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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Empresas de transporte sobre trilhos buscam reduzir tarifa de energia elétrica

Transportes sobre trilhos

Os gastos das empresas com energia praticamente dobraram entre 2013 e 2015.Seria ótimo voltarmos a ter esse desconto, mas não é isso que estamos pleiteando,pois sabemos o momento que o país está vivendo”,acrescentou Joubert.Ele informou que as empresas propõem ao governo que todo o dinheiro economizado com a eventual redução das tarifas de energia elétrica seja reinvestido na melhoria do próprio sistema.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Pregopontocom
Empresas transportadoras de passageiros de trens e metrôs pedem ao Ministério de Minas e Energia que as tarifas de energia elétrica para o setor sejam reduzidas. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores, a proposta da entidade é que os valores economizados sejam integralmente revertidos em melhorias para o sistema, o que contribuiria para a mobilidade urbana, beneficiando cerca de 10 milhões de usuários transportados diariamente em todo o país.
Na segunda-feira (18), Joubert apresentou ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, as sugestões do setor.
“Não estamos pedindo descontos, mas que se estudem as particularidades do transporte metroferroviário. É importante descobrirmos uma forma de as empresas continuarem prestando serviço com qualidade, sem serem oneradas a um ponto quase impossível de absorver”, disse à Agência Brasil o presidente da ANPTrilhos, entidade que representa empresas, associações e operadoras como a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e os metrôs de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.
De acordo com Joubert, os gastos com energia são o segundo maior item da planilha de custos das operadoras públicas e privadas de transporte sobre trilhos, ficando atrás de mão de obra e à frente de custos com manutenção. Se, até a década de 1990, quando vigorava um desconto de 75% na tarifa de energia elétrica, esses gastos representavam 2% dos custos operacionais totais, hoje, o percentual médio chega a 20%, reduzindo a capacidade de investimento das operadoras metroferroviárias, que, juntas, empregam cerca de 40 mil pessoas.
“Os gastos das empresas com energia praticamente dobraram entre 2013 e 2015. Seria ótimo voltarmos a ter esse desconto, mas não é isso que estamos pleiteando, pois sabemos o momento que o país está vivendo”, acrescentou Joubert. Ele informou que as empresas propõem ao governo que todo o dinheiro economizado com a eventual redução das tarifas de energia elétrica seja reinvestido na melhoria do próprio sistema.
A ANPTrilhos chegou inclusive a sugerir ao Ministério de Minas e Energia que os descontos fossem condicionados à exigência de as empresas de transporte adquirirem bens e produtos da indústria nacional, como forma de estimular a produção local. De acordo com Joubert, o ministro Fernando Coelho Filho mostrou-se sensível ao pleito e prometeu que os técnicos da pasta se reunirão com os especialistas da associação e do setor para estudar a questão.
Para a associação, os benefícios que a desoneração traria para a sociedade seriam maiores que o impacto para o setor de energia elétrica – impactos que o setor considera “insignificantes” perante as vantagens. Em uma publicação que reúne as principais propostas do setor para a elaboração de políticas públicas, a APTrilhos diz que a modernização do setor, com a substituição dos atuais trens por outros mais modernos, possibilitaria reduzir o consumo de energia elétrica entre 25% e 30%.
“Há várias formas de transferir essa economia para o benefício do sistema e dos usuários. A mais fácil é repassar a economia para o valor das tarifas, mas há outras formas mais eficazes e cujo benefício social é mais amplo, como investir na atualização e modernização dos equipamentos, o que geraria maior eficiência energética. E ainda poderíamos associar isso à empregabilidade, estabelecendo que os equipamentos fossem comprados da indústria brasileira”, concluiu Joubert.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2016

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Desligamento de térmicas afasta risco de déficit de energia

Energia

Vinte e uma térmicas serão desligadas a partir da zero hora de sábado. Decisão trará uma economia ao País de R$ 5,5 bilhões.A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela.

RA

O Ministério de Minas e Energia informou nesta que a partir da zero hora de sábado (8) serão desligadas as usinas térmicas com custo variável único (CVU) acima de R$ 600/MWh. A medida afasta o risco de déficit de energia e representa uma redução de R$ 5,5 bilhões ao custo mensal de operação (CMO) em 2015.
A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela. “A Aneel tomou a decisão correta da bandeira para agosto. Nos próximos dias, a Aneel vai estudar para apontar qual será a conduta para as bandeiras”, disse o ministro.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), serão desligadas 21 usinas, o que corresponde a uma redução de geração da ordem de 2.000 MW médios de energia – quantidade suficiente para abastecer 2,7 milhões de domicílios.
A medida foi proposta pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), devido à evolução das condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a expectativa de se atingir níveis de armazenamento da ordem de 30% nas Regiões Sudeste/ Centro-Oeste, ao final de novembro de 2015.
O CMSE decidiu que o ONS deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do SIN, para propor ao comitê a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do sistema.
Serão desligadas as Usinas Térmicas Igarapé, Termonorte 2, Bahia I, Sepé Tiaraju, Palmeiras do Goiás, Enguias, Araucária, Muricy, Arembepe, Nutepa, Daia, Petrolina, Goiânia 2, Camaçari, Carioba, Brasília, Potiguar, Potiguar III, Pau Ferro, Termomanaus e Xavantes.
Segundo a nota informativa divulgada pelo colegiado, o risco de qualquer déficit de energia, considerando o despacho das térmicas pela ordem de mérito, é de 1,2% para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% no Nordeste. Considerando o despacho das térmicas com o CVU até R$ 600/MWh, os valores de risco seguem em 0% nessas regiões.

Bandeiras tarifárias
Bandeira verde: a tarifa não sofre nenhum acréscimo;
Bandeira amarela: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Bandeira vermelha: a tarifa sobre acréscimo de R$ 0,055 para cada quilowatt-hora kWh consumidos.
Fonte - Revista Amazônia  07/08/2015