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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Hidrelétrica de Santo Antônio já está com 32 turbinas em operação no rio Madeira, em Rondônia

Energia

Localizada no rio Madeira, em Rondônia, juntamente com Jirau, outra hidrelétrica importante para o sistema de geração de energia elétrica do país, Santo Antônio contribui para manter o Brasil como um dos principais produtores de energia renovável do mundo.

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Vista aérea da usina hidrelétrica Santo Antônio
 no rio Madeira, em Rondônia. Maio 2014
Rondônia - A hidrelétrica de Santo Antônio colocou, em 2014, mais 15 turbinas em operação, aumentando a capacidade de geração de energia da usina para 2.300 megawatts (MW). Quando estiver concluída, em 2016, Santo Antônio terá 50 turbinas em operação, gerando 3.568 megawatts de energia, suficiente para o consumo de mais de 45 milhões de pessoas.
Localizada no rio Madeira, em Rondônia, juntamente com Jirau, outra hidrelétrica importante para o sistema de geração de energia elétrica do país, Santo Antônio contribui para manter o Brasil como um dos principais produtores de energia renovável do mundo.
Além disso, o modelo de reservatório reduzido (fio d'água) adotado na usina de Santo Antônio garantiu que os impactos ambientais na região fosse significativamente reduzidos. Construída no rio Madeira, em meio à floresta amazônica e a 7 quilômetros do centro da capital Porto Velho, a hidrelétrica entrou em operação em 30 de março de 2012.
Atualmente a produção da Hidrelétrica Santo Antônio beneficia tanto os consumidores locais como aqueles localizados nas demais regiões do país. Isto porque, a usina já está conectada ao Sistema Integrado Nacional (SIN) e também abastece o sistema Acre-Rondônia (atende por 70% do consumo total dos dois estados).
Esta geração aumenta a quantidade, qualidade e confiabilidade da energia elétrica disponível na região, o que é um importante fator de atração para a indústria e comércio – contribuindo, portanto, para o aquecimento da atividade econômica. Além disso, a produção da Hidrelétrica Santo Antônio permite o desligamento das usinas térmicas abastecidas por óleo diesel (que tradicionalmente abastecem os dois estados), que apresentam elevado custo de operação e grande volume de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Preservação ambiental
Um dos compromissos de sustentabilidade da Santo Antônio Energia, empresa responsável pela implantação e operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, é conservar a Área de Preservação Permanente (APP) de 39 mil hectares que margeia toda a extensão do reservatório da usina, formado pelo rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia.
A empresa deve recuperar até 2016 cerca de 1.900 hectares de áreas degradadas que margeiam o rio com o plantio de mais de um milhão de mudas nativas da floresta amazônica. O trabalho teve início com o reflorestamento dos primeiros 150 hectares, que apresentavam sinais de degradação antes mesmo da formação do reservatório da hidrelétrica.
Fonte -  Revista Amazônia  21/01/2015

sábado, 16 de agosto de 2014

Após cheia em Rondônia, Estrada de Ferro Madeira / Mamoré será interditada

Ferrovias

Interdição garantirá segurança da obra de reconstrução do patrimônio histórico em Porto Velho - A medida foi tomada em reunião entre o Ministério Público Estadual (MP/RO) e órgãos públicos do município e da União.

Vanessa Moura - Portal Amazônia
Semdestur deve providenciar interdição da EFMM em até 60 dias.
Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
PORTO VELHO – Atingida pela cheia do rio Madeira, a limpeza na praça da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré (EFMM) começou no final de abril, um mês após o início da vazante e agora o local será isolado para revitalização. A medida foi tomada em reunião entre o Ministério Público Estadual (MP/RO) e órgãos públicos do município e da União.
Cabe a secretaria municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur) providenciar a interdição do complexo ferroviário. De acordo com o titular da Semdestur Antônio Geraldo Afonso, o prazo dado para o isolamento do local é de 60 dias, mas a secretaria já toma providências.
‘‘A recomendação do MP é que façamos a interdição com tapumes [cercas de madeira ou metálica], mas nós já temos um projeto para fazer esse isolamento com grades. Na terça-feira (19), vamos iniciar o processo administrativo. O projeto está pronto e falta só a aprovação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)’’, disse.

Gradeamento
Segundo o secretário, a intenção é fazer um grandeamento definitivo que já teria sido recomendado pela SPU [Secretaria do Patrimônio da União]. ‘‘Porque a Estrada de Ferro tem que ter horário para abertura e fechamento de visitação’’, considera.
Por enquanto o público ainda terá acesso ao complexo, mas quandoo local for fechado por grades ou tapumes, a visitação será proibida. ‘‘É uma medida de segurança que acontece em obras, até porque vamos trabalhar para a reconstrução do espaço. Toda obra tem que ser fechada’’, afirma.

Patrimônio histórico foi atingido pela cheia histórica do
 rio Madeira. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
Revitalização
De acordo com o secretário, também foi estabelecido na reunião que junto com a Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) seja feita a revitalização do Centro de Administração na praça, e ainda os reparos na rede elétrica e na drenagem dos banheiros.
Praça da EFMM passa por limpeza geral. Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia
Já quanto ao Iphan, cabe ao órgão estabelecer os critérios para a escolha da empresa para fazer a limpeza da locomotiva e do maquinário do complexo ferroviário. O momento ainda é de limpeza geral do espaço onde as águas do rio Madeira chegaram a mais de 2 metros dentro dos galpões.
Fonte - Portal Amazônia  16/08/2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Funcultural intensifica esforços pela recuperação da Estrada de Ferro Mamoré

Transportes sobre trilhos

Parte dos trabalhos de retirada dos sedimentos foi realizada com tratores e caminhões basculantes, a outra parte, que se refere a limpeza dos trilhos soterrados, foi realizada manualmente.

Rondônia Dinâmica

A Fundação Cultural do Município de Porto Velho (Funcultural) está avançando nos serviços de recuperação do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Na terça-feira (29), foram realizados trabalhos de raspagens dos sedimentos que soterravam parte dos trilhos. As ações estão sendo realizadas em quatro etapas distintas e o conjunto da operação é orientado pelo museólogo Antônio Ocampo.
Parte dos trabalhos de retirada dos sedimentos foi realizada com tratores e caminhões basculantes, a outra parte, que se refere a limpeza dos trilhos soterrados, foi realizada manualmente. “Temos que fazer esse trabalho manual para limpar bem os trilhos, a fim de que possamos trazer uma das máquinas que está emperrada, quase ao fim da Linha. Ela precisa ser retirada de lá não apenas para que possamos lavá-la, mas também porque o local em que ela se encontra também deve ser limpo. Mas além de limpar os trilhos, teremos também que desentortar alguns que foram impactados pela força das águas e dos sedimentos empurrados contra a Estrada”, explicou Leninha Bastos, técnica da Funcultural que coordena a equipe de recuperação da EFMM.
Outro problema a ser brevemente solucionado, segundo as informações da técnica da Funcultural, é a retirada de dejetos que estão sendo derramados no complexo da EFMM, advindos dos edifícios acima da Estrada. “O que se vê aqui é esgoto que vem lá de cima. Já pedimos ao pessoal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para fiscalizar isso e tomar as providências cabíveis”, disse Leninha.
Quanto às etapas dos serviços, a técnica da Funcultural explicou que as primeiras ações visavam retirar as camadas mais grossas de lama apegadas às peças do Museu, máquinas, galpões e prédios, assim como aos trilhos e demais elementos de todo o complexo da EFMM. “Gastamos três meses de trabalho apenas para realizar esse serviço. Foi fundamental a colaboração do Exército. Sem essa ajuda teríamos que contratar mão de obra especializada, pois o trabalho era gigantesco”, observou Leninha, esclarecendo também que a segunda etapa dos serviços, ponto em que está atualmente a operação, acontece na forma de uma limpeza mais detalhada dos materiais.
A terceira etapa será a catalogação, peça por peça, de todo o patrimônio. “Temos contado com as orientações do museólogo Antônio Ocampo para todas as ações que vimos realizando, mas especialmente nesse ponto é que ele mais vai cooperar conosco”, explicou.
A última etapa dos trabalhos pretende a completa revitalização da EFMM. Para isso, será realizado um seminário nos dias 30 de setembro a 02 de outubro, no galpão 2. Serão chamadas para o evento instituições governamentais, instituições não governamentais e os demais interessados em discutir regras e formas de ocupação de uso do complexo da EFMM. “A Funcultural espera poder utilizar todo esse espaço para a realização de diversas atividades artísticas e culturais de maneira constante. Com o seminário queremos definir as melhores formas de uso e ocupação da EFMM. Esperamos atrair muitos parceiros para que conosco façam com que este espaço se torne o maior centro de cultura e lazer a céu aberto para as famílias de Porto Velho”, informou Leninha Bastos.
Fonte - STEFZS   01/08/2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Rio Madeira continua subindo em Rondônia

Meio Ambiente

“A previsão é que até o fim do mês o nível do rio chegue a 19,45 metros e depois se estabilize”, disse o coordenador de comunicação da Defesa Civil estadual, tenente-coronel bombeiro Demargli da Costa Farias....

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
Cheia no Rio MadeiraMedeiros
Divulgação/Prefeitura de Porto Velho
O Rio Madeira continua subindo em Porto Velho, Rondônia, e atingiu 19,38 metros nesta sexta-feira (21), segundo aferição da Agência Nacional de Águas (ANA). O recorde histórico havia sido registrado em 1997, quando subiu 17,52 metros acima do nível normal.
Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 3.100 famílias foram afetadas no estado, principalmente em Porto Velho e na região metropolitana, com 1.752 famílias desalojadas e 873 desabrigadas. Outras cidades bastante afetadas são Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
“A previsão é que até o fim do mês o nível do rio chegue a 19,45 metros e depois se estabilize”, disse o coordenador de comunicação da Defesa Civil estadual, tenente-coronel bombeiro Demargli da Costa Farias.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decidiu ontem, por questões de segurança, suspender temporariamente o tráfego na BR-364, que liga o Acre a Rondônia, nos trechos entre os quilômetros 868 e 862 da rodovia, localizados em Rondônia. A interdição se dá devido ao aumento da lâmina d'água sobre a pista, que nessa quinta-feira chegou a 1,40 metro.
Após reunião ontem com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, o governador do Acre, Tião Viana, disse que os dois estados vivem um momento muito delicado. “A estrada [BR-364] está interrompida e só voltará a permitir a trafegabilidade quando houver um acesso por balsa em dois trechos críticos: na região de Jaci-Paraná, em torno de 2,5 quilômetros, e outro na Velha Mutum, que apresenta um trecho de 16 quilômetros inundados”, disse Viana.
O governador acrescentou que, na reunião, foram tratadas todas as alternativas para manter a região do oeste rondoniense e do Acre abastecida. “O prejuízo estimado pela prefeitura [de Porto Velho] e pelo governador de Rondônia já é mais de R$ 1 bilhão. O Rio Madeira segue enchendo e, na última medição, estava em 19,35 metros, quando o limite estimado pelo governador Confúcio Moura era 19,20 metros. Ou seja, estamos além dos limites de expectativa deles”, completou.
Em visita a Rio Branco, capital do Acre, na tarde de sábado (15), a presidenta Dilma Rousseff disse que a construção de uma ponte sobre o Rio Madeira vai ligar o Acre a Rondônia. A única via terrestre que liga os estados castigados pelas cheias é a BR-364, que há quase um mês está parcialmente bloqueada porque a cheia do rio inundou partes da rodovia.
Fonte - Agencia Brasil  21/03/2014

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

MPF cobra retorno de voos da única companhia aérea em cidades do interior de Rondônia

Voos para Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná estão suspensos desde 5 de agosto

PORTO VELHO - Uma audiência de conciliação entre Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) e a companhia aérea Azul deve definir a situação dos voos intermunicipais suspensos no Rondônia. A audiência acontece nesta terça-feira (13). Os voos intermunicipais entre as cidades de Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná estão fora de operação desde o último dia 5.
Aeronave Embraer 195. Foto: Reprodução/Azul Linhas Aéreas
Na ação, o procurador da república Guilherme Rocha Göpfert argumenta que a Azul Linhas Aéreas é uma concessionária de serviço público, e nessa condição presta serviço público mediante delegação, tendo assinado contrato administrativo com o Estado. Segundo o procurador, a Azul não pode, por escolha, suspender o fornecimento do serviço público que recebeu mediante concessão do Estado, assim, estaria descumprindo os termos do contrato firmado com o poder público concedente.
O MPF considera que transporte público aéreo coletivo é serviço público essencial, marcado pelo princípio da continuidade, não podendo ser suspenso ou interrompido, de acordo com a Lei Geral de Greve (Lei nº. 7.783/89) e o Código de Defesa do Consumidor. De outros vários princípios administrativos que norteiam a disciplina de serviços públicos, como, por exemplo, o princípio da continuidade.
De acordo com a Infraero, que não administra os aeroportos no interior do Estado, os voos que saem da capital com destino a essas cidades continuam normais. Segundo o superintendente da Infraero, Vicente da Silva, os voos são diários e a suspensão não afetou o transporte aéreo em Porto Velho.
O Portal Amazônia contatou a Azul, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte - Portal Amazônia  12/08/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Operação prende envolvidos em esquema de lavagem de dinheiro em Rondônia



Os políticos estariam envolvidos com uma quadrilha que financiava campanhas eleitorais e captava recursos por meio de lavagem de dinheiro. Em troca, os candidatos eleitos deveriam nomear membros do grupo criminoso como funcionários fantasmas. Pelo menos vinte pessoas foram beneficiadas com os cargos.