UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 11 de março de 2021

Viagem no tempo: conheça as principais opções de trem turístico no Brasil

Turismo Ferroviário   🚂🚃🚃🚃🚃

Em 2019, segundo dados da Abottc, cerca de 3 milhões de passageiros viajaram de trem pelo Brasil.O Trem Republicano, atrativo turístico operado pela Serra Verde Express, percorre os trilhos entre Itu e Salto, municípios a pouco mais de 80 quilômetros da capital paulista.Operada pela VLI Trens Turísticos, a rota São João Del-Rei a Tiradentes (MG) possui 12 quilômetros de extensão, realizado entre 40 e 50 minutos, a bordo de uma locomotiva a vapor com capacidade para até 250 passageiros.

Brasil Turis*
foto - reprodução
No final de 2020, o estado de São Paulo inaugurou um atrativo que combina história, cultura e lazer com um toque de nostalgia. O Trem Republicano, atrativo turístico operado pela Serra Verde Express, percorre os trilhos entre Itu e Salto, municípios a pouco mais de 80 quilômetros da capital paulista. O nome faz alusão à Convenção de Itu, a primeira realizada no Brasil República, em 1873. Foram 15 anos para estruturar o trem turístico e fazer o roteiro de 7,6 quilômetros sair do papel. Ao que parece, a espera valeu a pena. Com investimento de R$ 14,1 milhões do governo do estado paulista, o tour propõe um resgate às origens dos locais visitados e é uma homenagem ao turismo de antigamente, sem deixar de lado as comodidades da vida moderna. A viagem de 40 minutos é realizada em uma locomotiva de 1952, movida a diesel, que pertencia à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Os três vagões comportam até 132 passageiros, sendo um convencional, um turístico e um pet friendly. Por conta das limitações decorrentes da pandemia, as operações ocorrem de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, com dois trajetos de ida e dois de volta. Durante a cerimônia de inauguração, em dezembro do ano passado, Vinicius Lummertz reforçou a importância da novidade. “Nós precisamos do turismo ferroviário em toda São Paulo para podermos começar a fazer com que esse modal seja um conjunto comercializado pelas agências de viagens, desejado pelas pessoas que já fazem o trajeto Curitiba/Paranaguá. Aqui não é apenas um passeio turístico de trem, é muito mais que isso, e veremos, ao longo do tempo, que muitas coisas serão construídas no entorno, gerando riqueza, empregos e oportunidades pelo turismo”, defendeu o secretário Estadual de Turismo. Adonai Aires de Arruda, diretor-presidente da Serra Verde Express e da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) reforça a opinião de Lummertz. “Acreditamos que podemos propiciar lazer, cultura e história aos turistas e moradores. Com o trem turístico, a tendência é que muitos viajantes de outros locais do estado e de todo o Brasil passem a conhecer a cidade”, reforça. Quem quiser agregar mais experiência ao roteiro, pode oferecer aos clientes passeios opcionais aos atrativos do entorno. As sugestões são o Parque Maeda, o Museu de Energia, o Museu Republicano e o Parque Ecológico do Varvito, entre outros. “O trem é sempre o ícone, a cereja do bolo, mas é necessário que as ferramentas regionais estejam adaptadas e aptas ao atendimento dos turistas em todos os graus de exigência”, complementa Arruda.

Na Mira
Em 2019, segundo dados da Abottc, cerca de 3 milhões de passageiros viajaram de trem pelo Brasil. O produto tem a particularidade de não ser sazonal e é indicado para todos os perfis, desde viajantes solo até grupos familiares e de amigos, além de atender a diferentes classes econômicas. Arruda reforça que há outros três projetos em andamento, além de atenção especial à ampliação de ofertas nas regiões já operadas. “Desenvolvemos produtos voltados a todos os públicos, desde aqueles turistas que buscam por desprovimento total, como os mochileiros, até ciclistas e terceira idade. Também temos pacotes criados para aqueles que querem um passeio mais luxuoso, para comemorar uma data especial ou impressionar alguém com a experiência”, enfatiza o diretor-presidente da Abottc. O mais recente roteiro ferroviário se une a outros 28 tours sobre trilhos que já estão no catálogo da Bancorbrás. A agência informa que o Trem Serra do Mar (PR), o Trem do Vinho (RS) e o trajeto entre São João Del-Rei e Tiradentes (MG) são os destaques. “O aumento na procura depende de uma maior divulgação dos trens em operação ou de roteiros específicos para turismo, visto que as viagens nacionais são as mais propícias atualmente”, afirma Christian Soliva, coordenador da Bancorbrás. Todas as opções informaram que operam sob protocolos de segurança no combate à covid-19, incluindo limitação na capacidade de público por viagem. É válido ressaltar que a disponibilidade de rotas pode variar de acordo com a fase em que cada localidade se encontra, portanto vale verificar o site das operadoras dos passeios com antecedência para checar eventuais mudanças nos itinerários.

De Volta ao ao Século XIX
Operada pela VLI Trens Turísticos, a rota São João Del-Rei a Tiradentes (MG) possui 12 quilômetros de extensão, realizado entre 40 e 50 minutos, a bordo de uma locomotiva a vapor com capacidade para até 250 passageiros. A maria-fumaça roda sobre a antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (Efom), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II e oferece aos turistas um vislumbre da natureza do entorno e da arquitetura de dois séculos atrás, preservada nas estações. Um dos pontos altos do passeio – na ponta Tiradentes – é a rotunda, o giro manual realizado quando a locomotiva chega ao destino, alterando o sentido da viagem. Já em São João Del-Rei, o visitante pode aprender sobre a história ferroviária brasileira no museu local. Segundo a concessionária, a rota cruza fazendas centenárias, rios, montanhas e permite avistar belas paisagens, como o Rio das Mortes e a Serra de São José, área de preservação ambiental também conhecida como Serra de Tiradentes.

Natureza, Túneis e Pontes
Outro tour que vale a pena indicar é o roteiro Serra do Mar, com o trecho entre as estações de Curitiba e Morretes (PR), pela estrada de ferro que teve a Princesa Isabel como primeira passageira, em 1884. O percurso de 68 quilômetros, realizado pela Serra Verde Express em 4 horas e 15 minutos, inclui lanche, serviço de bordo e guia local. A operadora também vende uma extensão rodoviária de Morretes a Antonina e opções focadas em experiências – como o Expresso Classique (jantar a bordo, com inspiração nos anos 1930, embarque e desembarque em Curitiba) e os pacotes na litorina de luxo. Além das belezas naturais que acompanham o trajeto, os turistas também se encantam com as criações humanas. São 13 túneis e 41 pontes, incluindo a de São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto de Carvalho, que conecta os túneis 4 e 5 e promove a sensação de flutuação. Há ainda, o túnel da Roça Nova com 457 metros de comprimento localizado 956,63 metros acima do nível do mar.

Tradição Regional
Seguindo para a Serra Gaúcha (RS), o Trem do Vinho é operado pela Giordani Turismo, desde 1992. O roteiro passa pelos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa e promete uma série de experiências enogastronômicas. “O trem sempre teve um papel ligado ao desenvolvimento e à conexão de pessoas. Acreditamos neste princípio e seguimos em constante aperfeiçoamento para melhor receber os visitantes desde o nosso primeiro passeio”, declara Andréia Zucchi, diretora-executiva da Giordani Turismo e Eventos. A viagem de duas horas inclui teatro, coro italiano, show gaúcho e degustação de produtos alcoólicos e não alcoólicos derivados da uva, nas estações de cada município. No Parque Cultural Epopeia Italiana a história da imigração na região é encenada em um espetáculo que tem nove cenários em tamanho real. “O passeio fomenta toda a cadeia do turismo em três cidades e dá espaço para que os artistas se apresentam nas estações e no interior da Maria Fumaça. Beneficia também comerciantes, prestadores de serviços e estabelecimentos que recebem os viajantes que vêm à região para o passeio de Maria Fumaça”, finaliza.  
*https://brasilturis.com.br/viagem-no-tempo-conheca-as-principais-opcoes-de-trem-turistico-no-brasil/
Fonte Revista Ferroviária  11/03/2021

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Audiência Pública vai debater abandono da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Ferrovias

A realização foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira 22.02, através de requerimento de autoria do vereador Everaldo Fogaça (PTB).Segundo o vereador, ele esteve visitando na semana passada a ferrovia, não só os galpões, mas também todo o trajeto da Madeira-Mamoré até Santo Antônio e constatou o abandono do maior patrimônio histórico do Estado.

Rondônia Direta
foto - ilustração
O abandono da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré será tema de uma sessão especial de audiência Pública que será realizada no dia 14 de março de 2016, no plenário da Câmara Municipal de Porto Velho. A realização foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira 22.02, através de requerimento de autoria do vereador Everaldo Fogaça (PTB).
Segundo o vereador, ele esteve visitando na semana passada a ferrovia, não só os galpões, mas também todo o trajeto da Madeira-Mamoré até Santo Antônio e constatou o abandono do maior patrimônio histórico do Estado. Fogaça também lembrou que a velha ferrovia é conhecida mundialmente por sua epopeia que hoje está perdida no meio do mato.

foto - ilustração
“Quem conhece um pouco da história da Madeira-Mamoré sabe do que estou dizendo. Estamos cansados de tanta omissão com o patrimônio histórico. Precisamos saber ao certo quem tem a responsabilidade, quais os entraves, os projetos e o que pode ser feito pela velha ferrovia. É o mínimo que podemos fazer por ela”, comentou.
Para isso, o vereador convidou representantes do Poder Público, da iniciativa privada, e outros parceiros ligados à cultura local como a Funcultural, Ministério Público Federal (MPF); Advocacia Geral da União, Superintendência de Patrimônio da União, Superintendência Estadual de Turismo, Sindicato dos Engenheiros, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), Santo Antônio Energia; Federação da Indústria e Federação do Comércio de Rondônia.
Fonte - Revista Ferroviária  22/02/2016

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Trem turístico pode ser reativado na divisa entre Minas Gerais e São Paulo

Turismo ferroviário

Transporte turístico pode voltar entre Poços de Caldas e Águas da Prata. Prefeitura recebeu ofício da Dnit que autoriza aquisição de trilhos.

G1
Foto - Reprodução EPTV
O trem turístico que funcionava entre Poços de Caldas (MG) e Águas da Prata (SP) na década de 1990, através da Linha Férrea Mogiana, poderá ser reativado. Na semana passada, a Prefeitura de Poços de Caldas recebeu um ofício do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que autoriza a aquisição de trilhos para reativar a linha de trem. Os trilhos deverão vir do município de Barão de Cocais, na região central do estado e também de Três Corações (MG), onde estão sem utilidade.
Um estudo de viabilidade técnica foi feito pela prefeitura e apresentado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Ao todo, deverão ser reativados 9 quilômetros de extensão da linha, divididos em dois trechos.
O trem turístico está desativado há mais de 20 anos em Poços de Caldas. A Linha Mogiana, que é um ramal de Caldas (MG), funcionou como transporte de passageiros até o ano de 1976. Em 1990, ela viabilizou o passeio turístico que era feito entre Poços de Caldas e Águas da Prata. Parte do trecho ainda funciona, mas só para o transporte de minério administrado pela Ferrovia Centro Atlântica, CBA, que é uma subsidiária da Vale. O trem sai de Poços de Caldas e segue até a cidade de Alumínio (SP).
Em abril do ano passado, centenas de pessoas participaram de uma manifestação popular pedindo a volta do trem turístico. Um abaixo-assinado também foi feito pelo retorno do serviço.
Fonte - STEFZS  03/12/2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Trens turísticos receberão investimentos

Turismo Ferroviário

O projeto Trem é Turismo, parceria do Sebrae com a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), acaba de ser anunciado e irá investir R$ 4,5 milhões em 20 linhas férreas dedicadas ao lazer em diferentes partes do país.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
A sensação de trilhos vibrando sob os pés não é coisa do passado. Os trens turísticos andam em alta no País e, boa notícia, ganharão um belo incentivo nos próximos dois anos.O projeto Trem é Turismo, parceria do Sebrae com a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), acaba de ser anunciado e irá investir R$ 4,5 milhões em 20 linhas férreas dedicadas ao lazer em diferentes partes do país.
Serão realizadas dezenas de oficinas e consultorias para impulsionar o potencial turístico dos negócios nas regiões por onde passam os trens. Em outras palavras, a iniciativa pretende melhorar a infraestrutura turística do entorno das ferrovias: cerca de 600 pousadas, hotéis, restaurantes, lojas e artesãos nas imediações dos trens receberão incentivos e assistência para profissionalizar suas atuações.
A ABOTTC estima o fluxo atual em 3 milhões de passageiros nos trens turísticos por ano – o Trem do Corcovado, sozinho, transporta 900 mil ao ano.
Maria-fumaça. Algumas velhas estradas de ferro permanecem em atividade – e não apenas para escoar minérios para os portos. Antigas marias-fumaça e outras composições autênticas estão de carros abertos para receber turistas em rotas cênicas ou históricas, mesmo em uma malha ferroviária menor do que aquela que existia no País décadas atrás. Nos anos de 1960, o Brasil chegou a ter 37 mil quilômetros de trilhos. Hoje, soma 28 mil quilômetros.
Entre os trechos que receberão atenção do projeto Trem é Turismo estão o Trem do Corcovado, o Trem do Forró, em Pernambuco, e o Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo. Além destes, fizemos uma seleção de outras locomotivas que serpenteiam por rotas cheias de graça, em meio a história e natureza, em passeios curtos ou trajetos com várias horas de duração.

À moda italiana
Até o início do século passado, as locomotivas conhecidas como marias-fumaça eram muito usadas para transportar pessoas e carga pelos sinuosos caminhos da Serra Gaúcha. Hoje, o Trem do Vinho, que parte da estação de Bento Gonçalves, é um passeio à moda antiga, com direito a vários clichês.
Antes do embarque, os turistas são recebidos com degustação de queijos da região e vinhos da Vinícola Miolo. O percurso tem apresentações de danças folclóricas e canções gaúchas e italianas. Na parada em Garibaldi, a vinícola que leva o nome da cidade serve o espumante moscatel para um brinde.
Duas horas depois, mais um show de música italiana celebra a chegada a Carlos Barbosa, onde outros passageiros embarcam para fazer o trecho de volta. Passagens desde R$ 77: mfumaca.com.br.

Dois trechos do passado
Na cidade que se acostumou a associar trem com lotação máxima e desconforto, duas rotas turísticas se destacam. Com percurso curto, de apenas 25 minutos, o Trem dos Imigrantes (abpfsp.com.br; R$ 6) é o mais histórico, pois remonta ao passado da estrada de ferro Santos-Jundiaí, operada pela The São Paulo Railway Company.
A bem conservada locomotiva de 1922 opera por 3 quilômetros, entre as estações Mooca e Brás, mesmo caminho por onde imigrantes de mais de 60 nacionalidades chegavam a São Paulo para depois seguir às lavouras do interior do Estado.
Da Estação da Luz parte, aos domingos (exceto no segundo de cada mês), às 8h30, o Expresso Turístico com destino a Paranapiacaba. A vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio da Humanidade foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil, na segunda metade do século 19. Com 48 quilômetros de extensão, o trajeto dura 1h30 e é feito em dois carros de aço tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. Paranapiacaba anda sofrendo para preservar seu patrimônio, mas tem ícones como a Torre do Relógio.
O retorno começa às 16h30 – passagem de ida e volta desde R$ 34: oesta.do/expressoturistico.

Clássico mineiro
A estação ferroviária de Ouro Preto, por si só, justifica a visita, mesmo para quem decide não embarcar no Trem da Vale, que liga a cidade mineira à vizinha Mariana, em um percurso curto – porém muito agradável – de 20 quilômetros. O passeio é um clássico da região e interessante imersão no clima do início do século passado.
Na plataforma, a sala de memórias é um mini museu multimídia que merece atenção: em gravações, moradores antigos recordam como era a vida por ali e contam causos divertidos de juventude e da relação com a ferrovia. “O trem é minha vida, essa maria-fumaça tem de contar muita história”, suspira uma mulher.
Apesar do pequeno erro que ela comete – já não é uma maria-fumaça que opera ali, mas uma “maria-elétrica”, como brincam os moradores – o carro com janelas panorâmicas para contemplar a natureza do entorno dos trilhos é mesmo um achado. Com direito a cachoeira bem perto da janela, cuja aproximação é avisada pelo condutor com antecedência suficiente para garantir máquinas fotográficas a postos. Cada trecho custa a partir de R$ 56, nos carros convencionais, e R$ 80, no panorâmico: tremdavale.org.

Curvas da Serra do Mar
Passeio turístico dos mais bem cotados na capital paranaense, o extenso trecho de trem entre Curitiba e Morretes pela encantadora Serra da Graciosa é uma sequência de suspiros e respiração suspensa.
Os trilhos seguem por 110 quilômetros e, a bordo do Trem da Serra do Mar, o viajante observa curvas e abismos vertiginosos sobre os quais os trens parecem flutuar.
São 900 metros de desnível ao longo da serra forrada pela Mata Atlântica, com direito a mirantes e cachoeiras cênicas. Durante 3 horas de viagem, o trem atravessa 13 túneis até chegar ao nível do mar. Morretes preserva o casario histórico e a Igreja Matriz.
Os passageiros podem escolher entre carros simples e luxuosos, com diferentes tipos de serviço, de lanche a um catering de primeira classe com champanhe. Bilhetes só de ida custam a partir de R$ 72. Preços e programação em serraverdeexpress.com.br.

Natureza selvagem
Na maior planície alagável do planeta, voadeiras e o lombo dos animais, especialmente cavalos, costumam ser os meios de transporte mais usados para programas turísticos. Mas o Pantanal, um dos principais destinos de viajantes no Brasil, tem seu trem, que liga os municípios de Aquidauana e Miranda, no Mato Grosso do Sul.
No caminho do Trem do Pantanal, um festival de vida desfila diante das janelas: o voo das araras-azuis e dos tuiuiús; as poses e acrobacias do macacos nas árvores. Formações rochosas de chapadões se sobressaem no horizonte, às vezes bem perto do trem. Como a partida de Aquidauana ocorre todos os sábados, às 13h30, e o retorno é só no domingo, às 10 horas, será preciso pernoitar em Miranda. Na cidade, o ecoturismo é o forte, com passeios como safáris fotográficos e cavalgadas. A culinária à base de peixes de rio e o artesanato feito de barro pelos índios kadiwéus merecem atenção. Cada trecho custa a partir de R$ 90: serraverdeexpress.com.br.
Fonte - Revista Ferroviária  14/10/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Passeios na Maria-Fumaça em Guararema devem começar em outubro

Turismo ferroviário

A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela ABPF

Mogi News
Luana Nogueira |De Guararema
O bairro de Luís Carlos voltou mais de cinco décadas no tempo ontem. A Maria-Fumaça, que desde a década de 70 havia sido desativada, voltou a circular pelos trilhos da antiga estação sob os olhares curiosos daqueles que nunca viram a imponente máquina a vapor operando e para aqueles que só queriam ver mais uma vez a Velha Senhora. A partir de outubro, os turistas poderão desfrutar do passeio de sete quilômetros que percorrerá montanhas e pastos da estação central de Guararema até Luís Carlos. Os passeios que ocorrerão aos fins de semanas e feriados prometem levar os visitantes para uma viagem ao passado.
A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que tem autorização para operar o passeio turístico em Guararema. O passeio que começará a ser oferecido a população em outubro vai durar 30 minutos e ocorrerá em dois horários por dia. O prefeito de Guararema, Adriano Toledo (PR), informou que nesse mês de aniversário da cidade, a Maria-Fumaça, atenderá a grupos culturais do município. "Queremos oferecer essa parte cultural e a partir de outubro, realizar de forma regular o passeio para todo mundo. Ele ocorrerá de sábado, domingo e feriado, já na sexta-feira, será reservado para os alunos da cidade. Será um resgate cultural e histórico", destacou.
O presidente da ABPF, Jorge Sanches, explicou que os últimos detalhes para a operação do passeio turístico estão sendo realizados. "Foi um trabalho muito bem feito da prefeitura essa revitalização", afirmou ele entusiasmado.
Fonte - STEFZS  15/09/2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Sobre trilhos pelo Brasil

Transportes sobre trilhos

“O passeio de trem tem como diferencial a atmosfera nostálgica. As pessoas que fazem sempre têm uma relação histórica com o trem, seja um avô que foi ferroviário, seja por ter utilizado o transporte na infância ou mesmo por curiosidade”, diz o gerente.

Jornal A Cidade
foto - ilustração
As viagens turísticas de trem pela Europa são uma tradição, mas no Brasil também há belos roteiros para se desfrutar sobre trilhos, em que as paisagens e a história se revelam de forma peculiar.
“O passeio de trem tem como diferencial a atmosfera nostálgica. As pessoas que fazem sempre têm uma relação histórica com o trem, seja um avô que foi ferroviário, seja por ter utilizado o transporte na infância ou mesmo por curiosidade”, diz o gerente.
Os passeios mostram a diversidade cultural do Brasil e alguns deles são regados a música típica local. Em ferrovias centenárias, mas com maquinário moderno, seja em Marias Fumaças ou trens atuais, de vagões standard, turísticos ou luxuosos com decoração de época, eles remetem a épocas em que esse era o único meio de transporte.
“No País existem grandes roteiros de trem e a procura cresce a cada ano. Na região Capixaba se vê as tradições das colônias portuguesas, espanholas e italianas; em Curitiba a riqueza da paisagem da Serra do Mar; no Pantanal a cultura indígena; no Rio Grande do Sul a cultura do vinho; e em São João Del Rei a história do País. Essas atrações fazem com que os turistas se encantem com os passeios de trem”, comenta Rogério Nunes, gerente da Serra Verde Express.
Pontos turísticos e receptivos em todos os roteiros enriquecem a viagem, seja pela gastronomia típica da região, natureza exuberante ou arquitetura de época das cidades.
“Embora não haja uma forte cultura turística de trens no País, é um produto mundial muito bem visto, com muitos estrangeiros explorando os nossos passeios, e os brasileiros também já se encantaram”, analisa Nunes.
Uma das mais consagradas rotas turísticas ferroviárias do País é o Trem da Serra do Mar, que proporciona ao passageiro um cenário de uma porção quase intocada da Mata Atlântica, com montanhas, túneis, pontes e picos que ligam a cidade de Curitiba ao litoral de Estado. Por ano, cerca de 200 mil pessoas desfrutam do passeio.
Os encantos do trem da Serra do Mar
Saindo da estação Ferroviária de Curitiba o trem percorre 74 km em 3h até chegar à histórica cidade de Morretes. No percurso estão o conjunto montanhoso do Marumbi, a Cascata Véu de Noiva e a Ponte São João, construída em aço. Nela se passa por um vão livre de 110 metros de altura, onde se tem a sensação de estar sobrevoando um abismo.
“A descida da Serra do Mar tem uma natureza grandiosa com as montanhas que compõem a cordilheira e cachoeiras. Há atrativos de ambos os lados, além da própria estrada de ferro, construída entre rochas e com vários túneis. E o passeio se transforma em uma festa ao passar pelo túnel. São quase três minutos no escuro, quando todos se emocionam e gritam”, detalha Nunes.
Com a chegada a Morretes, o passeio ganha status gastronômico, com um tradicional almoço com o famoso “barreado”, prato típico da culinária local. Trazido pelos portugueses, no século 18, é preparado com pedaços de carne vermelha e toucinho e cozido por cerca de 12h em panela de barro vedada e enterrada no solo.
O turista ainda tem a oportunidade de conhecer um pouco da cidade, com seus casarões e igrejas do século 18.
A parada seguinte é em Antonina, fundada em 1714 e que teve seu Centro Histórico tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 2012. O município é famoso por sediar o mais badalado Carnaval do Paraná e manter viva a tradição das serestas.
Até o retorno da viagem surpreende o turista, por ser feita pela Estrada da Graciosa, que era usada pelos tropeiros no século 19. Um dos símbolos do Estado, sua fauna e flora a levaram a ser declarada área de reserva da Biosfera pela Unesco, em 1993. Como o passeio termina no final da tarde, a última paisagem admirada é o pôr do sol.
Uma viagem noturna com glamour
E o Paraná reserva aos amantes das ferrovias a Litorina de Luxo, eleita pelo “The Wall Street Journal” como um dos três passeios sobre trilhos mais interessantes do mundo. De Curitiba a Piraquara, percorrendo a centenária estrada de ferro à noite, considerada umas das cem obras de engenharia mais importantes do Brasil, o passeio inclui um jantar e a visita a uma antiga estação de trem.
“A decoração de época dos vagões, o serviço com champagne e um requintado jantar com comida contemporânea, em noites de inverno ou de luar, é um passeio extremamente romântico”, define Nunes.
Ares europeus nas Montanhas Capixabas
Na região Serrana do Espírito Santo, as exuberantes Montanhas Capixabas permitem um belo passeio de trem pela ferrovia centenária, que expõe um belo cenário bucólico. Em 48 km de trilhos, o trem passa pelas pequenas e encantadoras cidades de Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Araguaya e suas estações históricas.
O passeio começa em Viana, a pouco mais de 20 km de Vitória.
Uma marca do roteiro é a subida de mais de 500 metros de altitude até à Estação de Araguaya. As exuberantes fauna e flora típicas da Mata Atlântica cobrem a serra em um percurso no qual se atravessa pontes, túneis naturais e se vislumbra cachoeiras.
“A região tem cultura europeia muito presente, várias chácaras de hortaliças e pousadas nos arredores que enriquecem o passeio. No trajeto, ao subir a montanha, se consegue acompanhar a exuberância da região, as plantações de café e a diversidade das estações pelas quais se passa”, explica Nunes.
O primeiro ponto de parada é a cidade Domingos Martins, em meio às montanhas e cercada por rios e picos, que encanta seus visitantes pelos traços da colonização europeia – alemã, polonesa e italiana -, característica que lhe rendeu o título de cidade mais românticas do Brasil.
O trem segue para a “cidade das orquídeas”, Marechal Floriano, com suas inúmeras cachoeiras, e termina no vilarejo italiano de Araguaya, com suas admiráveis construções do século passado.
Fonte - Revista Ferroviária  31/08/2014