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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Audiência Pública vai debater abandono da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Ferrovias

A realização foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira 22.02, através de requerimento de autoria do vereador Everaldo Fogaça (PTB).Segundo o vereador, ele esteve visitando na semana passada a ferrovia, não só os galpões, mas também todo o trajeto da Madeira-Mamoré até Santo Antônio e constatou o abandono do maior patrimônio histórico do Estado.

Rondônia Direta
foto - ilustração
O abandono da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré será tema de uma sessão especial de audiência Pública que será realizada no dia 14 de março de 2016, no plenário da Câmara Municipal de Porto Velho. A realização foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira 22.02, através de requerimento de autoria do vereador Everaldo Fogaça (PTB).
Segundo o vereador, ele esteve visitando na semana passada a ferrovia, não só os galpões, mas também todo o trajeto da Madeira-Mamoré até Santo Antônio e constatou o abandono do maior patrimônio histórico do Estado. Fogaça também lembrou que a velha ferrovia é conhecida mundialmente por sua epopeia que hoje está perdida no meio do mato.

foto - ilustração
“Quem conhece um pouco da história da Madeira-Mamoré sabe do que estou dizendo. Estamos cansados de tanta omissão com o patrimônio histórico. Precisamos saber ao certo quem tem a responsabilidade, quais os entraves, os projetos e o que pode ser feito pela velha ferrovia. É o mínimo que podemos fazer por ela”, comentou.
Para isso, o vereador convidou representantes do Poder Público, da iniciativa privada, e outros parceiros ligados à cultura local como a Funcultural, Ministério Público Federal (MPF); Advocacia Geral da União, Superintendência de Patrimônio da União, Superintendência Estadual de Turismo, Sindicato dos Engenheiros, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), Santo Antônio Energia; Federação da Indústria e Federação do Comércio de Rondônia.
Fonte - Revista Ferroviária  22/02/2016

sábado, 16 de agosto de 2014

Após cheia em Rondônia, Estrada de Ferro Madeira / Mamoré será interditada

Ferrovias

Interdição garantirá segurança da obra de reconstrução do patrimônio histórico em Porto Velho - A medida foi tomada em reunião entre o Ministério Público Estadual (MP/RO) e órgãos públicos do município e da União.

Vanessa Moura - Portal Amazônia
Semdestur deve providenciar interdição da EFMM em até 60 dias.
Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
PORTO VELHO – Atingida pela cheia do rio Madeira, a limpeza na praça da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré (EFMM) começou no final de abril, um mês após o início da vazante e agora o local será isolado para revitalização. A medida foi tomada em reunião entre o Ministério Público Estadual (MP/RO) e órgãos públicos do município e da União.
Cabe a secretaria municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur) providenciar a interdição do complexo ferroviário. De acordo com o titular da Semdestur Antônio Geraldo Afonso, o prazo dado para o isolamento do local é de 60 dias, mas a secretaria já toma providências.
‘‘A recomendação do MP é que façamos a interdição com tapumes [cercas de madeira ou metálica], mas nós já temos um projeto para fazer esse isolamento com grades. Na terça-feira (19), vamos iniciar o processo administrativo. O projeto está pronto e falta só a aprovação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)’’, disse.

Gradeamento
Segundo o secretário, a intenção é fazer um grandeamento definitivo que já teria sido recomendado pela SPU [Secretaria do Patrimônio da União]. ‘‘Porque a Estrada de Ferro tem que ter horário para abertura e fechamento de visitação’’, considera.
Por enquanto o público ainda terá acesso ao complexo, mas quandoo local for fechado por grades ou tapumes, a visitação será proibida. ‘‘É uma medida de segurança que acontece em obras, até porque vamos trabalhar para a reconstrução do espaço. Toda obra tem que ser fechada’’, afirma.

Patrimônio histórico foi atingido pela cheia histórica do
 rio Madeira. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
Revitalização
De acordo com o secretário, também foi estabelecido na reunião que junto com a Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) seja feita a revitalização do Centro de Administração na praça, e ainda os reparos na rede elétrica e na drenagem dos banheiros.
Praça da EFMM passa por limpeza geral. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
Já quanto ao Iphan, cabe ao órgão estabelecer os critérios para a escolha da empresa para fazer a limpeza da locomotiva e do maquinário do complexo ferroviário. O momento ainda é de limpeza geral do espaço onde as águas do rio Madeira chegaram a mais de 2 metros dentro dos galpões.
Fonte - Portal Amazônia  16/08/2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Funcultural intensifica esforços pela recuperação da Estrada de Ferro Mamoré

Transportes sobre trilhos

Parte dos trabalhos de retirada dos sedimentos foi realizada com tratores e caminhões basculantes, a outra parte, que se refere a limpeza dos trilhos soterrados, foi realizada manualmente.

Rondônia Dinâmica

A Fundação Cultural do Município de Porto Velho (Funcultural) está avançando nos serviços de recuperação do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Na terça-feira (29), foram realizados trabalhos de raspagens dos sedimentos que soterravam parte dos trilhos. As ações estão sendo realizadas em quatro etapas distintas e o conjunto da operação é orientado pelo museólogo Antônio Ocampo.
Parte dos trabalhos de retirada dos sedimentos foi realizada com tratores e caminhões basculantes, a outra parte, que se refere a limpeza dos trilhos soterrados, foi realizada manualmente. “Temos que fazer esse trabalho manual para limpar bem os trilhos, a fim de que possamos trazer uma das máquinas que está emperrada, quase ao fim da Linha. Ela precisa ser retirada de lá não apenas para que possamos lavá-la, mas também porque o local em que ela se encontra também deve ser limpo. Mas além de limpar os trilhos, teremos também que desentortar alguns que foram impactados pela força das águas e dos sedimentos empurrados contra a Estrada”, explicou Leninha Bastos, técnica da Funcultural que coordena a equipe de recuperação da EFMM.
Outro problema a ser brevemente solucionado, segundo as informações da técnica da Funcultural, é a retirada de dejetos que estão sendo derramados no complexo da EFMM, advindos dos edifícios acima da Estrada. “O que se vê aqui é esgoto que vem lá de cima. Já pedimos ao pessoal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para fiscalizar isso e tomar as providências cabíveis”, disse Leninha.
Quanto às etapas dos serviços, a técnica da Funcultural explicou que as primeiras ações visavam retirar as camadas mais grossas de lama apegadas às peças do Museu, máquinas, galpões e prédios, assim como aos trilhos e demais elementos de todo o complexo da EFMM. “Gastamos três meses de trabalho apenas para realizar esse serviço. Foi fundamental a colaboração do Exército. Sem essa ajuda teríamos que contratar mão de obra especializada, pois o trabalho era gigantesco”, observou Leninha, esclarecendo também que a segunda etapa dos serviços, ponto em que está atualmente a operação, acontece na forma de uma limpeza mais detalhada dos materiais.
A terceira etapa será a catalogação, peça por peça, de todo o patrimônio. “Temos contado com as orientações do museólogo Antônio Ocampo para todas as ações que vimos realizando, mas especialmente nesse ponto é que ele mais vai cooperar conosco”, explicou.
A última etapa dos trabalhos pretende a completa revitalização da EFMM. Para isso, será realizado um seminário nos dias 30 de setembro a 02 de outubro, no galpão 2. Serão chamadas para o evento instituições governamentais, instituições não governamentais e os demais interessados em discutir regras e formas de ocupação de uso do complexo da EFMM. “A Funcultural espera poder utilizar todo esse espaço para a realização de diversas atividades artísticas e culturais de maneira constante. Com o seminário queremos definir as melhores formas de uso e ocupação da EFMM. Esperamos atrair muitos parceiros para que conosco façam com que este espaço se torne o maior centro de cultura e lazer a céu aberto para as famílias de Porto Velho”, informou Leninha Bastos.
Fonte - STEFZS   01/08/2014