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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Zonas rurais de 133 municípios baianos terão energia elétrica em 2017

Infraestrutura 💡

Entre os municípios definidos para integrarem a primeira etapa estão Barra (Vale do São Francisco), Euclides da Cunha, Monte Santo, Serrinha (nordeste), Feira de Santana (centro norte), Ilhéus (sul), São Miguel das Matas, Milagres (centro sul) e Vitória da Conquista (sudoeste).

Da Redação
foto - ilustração/luz para todos
Ações automáticas do cotidiano, como ligar um interruptor de luz ou assistir TV, ainda não fazem parte da rotina de 3,5% dos cerca de 15 milhões de baianos, segundo dados do IBGE. Por isso, o Governo do Estado está ampliando o Programa Luz Para Todos, que já atendeu 2,9 milhões de baianos e tem como meta, em 2017, levar energia elétrica para moradores de 133 cidades. Nessa etapa, a estimativa é realizar mais de 20 mil novas ligações residenciais.
Entre os municípios definidos para integrarem a primeira etapa estão Barra (Vale do São Francisco), Euclides da Cunha, Monte Santo, Serrinha (nordeste), Feira de Santana (centro norte), Ilhéus (sul), São Miguel das Matas, Milagres (centro sul) e Vitória da Conquista (sudoeste). Os critérios de escolha para definir quais as primeiras cidades vão receber energia elétrica no campo são presença de escolas, assentamentos, quilombolas, aldeias indígenas, irrigação e também ser uma área produtiva.
“O acesso à energia elétrica é importante para a qualidade de vida das pessoas, traz dignidade e possibilita melhorias na economia do local quando permite que a chegada da luz elétrica, seja utilizada em máquinas e em tecnologia”, afirma o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti. Até 2018 serão realizadas mais 20 mil novas ligações com um investimento inicial de R$ 700 milhões.

Luz para Todos 💡
O programa, que começou a ser implantando em 2004, já atendeu 578 mil domicílios com investimento aproximado de R$ 4 bilhões. A Bahia por ser um dos estados com maior extensão territorial, também possui a maior população rural, com 4,2 milhões de habitantes. A estimativa é de fornecer energia elétrica para todos os baianos até 2021.
Com informações da Secom Ba.  20/12/2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Energia de Belo Monte já está chegando aos consumidores

Energia

Usina atingirá capacidade máxima em 2019, com 11.233 MW de potência instalada.A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).

Ministério de Minas e Energia
foto - ilustração
A energia elétrica da Usina Hidrelétrica Belo Monte já está chegando às linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN) desde o último domingo (3/4), informou nesta terça-feira (5/4) a empresa Norte Energia, concessionária do empreendimento. A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).
As duas unidades geradoras estão na fase pré-operação comercial, e a próxima etapa é receber a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operação comercial, o que deve ocorrer nos próximos dias. No leilão de venda da energia produzida pela usina, em 2010, foram firmados contratos com 27 empresas distribuidoras que atendem consumidores de 17 Estados.
Belo Monte, que terá capacidade instalada total de 11.233 MW, é formada por duas casas de força, sendo a Principal dotada de 18 turbinas tipo Francis, com capacidade de 611,1 MW cada uma, totalizando 11 mil MW. Quando concluída, essa casa de força responderá por 97% da energia do empreendimento.
A Casa de Força Complementar terá seis turbinas do tipo bulbo, com 38,9 MW, e capacidade total de 233 MW. Ou seja, toda a energia que será gerada na casa de força Complementar corresponderá a apenas 38% da capacidade de uma única turbina das 18 que serão implantadas na casa de força principal. O início de suprimento da energia gerada pelo empreendimento, previsto nos contratos, é proporcional à motorização da usina, que se encerrará no final de 2018. Em janeiro de 2019, com sua potência máxima instalada, Belo Monte iniciará a operação comercial de sua última turbina.
Com informações do Ministério de Minas e Energia  06/04/2016

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Itaipu atinge marca histórica de produção de energia

Energia

Marca recorde de 2,3 milhões de megawatts-hora mantém a usina na posição de maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do mundo.A nova marca é resultado de toda a energia produzida durante 31 anos e sete meses, a contar de maio de 1984, quando a binacional começou a operar.

Da Agência Brasil
Itaipu Binacional/Arquivo
A Itaipu Binacional atingiu nesta quinta-feira (12), às 8h, a marca recorde de 2,3 milhões de megawatts-hora (MWh), o que a mantém na posição de maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do mundo. A nova marca é resultado de toda a energia produzida durante 31 anos e sete meses, a contar de maio de 1984, quando a binacional começou a operar.
Se fosse possível o armazenamento, o volume dessa energia seria suficiente para atender ao consumo de eletricidade do mundo inteiro por 38 dias e dez horas. Essa mesma quantidade também atenderia ao consumo de energia elétrica no Brasil por quatro anos e dez meses e, ainda, à demanda elétrica de uma cidade de grande porte, como São Paulo, por 78 anos.
A Usina de Itaipu responde, atualmente, por 17% de toda a energia elétrica consumida no país. A produção demandada pela binacional é fundamental para a infraestrutura energética, a integração e o desenvolvimento de todo o território brasileiro, destacou o superintendente de Operação da Itaipu, Celso Torino.
“É uma celebração enorme para a gente. Os dados são importantíssimos para o Brasil, uma vez que nenhuma outra usina ultrapassou a marca dos 2 bilhões de MWh. O número histórico reforça o marco de energia produzida pela Itaipu, que continua como a maior geradora de energia limpa e renovável do mundo, o que contribui não só economicamente com o país, mas também ambientalmente”.
A marca recorde da Itaipu ocorre em meio à crise hídrica que atinge alguns estados. O país vive, pelo segundo ano consecutivo, as consequências de fortes estiagens, devido à influência do El Niño. O fenômeno traz chuvas em excesso no Sul e seca intensa no Nordeste brasileiro.
Celso Torino destaca que a produtividade alcançada pela binacional é um avanço em relação à situação hidrológica do país, já que a Itaipu conseguiu aproveitar, somente em 2014, 99,3% dos seus recursos hídricos.
“Produção e produtividade são coisas diferentes. A produtividade se refere à relação entre a quantidade de MWh produzidos e os metros cúbicos de água que foram aproveitados. No ano de 2014, o índice operacional de produtividade foi 99,3%, ou seja, quase 100% de aproveitamento dos recursos hídricos, o que é bom para a situação de escassez que vive o Brasil. A boa notícia é que, neste ano, a produtividade se desenvolve de maneira similar”, acrescentou.
Fonte - Agência Brasil  12/11/2015

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Redução de gás carbônico pode aumentar renda da população, diz estudo

Meio Ambiente

Algumas das ações seriam, por exemplo, a recuperação de uma parte da Mata Atlântica, o aumento dos hectares de florestas replantadas, a elevação da participação das fontes renováveis na geração de energia elétrica e o investimento em transporte público de massa para reduzir o uso do carro nas cidades.

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Medidas para reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) do Brasil até 2030 podem trazer um aumento de renda para as famílias brasileiras, revelam pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).
Algumas das ações seriam, por exemplo, a recuperação de uma parte da Mata Atlântica, o aumento dos hectares de florestas replantadas, a elevação da participação das fontes renováveis na geração de energia elétrica e o investimento em transporte público de massa para reduzir o uso do carro nas cidades.
O trabalho foi apresentado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em setembro, e estima que, se o Brasil for mais ambicioso do que as metas atuais propõem, o país pode ter como resultados, além da redução de emissões, um crescimento maior do Produto Interno Bruto, uma diminuição do desemprego e, em alguns cenários, até o aumento da competitividade da indústria.
O coordenador do estudo, professor Emilio La Rovere, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, afirmou que o documento contradiz uma visão do senso comum de que é preciso sacrificar o desenvolvimento econômico para aumentar os esforços de preservação do meio ambiente. "Há possibilidades em que os índices podem crescer ao mesmo tempo em que se diminuem as emissões. O Brasil tem uma opção de desenvolvimento sustentável compatível com a redução da emissão de gases", disse.
O estudo projeta quatro cenários com base em fatores macroeconômicos como um crescimento médio da economia de 3,9% ao ano e barril do petróleo na casa dos 85 dólares. Apesar de este ano a previsão ser de retração e o preço do petróleo estar em torno de 50 dólares, La Rovere disse que o país tem potencial para retomar o crescimento e que o preço da commodity tem um histórico de grandes variações. Outra variável é que a população brasileira vai passar de 220 milhões de habitantes.
Segundo o estudo, em cenário parecido ao anunciado pela presidenta Dilma Rousseff na Organização das Nações Unidas, no mês passado, a renda média das famílias incluídas entre as 16% mais pobres do país seria de R$ 3.691, com a diminuição da emissão de gás carbônico. Em um cenário de esforço maior, haveria um aumento para R$ 3.844. No caso, haveria uma economia ainda mais voltada para o setor de serviços, segundo os pesquisadores, que preveem um mercado com preços maiores, porém desemprego menor.
Pelo menos 60% dos incluídos em uma faixa média de renda teriam seus rendimentos ampliados de R$ 8.772 para R$ 9.077, em 2030. Já os 24% que correspondem às famílias mais ricas teriam um salto de R$ 37.601 para R$ 39.010. Esses números levam em consideração um ambiente internacional em que o Brasil faria mais esforços para reduzir as emissões de CO2 do que os demais países.
Em um ambiente em que todos se dediquem à questão com o mesmo engajamento, o trabalho faz previsões do impacto que teria uma precificação das emissões de gás carbônico em 20 dólares a tonelada ou em 100 dólares a tonelada. Nesse cenário, o Brasil ganharia competitividade na indústria, pois possui uma matriz energética mais limpa que os concorrentes e sofreria menos com a taxação sobre as emissões. A renda das famílias mais pobres e das 60% de renda média crescem ainda mais quanto maior for a taxação.
O grupo com renda mais alta, no entanto, teria uma renda menor que a prevista no cenário com menos esforço pela redução das emissões, por ter uma cesta de consumo com mais produtos que geram mais emissões.
No cenário mais próximo às metas anunciadas pela presidenta Dilma no mês passado, o país reduziria suas emissões de CO2 para 1,3 bilhão de toneladas em 2030, cerca de 5% a menos do que emitia no ano de 1990, porém ainda acima dos 1,2 bilhão emitidos em 2010.
O cenário mais ambicioso reduz as emissões para 1 bilhão de toneladas de CO2, enquanto, em 2005, eram de 2 bilhões. Segundo os pesquisadores, o cenário mais ambicioso custaria investimentos de mais R$ 372 bilhões além dos já comprometidos desde na conferência de Copenhague, em 2009.
Fonte - Agência Brasil  23/10/2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

BC reduz projeção para aumento do preço da gasolina e da energia elétrica

Economia

A projeção passou de 9,2%, estimados em julho, para 8,9%, divulgado hoje (10), na ata da última reunião do Copom. Também foi reduzida a projeção para o aumento dos preços da energia elétrica, de 50,9% para 49,2%. 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Imagem de arquivo/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a projeção para a alta do preço da gasolina este ano. A projeção passou de 9,2%, estimados em julho, para 8,9%, divulgado hoje (10), na ata da última reunião do Copom.
Também foi reduzida a projeção para o aumento dos preços da energia elétrica, de 50,9% para 49,2%. A estimativa para a queda no preço da tarifa de telefonia fixa passou de 3% para 3,5%.
O Copom também alterou a projeção para o aumento do preço do botijão de gás de 4,6% para 15%. No último dia 31, a Petrobras anunciou que o preço do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado em botijões de até 13 quilos, foi reajustado em 15%, em média.
Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, o comitê projeta variação de 15,2% em 2015. Em julho, o índice estimado foi 14,8%.

Selic
As ações do BC no combate à alta dos preços devem fazer com que se atinga o objetivo de entregar a inflação na meta (4,5%) em 2016. Na ata, o BC cita que esse efeito de elevação da Selic, por se acumular e por levar tempo para aparecer, vai se sobrepor a “certos riscos remanescentes” na trajetória de combate à inflação. Na última quarta-feira, o comitê decidiu manter a Selic em 14,25% ao ano, após um ciclo de sete altas seguidas.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao manter a Selic em 14,45% ao ano, o BC sinaliza que as altas anteriores foram suficientes para produzir os efeitos esperados na economia.
Para o Copom, a sua estratégia “está na direção certa”. O comitê cita que houve avanços para conter a inflação, mas ainda é preciso ficar vigilante, em momento de aumento de preços de ativos, como o dólar.

Contas públicas
No documento, o Copom diz que “a mudança na trajetória de variáveis fiscais, implícita na proposta orçamentária para 2016, afetou as expectativas e, de forma significativa, os preços de ativos”.
Para o comitê, “alterações significativas” na trajetória de geração de superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública, “contribuem para criar uma percepção menos positiva sobre o ambiente macroeconômico no médio e no longo prazo”.
Fonte - Agência Brasil  10/09/2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Desligamento de térmicas afasta risco de déficit de energia

Energia

Vinte e uma térmicas serão desligadas a partir da zero hora de sábado. Decisão trará uma economia ao País de R$ 5,5 bilhões.A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela.

RA

O Ministério de Minas e Energia informou nesta que a partir da zero hora de sábado (8) serão desligadas as usinas térmicas com custo variável único (CVU) acima de R$ 600/MWh. A medida afasta o risco de déficit de energia e representa uma redução de R$ 5,5 bilhões ao custo mensal de operação (CMO) em 2015.
A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela. “A Aneel tomou a decisão correta da bandeira para agosto. Nos próximos dias, a Aneel vai estudar para apontar qual será a conduta para as bandeiras”, disse o ministro.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), serão desligadas 21 usinas, o que corresponde a uma redução de geração da ordem de 2.000 MW médios de energia – quantidade suficiente para abastecer 2,7 milhões de domicílios.
A medida foi proposta pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), devido à evolução das condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a expectativa de se atingir níveis de armazenamento da ordem de 30% nas Regiões Sudeste/ Centro-Oeste, ao final de novembro de 2015.
O CMSE decidiu que o ONS deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do SIN, para propor ao comitê a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do sistema.
Serão desligadas as Usinas Térmicas Igarapé, Termonorte 2, Bahia I, Sepé Tiaraju, Palmeiras do Goiás, Enguias, Araucária, Muricy, Arembepe, Nutepa, Daia, Petrolina, Goiânia 2, Camaçari, Carioba, Brasília, Potiguar, Potiguar III, Pau Ferro, Termomanaus e Xavantes.
Segundo a nota informativa divulgada pelo colegiado, o risco de qualquer déficit de energia, considerando o despacho das térmicas pela ordem de mérito, é de 1,2% para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% no Nordeste. Considerando o despacho das térmicas com o CVU até R$ 600/MWh, os valores de risco seguem em 0% nessas regiões.

Bandeiras tarifárias
Bandeira verde: a tarifa não sofre nenhum acréscimo;
Bandeira amarela: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Bandeira vermelha: a tarifa sobre acréscimo de R$ 0,055 para cada quilowatt-hora kWh consumidos.
Fonte - Revista Amazônia  07/08/2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pesquisadores brasileiros criam sistema que gera energia a partir de bactérias

Ciência &Tecnologia

O intuito é usar as bactérias para produzir a mesma quantidade de energia das células solares.O trabalho é realizado pelos professores Helinando Pequeno de Oliveira, do Colegiado de Engenharia Elétrica; e Mateus Matiuzzi, do Colegiado de Zootecnia, em conjunto com a estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira.

Revista Amazônia

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) conseguiu gerar energia elétrica a partir da atividade de bactérias Escherichia coli cultivadas em solução de água e nutrientes em ambiente controlado. Durante 11 dias, as bactérias geraram continuamente 0,5V, atingindo, nesta fase, o ápice da produção de energia.
O trabalho é realizado pelos professores Helinando Pequeno de Oliveira, do Colegiado de Engenharia Elétrica; e Mateus Matiuzzi, do Colegiado de Zootecnia, em conjunto com a estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira.
A pesquisa teve início no final do ano passado e será desenvolvida na Univasf e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O projeto contará com a participação do professor do Departamento de Química do MIT Timothy Swager, que trabalha com a produção de grafenos modificados quimicamente.
Os primeiros resultados são animadores, segundo o coordenador da pesquisa, Helinando de Oliveira. “Nosso objetivo é cultivar bactérias para que elas sejam geradoras de energia e no futuro possamos transformar células bacterianas em fonte alternativa de energia e produzi-las em escala industrial”, informa. Uma das metas, de acordo com ele, é fazer com que as bactérias gerem energia em quantidade equivalente à produzida por células solares.
O processoA equipe de pesquisadores desenvolveu um reator formado por dois compartimentos de teflon e separados por um trocador de prótons. Em um dos compartimentos foram inseridas as células bacterianas, cultivadas pelo microbiologista Mateus Matiuzzi, e a solução de água limpa e nutrientes. Elas são mantidas numa estufa, com temperatura controlada a 37°C.
Ao se reproduzirem, as bactérias geram energia e enviam para o outro lado, por meio de eletrodos de carbono, a água limpa purificada devido à troca de prótons pela membrana disposta entre os compartimentos. Esta purificação da água é outro efeito da atividade bacteriana. Oliveira observa que este resultado já era esperado, mas destaca o fato de a produção energética e a descontaminação da água ocorrerem num ambiente totalmente controlado e com um único tipo de bactéria, o que distingue o trabalho de outras pesquisas já realizadas com as Microbial Fuel Cells (MFC), como são chamadas as células bacterianas geradoras de energia.
Os pesquisadores da Univasf estão testando, no momento, a energia gerada pelas células bacterianas quando acopladas a um resistor. Ao conectá-las a um resistor de mil ohms, eles obtiveram uma tensão de 53 milivolts, ainda considerada pequena. Mas a pesquisa, que está no início, será desenvolvida até dezembro de 2016. “Estamos confiantes de que até o final da pesquisa teremos bons resultados a apresentar”, afirma Oliveira.
Fonte - Revista Amazônia  01/06/2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tesla apresenta bateria e promete mudar estrutura energética do mundo

Tecnologia

Na teoria, o dispositivo pode tornar as casas independentes da energia elétrica tradicional, usando apenas energia solar

AFP - Agence France-Presse
CEO da empresa, o norte-americano Elon Musk apresentou 
a bateria para casas. Foto - AFP David Mcnew
Pioneira dos carros elétricos, a Tesla revelou uma bateria para casas que o fundador da empresa, o norte-americano Elon Musk, garantiu que vai ajudar a mudar a "infraestrutura energética de todo o mundo".
A Tesla Powerwall pode armazenar energia a partir de painéis solares, da rede elétrica à noite - quando é mais econômica - e proporciona um backup seguro em caso de uma queda de energia.
Na teoria, o dispositivo, que se encaixaria na parede da garagem de uma casa, pode tornar as casas completamente independentes da energia elétrica tradicional, usando apenas energia solar.
"O objetivo é completar a transformação da infraestrutura de energia do mundo inteiro para conseguirmos o 'carbono zero' sustentável", disse Musk a repórteres, antes de revelar na quinta-feira o Powerwall em um armazém nos arredores de Los Angeles.
Exemplos do dispositivo "sleak", disponível em várias cores, foram alinhados em um lado do corredor. "Parece uma bela escultura na parede", apontou Musk.
Toda a energia da apresentação - ansiosamente aguardada por centenas de meios de comunicação e representantes do mundo tecnológico - veio da nova bateria, conectada a painéis solares no telhado, disse o fundador da Tesla.
O dispositivo, que vai custar 3.500 dólares, estará inicialmente à venda nos Estados Unidos ainda este ano, mas o objetivo é que ele chegue a mercados internacionais em algum momento de 2016.
A Alemanha é vista como um mercado-chave para o produto, que tem 15,24 centímetros de espessura, 1,22 metros de altura e 91 cm de largura, já que o país europeu está entre os maiores receptores de energia solar do mundo, destacou Musk.

"Boom" para países pobres
Também poderia ser um grande "boom" para as regiões menos desenvolvidas, onde o fornecimento de eletricidade não é confiável, apesar da energia solar abundante.
Musk comparou o potencial desta situação com a maneira que a tecnologia celular tem se expandido.
"É semelhante à forma como o celular saltou em relação aos telefones fixos", afirmou ele. "Isso vai ser realmente grande para as comunidades mais pobres do mundo".
"Isso permite que a rede seja completamente desconectada", acrescentou.
Musk ressaltou que tirar as economias avançadas, como os Estados Unidos, da dependência dos combustíveis fósseis não sustentáveis %u200B%u200Bé um objetivo-chave. "Eu acho que, coletivamente, devemos fazer algo sobre isso (...), já que temos este fantástico reator de fusão no céu, chamado Sol".
O Powerwall vem em ciclos semanais de 10 quilowatts-hora (kWh) e em modelos de ciclos diários de 7 kWh, ambos garantidos por 10 anos e suficientes para abastecer a maioria das casas durante o horário de pico de consumo de energia no período da tarde.
Musk evitou responder à pergunta de se a Tesla Energy vai se tornar um negócio maior que a Tesla Motors, pelo qual ele é mais conhecido.
No ano passado, a Tesla anunciou a construção no estado norte-americano de Nevada da maior usina com bateria de lítio-íon no mundo, uma "megafábrica" de 5 bilhões de dólares em parceria com a gigante japonesa Panasonic.
A Tesla iniciará as operações, enquanto seu parceiro japonês fará baterias projetadas para a fábrica e investirá em equipamentos e máquinas, de acordo com uma declaração conjunta quando a "megafábrica" foi anunciada.
Embora a Tesla ainda produza relativamente poucos veículos elétricos, tornou-se a estrela do mercado pela alta demanda e sua reputação de alta qualidade.
Fonte - Diário de Pernambuco 01/05/2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Hidrelétrica de Santo Antônio já está com 32 turbinas em operação no rio Madeira, em Rondônia

Energia

Localizada no rio Madeira, em Rondônia, juntamente com Jirau, outra hidrelétrica importante para o sistema de geração de energia elétrica do país, Santo Antônio contribui para manter o Brasil como um dos principais produtores de energia renovável do mundo.

RA
Vista aérea da usina hidrelétrica Santo Antônio
 no rio Madeira, em Rondônia. Maio 2014
Rondônia - A hidrelétrica de Santo Antônio colocou, em 2014, mais 15 turbinas em operação, aumentando a capacidade de geração de energia da usina para 2.300 megawatts (MW). Quando estiver concluída, em 2016, Santo Antônio terá 50 turbinas em operação, gerando 3.568 megawatts de energia, suficiente para o consumo de mais de 45 milhões de pessoas.
Localizada no rio Madeira, em Rondônia, juntamente com Jirau, outra hidrelétrica importante para o sistema de geração de energia elétrica do país, Santo Antônio contribui para manter o Brasil como um dos principais produtores de energia renovável do mundo.
Além disso, o modelo de reservatório reduzido (fio d'água) adotado na usina de Santo Antônio garantiu que os impactos ambientais na região fosse significativamente reduzidos. Construída no rio Madeira, em meio à floresta amazônica e a 7 quilômetros do centro da capital Porto Velho, a hidrelétrica entrou em operação em 30 de março de 2012.
Atualmente a produção da Hidrelétrica Santo Antônio beneficia tanto os consumidores locais como aqueles localizados nas demais regiões do país. Isto porque, a usina já está conectada ao Sistema Integrado Nacional (SIN) e também abastece o sistema Acre-Rondônia (atende por 70% do consumo total dos dois estados).
Esta geração aumenta a quantidade, qualidade e confiabilidade da energia elétrica disponível na região, o que é um importante fator de atração para a indústria e comércio – contribuindo, portanto, para o aquecimento da atividade econômica. Além disso, a produção da Hidrelétrica Santo Antônio permite o desligamento das usinas térmicas abastecidas por óleo diesel (que tradicionalmente abastecem os dois estados), que apresentam elevado custo de operação e grande volume de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Preservação ambiental
Um dos compromissos de sustentabilidade da Santo Antônio Energia, empresa responsável pela implantação e operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, é conservar a Área de Preservação Permanente (APP) de 39 mil hectares que margeia toda a extensão do reservatório da usina, formado pelo rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia.
A empresa deve recuperar até 2016 cerca de 1.900 hectares de áreas degradadas que margeiam o rio com o plantio de mais de um milhão de mudas nativas da floresta amazônica. O trabalho teve início com o reflorestamento dos primeiros 150 hectares, que apresentavam sinais de degradação antes mesmo da formação do reservatório da hidrelétrica.
Fonte -  Revista Amazônia  21/01/2015

domingo, 31 de agosto de 2014

Setor de energia eólica vai investir R$ 15 bilhões em 2014

Energia Eólica

Investimentos na matriz eólica contribui para a geração de energia limpa - Em dez anos, a energia eólica deve corresponder a 11% da matriz energética brasileira, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência 
Arquivo/Agência Brasil
O setor de energia eólica vai investir neste ano cerca de R$ 15 bilhões e a perspectiva é manter este patamar de investimentos nos próximos anos, incluindo a participação nos leilões de energia promovidos pelo governo, de acordo com a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia Melo. Em dez anos, a energia eólica deve corresponder a 11% da matriz energética brasileira, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Para Elbia, um dos maiores desafios do setor no Brasil é o desenvolvimento da cadeia produtiva para garantir o andamento dos projetos e manter o índice de nacionalização, critérios básicos para conseguir financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela concorda com a exigência, mas lembrou que a cadeia produtiva tem que evoluir rapidamente para que os projetos possam entregar a energia contratada nos leilões.
"É um desafio que chamamos de emergencial. Temos que vencer rapidamente. Ano passado nós vendemos 4,7 gigawatts (GW). Isso significa que temos que fabricar equipamentos. O adensamento da cadeia produtiva talvez hoje seja o ponto de maior atenção. Não entendemos como um ponto intransponível, mas como uma questão que temos que vencer, que discutir e trazer soluções de curto prazo para seguir na trajetória de consolidação que a indústria está indo de sustentabilidade de longo prazo ", disse à Agência Brasil.
O chefe do departamento da área de operações industriais do BNDES, Guilherme Tavares Gandra, explicou que o critério foi adotado em 2012 dentro da modelagem dos financiamentos para incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. "Desde o início da metodologia temos cerca de 22 novas unidades industriais e 15 expansões. Estamos falando aqui de 37 projetos de investimentos", disse, destacando que os projetos não se concentram em apenas um tipo de segmento."Tem investimento em fornecedores de pás, de torres. Houve uma abrangência em grupos de componentes que é muito interessante".
Na avaliação de Elbia Melo, com a diversificação da matriz energética brasileira que já está acontecendo, no futuro, a tendência é a redução da participação das hidrelétricas e de aumento das fontes renováveis. "Nesse processo a energia eólica é a atriz principal. Ela vai ser rapidamente a segunda fonte a participar da matriz. Do ponto de vista da oferta, nós não temos problema em termos de potencial. É essa a posição que o setor eólico está buscando garantir e nós temos todas as condições de fazer isso. O setor eólico está em um momento virtuoso e vai continuar nesta trajetória tendo em vista a base que a indústria construiu no Brasil", explicou.
Segundo a presidenta, um fator importante que será trabalhado neste momento é encaminhar ao governo o pedido de escalonar as entregas de energia do que foi vendido nos leilões. "Essa é uma demanda importante que a indústria vai levar para o governo. Não fica em um período único e as fábricas têm tempo de programar a sua produção", esclareceu.
O escalonamento, de acordo com ela, poderia favorecer também a solução de um outro gargalo do setor, que é a logística do transporte de equipamentos. A característica dos produtos é a grande dimensão e o peso, como as torres das turbinas de geração da energia eólica e rotores, entre outras peças.
Fonte - Agência Brasil  31/08/2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Horário de verão propiciou ao país economia de R$ 405 milhões

Economia

Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, foram divulgados na tarde de hoje (14) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil

Com o final do horário de verão à meia-noite deste sábado (15), quando os relógios terão que ser atrasados em uma hora nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o país terá economizado R$ 405 milhões nos 120 dias da vigência da medida, instituída pela primeira vez no verão de 1931/1932.
Os relógios terão que ser atrasados em uma hora com o final do horário de verão Renato Araujo/Agência Brasil
A medida começou a valer no dia 20 de outubro do ano passado e propiciou uma redução de aproximadamente 4,1% da demanda por energia de ponta dos dois sistemas. Desse percentual, 4,3% foi economizado no Subsistema Sul, e 4,1% no Sudeste/Centro-Oeste.
Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, foram divulgados na tarde de hoje (14) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul.
O Operador Nacional do Sistema informou que, no caso do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a, aproximadamente, 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes).
Para o ONS, no entanto, o principal benefício do horário de verão “foi o aumento da segurança operacional, resultante da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão, que proporcionou maior flexibilidade operativa para realização de manutenção em equipamentos”.
Do total de R$ 405 milhões economizados, os ganhos referentes ao custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema resultaram em benefícios econômicos de R$ 125 milhões, somente com a redução de geração térmica, no período outubro/2013 a fevereiro/2014.
Mais R$ 280 milhões economizados foram referentes ao custo evitado pela redução do valor da carga esperada para a ponta do Sistema Interligado Nacional, de 2.565 MW, que teria que ter sido atendido por geração térmica.
Os números indicam, ainda, que a redução de energia de 295 MW médio representa 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos, dos quais 220 MW correspondem ao Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 75 MW ao Subsistema Sul, equivalendo a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 14% do consumo mensal de Curitiba, respectivamente.
Fonte - Agência Brasil  14/02/2014

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Brasil aumenta em 9,2 mil MW a geração de energia

Energia

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
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Brasília – A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) agregou mais 9.231 megawatts (MW) de energia à capacidade de geração do Brasil. Desse total, 3,7 mil MW são gerados a partir de 11 usinas hidrelétricas; 4,59 MW a partir de 38 usinas térmicas; 762 MW a partir de 30 usinas eólicas; e 152 MW a partir de oito pequenas centrais hidrelétricas.
Quando as obras em andamento forem concluídas, 26,5 mil MW serão agregados ao parque gerador brasileiro, a partir de mais oito hidrelétricas, 11 térmicas, 122 eólicas e cinco pequenas centrais hidrelétricas. Os números constam do oitavo balanço da segunda fase do PAC, divulgado hoje (17).
De acordo com o balanço, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte terá investimento de R$ 28,9 bilhões e está com 34% das obras concluídas. Localizada no Pará, a usina terá capacidade instalada de 11.233 MW.
Vinte e seis linhas de transmissão foram concluídas, totalizando 8.270 quilômetros (km) de extensão, para levar a energia gerada ao mercado consumidor. Trinta e oito linhas, com extensão de 10.154 km, estão com obras em andamento. Há ainda 32 subestações em construção.
Entre as que estão em operação está a do Circuito 1 da Interligação Madeira-Porto Velho-Araraquara, com 2.375 km, ainda em fase de testes. A Interligação Tucuruí-Macapá-Manaus (1.798 km) tem dois trechos concluídos que somam 1.085 km de extensão. Mais 16.554 km de linhas serão viabilizados por meio de nove leilões já feitos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 18,6 bilhões.
Na área de petróleo e gás natural, foram iniciadas a perfuração de 354 poços exploratórios, sendo 167 no mar (60 deles na área do pré-sal), e 187 em terra. Do total, 279 foram concluídos. As plataformas PMXL-1, P-56, e as plataformas flutuantes (FPSOs) localizadas em Itajaí, Anchieta, São Paulo e Paraty iniciaram a produção, somando mais 520 mil barris/dia de óleo e 36,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás à capacidade do país. Foram concluídas também as plataformas de perfuração em águas rasas P-59 e P-60.
Entre as ações realizadas no último quadrimestre, o governo federal destaca o início das obras de três das 28 sondas contratadas para serem construídas no Brasil, e a conclusão da Refinaria Planalto Paulista, em Paulínia (SP). A Refinaria Abreu e Lima (PE) está com 80% das obras concluídas e a do Comperj (RJ), com 60%.
Fonte - Agencia Brasil  17/10/2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Queimada no Piauí provocou blecaute no Nordeste, diz governo

Brasil

Sabrina Craide e Vladimir Platonow
Repórteres da Agência Brasil
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Brasília e Rio de Janeiro – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o Operador Nacional do
Sistema Elétrico (ONS) informaram que a interrupção no fornecimento de energia que atingiu a Região Nordeste na tarde de hoje (28) foi causada por uma queimada em uma fazenda no município de Canto do Buriti, no Piauí, que resultou no desligamento de linhas de transmissão.
Foi desligada a linha de transmissão Ribeiro Gonçalves-São João do Piauí devido à queimada. Às 15h04, o circuito foi religado manualmente, mas um novo desligamento pelo mesmo motivo ocorreu às 15h06. A linha de transmissão é da empresa Ienne, controlada pela espanhola Isoluxx. Segundo o ONS, às 15h08, também devido a uma queimada, foi desligada a segunda linha Ribeiro Gonçalves-São João do Piauí, da Taesa, empresa controlada pela Cemig, configurando uma contingência dupla, o que levou à perda de sincronismo e à consequente separação da Região Nordeste do restante do Sistema Interligado Nacional (SIN), havendo perda de carga de aproximadamente 10,9 mil megawatts.
“A linha passa na Fazenda Santa Clara. Houve desligamento inicial às 14h58, foi recomposta em seguida, mas logo depois uma nova incidência fez com que perdêssemos toda a carga do Nordeste. Quarenta minutos depois, já tínhamos o reinício da ligação das cargas em todas as capitais”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que esteve na sede do ONS, no centro do Rio.
Houve o desligamento adicional de mais três linhas de transmissão que fazem a interligação do SIN com a Região Nordeste: Presidente Dutra -Teresina (circuitos 1 e 2), Presidente Dutra-Boa Esperança e Bom Jesus da Lapa-Rio das Éguas. “Após identificada a origem da ocorrência, deu-se início à recomposição das cargas da Região Nordeste, tendo a das capitais sido, praticamente, concluída às 17h30”, diz a nota divulgada no início da noite pelo ONS.
O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, explicou que a queimada causou um curto-circuito no sistema. “Houve uma contingência dupla na linha de 500 quilovolts São João do Piauí-Ribeiro Gonçalves. Com isso, se abriram outras linhas de 500 KV, que conduziram à separação de todo o sistema Nordeste do restante do sistema interligado. Aí a carga é muito maior do que a geração da região, ocorrendo o desligamento”, explicou Chipp.
Fonte - Agência Brasil  28/08/2013 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Reitup vai desonerar energia de tração para transportes publico

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Vai a votação na Câmara na semana que vem, depois de passar pelo Senado, e deve ser aprovado até agosto, na onda dos projetos de mobilidade, o PLC (Projeto de Lei da Câmara) 310/2009, que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros, conhecido como REITUP (ver na íntegra em -http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=94361).
O projeto atende a uma antiga reivindicação do setor metroviário, ao reduzir em 75 % o custo da energia elétrica – hoje paga pela tarifa de pico pelos operadores de metrôs e sistemas metropolitanos, quatro vezes mais cara que a tarifa de vale. Ao mesmo tempo, estabelece isenção de PIS/Cofins -- equivalente a 3,6 % -- no pagamento da mesma energia elétrica. A redução na receita das distribuidoras de energia, explica o deputado federal Carlos Zaratini (PT-SP) será compensada pelo reajuste da tarifa para os demais usuários ou pela Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A, uma das reservas da ANEEL.
Atualmente, entre as 17:30hs e as 20:30hs de cada dia útil, escritórios, residências, fábricas e metrôs pagam quatro vezes mais pela energia elétrica que consomem do que em outros horários. O objetivo deste sistema, conhecido como horo sazonal, é desestimular o consumo em hora de pico, para aliviar as distribuidoras. Pode funcionar em escritórios, residências e fábricas, capazes de administrar seu tempo, mas não dá certo em metrôs e trens metropolitanos, que tem que receber os passageiros que vão ou voltam do trabalho, explica João Gouveia, diretor de Operações da Supervia.
“Pagamos por mês R$ 5,5 milhões de conta de energia – diz João Gouveia -- e com isso não podemos, por exemplo, renovar nossa frota e substituir os motores a corrente contínua por motores a corrente alternada, que economizam energia. A desoneração é mais do que bem vinda”.
Fonte - Revista Ferroviária 05/07/2013