenço a Loledade MG
Trem das Águas - São Lourenço a Soledade de Minas (MG)
O Trem das Águas tem trajeto de duas horas (ida e volta) e percorre um caminho de 10 quilômetros. A locomotiva a vapor é do ano de 1928 e faz com que os visitantes viajem no tempo. Uma das opções de viagem é o vagão que oferece degustação de queijos, doces, suco de uva, vinho e cachaça. O passeio sai aos finais de semana (sexta, sábado e domingo) da cidade de São Lourenço. O valor do ingresso é de R$ 55 na classe turística e R$ 78 na classe especial com degustação. Indica-se a compra antecipada de ingressos pelo telefone (35) 3332-3011.

Maria Fumaça - Rota do Vinho na Serra Gaúcha (RS)
A Serra Gaúcha guarda aos viajantes inúmeras surpresas, principalmente para os amantes de vinho. Para aproveitar ainda mais o roteiro, o passeio de trem com a Maria Fumaça propõe uma verdadeira vivência em grupo com degustação de vinhos e queijos. O trajeto parte da cidade de Bento Gonçalves, passa por Garibaldi e termina na cidade de Carlos Barbosa. São 23 quilômetros de agradável percurso com duração média de 2 horas. Durante o passeio, a festa é conduzida por atrações típicas italianas e gaúchas. Os ingressos saem por R$ 98 na baixa temporada e R$ 120 na alta (julho, dezembro e janeiro). Para adquirir o pacote, basta entrar em contato pelo telefone (54) 3455-2788.

Trem da Serra da Mantiqueira - Passa Quatro a Serra da Mantiqueira (MG)
O Trem da Serra da Mantiqueira parte da cidade de Passa Quatro com destino à divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Durante o percurso de uma hora (ida), são feitas paradas para compras de artesanato, além de passar por casarões da época dos barões de café, parada para conhecer o museu da novela da rede Globo JK e Mad Maria. O passeio ida e volta custa cerca de R$ 50, sendo necessário ligar para o telefone (35) 3371–2167 para fazer reservas.

Expresso Turístico - São Paulo a Paranapiacaba (SP)
A cidade turística de Paranapiacaba fica no município de Santo André e visitá-la é como voltar no tempo dos barões de café, onde as cidades eram rústicas e pequenas. A região abrigou, em 1867, imigrantes ingleses que vieram ao país para construir a ferrovia paulista. Por conta disso, Paranapiacaba possui uma arquitetura diferenciada, com edificações construídas pelos britânicos e mantidas até hoje. Além disso, trilhas, cachoeiras e bastante contato com a natureza completam as atrações do lugar. O Expresso Turístico da CPTM realiza o passeio através de uma locomotiva dos anos 50. O passeio parte da Estação da Luz aos domingos. O ingresso custa cerca de R$ 45 por pessoa e é vendido apenas na Bilheteria da Estação. Não é possível comprar pela internet. Para mais informações, acesse o site oficial da CPTM.

Maria Fumaça - Campinas a Jaguariuna (SP)
O passeio da Maria Fumaça parte da cidade de Campinas com destino à Jaguariúna e é uma das melhores viagens de trem para fazer, principalmente com crianças! A viagem de 3 horas e meia tem duas paradas: na Estação Tanquinhos, onde o público aprende o funcionamento do trem a vapor, conhecido como Maria Fumaça. Em seguida, o passeio prossegue até Jaguariúna, onde é realizada uma visita a um museu com roupas de época. Além disso, em cada vagão um monitor explica os locais importantes por onde a locomotiva passa. Para mais informações, acesse o site oficial da Maria Fumaça.

Estrada de Ferro - Campos de Jordão a Santo Antônio do Pinhal (SP)
A viagem começa em Campos do Jordão, na Estação Emílio Ribas, com destino a Santo Antônio do Pinhal. São cerca de 2h30 (ida e volta) de trajeto, que passa pelo centro de Campos do Jordão, trechos da Serra da Mantiqueira e um dos pontos ferroviários mais altos: Alto do Lajeado (tem 1.743 metros de altura)! Ao chegar ao destino, é feita uma parada de 30 minutos onde os visitantes podem conhecer uma confortável cafeteria e, se desejarem, comprar doces caseiros.

Viagem 
Trem da Vale - Belo Horizonte (MG) a Cariacica (ES)
A viagem de trem, que parte de Belo Horizonte com destino a Cariacica, no Espírito Santo, é considerada a mais longa que existe no país e a única que atravessa estados. Dentro da locomotiva, modernizada e com classes diferentes, não existe nenhum tipo de atividade turística, sendo apenas um meio de transporte. Existem 2 classes: executiva com poltronas reclináveis e mais espaçadas e a econômica com maior número de poltronas e um pouco menos espaço. Para comprar a passagem, é necessário preencher os dados no site e verificar disponibilidade.
Fonte - Guia da Semana  21/07/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O progresso pelos trilhos

Transportes sobre trilhos 

O transporte ferroviário de passageiros atendia a necessidade tanto de famílias mais abastadas como as de baixas rendas.E o trem vinha chegando, serelepe, apitando, puxando e exibindo seus vagões, não respeitando ninguém a sua frente.Tinha o vagão de primeira, com poltronas acolchoadas, o de segunda, com tábua pura, serrada, e o vagão restaurante com vários tipos de refeições.

Clic - Folha BH/MG
foto - ilustração/est.Passosprogresso,trilhos,
Estradas de ferro, o trem, seu apito… a plataforma da Estação Ferroviária era uma inocente diversão e um atraente ponto de encontro do povo para ver quem estava chegando e quem estava partindo. E para muitos era local de encontro de namoro.
Dia desses, caminhando por ali, passei por vários meninos, que num campinho improvisado disputavam uma bola. Parei por um momento, e ao observar a cena vi que não consegui me livrar do menino que fui um dia. Viajei no tempo, infância inocente, correndo descalço por ruas empoeiradas, dando pinote em cavalo de cabo de vassoura, vivendo a vida de moleque no mundo de sonhos e imaginação. Procurando córregos para nadar, brincar de xerife e bandido com revólveres de espoleta, pular o muro do vizinho para roubar frutas, chupar, lambuzar, e limpar a boca com o dorso da mão. E nessas recordações, levei minha infância para os trilhos do trem de ferro que atravessou e marcou a minha vida e de muitos meninos de meu tempo. Nós, meninos, quase todos os dias corríamos para a Estação de ferro, e ficávamos observando o chefe da Estação na sala do telégrafo, ouvindo o tac-tac do telegrafista enviando e recebendo mensagens das outras estações, e ao ouvir o telégrafo com seus bipes informando o chefe da Estação que o trem acabara de partir de Itaú para Passos, na espera do trem chegar, ficávamos olhando e observando os vagões de carga, alguns cheios de gado engaiolados aguardando o trem de passageiros chegar para poder dar seu apito de partida. O transporte ferroviário de passageiros atendia a necessidade tanto de famílias mais abastadas como as de baixas rendas.
E o trem vinha chegando, serelepe, apitando, puxando e exibindo seus vagões, não respeitando ninguém a sua frente. Tinha o vagão de primeira, com poltronas acolchoadas, o de segunda, com tábua pura, serrada, e o vagão restaurante com vários tipos de refeições.
Na chegada seu apito prolongava com mãos se pondo de fora das janelas dos vagões em acenos repetidos, retribuindo os acenos também erguiam mãos na plataforma, e com sorrisos de alegria havia os emocionantes encontros de pessoas embalados pela emoção. E o trem chegava, resfolegando, espirrando fumaça para o alto, fagulhando, apitando, passageiros sorrindo com a cabeça de fora do vagão, acenando com a mão para alguém ali à espera. Pelas portas e janelas via – se sair sacos, cestas, malotes e velhas malas!
Ver a chegada do trem e o desembarque dos passageiros era o divertimento da maioria da população. As pessoas faziam amizades, reviam velhos amigos, e no vai e vem do trem nasciam muitos amores, muitas esperanças!
E como era gostoso fazer uma viagem de Maria Fumaça: sentir o trem ir sacolejando e apitando nas curvas e nos caminhos, passando em cortes de serra, mata nativa, pontes sobre rios, cruzando os vilarejos e cidades, de dia e de noite cortando as paisagens e levando passageiros a tantas cidades. Cada um passava o tempo de um jeito, uns tentando dormir, outros puxando assunto e fazendo amizade. E o povo viajante levava na bagagem de tudo para comer: bolo, farofa de galinha, de carne seca, queijo, rapadura, laranja, litro de água…
E o trem seguia, via – se fazendas, casas, bois, boiadas… e aquela grande máquina de ferro, com seus vagões ia serpenteando entre lavouras, morros, matas, engolindo os trilhos, soltando fumaça e fagulhas até perder as energias, e se deixando morrer na plataforma das saudosas Estações, lembradas como local de encontro, reencontros e despedidas. Quando chegava, trazia sempre a esperança na bagagem e de volta a alegria e a saudade que ficava entre nós. O trem de ferro foi um símbolo que deixamos para trás, mas que não queríamos que acabasse. Era uma inesquecível nostálgica viagem em que o progresso chegava pelos trilhos. Agora, só saudade e lembranças daqueles que viveram o tempo daquela máquina capaz de soltar fumaça pela narina, e que sentiram seu sacolejo e seu apito adentrando ou saindo das saudosas Estações das cidades de nossa região.
A inauguração da Estação Mogiana em Passos se deu em 11 de dezembro de 1921 e foi desativada em 1977. A retirada dos trilhos começou em janeiro de 1986.
É o tempo passando e a gente “Memoriando!”
Fonte - ANPTrilhos   24/02/2016

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Passeios na Maria-Fumaça em Guararema devem começar em outubro

Turismo ferroviário

A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela ABPF

Mogi News
Luana Nogueira |De Guararema
O bairro de Luís Carlos voltou mais de cinco décadas no tempo ontem. A Maria-Fumaça, que desde a década de 70 havia sido desativada, voltou a circular pelos trilhos da antiga estação sob os olhares curiosos daqueles que nunca viram a imponente máquina a vapor operando e para aqueles que só queriam ver mais uma vez a Velha Senhora. A partir de outubro, os turistas poderão desfrutar do passeio de sete quilômetros que percorrerá montanhas e pastos da estação central de Guararema até Luís Carlos. Os passeios que ocorrerão aos fins de semanas e feriados prometem levar os visitantes para uma viagem ao passado.
A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que tem autorização para operar o passeio turístico em Guararema. O passeio que começará a ser oferecido a população em outubro vai durar 30 minutos e ocorrerá em dois horários por dia. O prefeito de Guararema, Adriano Toledo (PR), informou que nesse mês de aniversário da cidade, a Maria-Fumaça, atenderá a grupos culturais do município. "Queremos oferecer essa parte cultural e a partir de outubro, realizar de forma regular o passeio para todo mundo. Ele ocorrerá de sábado, domingo e feriado, já na sexta-feira, será reservado para os alunos da cidade. Será um resgate cultural e histórico", destacou.
O presidente da ABPF, Jorge Sanches, explicou que os últimos detalhes para a operação do passeio turístico estão sendo realizados. "Foi um trabalho muito bem feito da prefeitura essa revitalização", afirmou ele entusiasmado.
Fonte - STEFZS  15/09/2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Locomotiva centenária agora fica em exposição no museu de Londrina

Transportes sobre trilhos

Máquina é semelhante as utilizadas na década de 30 na região norte do PR. Peça de 1910 foi restaurada e passa a fazer parte do acervo expositivo.

Do G1 PR, em Londrina
Rodrigo Saviani

Uma locomotiva a vapor fabricada em 1910 agora faz parte do acervo expositivo do Museu Histórico de Londrina, no norte do Paraná. A máquina modelo Baldwin 480 foi restaurada por técnicos contratados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Acoplada ao próprio tender, carro de carga para transportar lenha ou água, a locomotiva junta-se a dois vagões que já estavam no local. Uma forma de resgatar a memória e valorizar ainda mais o patrimônio histórico da cidade.
A locomotiva foi fabricada nos Estados Unidos e pertenceu à extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF). Ela funcionou por mais de 70 anos, mas nunca passou por Londrina, chegando a cidade depois de aposentada. A máquina foi doada para a UEL, em 1999, como patrimônio histórico.
“Foram locomotivas semelhantes à que foi restaurada que trouxeram os imigrantes, levaram os produtos que a região produzia, como o café para os portos, principalmente nas décadas de 1930 e 1940. Essa locomotiva relembra toda a sua importância histórica ”, contou Regina Alegro, diretora do Museu Histórico.

Memória
O local escolhido como nova casa da locomotiva não poderia ser melhor. Desde 10 de dezembro de 1986, o Museu Histórico ocupa o prédio da antiga Estação Ferroviária de Londrina. “Isso destaca ainda mais a importância que a ferrovia teve na nossa história e na nossa memória. Ela foi fundamental para o desenvolvimento de Londrina”, ressalta a diretora do museu.
O prédio foi inaugurado em 1952 e substituiu a primeira estação. Por ali passava a linha que vinha de Ourinhos. A diretora do museu lembra que a ferrovia era uma estratégia para fazer Londrina crescer e evoluir. “Era uma forma de passar a ideia de uma cidade moderna, e a locomotiva era um símbolo da modernidade naquela época”, explica.
Além da locomotiva, fotos históricas das estações ferroviárias e dos trens que passavem pela cidade estão em exposição no museu. Para os visitantes, observar a locomotiva e as fotos históricas é uma possibilidade de voltar no tempo. “O trem era uma atração. Era um sinal de modernidade. Sempre estava cheio. Desde pequeno eu vinha aqui pegar o trem com minha família, e era bem desse jeito, igual esse que está aqui hoje. É importante relembrar a história da cidade”, relembra o aposentado Antônio Reginaldo Veltrini.
Responsável pela restauração, William Capello também revive a história ao entrar no agora museu. “A primeira vez que entrei aqui, foi como se eu voltasse no tempo e enxergasse as pessoas, o movimento, os trens chegando e partindo”, conta.
Além do lado profissional, Capello teve outras motivações para assumir a missão de restaurar a Baldwin. “Meu avô ajudou a construir parte da sustentação do telhado desse prédio, quando era a estação ferroviária. Então, fazer isso é uma forma de minha família colaborar na preservação da memória da cidade”, afirma.

Restauração
Segundo o restaurador William Capello, foi preciso reconstruir as peças que estragaram com o tempo e já não são mais fabricadas. “Essa é a arte, a maravilha da profissão. É como se voltássemos no tempo. Não existem mais aquelas peças e você faz com as próprias mãos”, disse.
Algumas peças originais serão preservadas, como a alavanca usada pelo maquinista. “Decidimos manter assim para conservar a originalidade dela. O suor da mão do maquinista colaborou com o desgaste da peça. Então, para conservar resolvemos deixa-la dessa forma, com as suas marcas”, explicou Capello.
O local onde ficava o maquinista também foi todo restaurado. “Todo o teto, as janelas, que são de madeira, e as portas, que são de madeira e vidro, tudo foi preservado e restaurado”, informou o restaurador.

Durante o trabalho de restauração, algumas descobertas sobre a centenária locomotiva aconteceram durante o trabalho, como a inexistência de soldas, uma vez que as peças foram fixadas com rebites. Os estudantes da universidade que fazem parte do processo também descobriram que a máquina já passou por outros processos de restauração, já que alguns rebites foram substituídos por parafusos. Na recuperação, os rebites foram recolocados, em nome da originalidade da peça histórica.
O material utilizado na restauração permite que a locomotiva fique exposta aos efeitos do tempo sem correr risco de estragar e sofrer algum grande desgaste. "Nós utilizamos produtos e trabalhamos da melhor forma para que essa restauração dure o máximo possível", explica o restaurador.
Agora, a máquina passará por uma segunda etapa de restauração, com a instalação de peças similares as que foram perdidas com o tempo. Entre elas, está o apito da locomotiva. “Como não conseguimos achar tais peças, seja pela raridade ou inexistência, vamos montar e colocar algumas similares, deixando-a assim o mais perto possível de como era”, conta Capello.

Serviço - Museu Histórico de Londrina
Local: Rua Benjamim Constant, 900 - Centro.
Horário de atendimento: de terça a sexta=feira, das 9h às 11h30 e das 14h30 às 17h30; sábado e domingo, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h.
Informações: (43) 3323-0082.
Fonte - STEFZS  01/05/2014

domingo, 25 de novembro de 2012

O trem de passageiros - 1940 - Historic Baltimore & Ohio Railroad Trens na América

Viagens de trens



Uma viagem  em um trem com aerodinâmica  no estilo dos anos 40 ( 1940 ) Cenas do interior do trem,da parte externa do trajeto do mesmo,da tripulação dentro da máquina do comboio e do alto conforto que é desfrutado pelos passageiros do Trem.A locomotiva Baltimore & Ohio e Rollingstock e a maquina propulsora desse incrível comboio.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O TREM NOSSO DE CADA DIA

Transportes sobre trilhos

O Trem do Subúrbio de Salvador...ou o que ainda restou dele....





A.Luis
Ponte de São João
Os cinquentenários trens Toshiba,que operavam em São Paulo nas linhas da Ferrovia Sorocabana,depois CPTM,dos antigos 30 trens,3 foram reformados em Três Rios no RJ e foram cedidos para a CTS/Salvador.Ao chegarem em Salvador não entram logo em operação porque a composição não pode passar por um dos túneis de Periperi pelo fato do trem ser mais alto.Os engenheiros não verificaram os gabaritos do túnel antes dos trens serem entregues.Tiveram que rebaixar o leito da via permanente para que o trem então passasse pelo túnel mais antigo,construído em 1858/60 pelos ingleses.Enquanto os trabalhos de rebaixamento do leito da ferrovia dentro do túnel eram realizados o trem teve que passar pelo túnel mais novo nos dois sentidos.Além disso quando entraram em operação ocorreram acidentes com descarrilhamento e até tombamento,quando foram então realizadas modificações no sistema de acoplamento e nos truques dos trens para eliminar tais problemas.
                                     
TUE chegando ao pátio da Calçada
O TUE ACF/GE  que operam em Salvador
Trens antigos carros-motores GE / ACF (American Car & Foundry),construídos nos Estados Unidos em 1962. Cada um possui 2 cabines para o maquinista, 2 pantógrafos, comprimento de 17,8m e largura de 2,8m operando com dois carros automotrizes e um carro reboque Pidner.

Até 1972, os trens de subúrbio percorriam as linhas até o município de Simões FIlho. Depois passaram a ir até Aratu, Mapele e, a partir do início dos anos 80, somente até Paripe. A demanda atual de passageiros é menor do que há alguns anos, em virtude da crescente "concorrência dos ônibus"...
- Esta´em andamento nas oficinas da CTS na Calçada a mais ou menos um ano a reforma de 3 composições composta de 3 carros ACF/GE. Pelo que apuramos essas reformas foram iniciadas em uma empresa no Rio de Janeiro e estão sendo concluídas aqui pela CTS ainda sem prazo previsto para seu termino. -
Pregopontocom - 25/07/2012